sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

SUBINDO NA RAMPA DA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAERÁ 5784

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ASSUNTOS DA PARASHÁ VAERÁ
  • D'us garante novamente a Moshé que o povo será salvo.
  • As 4 expressões de libertação.
  • Genealogia de Moshé e Aharon.
  • O cajado vira uma serpente.
  • Sangue: A 1ª Praga.
  • Rãs: A 2ª Praga.
  • Piolho: A 3ª Praga.
  • Hordas de animais selvagens: A 4ª Praga.
  • Epidemia: A 5ª Praga.
  • Sarna: A 6ª Praga.
  • Granizo: A 7ª Praga.
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SUBINDO NA RAMPA DA VIDA - PARASHÁ VAERÁ 5784 (12/jan/24)
 
"Certa vez o Rav Israel Salanter zt"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883) assumiu a responsabilidade de ser o rabino chefe de uma cidade. Era um trabalho muito difícil, pois os judeus daquela cidade estavam muito afastados da Torá e das Mitzvót, e seria um grande desafio trazê-los de volta. Como ele poderia fazer este "milagre" acontecer?
 
O Rav Salanter poderia ter feito fortes discursos de encorajamento para que as pessoas voltassem ao cumprimento da Torá. Ele poderia mostrar para as pessoas os versículos que descrevem as terríveis consequências que recaem sobre aqueles que se afastam da espiritualidade. Porém, a atitude escolhida pelo Rav Salanter foi completamente diferente. Ele começou organizando um Shiur semanal sobre o Shabat. Na aula introdutória, ele disse:
 
- O judaísmo não é "tudo ou nada". Mesmo que para vocês seja difícil deixar de trabalhar no Shabat, pelo menos tentem minimizar a transgressão. O segredo do crescimento espiritual é dar um pequeno passo de cada vez.
 
Nos nossos dias, seria como dizer "Caminhem para o trabalho, ao invés de dirigir" ou "Liguem um timer à televisão, para que ela ligue e desligue sozinha". Com esta abordagem, o Rav Salanter foi capaz de, ao longo de alguns anos, trazer a comunidade inteira à plena observância do Shabat e de muitas outras Mitzvót."
 
Nossos sábios explicam que o crescimento espiritual deve ser "dois passos para frente e um passo para trás". Teremos inevitavelmente contratempos e tropeços. Mas o importante é estarmos sempre avançando na direção certa, subindo a rampa do nosso crescimento espiritual.

Nesta semana lemos a Parashá Vaerá (literalmente "E Eu apareci"), na qual D'us começa a mostrar ao Faraó seu "cartão de visitas", após o Faraó ter questionado "Quem é Hashem, para que eu ouça a Sua voz e deixe Israel sair? Não conheço Hashem" (Shemot 5:2). D'us começa a mandar as sete primeiras pragas, que foram pouco a pouco devastando todo o Egito e quebrando a resistência do Faraó, uma pessoa extremamente obstinada.
 
Porém, há um detalhe nesta Parashá que desperta um forte questionamento. Desde a Parashá da semana passada, e continuando na nossa Parashá, D'us instruiu Moshé a pedir uma libertação temporária do povo judeu. Por exemplo, na Parashá Shemot está escrito: "E eles (Moshé e Aharon) disseram (ao Faraó): 'O D'us dos hebreus veio até nós. Agora vamos fazer uma viagem de três dias pelo deserto e sacrificar a Hashem, nosso D'us'" (Shemot 5:3). Também na Parashá desta semana está escrito: "Nos deixe ir para uma jornada de três dias no deserto, para oferecermos sacrifícios a Hashem" (Shemot 8:23). Conforme percebemos pelos versículos, D'us instruiu Moshé a pedir ao Faraó a liberação do povo judeu por apenas três dias, o que significa que depois destes três dias eles voltariam à escravidão egípcia. Mas sabemos que o povo judeu não voltou nunca mais ao Egito. Após saírem, foram diretamente receber a Torá no Monte Sinai e posteriormente se prepararam para a entrada na Terra de Israel. Em nenhum momento a Torá menciona um eventual planejamento de volta ao Egito. Então por que D'us instruiu Moshé a pedir ao Faraó algo que aparentemente não era verdadeiro?
 
