quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

SENTINDO A DOR DO PRÓXIMO COMO SE FOSSE SUA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5778






BS"D

O E-mail desta semana foi carinhosamente oferecido pela Família Birbojm, em Leilui Nishmat de:
Efraim ben Gedale z"l


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SENTINDO A DOR DO PRÓXIMO COMO SE FOSSE SUA - PARASHÁ VAERÁ 5778 (12 de janeiro de 2018)

"O Rav Elazar Menachem Man Shach zt"l (Lituânia, 1899 - Israel, 2001), o Rosh Yeshivá (Diretor Espiritual) da Yeshivá de Ponovitch, em Bnei Brak, era um homem extremamente ocupado, tanto com os assuntos da Yeshivá quanto com o atendimento ao público em geral. Um rabino muito próximo dele percebeu que, mesmo quando a Yeshivá estava de férias e o Rav Shach não estava dando aulas, ele não aproveitava nem mesmo alguns dias para viajar um pouco e descansar. Então o rabino perguntou a ele:

- Rav, se os alunos não estão e não há aulas para dar, por que você não viaja um pouco para descansar?

O Rav Shach, abrindo um sorriso, respondeu:

- Além das aulas que eu dou na Yeshivá, as portas da minha casa estão sempre abertas para quem procura ensinamentos de Torá, respostas para suas perguntas, aconselhamentos ou simplesmente uma Brachá. Muitas pessoas querem dividir comigo os sofrimentos e dificuldades que estão passando na vida. Algumas pessoas eu consigo ajudar, outras infelizmente tudo o que eu posso fazer é escutá-las atentamente enquanto elas abrem seus corações. Porém, mesmo para estas pessoas, eu sei que apenas por estar escutando eu já estou ajudando a aliviar um pouco da carga que elas carregam.

- Por isso - continuou o Rav Shach - se eu sair para viajar, mesmo que seja por alguns poucos dias, o que as pessoas com problemas farão? Com que elas conversarão? Quem elas procurarão para abrir seus corações? Eu prefiro ficar aqui, caso alguém precise de mim".

Durante a história, muitos judeus abriram mão do seu descanso e de sua comodidade em prol de ajudar outras pessoas. Esta é, certamente, uma das maiores contribuições do povo judeu ao mundo: ensinar até onde pode chegar a nossa compaixão e a nossa misericórdia pelo próximo.

Na Parashá desta semana, Vaerá (literalmente "E apareceu"), D'us mandou Moshé se revelar diante do povo judeu como sendo o líder escolhido para a iminente salvação da dura escravidão egípcia. Porém, a escravidão havia sido tão pesada e os judeus haviam passado por sofrimentos tão terríveis e longos que eles não conseguiam acreditar nas palavras de Moshé, de que realmente o momento da salvação havia chegado e que a escravidão terminaria, como está escrito: "E Moshé falou assim aos Filhos de Israel, mas eles não puderam escutá-lo, por causa da angústia de espírito e por causa da dura escravidão" (Shemot 6:9).

Porém, este versículo é difícil de ser entendido. Justamente quando as pessoas estão desesperadas é mais fácil para elas acreditarem na salvação. Os diversos falsos salvadores que surgiram na história do povo judeu e conseguiram atrair milhares de seguidores sempre vieram em épocas nas quais havia dificuldades, como perseguições e extermínios. Então por que o versículo afirma que as dificuldades da escravidão e a angústia que o povo judeu sentia eram os motivos pelos quais o povo não conseguia acreditar que Moshé era o salvador?

Além disso, há outra pergunta interessante que surge quando refletimos sobre a escravidão do povo judeu. Nossos sábios ensinam que todos os judeus foram escravizados, com exceção da Tribo de Levi, que se dedicava ao estudo da Torá e ao trabalho de auto aperfeiçoamento. Um dos motivos é que a escravidão começou de maneira astuta, quando Faraó convocou os judeus a ajudarem na construção do Egito, com uma demonstração de sua fidelidade ao império egípcio. Na ânsia de conseguirem a sonhada emancipação, os judeus abraçaram com vontade a oportunidade. No início eles foram remunerados pelo trabalho de construção, mas aos poucos o trabalho foi se transformando em escravidão. Todos os judeus caíram na armadilha do Faraó, com exceção dos judeus da Tribo de Levi, que preferiram ficar na cidade de Goshen, separados dos egípcios, se dedicando à sua espiritualidade.

