sexta-feira, 3 de agosto de 2018

CHUVA DE BRACHÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT EKEV 5778

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Parashat Ekev 5778 - R' Efraim Birbojm - Shaarei Biná Brasil
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CHUVA DE BRACHÁ - PARASHAT EKEV 5778 (03 de agosto de 2018)

Há cerca de 2.000 anos, durante um dos Chaguim, o povo judeu estava cumprindo a Mitzvá de fazer a peregrinação ao Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Conforme D'us havia comandado, o povo judeu inteiro estava subido em direção a Jerusalém. Porém, como era um ano de terrível estiagem, no qual não havia caído uma única gota de chuva, não havia água disponível para o povo beber. Preocupado com esta situação, um homem muito generoso e misericordioso, chamado Nakdimon ben Gurion, que também era extremamente rico, se aproximou de um senhor romano e lhe pediu emprestado seus doze poços de água, para poder dar de beber ao povo judeu. Nakdimon garantiu que devolveria o mesmo volume de água dentro de um certo período e, caso não o fizesse, pagaria pela água com doze talentos de prata, um valor absurdamente alto. O romano aceitou, certo de que aquela "bondade" se transformaria em um excelente negócio, já que acreditava que Nakdimon não conseguiria devolver a água dentro do prazo combinado.

E assim realmente aconteceu. Quando chegou a data combinada, nenhuma gota de chuva havia caído. O romano enviou uma mensagem para Nakdimon logo de manhã: "O seu prazo terminou. Devolva a minha água ou pague o que você me deve". Nakdimon não se abalou e mandou uma resposta: "Não se apresse, meu senhor. Ainda tenho o dia todo para devolver a sua água". Por volta do meio-dia, o romano enviou novamente a Nakdimon uma mensagem: "O seu prazo terminou. Devolva a minha água ou pague o que você me deve". Nakdimon novamente não se abalou e respondeu: "Eu ainda tenho tempo, o dia ainda não terminou". No fim da tarde, o romano foi pessoalmente cobrar a devolução da água ou o pagamento em dinheiro. Quando Nakdimon novamente respondeu que ainda tinha tempo, o romano riu com sarcasmo e disse:

- Não seja tolo. Se não choveu durante o ano todo, por que choveria agora?

O romano então se dirigiu para uma casa de banho, em completa felicidade, para aguardar tranquilamente o fim do dia, quando ele ficaria rico. Enquanto isso, Nakdimon entrou no Templo. Ele estava apreensivo, faltava pouco tempo para o prazo terminar. Ele então se cobriu com seu Talit, levantou os olhos para o céu e disse:
 
- Mestre do Universo! É revelado e sabido diante de Você que eu não fiz isso pela minha honra nem pela honra da casa de meu pai. Foi por Sua honra que eu fiz isso, para que a água estivesse disponível para o Seu povo".
 
Imediatamente um milagre aconteceu. O céu ficou coberto com nuvens e a chuva caiu com tanta intensidade que rapidamente os doze poços do romano ficaram cheios de água, e até mesmo sobrou. Quando o romano estava saindo da casa de banho, Nakdimon ben Gurion estava saindo do Beit Hamikdash. Os dois se encontraram e Nakdimon foi cobrar pela água extra que o romano havia recebido. Ele respondeu:
 
- Eu sei que o D'us mudou a ordem do mundo apenas por sua causa. Porém, minha reclamação contra você continua, porque a chuva caiu apenas após o sol já ter se posto e, portanto, você me deve o dinheiro!
 
Nakdimon novamente entrou no Templo, cobriu-se com seu Talit, levantou os olhos para o céu e disse:
 
- Mestre do Universo, faça as pessoas saberem que Você tem amados no mundo.
 
Imediatamente as nuvens se dissiparam e o sol surgiu. O romano teve que aceitar sua derrota diante de mais um enorme milagre, que demonstrava o amor de D'us pelo povo judeu (Talmud, Taanit 19b).