Poderíamos responder que era apenas uma forma que D'us encontrou para informar ao Faraó que os judeus não voltariam mais, e que o Faraó havia entendido bem este recado. Porém, essa possibilidade pode ser facilmente derrubada pelas próprias palavras do Faraó, quando ele disse a Moshé: "Eu os deixarei ir para oferecer sacrifícios a Hashem, seu D'us, no deserto, mas não vão muito longe!" (Shemot 8:24). Mesmo que depois o Faraó voltou atrás e não permitiu mais a saída do povo judeu até após a décima praga, fica claro que ele realmente acreditou que seriam apenas três dias, e que posteriormente os judeus voltariam à escravidão!
 
Será que D'us estava sendo desonesto com Faraó? Além do problema moral e filosófico que envolveria o Criador do mundo falar mentiras, o Talmud (Shabat 55a) afirma que "a assinatura de D'us é a Verdade". Então por que D'us pediu ao Faraó três dias de liberdade quando, na realidade, pretendia libertar o povo judeu do Egito para sempre? Como podemos resolver esse problema?
 
Explica o Rav Boruch Leff que, em primeiro lugar, quando D'us disse três dias, Ele realmente quis dizer três dias, e apenas três dias. Naquele momento, somente 210 anos de escravidão haviam se passado, e não os 400 anos que D'us havia profetizado a Avraham após o "Pacto entre as partes", como está escrito: "Você (Avraham) deve saber que sua descendência será estrangeira em uma terra que não é deles, e eles os escravizarão e os oprimirão por 400 anos" (Bereshit 15:13). Porém, eles já estavam chegando ao nível 49 de impureza espiritual, e caso chegassem ao nível 50, não poderiam nunca mais sair daquele estado de impureza e não poderiam mais receber a Torá. Estes três dias no deserto, imersos em espiritualidade e conectados com D'us, longe das idolatrias e imoralidades egípcias, seriam suficientes para que o povo judeu se reconstruísse espiritualmente e suportasse os 190 anos restantes de escravidão. Como o Faraó rejeitou esse "Plano de liberdade de três dias", ele nunca se concretizou. Portanto, quando o povo judeu finalmente deixou o Egito, eles partiram para sempre.
 
Porém, há outra mensagem muito importante neste pedido de D'us para que o povo judeu fosse libertado por apenas três dias. Se alguém nos pedisse hoje para que mudássemos completamente nosso estilo de vida, do dia para a noite, e que nos tornássemos imediatamente tão eruditos e piedosos quanto o maior líder de Torá da geração, certamente nem tentaríamos. Não pelo fato de não sermos boas pessoas ou não termos anseios de crescimento espiritual, e sim pois há desafios tão avassaladores que são praticamente impossíveis de serem vencidos do dia para a noite. Por outro lado, se tivéssemos alguns anos para desenvolver este crescimento mais profundo, então isto até seria possível. As pessoas mudam e crescem gradualmente, aos poucos, passo a passo. É muito comum vermos pessoas que cresceram rápido demais caindo tão rápido quanto cresceram. Crescimento rápido demais, sem bases, não tem efeitos duradouros.
 
D'us sabia que Faraó era muito materialista, apegado a todas as suas posses. Os escravos judeus eram uma parte significativa de suas posses. Pedir ao Faraó para mandar embora para sempre os judeus, seus escravos, seria uma demanda impossível de ser aceita pelo Faraó, seria um teste que ele não poderia passar. D'us queria que Faraó percebesse gradualmente que ele não possuiria para sempre os judeus como escravos. Portanto, Ele planejava levar os judeus por três dias, fazer com que eles O servissem e, desta maneira, o Faraó começaria a entender que, no futuro, os judeus serviriam a D'us e não a ele. Esse pedido de D'us, de "apenas três dias", era algo que o Faraó poderia responder afirmativamente. Embora no final o Faraó acabou recusando, ele pelo menos era capaz de passar no teste caso quisesse, era algo que estava ao seu alcance.
 
Mas havia ainda outro grande benefício neste pedido de D'us ao Faraó. Os judeus também estavam com suas cabeças escravizadas pela realidade egípcia. Apesar dos sofrimentos, eles estavam em uma zona de conforto. Portanto, essa proposta de saída temporária também foi benéfica para a nação judaica. Eles haviam passado muitos anos no Egito e foram afetados negativamente. Se D'us os tivesse ordenado a deixar o Egito repentinamente, eles teriam dificuldade em abandonar suas inclinações culturais e idólatras para servir apenas a D'us. Assim como o Faraó, eles precisavam de tempo para se acostumar com a ideia de que o povo judeu deixaria o Egito. Só gradualmente poderiam começar a servir a D'us, através de Sua Torá e Mitzvót. Eles estavam ligados demais ao Egito, não conseguiriam mudar sem um alívio temporário. Com esta preparação psicológica, quando chegou o momento da saída, o povo judeu passou no teste.
 
