quarta-feira, 21 de março de 2018

AMOR PELO DINHEIRO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TZAV / SHABAT HAGADOL 5778

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AMOR PELO DINHEIRO - PARASHAT TZAV / SHABAT HAGADOL 5778 (23 de março de 2018)

"Em uma enorme floresta, próximo de um riacho, vivia um pobre lenhador, que trabalhava duro para sustentar a família. Todos os dias empreendia uma árdua caminhada floresta adentro, levando ao ombro o seu afiado machado. Partia sempre assobiando, contente, pois sabia que enquanto tivesse saúde e seu machado, conseguiria ganhar o suficiente para comprar o pão que a família precisava.
 
Certo dia, ele estava cortando uma enorme árvore perto do riacho. As lascas voavam longe e o barulho do machado ecoava pela floresta. Passado algum tempo, resolveu descansar um pouco. Encostou o machado na árvore e virou-se para se sentar, mas tropeçou e esbarrou no machado. Antes que pudesse agarrá-lo, ele desceu pela ribanceira e foi parar dentro do riacho. O pobre lenhador vasculhou as águas, tentando encontrar o machado, mas aquele trecho era fundo demais. O riacho continuava a correr com a mesma tranquilidade de sempre, ocultando o machado, tão valioso para o lenhador. Ele ficou desesperado com a perda, pois como sustentaria sua família sem seu machado?
 
D'us teve misericórdia daquele pobre homem e, algum tempo depois, enviou um anjo, disfarçado de nobre, para ajudá-lo. O nobre aproximou-se do lenhador e perguntou o que tanto lhe afligia. O lenhador contou o que acontecera com o seu machado. O nobre sorriu e disse que seus empregados haviam encontrado alguns machados na foz do riacho, talvez algum poderia ser o dele. Tirou então da sacola um machado e perguntou ao lenhador se aquele era o que ele havia perdido. Os olhos do lenhador quase saltaram, pois o machado era feito de prata. Em um primeiro momento, o lenhador teve vontade de dizer que o machado era seu. Ele pensou em todas as coisas lindas que poderia comprar para os seus filhos com toda aquela prata. Seria o fim de suas dificuldades. Porém, antes que as palavras pudessem sair de sua boca, ele pensou melhor. Sabia que aquele machado não era seu, seria errado pegá-lo. Abanou a cabeça e disse que, infelizmente, aquele não era o seu machado.
 
O nobre então tirou de sua sacola outro machado, mostrou ao lenhador e perguntou se talvez aquele seria o machado dele. O lenhador quase desmaiou ao ver que era um machado de ouro maciço. Aquele machado sim seria a salvação de todos os seus problemas, seria a chave para uma vida de conforto e tranquilidade para sua família. Aquele homem nunca saberia se era realmente dele ou não. Porém, quando se preparou para estender a mão para pegá-lo, novamente se conteve. Não era o verdadeiro dono do machado, não seria correto pegar algo que não lhe pertencia, seria roubo. Então, disse ao nobre com convicção que aquele também não era o seu machado.
 
Finalmente, o nobre colocou a mão na sacola e retirou um terceiro machado. Os olhos do lenhador brilharam, aquele era certamente o seu machado. Agradeceu muito ao nobre, pois assim poderia honestamente voltar a trabalhar para trazer sustento para a sua família. O nobre então entregou-lhe a sacola com os outros dois machados e disse:
 
- Eles são seus, aproveite. São um presente por sua incrível honestidade".

Honestidade é mais do que não mentir. É contar a verdade, dizer a verdade, viver a verdade e amar a verdade.

No início da Parashat desta semana, Tzav (literalmente "Comande"), há um versículo interessante. A Parashat continua o assunto da semana passada, descrevendo alguns detalhes em relação à oferenda de Korbanót (sacrifícios), serviço que era realizado pelos Cohanim (sacerdotes). E assim começa a Parashat: "E D'us disse para Moshé: "Comande a Aharon e seus filhos e diga: 'Esta é a lei do Korban Olá (Sacrifício de elevação)'". (Vayikrá 6:1,2). Porém, a linguagem que D'us utilizou nos chama a atenção. Normalmente a Torá teria dito: "Diga a Aharon e seus filhos". Então por que, em relação ao Korban Olá, a Torá utilizou uma linguagem mais dura, "comande"?
 
Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que a linguagem "Comande" implica em um senso extra de agilidade. O Midrash explica que, como o Korban Olá envolve uma perda financeira maior do que os outros Korbanót, havia a necessidade especial de uma linguagem mais dura em relação à sua oferenda. Mas o que significa esta "perda financeira" do Korban Olá? Qual era a diferença em relação aos outros Korbanót?
 
Pelo fato de os Cohanim se dedicarem integralmente aos serviços Divinos, eles não tinham outras formas de conseguir seu sustento. D'us então decretou que houvessem diversos tipos de "Matanót Kehuná", isto é, presentes que o resto do povo dava aos Cohanim para que eles pudessem se manter. Parte dos "Matanót Kehuná" eram as partes específicas dos Korbanót que podiam ser consumidas pelos Cohanim e suas famílias. Porém, diferente dos outros Korbanót, o Korban Olá era completamente queimado no Mizbeach (altar), sendo que nenhuma parte podia ser consumida pelo Cohen. Portanto, ao oferecer um Korban Olá, havia uma sensação de perda financeira para o Cohen, pois ele preferia estar oferecendo naquele momento outros tipos de Korbanót, dos quais poderia ter proveito. Esta é a "perda financeira" mencionada pelo Midrash, que poderia causar uma falta de agilidade em relação ao "Korban Olá". Por isso, a Torá precisou utilizar uma linguagem mais "dura", para que os Cohanim tivessem a mesma agilidade com o "Korban Olá" do que com os outros Korbanót.
 
Porém, este ensinamento da Torá desperta um grande questionamento. O Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) era normalmente a pessoa mais correta e espiritualmente elevada do povo. O Talmud (Yomá 18a) acrescenta ainda que um dos pré-requisitos para ser um Cohen Gadol era a pessoa ser rica. Baseado na retidão e na tranquilidade financeira do Cohen Gadol, parece completamente desnecessário a Torá se preocupar com uma possível falta de agilidade por causa de uma perda financeira indireta e relativamente tão pequena. Então por que D'us precisou comandar ao Cohen Gadol, e não apenas pedir, para que ele oferecesse o Korban Olá?
 
Responde o Rav Yechezkel Levenstein zt"l (Polônia, 1895 - Israel, 1974) que deste ensinamento da Torá aprendemos uma lição incrível para nossas vidas. Até mesmo o mais elevado de todos os homens, o Cohen Gadol, aquele que entrava no Kodesh Hakodashim em Yom Kipur, não estava a salvo do Yetser Hará (má inclinação) do desejo pelo dinheiro. Isto é ressaltado pelo Talmud (Baba Batra 165a), ao nos ensinar que, enquanto apenas uma minoria das pessoas tropeça na transgressão de relações ilícitas, a maioria tropeça em roubo. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a Torá não se refere a se envolver em roubos descarados, e sim a procurar racionalizações para deixar de pagar o que os outros deveriam receber. O Talmud está enfatizando que todos correm o risco de serem seduzidos pelo Yetser Hara do roubo, por causa do nosso amor pelo dinheiro, que nos leva a buscar justificativas para os nossos comportamentos desonestos.
 
E esta afirmação do Talmud não se aplica apenas a pessoas espiritualmente pequenas e de má índole. Até mesmo gigantes espirituais, como o Rav Israel Salanter z"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883), não estão livres deste Yetser Hará. Certa vez o Rav Salanter estava visitando um homem muito rico e, ao entrar no escritório dele, viu uma quantidade enorme de dinheiro espalhado na mesa, aguardando para ser contado. O dono da casa então precisou se ausentar por alguns instantes. Quando voltou, percebeu que o Rav Salanter havia desaparecido. Ele procurou por toda a casa, em todos os aposentos, mas não o encontrava. Finalmente encontrou o Rav Salanter de pé do lado de fora da casa. O Rav Salanter explicou que, quando viu que havia uma enorme quantidade de dinheiro não contado no escritório, não quis ficar sozinho com o dinheiro. Diante do olhar espantado do dono da casa, ele explicou, mencionando o ensinamento do Talmud que diz que, enquanto apenas uma minoria tropeça em relações ilícitas, a maioria tropeça em roubo. O Rav Salanter então concluiu que, se existe uma proibição de "Yichud", isto é, de um homem e uma mulher, que não são casados nem parentes, ficarem trancados sozinhos em um ambiente, por causa da possibilidade deles não serem capazes de superar sua tentação por imoralidade, mesmo que em imoralidade poucos tropeçam, então certamente deve haver uma proibição de "Ychud" com o dinheiro dos outros, pela possibilidade da pessoa não ser capaz de superar sua tentação pelo roubo, uma área na qual a maioria tropeça. Foi por isso que ele saiu e não quis ficar sozinho no escritório com tanto dinheiro não contado sobre a mesa. Se até mesmo alguém tão elevado como o Rav Israel Salanter sentiu a necessidade de colocar limites extras para se proteger do desejo pelo dinheiro, então certamente nós devemos estar muito alertas a este poderoso Yetser Hará.
 
