quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

QUANTO VALE UM BOM ATO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5779






BS"D

A Parashat desta semana é carinhosamente dedicada à elevação da alma de meus queridos avós:

Shandla bat Hersh Mendel Z"L


Ben Tzion ben Shie Z"L

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.

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QUANTO VALE UM BOM ATO? - PARASHAT BESHALACH 5779 (18 de janeiro de 2019)
O Sr. Herschel Weber z"l vivia no Brooklin, em Nova York. Ele era uma boa pessoa, preocupado com o próximo, mas nunca tinha feito grandes atos. Porém, um incidente mudaria completamente sua vida e a vida de milhares de pessoas.

Certo dia, o Sr. Weber estava na sinagoga, rezando, quando um dos frequentadores teve um ataque cardíaco. A ambulância foi chamada, mas levou 40 minutos para chegar. Quando os médicos chegaram, infelizmente já não havia mais nada a se fazer. O Sr. Weber, que viu o homem morrer diante dos seus olhos, se sentiu impotente diante daquela situação. Ele se remoía o dia inteiro, perguntando se poderia ter feito algo para salvar a vida daquele homem. Com o coração apertado, ele e mais dois amigos resolveram fazer um curso de primeiros socorros e compraram cilindros de oxigênio para situações de emergência.

Não passou muito tempo até que, certa manhã, uma senhora idosa pediu ajuda ao Sr. Weber. Seu marido não se mexia na cama e ela não sabia o que fazer. O Sr. Weber correu até a casa dela, levando um cilindro de oxigênio, mas quando chegou, infelizmente o velhinho já havia falecido. O Sr. Weber saiu de lá triste por não ter conseguido ajudar e começou a descer lentamente pelas escadas. Escutou então a conversa de dois vizinhos, que questionavam as habilidades do socorrista, dizendo que provavelmente o senhor havia morrido porque ele não soube fazer direito seu trabalho. Escutar aquela conversa foi uma facada no coração do Sr. Weber. Ele ficou deprimido e, por dois dias, chorou em casa. Não queria sair, não queria ver ninguém e ficou em dúvida se deveria continuar com seu trabalho voluntário de tentar salvar vidas. Decidiu então se aconselhar com o Rav Yoel Taitelbaum zt"l (Romênia, 1887 - EUA, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe. Ele perguntou se era algo importante criar um grupo de voluntários para prestar primeiros socorros. O Satmer Rebe leu para o Sr. Weber uma passagem do livro Shaarei Teshuvá, de autoria do Rabeinu Yoná (Espanha, século 12), que ensina que é bom e correto que exista, em cada cidade, voluntários do povo que estejam prontos para qualquer situação de "Hatzalá" (salvamento). O Rebe de Satmer incentivou-o a seguir em frente com o seu projeto e lhe deu uma Brachá calorosa para que tivesse muito sucesso.

Naquele momento nascia a instituição "Hatzalá", atualmente presente em dezenas de países, com milhares de voluntários, responsável pelo salvamento de dezenas de milhares de vidas. E tudo começou com a atitude de um único homem, que não sabia até onde seus esforços chegariam, mas que resolveu fazer a sua parte.

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que descreve o momento em que o povo judeu finalmente saiu do Egito, se libertando de mais de 200 anos de escravidão. Porém, ainda faltava um último teste de Emuná para o povo judeu. Mais uma vez D'us endureceu o coração do Faraó e ele decidiu perseguir os judeus no deserto. O povo judeu se viu preso entre o intransponível Mar Vermelho e os egípcios que os perseguiam e, desesperados, levantaram seus olhos para o Céu e gritaram. D'us então abriu o Mar Vermelho e, após a passagem dos judeus em terra firme, fechou as águas sobre os egípcios, matando todos eles.

Antes da descrição da abertura do Mar Vermelho há um versículo que chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Por que D'us considerou esta informação tão importante, a ponto de registrá-la para sempre na Torá? E por que este versículo é trazido pouco antes do episódio da abertura do Mar?

