sexta-feira, 6 de março de 2015

NÃO SE ENGANE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5775




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NÃO SE ENGANE - PARASHÁ KI TISSÁ 5775 (06 de março de 2015)
"As filas na porta da casa do Rav Simcha Bunim Alter (Israel, 1898 - 1992), mais conhecido como Gerer Rebe, normalmente eram muito longas. Ele era muito querido, e por isso multidões iam diariamente à sua casa, para pedir uma Brachá (Benção) ou simplesmente para vê-lo. Certo dia a fila estava especialmente longa e as pessoas começaram a ficar impacientes. No desespero, um homem começou a empurrar os outros para forçar sua entrada na casa do Rebe, mas o Gabai (pessoa responsável pelo controle de entrada das pessoas nas casas de grandes rabinos) o empurrou de volta. O homem, muito irritado, protestou em voz alta, e o Gabai, não aguentando aquele desaforo, lhe deu um sonoro tapa na cara. Ao ver aquela cena, todos na fila ficaram em silêncio e pararam de reclamar e empurrar. O Gabai ficou feliz, imaginando que o Rebe ficaria orgulhoso ao saber de sua atitude, que havia colocado ordem na casa.

Mais tarde, naquele mesmo dia, um grupo de homens estava reunido na sala do Rebe para Minchá (reza da tarde). Apesar de já haver dez homens, o Gabai estranhou que o Rebe não autorizava o início da reza, como se ainda estivesse esperando alguém para completar o Minian. O Gabai perguntou se podia começar a reza, mas o Rebe, com sofrimento no olhar, respondeu:

- Eu sinto muito, mas nós não podemos começar ainda, pois falta uma pessoa para o Minian. Apesar de termos 10 homens aqui na sala, você não pode ser contado como parte do Minian, pois a Halachá diz que alguém que bate em seu companheiro é desqualificado para fazer parte de um Minian..."

O Gabai pensou que havia feito uma grande Mitzvá, mas descobriu, de forma amarga, que na realidade havia feito uma grave transgressão. Precisamos tomar cuidado com cada ato que fazemos, para não nos enganarmos e cometermos transgressões achando que estamos fazendo Mitzvót. 
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Nesta semana lemos a Parashá Ki Tissá, que descreve um dos erros do povo judeu mais difíceis de serem entendidos: a construção do Bezerro de Ouro. Como os judeus puderam fazer um erro tão grave como este, de construir uma estátua de ouro, apenas quarenta dias após D'us ter se revelado diante de todo o povo no Monte Sinai? Como abandonaram tão rapidamente Moshé, o líder que havia tirado o povo judeu do Egito, e criaram o Bezerro de Ouro como um novo intermediário?

Nossos sábios explicam como o erro começou. Moshé subiu no Monte Sinai para receber a Torá, e avisou que permaneceria no alto da montanha por 40 dias. Porém, houve um erro no cálculo de quando Moshé deveria retornar, e o povo esperou por ele um dia antes da data correta. Como Moshé não voltava, o povo se desesperou. O Talmud (Shabat 89a) se aprofunda um pouco mais e explica que o Yetser Hará (nossa má inclinação) tentou confundir os judeus com argumentos de que Moshé tinha morrido, mas não conseguia convencê-los. Então ele mostrou aos judeus uma imagem de Moshé morto, deitado em uma cama. Aquela imagem mostrada pelo Yetser Hará causou um enorme pânico no povo, que acreditou no que viu e passou a exigir de Aharon um novo intermediário, através do qual eles reestabeleceriam sua conexão com D'us.

Mas há algo nesta explicação do Talmud que nos chama a atenção: o método utilizado pelo Yetser Hará para confundir o povo judeu em relação à morte de Moshé. Mostrar falsas imagens não é a tática tradicionalmente utilizada pelo Yetser Hará para nos enganar. Normalmente ele causa em nós apenas a confusão de ideias, como tentou fazer em um primeiro momento com o povo judeu. Por que neste caso o Yetser Hará mudou sua forma de atuação e mostrou ao povo judeu uma imagem falsa?