Explica o Rav Yehonasan Gefen que da Parashá aprendemos o quanto devemos ser cuidadosos para que uma possível perda de dinheiro não afete a forma como cumprimos as Mitzvót. Como há Mitzvót que envolvem gastos significativos, devemos nos esforçar para manter a nossa agilidade nestas Mitzvót. Além disso, devemos ser consistentes com o que gastamos com as Mitzvót e o que gastamos com o nosso conforto material. Não é correto querer sempre o celular de último tipo, mas pechinchar na hora de compra a Mezuzá. Não é uma demonstração de amor a D'us procurar o carro com o máximo de tecnologias, mas comprar os "Arba Minim" mais baratos quando chega a festa de Sucót. Se caprichamos na escolha das férias e dos móveis da nossa casa, então devemos demonstrar um desejo semelhante de investir nosso dinheiro nas Mitzvót e, em especial, nos atos de Tzedaká (caridade).
 
O amor pelo dinheiro também é uma forma de escravidão. Uma pessoa com um amor incontrolável pelo dinheiro terá dificuldades no cumprimento das Mitzvót, pois não conseguirá se desconectar do dinheiro nem mesmo quando a Torá exigir. Além disso, há áreas nas quais uma potencial perda monetária pode levar a pessoa a querer "burlar" as leis da Torá. É por isso que frequentemente as pessoas tiram suas dúvidas com os rabinos sobre as leis de Shabat ou de Kashrut, mas são raras as pessoas que fazem perguntas em relação aos assuntos monetários. Às vezes preferimos não escutar a verdade, preferimos nos enganar e achar que estamos fazendo o que é correto, mesmo que estamos sendo desonestos. Portanto, antes da pessoa ser honesta com os outros, ela precisa ser honesta consigo mesma. Como diz a famosa letra de música: "Fiz questão de esquecer que mentir para si mesmo é sempre a pior mentira".
 
D'us manda tudo o que precisamos. Algumas vezes Ele nos coloca em situações difíceis simplesmente para nos testar, para ver se vamos conseguir ser honestos. Se tivermos a força necessária para nos desprendermos do nosso desejo por dinheiro, somente então teremos nos tornado pessoas livres de verdade.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 15 de março de 2018

REZANDO COM O CORAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIKRÁ 5778

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VÍDEO DA PARASHAT VAYIKRÁ
REZANDO COM O CORAÇÃO - PARASHAT VAYIKRÁ / HACHODESH 5778 (16 de março de 2018)
Yossef morava em Jerusalém. Por causa das dificuldades financeiras, ele vivia com a esposa e seus 3 filhos em um apartamento alugado de quarto e sala. De noite, Yossef espalhava colchões pela sala para seus filhos dormirem. O apartamento era tão pequeno que, quando os colchões estavam espalhados pelo chão, não havia espaço nem mesmo para chegar até o banheiro. Certo dia, a esposa de Yossef veio com a novidade: estava grávida do quarto filho. Ele entrou em desespero. Onde o bebê dormiria quando crescesse um pouco? Além disso, a comida já quase não era suficiente para a família, de onde conseguiriam dinheiro para alimentar mais uma boca? Yossef não sabia o que fazer. Estava tão tenso que não conseguiu trabalhar naquele dia. Ligou para o seu chefe e explicou que não se sentia bem. Virou-se para sua esposa e disse, emocionado, que iria pedia ajuda ao seu pai. A esposa deu risada, pois o pai de Yossef estava em uma situação financeira ainda mais difícil do que a deles, então como poderia ajudar?