Existem algumas respostas para estes questionamentos. Em primeiro lugar, D'us fez questão de gravar esta informação na Torá para nos ensinar que o povo judeu cumpriu a promessa que havia feito a Yossef antes de sua morte. Yossef fez o povo prometer que seus restos mortais seriam levados para Israel no momento em que a redenção do povo judeu chegasse, e assim eles cumpriram.

Em segundo lugar, a Torá quer dar um imenso louvor à incrível atitude de Moshé. Durante a saída do Egito, D'us ordenou ao povo que pedissem aos seus vizinhos egípcios ouro, prata e roupas. Enquanto a maioria do povo estava preocupada em pedir o ouro e a prata de seus vizinhos, para saírem do Egito com riquezas materiais, Moshé estava preocupado com as riquezas espirituais e, por isso, se ocupou pessoalmente em cumprir a promessa feita a Yossef.

Porém, há um terceiro motivo, que nos ajuda a responder um importante questionamento em relação ao valor das Mitzvót que cumprimos no nosso dia a dia. Algumas vezes temos oportunidade de cumprir Mitzvót, mas acabamos tendo preguiça. Perdemos oportunidades e deixamos importantes Mitzvót para depois, sendo que algumas acabamos nunca mais cumprindo. Será que sabemos qual é o valor de uma Mitzvá e qual é o impacto dela no mundo inteiro? Outras vezes nós cumprimos uma Mitzvá, mas a consequência é algo aparentemente negativo. Quando o resultado de uma Mitzvá é negativo, não teria sido melhor não ter cumprido a Mitzvá? Por que às vezes nos esforçamos para fazer o que é correto e as consequências são contrárias ao que esperávamos?

Um exemplo deste efeito aparentemente negativo das Mitzvót ocorreu justamente com Yossef, quando ele estava no Egito. Enquanto ele trabalhava na casa de Potifar, um dos ministros do Faraó, Yossef foi muitas vezes tentado pela esposa de seu chefe, mas manteve-se íntegro. Em uma das investidas, em um dia em que não havia mais ninguém em casa, a esposa do Potifar literalmente segurou Yossef pelas roupas. Ela era uma mulher muito bonita e atraente, e não havia mais ninguém olhando. Yossef, juntando todas as suas forças, conseguiu vencer seus instintos e quebrou sua natureza, fugindo e deixando seu casaco nas mãos dela. Qual foi a recompensa deste incrível ato de bravura e autocontrole de Yossef? Ele foi falsamente acusado de ter atacado a esposa do Potifar e foi jogado na prisão por 12 anos. Esta é a recompensa por um ato tão grande? Será que teria sido melhor Yossef ter cometido a transgressão?

Um dos grandes problemas do ser humano é que somos muito imediatistas, apesar de estarmos sempre vendo a vida de forma extremamente limitada. Ainda mais atualmente, que fazemos parte de uma geração "Drive Thru", na qual exigimos sempre ver imediatamente os resultados dos nossos esforços. Porém, não é assim que D'us trabalha. Ele tem cálculos muitos mais profundos, que levam em consideração muitos fatores que estão acima do nosso entendimento. E uma das consequências dos cálculos profundos de D'us é que as coisas não acontecem de forma imediata. Muitas vezes esta demora é justamente para nos dar livre arbítrio e a possibilidade de desenvolvermos a nossa Emuná.

Precisamos olhar para o caso de Yossef com outros olhos. Na realidade, o fato dele ter ido para a prisão não estava conectado com seu comportamento correto diante do difícil teste. Apesar de ser um gigante espiritual, Yossef havia cometido alguns erros em relação aos seus irmãos e em uma pequena falha de Emuná, cuja "limpeza espiritual" seria através dos anos em que ele ficou preso. Após o tempo que D'us havia decretado como suficiente para que ele expiasse seus erros, o Faraó teve um sonho e Yossef foi imediatamente libertado da prisão para interpretá-lo. Assim começava a subida de Yossef, após sua limpeza espiritual.

