quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O PODER DO LIVRE ARBÍTRIO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5779






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VÍDEO DA PARASHAT BÔ

O PODER DO LIVRE-ARBÍTRIO - PARASHAT BÔ 5779 (11 de janeiro de 2019)
"Havia um rei muito bondoso e dedicado aos seus súditos. Todos os seus atos e leis eram feitos em prol do seu povo. Era um lugar onde reinava a paz e a tranquilidade. O rei era querido e respeitado por todos, e as pessoas se respeitavam e viviam em harmonia.

Porém, a tranquilidade foi quebrada quando pessoas de má índole, que queriam tomar o poder, começaram a se rebelar contra o rei. Eles foram chamados para uma conversa no palácio, mas não adiantou nada, eles continuavam juntando seguidores para fazer uma grande rebelião contra o rei. O chefe do exército tentou impor duros castigos aos líderes do grupo rebelde, mas nem mesmo isto funcionou para fazer com que eles se arrependessem de seus maus atos.

Porém, apesar dos esforços do ministro do exército, havia algo estranho acontecendo. Quanto mais ele se esforçava para impedir que os rebeldes conseguissem se armar, mais fortes eles ficavam. Sempre apareciam com armas novas e sofisticadas. Era um enorme mistério de onde aquelas armas todas surgiam. Até que certo dia, após decifrar uma mensagem secreta dos rebeldes, ele conseguiu preparar uma emboscada e interceptou um enorme carregamento de armas. Quando viu de onde vinham as armas, quase desmaiou. Descobriu que o fornecedor era... o próprio rei. O selo real nas caixas era inconfundível. Inconformado, ele foi tirar satisfações:

- Desculpe, mas Vossa majestade enlouqueceu? Eu estou me esforçando tanto para que os rebeldes não tenham armas e, para minha enorme surpresa, descubro que é o próprio rei que fornece as armas aos rebeldes? Vossa majestade pode, por favor, me explicar o que está acontecendo?

- Não se preocupe, eu não enlouqueci, meu caro ministro - respondeu o rei, visivelmente envergonhado por seu plano ter sido descoberto - desde a minha coroação eu tenho tentado, no limite das minhas forças, ser um bom rei e atender todas as necessidades do meu povo. Tudo o que eu faço é para o bem deles. Eu gostaria que eles reconhecessem que tudo o que eu faço é por bondade e se comportassem de acordo com as minhas leis. Quando este grupo de rebeldes surgiu, eu poderia ter facilmente os esmagado com a força do meu exército, mas esta não era esta a minha vontade. Não quero que eles sigam meu caminho por falta de escolha, quero que eles sigam meu caminho por opção. É por isso que eu mando as armas, para testá-los, para dar a eles a chance de abandonar os maus caminhos por escolha própria, por um sentimento de arrependimento, e não por se sentirem forçados a isto, por não terem a força de me enfrentar.

- Porém, meu fiel ministro, eu te asseguro - continuou o rei - que se após algum tempo eles não demonstrarem nenhum tipo de arrependimento, caso eles não melhorem o comportamento e continuem com sua rebeldia e seus maus atos, mesmo após verem que eu faço a eles apenas bondades, eu pararei de enviar a eles as armas e, em pouco tempo, eles serão esmagados pelo meu exército, sem nenhum tipo de piedade."

Assim funciona o nosso livre-arbítrio. D'us nos deu uma força incrível, a possibilidade da escolha, de utilizarmos nossas forças e nossa inteligência até mesmo contra Ele. D'us nos faz bondades o tempo inteiro, mas Ele quer que sigamos Seus caminhos e Suas leis por escolha, não por nos sentirmos obrigados.

Na Parashat desta semana, Bô (literalmente "Venha"), a Torá continua descrevendo as pragas que castigaram o Egito e destruíram sua infraestrutura. Nas primeiras cinco pragas, a Torá diz que o Faraó endureceu seu coração e não cedeu às pressões para libertar o povo judeu da escravidão. Porém, a partir da sexta praga, o tom da Torá muda e, ao invés de escrever que o Faraó endureceu seu coração, está escrito que foi D'us que endureceu o coração do Faraó. O que significa esta mudança?