Para entendermos a transgressão do Bezerro de Ouro, precisamos voltar ao primeiro erro da história da humanidade, o erro de Adam e Chavá (Adão e Eva), que comeram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, apesar de D'us ter proibido. Explica o Rav Chaim Vologziner (Lituânia, 1749 - 1821) que antes desta transgressão, Adam e Chavá não tinham Yetser Hará dentro deles. Porém, isto não quer dizer que eles não tinham livre arbítrio, pois eles também tinham um relacionamento com o mal, através do contato com a serpente que existia no Gan Éden. Mas a forma de contato com o mal era completamente diferente, pois o mal era algo externo, completamente fora deles. O objetivo do mal era persuadir Adam e Chavá a fazerem atos que fossem repugnantes ou logicamente errados, como convencer uma pessoa de que seria bom para ela pisar em uma fogueira acesa. De alguma maneira a serpente conseguiu convencê-los a comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, causando consequêos a comer do fruto do bem e do mal, causando consequ convencer uma pessoa de que seria bom para ela pisar em uma fogueira acesncias para eles e para todos os seus descendentes. Ao comer do fruto proibido, Adam e Chavá trouxeram aquele Yetser Hará, que antes era algo apenas externo, para dentro deles. A partir daquele momento eles se transformaram em seres cuja essência era uma combinação de bom e mal.

O resultado foi que eles e seus descendentes ficaram sujeitos à principal força do Yetser Hará: a confusão. Quando uma pessoa sabe que um ato é claramente errado, ele não o comete. Da mesma maneira que uma pessoa não coloca a mão no fogo pois sabe das consequências negativas deste ato, assim também as pessoas deveriam racionalmente se cuidar das transgressões por causa de todas as suas consequências negativas. Porém, a tática do Yetser Hará é convencer a pessoa de que aquele ato equivocado não é uma transgressão, ao contrário, é a coisa certa a se fazer. É por isso que o Talmud (Sotá 3a) nos ensina que uma pessoa somente comete uma transgressão quando entra nela um espírito de estupidez ou insanidade, isto é, quando ela perde completamente o senso de certo e errado, e faz o que é errado por estar plenamente convencido de que é realmente a coisa certa a se fazer.

O Talmud (Shabat 146a) explica que este novo status da humanidade continuou até a entrega da Torá no Monte Sinai, mas naquele momento o "veneno" engolido por Chavá foi completamente anulado. Os judeus conseguiram se elevar ao ponto de atingir o mesmo nível de Adam Harishon antes de seu pecado, alcançando novamente a imortalidade. Neste novo status, eles estavam tão elevados que não havia mais Yetser Hará dentro deles, e novamente o mal havia se tornado algo apenas externo. De acordo com este nível que eles atingiram, não havia mais sentido para o Yester Hará enganá-los com sua arma tradicional de confusão interna. A forma de persuasão precisou ser algo externo, da mesma maneira que a serpente fez com Chavá, e por isso o Yetser Hará apelou para a falsa imagem de Moshé morto em uma cama. Quando o povo judeu caiu na enganação do Yetser Hará, o "veneno" da transgressão de Adam e Chavá voltou para dentro do ser humano, permitindo ao Yetser Hará novamente causar em nós confusão interna.

Deste ensinamento podemos entender o nosso Yetser Hará e sua forma de atuação. Desde o momento em que o Yetser Hará entrou em nós e passou a fazer parte de nossa própria essência, vivemos com a difícil tarefa de discernir entre o bem o mal que há dentro de nós. A principal arma do Yetser Hará é nos convencer que a transgressão que estamos fazendo é algo permitido. Em alguns casos o Yetser Hará consegue nos convencer de que o erro é até mesmo uma Mitzvá. Isto pode acontecer até mesmo em transgressões graves, como o Lashon Hará (maledicência). Muitos denigrem outras pessoas com sua fala e se justificam dizendo que aquele tipo de comentário é permitido, ou que é permitido falar Lashon Hará daquela pessoa em particular. A pessoa que transgride não assume para si mesma que está falando Lashon Hará, ao contrário, ela racionaliza que está completamente coberta pela Halachá (Lei judaica) em suas palavras. Se oferecêssemos muito dinheiro para que uma pessoa que cumpre as Mitzvót da Torá falasse Lashon Hará, ela certamente recusaria, pois reconhece, intelectualmente, que nenhuma quantia de dinheiro vale a transgressão de uma única Mitzvá da Torá. Então como pode ser que esta mesma pessoa fala Lashon Hará muitas vezes durante o dia sem receber absolutamente nenhum ganho monetário? Pois ela engana a si mesma e se convence de que não está falando Lashon Hará.