 

Nesta semana lemos a Parashat Ekev (literalmente "Se"), que traz, entre outros assuntos, o segundo parágrafo do Shemá Israel. Apesar de repetirmos o Shemá Israel algumas vezes todos os dias, muitas vezes não prestamos atenção a pequenos detalhes importantes contidos nele. Por exemplo, está escrito: "E tomem cuidado para que seus corações não sejam seduzidos, e vocês se desviem, e sirvam outros deuses e se curvem diante deles. E a fúria de D'us queimará, e Ele fechará o céu e não haverá chuva, e a terra não dará sua produção" (Devarim 11:16,17). A Torá está nos advertindo para não nos desviarmos da Torá e das Mitzvót, pois o desvio causará consequências trágicas. Mas por que o castigo seria justamente com a falta de chuvas?
 
Há ainda outro detalhe que desperta um profundo questionamento. A Torá traz diversos nomes de D'us, pois cada nome representa uma forma diferente Dele se relacionar conosco. Por exemplo, o nome de 4 letras (Iud - Hei - Vav - Hei) representa a misericórdia de D'us, enquanto o nome "Elokim" representa a Sua Justiça estrita. Quando a Torá descreve a "fúria" de D'us, esperaríamos que o nome de D'us utilizado fosse "Elokim". Porém, para a nossa surpresa, a Torá utiliza o nome de 4 letras de D'us. Por que o castigo da falta de chuvas está relacionado com a misericórdia de D'us, e não com a Sua justiça estrita?

Explica o Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), mais conhecido como Ramchal, em seu livro "Messilat Yesharim" (Caminho dos Justos), que o mundo todo foi criado com o único propósito de servir o ser humano. Isto significa que todas as criaturas, árvores e pedras que existem no mundo seriam completamente desnecessários se não fosse pela existência do ser humano, que dá sentido para toda a criação. Segundo o Ramchal, o ser humano é o objetivo da criação de todo o universo.
 
De acordo com o Rav Elyahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970), apesar desta afirmação do Ramchal parecer algo apenas teórico e filosófico, se abrirmos os olhos e refletirmos sobre o que ocorre à nossa volta, perceberemos que se trata de algo muito real e palpável. Por exemplo, a terra esconde muitos tesouros, como o ouro, a prata, o ferro e o petróleo. Para quem estariam destinadas estas riquezas se não fosse a existência do homem? Se o ser humano nunca tivesse existido, estes tesouros teriam permanecido para sempre escondidos embaixo da terra e toda a sua existência não faria sentido.
 
Outro ponto que chama a atenção é a incrível proporção dos elementos disponíveis no mundo. Podemos perceber que a frequência de incidência de cada elemento no mundo é diretamente proporcional a quanto este elemento é necessário ao ser humano. O elemento mais necessário é o ar que respiramos a cada instante e, por isso, este é o elemento mais abundante. Depois disso o elemento mais necessário ao ser humano é a água, que nos hidrata diariamente, e este é o segundo elemento mais encontrado. E assim por diante, quanto mais essencial é o elemento, mais ele é encontrado em abundância no mundo. Por outro lado, quanto menos essencial é certo elemento, menos ele é encontrado na natureza. Tudo isto indica que o mundo foi criado com uma incrível sabedoria e uma bondade ilimitada de D'us, para atender as necessidades do ser humano, que é o objetivo de toda a criação.
 
Porém, há um pequeno detalhe que foge desta regra encontrada em toda a natureza. Há algo que, sem nenhuma sombra de dúvidas, é de extrema necessidade para o ser humano e, mesmo assim, não está incluído dentro de um sistema fixo e constante de abastecimento: as chuvas, que trazem vida para o mundo. O mundo não poderia existir sem as chuvas e, mesmo assim, elas parecem não seguir nenhum padrão fixo e determinado. Qual é a diferença entre as chuvas, um elemento sujeito a muitas mudanças, e os outros elementos da natureza, que seguem padrões fixos? Por que há anos chuvosos seguidos de anos de estiagem? Por que às vezes as chuvas caem antes do período esperado, enquanto outras vezes elas atrasam? Por que às vezes cai apenas uma chuva leve, que mal consegue irrigar os campos, enquanto outras vezes caem temporais que alagam cidades inteiras?
 