Explica o Rav Yaacov Wainberg zt"l que D'us foi testando diversas vezes o Faraó, para saber se ele se arrependeria de seus maus atos. Mas, a partir da sexta praga, D'us retirou completamente o seu livre-arbítrio, não dando mais a ele a escolha de permitir que o povo judeu saísse até que as 10 pragas se completassem.

Porém, isto desperta uma pergunta fundamental. Toda a essência da criação do mundo é justamente a possibilidade da pessoa escolher entre o certo e o errado, recebendo recompensas pelas escolhas corretas e castigos pelas escolhas erradas. O Faraó foi duramente castigado com as pragas por causa de suas escolhas equivocadas, por ter deixado sua vontade de fazer maldades e seus desejos pelo mundo material desviarem suas escolhas. Porém, a partir do momento em que D'us retirou dele o livre-arbítrio, então ele não tinha mais a escolha entre o certo e o errado. Entretanto, mesmo sem o poder da escolha, o Faraó continuou recebendo duros castigos de D'us. Como alguém pode ser punido por um ato que foi obrigado a fazer? Por que o Faraó continuou sendo castigado se D'us havia tirado dele a possibilidade de dizer "Sim"?

Para responder este questionamento, precisamos antes entender o que é exatamente o livre-arbítrio e porque ele nos foi dado. O conceito de livre-arbítrio é algo muito profundo e de difícil entendimento, mas ao mesmo tempo, fundamental para a existência da nossa vida neste mundo. O livre-arbítrio é o poder do ser humano escolher seus caminhos na vida, é a possibilidade do homem seguir o caminho indicado por D'us ou se rebelar e seguir o caminho contrário. Sem o livre-arbítrio existiria apenas o poder de D'us e, como consequência, todo o universo existiria apenas de forma passiva. Ao dar o livre-arbítrio ao ser humano, D'us o dotou com um poder especial, de forma que duas forças existiriam no universo. Isto possibilitou que se firmasse um pacto entre o Criador e Suas criaturas. Possibilitou também que existissem os Mandamentos e um relacionamento entre o ser humano e D'us, o que seria algo sem sentido se o ser humano não tivesse escolha. Portanto, o livre-arbítrio é um incrível presente que D'us deu ao ser humano.

Por outro lado, da mesma forma que D'us dá o livre-arbítrio de presente ao ser humano, Ele pode retirar no caso de uma pessoa não merecê-lo. Explica o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204), nas Halachót de Teshuvá (Leis de Arrependimento), que o livre-arbítrio possibilita que a pessoa faça uma transgressão tão grande, ou uma grande quantidade de transgressões menores, ao ponto de ser rotulado como um "rebelde". Neste momento, é retirado dele a oportunidade de se arrepender e consertar seus atos, o que seria a sua cura espiritual. Quando a pessoa chega ao limite, ela perde o presente do livre-arbítrio.

Foi isto o que ocorreu com o Faraó. Quando a Torá diz que D'us endureceu o seu coração, significa que naquele momento ele atingiu seu limite e perdeu o direito ao livre-arbítrio. Ele recebeu diversas oportunidades para se arrepender, através dos avisos e dos duros castigos que recebeu, porém ele usou suas escolhas para oprimir e tentar destruir o povo judeu, fisicamente e psicologicamente. Após demonstrar que não estava utilizando da forma correta o presente do livre-arbítrio que havia recebido, então seu livre-arbítrio e, consequentemente, sua possibilidade de se arrepender, foram retiradas dele. Ele continuou a receber os castigos, mesmo sem livre-arbítrio, pois já havia demonstrado, nos testes anteriores, quem era ele de verdade.

