sexta-feira, 13 de outubro de 2023

O QUE HÁ EM UM NOME? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BERESHIT 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Sr. Gabriel David ben Rachel

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Haviva Bina bat Moshe z"l  
Aharon Yitzhack ben David Calman z"l 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ BERESHIT 5784



         São Paulo: 17h51                  Rio de Janeiro: 17h37 

Belo Horizonte: 17h37                  Jerusalém: 17h34
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify

SHIUR DA PARASHÁ BERESHIT

ASSUNTOS DA PARASHÁ BERESHIT
  • Primeira Criação: o tempo.
  • Dia um: Luz e Escuridão.
  • Segundo dia: Separação das águas de baixo e as águas de cima. 
  • Terceiro dia: Terra firme e Vegetais.
  • Quarto dia: Sol, Lua e Estrelas.
  • Quinto dia: Animais aquáticos.
  • Sexto dia: Animais da terra e Adam Harishon.
  • Shabat.
  • Adam e Chavá no Gan Éden.
  • A cobra engana Chavá.
  • A transgressão de Adam e Chavá.
  • D'us aparece no Gan Éden.
  • A maldição da cobra.
  • A maldição de Chavá.
  • A maldição de Adam.
  • A expulsão do Gan Éden.
  • Cain e Hevel: Oferendas e assassinato.
  • Julgamento e castigo de Cain.
  • 10 gerações de Adam a Noach.
  • Os filhos de Noach: Shem, Ham e Yefet.
  • Os gigantes e as transgressões.
  • O Decreto de destruição do mundo.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
O QUE HÁ EM UM NOME? - PARASHÁ BERESHIT 5784 (13/out/23)
 
"Rabi Meir, Rabi Yehuda e Rabi Yossi estavam viajando juntos. Rabi Meir costumava prestar atenção no nome do dono dos lugares onde se hospedava, para saber se era um nome agradável ou não, enquanto Rabi Yehuda e Rabi Yossi não se importavam com isso. Certa vez, ao chegarem em um determinado local para passar o Shabat, perguntaram ao dono da hospedaria como ele se chamava e ele respondeu que seu nome era Kidór. Rabi Meir percebeu através do nome que se tratava de uma pessoa perversa.
 
Antes do início do Shabat, Rabi Yehuda e Rabi Yossi depositaram suas bolsas de dinheiro com Kidór, para que ele as guardasse até o término do Shabat. Rabi Meir, que estava desconfiado, não quis deixar sua bolsa de dinheiro com ele. Ao invés disso, ele foi até o cemitério local e a enterrou a bolsa ao lado do túmulo do pai de Kidór.
 
Durante a noite, o falecido pai de Kidór veio até seu filho em um sonho, dizendo para ele ir até o cemitério pegar uma bolsa de dinheiro que haviam colocado lá. De manhã, Kidór contou aos rabinos seu sonho, e Rabi Meir, para tirar a ideia da cabeça de Kidór, disse que os sonhos de Shabat não tem significado, eram vãos e vazios. Então, Rabi Meir foi até o túmulo e ficou de vigília o Shabat inteiro. Assim que terminou o Shabat, pegou seu dinheiro.
 
No dia seguinte, Rabi Yehuda e Rabi Yossi pediram a Kidór para que devolvesse as bolsas de dinheiro que haviam sido depositadas com ele antes do Shabat. Porém, para a surpresa deles, Kidór disse que eles não haviam deixado nenhuma bolsa de dinheiro com ele. Eles ficaram desesperados, pois não tinham nenhuma prova do depósito. Rabi Meir então perguntou por que eles não haviam desconfiado do nome do dono. Eles, por outro lado, questionaram o motivo pelo qual Rabi Meir não os tinha avisado, para que se protegessem. Rabi Meir respondeu que quando analisou o nome dele, viu que não era bom, levantando suspeitas, mas tudo o que ele podia era desconfiar, não considerá-lo um perverso. Ele não poderia adverti-los enquanto era apenas uma suspeita.
 