De acordo com o Rav Lopian, justamente pelo fato de toda a existência do mundo depender das chuvas, D'us deixou este elemento sem uma ordem fixa, para que todos saibam que tudo está em Suas mãos. O ser humano vive com a arrogância de achar que pode controlar tudo. Mandamos o homem para a lua, conquistamos os picos mais altos do planeta e alcançamos as fossas mais profundas dos oceanos. Isto nos causa a ilusão de que podemos tudo, de que somos ilimitados. Então a chuva surge como um lembrete constante da nossa limitação. Mesmo se juntássemos todos os cientistas do mundo, eles não conseguiriam fazer cair nem mesmo uma única gota de chuva. Isto traz a humanidade novamente para a humildade, para o entendimento de que tudo o que temos é um presente de D'us, e não o fruto dos nossos esforços.
 
Porém, apesar de os cientistas não conseguirem fazer a chuva cair através de seus experimentos científicos, podemos fazer a chuva vir ao mundo através dos nossos bons atos. O "Shemá Israel" nos ensina que as chuvas são fixadas de acordo com o nosso comportamento. Quando cumprimos a vontade de D'us, então Ele traz ao mundo a chuva, como está escrito: "Se vocês andarem nos Meus estatutos, guardarem as Minhas Mitzvót e as cumprirem, então Eu mandarei as suas chuvas nos momentos corretos" (Vayikrá 26:3,4). Porém, quando nos desviamos dos caminhos corretos, então as chuvas não irrigam mais o mundo, como está escrito na nossa Parashá: "Ele fechará o céu e não haverá chuva".

Quando nos comportamos com humildade e retidão, D'us nos sustenta com Brachót (Bênçãos). Porém, quando nos desviamos, D'us nos manda lembretes de que precisamos voltar ao caminho correto. Os castigos de D'us não são um ato de vingança pelos nossos maus atos. D'us quer que possamos consertar os nossos erros, Ele quer que possamos fazer o bem. Da mesma forma que um pai castiga seu filho para educá-lo, para garantir que se tornará um adulto correto, assim também D'us nos castiga por amor, para nos despertar. É por isso que junto com o aviso do castigo está o Nome de misericórdia de D'us, para nos ensinar que, como um pai, Ele quer o melhor para os Seus filhos, mesmo que para isso seja necessário, de vez em quando, dar "tapas" de amor.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

MITZVÓT COM INTENÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAETCHANAN 5778

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MITZVÓT COM INTENÇÃO - PARASHAT VAETCHANAN 5778 (27 de julho de 2018)

"Após o final da Amidá de Shacharit (reza da manhã), o rabino Levi Yitzchak de Berdichev zt"l (Polônia, 1740 - Ucrânia, 1810) se aproximou de alguns frequentadores e os cumprimentou, dando uma Brachá (benção) de boas vindas a eles. Todos se olharam, assustados, sem entender o estranho comportamento do rabino. As pessoas para quem ele tinha dado as boas vindas eram frequentadores há muitos anos da sinagoga e não tinham ido viajar. Então por que o rabino tinha ido pessoalmente a cada um deles dar boas vindas? Vendo a expressão de confusão no rosto das pessoas, o rabino explicou:

- Por favor, não estranhem minha atitude. Eu me senti na obrigação de dar boas vindas, pois, afinal, eles acabaram de voltar de viagem. Enquanto eles estavam rezando a Amidá, suas mentes estavam vagando, viajando por outros lugares. Eles estavam ocupados, pensando nos seus negócios e nas mercadorias que serão vendidas nas feiras que ocorrem em outras cidades. Por isso, quando eles terminaram a Amidá, eles saíram das feiras distantes onde eles se encontravam e voltaram para cá. Foi por isso que eu corri e dei boas vindas a eles, pois sempre que uma pessoa volta de viagem, devemos recebê-la com Brachót de boas vindas".


Infelizmente, por causa da pressão do nosso cotidiano, acabamos cumprindo as nossas Mitzvót, em especial a Mitzvá de Tefilá (reza), sem Kavaná (intenção). Por isso é muito importante, antes de cumprirmos cada Mitzvá, pararmos por alguns instantes, concentrados, para nos conscientizarmos do ato que estamos prestes a fazer

.