Porém, onde estava a recompensa pelo incrível ato de Yossef? Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que o versículo descreve que Moshé trouxe os ossos de Yossef antes da abertura do Mar Vermelho justamente para nos ensinar que a abertura do Mar Vermelho somente foi possível pelos méritos de Yossef. D'us utiliza sempre a característica de "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). A natureza do mar é seguir seu fluxo, enquanto a natureza animal do ser humano é seguir seus instintos e desejos. Da mesma maneira que Yossef conseguiu quebrar sua natureza humana, então D'us também quebrou a Sua natureza e abriu o mar. Somente quando os ossos de Yossef chegaram, o Mar Vermelho abriu as suas águas, salvando o povo judeu.

Isto quer dizer que a recompensa de Yossef não foi dada imediatamente, ela demorou mais de 200 anos, mas veio de uma forma que mudou a história da humanidade. Aproximadamente 3 milhões de judeus saíram do Egito, entre homens, mulheres e crianças, além de milhares de animais. Todos eles estavam presos diante do Mar Vermelho, com o exército egípcio em sua perseguição. Seria o fim do povo judeu, um verdadeiro holocausto. Pelo mérito de um único ato de Yossef, o Mar Vermelho se abriu e 3 milhões de pessoas foram salvos do extermínio.

Esta Parashat nos ensina, portanto, duas lições extremamente importantes. Em primeiro lugar, não devemos ser imediatistas. Devemos fazer o que é correto, independentemente se as consequências dos nossos bons atos aparentam ser negativas. D'us não deixa nenhum bom ato sem recompensa e nenhum mau ato sem uma cobrança. Não precisamos ensinar a D'us como trabalhar, pois Seus cálculos e Seu entendimento são infinitamente superiores aos nossos. Cada bom ato fica guardado para sempre e suas consequências são certamente muito positivas, beneficiando não só a nós mesmos, mas ao mundo como um todo.

Além disso, outro importante ensinamento é que pequenos atos podem mudar a história da humanidade. Grandes mudanças começaram com pequenas atitudes de pessoas que queriam fazer algo por um mundo melhor. Um único ato de Yossef salvou 3 milhões de pessoas. Uma atitude do Sr. Herschel Weber salva, até hoje, milhares de vidas. Simples atitudes, como manter o autocontrole diante dos nossos desejos, podem parecer pequenas, mas podem estar mudando o mundo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O PODER DO LIVRE ARBÍTRIO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5779






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O PODER DO LIVRE-ARBÍTRIO - PARASHAT BÔ 5779 (11 de janeiro de 2019)
"Havia um rei muito bondoso e dedicado aos seus súditos. Todos os seus atos e leis eram feitos em prol do seu povo. Era um lugar onde reinava a paz e a tranquilidade. O rei era querido e respeitado por todos, e as pessoas se respeitavam e viviam em harmonia.

Porém, a tranquilidade foi quebrada quando pessoas de má índole, que queriam tomar o poder, começaram a se rebelar contra o rei. Eles foram chamados para uma conversa no palácio, mas não adiantou nada, eles continuavam juntando seguidores para fazer uma grande rebelião contra o rei. O chefe do exército tentou impor duros castigos aos líderes do grupo rebelde, mas nem mesmo isto funcionou para fazer com que eles se arrependessem de seus maus atos.

