sexta-feira, 6 de maio de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ EMOR 5771

BS"D 

BRONCA SÓ SE FOR COM AMOR - PARASHÁ EMOR 5771 (06 de maio de 2011)

Há cerca de 30 anos um rabino americano que visitava Miami fez uma palestra sobre a vida do famoso rabino Isroel Meir HaCohen, o "Chafetz Chaim". Ele contou como o grande sábio, que apesar de ser muito humilde, chegou a ser reconhecido como um dos maiores Tsadikim (Justos) de sua geração.

Dentre as histórias que o rabino desejava contar, havia uma que estava incompleta. Mas ele decidiu que a contaria mesmo assim, pois trazia uma mensagem significativa. O rabino começou a relatar um incidente que ocorreu quando um jovem aluno da Yeshivá do Chafetz Chaim certa vez foi flagrado por outros alunos fumando um cigarro em pleno Shabat – o dia sagrado de descanso. Os professores e alunos ficaram chocados, e alguns membros do corpo docente achavam que o garoto deveria ser imediatamente expulso. No entanto, quando o Chafetz Chaim soube da história, pediu que o rapaz fosse levado à sua casa.

O rabino então interrompeu a narrativa e disse:

- Não sei o que o Chafetz Chaim disse ao garoto, sei apenas que eles ficaram juntos por alguns minutos. Eu daria tudo para saber o que ele disse ao seu aluno, pois depois disso o rapaz nunca mais profanou o Shabat. Como seria maravilhoso se pudéssemos transmitir aquela mensagem a outros, para encorajá-los em sua observância do Shabat.

Quando o rabino terminou a palestra, o salão esvaziou-se, restando apenas um homem idoso, que permaneceu em seu assento, imerso em seus pensamentos. À distância parecia que ele estava tremendo, como se estivesse chorando. O rabino foi até ele e perguntou se estava tudo bem. O homem, ao invés de responder, perguntou ao rabino de quem ele havia escutado aquela história do cigarro no Shabat. O rabino não se lembrava quem havia contado, pois havia escutado há muito tempo. O homem idoso levantou os olhos, olhou fixamente para o rabino e disse baixinho:

- Rabino, aquele menino era eu.

O rabino ficou chocado. Implorou ao homem idoso que contasse os detalhes do que havia acontecido. O homem contou a seguinte história:

- Este incidente ocorreu por volta de 1920, quando o Chafetz Chaim beirava os oitenta anos. Eu estava apavorado por ter de ir à casa dele e encará-lo. Quando cheguei à sua casa, não acreditei na pobreza na qual ele vivia. Era inconcebível para mim que um homem de sua importância ficasse satisfeito em viver num ambiente assim tão simples. De repente, ele apareceu na sala onde eu o estava aguardando. Ele tomou minha mão e apertou-a, ternamente, entre as suas. Levou minha mão até seu rosto e seus olhos se fecharam por uns momentos. Quando ele os abriu, estavam repletos de lágrimas. Disse-me então, numa voz baixa, cheia de sofrimento: 'Shabat!' E começou a chorar. Ainda estava segurando minhas mãos, e enquanto chorava, repetia: 'Shabat, o sagrado Shabat!'

Meu coração disparou - continuou o homem idoso - e fiquei mais assustado do que jamais estivera na vida. As lágrimas rolavam em seu rosto e uma delas caiu na minha mão. Senti um imenso calor, pensei que aquela lágrima fosse abrir um buraco na minha pele. Hoje em dia, quando penso naquela lágrima, ainda posso sentir seu calor. Não posso descrever como me senti mal por saber que eu tinha feito o grande Tsadic chorar. Mas em sua bronca, que foram apenas aquelas poucas palavras, senti que ele não estava bravo comigo, mas sim triste. Ele se importava comigo, parecia preocupado com as conseqüências dos meus atos.

O homem idoso então acariciou a mão, que possuía a cicatriz invisível de uma lágrima preciosa. Ela havia se tornado um lembrete permanente, que o ajudou a observar o 'sagrado Shabat' pelo resto da vida.

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A Parashá desta semana, Emor, termina com um incidente em que um judeu, filho de uma mulher judia e um homem egípcio, amaldiçoa a D'us em público, como diz o versículo: "O filho da mulher israelita pronunciou o nome de D'us e O amaldiçoou. Então o trouxeram para Moshé... e o colocaram na prisão para esclarecer através de D'us" (Vayikrá 24:11,12). Como o homem havia cometido um crime cuja punição não estava explícita na Torá, prenderam-no momentaneamente até que Moshé se aconselhasse diretamente com D'us para saber exatamente qual pena deveria ser aplicada.

Explica Rashi, comentarista da Torá, que este blasfemador de D'us não era o único que estava preso. Neste mesmo período outro homem também estava temporariamente na prisão aguardando seu veredicto. Ele havia desrespeitado publicamente o Shabat, diante de testemunhas. Apesar da Torá determinar que ele deveria receber pena de morte, não estava explícita de qual forma esta pena seria aplicada, já que na Torá existem quatro diferentes formas de aplicar a pena de morte. Portanto o homem também estava preso até que Moshé questionasse diretamente D'us como proceder.

Rashi, citando o Midrash (parte da Torá Oral), nos traz um detalhe interessante, mas aparentemente sem nenhuma grande importância. Ele explica que, apesar dos dois estarem presos no mesmo período, eles foram colocados em celas diferentes, de maneira que um não tivesse absolutamente nenhum contato com o outro. Mas por que eles não foram colocados na mesma cela? E por que o Midrash precisou nos contar que havia dois prisioneiros, se eles não tiveram nenhum contato entre si?

