sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

FAÇA PARTE DA SOLUÇÃO, NÃO DO PROBLEMA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5784

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MENSAGEM DA PARASHÁ ITRÓ

ASSUNTOS DA PARASHÁ ITRÓ
  • A chegada de Itró
  • O Conselho de Itró
  • Requerimento para a liderança
  • Chegada ao Monte Sinai
  • Preparação para receber a Torá
  • A revelação de D'us
  • Os Dez Mandamentos
  • Leis sobre a construção de um Altar.
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FAÇA PARTE DA SOLUÇÃO, NÃO DO PROBLEMA - PARASHÁ ITRÓ 5784 (02/fev/24)
 
"As pessoas de uma pequena cidade do interior tinham o hábito de visitar um homem idoso muito sábio, que sempre tinha excelentes conselhos e era uma incrível fonte de inspiração para todos os que escutavam suas sábias palavras. Porém, com o passar do tempo, aquele senhor começou a perceber que as pessoas vinham se queixando sempre dos mesmos problemas. As pessoas, que antes eram tão alegres, haviam se tornado muito amargas. E o pior é que parecia ser algo contagioso.
 
Certo dia, o senhor sábio decidiu reunir em um salão todos os que costumavam frequentar sua casa. Estavam todos muito curiosos para saber o que aquele sábio senhor tinha para dizer. Foi então que ele entrou no salão e contou uma piada. A piada era realmente muito engraçada, tão engraçada que todos eles caíram na gargalhada. Mas, para o espanto de todos, o senhor pediu licença e saiu do salão, deixando todos ali sem saber o que fazer. Passados alguns minutos, o sábio novamente voltou e, após esperar que todos ficassem em silêncio total, contou a mesma piada. Porém, desta vez, já não era tão engraçada, e apenas alguns sorriram. Novamente, e sem nenhum tipo de explicação, o sábio saiu do salão. Algum tempo depois o sábio voltou novamente e contou, pela terceira vez, a mesma piada. Desta vez, ninguém nem mesmo sorriu. A verdade é que ninguém estava entendendo o comportamento do sábio. Não era costume dele contar piadas, e muito menos repetir tantas vezes a mesma piada. Já não tinha mais graça nenhuma! O homem sábio então sorriu e disse:
 
- Estou tentando ensinar para vocês hoje uma das lições mais importantes de suas vidas. Vocês perceberam que não podem rir da mesma piada repetidamente. Então, por que vocês acham que resolverá algo na vida vocês ficarem sempre reclamando por causa dos mesmos problemas? Ao invés desta postura negativa, parem de focar somente nos problemas e comecem a pensar também em soluções. Somente assim vocês voltarão a ser alegre como eram antes"
 
As reclamações normalmente não resolvem nossos problemas, apenas causam desperdício do nosso tempo e da nossa energia. Ao reclamar, ofereça também soluções. Isso pode evitar muitas dores de cabeça.

Nesta semana lemos a Parashá Itró, que começa descrevendo o reencontro de Moshé com sua família. Quando D'us se revelou a Moshé e comandou-o a ir para o Egito, com o objetivo de iniciar o processo de libertação do povo judeu, Moshé foi aconselhado por seu irmão Aharon a deixar sua esposa Tzipora e seus filhos, Guershom e Eliezer, em segurança com seu sogro Itró. Somente agora, mais de um ano depois, Moshé pôde reencontrar sua família no deserto.
 
Porém, Itró não se juntou ao acampamento do povo judeu apenas para trazer de volta a família de Moshé. Ele também veio para se aproximar mais de D'us, em sua busca pela verdade. Após passar uma vida inteira buscando a verdade em todas as idolatrias, finalmente ele tinha encontrado o que tanto procurava. E, após escutar de Moshé todos os detalhes dos milagres que haviam ocorrido na salvação do povo judeu, tanto no Egito quanto no deserto, Itró percebeu que realmente não havia nenhuma força fora D'us.
 
Sabemos que nesta Parashá também está descrito o momento mais importante da história do povo judeu: a revelação de D'us diante de todo o povo e a entrega da Torá no Monte Sinai. Mas por que Itró teve o mérito de seu nome estar associado a esta Parashá tão especial?
 