Entretanto, se o livre-arbítrio do Faraó já havia sido retirado após a sexta praga, então por que D'us continuou mandando Moshé advertir o Faraó e avisar que, caso ele não se arrependesse de seus maus atos, sofreria as consequências? Explica o Rambam que D'us queria ensinar justamente que temos muitas chances de nos arrepender e de consertar nossos erros, mas a partir do momento em que D'us tira o livre-arbítrio daquele que cometeu atos muito errados, então não há mais forma de consertar seus erros. Qualquer pessoa que estuda sobre as 10 pragas sabe que nenhum ser humano desafiaria D'us neste limite, mesmo sendo continuamente advertido e castigado. Certamente qualquer um nesta situação já teria libertado o povo judeu para terminar com seus sofrimentos. A única forma de entender a obstinação do Faraó, apesar de tanto sofrimento, é ele ter perdido o livre-arbítrio. Após desperdiçar muitas chances de se arrepender, o Faraó ficou gravado para sempre na Torá como um exemplo daquele que, ao abusar, acabou perdendo o seu livre-arbítrio.

O livre-arbítrio é, portanto, um dos maiores paradoxos da existência humana. É a independência que D'us dá a uma criatura completamente dependente Dele. Precisamos refletir muito para entender que é uma bondade imensurável D'us dar ao ser humano a força e a inteligência para que possamos nos rebelar contra Ele. O ser humano, sem o potencial de se rebelar, também nunca poderia se aproximar de D'us. Um pacto depende de duas partes, não pode ser algo unilateral. O relacionamento do povo judeu com D'us, que é o maior prazer que podemos alcançar, somente é possível por causa do livre-arbítrio. Portanto, devemos nos questionar muito sobre como estamos utilizando nossas escolhas na vida.

A Parashat desta semana nos ensina uma lição muito importante. Muitas vezes tropeçamos em nossos atos e cometemos erros. Muitos desanimam com seus tropeços e acabam caindo ainda mais. Precisamos conhecer a força do nosso livre-arbítrio. Quando D'us nos deu este presente, Ele nos deu a possibilidade de errar e, ao mesmo tempo, também nos deu a chance de consertar os nossos erros, aprender com os nossos tropeços e crescer. Quando erramos, nos afastamos de D'us, mas quando nos arrependemos e consertamos os nossos erros, nos conectamos a D'us em um nível ainda mais forte. Devemos agradecer a D'us todos os dias de nossas vidas por esta enorme bondade. E a melhor forma de agradecer é fazendo um bom uso do nosso presente.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A FORÇA DA KEDUSHÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAERÁ 5779






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VÍDEO DA PARASHAT VAERÁ

A FORÇA DA KEDUSHÁ - PARASHAT VAERÁ 5779 (04 de janeiro de 2019)
Yaacov, um jovem judeu, estava no exército. A rotina era pesada, com muitos treinamentos e uma rígida disciplina militar. Certa manhã, Yaacov pediu ao seu superior para ser dispensado por um dia. Ele estava cansado, estressado e precisava recobrar as energias. O superior, que era um homem muito compreensivo, aceitou liberar Yaacov. Ele pensou que, da mesma forma que os outros soldados eram liberados em situações de estresse, então também Yaacov, que era um rapaz esforçado, também merecia ser dispensado por um dia.

Assim que chegou em casa, Yaacov quis aproveitar o dia livre. No exército ele não tinha tempo de fazer o que mais gostava na vida: estudar Torá. Ele sentou-se na varanda de casa, abriu sua Guemará e ficou, por horas, completamente imerso nos seus estudos. Isto lhe trazia muita paz interior.

Durante a tarde, o oficial que havia dispensado Yaacov estava passando pela rua e, para seu espanto, viu Yaacov debruçado sobre um enorme livro. Ficou por alguns minutos apenas observando. Na mesa não havia comidas nem bebidas, ele não estava escutando nenhuma música animada e não estava acompanhado de amigos. Em outras palavras, Yaacov não parecia estar relaxando. Sem entender, chamou Yaacov e perguntou:

- Yaacov, eu não entendi. Você me pediu dispensa para diminuir seu estresse. Achei que te encontraria em um bar, bebendo e festejando, como fazem seus amigos do exército nos dias em que eles pedem dispensa. Mas eu te encontro aqui, debruçado sobre um livro velho. Como você pretende recarregar assim suas energias?