Explica Rashi que teoricamente os dois deveriam ter sido presos juntos, mas Moshé entendeu que havia a necessidade de separá-los, pois existia uma grande diferença entre o homem que blasfemou D'us e o homem que desrespeitou o Shabat. Aquele que desrespeitou o Shabat já sabia que teria uma pena de morte, apenas a forma de aplicar a pena seria definida por D'us. Já o blasfemador não tinha idéia qual seria a sua pena, poderia também ser pena de morte ou poderia ser outra pena bem mais leve. Mas como entender as palavras de Rashi? Por que esta diferença seria motivo para separar os dois homens?

Nos ensina o Rav Mordechai Gifter que se os dois homens tivessem sido colocados juntos, teriam passado por sofrimentos desnecessários. O blasfemador olharia para o outro prisioneiro, que estava condenado à morte, e pensaria que sua pena também seria a morte mesmo antes do veredicto final. Já o homem que desrespeitou o Shabat, caso o blasfemador não recebesse pena de morte, também sofreria. Quando alguém tem um sofrimento, ele se consola ao saber que outras pessoas estão sofrendo como ele. Uma pessoa que está em uma má situação sente dor quando vê que seu companheiro não está sofrendo no mesmo nível. Portanto a separação foi um ato de sensibilidade, uma forma de não causar sofrimentos desnecessários.

Mas fica uma pergunta: será que esta preocupação era realmente necessária? As duas pessoas em questão, que haviam cometido crimes muito graves, mereciam que sua dor fosse minimizada? Além disso, os dois acabaram sendo condenados à pena de morte, então por que se preocupar com um pouco de sofrimento a mais?

Deste episódio aprendemos o grau de sensibilidade com as pessoas que a Torá exige de nós. Mesmo com pessoas que cometerem transgressões graves, mesmo que ambos haviam sido condenados à pena de morte, a Torá nos proíbe de causar qualquer sofrimento desnecessário a eles. Neste caso a solução foi simples, apenas a separação dos dois prisioneiros foi suficiente, mas mesmo se outros esforços fossem necessários para evitar um sofrimento desnecessário, estaríamos obrigados a nos esforçar.

Podemos utilizar este ensinamento para o nosso cotidiano. Muitas vezes em nossas vidas há situações onde somos obrigados a dar uma bronca em alguém que fez algo de errado. Por exemplo, nos nossos filhos, alunos ou até mesmo amigos. A Torá nos ensina a ser cautelosos para não causar mais sofrimento do que a pessoa realmente merece. E muitas vezes, no lugar onde gritos não funcionariam, uma demonstração de amor e de preocupação com o mau ato que a pessoa fez tem um efeito muito maior, como ocorreu na história do Chafetz Chaim. Talvez o aluno merecesse uma grande bronca, quem sabe até mesmo a expulsão. Mas se ele tivesse gritado com seu aluno ou, pior ainda, se o tivesse expulsado imediatamente da Yeshivá, certamente o aluno teria se desviado completamente dos caminhos da Torá. A atitude do Chafetz Chaim foi completamente diferente, ele demonstrou amor pelo aluno, demonstrou que se importava com as coisas que ele fazia, tocando profundamente no coração dele.

Portanto, sempre que tivermos razão em uma discussão e uma grande bronca for justificável, o ideal é tentar antes de outra maneira. Como ensinam nossos sábios: "coisas que saem do coração entram no coração". Se a pessoa que errou sentir que a bronca que está recebendo é por amor, para ajudá-la a melhorar algo, então será bem recebida, não sendo necessários gritos ou ameaças. Assim estaremos resolvendo nossos problemas e ajudando aos outros sem correr o grande risco de estar causando sofrimentos desnecessários.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KEDOSHIM 5771

BS"D

 
PARTES DE UM MESMO CORPO - PARASHÁ KEDOSHIM 5771 (29 de abril de 2011)

 

"Arnaldo era entregador de uma grande empresa e ganhava por entregas realizadas. Certa vez ele precisou fazer um entrega em outra cidade. Para piorar a situação, tudo o que ele tinha era apenas o nome da pessoa, não sabia nem mesmo o endereço. Pegou sua moto e foi fazer o trabalho.

 

Chegando à cidade, olhou o papel da entrega e viu que a pessoa que deveria receber o pacote se chamava Rubens. Perguntou para um dos moradores da cidade onde ele poderia encontrar aquela pessoa. O morador não sabia responder, mas sugeriu ao entregador que fosse até o centro da cidade e perguntasse pela pessoa procurada.

 

Chegando lá, Arnaldo viu uma imensa multidão e ficou desesperado. Será que encontraria a pessoa? Caso não encontrasse, teria apenas perdido seu tempo e não receberia o dinheiro da entrega. Resolveu perguntar um por um. Parou a primeira pessoa que viu e perguntou "Por acaso você é o Rubens?". Quando a pessoa respondeu negativamente, Arnaldo fez um grande escândalo com ela. Parou outra pessoa e novamente perguntou "Por acaso você é o Rubens?", e novamente ficou extremamente irritado ao escutar uma resposta negativa. E assim foi com diversas pessoas, a cada resposta negativa ele ficava mais irritado. Até que um senhor, não agüentando assistir aquele espetáculo, chamou a atenção de Arnaldo:

 

- Ei, rapaz, não seja um tonto. Assim você nunca vai encontrar a pessoa que está buscando. Ao invés de perder tempo se irritando e dando broncas em quem não tem nada a ver com seu problema, por que você não investe seu tempo procurando a pessoa certa?"