Nesta semana lemos a Parashat Vaetchanan (literalmente "E eu supliquei"), que traz alguns assuntos muito importantes, tais como os parágrafos iniciais do Shemá Israel e a repetição dos 10 Mandamentos. A Parashat termina com as seguintes palavras: "E guardará a Mitzvá, as leis e os decretos que Eu ordeno a vocês hoje, para fazê-los" (Devarim 7:11). O Talmud (Eiruvin  22a) estuda este versículo de uma maneira um pouco diferente. As palavras finais podem ser lidas em um novo contexto: "Hoje é para fazê-los". O Talmud aprende destas palavras que "Hoje é para fazê-los, e não amanhã para fazê-los. Hoje é para fazê-los e amanhã para receber a recompensa". Explica Rashi que a linguagem "hoje" se refere ao Olam Hazé, o mundo material, limitado e passageiro, enquanto a linguagem "amanhã" se refere ao Olam Habá, a vida eterna. Ele explica que depois da morte, mesmo que a pessoa cumpra Mitzvót, elas já não têm mais valor. Porém, o que significa estas palavras de Rashi?

Explica o Rav Yaacov Kanievsky zt"l (Ucrânia, 1899 - Israel, 1985), mais conhecido como Staipler, que o Talmud está nos ensinando que há dois períodos distintos: um é destinado e preparado exclusivamente para o cumprimento das Mitzvót, enquanto o outro é destinado e preparado especialmente para o recebimento da recompensa que virá para cada um de acordo com seus atos. Neste mundo viemos apenas para cumprir o nosso objetivo, através do cumprimento das Mitzvót da Torá. Porém, neste mundo não recebemos nenhuma recompensa pelos nossos atos, tudo fica guardado para o Mundo Vindouro. E, ao contrário, todo o mérito para a nossa eternidade deve ser adquirido aqui, nesta vida, pois não há mais como ganhar méritos com nosso esforço depois da morte.
 
Porém, por que D'us fez dois mundos distintos, um para os atos e outro para a recompensa? No mundo material, quando alguém trabalha, imediatamente recebe a recompensa. Alguém estaria motivado a trabalhar por anos e anos sem receber nenhum centavo, apenas pela promessa de um pagamento futuro? D'us poderia ter criado o mundo da maneira que quisesse. Por que Ele não fez com que a recompensa fosse entregue imediatamente após o bom ato realizado?
 
Explica o Staipler que D'us tinha algumas motivações para isto. Em primeiro lugar, se os bons atos fossem imediatamente recompensados e os maus atos fossem imediatamente castigados, o conceito de livre arbítrio seria praticamente anulado. Quem faria uma transgressão sabendo que imediatamente seria punido? E quem deixaria de cumprir uma Mitzvá sabendo que seria imediatamente recompensado? Ao separar o ato de sua recompensa e colocá-los em mundos distintos, D'us nos deu a possibilidade da escolha. O mérito por cada bom ato vem justamente da possibilidade de escolha que temos.
 
Em segundo lugar, a recompensa do Mundo Vindouro será algo muito maior do que qualquer recompensa que possa ser paga neste mundo, através de prazeres passageiros, como ensinam nossos sábios: "É melhor um pequeno instante de tranquilidade no Olam Habá do que todo o Olam Hazé" (Pirkei Avót 4:17). Também em termos do tempo da recompensa a diferença é marcante. Pelo fato da recompensa estar guardada para o Olam Habá, que é infinito, a recompensa se torna infinita. Porém, se a recompensa fosse paga no Olam Hazé, esta recompensa teria que ser adaptada aos conceitos materiais, levando em consideração a limitação de tempo.
 