Na prática, como podemos discernir entre o bem e o mal que há dentro de nós? Explica o Rav Yehonasan Gefen que uma das ferramentas mais importantes é o estudo da Torá e de todos os detalhes de suas Mitzvót. Se uma pessoa estuda diariamente as Halachót de Shmirat Halashon (cuidados com a fala), por exemplo, será muito mais difícil para ela racionalizar que o Lashon Hará que ela quer falar é permitido. Outra ferramenta fundamental é o estudo diário de Mussar (ética), que auxilia nossos passos de autoaprimoramento e nos ajuda a entender como o Yetser Hará funciona, para sabermos como lutar contra ele. E, por último, outra ferramenta essencial é o "Cheshbon Hanefesh" (reflexão sobre os nossos atos) diário. Normalmente o Yetser Hará nos ataca e nos engana nos momentos em que os desejos nos puxam em direção às transgressões. Na hora em que os desejos estão muito fortes, tudo parece permitido. Mas quando fazemos uma reflexão diária, nos momentos em que o Yetser Hará já não está nos atacando de maneira tão forte, este é o momento propício para enxergarmos que a "Mitzvá" que pensamos ter feito foi na verdade uma grande transgressão. O Cheshbon Hanefesh diário nos permite olhar para trás e racionalmente analisar a verdadeira natureza dos nossos atos.

A combinação destas três ferramentas, associado a um investimento de longo prazo, certamente nos colocará no caminho correto, o caminho que nos trará a clareza de ideias necessária para um real autoconhecimento. Somente assim conseguiremos discernir entre o bem e o mal que existe dentro de nós, para investirmos sempre no bem e anularmos, como no momento da entrega da Torá, o lado negativo que existe em nós.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

RECATO EM TODOS OS ATOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5775




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RECATO EM TODOS OS ATOS - PARASHÁ TETZAVÊ E PURIM 5775 (27 de fevereiro de 2015) 
"Um Gabai Tzedaká (pessoa que recolhe dinheiro para distribuir aos necessitados) foi certa vez até a casa de um homem muito rico para pedir dinheiro para sua organização, que distribuía comida de Shabat para famílias carentes. O homem rico, após ouvir a diferença que sua doação poderia fazer para muitas famílias necessitadas, ofereceu doar quinhentos dólares, mas com a condição que o Gabai revelasse o nome das pessoas para quem o dinheiro iria. O Gabai se desculpou, afirmando que a organização não divulgava a identidade das pessoas que eram ajudadas. O homem rico ainda tentou insistir, aumentando a oferta de doação para mil dólares, mas exigindo em troca saber quem estaria desfrutando do Shabat por causa de sua doação. Novamente o Gabai se desculpou e se negou a lhe dar este tipo de informação. O homem rico então se exaltou e falou em voz alta e firme:

- Escute, vou doar dez mil dólares para sua organização, mas com uma condição: eu tenho o direito de saber quem eu estou ajudando com o meu dinheiro!

- Nós nunca divulgamos e nunca divulgaremos as identidades das pessoas que nós ajudamos - respondeu o Gabai, sem perder a calma - Você pode me oferecer até mesmo um milhão de dólares, e ainda assim eu não vou revelar a você para quem o seu dinheiro está indo.

Ao escutar a resposta do Gabai, o homem rico baixou a voz e disse, quase sussurrando:

- Agora eu vejo que posso realmente confiar em você. Por favor, me coloque na sua lista de pessoas que necessitam ser ajudadas. Todos pensam que eu ainda sou rico, mas na realidade eu perdi todo o meu dinheiro no mercado de ações. Eu tinha vergonha de te procurar, pois não queria que as pessoas ficassem sabendo. Mas agora eu sei que vai ser realmente mantido em segredo..."

É muito importante desenvolver nossa sensibilidade com o próximo e controlar o que falamos, mesmo que a consequência seja perder oportunidades ou até mesmo dinheiro (História Real).
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Nesta semana lemos a Parashá Tetzavê, que descreve as roupas que os Cohanim (sacerdotes) e o Cohen Gadol (Sumo sacerdote) utilizavam durante os Serviços Divinos feitos no Mishkan (Templo Móvel). E na próxima 4ª feira de noite (04 de março) começa a festa de Purim, na qual relembramos a incrível salvação do povo judeu nos dias de Mordechai e Esther. Haman, descendente do povo de Amalek, o maior inimigo do povo judeu, havia decretado a "Solução Final" dos judeus da Pérsia, mas D'us, de forma oculta, nos salvou. Normalmente a festa de Purim coincide com a Parashá Tetzavê. Qual a conexão entre elas?