 

Arnaldo parece um tolo? Explica o Chafetz Chaim que muitas vezes também nos comportamos assim. Quando alguém faz algo que nos prejudica, ao invés de ficarmos irritados com a pessoa, devemos ter a consciência de que D'us está por trás de tudo o que ocorre. Ao gastarmos nosso tempo e nossa energia reclamando e brigando com as pessoas, estamos perdendo a oportunidade de cumprir o nosso trabalho espiritual neste mundo.

 

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Nesta semana lemos a Parashá Kedoshim, que começa com o seguinte versículo "Sejam santos, pois Eu, Hashem, Teu D'us, sou Santo" (Vayikrá 19:2). O que esperaríamos encontrar na Parashá? Fórmulas de como chegar a elevados níveis de santidade, como longos jejuns, retiros espirituais e votos de abstinência. Mas ao olharmos a continuação da Parashá, percebemos que ela está repleta de Mitsvót Bein Adam Lehaveiró (entre o homem e seu companheiro). O que isto nos ensina? Que o nível espiritual não é medido apenas pela maneira como a pessoa se comporta em relação à D'us, mas também pela maneira como se comporta com os outros. Para atingir elevados níveis de santidade, um dos caminhos principais é se comportando de maneira adequada com as outras pessoas.

 

Entre todas as Mitsvót listadas na Parashá, há algumas, contidas em um mesmo versículo, que nos chamam a atenção: "Não se vingarás e não guardarás rancor dos membros do seu povo; ame ao seu próximo como a si mesmo, Eu sou D'us" (Vayikrá 19:18). Este versículo apresenta algumas dificuldades. Em primeiro lugar, será que é possível controlar os sentimentos a ponto de não sentir rancor de alguém que nos fez mal? Além disso, qual a conexão entre não guardar rancor e amar ao próximo como a si mesmo? E finalmente, por que o versículo termina com "Eu sou D'us"?

 

Imagine esta cena: uma pessoa destra está cortando um tomate e, por descuido, acaba ferindo sua mão esquerda com a faca. A mão esquerda desta pessoa começa a sentir um grande rancor da mão direita. Num ataque de fúria, a mão esquerda pega a faca e se vinga da mão direita, causando-lhe um ferimento. O que você faria com esta pessoa? Certamente a encaminharia ao hospício, para um profundo tratamento psicológico. Por quê? Pois as duas mãos são parte de um mesmo corpo. Não faz sentido uma vingança ou guardar rancor contra partes de si mesmo, pois no final das contas a pessoa estaria sofrendo duas vezes!

 

Fomos educados desde pequenos a achar que cada pessoa é uma entidade por si só, completamente independentes das outras pessoas. Mas isto é, na verdade, uma forma completamente equivocada de enxergar a realidade espiritual. Explica o livro "Tomer Dvora", do Rav Moshe Cordovero, que não somos seres independentes, pois dentro da alma de cada pessoa há um pouquinho da alma do outro. Por isso, toda vez que a pessoa se vinga e faz mal ao outro, parte deste mal também o atinge, por causa da parte de sua alma que está contida no outro. O mesmo ocorre ao contrário, pois quando fazemos bem ao outro, parte desta bondade volta para nós mesmos. É por este motivo que D'us nos ordenou a Mitzvá de "Ame ao seu próximo como a si mesmo" junto com a Mitzvá de "Não se vingarás e não guardarás rancor", para nos ensinar que o outro é parte de nós mesmos e, da mesma forma que ninguém machuca a si mesmo, também temos que fazer de tudo para nunca prejudicar ao próximo.

 

Mas a Torá nos revela que, fora o motivo lógico de não causar um mal para nós mesmos, há uma razão ainda maior para não nos irritarmos nem guardarmos rancor do próximo: "Eu sou D'us". O que isto significa? Que tudo o que acontece tem Hashgachá Pratid (Supervisão Particular) de D'us. Nada acontece no mundo sem o Seu consentimento. Ninguém tira um fio de cabelo de outra pessoa se isto não estiver decretado nos mundos espirituais. Se algo "ruim" aconteceu, a pessoa que nos fez este mal foi apenas um "utensílio", apenas cumpriu o que D'us havia decretado nos mundos espirituais. Se o mal não viesse através desta pessoa, viria através de outra pessoa, pois assim ensinam nossos sábios: "Muitos são os emissários de D'us". Ele tem o mundo inteiro ao Seu controle para cumprir a Sua vontade.

 

Uma dica prática para evitar o rancor e a vingança é viver como se estivéssemos participando de um grande teatro. O que isto significa? Imagine que você foi convidado para participar de uma peça. De repente outro ator, lendo seu script, se aproxima de você e diz: "seu tolo". Você ficaria bravo com ele? Obviamente que não, pois ele está apenas lendo o script. Se quisermos entender porque o script dele era nos ofender, devemos perguntar ao diretor do teatro, que escreveu todos os textos. Assim também acontece em nossas vidas. Se alguém nos ofendeu, ao invés de guardarmos rancor desta pessoa, o correto é saber que ele está apenas lendo seu "script". O ideal é refletir para entender quais foram os motivos pelos quais D'us decretou que fossemos ofendidos.

 

O rancor e a vingança são sinais de fraqueza espiritual. Nos ensina o Pirkei Avót (Ética dos Patriarcas): "Quem é o valente? Aquele que conquista sua má inclinação". No nosso conceito, valente é aquele que não leva desaforo para casa, que revida imediatamente, de preferência com violência, a qualquer tipo de provocação. Mas a Torá ensina justamente o contrário. Quando um cachorro é ameaçado, ele avança e morde. Não porque ele é valente, mas porque é um animal, seu instinto o faz atacar o agressor, ele não tem controle. Da mesma maneira, quando um ser humano se vinga ou guarda rancor no coração, não é um sinal de valentia, é um sinal de pouca espiritualidade, de falta de autocontrole.