- Sei que parece difícil de entender, mas eu vou explicar - disse Yaacov, com um sorriso - Quando meus colegas vão beber e festejar, eles estão procurando prazer e um pouco de alívio das dificuldades do dia-a-dia. Exatamente a mesma coisa eu encontro dentro da Torá. O estudo da Torá me traz tranquilidade e paz de espírito. Eu não preciso de bebidas para me alegrar quando eu tenho diante de mim o "Manual de instruções" da vida, que me ensina a ser uma pessoa melhor e mais completa. Um dia imerso na Torá é suficiente para que eu fique com as energias renovadas e possa voltar, recarregado, para minhas tarefas cotidianas.

O oficial ficou deslumbrado com a explicação. Estava acostumado a pensar que os prazeres físicos, como a comida, a bebida e os passeios, eram as únicas coisas que nos davam energia para superar as dificuldades da vida. Naquele dia ele aprendeu que havia algo maior, que preenche muito mais o ser humano: a espiritualidade.

Nesta semana lemos a Parashat Vaerá (literalmente "E apareceu"), que continua descrevendo o processo de libertação do povo judeu, que envolveu 10 pragas milagrosas que atingiram de forma muito dura os egípcios. Por diversas vezes Moshé tentou convencer o Faraó a deixar o povo judeu sair, mas o Faraó continuava obstinado, apesar de ver o sofrimento que estava causando ao seu povo e a si mesmo.

Porém, se prestarmos atenção, há algo no pedido de Moshé que desperta um enorme questionamento. Assim Moshé pediu, em nome de D'us, ao Faraó: "Vamos para uma jornada de três dias no deserto, oferecer sacrifícios a Hashem, nosso D'us, conforme Ele nos dirá" (Shemot 9:23). A mesma linguagem foi utilizada também por Moshé e Aharon quando eles foram pela primeira vez pedir a libertação do povo judeu, na Parashat Shemot: "O D'us dos hebreus nos convocou. Agora vamos a uma jornada de três dias no deserto, oferecer sacrifícios para Hashem, nosso D'us, para que Ele não nos ataque com uma praga ou com a espada" (Shemot 5:3). Aparentemente, D'us não estava pedindo a libertação completa do povo judeu, e sim apenas uma libertação por um período de 3 dias, nos quais eles iriam ao deserto oferecer sacrifícios. Nas palavras de Moshé estava subentendido que os judeus voltariam para a escravidão depois destes três dias.

Entretanto, D'us estava sendo honesto com o Faraó? Era realmente este o plano, sair apenas por três dias e depois voltar para a escravidão? Sabemos que D'us queria salvar para sempre o povo judeu, para que eles pudessem receber a Torá no Monte Sinai e ir para a Terra de Israel, onde poderiam cumprir as Mitzvót de maneira completa. Então por que D'us comandou Moshé a pedir para que o Faraó libertasse o povo judeu apenas para uma jornada de 3 dias? Isto não era uma enganação?

Alguns comentaristas explicam que daqui aprendemos que D'us não pede de nós mais do que podemos fazer. Ele sabe os nossos limites e, portanto, somente faz exigências dentro das nossas possibilidades. D'us sabia que o Faraó era uma pessoa muito materialista e, por isto, não teria forças para passar aquele teste de abrir mão para sempre de seus escravos. Portanto, D'us pediu apenas 3 dias, pois queria que o teste do Faraó estivesse em um nível que ele pudesse passar. Como mesmo assim o Faraó, utilizando seu livre arbítrio, se recusou a libertar o povo judeu, então ele foi castigado com as pragas.