Porém, apesar dos esforços do ministro do exército, havia algo estranho acontecendo. Quanto mais ele se esforçava para impedir que os rebeldes conseguissem se armar, mais fortes eles ficavam. Sempre apareciam com armas novas e sofisticadas. Era um enorme mistério de onde aquelas armas todas surgiam. Até que certo dia, após decifrar uma mensagem secreta dos rebeldes, ele conseguiu preparar uma emboscada e interceptou um enorme carregamento de armas. Quando viu de onde vinham as armas, quase desmaiou. Descobriu que o fornecedor era... o próprio rei. O selo real nas caixas era inconfundível. Inconformado, ele foi tirar satisfações:

- Desculpe, mas Vossa majestade enlouqueceu? Eu estou me esforçando tanto para que os rebeldes não tenham armas e, para minha enorme surpresa, descubro que é o próprio rei que fornece as armas aos rebeldes? Vossa majestade pode, por favor, me explicar o que está acontecendo?

- Não se preocupe, eu não enlouqueci, meu caro ministro - respondeu o rei, visivelmente envergonhado por seu plano ter sido descoberto - desde a minha coroação eu tenho tentado, no limite das minhas forças, ser um bom rei e atender todas as necessidades do meu povo. Tudo o que eu faço é para o bem deles. Eu gostaria que eles reconhecessem que tudo o que eu faço é por bondade e se comportassem de acordo com as minhas leis. Quando este grupo de rebeldes surgiu, eu poderia ter facilmente os esmagado com a força do meu exército, mas esta não era esta a minha vontade. Não quero que eles sigam meu caminho por falta de escolha, quero que eles sigam meu caminho por opção. É por isso que eu mando as armas, para testá-los, para dar a eles a chance de abandonar os maus caminhos por escolha própria, por um sentimento de arrependimento, e não por se sentirem forçados a isto, por não terem a força de me enfrentar.

- Porém, meu fiel ministro, eu te asseguro - continuou o rei - que se após algum tempo eles não demonstrarem nenhum tipo de arrependimento, caso eles não melhorem o comportamento e continuem com sua rebeldia e seus maus atos, mesmo após verem que eu faço a eles apenas bondades, eu pararei de enviar a eles as armas e, em pouco tempo, eles serão esmagados pelo meu exército, sem nenhum tipo de piedade."

Assim funciona o nosso livre-arbítrio. D'us nos deu uma força incrível, a possibilidade da escolha, de utilizarmos nossas forças e nossa inteligência até mesmo contra Ele. D'us nos faz bondades o tempo inteiro, mas Ele quer que sigamos Seus caminhos e Suas leis por escolha, não por nos sentirmos obrigados.

Na Parashat desta semana, Bô (literalmente "Venha"), a Torá continua descrevendo as pragas que castigaram o Egito e destruíram sua infraestrutura. Nas primeiras cinco pragas, a Torá diz que o Faraó endureceu seu coração e não cedeu às pressões para libertar o povo judeu da escravidão. Porém, a partir da sexta praga, o tom da Torá muda e, ao invés de escrever que o Faraó endureceu seu coração, está escrito que foi D'us que endureceu o coração do Faraó. O que significa esta mudança?

Explica o Rav Yaacov Wainberg zt"l que D'us foi testando diversas vezes o Faraó, para saber se ele se arrependeria de seus maus atos. Mas, a partir da sexta praga, D'us retirou completamente o seu livre-arbítrio, não dando mais a ele a escolha de permitir que o povo judeu saísse até que as 10 pragas se completassem.

Porém, isto desperta uma pergunta fundamental. Toda a essência da criação do mundo é justamente a possibilidade da pessoa escolher entre o certo e o errado, recebendo recompensas pelas escolhas corretas e castigos pelas escolhas erradas. O Faraó foi duramente castigado com as pragas por causa de suas escolhas equivocadas, por ter deixado sua vontade de fazer maldades e seus desejos pelo mundo material desviarem suas escolhas. Porém, a partir do momento em que D'us retirou dele o livre-arbítrio, então ele não tinha mais a escolha entre o certo e o errado. Entretanto, mesmo sem o poder da escolha, o Faraó continuou recebendo duros castigos de D'us. Como alguém pode ser punido por um ato que foi obrigado a fazer? Por que o Faraó continuou sendo castigado se D'us havia tirado dele a possibilidade de dizer "Sim"?