 

Mas, se de acordo com a Torá não devemos revidar, a pessoa que nos fez mal sairá impune? Com certeza não. Por exemplo, quando uma pessoa recebe um decreto espiritual de perder duzentos reais, o que D'us faz? Utiliza os "serviços" de um ladrão, que decidiu assaltar alguém por seu próprio livre arbítrio, e junta os dois na mesma rua. O homem não perdeu seus duzentos reais porque o ladrão decidiu roubá-lo, e sim porque havia um decreto espiritual. Mas o ladrão, que roubou por sua livre escolha, apesar de ter cumprido o decreto de D'us, prestará suas contas por ter utilizado de forma equivocada seu livre arbítrio. A pessoa que foi roubada tem todo o direito de utilizar a força policial para tentar reaver seu dinheiro. Apenas deve entender que não há sentido em guardar rancor do ladrão, pois ele cumpriu apenas o que já estava decretado espiritualmente. Se não fosse através deste ladrão, a perda monetária ocorreria de outra maneira.

 

Portanto, todas as vezes em que ficamos irritados com outra pessoa, estamos apenas perdendo o nosso tempo e gastando nossas energias de maneira equivocada. Quando algo "ruim" acontece, o correto é refletir sobre o que ocorreu. Em geral D'us se comporta conosco "Midá Kenegued Midá (medida por medida), isto é, o que nos ocorreu é um reflexo de nossos próprios atos. Se fomos ofendidos, é porque provavelmente ofendemos outra pessoa e não pedimos perdão. Se fomos roubados, é porque provavelmente este dinheiro também chegou ilicitamente em nossas mãos. E assim é com tudo o que ocorre em nossas vidas.

 

Se chegarmos a viver com esta claridade, poderemos investir nosso tempo em cumprir o nosso trabalho espiritual neste mundo, corrigindo nossos próprios erros, ao invés de ficar espetando, com a nossa mão direita, a nossa própria mão esquerda.

 

SHABAT SHALOM

 

Rav Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PESSACH II 5771

BS"D

           

O VERDADEIRO DONO DA FORÇA - PESSACH II 5771 (22 de abril de 2011)

 

"Certa vez um importante rei saiu para caçar com seus ministros e servos. Quando chegaram às margens de um rio, encontraram um simples pastor de ovelhas que tocava sua flauta, sentado em uma pedra. O rei pensou que se tratava de um pastor tolo e ingênuo, mas ao conversar com ele, descobriu que o pastor era extremamente inteligente. Quanto mais o rei testava a inteligência do pastor, mais ele demonstrava ser uma pessoa talentosa. O rei simpatizou tanto com aquele rapaz que decidiu levá-lo para o palácio. Deu-lhe roupas novas, educou-o com os melhores professores e, quando ele estava pronto, elevou-o a um dos cargos mais altos do reinado: ministro do tesouro.

 

O ministro teve muito sucesso e era querido por todos os súditos, pois tinha um bom coração e buscava o bem de todos. Porém, isto despertou muita inveja nos outros ministros, que começaram a falar mal dele para o rei. Em um primeiro momento o rei não deu atenção, pois gostava muito do ministro do tesouro. Mas os outros ministros insistiam tanto que o rei começou a desconfiar que houvesse algo errado com aquele rapaz. Finalmente os incansáveis ministros começaram a dizer que o ministro do tesouro estava desviando dinheiro do rei. Sugeriram ao rei fazer uma visita surpresa à casa do ministro, para comprovar que ele escondia em casa as riquezas desviadas do tesouro real. O rei, após tanta pressão, acabou cedendo e aceitou a sugestão dos ministros.

 

Chegaram de noite, sem nenhum aviso, pegando de surpresa o ministro do tesouro. Entraram na casa e viram que era uma casa muito recatada, com móveis simples e sem nenhuma ostentação. Vasculharam toda a casa e não encontraram nenhum sinal da suposta fortuna roubada pelo ministro. Os outros ministros ficaram envergonhados diante do olhar furioso do rei. Foi então que eles viram uma porta trancada, que dava para algum aposento da casa que eles não haviam vistoriado. Pediram para o ministro abrir, mas ele se recusou, dizendo que não permitia nem mesmo que sua esposa e seus filhos entrassem naquele aposento. Chorando, pediu ao rei que não abrisse aquela porta, pois para ele seria uma grande vergonha e humilhação. Mas o rei, intrigado, ordenou que a porta fosse imediatamente aberta.

 

Muito envergonhado, o ministro começou a abrir lentamente a porta. Foi então que todos viram, surpresos, que naquele aposento havia apenas roupas muito velhas, um bastão de pastor e uma flauta. O rei, confuso, pediu uma explicação. O ministro, sem alternativa, contou:

 

- Meu senhor, grande rei, quando você me conheceu, eu era uma pessoa muito simples, um humilde pastor de ovelhas. Você me deu roupas, uma casa, me educou e me elevou a ministro do rei. Então eu tive muito medo que o sucesso repentino me subisse à cabeça e me tornasse uma pessoa orgulhosa. Por isso eu deixei neste quarto as minhas roupas simples de pastor, o meu bastão e a minha flauta. Todas as vezes que eu sentia que o orgulho começava a me dominar, eu me trancava neste quarto, vestia minhas roupas de pastor e tocava minha flauta. Assim, eu me lembrava do meu passado humilde e me recordava que tudo o que eu tenho hoje é apenas pela bondade e misericórdia de D'us"

 

Assim como o pastor, temos que tomar muito cuidado quando chegamos ao sucesso, para nunca esquecer que tudo o que nós temos não é por nossa inteligência ou esforço, e sim por bondade e misericórdia de D'us.