O que fizeram então Rabi Yehuda e Rabi Yossi? Convenceram Kidór a acompanhá-los a uma taverna e o embebedaram, com a esperança que ele revelaria onde havia escondido o dinheiro. Kidór ficou bêbado e começou a mexer no seu vasto bigode. Rabi Yehuda e Rabi Yossi perceberam que de lá saiu um grão de lentilha. Eles então dirigiram-se à esposa de Kidór e disseram a ela que seu marido havia pedido para que devolvesse as bolsas de dinheiro deles, e como prova que foi ele quem os enviou, disseram que ele havia almoçado lentilhas com ela. A esposa de Kidór acreditou e lhes entregou as bolsas de dinheiro" (Talmud Yoma 83b)
 
O nome contém a essência da pessoa. Em Lashon Hakodesh, nome é "Shem", as mesmas letras da palavra "Sham", que significa "lá". Em cada nome, lá está a sua verdadeira essência. Quando os pais dão um nome ao seu filho, na realidade há uma inspiração Divina. Isso vale para toda a criação, tanto as coisas materiais quanto espirituais. Desta maneira, podemos aprender sobre a essência de tudo através do seu nome.

Nesta semana lemos a Parashá Bereshit (literalmente "No início"), recomeçando o ciclo anual de leitura da Torá. O Sefer Bereshit também é conhecido como "Sefer HaYetsirá" (O livro da Criação), pois trata tanto da criação física do mundo quanto da sua construção espiritual.
 
A Parashá Bereshit descreve as primeiras gerações da humanidade, com foco no primeiro casal, Adam e Chavá. Eles foram criados no Gan Éden, um lugar paradisíaco, onde não havia morte, sofrimentos ou dificuldades. Porém, Adam e Chavá tropeçaram e descumpriram a vontade de D'us. Este erro causou uma tremenda queda espiritual, impactando também as futuras gerações. De acordo com o Rav Moshe Chaim Luzzatto zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), ocorreu uma grande mudança como resultado da transgressão de Adam, transformando radicalmente tanto o homem quanto seu mundo, tendo inúmeros efeitos. Quando falamos do homem e de seu ambiente, portanto, devemos separar entre seu estado antes e depois da transgressão.
 
Qual era o estado de Adam antes da transgressão? Ele estava em um alto nível de compreensão espiritual. Vemos isso, por exemplo, quando D'us pediu para que Adam demonstrasse seu profundo entendimento do mundo dando nome a cada um dos animais. D'us fez cada animal passar diante dele e os nomes foram dados de acordo com o que Adam entendeu ser a essência de cada animal.
 
Em qualquer língua, o nome que damos a um objeto é só uma convenção, para que as pessoas possam se entender. A palavra "leão" poderia ser utilizada para se referir a um cachorro, enquanto a palavra "cachorro" poderia ser utilizada para se referir a um leão. Isto acontece pois não há nenhum significado intrínseco nas palavras "leão" e "cachorro". Porém, em Lashon Hakodesh, a língua que D'us utilizou para escrever a Torá e criar o mundo, não é assim. Cada palavra descreve o objeto ao qual ela se refere, há um significado intrínseco em cada palavra. Por exemplo, a palavra "Chamor", que significa "Burro", contém as mesmas letras da palavra "Chomer", que significa "Peso, Carga", demonstrando a característica principal do burro, que é o animal que suporta mesmo cargas muito pesadas. Já a palavra "Kelev" descreve a natureza do cachorro, pois ela pode ser dividia em duas palavras, "Ke Lev", que significa literalmente "como um coração", descrevendo a natureza dócil do cachorro, o fiel companheiro do ser humano. Portanto, quando Adam deu nome aos animais, ele não estava inventando nomes, e sim percebendo a natureza de cada animal e dando-lhe o nome que a expressava. Para fazer isso, ele precisava ter um profundo nível de compreensão dos segredos da criação de D'us.
 
Além disso, ao dar nomes aos animais de acordo com suas características, Adam também nos transmitiu mensagens profundas. Por exemplo, Adam nomeou o camelo de "Gamal". Sabemos que a principal característica do camelo é a sua capacidade de passar vários dias no deserto sem necessitar de uma única gota de água. Ele tem um reservatório interno, um "tanque de armazenamento", que ele enche antes de iniciar a viagem. Desta maneira, ele vai consumindo a água acumulada dentro dele, sem precisar receber nada dos outros durante a viagem inteira.
 