Somos pessoas boas e queremos atingir nosso potencial espiritual máximo. No entanto, às vezes, nos movemos rápido demais, causando com que o nosso crescimento não seja duradouro. Por exemplo, saímos sempre de Yom Kipur decididos a nunca mais falar Lashon Hará. E, então, sem perceber, acabamos tropeçando algumas vezes e desistindo. Qual é o erro que cometemos? Um compromisso grande demais em um tempo curto demais. O correto seria pequenos compromissos, tal como definir horários em que nos policiaremos mais para evitar o Lashon Hará, e fazermos um planejamento a longo prazo. Passo a passo, conseguiremos chegar ao nosso objetivo.
 
Este ensinamento também aparece de uma maneira interessante em uma Parashá da Torá que começa de forma incomum: a Parashá Mishpatim, que começa com a palavra "E". A letra "Vav", que literalmente significa "e", tem o papel de conectar duas ideias. Se esta Parashá, que traz dezenas de Mitzvót, começa com um "Vav", isso significa que o início da Parashá Mishpatim está conectada com o fim da Parashá anterior, Yitró, que terminou falando sobre algumas leis de construção do Mizbeach, o Altar de sacrifícios. Qual é a conexão entre os dois assuntos? Uma das regras do Mizbeach é que os Cohanim deveriam subir através de uma rampa, e não através de degraus. Qual é a diferença entre uma rampa e degraus? Uma escada tem degraus, isto é, passos bem definidos, implicando que há uma medida predefinida de quão alto se deve alcançar a cada movimento para frente. Mas não é isso que D'us quer de nós, um crescimento "padrão". No caminho das Mitzvót, D'us quer o nosso crescimento como a subida em uma rampa, onde cada um cresce ao seu próprio ritmo, numa série de passos bem pequenos.
 
Muitas vezes o crescimento de uma pessoa é impedido pela sensação de estar sobrecarregado. Se uma meta for muito elevada, inevitavelmente falharemos e ficaremos desanimados. Precisamos aprender a crescer mais lentamente. Precisamos ter paciência em nosso crescimento espiritual. E precisamos lembrar que o mais importante não é o quão alto estamos na nossa rampa espiritual, e sim a garantia de que estamos sempre subindo. 

SHABAT SHALOM  

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

NÃO SEJA UM INGRATO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5784

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ASSUNTOS DA PARASHÁ SHEMOT
  • O Crescimento do povo judeu.
  • O "novo" Faraó e a opressão.
  • Bebês jogados no Nilo.
  • Nascimento de Moshé.
  • Moshé sai para ver seus irmãos.
  • Moshé foge para Midian.
  • O arbusto ardente.
  • Moshé é apontado como salvador do povo judeu.
  • Moshé "discute" com D'us.
  • Moshé volta ao Egito.
  • Brit Milá do filho de Moshé.
  • Moshé e Aharon pedem ao Faraó a liberação do povo judeu.
  • O Faraó aumenta o trabalho do povo.
  • Os judeus reclamam com Moshé.
  • Moshé reclama com D'us.
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NÃO SEJA UM INGRATO - PARASHÁ SHEMOT 5784 (05/jan/24)
 
"O Rav Shalom Eizen zt"l (Israel, 1916 - 1987) tinha um traço de caráter marcante: a gratidão. Esse enorme reconhecimento pelas bondades recebidas tinha sido adquirida através da convivência com um de seus grandes mestres, o Rav Isser Zalman Meltzer zt"l (Bielorússia, 1870 - Israel,1953), um dos líderes da Yeshivá onde o Rav Shalom estudou. Este aprendizado ocorreu em especial em uma ocasião importante da vida do Rav Shalom.
 
Quando o filho do Rav Shalom chegou à idade de Bar Mitsvá, o Rav Isser Zalman já estava bem idoso e doente. Ainda assim, o Rav Shalom fez questão de convidar o Rav Isser Zalman para o Kidush festivo que seria oferecido no Shabat. Era o mínimo que poderia fazer, como demonstração de gratidão por tudo o que havia recebido do rabino. No entanto, ele não considerou que o grande sábio, já bem debilitado, conseguiria caminhar até tão longe.
 
O Kidush, com grandes rabinos presentes, acontecia no quarto andar de um edifício. De repente, todos os olhares se voltam para porta, quando surgiu a figura do Rav Isser Zalman, com um brilho especial do Shabat. Todos se levantaram em sua honra e não esconderam seu espanto. O Rav Shalom foi recebê-lo e perguntou:
 
- Rav, como você fez essa jornada cansativa e veio de tão longe? Achei que você não viria por causa do esforço!
 