Porém, esta explicação ainda não é suficiente para entender o motivo pelo qual a tribo de Levi não foi escravizada. Se o Faraó era um governante tão cruel e insensível, que chegou ao ponto de assassinar friamente bebês judeus e atirá-los vivos no rio, por que ele deixou que uma Tribo inteira ficasse isenta do trabalho pesado? Mesmo que a Tribo de Levi não caiu na armadilha do Faraó, por que ele não os escravizou à força?

Explica o Rav Yonasan Eibeshitz zt"l (Polônia, 1690 - Alemanha, 1764) que a resposta está em um interessante aspecto da psicologia do ser humano. Normalmente as pessoas não se importam com os sofrimentos que atingem os outros. Alguém que não está imerso no mesmo sofrimento que seu companheiro não consegue sentir de verdade a sua dor. O Faraó havia sido informado por seus astrólogos que o salvador do povo judeu viria da Tribo de Levi. A lógica do Faraó é que uma pessoa que não tivesse passado pela escravidão não seria capaz de salvar os outros escravos. Em primeiro lugar, pois não se importaria de verdade com os sofrimentos deles. Além disso, ele não seria capaz de "politicamente" convencer as pessoas a estarem sob seu comando, pois elas desconfiariam da sua capacidade de liderá-los pelo fato dele não ter estado junto com elas nos momentos de sofrimento. Em outras palavras, os judeus não confiariam que alguém da Tribo de Levi realmente se importava com eles.

O Rav Yonasan Eibeshitz explica que este é o entendimento das palavras do versículo "E Moshé falou assim a Bnei Israel, mas eles não puderam escutar a ele, por causa da angústia de espírito e por causa da dura escravidão". As pessoas não conseguiram escutar Moshé pelo fato dele nunca ter passado pela angústia da escravidão. E, realmente, Moshé havia vivido até aquele momento cercado de luxos e tranquilidade. Por isso, apesar do desespero, as pessoas não estavam dispostas a escutá-lo e nem deixá-lo se tornar seu salvador.

A lógica do Faraó parece genial. Então, o que deu errado em seus planos? O erro do Faraó é que ele subestimou o que a Torá ressalta como sendo o mais notável traço de caráter de Moshé Rabeinu: a preocupação com o próximo. Antes de D'us revelar que Moshé seria o líder do povo judeu, a primeira descrição da Torá sobre ele é que "Moshé cresceu e saiu para ver seus irmãos e observar sua opressão" (Shemot 2:11). "Moshé cresceu" significa que ele havia se tornado um ministro importante e respeitado na Casa do Faraó. Ele poderia ter continuado em sua vida de luxos, honra e poder. Certamente Moshé teria recitando alguns capítulos de Tehilim (Salmos) pela salvação dos seus irmãos, sentado em uma cadeira de ouro, mas nada mais além disso.

Porém, Moshé não se acomodou em sua vida de luxos. A Torá ressalta que ele saiu para ver seus irmãos. Ele jogou tudo para cima quando viu um egípcio golpeando um judeu e, mesmo sabendo que a lei egípcia castigava um assassinato com a pena de morte, ele não temeu as consequências e matou o egípcio para salvar a vida de um judeu desconhecido. Ao colocar sua vida em risco, Moshé estava ativamente participando na miséria e no drama vivido pelos seus irmãos escravos. Com aquele ato, Moshé demonstrou que não estava apenas preocupado com o sofrimento dos judeus de uma forma geral, mas com cada indivíduo em particular.

A Torá também descreve que Moshé veio intervir na briga entre dois judeus, protegendo aquele que seria agredido. Moshé demonstrava assim sua característica de "Nossê BeÓl Haveiró" (carregar o peso do seu companheiro). Em Midian, ele também se levantou para defender as filhas de Itró dos pastores que queriam fazer mal a elas, demonstrando mais uma vez que não tolerava opressão. Finalmente, a Torá nos conta que ele serviu água para os rebanhos das filhas de Itró, demonstrando sua incrível preocupação com cada criatura e seu coração imensamente bondoso.