A Meguilat Esther, que conta a história de Purim, é composta por vários acontecimentos que isoladamente parecem irrelevantes, mas quando conectados demonstram que tudo estava sendo orquestrado de forma magistral por D'us. A história descreve o exílio do povo judeu na época do Rei Achashverosh, o governador do Império Persa. Após ser desacatado por sua esposa, a rainha Vashti, o Rei Achashverosh decidiu matá-la e coroar outra rainha em seu lugar. Centenas de jovens foram levadas ao palácio real para um concurso, e entre elas estava Esther, uma moça judia. Mas a Meguilá nos conta um detalhe interessante: Esther não quis revelar sua origem e seu povo. Por que ela guardou este segredo?

A resposta está em um pequeno detalhe da Parashá Tetzavê. Uma das oito roupas que o Cohen Gadol usava chamava-se "Choshen" (Peitoral), e era composta por engastes de ouro nos quais eram colocadas 12 pedras preciosas, onde cada pedra representava uma das tribos de Israel. Segundo o Midrash (parte da Torá Oral), a última pedra do "Choshen", chamada de "Yashpe" (jaspe), estava relacionada com a Tribo de Biniamin. O Midrash explica que o nome "Yashpe" é uma contração das palavras "Yesh" e "Pe", que literalmente significam "tem boca". Por que justamente esta pedra preciosa foi escolhida para representar a Tribo de Biniamin? Pois seu nome reflete um louvável traço de caráter demonstrado por Biniamin, um dos filhos de Yaacov. O Midrash nos conta que, apesar de Biniamin saber que seu irmão Yossef havia sido vendido como escravo por seus próprios irmãos, ele nunca revelou isto para seu pai. Portanto, ele foi louvado pelo seu silêncio.

Porém, este ensinamento do Midrash levanta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, se Biniamin estava sendo louvado pelo seu silêncio, por que a pedra preciosa que o representava era chamada de "Yashpe", que significa "tem boca"? Não seria mais apropriado o nome da pedra ser "Einpe", que significa "não tem boca"? E que bom traço de caráter Biniamin demonstrou através do seu silêncio?

Explica o Rav Yochanan Zweig que para entender qual é o bom traço de caráter de Biniamin precisamos observar o comportamento de sua mãe, Rachel, quando ela estava em um momento de enorme pressão. O Talmud (Meguilá 13b) nos ensina que quando Yaacov decidiu casar-se com Rachel, ele suspeitou que seu sogro Lavan utilizaria todos os tipos de artimanhas e malandragens para  substituir Rachel por sua irmã Lea. Como medida preventiva, Yaacov deu a Rachel uma senha secreta que a identificaria na noite do casamento. Mas ao levar em consideração a humilhação pública que sua irmã passaria, Rachel revelou para Lea a senha secreta, permitindo que a enganação de Lavan tivesse sucesso. O Talmud identifica o comportamento de Rachel como um exemplo de "Tzniut" (recato), e afirma que por causa desta "Tzniut" ela meritou grandes descendentes que também demonstraram atos exemplares de "Tzniut". O Talmud cita como exemplo a rainha Esther, que demonstrou sua "Tzniut" ao não revelar sua origem e seu povo durante o concurso de escolha da nova rainha. Mas o que o ato de Rachel, e principalmente o de Esther, tem a ver com "Tzniut"?

Normalmente "Tzniut" é definido como sendo um "código de recato", que determina a forma de como vamos nos vestir e nos comportar. Olhamos a "Tzniut" como uma obrigação apenas na área de "Bein Adam LaMakom" (entre a pessoa e D'us). Porém, o Talmud está aumentando a abrangência do conceito de "Tzniut", incluindo na exigência de recato também obrigações na área de "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu semelhante), isto é, dando à "Tzniut" uma responsabilidade social.