- Não estou falando do meu pai. Estou falando de D'us, meu Pai celestial. É para Ele que eu vou pedir ajuda...

Yossef pegou um ônibus até a Cidade Velha de Jerusalém. Chegando lá, dirigiu-se ao Muro das Lamentações, encostou seu rosto nas pedras e desabou em um emocionado e sincero choro. Um homem que passava por ali ficou sensibilizado com aquele rapaz que chorava feito uma criança enquanto murmurava palavras que não podiam ser escutadas. Ele colocou a mão no ombro do rapaz e perguntou se poderia ajudar em algo. Yossef agradeceu, mas respondeu que o assunto era somente entre ele e D'us. Yossef virou-se novamente para o Muro e continuou sua Tefilá. Porém, o homem não desistiu e insistiu mais uma vez, perguntando como poderia ajudá-lo. Mesmo não conhecendo aquele homem, Yossef desabafou, contando-lhe sobre suas dificuldades e sobre o bebê que estava a caminho. O homem então falou para ele:

- Preciso de um grande favor. Moro na França e estou apenas visitando Israel por alguns dias. Eu estou procurando um apartamento para comprar aqui em Jerusalém. Porém, como eu não sei falar bem hebraico, vai ser difícil explicar exatamente o que eu estou procurando e certamente não conseguirei negociar um bom preço. Então quero fazer um acordo: me ajude a encontrar e comprar um bom apartamento e te darei uma bela recompensa por isso.

Yossef não conhecia muito sobre compra e venda de imóveis, mas gostou da proposta daquele homem. Qualquer ajuda naquele momento seria muito importante. Se esforçou, encontrou boas opções, negociou os preços e conseguiu um bom apartamento para aquele judeu francês. Para a enorme surpresa de Yossef, depois da compra, o homem estendeu para ele a chave e disse:

- Eu comprei este apartamento apenas como um investimento. Por enquanto, não tenho intenção de vir morar em Israel. Porém, não gostaria que o apartamento ficasse vazio, se deteriorando. Por favor, mude-se para lá com sua família e fique o tempo que você quiser.

Yossef não podia acreditar no que estava escutando. D'us havia escutado sua Tefilá, um pedido do fundo do seu coração. Era um apartamento bem grande, sua família viveria com mais conforto. Além disso, com o que economizaria no aluguel, poderia ficar mais tranquilo com a vinda do bebê. Era um verdadeiro milagre".

D'us sempre escuta quando falamos com Ele. O problema é que normalmente não falamos com D'us, e sim com o Sidur ou com as paredes. Sem Kavaná (intenção), a Tefilá se transforma em palavras vazias da boca para fora.
Nesta semana começamos o terceiro livro da Torá, Vayikrá. No final do livro de Shemot, a Torá descreveu a construção do Mishkan, o Templo Móvel no qual os Cohanim (sacerdotes) faziam os serviços para D'us, sendo um dos principais serviços a oferenda de Korbanót (sacrifícios). E a Parashat desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), descreve os diferentes tipos de Korbanót e suas leis.

Nossos sábios ensinam qual é a importância dos Korbanót: "O mundo se sustenta sobre três coisas: sobre a Torá, sobre a "Avodá" (Serviço Divino, mais especificamente os Korbanót) e sobre os "Guemilut Chassadim" (atos de bondade)" (Pirkei Avót 1:2). Isto significa que os Korbanót são um dos pilares que mantém o mundo inteiro. Porém, desde a destruição do nosso Beit Hamikdash (Templo Sagrado), há mais de dois mil anos, não temos mais a possibilidade de oferecer Korbanót. Então como o mundo ainda se sustenta, se um de seus pilares não existe mais? Explicam os nossos sábios que o serviço dos Korbanót foi substituído pela nossa Tefilá (reza), e as Tefilót foram estabelecidas de acordo com os Korbanót que eram oferecidos e queimados no Mizbeach (altar).