Para responder este questionamento, precisamos antes entender o que é exatamente o livre-arbítrio e porque ele nos foi dado. O conceito de livre-arbítrio é algo muito profundo e de difícil entendimento, mas ao mesmo tempo, fundamental para a existência da nossa vida neste mundo. O livre-arbítrio é o poder do ser humano escolher seus caminhos na vida, é a possibilidade do homem seguir o caminho indicado por D'us ou se rebelar e seguir o caminho contrário. Sem o livre-arbítrio existiria apenas o poder de D'us e, como consequência, todo o universo existiria apenas de forma passiva. Ao dar o livre-arbítrio ao ser humano, D'us o dotou com um poder especial, de forma que duas forças existiriam no universo. Isto possibilitou que se firmasse um pacto entre o Criador e Suas criaturas. Possibilitou também que existissem os Mandamentos e um relacionamento entre o ser humano e D'us, o que seria algo sem sentido se o ser humano não tivesse escolha. Portanto, o livre-arbítrio é um incrível presente que D'us deu ao ser humano.

Por outro lado, da mesma forma que D'us dá o livre-arbítrio de presente ao ser humano, Ele pode retirar no caso de uma pessoa não merecê-lo. Explica o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204), nas Halachót de Teshuvá (Leis de Arrependimento), que o livre-arbítrio possibilita que a pessoa faça uma transgressão tão grande, ou uma grande quantidade de transgressões menores, ao ponto de ser rotulado como um "rebelde". Neste momento, é retirado dele a oportunidade de se arrepender e consertar seus atos, o que seria a sua cura espiritual. Quando a pessoa chega ao limite, ela perde o presente do livre-arbítrio.

Foi isto o que ocorreu com o Faraó. Quando a Torá diz que D'us endureceu o seu coração, significa que naquele momento ele atingiu seu limite e perdeu o direito ao livre-arbítrio. Ele recebeu diversas oportunidades para se arrepender, através dos avisos e dos duros castigos que recebeu, porém ele usou suas escolhas para oprimir e tentar destruir o povo judeu, fisicamente e psicologicamente. Após demonstrar que não estava utilizando da forma correta o presente do livre-arbítrio que havia recebido, então seu livre-arbítrio e, consequentemente, sua possibilidade de se arrepender, foram retiradas dele. Ele continuou a receber os castigos, mesmo sem livre-arbítrio, pois já havia demonstrado, nos testes anteriores, quem era ele de verdade.

Entretanto, se o livre-arbítrio do Faraó já havia sido retirado após a sexta praga, então por que D'us continuou mandando Moshé advertir o Faraó e avisar que, caso ele não se arrependesse de seus maus atos, sofreria as consequências? Explica o Rambam que D'us queria ensinar justamente que temos muitas chances de nos arrepender e de consertar nossos erros, mas a partir do momento em que D'us tira o livre-arbítrio daquele que cometeu atos muito errados, então não há mais forma de consertar seus erros. Qualquer pessoa que estuda sobre as 10 pragas sabe que nenhum ser humano desafiaria D'us neste limite, mesmo sendo continuamente advertido e castigado. Certamente qualquer um nesta situação já teria libertado o povo judeu para terminar com seus sofrimentos. A única forma de entender a obstinação do Faraó, apesar de tanto sofrimento, é ele ter perdido o livre-arbítrio. Após desperdiçar muitas chances de se arrepender, o Faraó ficou gravado para sempre na Torá como um exemplo daquele que, ao abusar, acabou perdendo o seu livre-arbítrio.

O livre-arbítrio é, portanto, um dos maiores paradoxos da existência humana. É a independência que D'us dá a uma criatura completamente dependente Dele. Precisamos refletir muito para entender que é uma bondade imensurável D'us dar ao ser humano a força e a inteligência para que possamos nos rebelar contra Ele. O ser humano, sem o potencial de se rebelar, também nunca poderia se aproximar de D'us. Um pacto depende de duas partes, não pode ser algo unilateral. O relacionamento do povo judeu com D'us, que é o maior prazer que podemos alcançar, somente é possível por causa do livre-arbítrio. Portanto, devemos nos questionar muito sobre como estamos utilizando nossas escolhas na vida.