Explica o Rav Yssocher Frand que foi por isso que o plano do Faraó falhou. Sua lógica estava correta, pois a maioria das pessoas realmente não abandonaria uma vida de tranquilidade para se preocupar com seus irmãos. Ao não escravizar a Tribo de Levi, o Faraó quis causar com que o salvador do povo não se importasse como deveria com a dor dos seus irmãos escravizados e não estivesse disposto a abrir mão de sua tranquilidade para fazer algo pelo próximo. O que ele não contava era que o salvador e líder do povo judeu, Moshé Rabeinu, seria alguém com o incrível atributo de se sensibilizar de verdade diante do sofrimento dos outros. Apesar de nunca ter sido escravizado, ele sentia a dor dos seus irmãos de maneira tão aguda como se ele tivesse passado pessoalmente pelos sofrimentos e privações da escravidão. Mesmo sendo um ministro, ele não podia ficar sentado no palácio enquanto seus irmãos sofriam. Assim começou a brilhar a luz do salvador do povo judeu.

Durante toda a nossa história tivemos muitos modelos de líderes que sentiram a dor dos seus irmãos e abriram mão de suas comodidades em prol dos outros. Mas este maravilhoso traço de caráter não é algo encontrado apenas nos líderes. Até mesmo pessoas simples do povo conseguiram sair do comodismo e do egoísmo para fazer mais pelo próximo. Como fazem atualmente os voluntários da Hatzalá, que saem do meio da refeição de Shabat para salvar vidas de desconhecidos. Ou como fazem as pessoas que arrecadam dinheiro para os pobres, que se humilham ao pedir dinheiro de porta em porta para trazer um pouco de conforto aos outros. Estes representam de verdade o povo judeu, o povo da bondade, o povo da misericórdia.

O povo judeu foi salvo do primeiro exílio por causa da característica de "Nossê BeÓl Haveiró". Quanto mais esta característica for encontrada dentro do povo, mais rápido terminaremos também o nosso último exílio.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

SE IMPORTANDO DE VERDADE COM OS OUTROS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5778






BS"D

O E-mail desta semana foi carinhosamente oferecido pela Família Lerner em Leilui Nishmat de:
Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l


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SE IMPORTANDO DE VERDADE COM OS OUTROS - PARASHÁ SHEMOT 5778 (05 de janeiro de 2018)
"Em um rigoroso dia de inverno, um pequeno garoto de rua estava parado, descalço, em frente a uma loja de sapatos, tremendo de frio. As pessoas que passavam pela rua ignoravam o menino, como se ele não existisse. Mas um homem, vendo aquele menino tão pouco agasalhado, se aproximou e começou a conversar com ele:

- Meu pequeno amigo, por que você está olhando tanto para esta vitrine?

- Eu estou pedindo a D'us para que Ele me dê um par de sapatos ou uma blusa, pois estou com muito frio - respondeu o garoto, com sinceridade.

O homem tomou-o pela mão, levou-o para dentro da loja e pediu a um funcionário uma blusa de frio, meia dúzia de pares de meias e um par de sapatos para o menino. Perguntou também se podia usar uma bacia de água e uma toalha. Levou a criança para os fundos da loja e começou a limpar seus pezinhos sujos. Depois, colocou nele a blusa, as meias e os sapatos. Quando terminou, fez um carinho na cabeça do garoto e disse:

- Sem dúvida, pequeno amigo, você deve estar se sentindo mais aquecido e confortável agora.

Quando o homem pagou e se virou para sair, a criança, muito feliz, estendeu a mão e pegou a mão dele. Olhando para ele com lágrimas nos olhos, perguntou:

- Você é D'us, senhor?

O homem, pego de surpresa pela pergunta daquele pequeno menino, deu um sorriso e respondeu:

- Não, meu querido, eu não sou D'us. Sou apenas uma pessoa agradecida por tudo que Ele me deu na vida"
Como estaria o mundo se a preocupação com o próximo fosse algo mais comum? Se, ao invés de ignorarmos as pessoas necessitadas, nós realmente nos importássemos com elas? Certamente o mundo estaria bem diferente.


Nesta semana começamos a ler o segundo livro da Torá, Shemót, que trata principalmente da escravidão do povo judeu e sua libertação, com grandes sinais e milagres de D'us. E a Parashá Shemot (literalmente "Nomes") começa a descrever detalhes da vida de Moshé, o maior líder da história do povo judeu. Apesar das enormes dificuldades que enfrentou na vida, ele conseguiu se tornar uma pessoa completa em todas as áreas.