O Talmud (Sanhedrin 101a) traz uma história interessante. O Rabi Eliezer era um dos maiores sábios de sua geração, um homem extremamente puro e devoto. Quando ele adoeceu, no final de sua vida, seus alunos vieram visitá-lo. Ao vê-lo imerso em sofrimentos, eles começaram a chorar. Porém, Rabi Akiva começou a dar risada. Os alunos questionaram o motivo de ele estar dando risada em um momento tão doloroso. O Rabi Akiva então respondeu: "Todo o tempo que eu via que o vinho que o Rabi Eliezer produzia nunca azedava e o linho que ele plantava nunca sofria danos, isto é, que havia sucesso em tudo o que ele fazia e ele não passava por sofrimentos, então eu fiquei extremamente preocupado, imaginando que D'us estava pagando para ele por todos os seus bons atos já nesta vida e que ele não teria mais nada para receber na vida eterna. Porém, agora que eu estou vendo que ele está passando por muitos sofrimentos, então eu me alegrei, pois entendi que ele não "gastou" os méritos de suas Mitzvót".
 
O Talmud está nos ensinando que mesmo alguém tão sagrado quanto o Rabi Eliezer, caso ele tivesse recebido sua recompensa através do sucesso no Olam Hazé, teria perdido através disso seu Olam Habá. Isto significa que, se recebêssemos a recompensa pelos nossos bons atos no Olam Hazé, receberíamos prazeres pequenos, em um mundo limitado, e perderíamos um prazer ilimitado por toda a eternidade no Olam Habá. Por uma bondade gigantesca, D'us guarda a nossa recompensa para um mundo onde ela será muito mais significativa e eterna.
 
Também podemos utilizar este conceito para responder o famoso questionamento "por que pessoas boas sofrem enquanto pessoas ruins têm sucesso na vida?". Esta pergunta é baseada em uma ótica limitada, na qual apenas o que acontece no Olam Hazé pode ser enxergado. Os Tzadikim (justos) sofrem neste mundo para que possam apagar suas poucas transgressões cometidas na vida, enquanto os Reshaim (malvados) têm sucesso pois já recebem neste mundo o pagamento por suas poucas boas ações, que são feitas com intenções egoístas. Se basearmos nosso entendimento apenas pelo que nossos olhos enxergam, certamente este mundo parece algo injusto e "sem dono". Porém, nossa Emuná (fé) nos permite ficarmos tranquilos e confiarmos na bondade e justiça de D'us, que está guardando a verdadeira recompensa dos Tzadikim para o Olam Habá.
 
Finalmente, o Staipler ressalta que se D'us pagasse pelas Mitzvót já neste mundo, o cumprimento das Mitzvót se tornaria algo tão egoísta quanto um lojista que se ocupa com os lucros de sua loja ou um trabalhador que se esforça em sua profissão. D'us, em Sua sabedoria ilimitada, entendeu que era obrigatório que a recompensa não fosse entregue no Olam Hazé, pois, caso contrário, as Mitzvót não seriam cumpridas com Kavaná (intenção) e com as motivações corretas, seria algo apenas mecânico e sem emoção. Isto causaria um enorme problema, pois uma das partes mais importantes da Mitzvá é justamente a Kavaná, como ensinam nossos sábios: "D'us exige coração", isto é, as Mitzvót são justamente as ferramentas para nos conectar a D'us e, portanto, elas precisam ser feitas com a Kavaná de servir a D'us, de se conectar a Ele através dos nossos atos. Se o cumprimento das Mitzvót se transformasse em um "negócio", isto teria um resultado desastroso, pois como as pessoas fariam as Mitzvót apenas pela sua recompensa imediata, então elas seriam feitas sem Kavaná e a pessoa não mereceria recompensa por elas, pois estaria cumprindo as Mitzvót de maneira egoísta, pensando no seu próprio benefício, e não para servir a D'us.
 