Certamente a sua inspiradora busca pela verdade é um pré-requisito para o recebimento da Torá no Monte Sinai. Porém, a Parashá nos ensina outra caraterística impressionante de Itró, que também pode nos inspirar a sermos pessoas melhores. Assim começa a Parashá: "E ouviu Itró, sacerdote de Midian, o sogro de Moshé, tudo o que D'us fez a Moshé e a Israel, Seu povo, que D'us tirou Israel do Egito" (Shemot 18:1). Rashi nos ensina que Itró tinha sete nomes: Reuel, Yeter, Itró, Hovav, Hever, Keini e Putiel. Rashi explica o motivo de cada um dos nomes, mas o que mais chama a atenção é a razão pela qual ele é chamado de "Yeter", que literalmente significa "extra, algo a mais". Este nome foi dado a Itró pois uma porção extra foi adicionada à Torá por causa dele. Que porção é esta? Rashi diz que são alguns versículos que aparecem na continuação da nossa Parashá, que começam com as palavras "E você verá..." (Shemot 18:21-23).
 
Estes versículos se referem ao conselho que Itró deu a Moshé, de estabelecer um sistema hierárquico de juízes. A intenção de Itró era aliviar um pouco a pesada carga de Moshé, que precisava pessoalmente ouvir e decidir sobre as disputas de todo o povo, e também aliviar o povo, que precisava enfrentar filas quilométricas para resolver seus assuntos diretamente com Moshé.
 
Porém, se prestarmos atenção nos detalhes da explicação de Rashi, imediatamente surge um grande questionamento. Por que Rashi diz que a porção que Itró foi responsável por adicionar à Torá eram os versículos que começam com as palavras "E você verá...", que introduzem a solução proposta por Itró para o problema de ineficiência causado por Moshé ter que ouvir pessoalmente todos os casos? Rashi deveria ter dito que a porção que Itró foi responsável por adicionar eram as palavras que aparecem sete versículos antes, quando ele está mostrando o problema para Moshé, como está escrito: "O que é isso que você faz ao povo? Por que você se senta sozinho, enquanto todo o povo fica em pé ao seu redor, desde a manhã até a noite?" (Shemot 18:14). Como entender estas palavras de Rashi?
 
Muitas vezes encontramos situações nas quais não concordamos com o que outras pessoas fazem, pois parecem erradas aos nossos olhos. O que as pessoas normalmente fazem? Elas reclamam. Elas criticam. Elas fazem Lashon Hará. Elas acabam contaminando todos em volta com um sentimento negativo. Pessoas que até aquele momento não haviam percebido os defeitos também se juntam ao coro dos reclamões. Mesmo aqueles que estavam contentes passam a se sentir incomodados. Será que, de acordo com a Torá, esta é a atitude correta que devemos ter diante de algo que não gostamos ou não concordamos?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que qualquer um pode apontar problemas e reclamar. O diferencial é se preocupar em também ajudar e contribuir para buscar soluções, oferecendo conselhos práticos que possam ajudar a resolver o problema. A astúcia não é, portanto, encontrar problemas, isso qualquer um pode fazer. A grande sabedoria é fazer parte da solução.
 
Esse foi o comportamento magnífico de Itró. Ele era um forasteiro, tinha acabado de chegar de Midian. Ele não quis apenas apontar um problema que alguém vindo de fora tinha identificado. Ele não disse apenas: "Isso não está certo, Moshé. Mude o sistema!". Ele também disse: "Vou lhe sugerir o que fazer a respeito. Estou aqui para ajudar". Esta é a sugestão contida nos versículos apontados por Rashi: "E você verá de todo o povo, homens capazes, tementes a D'us, homens de verdade, que desprezam o dinheiro, e você os designará como líderes de milhares, líderes de centenas, líderes de cinquenta e líderes de dez..." (Shemot 18:21-23).
 
É por isso que Rashi disse que a porção que foi adicionada à Torá em mérito a Itró foi a seção que começa com a sugestão de como melhorar, a solução do problema. Itró não recebeu esse crédito, nem o mérito de uma porção extra na Torá, apenas por apontar um problema. Ele recebeu esse crédito especificamente por propor uma boa solução.
 