As dificuldades de Moshé já começaram logo após o seu nascimento. Quando os magos egípcios revelaram ao Faraó que haviam visto nas estrelas que o salvador do povo judeu estava para nascer, o Faraó decretou que todos os bebês fossem atirados no rio Nilo. Amram e Yocheved, tentando salvar a vida de seu pequeno e indefeso bebê, colocaram Moshé em uma cestinha revestida e deixaram que as águas do Nilo o levassem, na esperança que alguém o encontraria e teria misericórdia dele. A Providência Divina fez com que Batia, a filha do Faraó, encontrasse o bebê e tivesse misericórdia dele. Apesar de saber que o bebê era do povo judeu, ela enfrentou o decreto de seu próprio pai e o criou dentro do palácio do Faraó.

A irmã de Moshé, Miriam, que na época tinha apenas 5 anos, foi acompanhando à distância a cestinha para ver o que aconteceria com o bebê. Ela viu quando Batia, após encontrar o bebê, pediu para que mulheres egípcias o amamentassem, mas o bebê se recusava a aceitar o leite delas. Miriam então, com muita astúcia, ofereceu os serviços de sua mãe como "ama de leite" enquanto o bebê fosse pequeno e precisasse de amamentação. Portanto, nos seus primeiros anos de vida, Moshé cresceu em contato muito próximo com sua família, em especial seu pai, Amram, que era o líder espiritual do povo judeu. Moshé tinha plena consciência de que era judeu e das dificuldades que seus irmãos passavam por causa dos maldosos decretos do Faraó.

É neste contexto que o versículo diz: "E o menino cresceu e foi trazido para a filha do Faraó, e ele foi um filho para ela" (Shemot 2:10). Quando Moshé chegou à idade de ser desmamado, ele foi levado para morar com Batia, no palácio do Faraó. Porém, o que nos intriga é que no próximo versículo, de maneira aparentemente redundante, a Torá afirma que "Moshé cresceu e saiu para ver seus irmãos e observar sua opressão" (Shemot 2:11). Por que repetir, logo em seguida, que Moshé cresceu?

Além disso, há também outro ponto deste versículo que nos chama a atenção. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que as palavras "saiu para ver seus irmãos" significam que Moshé colocou seus olhos e seu coração para dividir com eles o sofrimento. Porém, se Moshé havia sido criado na casa de seus pais, certamente ele já sabia de toda a dificuldade e dos sofrimentos que atingiam o povo judeu. No judaísmo não há nenhuma Mitzvá da pessoa se autoflagelar e causar sofrimentos a si mesma. Então por que o versículo diz que Moshé saiu para ver e sentir o sofrimento junto com seus irmãos? O que mudou, para Moshé e para o povo judeu, ele ter visto de perto o sofrimento do povo, se ele já sabia de tudo o que estava acontecendo?

Explica Rashi que não há redundância nos dois ensinamentos sobre o crescimento de Moshé. No primeiro versículo, quando está escrito que o menino cresceu, está se referindo ao crescimento físico de Moshé, isto é, quando ele atingiu a idade de ser desmamado e foi levado para ser criado por Batia. Já o segundo versículo se refere ao crescimento de Moshé em seu status dentro do palácio. O versículo está descrevendo o momento em que Moshé foi nomeado comandante sobre toda a "Beit Paró" (literalmente "A casa do Faraó"). Mas o que Rashi quis dizer sobre este novo cargo de Moshé? Qual era exatamente sua função na casa do Faraó?

Explica o Rav Yohanan Zweig que a resposta está na Parashá Itró, que descreve a entrega da Torá no Monte Sinai. Assim está escrito no Primeiro Mandamento da Torá: "Eu sou Hashem, teu D'us, que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão" (Shemot 20:2). Rashi comenta que a expressão "Beit Avadim" (literalmente "A casa da escravidão") se refere à casa do Faraó, pois os judeus eram diretamente escravos do Faraó. Portanto, quando a Torá nos ensina que Moshé se tornou o responsável pela casa do Faraó, isto significa que o Faraó o havia apontado como "ministro dos assuntos judaicos", isto é, o responsável pelos escravos judeus.