- É verdade - respondeu o Rav Isser Zalman - essa caminhada estava muito acima da minha capacidade, mas eu tinha que vir, pela dívida de gratidão que eu tenho com você, já que você me trouxe um pensamento de arrependimento à minha mente.
 
Ao perceber a expressão de questionamento no rosto de seu aluno, o Rav Isser Zalman esclareceu:
 
- Quando você me convidou para o Bar Mitzvá do seu filho, um pensamento de reflexão passou pela minha cabeça: "Uau, ele já está celebrando a entrada do filho nas Mitzvót. Agora, o casamento dele está começando a se aproximar. Eu me lembro do Brit-Milá deste rapaz! Ah, como o tempo passa rápido, é preciso se apressar e fazer Teshuvá". Eu fiquei tão agradecido por este pensamento de Teshuvá que me senti endividado e obrigado a me esforçar acima do normal para poder participar desta alegria junto com você."

Nossos sábios nos ensinam até onde devemos chegar para reconhecer as bondades que recebemos dos outros.

 

Nesta semana iniciamos o segundo Livro da Torá, Shemot, que descreve como o povo judeu começou a ser moldado, inicialmente através das dificuldades da escravidão egípcia, e depois com a libertação e o recebimento da Torá no Monte Sinai. Este Livro nos ensina, portanto, que mesmo as dificuldades ajudam a nos moldar e contribuem para o nosso amadurecimento e crescimento. Yaacov havia descido ao Egito com apenas 70 pessoas, mas após pouco mais de dois séculos os judeus já tinham crescido e multiplicado tanto que já haviam se transformado em um povo.
 
E a Parashá desta semana, Shemot (literalmente "Nomes") descreve o que aconteceu com o povo judeu logo após a morte de Yossef, como está escrito: "E morreu Yossef e seus irmãos e toda aquela geração" (Shemot 1:6). A Parashá conta sobre o processo de escravização do povo judeu, uma escravidão brutal que durou mais de duzentos anos. Mas por que a Torá fez questão de falar sobre a morte de Yossef e seus irmãos antes de começar a descrever o início da escravidão egípcia?
 
Explicam nossos sábios que Yossef e seus irmãos eram grandes Tzadikim e tinham muitos méritos espirituais. Enquanto eles estavam vivos, estes méritos protegeram todo o povo judeu dos sofrimentos impostos pelos egípcios. Além disso, Yossef e seus irmãos eram modelos de retidão, trazendo influências espirituais muito positivas para o povo judeu. Enquanto eles estavam vivos, não houve assimilação e nem uma queda espiritual. Isto trouxe méritos para o povo e os protegeu de maus decretos. Porém, após o falecimento de Yossef e seus irmãos, o povo judeu começou a cair espiritualmente. A escravização contou, de certa maneira, com a própria ajuda do povo judeu. Eles quiseram sair de Goshen, onde Yaacov havia montado uma vida espiritual blindada das más influências egípcias. Os judeus quiseram fazer parte da sociedade egípcia. Eles queriam se emancipar, mostrar que poderiam ser bons egípcios. Isso culminou com o início da escravização do povo judeu.
 
Este fenômeno das boas influências dos nossos líderes se repetiu várias vezes durante a história. Por exemplo, quando o povo judeu entrou na Terra de Israel, eles estavam em um elevado nível espiritual sob o comando de Yehoshua. Enquanto Yehoshua estava vivo, eles não se assimilaram e não tiveram nenhum contato com os habitantes da terra. Porém, logo após a morte de Yehoshua, o povo começou a cair espiritualmente. Assim também ocorreu na época dos Shoftim. Sempre que um Shofet se levantava, com sua enorme retidão, o povo se arrependia de seus maus atos e passava a viver em um nível espiritual elevado. Porém, logo após a morte do Shofet, o povo voltava quase que imediatamente aos maus caminhos, sendo castigados por D'us através de outros povos que os subjugavam e causavam muito sofrimento a eles. Daqui aprendemos a importância dos grandes líderes, e o quanto sua própria existência e influência positiva trazem méritos para todo o povo.
 
Yossef, este grande líder, era querido não apenas pelo povo judeu, mas também pelos egípcios. Porém, apesar disso, há um versículo muito interessante no início da nossa Parashá: "Um novo rei se levantou sobre o Egito, que não conhecia Yossef" (Shemot 1:8). Se Yossef era um grande herói nacional, como tão pouco tempo depois já havia pessoas que não o conheciam? E por que a Torá achou importante transmitir esta informação?
 