O Korban era um serviço tão querido para D'us que assim o versículo o descreve: "É uma oferenda de elevação, uma oferenda de fogo, um aroma agradável para D'us" (Vayikrá 1:17). Portanto, para substituir algo tão querido para D'us, não bastam apenas palavras da boca para fora. A Tefilá deve ser um momento de conexão espiritual e, portanto, depende muito da Kavaná. Este conceito é reforçado pelas palavras do Shulchan Aruch (Código de Leis Judaicas), que afirma que é preferível fazer uma Tefilá curta e de todo coração do que uma Tefilá longa mas sem as intenções adequadas.

Porém, se refletirmos sobre estas palavras do Shulchan Aruch, podemos deduzir que, se uma pessoa tiver as intenções igualmente corretas em uma Tefilá longa e em uma Tefilá curta, a Tefilá longa é preferível. Mas isto é aparentemente contraditório com um ensinamento do Talmud (Menachot 110a), que ressalta que a expressão "um aroma agradável" é mencionada três vezes: em relação a um animal oferecido como "Korban Olá" (Oferenda de elevação), em relação a um pássaro oferecido como "Korban Olá" e em relação à farinha oferecida como "Korban Minchá". De acordo com o Talmud, isto vem nos ensinar que o tamanho da oferenda não importa, pois desde que seja oferecida de todo o coração, é igualmente satisfatória para D'us. Mas por que neste caso não dizemos o mesmo do que foi dito em relação à Tefilá, de que se as intenções forem iguais, a oferenda de um Korban maior é um ato que envolve mais méritos?

Explica o Rav Yohanan Zweig que havia vários tipos de Korbanót, com diferenças significativas entre eles. Por exemplo, algumas oferendas, como o "Korban Todá" (Oferenda de agradecimento), podiam ser consumidas pelos Cohanim e pela pessoa que oferecia o animal. Outras oferendas, como o "Korban Olá", deveriam ser completamente queimadas no fogo do Mizbeach e nenhuma parte podia ser consumida, nem pelos Cohanim e nem pelo dono do animal. A essência de trazer um "Korban Olá", uma oferenda completamente consumida pelo fogo, era o entendimento de que tudo o que nós possuímos na verdade pertence a D'us. A oferenda, portanto, devia causar na pessoa um certo impacto financeiro, pois a pessoa precisava sentir que, no fundo, nada pertencia realmente a ela, tudo pertence a D'us. As três possibilidades de Korban, isto é, o animal, o pássaro e a farinha, refletem as diferentes capacidades financeiras das pessoas. Uma pessoa mais pobre trazendo uma oferenda de um pássaro tinha o mesmo impacto do que uma pessoa rica oferecendo um touro. Quando uma pessoa trazia uma oferenda que estava de acordo com suas possibilidades financeiras, estava afirmando que tudo o que ela tinha pertencia, em última instância, ao seu Criador.

Por outro lado, se um homem rico oferecesse um pássaro, algo que está muito abaixo de suas verdadeiras possibilidades, a mensagem que estaria sendo transmitida era exatamente a oposta. Esta pessoa demonstrava sentir que tinha direito sobre seu dinheiro, um entendimento equivocado da realidade. Devemos entender e reconhecer que a nossa riqueza não pertence a nós, pois tudo o que existe pertence somente a D'us, e tudo o que temos é dado a nós apenas para que possamos utilizar como ferramenta para atingirmos o nosso objetivo.

É por isso que a Torá ensina que não há diferença aos olhos de D'us se uma pessoa muito pobre ofereceu um Korban de farinha enquanto um homem rico ofereceu um touro. O que importa é que eles tenham a intenção correta, de demonstrar sua consciência de que tudo pertence a D'us. Cada um deve doar dentro de suas possibilidades, D'us não exige da pessoa mais do que ela pode oferecer. Isto pode ser percebido em relação à oferenda de farinha, na qual está escrito: "Uma alma que trouxer um Korban de Minchá para D'us, de farinha fina deve ser sua oferenda" (Vayikra 2:1). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que, em relação aos outros sacrifícios, a Torá não utiliza a palavra "alma" para se referir à pessoa que traz a oferenda. Então por que na oferenda de farinha D'us mudou a linguagem? Pois normalmente quem trazia uma oferenda de farinha era alguém muito pobre, que não tinha condições financeiras para trazer pássaros ou animais. Portanto, é como se D'us dissesse a ela: "Eu considero como se você tivesse oferecido como sacrifício a sua própria alma".