Todos sabem reclamar e criticar. Para enxergar isso na prática, basta ler os jornais. Jornalistas se tornam, do dia para a noite, os maiores especialistas em saúde, guerra e religião. Eles têm as críticas na ponta da língua, sabem apontar em seus textos todos os erros cometidos pelos maiores especialistas. Discutem medicina com médicos com mais de 30 anos de experiência. Criticam atitudes de oficiais com mais de 40 anos de experiência no exército. A mídia, de forma geral, tem nos ensinado a como nos tornarmos pessoas mais críticas e reclamonas. Se tentarmos buscar na mídia as soluções que foram sugeridas, teremos uma grande surpresa. Eles são ótimos para apontar as falhas, para criticar, mas nenhum deles sabe realmente qual seria a solução para o problema.
 
A Torá está nos ensinando, portanto, que é meritório apresentar uma solução, não apenas criticar o problema. Se você não concorda com algo, se esforce também para oferecer uma sugestão de como consertar e como melhorar. Os 40 anos do povo judeu no deserto foram marcados por muitas queixas, reclamações e críticas, tanto a Moshé quanto a D'us. O que não encontramos são sugestões ou pessoas se voluntariando a ajudar. Talvez por isso foram castigados de forma tão dura.
 
Itró não concordou com o sistema de justiça do povo judeu e criticou, mas ofereceu uma solução, que foi adotada por Moshé. Itró refletiu, buscou opções e veio com uma solução pronta. Não somos obrigados a concordar com tudo. Temos o direito de expressar o nosso descontentamento. Mas, antes de criticar o outro, reflita se você saberia fazer melhor.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

A MÃO QUE DIRECIONA NOSSO CAMINHO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5784

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MENSAGEM DA PARASHÁ BESHALACH

ASSUNTOS DA PARASHÁ BESHALACH
  • Desvio da terra dos Plishtim.
  • O Faraó se arrepende e persegue os judeus.
  • A abertura do Mar.
  • A morte dos egípcios.
  • O Cântico do mar.
  • O Cântico das mulheres.
  • As águas amargas.
  • Reclamação por comida.
  • Man.
  • Shabat.
  • Água da Rocha.
  • Amalek e a batalha eterna.
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A MÃO QUE DIRECIONA NOSSO CAMINHO - PARASHÁ BESHALACH 5784 (26/jan/2024)
 
"O Rav Mordechai Pogramansky zt"l (Lituânia, 1904 - Suíça, 1950) foi um grande sábio de Torá da Europa. Certa vez, ele estava viajando de trem. Ele acabou sentando-se ao lado de outro judeu e os dois começaram a conversar. O homem se apresentou e disse que ele era Shochet (pessoa que realiza o abate Kasher) e também Mohel (pessoa que realiza o Brit Milá).
 
A conversa seguiu, mas eles ficaram tão envolvidos em um determinado assunto que acabaram perdendo a estação na qual precisavam descer do trem. Para tornar a situação ainda mais complicada, aquela era a última estação na cidade, e o trem rumava agora para outra cidade. O quadro era quase desesperador, por era véspera de Shabat e não haveria tempo suficiente para voltar para casa.
 
Quando o trem finalmente chegou na cidade, eles não tinham outra opção a não ser descer do trem e procurar algum lugar para passar o Shabat. Era uma cidade pequena, que ficava no meio do nada, e eles descobriram, decepcionados, que não havia comunidade judaica naquele lugar. Mas mesmo com tantas dificuldades e incertezas, o Rav Mordechai não se desesperou. Ele confiava muito em D'us e sabia que, se eles haviam perdido a estação, chegado àquela cidade, e justamente na véspera do Shabat, havia algum motivo para isso tudo.
 
Eles começaram a perguntar para as pessoas da cidade se havia ao menos algum judeu que morava lá, e descobriram que havia uma única família judia. Eles localizaram a casa onde esta família morava e bateram na porta, esperançosos de encontrar um lugar para passar o Shabat.
 