Deste último ponto trazido pelo Staipler aprendemos algo fundamental para o nosso serviço espiritual: quando fazemos uma Mitzvá, tão importante quanto o ato é a nossa Kavaná. Infelizmente o nosso Yetser Hará (má inclinação) consegue nos enganar e, mesmo quando cumprimos as Mitzvót, fazemos sem as intenções corretas. Estamos sempre correndo, resolvendo problemas do trabalho, e nossas Mitzvót se tornam apenas atos mecânicos. Uma das maiores formas de conexão com D'us é a nossa Tefilá. Porém, nossa Tefilá se transforma em um "serviço da boca", e não um "serviço do coração" como deveria ser. Ao invés de falarmos com D'us na nossa Tefilá, pronunciamos palavras sem nenhum tipo de sentimento. Durante a Tefilá pensamos no trabalho, na programação da viagem das férias e naquele dinheiro que a pessoa está nos devendo e esquecemos de cobrar. Isto destrói completamente a força da Mitzvá. Uma Tefilá sem Kavaná é comparada pelos nossos sábios a um corpo sem alma. Da mesma maneira que um corpo sem alma não tem vida, assim também é a Tefilá de quem não consegue rezar com Kavaná. Portanto, devemos nos acostumar a fazermos as Mitzvót com tranquilidade. É importante sempre refletir antes de cada Mitzvá, para podermos internalizar a importância do que estamos fazendo. Somente assim poderemos utilizar as Mitzvót para o propósito verdadeiro delas: nos conectar a D'us.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

SENTINDO A DOR DE D’US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5778 

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SENTINDO A DOR DE D'US - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5778 (20 de julho de 2018)

"Avraham educou seus filhos com dedicação e amor. Transmitiu a eles o orgulho de serem judeus e se alegrava ao vê-los se dedicando ao estudo da Torá e ao cumprimento das Mitzvót. Apenas seu filho mais novo, Yossef, lhe dava muitos desgostos. Ele começou se afastando aos poucos, cumprindo as Mitzvót de maneira cada vez mais desleixada. Avraham tentou incentivar, dar broncas e até castigos, mas nada funcionava. Certo dia, Yossef avisou ao pai que estava indo embora de casa e perguntou se o pai poderia ajudá-lo com o valor do aluguel até que conseguisse um emprego. Avraham, com o coração despedaçado, sabia que de nada adiantaria tentar convencê-lo a ficar. Então ele fez um acordo com o filho: ajudaria mensalmente com o valor do aluguel, mas em troca Yossef deveria colocar Tefilin todos os dias. Yossef concordou, abraçou o pai e se foi.
 
Passado o primeiro mês, Yossef percebeu que seu pai ainda não havia lhe enviado o dinheiro e ligou cobrando. Avraham quis saber se o filho estava colocando Tefilin todos os dias e Yossef garantiu que sim. O pai então afirmou que o dinheiro chegaria. Porém, mais um mês se passou e Yossef, em uma situação financeira cada vez mais difícil, percebeu que novamente seu pai não havia lhe mandado o dinheiro combinado. Desta vez ele telefonou para o pai um pouco mais exaltado. Avraham novamente questionou se Yossef estava fazendo sua parte no acordo. Yossef confirmou que sim e reclamou que era o pai que não estava fazendo a parte dele. Avraham reafirmou que, se ele estava colocando o Tefilin todos os dias, então o dinheiro chegaria. Quando o terceiro mês passou e Yossef não recebeu nem um centavo do pai, ele perdeu a cabeça. Ligou gritando, exigindo o dinheiro combinado. Avraham, sem alterar a voz, novamente perguntou ao filho se ele estava colocando o Tefilin todos os dias. Yossef respondeu, aos berros, que sim, que ele estava mantendo sua palavra, diferente do pai. Avraham então pediu para que Yossef abrisse a sacola do Tefilin enquanto ele aguardava na linha. Yossef não entendeu, mas fez o que o pai pediu. Para sua imensa vergonha, dentro da sacola do Tefilin havia várias notas de dinheiro, o suficiente para três meses de aluguel. Yossef não conseguiu abrir a boca para dizer nada. Durante todo o tempo o pai havia feito a parte dele, enquanto Yossef não havia feito a sua parte..."

Estamos sempre cobrando que D'us faça a Sua parte. Por que Ele não está nos mandando sustento e tranquilidade? Por que Ele não escuta os nossos pedidos? Porém, antes de reclamarmos de D'us, precisamos olhar para nós mesmos e perguntar: será que nós estamos fazendo a nossa parte?