Com esta explicação é possível entender os motivos da saída de Moshé para ver seus irmãos. Obviamente Moshé sabia de tudo o que estava acontecendo com os judeus, de toda a crueldade com a qual eles eram tratados pelo Faraó e pelos egípcios. Porém, agora que Moshé estava em uma posição na qual ele podia efetivamente ajudar seus irmãos, então ele saiu para ver o sofrimento deles de perto, para assim procurar na prática formas de aliviar as dificuldades do povo. Ao observar o trabalho dos judeus, Moshé procurou brechas onde poderia interferir para diminuir o sofrimento deles.

Há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que dá apoio a esta explicação. O Midrash afirma que Moshé, com sabedoria, após ver o trabalho exaustivo ao qual os judeus eram submetidos, sugeriu ao Faraó que fosse dado semanalmente um dia de descanso aos escravos, argumentando que, caso eles descansassem uma vez por semana, produziriam mais e melhor. Como o Faraó gostou da ideia, Moshé sugeriu que o descanso fosse no último dia de cada semana, isto é, justamente no Shabat. Assim, além de diminuir o peso do trabalho dos judeus, Moshé conseguiu que eles pudessem descansar no Shabat.

Desta atitude de Moshé aprendemos dois detalhes importantes sobre como fazer bondades. Em primeiro lugar, vemos a impressionante característica que Moshé desenvolveu de se preocupar com o próximo, quando ele poderia estar simplesmente aproveitando sua vida de luxos e tranquilidade no palácio do Faraó. Mas, além disso, Moshé não queria que sua preocupação com o povo judeu ficasse somente na teoria, ele se esforçou para que seu sentimento de misericórdia se transformasse em uma ajuda na prática. Ele saiu para ver seus irmãos, para pensar em como ajudar, para observar o que eles precisavam de verdade.

Este ensinamento da Parashá é de grande importância para nós, que vivemos em uma sociedade extremamente egoísta, na qual as pessoas estão preocupadas apenas com seus próprios problemas. Uma sociedade que se acostumou a achar normal pessoas dormindo nas ruas e crianças desnutridas pedindo esmola nos semáforos. E não precisamos chegar nem mesmo a situações tão extremas e trágicas. Quanto nos preocupamos de verdade com as outras pessoas? Quantas vezes na vida perguntamos a alguém "tudo bem?" realmente interessados em escutar a resposta? Até mesmo quando compramos um presente aos outros, quanto realmente nos esforçamos para ter certeza de que aquele presente é algo que a pessoa realmente necessita?

Quando damos dinheiro ao mendigo, não é porque achamos que isto realmente mudará a vida dele, mas porque o sentimento de dó nos incomoda e queremos nos livrar dele. Compramos presentes aos outros para "sair da obrigação". Mas de Moshé aprendemos que, se queremos ajudar alguém de verdade, precisamos nos esforçar. Quando a Torá diz que Moshé saiu para ver seus irmãos, não se refere apenas a ele ter saído fisicamente do palácio do Faraó. Moshé saiu do seu egoísmo, saiu do seu comodismo. Se quisermos fazer uma bondade completa, como Moshé, então precisamos sair do nosso egoísmo para pensarmos, de verdade, nos outros.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

VALORIZANDO OS ACERTOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIECHI 5778






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VALORIZANDO OS ACERTOS - PARASHAT VAIECHI 5778 (29 de dezembro de 2017)
"Certo dia Ronaldo, um excelente professor de matemática, com muitos anos de experiência, entrou na sala de aula e, sem dizer uma palavra, começou a escrever a tabuada do 9 no quadro:

9x1=9 9x2=18 9x3=29 9x4=36 9x5=45 9x6=54 9x7=63 9x8=72 9x9=81 9x10=90.

Logo começou a escutar risadinhas e cochichos entre os alunos. Ele tinha errado a equação 9x3, cuja resposta correta seria 27, não 29. Era algo contagioso, em pouco tempo todos os alunos da sala estavam rindo dele. Ronaldo então pediu silêncio, esperou todos se acalmarem e somente depois disse:

- Queridos alunos, vocês acabaram de participar de uma experiência social. Eu errei de propósito o resultado desta equação, para ensinar a vocês uma das lições mais importantes de suas vidas. Não uma lição de matemática, mas uma lição de como o mundo se comporta diante dos erros dos outros. Eu escrevi na lousa 10 equações, mas ninguém me elogiou por ter acertado nove vezes, ninguém me deu os parabéns pelos acertos. Porém, todos me ridicularizaram e zombaram porque eu errei apenas uma única vez.