Porém, esta resposta ainda desperta uma dificuldade. O Talmud (Shabat 55a) afirma que "o selo de D'us é a verdade". Então por que Ele aparentemente mentiu ao Faraó? Fazer com que o teste fosse compatível com o livre arbítrio do Faraó é motivo para D'us contrariar Sua essência? D'us poderia ter tirado o povo judeu do Egito mesmo contra a vontade do Faraó, então por que seria justificável D'us falar uma mentira apenas para dar ao Faraó a chance de libertar o povo judeu por vontade?

Pela força deste questionamento, nossos sábios trazem outra resposta. D'us realmente estava pedindo para que o Faraó libertasse os judeus apenas por 3 dias, para que eles oferecessem sacrifícios no deserto e depois voltassem para a escravidão no Egito. No momento em que o Faraó se recusou a atender ao pedido de D'us, então Ele mudou Seus planos e tirou o povo judeu para sempre do Egito. Porém, como entender esta resposta, já que sabemos que a verdadeira vontade de D'us, desde o início, era libertar para sempre o povo judeu?

Quando D'us fez com Avraham o "Pacto entre as partes", Ele profetizou que seus descendentes seriam escravos em uma terra estranha por 400 anos. Porém, durante o Seder de Pessach, nós agradecemos a D'us por Ele ter "calculado o fim (da escravidão)". A palavra "fim", em hebraico é "Ketz", cujo valor numérico é 190. Nossos sábios explicam que a escravidão, que deveria originalmente durar 400 anos, foi encurtada em 190 anos, durando apenas 210 anos. Isto ocorreu porque D'us percebeu que o povo judeu não aguentaria todo aquele tempo de escravidão que havia sido originalmente planejado.

Quando dizemos que "o povo não aguentaria", o problema não era apenas as dificuldades da escravidão física. Realmente os egípcios trataram os judeus com extrema brutalidade, causando com que a vida deles se transformasse em um inferno. Porém, o grande problema do povo judeu eram as dificuldades espirituais da escravidão. A convivência com os egípcios, idólatras e imorais, fez com que o povo judeu entrasse em uma "queda livre" espiritual. Isto é representado por um dos símbolos mais importantes da Festa de Pessach, a Matzá, que é um pão não fermentado, representando o pão que o povo judeu levou na saída do Egito e não houve tempo de fermentar. Apesar da fermentação do pão levar apenas alguns poucos minutos, o povo judeu havia chegado ao nível 49 de impureza espiritual, em uma escala que vai até o nível 50. Se o povo judeu chegasse ao nível 50, nunca mais eles poderiam receber a Torá e estariam presos no mundo material para sempre. A queda espiritual do povo judeu estava tão acentuada que D'us precisou "recalcular" o tempo de escravidão para que eles saíssem antes que fosse tarde demais. A situação era tão urgente que não havia tempo nem mesmo para deixar o pão fermentar.

Neste contexto podemos entender o pedido de D'us ao Faraó. A queda espiritual do povo judeu era resultado deles estarem imersos em um ambiente espiritual extremamente negativo. Se o povo judeu tivesse saído do Egito e, por apenas 3 dias, ficasse imerso em Kedushá (santidade), servindo a D'us no deserto e voltando a se conectar com a sua espiritualidade, eles poderiam ter voltado ao Egito para completar os 190 anos que faltavam da escravidão prevista por D'us. Se o Faraó tivesse libertado o povo judeu, eles teriam ido ao deserto e teriam voltado, conforme D'us anunciou. Não havia absolutamente nenhuma mentira nas palavras de D'us.

Este ensinamento é algo extremamente atual e importante. Estamos vivendo tempos difíceis espiritualmente. O roubo, a enganação e a traição viraram valores aceitos socialmente. Jornais publicam, sem nenhum tipo de vergonha, matérias defendendo a imoralidade e a busca de prazeres acima de qualquer ética. Não percebemos, mas isto também é uma escravidão silenciosa, que nos prende e nos contamina, nos fazendo cair espiritualmente. A única solução para esta escravidão é nos reconectarmos com a espiritualidade. Apenas 3 dias de Kedushá seriam suficientes para reerguer o povo judeu no Egito. Isto significa que precisamos dedicar parte do nosso dia ao estudo da Torá e ao cumprimento das Mitzvót, para não afundarmos na falta de espiritualidade predominante no mundo. Quando uma pessoa chega ao seu Julgamento Celestial, são feitas algumas perguntas a ela. Uma das perguntas é: "Você fixou tempos para o estudo da Torá?". D'us não vai nos cobrar por não termos estudado Torá o dia inteiro, mas Ele vai nos cobrar pela Torá não ter sido algo fixo e constante em nossas vidas, uma bóia que nos salva do afogamento em um mundo com tanta impureza espiritual.