Nesta semana começamos o último livro da Torá, Devarim, que traz o discurso de despedida de Moshé antes do seu falecimento. Moshé recordou os principais acontecimentos nos 40 anos em que o povo judeu permaneceu no deserto. Ele aproveitou para chamar a atenção do povo de alguns erros graves que eles haviam cometido, para que aprendessem com os erros do passado e não voltassem a cometê-los no futuro.
 
Um dos pontos relembrados por Moshé na Parashat desta semana, Devarim (literalmente "Palavras"), foi o terrível erro dos espiões, que foram enviados para verificar a Terra de Israel e voltaram trazendo um péssimo relato, denegrindo a terra sagrada que D'us havia prometido ao povo judeu. Desmotivado, o povo inteiro chorou. Este dia era Tishá Be Av (o nono dia do mês judaico de Av), e D'us jurou que, como o povo havia chorado sem motivo, então teriam motivos para chorar, pois aquele dia seria marcado, por todas as gerações, como um dia de tragédias e tristeza. Neste dia os nossos dois Templos Sagrados foram destruídos, milhares de pessoas foram assassinadas, os judeus foram expulsos da Espanha e Portugal, entre outras tragédias. E, neste sábado, após o término do Shabat (21/julho), começaremos a reviver este dia de choro, jejum e tristeza.
 
Porém, ao refletirmos sobre o significado do dia de Tishá Be Av, surge uma grande pergunta. Se parte principal da nossa tristeza é pela destruição dos nossos Templos Sagrados, por que deixamos para nos enlutar e nos entristecer apenas durante um pequeno período do ano, que vai do dia 17 de Tamuz e atinge o seu auge em Tishá Be Av, um período de 3 semanas conhecido como "Bein HaMetzarim" ("Entre os apertos")? Não deveríamos estar em luto durante o ano inteiro?
 
Explicam os nossos sábios que a perda dos nossos Templos Sagrados é tão trágica que realmente deveríamos viver em um estado permanente de luto. Entretanto, ninguém conseguiria viver desta maneira durante o ano inteiro. Por isso, nossos sábios fixaram apenas este período de 3 semanas, no qual diminuímos as nossas alegrias e nos comportamos como pessoas enlutadas. É neste período que paramos para refletir e lembrar que as coisas não são como deveriam ser. Não temos mais o nosso Templo Sagrado, o povo judeu está no exílio e vivemos em uma época de "ocultação da Face de D'us", na qual a Supervisão Divina não é mais tão evidente. E, em especial no dia de Tishá Be Av, nós focamos nos eventos históricos que refletem esta "ocultação da Face de D'us" como uma maneira de internalizar e sentir o terrível estado no qual nos encontramos.

Em diferentes momentos da história do povo judeu, a "ocultação da Face de D'us" se manifestou de diversas formas. Durante muitas gerações sua principal expressão foi através de um antissemitismo venenoso. Os judeus mantiveram firmemente os ensinamentos da Torá que haviam recebido de seus antepassados, mesmo que muitas vezes tiveram que abrir mão de suas próprias vidas para fazê-lo. O acontecimento mais recente, e que ainda nos dói de maneira profunda, foi o Holocausto, quando seis milhões de judeus foram assassinados a sangue frio apenas por serem judeus. O incalculável sofrimento pelo qual o povo judeu passou é algo que as pessoas legitimamente focam em Tishá Be Av. Ao recordarmos estes eventos trágicos da nossa história, nós ficamos mais conscientes das terríveis consequências desta "ocultação da Face de D'us".
 
Porém, explica o Rav Yehonasan Gefen que, apesar deste comportamento ser louvável, ele não consegue representar a principal manifestação da "ocultação da Face de D'us" que ocorre nos nossos dias. Atualmente, o antissemitismo viral e venenoso se encolheu. Não sumiu completamente, pois de tempos em tempos ele ressurge, através de leis antissemitas que nos proíbem de cumprir certas Mitzvót e movimentos cujo intuito é denegrir e boicotar o povo judeu, escondidos atrás de máscaras de "politicamente correto". Mas a principal manifestação da "ocultação da Face de D'us" nos nossos dias é o terrível estado no qual se encontra a observância das Mitzvót da Torá pelo povo judeu. Temos uma vaga noção de que algo não vai bem, mas será que imaginamos o verdadeiro estrago espiritual que isto está causando ao povo judeu?
 