A Parashat desta semana nos ensina uma lição muito importante. Muitas vezes tropeçamos em nossos atos e cometemos erros. Muitos desanimam com seus tropeços e acabam caindo ainda mais. Precisamos conhecer a força do nosso livre-arbítrio. Quando D'us nos deu este presente, Ele nos deu a possibilidade de errar e, ao mesmo tempo, também nos deu a chance de consertar os nossos erros, aprender com os nossos tropeços e crescer. Quando erramos, nos afastamos de D'us, mas quando nos arrependemos e consertamos os nossos erros, nos conectamos a D'us em um nível ainda mais forte. Devemos agradecer a D'us todos os dias de nossas vidas por esta enorme bondade. E a melhor forma de agradecer é fazendo um bom uso do nosso presente.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A FORÇA DA KEDUSHÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAERÁ 5779






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VÍDEO DA PARASHAT VAERÁ

A FORÇA DA KEDUSHÁ - PARASHAT VAERÁ 5779 (04 de janeiro de 2019)
Yaacov, um jovem judeu, estava no exército. A rotina era pesada, com muitos treinamentos e uma rígida disciplina militar. Certa manhã, Yaacov pediu ao seu superior para ser dispensado por um dia. Ele estava cansado, estressado e precisava recobrar as energias. O superior, que era um homem muito compreensivo, aceitou liberar Yaacov. Ele pensou que, da mesma forma que os outros soldados eram liberados em situações de estresse, então também Yaacov, que era um rapaz esforçado, também merecia ser dispensado por um dia.

Assim que chegou em casa, Yaacov quis aproveitar o dia livre. No exército ele não tinha tempo de fazer o que mais gostava na vida: estudar Torá. Ele sentou-se na varanda de casa, abriu sua Guemará e ficou, por horas, completamente imerso nos seus estudos. Isto lhe trazia muita paz interior.

Durante a tarde, o oficial que havia dispensado Yaacov estava passando pela rua e, para seu espanto, viu Yaacov debruçado sobre um enorme livro. Ficou por alguns minutos apenas observando. Na mesa não havia comidas nem bebidas, ele não estava escutando nenhuma música animada e não estava acompanhado de amigos. Em outras palavras, Yaacov não parecia estar relaxando. Sem entender, chamou Yaacov e perguntou:

- Yaacov, eu não entendi. Você me pediu dispensa para diminuir seu estresse. Achei que te encontraria em um bar, bebendo e festejando, como fazem seus amigos do exército nos dias em que eles pedem dispensa. Mas eu te encontro aqui, debruçado sobre um livro velho. Como você pretende recarregar assim suas energias?

- Sei que parece difícil de entender, mas eu vou explicar - disse Yaacov, com um sorriso - Quando meus colegas vão beber e festejar, eles estão procurando prazer e um pouco de alívio das dificuldades do dia-a-dia. Exatamente a mesma coisa eu encontro dentro da Torá. O estudo da Torá me traz tranquilidade e paz de espírito. Eu não preciso de bebidas para me alegrar quando eu tenho diante de mim o "Manual de instruções" da vida, que me ensina a ser uma pessoa melhor e mais completa. Um dia imerso na Torá é suficiente para que eu fique com as energias renovadas e possa voltar, recarregado, para minhas tarefas cotidianas.

O oficial ficou deslumbrado com a explicação. Estava acostumado a pensar que os prazeres físicos, como a comida, a bebida e os passeios, eram as únicas coisas que nos davam energia para superar as dificuldades da vida. Naquele dia ele aprendeu que havia algo maior, que preenche muito mais o ser humano: a espiritualidade.