O dono da casa abriu e se assustou. Fazia tempo que ele não via outro judeu. O Rav Mordechai se apresentou, apresentou seu colega e explicou a situação deles. O homem, ao escutar os detalhes, começou a chorar muito. Após se acalmar um pouco, ele começou a contar sua história e o motivo do seu choro:
 
- Eu não acredito no que está acontecendo! É um milagre gigantesco! No Shabat passado, minha esposa deu à luz um menino. Eu não tenho como deixar a cidade e também não conheço nenhum Mohel que pudesse vir à esta cidade no Shabat. Eu queria muito que meu bebê pudesse ter o seu Brit Milá no oitavo dia, conforme a Halachá, mas não sabia o que fazer. A única coisa que eu podia fazer era rezar e pedir ajuda a D'us. Então Ele escutou minhas rezas e enviou, não apenas um Mohel, mas também um grande rabino para ser o Sandak do meu filho."
 
Precisamos estar sempre de olhos abertos para enxergar a Mão de D'us em tudo o que acontece em nossa vida. Não há acaso e nem coincidências.

Nesta semana lemos a Parashá Beshalach (literalmente "Quando enviou"). D'us havia acabado de mandar sobre o Egito as Dez Pragas, quebrando totalmente a resistência do Faraó, até que ele concordou em libertar o povo judeu. Porém, a liberdade não estava completa, pois eles ainda estavam psicologicamente presos ao Egito, já que sabiam que os egípcios poderiam ainda persegui-los. D'us então fez com que os judeus parecessem perdidos no deserto, como uma isca para que os egípcios realmente os perseguissem. Finalmente, D'us afogou os egípcios após abrir o Mar Vermelho, castigando-os "medida por medida" por terem afogado os bebês no rio Nilo.
 
Esta Parashá também traz o episódio do Man no deserto. Trinta dias após a saída do Egito, a comida que os judeus haviam levado ao deserto terminou e o povo começou a reclamar com D'us, como está escrito: "Os filhos de Israel disseram (para Moshé e Aharon): 'Quem dera tivéssemos morrido pela Mão de D'us na terra do Egito, quando sentávamos junto às panelas de carne, quando comíamos pão até nos fartar! Pois vocês nos trouxeram para este deserto, para matar de fome toda esta congregação" (Shemot 16:3). D'us respondeu, dizendo que mandaria uma comida dos céus, como está escrito: "Eis que vou fazer chover para vocês alimento do céu, e o povo sairá e recolherá o que for necessário para o dia, para que Eu possa testá-los, se seguirão ou não Meus ensinamentos" (Shemot 16:4). Mas que teste é este que D'us mandaria ao povo através do Man?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que o teste se refere ao cumprimento dos mandamentos relacionados ao Man. Por exemplo, pegar uma quantidade limitada por pessoa, não guardar para o dia seguinte, não sair para procurar Man no Shabat, etc. Eles seguiriam as instruções de D'us ou tentariam fazer da sua própria maneira?
 
Já o Rav Ovadia Sforno zt"l (Itália, 1475-1550) traz outra explicação. Ele diz que o teste era se as pessoas, ao receberem seu alimento sem esforço, ainda assim teriam o cuidado de guardar os mandamentos de D'us, visto que não teriam mais desculpas para não fazê-lo. Em outras palavras, o teste era para ver se os judeus continuariam seguindo a Torá mesmo após conseguir obter facilmente o seu sustento. O que eles fariam a partir daquele momento com seu tempo livre? Eles gastariam com vanidades ou aproveitariam para estudar mais Torá e se dedicar mais para a espiritualidade, conectando-se em um nível mais profundo com D'us?'
 
A explicação do Sforno é extremamente importante, pois este mesmo teste também acontece em nossas vidas. Será que conseguimos perceber as bondades de D'us em nossas vidas? E quando recebemos bondades de D'us, como as utilizamos? Gastamos em vanidades ou utilizamos para melhorar a nossa conexão com D'us?
 
Talvez o que estava por trás deste teste do Man é o "Akarat HaTov", saber reconhecer as bondades que D'us nos manda. Qual é o maior milagre, um alimento vindo dos céus ou um pão vindo da terra? À primeira vista poderíamos considerar um alimento que cai do céu como sendo algo muito mais milagroso. Porém, uma reflexão mais profunda nos faz chegar à conclusão que a diferença entre o que chamamos de "milagre" e o que chamamos de "natureza" está meramente na frequência em que ocorre. O fenômeno através do qual uma pequena semente plantada na terra floresce até tornar-se um grão é a maior das maravilhas, assim como cada detalhe da Criação. Se regularmente recebêssemos nossa comida do céu, e testemunhássemos uma vez apenas na vidas como uma planta cresce a partir de uma semente atirada na terra, nós chamaríamos isso de "milagre" e a comida vinda do céu de "natural".
 