As leis de "Tzniut" exigem que a pessoa viva de uma maneira que ela não invada o espaço dos outros. Nossas ações devem ser medidas em termos de como elas vão impactar os outros, e isto deve levar em consideração a sensibilidade de cada um. A maneira de se vestir exigida pela Halachá (Lei judaica) não é ditada apenas por quanto do nosso corpo deve estar coberto, mas também leva em conta a consciência social de que se vestir de uma maneira provocativa pode ser um ataque à sensibilidade dos outros. Roupas que atendem às especificações "Haláchicas" em termos do comprimento das peças ainda assim podem transgredir as leis de "Tzniut" se forem roupas que chamam muita atenção.

Mas permanecer dentro do nosso próprio espaço e não invadir o espaço dos outros não se aplica apenas ao vestuário. A fala é uma área na qual temos muita dificuldade para levar em consideração a sensibilidade dos outros. Frequentemente nós falamos por causa do benefício que teremos com o que estamos dizendo, mas não percebemos que podemos estar causando danos aos outros com o conteúdo, o volume de voz e o quanto nos alongamos nas nossas conversas.

Todos os exemplos de "Tzniut" atribuídos à nossa matriarca Rachel e seus descendentes envolvem o domínio sobre as palavras pronunciadas. No caso de Rachel, foi ressaltado o fato de ela ter conseguido o discernimento do tempo correto para divulgar informações importantes. Em relação aos seus descendentes, foram ressaltadas suas habilidades de se abster de revelar informações, mesmo envolvendo custos pessoais. De acordo com o Rav Yochanan Zweig, o motivo de Esther não ter revelado sua origem foi porque ela tinha uma ascendência real, era descendente direta de Shaul Hamelech, o primeiro rei de Israel. Ela entendeu que revelar esta informação colocaria as outras participantes do concurso em desvantagem, e por isso ficou quieta. Assim Esther demonstrou que havia herdado de Rachel as características de "Tzniut", isto é, a sensibilidade com o próximo mesmo quando isto envolve uma perda pessoal.

E onde vemos a "Tzniut" de Biniamin? Uma pessoa que passou por uma experiência terrivelmente traumática frequentemente é incapaz de falar abertamente sobre o tema, pelo medo que, ao trazer novamente o assunto à tona, isto causará com que a experiência negativa seja reavivada. Uma das formas de superar este medo é conversando com uma pessoa que se preocupa com ela, pois isso ajuda a aliviar um pouco o peso do trauma. Biniamin certamente passou por uma experiência tremendamente traumática quando seu único irmão materno, Yossef, foi vendido como escravo por seus irmãos paternos. Foi uma perda irreparável para Biniamin, e o único com quem ele poderia dividir seus sentimentos era seu pai. Mesmo assim, o Midrash nos ensina que ele se conteve e não falou nada para seu pai.

Ao atibuir a "Yashpe" como a pedra preciosa que representa Biniamin, a Torá está atestando que o motivo pelo qual Biniamin não contou ao seu pai sobre o destino verdadeiro do seu irmão não foi o resultado de sua inabilidade de lidar com o seu trauma. Ao contrário, a Torá ressalta que "Yesh pe", "tem boca", isto é, Biniamim tinha todas as condições psicológicas de lidar com seu trauma e contar tudo o que sabia para o seu pai. Embora ele certamente obteria um enorme benefício emocional ao desabafar com seu pai, a consciência da dor que seu pai sentiria quando ficasse claro para ele o terrível ato de seus filhos fez com que Biniamin decidisse permanecer calado. Esta sensibilidade aguçada de proteger os outros da dor, mesmo que o preço seja um sacrifício pessoal, deriva da perfeição do traço de caráter de "Tzniut" que Biniamin herdou de sua mãe.

Da Parashá aprendemos que tão importante quanto a "Tzniut" das nossas roupas é a "Tzniut" das nossas bocas. Precisamos nos cuidar muito com o que falamos, como falamos e porque falamos, para que nossas palavras não sejam piores do que o nosso silêncio.

SHABAT SHALOM e PURIM SAMEACH

Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

TZEDAKÁ NUNCA É DEMAIS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TERUMÁ 5775




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TZEDAKÁ NUNCA É DEMAIS - PARASHÁ TERUMÁ 5775 (20 de fevereiro de 2015)
"O Rav Yoel Teitelbaum zt"l (Império Austro-Húngaro, 1887 - EUA, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe, foi um dos maiores "Gabaim Tzedaká" (pessoa que recolhe fundos para distribuir aos necessitados) de sua geração. Todo o dinheiro que chegava às suas mãos, milhares de dólares todos os meses, era imediatamente distribuído entre os pobres e necessitados.