Nesta semana lemos a Parashat Vaerá (literalmente "E apareceu"), que continua descrevendo o processo de libertação do povo judeu, que envolveu 10 pragas milagrosas que atingiram de forma muito dura os egípcios. Por diversas vezes Moshé tentou convencer o Faraó a deixar o povo judeu sair, mas o Faraó continuava obstinado, apesar de ver o sofrimento que estava causando ao seu povo e a si mesmo.

Porém, se prestarmos atenção, há algo no pedido de Moshé que desperta um enorme questionamento. Assim Moshé pediu, em nome de D'us, ao Faraó: "Vamos para uma jornada de três dias no deserto, oferecer sacrifícios a Hashem, nosso D'us, conforme Ele nos dirá" (Shemot 9:23). A mesma linguagem foi utilizada também por Moshé e Aharon quando eles foram pela primeira vez pedir a libertação do povo judeu, na Parashat Shemot: "O D'us dos hebreus nos convocou. Agora vamos a uma jornada de três dias no deserto, oferecer sacrifícios para Hashem, nosso D'us, para que Ele não nos ataque com uma praga ou com a espada" (Shemot 5:3). Aparentemente, D'us não estava pedindo a libertação completa do povo judeu, e sim apenas uma libertação por um período de 3 dias, nos quais eles iriam ao deserto oferecer sacrifícios. Nas palavras de Moshé estava subentendido que os judeus voltariam para a escravidão depois destes três dias.

Entretanto, D'us estava sendo honesto com o Faraó? Era realmente este o plano, sair apenas por três dias e depois voltar para a escravidão? Sabemos que D'us queria salvar para sempre o povo judeu, para que eles pudessem receber a Torá no Monte Sinai e ir para a Terra de Israel, onde poderiam cumprir as Mitzvót de maneira completa. Então por que D'us comandou Moshé a pedir para que o Faraó libertasse o povo judeu apenas para uma jornada de 3 dias? Isto não era uma enganação?

Alguns comentaristas explicam que daqui aprendemos que D'us não pede de nós mais do que podemos fazer. Ele sabe os nossos limites e, portanto, somente faz exigências dentro das nossas possibilidades. D'us sabia que o Faraó era uma pessoa muito materialista e, por isto, não teria forças para passar aquele teste de abrir mão para sempre de seus escravos. Portanto, D'us pediu apenas 3 dias, pois queria que o teste do Faraó estivesse em um nível que ele pudesse passar. Como mesmo assim o Faraó, utilizando seu livre arbítrio, se recusou a libertar o povo judeu, então ele foi castigado com as pragas.

Porém, esta resposta ainda desperta uma dificuldade. O Talmud (Shabat 55a) afirma que "o selo de D'us é a verdade". Então por que Ele aparentemente mentiu ao Faraó? Fazer com que o teste fosse compatível com o livre arbítrio do Faraó é motivo para D'us contrariar Sua essência? D'us poderia ter tirado o povo judeu do Egito mesmo contra a vontade do Faraó, então por que seria justificável D'us falar uma mentira apenas para dar ao Faraó a chance de libertar o povo judeu por vontade?

Pela força deste questionamento, nossos sábios trazem outra resposta. D'us realmente estava pedindo para que o Faraó libertasse os judeus apenas por 3 dias, para que eles oferecessem sacrifícios no deserto e depois voltassem para a escravidão no Egito. No momento em que o Faraó se recusou a atender ao pedido de D'us, então Ele mudou Seus planos e tirou o povo judeu para sempre do Egito. Porém, como entender esta resposta, já que sabemos que a verdadeira vontade de D'us, desde o início, era libertar para sempre o povo judeu?