Estamos na época das férias, quando aproveitamos a oportunidade para sair como nossas famílias em passeios e atividades gostosas, após um ano de muito esforço, na tentativa de recuperar a energia necessária para mais um ano de batalhas. Mas não podemos nos esquecer que é a nossa espiritualidade que realmente nos energiza. Passear e comer bem podem ser atividades gostosas, mas é apenas a Torá que nos preenche de verdade.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

QUEM FAZ BONDADE RECEBE BONDADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT SHEMOT 5779






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VÍDEO DA PARASHAT SHEMOT
Parashat Shemot 5779 - R' Efraim Birbojm - Shaarei Biná Brasil

QUEM FAZ BONDADE RECEBE BONDADE - PARASHAT SHEMOT 5779 (28 de dezembro de 2018)
André estava com muita fome, mas como estava atrasado, teria que levar algo para comer no escritório. Resolveu passar por uma famosa lanchonete, onde pediu um sanduíche que estava sonhando há muito tempo. Era um sanduíche com vários tipos de recheio no croissant. Quando ficou pronto, André sentiu o cheiro maravilhoso vindo do embrulho bem quentinho. Ele mal podia esperar para comer.

Assim que saiu da lanchonete e atravessou a rua, André deu de cara com um mendigo idoso sentado no ponto de ônibus. Ele parecia faminto, provavelmente não comia nada há um bom tempo. Olhou para o seu sanduíche e imaginou que aquela seria a única refeição do dia daquele senhor. Juntando forças, André abriu mão de seu sanduíche e deu o embrulho para o pobre, que olhou para ele com um olhar de agradecimento sincero.

André ficou feliz com sua atitude. Enquanto se afastava, a única preocupação era que ele ficaria sem almoço, pois estava sem dinheiro na carteira para comprar outro sanduíche. Mas nem tudo estava perdido. O lindo gesto de André não passou despercebido pelo gerente da lanchonete. Ele pediu para que um de seus funcionários chamasse André. Com um grande sorriso, deu a ele outro sanduíche, como cortesia pelo seu belo ato. Certamente aquele o segundo sanduíche estava ainda mais gostoso do que o primeiro. André aprendeu que bons atos acrescentam gosto à nossa vida.

Isto nos recorda um dos mais importantes ensinamentos judaicos: "Aquele que faz bondades recebe bondades".

Nesta semana começamos o segundo livro da Torá, Shemot, que descreve a escravidão dos judeus no Egito e a posterior salvação do povo, sob a liderança de Moshé Rabeinu, com muitos milagres e sinais de D'us. E a Parashat desta semana, Shemot (literalmente "Nomes") é chamada desta maneira justamente por começar listando os nomes dos filhos de Yaacov que foram ao Egito, dando início ao processo que culminaria com o primeiro grande exílio do povo judeu, como está escrito: "Estes são os nomes dos Filhos de Israel que vieram ao Egito; com Yaacov, cada homem e sua família: Reuven, Shimon, Levi e Yehudá. Issachar, Zevulun e Biniamin. Dan, Naftoli, Gad e Asher" (Shemot 1:1-4).