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Nesta semana o Shabat cai no meio da festa de Pessach, também conhecida como "Zman Cheruteinu" (o tempo da nossa liberdade). Nestes dias temos influências espirituais positivas, que nos ajudam a nos libertarmos das nossas limitações e vícios. Se D'us não nos tivesse tirado do Egito, fisicamente e espiritualmente, até hoje seríamos escravos dos nossos desejos e vontades. Mas apesar de chamarmos a festa de "Pessach", este não é o nome dado pela Torá, pois nos versículos ela é mencionada como "Chag HaMatzót" (Festa das Matzót).

 

Mas este nome é um pouco estranho para se referir à nossa festa da liberdade. A Matsá é conhecida como o "pão da pobreza", como dizemos no começo da Hagadá de Pessach, quando levantamos as Matsót e recitamos "HaLachmá Aniá" (Este é o pão da pobreza que comeram os nossos antepassados na terra do Egito). Se a Matsá é o "pão da pobreza", por que a Torá, ao invés de dar um nome "orgulhoso" para a festa da liberdade, resolveu chamá-la justamente de "Chag HaMatsót"?

 

D'us criou o mundo material para nos testar e nos dar méritos. E justamente um dos testes mais difíceis é saber enxergar a mão Dele em todas as bondades que ocorrem em nossas vidas. Somos testados constantemente, em todas as áreas da vida. Quando tomamos um remédio e nos recuperamos de uma doença, quando ganhamos nosso salário no fim do mês, quando vencemos uma competição esportiva. O teste é se temos a certeza de que não foi o remédio que nos curou, nem nossa inteligência que trouxe o dinheiro no fim do mês, nem a nossa força que nos fez ganhar a competição. Tudo é D'us, pois é Ele quem nos dá a saúde, a inteligência e a força. Nosso esforço é apenas para encobrir as Suas bondades, para que o milagre não seja aberto. Não podemos esquecer isto nunca, pois quando esquecemos, nosso orgulho nos leva à idolatria de "minha força e o esforço das minhas mãos me enriqueceram", e nos afasta cada vez mais de D'us, que é, na verdade, Quem nos dá absolutamente tudo o que temos na vida.

 

Explica o Rav Shimshon Refael Hirsh que durante todos os anos que os judeus passaram como escravos no Egito, eles eram alimentados com Matsá, o "pão da pobreza". Por que então D'us fez com que os judeus tivessem que sair rapidamente do Egito, sem dar tempo para que fermentasse a massa que eles haviam preparado como provisão para o deserto, fazendo com que eles novamente tivessem que comer Matsá? Pois D'us queria ressaltar que mesmo na saída do Egito os judeus ainda eram escravos, ainda comiam o "pão da pobreza". Ele não nos tirou do Egito como homens livres para que não se levantassem pessoas, nas gerações futuras, e dissessem que os judeus saíram do Egito por causa de sua força e do esforço de suas mãos, esquecendo-se que foi a mão de D'us que fez todos os milagres e libertou os judeus do Egito. Da mesma forma que um pobre não tem nada que é dele, assim foi a saída do Egito, quando fomos meros coadjuvantes. O responsável por toda a salvação foi unicamente D'us.

 

Mas D'us não quis que esta lição fosse apenas para a geração da saída do Egito, Ele quis que todas as gerações pudessem constantemente se recordar disso e se afastar da idolatria de atribuir forças aos seus próprios atos. Este é um dos lembretes da Matsá, que comemos durante toda a festa de Pessach e que colocamos diante de nós durante o Seder, quando recontamos toda a história da Saída do Egito: a humildade de saber que éramos escravos, humilhados, sem nenhuma força ou possibilidade de ser redimidos por nossa própria força. Com isso não esquecemos a nossa obrigação de agradecer a D'us por ter nos libertado.

 

Quando um povo recorda a sua independência e a libertação das mãos dos seus opressores, o faz com orgulho e sentimento de superioridade, ressaltando a força e a valentia dos seus combatentes e heróis. O povo judeu revive a sua libertação com a Matsá, o "pão da pobreza", pois não exaltamos os nossos combatentes, exaltamos o verdadeiro e único salvador: D'us. Até mesmo o nosso maior profeta, Moshé Rabeinu, que nos liderou na saída do Egito, não é mencionado nenhuma vez na Hagadá, para que não exaltemos os intermediários e terminemos esquecendo o verdadeiro "Herói".

 

Por isso também a Torá chamou a festa de Pessach de "Chag HaMatsót", ao invés de chamá-la de "Festa da Liberdade" ou "Festa da Redenção". Ao repetir tantas vezes a idéia do "pão da pobreza", podemos nos comportar de maneira humilde. Somente assim conseguiremos reconhecer e agradecer a D'us por todas as bondades que Ele nos fez e continua nos fazendo a cada instante.

 

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

 

Rav Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 17h29  Rio de Janeiro: 17h14  Belo Horizonte: 17h22  Jerusalém: 18h32

                                                          

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São Paulo: 17h27  Rio de Janeiro: 17h13  Belo Horizonte: 17h21  Jerusalém: 18h34

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV (2º dia, fora de Israel):

Acender depois de  São Paulo: 18h19  Rio de Janeiro: 18h04  Belo Horizonte: 18h11

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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Renée bat Pauline, Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Chedva Rina bat Brenda; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Léia bat Shandla; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Chaya Perl Bat Ethel, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Ester bat Elisa, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Shmuel ben Chava, Chaim Dov Rafael ben Esther.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

 

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).