Certa vez chegou ao Rebe de Satmer um homem muito pobre, que começou a se queixar das adversidades e dificuldades pelas quais passava na vida. Comentou que havia perdido precocemente sua esposa, e ela havia deixado vários órfãos sob seus cuidados. Disse também que era manco de uma perna, o que causava muita dificuldade para conseguir um bom emprego. Falou ainda que não tinha nem mesmo condições para comprar comida para alimentar seus filhos pequenos. Após desabafar por alguns minutos, com os olhos cheios de lágrimas, o homem estendeu a mão ao Rebe de Satmer para receber algum dinheiro. Como de costume, o Rebe de Satmer ficou muito sensibilizado e deu àquele homem uma boa quantia de dinheiro. Ele se despediu do pobre com muitas Brachót, desejando que sua situação melhorasse. O homem pobre agradeceu e saiu de lá mancando.

Após alguns minutos entrou na sala do Rebe de Satmer o zelador da sinagoga. Como ele estava aflito e visivelmente alterado, o Rebe percebeu que havia algo errado. O homem, quase sem fôlego, começou a falar:

- Rebe, sabe aquele homem que saiu daqui há alguns minutos, dizendo que era manco? Ele é um mentiroso! Eu o vi saindo da sinagoga mancando, mas quando ele virou a esquina, apoiou o pé no chão e começou a andar normalmente! Além disso, ele disse que era viúvo, mas sua esposa o estava esperando na esquina. Rebe, tudo o que ele contou é mentira!!!

O zelador da sinagoga viu que o Rebe ficou agitado com o que escutou. Ele achou que o Rebe o mandaria correr atrás daquele homem para recuperar o dinheiro, já que tratava-se de um impostor. Mas, para sua surpresa, o Rebe deu um grande suspiro e disse:

- Uau, que enorme alegria você me deu com esta notícia. Baruch Hashem que este homem não é manco, que ele não é viúvo, e que não existem as dificuldades que ele contou…"

Quando damos Tzedaká (caridade) para uma pessoa necessitada, o principal que devemos usar não é a carteira, e sim o coração. 
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Na Parashá desta semana, Terumá, a Torá começa a descrever a construção do Mishkan (Templo Móvel), o lugar onde residia a Presença Divina. O Mishkan também era o local onde eram feitos vários Serviços Divinos, como a oferenda de Korbanót (sacrifícios), a oferenda de incensos e o acendimento da Menorá. Para estes Serviços Divinos foram construídos, junto com a estrutura do Mishkan, vários utensílios, tais como o altar de sacrifícios, o altar de incensos e a Menorá, feitos de ouro puro ou de outros materiais nobres. De onde saíram estes materiais nobres utilizados na construção do Mishkan e de seus utensílios?

A resposta está nas primeiras palavras da Parashá: "Fale com os Filhos de Israel e peguem para mim uma doação" (Shemot 25:2). Todos os materiais para a construção do Mishkan e seus utensílios foram doados pelo povo, e cada um doou de acordo com sua vontade. Estes materiais nobres vieram dos objetos preciosos que os judeus pegaram dos egípcios quando estavam saindo do Egito. Nossos sábios ressaltam que há algo interessante na palavra "Terumá" (תרומה), que significa "doação". As mesmas letras desta palavra, rearranjadas, formam a palavra "Hamotar" (המותר), que significa "o excesso". Qual a relação entre doações e excessos?

Explica o Rav Ytzchak Zilberstain shlita que quando D'us nos julga, Ele utiliza duas medidas: Din (Julgamento) e Cheshbon (Cálculos). Din é o julgamento que leva em consideração somente o ato no momento em que a pessoa o cometeu, enquanto Cheshbon é o julgamento que também leva em consideração os atos da pessoa em outros momentos. Por exemplo, quando alguém com necessidades financeiras pede ajuda a uma pessoa e ela se nega a ajudar, argumentando que não tem condições financeiras, neste momento esta pessoa é julgada por D'us por sua omissão. Como o Din julga a pessoa apenas naquele momento, isto dá para ela o benefício da dúvida e é levada em consideração a possibilidade da pessoa realmente não ter condições de ajudar por estar "apertada". Mas este julgamento não é encerrado imediatamente, ele fica suspenso, até que na semana seguinte esta mesma pessoa passa o dia inteiro no shopping, "torrando" dinheiro em coisas completamente supérfluas. Neste momento entra o Cheshbon, e a pessoa passa a ser duramente questionada: por que ela não foi comedida nos seus gastos do shopping da mesma maneira que foi comedida nos seus gastos de doação aos necessitados? Onde foi parar a dificuldade financeira que não a deixava ajudar os pobres? O Cheshbon prova que, na verdade, a "falta de dinheiro" era apenas uma desculpa egoísta para não ajudar alguém com necessidades.