Há na Torá alguns pequenos detalhes que carregam incríveis ensinamentos. Por exemplo, se prestarmos atenção nestes versículos, perceberemos que há algo estranho com a ordem na qual a Torá separou os filhos de Yaacov. Por exemplo, na Parashat Vaishlach, quando Yaacov voltou com a sua família para novamente viver na Terra de Israel, a Torá também listou seus 12 filhos. Porém, naqueles versículos existe uma lógica na ordem utilizada pela Torá. Em um versículo a Torá agrupou Reuven, Shimon, Levi, Yehudá, Issachar e Zevulun, os filhos de Leá. Yossef e Biniamin foram agrupados em outro versículo, pois eram filhos de Rachel. Dan e Naftoli estão juntos em um terceiro versículo, pois eram filhos de Bilá, a escrava de Rachel que havia se casado com Yaacov. Finalmente Gad e Asher estão juntos no último versículo, pois eram filhos de Zilpá, a escrava de Leá que havia se casado com Yaacov. Porém, qual é a lógica utilizada na Parashat desta semana, na qual Issachar e Zevulun, os dois últimos filhos de Leá, estão agrupados com Biniamin, o filho de Rachel?

Além disso, há algo também difícil de ser entendido em relação ao nascimento dos filhos de Yaacov. Após Leá dar à luz seu quarto filho, Yehudá, a Torá afirma que "ela parou de ter filhos" (Bereshit 29:35). Porém, sabemos que depois disso ela ainda teve mais dois filhos. Então por que a Torá quis ressaltar que ela parou de ter filhos se, futuramente, ela voltaria a dar à luz outros filhos?

A resposta está no entendimento mais profundo de um versículo que descreve a família de Nachor, o irmão de Avraham Avinu, no final da Parashat Vayerá (Bereshit 22:20). Nachor teve um total de 12 filhos, sendo 8 com sua esposa Milcá e 4 com sua concubina, Reumá.  Rashi (França, 1040 - 1105) explica que há um paralelo entre os 12 filhos de Nachor e os 12 descendentes de Avraham que dariam origem às 12 tribos de Israel. Mantendo a mesma proporção dos filhos de Nachor, também os 12 filhos de Yaacov seriam divididos em 8 filhos nascidos das suas esposas, Rachel e Leá, e 4 filhos nascidos das escravas de suas esposas, Bilá e Zilpá.

Mas há algo nesta comparação que não faz muito sentido. Antigamente um homem podia se casar com mais de uma mulher. Além disso, não necessariamente o casamento com todas as mulheres seguia o mesmo padrão. Existia a possibilidade da mulher se tornar oficialmente uma esposa, e para isto o marido se comprometia a cuidar das necessidades dela através de um documento chamado "Ketubá", ou a mulher poderia se tornar apenas uma concubina, em um casamento um pouco mais informal, sem uma "Ketubá". A palavra que a Torá utiliza para concubina é "Pileguesh", que pode ser dividida em duas palavras, "Plag" (Metade) e "Ishá" (Esposa), isto é, a concubina é considerada uma "meia esposa" e daria à luz metade dos filhos do que a esposa. Foi o que ocorreu na família de Nachor, pois enquanto sua esposa teve 8 filhos, a concubina teve apenas 4 filhos. Rashi explica que, paralelamente, esta proporção também deveria ter se mantido nos descendentes de Avraham. Porém, se as escravas tiveram 2 filhos cada uma, então as esposas deveriam ter 4 filhos cada uma. Por que Leá teve 6 filhos, enquanto Rachel teve apenas 2 filhos? Onde está o paralelo apresentado por Rashi?

Explica o Rav Yohanan Zweig que realmente Leá deveria ter apenas 4 filhos e os outros 4 seriam de Rachel. A "mudança" dos planos de D'us ocorreu após certo evento que, sob um olhar superficial e desatento, não parece ter grande importância. A Torá (Bereshit 30:14) descreve que certa vez Reuven, filho de Leá, encontrou no campo algumas flores chamadas "Dudaim", conhecidas por sua propriedade de aumentar a fertilidade das mulheres, e levou-as para sua mãe. Ao ver as flores, Rachel, que até aquele momento ainda não tinha filhos, pediu-as para Leá, com a esperança de que desta maneira conseguiria engravidar. Leá entrou em um grande dilema. Por um lado, Rachel era sua "concorrente", era o motivo pelo qual seu marido Yaacov não a amava tanto quanto ela gostaria. Ter muitos filhos, enquanto sua irmã não conseguia engravidar, era justamente um diferencial que poderia fazer com que Yaacov a amasse mais. Por outro lado, ela via o sofrimento de Rachel, pois até mesmo as escravas tinham filhos com Yaacov, mas ela não conseguia engravidar. Após uma intensa luta interna, Leá finalmente teve misericórdia de sua irmã e deu a ela as flores.