Quando D'us fez com Avraham o "Pacto entre as partes", Ele profetizou que seus descendentes seriam escravos em uma terra estranha por 400 anos. Porém, durante o Seder de Pessach, nós agradecemos a D'us por Ele ter "calculado o fim (da escravidão)". A palavra "fim", em hebraico é "Ketz", cujo valor numérico é 190. Nossos sábios explicam que a escravidão, que deveria originalmente durar 400 anos, foi encurtada em 190 anos, durando apenas 210 anos. Isto ocorreu porque D'us percebeu que o povo judeu não aguentaria todo aquele tempo de escravidão que havia sido originalmente planejado.

Quando dizemos que "o povo não aguentaria", o problema não era apenas as dificuldades da escravidão física. Realmente os egípcios trataram os judeus com extrema brutalidade, causando com que a vida deles se transformasse em um inferno. Porém, o grande problema do povo judeu eram as dificuldades espirituais da escravidão. A convivência com os egípcios, idólatras e imorais, fez com que o povo judeu entrasse em uma "queda livre" espiritual. Isto é representado por um dos símbolos mais importantes da Festa de Pessach, a Matzá, que é um pão não fermentado, representando o pão que o povo judeu levou na saída do Egito e não houve tempo de fermentar. Apesar da fermentação do pão levar apenas alguns poucos minutos, o povo judeu havia chegado ao nível 49 de impureza espiritual, em uma escala que vai até o nível 50. Se o povo judeu chegasse ao nível 50, nunca mais eles poderiam receber a Torá e estariam presos no mundo material para sempre. A queda espiritual do povo judeu estava tão acentuada que D'us precisou "recalcular" o tempo de escravidão para que eles saíssem antes que fosse tarde demais. A situação era tão urgente que não havia tempo nem mesmo para deixar o pão fermentar.

Neste contexto podemos entender o pedido de D'us ao Faraó. A queda espiritual do povo judeu era resultado deles estarem imersos em um ambiente espiritual extremamente negativo. Se o povo judeu tivesse saído do Egito e, por apenas 3 dias, ficasse imerso em Kedushá (santidade), servindo a D'us no deserto e voltando a se conectar com a sua espiritualidade, eles poderiam ter voltado ao Egito para completar os 190 anos que faltavam da escravidão prevista por D'us. Se o Faraó tivesse libertado o povo judeu, eles teriam ido ao deserto e teriam voltado, conforme D'us anunciou. Não havia absolutamente nenhuma mentira nas palavras de D'us.

Este ensinamento é algo extremamente atual e importante. Estamos vivendo tempos difíceis espiritualmente. O roubo, a enganação e a traição viraram valores aceitos socialmente. Jornais publicam, sem nenhum tipo de vergonha, matérias defendendo a imoralidade e a busca de prazeres acima de qualquer ética. Não percebemos, mas isto também é uma escravidão silenciosa, que nos prende e nos contamina, nos fazendo cair espiritualmente. A única solução para esta escravidão é nos reconectarmos com a espiritualidade. Apenas 3 dias de Kedushá seriam suficientes para reerguer o povo judeu no Egito. Isto significa que precisamos dedicar parte do nosso dia ao estudo da Torá e ao cumprimento das Mitzvót, para não afundarmos na falta de espiritualidade predominante no mundo. Quando uma pessoa chega ao seu Julgamento Celestial, são feitas algumas perguntas a ela. Uma das perguntas é: "Você fixou tempos para o estudo da Torá?". D'us não vai nos cobrar por não termos estudado Torá o dia inteiro, mas Ele vai nos cobrar pela Torá não ter sido algo fixo e constante em nossas vidas, uma bóia que nos salva do afogamento em um mundo com tanta impureza espiritual.

Estamos na época das férias, quando aproveitamos a oportunidade para sair como nossas famílias em passeios e atividades gostosas, após um ano de muito esforço, na tentativa de recuperar a energia necessária para mais um ano de batalhas. Mas não podemos nos esquecer que é a nossa espiritualidade que realmente nos energiza. Passear e comer bem podem ser atividades gostosas, mas é apenas a Torá que nos preenche de verdade.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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