Atualmente, o povo judeu sofre com a perda de identidade judaica. A porcentagem de casamentos mistos nos Estados Unidos, por exemplo, que em 1950 era de apenas 6%, já chegou a atuais 70%. Mais de 2 milhões de judeus não se identificam mais como judeus. E mesmo entre os que se identificam como judeus, mais de 2 milhões não tem absolutamente nenhum tipo de conexão com o judaísmo. Mais de 600 mil judeus praticam outras religiões. E o mais triste é constatar que apenas 11% dos judeus costumam frequentar as sinagogas. Dezenas de casamentos mistos ocorrem todo mês. Isto significa que, durante o tempo em que estivermos lendo este texto, certamente mais um judeu estará se perdendo para a assimilação. Apesar de muitos estarem cientes destas terríveis estatísticas, elas podem estar em nossas cabeças, mas estão bem longe de nossos corações. Sabemos de forma intelectual, mas não conseguimos sentir a dor da perda dos nossos irmãos.
 
Até o ano de 1967, os judeus não tinham acesso ao Kotel, pois Jerusalém estava dividida e a parte oriental da cidade estava nas mãos dos jordanianos. Foi somente após a vitória na Guerra dos 6 dias que os judeus voltaram a ter acesso ao Kotel. Naquele ano, um jovem se alegrou ao comentar com seu rabino que seu Tishá Be Av seria diferente, pois poderia ver o Kotel, a única parte remanescente do nosso Templo, e seria mais fácil sentir no coração a tristeza pela destruição dos Templos. O rabino, ao escutar o comentário do seu aluno, respondeu com tristeza: "Meu querido, para sentir a destruição do Templo não é necessário ir até o Kotel. Suba em algum prédio e veja o comportamento do povo judeu. Veja quantas transgressões, quanta assimilação, o quanto as pessoas estão afastadas da Torá. Esta é a melhor forma de sentir tristeza pela destruição do Templo". Portanto, Tishá Be Av é o momento de arrancarmos a ilusão de que está tudo bem. Não, não está tudo bem. Nós precisamos encarar a verdade e, acima de tudo, aceitar a responsabilidade pela situação em que chegamos. Precisamos sentir, em especial em Tishá Be Av, a dor da realidade, não podemos fugir disso. A assimilação está presente em todos os lugares, a destruição espiritual é trágica.

Porém, talvez a coisa mais importante para refletirmos em Tishá Be Av é: como D'us se sente com esta situação? Imagine um pai de família, uma pessoa temente a D'us, que tem 10 filhos. Este pai tem sucesso em educar seus 10 filhos para que sejam bons judeus, cumpridores das Mitzvót da Torá. Porém, 9 deles seguem o caminho exatamente como o pai esperava, enquanto um deles escolhe um caminho mais "leniente", relaxando no cumprimento das Mitzvót. Este pai não se sentiria angustiado? E se este filho não tivesse apenas relaxado no cumprimento das Mitzvót, e sim abandonado a Torá completamente? Certamente este pai sentiria uma dor incalculável. Agora, imagine que não apenas um filho tenha abandonado completamente a Torá, e sim dois filhos. Isto não seria terrível e desesperador? E se fossem 6 dos seus 10 filhos? E se mesmo entre os filhos que se mantiveram conectados com a Torá, a maioria se comportasse com desleixo no cumprimento das Mitzvót, este pai não sentiria uma angústia insuportável? Deve ser assim que D'us está se sentindo.

Cada judeu é um filho de D'us, e Ele sofre por Seus filhos que se afastaram. Tishá Be Av é o dia de encararmos a realidade. Esta triste realidade é o que a "ocultação da Face de D'us" representa, e é com esta situação que temos que lidar. D'us está oculto, Seus filhos não conseguem vê-Lo, eles mal sabem que Ele existe. Certamente há muito pelo que se enlutar e chorar. Que este seja o último Tishá Be Av de tristeza, e que este dia possa se transformar em um dia de alegria, quando todos os judeus saberão o que significa ser "um filho de D'us".

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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