Este incrível ato não passou despercebido aos olhos de D'us. A Torá descreve, logo em seguida, que Leá teve mais dois filhos, Issachar e Zevulun. O nome "Issachar" pode ser dividido em 2 palavras, "Iesh Sachar", que literalmente significa "tem recompensa". Isto nos ensina que o nascimento de Issachar foi uma recompensa pelo ato bondoso de Leá, de abrir mão das flores e doá-las para sua irmã. De acordo com o Rav Ovadia Sforno zt"l (Itália, 1475-1550), também Zevulun nasceu pelos méritos de Leá ter dado as flores para a sua irmã. O nome Zevulun vem de "Zevadani Hashem", que significa "D'us me deu", demonstrando que seu nascimento também foi consequência do bom ato de Leá.

Isto nos ensina algo impressionante. Issachar e Zevulun deveriam ter sido filhos de Rachel, de forma que cada esposa teria 4 filhos, enquanto cada escrava teria a metade, 2 filhos. É por isso que, após Leá ter o quarto filho, Yehudá, a Torá ressaltou que ela parou de dar à luz, pois aquele deveria ter sido seu último filho. Foi somente depois daquele incrível ato de doação, dela ter dado as flores para sua "concorrente", que ela ganhou os méritos necessários para ter mais dois filhos.

Desta forma podemos entender a ordem dos nomes descritos no início da nossa Parashat. O primeiro versículo descreve o nome dos 4 filhos que nasceram de Leá. O segundo versículo, que junta Biniamin com Issachar e Zevulun, descreve o nome dos filhos que originalmente deveriam ter nascido de Rachel. Yossef não aparece nesta lista, pois como ele já estava vivendo há 22 anos no Egito, seu nome não estava entre os que foram naquele momento para o "exílio". Finalmente, o próximo versículo descreve os filhos das escravas.

Apesar da "mudança de planos", D'us ainda manteve na família de Yaacov a mesma proporção da família de Nachor, isto é, as esposas deveriam ter o dobro de filhos que as concubinas. Das 70 pessoas que desceram ao Egito, 32 faziam parte dos filhos de Leá e suas famílias, enquanto os filhos de Zilpá e suas famílias totalizavam 16 pessoas, exatamente a metade. Já os filhos de Rachel e suas famílias totalizavam 14 pessoas, enquanto os filhos de Bilá e suas famílias totalizavam 7 pessoas, também exatamente a metade.

Daqui aprendemos dois ensinamentos incríveis para nossa vida. Em primeiro lugar, D'us tem controle sobre absolutamente tudo o que ocorre e cada pequeno detalhe segue Seus planos. Além disso, aprendemos que, quando fazemos atos de Chessed (bondade), achamos que somos nós que estamos fazendo algo de bom pelos outros. Porém, o que ocorre é justamente o contrário. Quando fazemos uma bondade, os maiores beneficiados somos nós mesmos. Nada passa despercebido aos olhos de D'us e tudo o que fazemos de bom fica guardado, nos trazendo muitos méritos, para este mundo e para o Mundo Vindouro. Como afirmam os nossos sábios: "Todo aquele que faz bondades recebe bondades".

Devemos fazer o bem para nos assemelharmos a D'us e para construirmos um mundo melhor. Devemos querer ajudar os outros sem esperar receber nada em troca. Porém, podemos ter a tranquilidade de saber que D'us vê todas as nossas bondades e, no momento certo, nos dará o devido pagamento.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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