Porém, em relação à nossa Tefilá isto não se aplica. Não existe nenhum padrão que determina a extensão da Tefilá apropriada para cada indivíduo, a única exigência é que a pessoa tenha as intenções corretas. Portanto, como qualquer pessoa pode oferecer a D'us qualquer extensão de Tefilá, então aquele que reza de maneira mais longa e com as intenções corretas está oferecendo mais para D'us e, portanto, está certamente fazendo um ato mais meritório do que uma pessoa que faz uma Tefilá curta, mesmo que ambos tenham a mesma intenção.

Infelizmente não temos mais os Korbanót para oferecer a D'us. Porém, em seu lugar, podemos oferecer a Ele as nossas Tefilót sinceras. Da mesma forma que os Korbanót eram recebidos por D'us como um "aroma agradável", assim também todas as nossas Tefilót sempre são escutadas. Porém, da mesma forma que os Korbanót somente eram aceitos quando feitos da maneira correta, de acordo com as suas leis, a Tefilá também só é aceita quando feita da maneira correta. Precisamos tomar muito cuidado com as intenções das nossas Tefilót. Nossos sábios ensinam que muitos ficarão surpresos ao chegarem ao Mundo espiritual e descobrirem que em seu "currículo espiritual" está faltando o mérito das Tefilót, apesar de terem comparecido todos os dias à sinagoga. Eles então se queixarão, argumentando que fizeram durante a vida todas as Tefilót diárias. Então será respondido a eles: "Estranho vocês dizerem que rezaram. Nenhuma das suas Tefilót chegou aqui em cima".

A Tefilá é um serviço do coração, não da boca. Para que nossas palavras cheguem até D'us, elas devem sair do nosso coração. D'us escuta todas as Tefilót, mas somente quando falamos com Ele, não com o Sidur ou com as paredes. A Tefilá é um dos pilares do mundo e pode fazer verdadeiros milagres, pois faz parte do "código espiritual" de criação do mundo. Mas a Tefilá não deve ser apenas um mecanismo para pedirmos a D'us nossas necessidades. Antes de pedir mais, devemos utilizar a Tefilá como um canal de reconhecimento e agradecimento por tudo o que D'us faz de bom para nós. Pois, se refletirmos de verdade, perceberemos que o que nos falta é, certamente, muito menos do que tudo de bom que já temos na vida.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 7 de março de 2018

CRÍTICAS DESTRUTIVAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5778

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CRÍTICAS DESTRUTIVAS - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI / PARASHAT PARÁ 5778

David era um jovem pintor que começou a estudar com um famoso mestre para se aperfeiçoar. O mestre se empenhou em ensinar diversas técnicas de pintura e também incentivou o jovem aprendiz a expor seus trabalhos. O jovem progrediu e, com o passar do tempo, foi aperfeiçoando-se cada vez mais, até que, num determinado dia de primavera, decidiu pintar uma paisagem real. Ele viajou para um local montanhoso, onde encontrou a paisagem que sempre desejou pintar. Após dedicar várias horas, conseguiu produzir uma linda tela.
 
Na manhã seguinte, David foi até a praça principal da cidade levando consigo sua obra de arte, juntamente com uma folha de papel e algumas canetas. Colocou a tela no cavalete e escreveu na folha de papel, bem abaixo de sua pintura: "Eu sou um aprendiz de pintor e gostaria de saber sua opinião sobre minha pintura. Por gentileza, se vocês perceberem algum problema na pintura, marquem com um "x" no local a ser consertado".

De noite, ao voltar para o local, tomou um susto. A tela inteira estava preenchida com vários "x" e piadinhas. Dava para perceber que não foram feitos por uma única pessoa, e sim por várias, pois eram de tamanhos e cores diferentes. O jovem pintor foi até a casa de seu mestre e, com os olhos cheios de lágrimas, contou sobre o seu fracasso. Porém, o mestre sorriu e pediu para que ele pintasse novamente uma paisagem idêntica à que havia feito. Dois dias depois, o jovem trouxe a nova pintura. O mestre pegou uma folha grande e uma caixa com várias tintas. Ele pediu ao aluno para acompanhá-lo à mesma praça em que havia deixado a obra anterior. O mestre pôs a pintura no mesmo local e escreveu o seguinte: "Eu sou um aprendiz de pintor e gostaria muito de saber se eu poderia aprimorar algo nesta pintura. Diante de vocês há uma caixa com tintas. Todo aquele que acha que pode melhorar algo na pintura, por favor, que o faça".