 

 


sexta-feira, 15 de abril de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PESSACH 5771

BS"D

           

APRENDENDO A DAR VALOR - PESSACH 5771 (15 de abril de 2011)

 

Certa vez um rabino foi até a cobertura de um edifício para apreciar a vista e se deparou com um homem que estava prestes a pular. O rabino tentou puxar uma conversa com o homem, que estava muito nervoso, e perguntou qual era o motivo pelo qual ele queria acabar com a vida daquela maneira. O homem relatou os tremendos sofrimentos e dificuldades pelos quais estava passando na vida. O rabino entendeu a dor que o homem sentia, mas fez uma pergunta:

 

- Com todo este sofrimento pelo qual você está passando, se você também fosse cego, seria melhor ou pior?

 

O homem concordou que, se fosse cego, certamente sua situação seria ainda pior. O rabino então continuou:

 

- Imagine então que você tivesse nascido cego e estivesse prestes a se matar pelos mesmos motivos que você quer se matar agora. Se no instante que você fosse pular um milagre acontecesse e você ganhasse a visão, mesmo assim você pularia?

 

- Não, rabino. Se este milagre acontecesse eu não pularia.

 

- Por que não? – perguntou o rabino, curioso – seus problemas continuariam os mesmos!

 

- É verdade – respondeu o homem – mas quando o milagre tivesse me trazido de volta a visão, eu iria aproveitar para ver o que eu havia perdido durante anos de escuridão. As cores, a natureza, a beleza do mundo. Sentir a alegria de ver meus amigos, minha família e um belo pôr-do-sol na praia.

 

- Mas você pode ver tudo isso agora – conclui o rabino – pois você não nasceu cego. Por que você não aproveita que tem olhos e vai ver tudo isso que você me descreveu?

 

- Pois eu já estou acostumado com tudo isso – respondeu o homem.

 

- Então entenda algo. Não faltam bons motivos para você continuar vivo, falta você enxergar os motivos. Se você foca no que você não tem e no que dá errado na sua vida, esta é a chave da sua desgraça e infelicidade. Mas se você quer ser feliz, você deve focar no que você tem e nos acertos que você fez na vida!

 

O homem, ao escutar estas sábias palavras, desceu do muro. Ele entendeu que certamente tinha muitas coisas boas que recebia todos os dias e nunca havia dado valor.

 

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Na próxima segunda feira de noite (18 de abril) começa a festa de Pessach. A noite se inicia com o Seder, no qual nos sentamos com nossas famílias e amigos e recontamos toda a história da saída do Egito e os milagres e bondades que D'us fez para nos salvar da escravidão física e espiritual. A noite do Seder de Pessach é uma noite voltada ao agradecimento a D'us por todas as bondades que Ele nos fez e nos faz a cada instante. E na própria Hagadá nossos sábios fixaram textos de reconhecimento e agradecimento.

 

Explica o Talmud que para cumprirmos a obrigação de recontar a nossa saída do Egito, precisamos começar a contar as coisas ruins antes de contar as coisas boas. E o Talmud traz duas opiniões sobre o que é considerado o início ruim. Segundo uma das opiniões, devemos começar mencionando a escravidão no Egito, enquanto segundo a outra opinião devemos começar mencionando que nossos antepassados, antes de Avraham, eram idólatras.

 

Ao observarmos a Hagadá, vemos que as duas opiniões do Talmud foram aceitas, pois a Hagadá descreve a nossa escravidão no Egito e menciona também os nossos antepassados idólatras. Por que as duas opiniões foram utilizadas? Pois nossos sábios entenderam que as duas opiniões nos ensinam alguma lição fundamental sobre a característica de "Hakarat Hatóv" (agradecer por uma bondade recebida).

 

Segundo a opinião que devemos começar pela escravidão, o ensinamento é mais fácil de ser entendido. Para sermos realmente agradecidos pelo que temos, precisamos contrastar a situação atual positiva com os sofrimentos passados e as dificuldades pelas quais passamos para atingir os bons resultados. Por exemplo, quando a pessoa chega a uma situação financeira confortável na vida, é muito fácil esquecer todas as bondades que D'us fez. Portanto, se a pessoa quer de verdade agradecer a D'us com toda a sua força, ela deve constantemente lembrar-se dos momentos difíceis, quando mal podia se sustentar, pois isso ajuda a despertar o sentimento de gratidão por D'us. O mesmo devemos fazer no Seder de Pessach: começamos lembrando da terrível escravidão e dos sofrimentos que nos eram infligidos no Egito para podermos realmente apreciar a bondade de D'us nos ter retirado de lá.

 

Mas de acordo com a outra opinião, que devemos começar a Hagadá lembrando que nossos antepassados eram idólatras, qual é o ensinamento que fica para nós sobre o agradecimento? No que ajuda, em termos de reconhecer as bondades de D'us, recordar esta "mancha" do passado?

 

Uma das características que D'us mais abomina nos seres humanos é o orgulho e a arrogância. A pessoa que é arrogante vive como se o mundo tivesse sido criado para ela, de forma que tudo o que as pessoas fazem é visto como uma mera obrigação. Por isso, um dos fatores que mais afasta a pessoa do sentimento de agradecimento é a arrogância. A pessoa sente que merece tudo o que recebeu e por isso não há nenhuma necessidade de agradecimento. É como se as pessoas não tivessem feito nada de especial por ela, pois afinal, ela se sente no direito de esperar que as pessoas a sirvam. Já a pessoa humilde sente justamente o contrário. Ela tem sempre um grande sentimento de agradecimento no seu coração, pois sente que não merece nada. Por isso, tudo o que alguém faz por ele é especial, é uma grande bondade, e ele se sente na obrigação de agradecer e reconhecer.