- Assim é a vida - continuou o professor - Devemos aprender a valorizar as pessoas pelos acertos. Apesar das pessoas fazerem na vida muitos acertos, elas acabam sendo julgadas por um único erro. Ao invés de focarmos nos erros, devemos sempre valorizar os acertos".

Esta lição se aplica a todos nós. Devemos fazer mais elogios e menos críticas. Devemos olhar mais o lado positivo e menos o negativo. Devemos cultivar mais o amor e o carinho e menos o ódio e a crueldade.

Nesta semana lemos a última Parashat do Livro de Bereshit, chamada Vaiechi (literalmente "E viveu"). A Parashat conta que nosso patriarca Yaacov viveu por 17 anos no Egito, junto com toda a sua família, após o emocionante reencontro com seu filho Yossef, depois de 22 anos de separação. Era o início da formação do povo judeu, que ainda passaria pela terrível escravidão egípcia antes da entrega da Torá no Monte Sinai.

Antes de falecer, Yaacov guardou para cada um de seus filhos algumas últimas palavras de extrema importância. Porém, algumas das palavras de Yaacov são tão profundas que precisam de explicação para que possamos entender o que ele estava transmitindo aos filhos e futuros descendentes. Por exemplo, para seu filho Yehudá, de quem sairiam futuramente os reis de Israel, Yaacov disse: "Yehudá é um filhote de leão. Através da sua presa, meu filho, você se elevou" (Bereshit 49:9). O que significam estas palavras?

Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que para entender as palavras de Yaacov, antes precisamos lembrar o que ocorreu entre Yossef e seus irmãos. Os irmãos de Yossef eram pessoas retas e tementes a D'us, em um elevado nível espiritual. Eles começaram a suspeitar que Yossef não era uma pessoa correta e que seus sonhos, nos quais toda a família se curvava para ele, demonstravam um desejo secreto de roubar a liderança. Os irmãos se reuniram e chegaram a um veredicto de que Yossef merecia a pena de morte. Reuven sugeriu atirá-lo em um poço e, posteriormente, Yehudá sugeriu vendê-lo como escravo. Mas o que eles diriam ao pai quando voltassem para casa sem o irmão? Eles tiveram a ideia de rasgar a túnica de Yossef, que havia sido presenteada por Yaacov, e mergulhá-la no sangue de um animal. Ao voltar para casa eles mostraram a Yaacov a túnica rasgada e ensanguentada, sugerindo que Yossef havia morrido, atacado por um animal feroz no caminho. E assim foi a reação de Yaacov quando viu a roupa de seu querido filho Yossef: "A túnica é do meu filho, algum animal selvagem o devorou. Certamente Yossef foi despedaçado" (Bereshit 37:33).

Aparentemente o plano dos irmãos havia funcionado, pois de acordo com suas palavras, Yaacov havia acreditado que Yossef tinha morrido ao ser atacado por um animal feroz. Porém, o Midrash (parte da Torá Oral) explica que as palavras "certamente Yossef foi despedaçado" tinham outra conotação. Yaacov secretamente suspeitou que Yehudá, que é comparado ao leão, um animal que despedaça suas vítimas, estava envolvido na morte de Yossef.

É por isso que Yaacov utilizou em seu discurso as palavras "Yehudá é um filhote de leão", para deixar claro que ele suspeitava do envolvimento de Yehudá na suposta morte de Yossef. Porém, logo as palavras de Yaacov se tornaram um louvor para Yehudá: "Da sua presa, meu filho, você se elevou". De acordo com Rashi, Yaacov estava louvando Yehudá por ter se elevado acima das suspeitas e ter se tornado o principal responsável pela salvação de Yossef.