Ao retornarem ao local de noite, algo incrível havia ocorrido: não havia nenhuma modificação na pintura! O mesmo se repetiu no dia seguinte. Então o mestre disse ao aluno:
 
- Você sabe a que conclusão chegamos? É fácil fazer críticas ao outro e marcar com "x" em tudo o que ele faz. A resposta que deve ser dada a este tipo de pessoa é: "Tudo bem. Mas vamos ver como você faria melhor".

Muitas vezes nós criticamos os outros. Porém, é fácil simplesmente encontrar defeitos no que os outros fazem. Ao invés de simplesmente criticar, devemos trazer soluções. Uma crítica deve ser sempre construtiva e, portanto, deve vir com preocupação e com sugestões, não com zombarias e menosprezo.

Nesta semana lemos duas Parashiót, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"). As duas Parashiót descrevem a execução do Mishkan (Templo Movél), com todos os detalhes construtivos que haviam sido anteriormente ordenados por D'us nas Parashiót Terumá e Tetzavê.
 
Há algo que nos chama a atenção logo no começo da Parashá Pekudei. Moshé faz a prestação de contas das doações feitas para a construção do Mishkan, como está escrito: "Estas são as contas do Mishkan, o Mishkan do Testemunho, que foram calculadas segundo a ordem de Moshé" (Shemot 38:1). Mas por que Moshé precisou prestar contas das doações ao Mishkan? Apesar de a construção do Mishkan envolver materiais caros e nobres, como ouro e prata, Moshé era uma pessoa que estava acima de qualquer suspeita, a ponto de até mesmo D'us testemunhar sobre sua honestidade e retidão, como está escrito: "Não é assim com Meu servo Moshé, em toda a Minha casa ele é confiável" (Bamidbar 12:7).
 
Há um Midrash (parte da Torá Oral) que explica porque Moshé sentiu a necessidade de prestar contas do Mishkan. Segundo o Midrash, ele escutou alguns judeus fazendo críticas e falando pelas suas costas: "Veja como o pescoço de Moshé engordou. Mas também, como poderia ser que o responsável pelas obras do Mishkan não iria enriquecer?". Quando Moshé escutou este tipo de comentário, imediatamente decidiu prestar contas de todos os materiais que haviam sido doados, demonstrando publicamente que tudo havia sido utilizado de forma honesta, nada havia sido desviado para seu uso particular. Porém, o que levou pessoas a não apenas pensarem, mas também falarem mal de Moshé, alguém que estava acima de qualquer suspeita? Será que alguém realmente acreditava que ele poderia ter furtado materiais destinados à construção do Mishkan?
 
De acordo com o Rav Yossef Tzvi Salant zt"l (Lituânia, 1786 - Israel, 1866), a pergunta fica ainda mais forte de acordo com um enigmático ensinamento do Talmud (Sanhedrin 81b): "Se alguém furta um utensílio do Beit Hamikdash, um "Kanai" (pessoa zelosa com a honra de D'us) pode matá-lo imediatamente". Este ensinamento do Talmud é difícil de ser entendido, pois furto não é um crime tão grave a ponto de merecer uma punição tão rigorosa como a pena de morte. Por que o Talmud afirma que aquele que furta um objeto do Beit HaMikdash deve ter uma punição tão rigorosa?
 
O Talmud (Baba Kama 79b) ensina, em nome de Rabi Yochanan ben Zakai, que a Torá é mais rigorosa com aquele que furta, isto é, que rouba na calada da noite, quando ninguém está olhando, do que com aquele que rouba à luz do dia, pois aquele que rouba à luz do dia igualou a honra do escravo à honra de seu dono, enquanto aquele que furta na calada da noite não fez nem isto, dando mais honra ao escravo do que ao dono. Ao cometer um furto, a pessoa demonstrou que teme as pessoas, mas não teme D'us. A pessoa que furta se comporta como se os olhos de D'us não enxergassem e os ouvidos de D'us não escutassem. É por isso que aquele que rouba apenas precisa devolver o que roubou, enquanto aquele que furta é castigado e precisa pagar o dobro.
 