Este conceito ajuda a responder nossa pergunta. Quando D'us encontra na casa de uma pessoa certos excessos, esta pessoa é imediatamente colocada em um grande teste. Pelos móveis caros da casa, é perceptível que o dono não se importa em gastar dinheiro e está disposto a esbanjar, sem peso na consciência, altas quantias em coisas completamente desnecessárias e luxos apenas ostensivos. Isto é considerado "excesso", pois a pessoa não necessita realmente de grande parte das coisas que compra. Então D'us fica aguardando o momento em que um pobre ou alguém recolhendo dinheiro para alguma causa importante for bater na porta daquela pessoa. Neste momento, no qual a pessoa tem a possibilidade de gastar seu dinheiro fazendo uma doação, D'us observa se a quantia doada será proporcional aos gastos com as coisas supérfluas da casa. Será que a mesma característica de ser "mão aberta" demonstrado na compra daquele magnífico sofá na loja mais cara da cidade se repetirá quando o assunto em questão for os gastos com Mitzvót?

Portanto, esta é a relação entre "doação" e "excesso". Enquanto para os nossos luxos pessoais, nosso "excessos", não medimos gastos, será que o mesmo acontece em relação à nossa ajuda aos necessitados? Nosso Ipad precisa ser o mais moderno e o nosso Iphone precisa ser o mais atual, mas será que nossos gastos com Tzedaká também são assim tão "caprichados"? Achamos que testes são apenas as dificuldades e os desafios pelos quais passamos, mas na verdade todas as coisas boas que D'us nos dá também são testes. Por exemplo, quando Ele nos dá dinheiro em abundância, Ele está testando se utilizaremos a Brachá (benção) que recebemos para também beneficiar pessoas menos favorecidas ou se utilizaremos de forma egoísta o que Ele nos presenteou. Por isso nossos sábios nos advertem que o teste da abundância é ainda mais difícil do que o teste da escassez.

Porém, se por um lado vimos que há uma enorme cobrança se tivermos a possibilidade e não dermos Tzedaká aos necessitados, por outro lado nossos sábios ressaltam os enormes benefícios recebidos por aqueles que dão Tzedaká e ajudam a sustentar os pobres e necessitados. Quando cumprimos qualquer Mitzvá da Torá, os méritos adquiridos ficam guardados para o Olam Habá (Mundo Vindouro), mas neste mundo não recebemos nenhum tipo de recompensa, como afirma o Talmud (Kidushin 39b) "Não há recompensa pelas Mitzvót neste mundo". Outra fonte do Talmud (Eruvin 22a) também afirma: "Hoje (no Mundo Material) é para cumpri-las (as Mitzvót), e amanhã (no Mundo Vindouro) é para receber suas recompensas". Mas em relação à Mitzvá de Tzedaká o Talmud (Taanit 9a) afirma: "Doe seu dízimo (aos pobres e necessitados) para que você possa enriquecer". Isto quer dizer que, diferente do que ocorre nas outras Mitzvót, aquele que dá Tzedaká já recebe uma recompensa neste mundo, sem perder o que está guardado para ele no Mundo Vindouro.

A palavra "Tzedaká" normalmente é traduzida como "caridade", mas a tradução correta é "justiça". Significa que, quando uma pessoa que recebeu de D'us muitos bens ajuda alguém em piores condições, ela não está fazendo uma bondade, e sim um ato de justiça. Afinal, para que D'us deu para ela tanto dinheiro, para que ela gastasse de forma egoísta com excessos ou para que utilizasse para transformar este mundo em um lugar melhor? É indiscutível que o mundo material nos dá muitos prazeres, mas certamente não há prazer e alegria maior do que saber que fizemos a diferença na vida de alguém que precisava de ajuda.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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