O grande problema é que o bem que D'us nos proporciona a cada dia, como o nascer e o pôr do sol, é frequentemente desprezado, pois nós aceitamos a beleza da natureza com indiferença. Em nossas vidas particulares, normalmente falhamos ao não parar e refletir sobre os milagres do nosso dia-a-dia. Somente quando estes "milagres diários" são tirados de nós é que percebemos a grandeza do presente que tínhamos e deixamos de aproveitar. Quantas vezes escutamos uma pessoa doente dizendo "agora eu aprecio o valor de um corpo saudável", ou uma pessoa idosa dizendo "se ao menos eu tivesse aproveitado a minha juventude"?
 
Se D'us queria afogar os egípcios, para que fossem castigados "medida por medida", por que Ele não mandou uma enchente no próprio Egito? Por que a necessidade de abrir o Mar? Pois Ele quis sacudir, despertar as pessoas.  Por séculos o mundo havia testemunhado fenômenos naturais incríveis, tais como o crescimento da grama, o curso dos rios e a força dos mares, e chamavam isso de "natureza". No entanto, a humanidade havia esquecido que era somente pela vontade de D'us que a natureza seguia seu curso a cada instante. Por isso Ele realizou a magnífica abertura do Mar Vermelho, que teve repercussão no mundo inteiro. O Midrash diz que todas as águas, em todos os lugares no mundo, repentinamente abriram-se junto com o Mar Vermelho. Isto mexeu com as pessoas e, pela primeira vez, muitas consideraram a possibilidade de que talvez as correntezas e as ondas do mar não eram apenas fenômenos naturais, e sim uma manifestação da força Divina. Somente então muitos perceberam que a natureza de fato não era natural e automática, e sim, uma obra de arte de D'us.
 
Um dos versículos do "Cântico do mar", que o povo judeu recitou após ver os milagres da abertura das águas, diz: "Este é o meu D'us e eu O engrandecerei" (Shemot 15:2). A palavra "Zé" (este) denota que algo estava sendo apontado. O que os judeus estavam apontando no momento da abertura do Mar? Rashi explica que durante a abertura do Mar houve uma grande revelação da Presença Divina. Nossos sábios ensinam que na abertura do Mar até uma serva viu mais do que viu o profeta Yechezquel ben Buzi na Carruagem Celestial. Isso quer dizer que naquele momento uma simples serva encontrava-se em um nível profético maior do que o profeta Yechezquel, um dos maiores profetas da história do povo judeu. Mas o Rav Elazar Menachem Man Shach zt"l (Lituânia, 1899 - Israel, 2001) faz uma interessante questionamento: se ela viu mais do que o profeta Yechezquel, então por que ainda continua sendo chamada de "serva"? A resposta é que ela viu, mas não foi além disso. Tudo ficou restrito à ação de ver. Mesmo esta incrível visão não produziu nenhuma mudança em seu interior. Não houve nenhum despertar, nenhum crescimento e conexão com D'us. Por isso, ela continuou sendo apenas uma serva.
 
Certa vez um rabino estava dando aulas sobre as Pragas do Egito. Quando estava descrevendo a Praga do sangue, disse que naquela manhã havia acontecido um milagre: seu chá havia virado sangue. Os alunos se assustaram, mas o rabino explicou: o chá que ele havia bebido havia se transformado no sangue do seu corpo, distribuindo as vitaminas por todas as partes do corpo. Às vezes presenciamos milagres tão grandes quanto a abertura do Mar ou as Pragas do Egito, mas que são milagres ocultos, encobertos por uma capa chamada "natureza". Precisamos olhar além, perceber a Mão de D'us dirigindo os acontecimentos em nossas vidas. Quanto mais enxergarmos as bondades que Ele nos faz, mais poderemos reconhecer e agradecer tudo o que recebemos. 

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R' Efraim Birbojm

 

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