O ato de furto fica ainda mais grave quando é cometido com um utensílio do Beit HaMikdash, o local onde repousa a Presença Divina. Esta atitude é uma tremenda profanação da honra de D'us, pois é como se a pessoa estivesse afirmando que nem mesmo no local da moradia de D'us os Seus olhos podem enxergar.  É por isso que o Talmud ensina que o castigo desta pessoa era tão grave, a ponto de um "Kanai" poder matá-lo imediatamente, mesmo sem julgamento do Beit Din (Tribunal Rabínico). Este castigo tão rigoroso não ocorre pelo furto propriamente dito, que não é tão grave, mas pela terrível profanação da honra de D'us.
 
Este ensinamento torna ainda mais difícil entender as suspeitas daqueles judeus que diziam que Moshé havia furtado materiais do Mishkan. Moshé tinha um nível tão elevado de profecia que falava com D'us "face a face", como uma pessoa que está conversando com o seu companheiro. Alguém em um nível tão elevado furtaria materiais doados para a construção do Mishkan, o local da moradia de D'us, como se D'us não estivesse olhando?
 
Explica o Rav Yossef Tzvi Salant que daqui aprendemos a terrível força da zombaria. Através da zombaria, pessoas foram capazes de fazer com que suspeitas recaíssem sobre o maior profeta de todos os tempos, uma pessoa extremamente reta, fazendo com que a verdade fosse invertida de um extremo ao outro. Apesar de sua retidão inquestionável em todos os atos, Moshé foi acusado pelos zombadores de ter furtado dinheiro que pertencia ao Mishkan, tornando-se suspeito de agir como se D'us não enxergasse nem mesmo na Sua casa. Este é o poder que a zombaria tem de manchar a honra até mesmo das pessoas mais retas. Quando alguém zomba de um Tzadik (Justo), mesmo que em um primeiro momento ele não é acreditado, a zombaria injeta no coração das pessoas ideias que têm o poder de inverter a verdade.
 
Este conceito também pode ser observado na história de Korach, o primo de Moshé que liderou uma rebelião contra ele. Korach questionou publicamente Moshé e Aharon com as seguintes palavras: "E por que vocês querem se elevar acima da assembleia de D'us?" (Bamidbar 16:3). Korach, através de zombarias, quis mostrar que Moshé era uma pessoa orgulhosa, motivada apenas pela busca de honra e poder. Uma acusação grave, feita justamente contra um homem sobre quem D'us havia declarado: "Este homem Moshé era extremamente humilde, mais do que qualquer outra pessoa na face da Terra" (Bamidbar 12:3). Então como Korach conseguiu juntar tantos rebeldes dispostos a se levantar contra Moshé por considerarem que ele estava motivado apenas pela sua própria honra? Através da força da zombaria, que tem o poder de injetar veneno no coração das pessoas e manchar até mesmo a reputação dos maiores Tzadikim.
 
A Torá está nos ensinando algo muito importante para nossa vida. Se prestarmos atenção, perceberemos que é muito comum criticarmos o que os outros fazem. Estamos sempre marcando com "x" a vida dos outros. Será que isto é uma atitude saudável? Explicam nossos sábios que, apesar de existir uma Mitzvá de criticarmos uma pessoa quando a vemos fazendo algo errado, como está escrito: "Você certamente irá repreender seus companheiros" (Vayikrá 19:17), precisamos ser cuidadosos com a honra da pessoa, nunca falando as coisas de maneira que podem denegrir e machucar. E uma das formas que mais machucam as pessoas é quando uma crítica é feita com zombaria, manchando a honra da pessoa envolvida. A zombaria tem a força de denegrir até mesmo pessoas corretas e, portanto, deve ser evitada a todo custo.
 
Críticas devem ser feitas de forma construtiva, apenas por amor, nunca para desmotivar e destruir. E uma das formas mais construtivas de fazer uma crítica é trazendo sugestões de soluções. Ao invés de apenas criticar, ofereça ajuda. Pois criticar é fácil, o difícil é se importar de verdade com o outro.  

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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