 

Portanto, é este o propósito de começar a Hagadá lembrando que nossos antepassados eram idólatras. Quando colocamos no coração que éramos descendentes de idólatras, isto quebra o nosso orgulho e nos torna humildes. Não temos que andar de nariz empinado, pois nossos antepassados se curvavam para ídolos de madeira e pedra e, se não fosse a bondade de D'us, seríamos idólatras até hoje, como está explicito na Hagadá: "No começo nossos antepassados serviram ídolos, e agora D'us nos aproximou para que servíssemos a Ele". Não está escrito "éramos idólatras e por nossa inteligência deixamos de ser", e sim "éramos idólatras e D'us nos aproximou", com Chessed e não pelos nossos méritos.

 

Este é um ensinamento que devemos levar para nossas vidas, não apenas durante Pessach, mas durante o ano todo. Devemos sentir que não merecemos nada, e tudo o que os outros fazem por nós é uma grande bondade. Se conseguirmos trabalhar esta característica de reconhecer as bondades que recebemos dos outros, chegaremos a reconhecer as bondades que recebemos de D'us a cada instante. Infelizmente vivemos como se D'us tivesse a obrigação de nos dar, todos os dias de manhã, a visão, a audição e a possibilidade de andar. Mas a verdade é que Ele não tem obrigação nenhuma. Tudo o que Ele faz é por bondade. Quem tem obrigação somos nós. A obrigação de reconhecer e agradecer por todas as bondades que recebemos, o tempo inteiro, que fazem a nossa vida, apesar dos problemas e dificuldades, valer muito a pena.

 

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

 

Rav Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 17h35  Rio de Janeiro: 17h20  Belo Horizonte: 17h27  Jerusalém: 18h27

 

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Acender depois de  São Paulo: 18h23  Rio de Janeiro: 18h09  Belo Horizonte: 18h15

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ METSORÁ 5771

BS"D

           

LEVANTANDO 7 VEZES - PARASHÁ METSORÁ 5771 (08 de abril de 2011)

 

"Havia um rei que reinava com bondade e justiça. Mas ele não tinha certeza se as pessoas realmente gostavam dele. Então ele teve uma idéia: se fantasiou como um mendigo e saiu pelas ruas, para escutar pessoalmente do povo o que diziam sobre ele.

 

O rei, que nunca havia caminhado sozinho pelas ruas da cidade, acabou entrando por engano em uma viela escura e foi assaltado por um bando de bandidos cruéis. Os bandidos roubaram tudo o que ele tinha e ainda queriam machucá-lo, mas um dos ladrões, que teve uma faísca de misericórdia em seu coração, ferozmente protegeu o suposto mendigo do ataque dos outros ladrões e ajudou-o a escapar ileso.

 

Quando o rei chegou ao palácio, decidiu fazer um grande banquete para comemorar sua salvação milagrosa. Chamou todos os seus ministros e pessoas importantes do reino, e também fez questão de convidar o ladrão que havia salvado sua vida.

 

No dia do banquete, estavam sentados à mesa os ministros e as pessoas distintas, com suas roupas chiques e impecáveis, quando de repente entra no salão o ladrão, com suas roupas simples e velhas. Imediatamente ele se sentiu desconfortável na presença de pessoas tão bem vestidas e quis ir embora. Os ministros também se sentiram incomodados e olharam, perplexos, aquele sujeito vestido de maneira inadequada em pleno salão de banquetes do rei.

 

Mas a surpresa maior foi quando o rei entrou no salão e, antes de cumprimentar as pessoas importantes, dirigiu-se diretamente ao ladrão, deu-lhe um grande abraço e convidou-o a sentar ao seu lado na mesa principal, dando-lhe uma grande honra. Vendo o espanto nos olhos dos outros convidados, o rei explicou:

 

- Este banquete é um agradecimento por minha vida ter sido salva. E este homem é o verdadeiro responsável pela minha salvação. Se hoje vocês têm um rei, é pelo mérito dele. Por isso, em agradecimento, eu o convidei para o banquete e quero fazer dele um dos meus maiores ministros"

 

Explica o Rav Itzele Blazer que a pessoa que comete um erro mas se arrepende sinceramente e abandona suas transgressões é como se proclamasse no mundo inteiro que D'us é o Rei. Por isso D'us ama mais aquele que errou e se arrependeu do que aquele que nunca caiu.

 

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Na Parashá desta semana, Metsorá, a Torá descreve o processo de purificação de uma pessoa que havia contraído a doença espiritual de Tzaráat, que atacava aqueles que cometiam alguns tipos de transgressões graves, entre elas o "Lashon Hará", falar ou escutar informações que denigrem outra pessoa. Entre os processos de purificação estava a imersão em uma Mikve (banho ritual), como está escrito "E a pessoa em processo de purificação... deve imergir na água e tornar-se puro" (Vayikrá 14:8). Qual o significado da imersão na Mikve como parte do conserto de um erro cometido?

 

Todos nós cometemos erros na vida. Levados pelos nossos desejos, pela honra ou pela inveja, fazemos besteiras e nos desviamos. Mas ao "cair na real", isto é, ao percebermos a grande tolice que fizemos, nos vem um forte sentimento de culpa e desânimo. Em geral este sentimento tem um efeito indesejado e causa uma consequente queda espiritual acentuada, pois às vezes a pessoa fica tão transtornada com o erro que cometeu que chega a despencar espiritualmente por não ter força para continuar. Neste sentido, a conseqüência da transgressão acaba sendo mais prejudicial do que a própria transgressão.