Mas por que Yehudá foi considerado o responsável pela salvação de Yossef? Quando os irmãos de Yossef decidiram matá-lo, condenado pela acusação de roubo da liderança, Reuven sugeriu aos irmãos jogá-lo em um poço, com a intenção de posteriormente salvá-lo. Mas os irmãos não sabiam que a intenção de Reuven era salvar a vida de Yossef. Aos olhos deles, a sugestão de Reuven era matar Yossef, mas de forma indireta, deixando-o morrer em um poço, sem que eles derramassem com suas mãos o sangue de seu irmão. Foi Yehudá que disse: "Que ganho teremos se nós matarmos nosso irmão e escondermos seu sangue? Venham, vamos vendê-lo aos Ishmaelitas" (Bereshit 37:26,27). Portanto, Yehudá foi quem abertamente quis substituir a pena de morte de Yossef pela sua venda, poupando assim sua vida.

Porém, se prestarmos atenção nas palavras de Yehudá, perceberemos que, apesar dele ter salvado a vida de Yossef, seus atos não parecem ter sido muito altruístas. As palavras "o que ganharemos" demonstram um aparente lado egoísta, de quem queria ganhar algo com a desgraça dos outros. Yehudá certamente tinha boas intenções ao querer salvar Yossef de um decreto de morte, mas por que sugeriu vendê-lo, ao invés de dá-lo de graça aos Ishmaelitas, se toda a intenção era que a pena de morte fosse substituída por um decreto de escravidão? E se o ato dele foi tão egoísta quanto parece, por que Yaacov o louvou em suas palavras finais?

A resposta está no entendimento mais profundo da psicologia do ser humano. Quando uma pessoa recebe algo de graça, ela não guarda da mesma forma cuidadosa como faria caso tivesse pago por isso. Quando não precisamos pagar por um objeto, nossa apreciação por ele diminui. Yehudá conseguiu convencer seus irmãos que vendê-lo como escravo substituiria a pena de morte que eles haviam decretado. Se a suspeita era que Yossef queria roubar a liderança e governar sobre seus irmãos, não seria necessário matá-lo, era suficiente que ele se transformasse em um simples escravo em uma terra distante. Porém, Yehudá queria garantir que Yossef seria bem tratado como escravo. Ele sabia que, caso Yossef tivesse sido dado de graça, isto é, se aqueles que o compraram não tivessem que gastar uma soma considerável, eles não se preocupariam em tratar bem Yossef e até mesmo perdê-lo não faria nenhuma diferença para eles. Portanto, pensando no bem estar de Yossef, Yehudá definiu um preço para a venda dele, garantindo que seus compradores teriam bastante interesse de preservá-lo e cuidar bem dele. Yaacov percebeu este pensamento nobre de Yehudá e, por isso, desejou louvá-lo por sua atitude digna.

Mas há algo que nos chama a atenção no comportamento de Yaacov e que deve servir de modelo para nós. Yehudá e seus irmãos haviam cometido um erro grave. Apesar de serem Tzadikim, eles se deixaram cegar pela inveja e se equivocaram em seu julgamento. Certamente Yossef era uma pessoa correta e não mereceria a pena de morte, pois nunca quis roubar a liderança. Seus sonhos eram reflexos de sua pureza, pois eram profecias de que ele alcançaria a grandeza, o que realmente se concretizou no Egito. Porém, apesar deste grave erro de seus filhos, Yaacov preferiu concentrar seu foco no ato meritório de Yehudá, de ter se preocupado com o bem estar do seu irmão, e não no erro que ele cometeu. Yaacov poderia ter utilizado suas últimas palavras para criticar Yehudá por seu erro, mas preferiu utilizá-las para incentivar e apontar os acertos de seu filho.

Esta é uma característica que precisamos trabalhar muito no nosso comportamento. O natural do ser humano é notar nos outros somente os defeitos e os erros, enquanto os acertos e qualidades são vistos como "ele não fez mais do que sua obrigação". Precisamos fazer o contrário, focar nos acertos e nas qualidades, enquanto os defeitos e erros devem ficar em segundo plano. A dica prática para conseguir chegar neste nível vem de uma importante Mitzvá: "Ame ao seu próximo como a você mesmo" (Vayikrá 19:18). Da mesma maneira que não gostamos quando os outros ignoram nossos acertos e apontam os nossos erros, assim devemos nos comportar em relação ao próximo. Enxergar erros é algo que qualquer pessoa pode fazer, mas para enxergar os acertos é necessário ter grandeza espiritual.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
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