Ao comentar este versículo, Rashi traz uma discussão entre dois grandes rabinos do Talmud, Rav e Shmuel. Quando a Torá fala sobre um "novo rei", trata-se literalmente de uma pessoa diferente, um rei novo que assumiu o cargo em substituição ao rei antigo, ou trata-se da mesma pessoa, mas que tinha renovado seus decretos, isto é, que começou a se comportar com uma nova atitude em relação ao povo judeu? O próximo comentário de Rashi explica que este Faraó "se comportou como se não conhecesse Yossef". Ele realmente conhecia Yossef e sabia de tudo o que ele havia feito pelo Egito, mas optou por ignorá-lo.
 
O Rav Yaakov Weinberg zt"l (EUA, 1923 - 1999) explica que o ponto da disputa entre Rav e Shmuel não é para determinar se o "novo rei" era um governante novo ou não, pois isso não teria tanta importância na prática. Possivelmente eles concordavam que tratava-se do mesmo Faraó. Então em que ponto eles discutiam? Se uma pessoa que havia conhecido Yossef pessoalmente poderia simplesmente esquecer tudo o que ele tinha feito. Como alguém poderia realmente negar tanta bondade recebida? Quanta ingratidão! Yossef havia salvado o país! Onde estava o agradecimento e o reconhecimento?
 
Rav e Shmuel trazem diferentes abordagens. Uma abordagem é dizer que havia um novo Faraó no poder, o que significava que o Faraó trabalhou sua cabeça e suas emoções a tal ponto que realmente havia se tornado uma nova pessoa, um tipo diferente de ser humano do ponto de vista das suas atitudes. De acordo com esta opinião, sem este tipo de "transformação" não seria possível negar as bondades e ser tão ingrato. Porém, de acordo com a outra abordagem, é possível para uma pessoa negar as bondades recebidas, até mesmo o bem que Yossef fez para o Egito. É possível tornar-se um perverso e um negador das bondades recebidas mesmo sem se transformar em uma nova pessoa. Em outras palavras, a discussão é sobre até onde chega a ingratidão humana. E o que percebemos na nossa Parashá é que não apenas o Faraó era ingrato, mas o povo egípcio inteiro. Após terem sido salvos por Yossef, perseguiram seus descendentes com satisfação e requintes de crueldade.
 
Mas como entender tamanha ingratidão? Como o ser humano consegue ser tão mal agradecido? Nos ensina o Rav Eliahu Dessler zt"l (Império Russo, 1892 - Israel, 1953) que o ser humano é governado basicamente por duas forças: "Koach HaNetiná" (força da doação) e "Koach HaNetilá" (força de pegar o que é dos outros). Todos os bons traços de caráter e as boas atitudes derivam da Koach HaNetiná, enquanto todos os maus traços de caráter e más atitudes derivam da Koach HaNetilá. Quando a pessoa é dominada pela Koach HaNetilá, torna-se egoísta, quer apenas receber e se recusa a dividir o que tem com os outros. Quando recebemos algo bom, imediatamente temos uma dívida, uma obrigação de retribuir. Portanto, o egoísta não quer reconhecer o que recebeu, para não se sentir endividado. Desta maneira, ele começa a ignorar todas as bondades recebidas.
 
Na atual guerra de Gaza, foram encontrados armamentos pesados em muitas residências de civis palestinos. Porém, algo chamou a atenção do exército israelense. Em uma das casas de Gaza, junto com as armas, havia um prontuário médico de um hospital israelense. Naquela casa vivia um garoto que havia sido curado, por médicos israelenses,  de um tumor no cérebro. Como o pai desta criança demonstrou seu "agradecimento"? Transforando-se em um terrorista, pronto para assassinar israelenses. Até mesmo vestígios de gratidão são apagados nos palestinos, através de uma educação na qual o ódio é colocado no coração deles desde a infância.
 
O oposto disso é o papel do povo judeu. Somos chamados de Yehudim graças à Yehudá, filho de Yaacov. Por que ele recebeu este nome? Pois Lea queria agradecer a D'us por ter recebido mais do que ela merecia. Esta é a essência de um judeu, o agradecimento e o reconhecimento. Somente desenvolvendo esta característica poderemos agradecer de verdade todas as bondades que as pessoas e que D'us nos fazem, o tempo inteiro.
 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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