 

A Torá traz alguns exemplos de pessoas que, ao cometerem algum pecado ou falharem em alguma decisão, sofreram uma enorme queda espiritual. Um dos casos clássicos é o de Orpá, cuja história está descrita no livro de Ruth. Naomi tinha duas noras, Ruth e Orpá. Quando Naomi decidiu voltar para Israel, Ruth e Orpá, que vinham de povos idólatras, decidiram que iriam se converter ao judaísmo e aceitariam sobre si um único D'us. Neste ponto, o nível espiritual de Orpá era tão elevado quanto o de Ruth, a bisavó do Rei David. Mas quando Naomi insistiu para que Ruth e Orpá voltassem para suas casas, Orpá não conseguiu mais passar no teste e decidiu voltar para sua casa e para suas idolatrias em Moav. O que seria lógico acontecer? Que com este erro isolado Orpá tivesse permanecido em um patamar espiritual elevado, apenas um pouco mais baixo que o de Ruth. Mas o Midrash (parte da Torá Oral) nos relata que na mesma noite em que Orpá abandonou Naomi e voltou para sua casa, ela afundou em um dos mais baixos níveis de depravação. Como esta queda ocorreu de forma tão dramática, em apenas uma noite?

 

Explica o Rav Chaim Shmulevitz que quando Orpá viu que havia falhado no grande teste de abandonar suas idolatrias para receber sobre si a existência de um único D'us, ela ficou tão abalada que perdeu completamente seu equilíbrio espiritual. Ela não conseguiu deixar de lado seu erro e recomeçar, e por isso acabou caindo de vez nas mãos do seu Yetzer Hará (má-inclinação). Mas então qual a solução para que este tipo de desânimo não nos domine quando cometemos alguma transgressão?

 

A dica está na Parashá desta semana. Explica o Sefer HaChinuch que o mundo, antes da criação do ser humano, estava completamente coberto de água. O mergulho nas águas da Mikve simboliza, portanto, uma volta ao começo da criação, antes do erro de Adam Harishon. Mergulhar completamente na água da Mikve representa deixar para trás as transgressões e recomeçar de cabeça erguida. Mesmo que a pessoa que se contaminou com a Tzaráat havia pecado de maneira grave, a Torá nos ensina que ela não estava condenada a uma queda perpétua. Ele podia, através de um arrependimento sincero, deixar seus erros para trás e recomeçar.

 

Este conceito está nas próprias características construtivas da Mikve. A medida mínima de água natural de uma Mikve é de 40 seá (seá é uma medida de volume da Torá). O número 40 aparece em diversas ocasiões importantes da Torá. Por exemplo, foram 40 dias de chuva durante o dilúvio e 40 anos que o povo judeu permaneceu no deserto. Qual o ponto em comum entre a Mikve, o dilúvio e o tempo em que o povo judeu permaneceu no deserto?

 

Na geração de Noach as pessoas haviam se corrompido completamente. D'us então decidiu destruir o mundo inteiro e recomeçar através da família de Noach. No deserto o povo judeu também cometeu o terrível pecado dos espiões, quando a maioria do povo perdeu sua Emuná (fé) em D'us e todos choraram sem motivo. D'us jurou que aquela geração não entraria na Terra de Israel e, por isso, decretou que eles permaneceriam por 40 anos no deserto, para que toda aquela geração fosse renovada. O ponto em comum entre os dois eventos é a renovação, mesmo após graves transgressões. É isso que o número 40 representa, a possibilidade de um novo começo. E é este o propósito da pessoa que contraiu Tzaráat ir à Mikve: a chance do transgressor levantar a cabeça e, apesar do grave erro cometido, seguir em frente no seu trabalho espiritual.

 

Esta é a mesma idéia que Shlomo Hamelech (Rei Salomão) nos ensina: "Tzadik é aquele que cai sete vezes e se levanta" (Mishlei – Provérbios 24:16). Shlomo Hamelech nos ensina que o Tzadik não é aquele que nunca cai, pois isto é impossível. A Torá nos descreve que mesmo os gigantes espirituais do povo judeu cometeram erros. A Torá atesta que "Nunca mais se levantou em Israel um profeta como Moshé, que conheceu D'us face a face" (Devarim 34:10). Este é o mesmo Moshé que bateu na pedra, indo contra o que D'us havia pedido. A grandeza de Moshé não está no fato dele nunca ter errado, pois ele, como todos os seres humanos, também cometeu erros. A grandeza está no fato dele conseguir a força para se levantar e continuar seu crescimento espiritual. Portanto, segundo a Torá, Tzadik é aquele que, apesar de cair, não desiste. Ele se renova e recomeça de cabeça erguida.

 

Ensina o Talmud algo impressionante: "No lugar onde se encontra um Baal Teshuvá (pessoa que se desviou, mas se arrependeu e voltou aos caminhos corretos), mesmo um Tzadik Gamur (uma pessoa completamente Justa) não pode chegar". Quando uma pessoa nos magoa ou nos irrita, mesmo depois que fazemos as pazes com ela, o amor não volta o mesmo, ficam algumas marcas. Mas D'us não se comporta como os seres humanos. Quando alguém comete transgressões e depois faz Teshuvá, D'us ama a pessoa ainda mais do que amava antes. Pois D'us vê no esforço da pessoa a sua vontade sincera de consertar os erros cometidos.

 

O sentimento de remorso pode e deve ser utilizado de forma positiva. Podemos canalizar e utilizar este sentimento para nos proteger, evitando futuras transgressões. Mas temos que aprender a lição da Mikve, a possibilidade de se renovar, o ensinamento de não ficarmos atolados nos nossos erros. Errar é humano, o diferencial está em levantar a cabeça e continuar, sem desânimo, o nosso caminho de crescimento.

 

SHABAT SHALOM

 

Rav Efraim Birbojm

 

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