Este ensinamento torna-se ainda mais interessante ao observarmos que a palavra "Gamal" tem as mesmas letras da raiz do verbo "Lehigamel", que significa tanto "desmamar uma criança" quanto "fazer um ato de bondade", que chamamos de "Guemilut Chassadim". Qual é a conexão entre a característica única do "Gamal" e os atos de desmamar uma criança e fazer bondade ao próximo?
 
Quando uma criança nasce, precisa ser amamentada pela mãe. Este é o único alimento que, por um ou dois anos, a criança vai receber. O momento do desmame é quando esta criança muda de "status", pois a partir de agora já não é mais dependente de sua mãe e pode se alimentar de outras coisas. Como o camelo, o bebê pode agora seguir sua "viagem" da vida sem precisar mais receber o leite que o nutriu durante os primeiros anos. E esta também é a essência da bondade verdadeira. Quando um pobre vem pedir ajuda, o que acontecerá se apenas dermos a ele uma pequena quantia de dinheiro? Ele continuará para sempre dependente da ajuda dos outros, pois amanhã, quando novamente sentir fome, precisará mais uma vez pedir ajuda a alguém. Então qual é a melhor forma de ajudá-lo? Não dando ao pobre o alimento pronto, e sim a possibilidade de ele conseguir sozinho o seu próprio alimento. Por exemplo, dando a ele um emprego ou ensinando-lhe algum trabalho. Desta maneira, ele conquistará também a sua independência, como diz o ditado: "Não dê ao pobre o peixe, ensine-o a pescar". De acordo com o Rambam (Espanha, 1135 - Egito, 1204), este é o maior nível de bondade que podemos fazer a alguém.
 
No relato da criação, a Torá nos diz que o homem foi criado no sexto dia e recebeu o mundo todo, como está escrito: "E D'us lhes disse: "Sejam fecundos, multipliquem, encham a terra e a subjugue, e governe sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todas as feras que pisam sobre a terra" (Bereshit 1:28). Adam estava recebendo um mundo que seria seu, para usar e desfrutar. D'us o colocou em uma ótima situação, no Gan Éden. A palavra "Éden" em hebraico significa "prazer". O mundo foi criado para o nosso prazer. O que é Gan? Um jardim. O jardim é um arranjo de árvores e plantas especialmente organizadas para ser atraente e ordenada. Da mesma forma, todos os prazeres do mundo estão facilmente acessíveis.
 
Mas o que Adam deveria fazer no Gan Éden? "Cultivá-lo e guardá-lo" (Bereshit 2:15). Poderíamos pensar que D'us queria que Adam fosse o jardineiro do Gan Éden. Porém, se era um jardim de árvores frutíferas, elas não precisavam de cuidados nem de cultivo! Portanto, "cultivá-lo" significa usá-lo para crescer, para entender mais sobre a vida. E o que significa "guardá-lo"? De quem Adam precisava proteger o Gan Éden? De si mesmo. O mundo foi criado para o nosso crescimento. Quando "cultivamos" nosso mundo, não apenas crescemos, mas tornamos o mundo melhor. Quando falhamos em "guardá-lo", não apenas nos prejudicamos, mas afetamos o mundo todo. Segundo o Midrash, D'us disse para Adam: "Veja como são belas e louváveis as Minhas obras. Tudo o que Eu criei foi para o seu bem. Mas cuide para que você não destrua o Meu mundo".
 
D'us disse a Adam: "De todas as árvores do Jardim você poderá comer" (Bereshit 7:16). É assim que se "cultiva" o Jardim, fazendo o que é permitindo. "E da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal você não comerá". É assim que devemos guardar, evitando o que é proibido. Essas duas instruções são a base de nossa compreensão do propósito das 613 Mitzvót, 248 positivas e 365 negativas. Os mandamentos positivos são o "cultivo" do ser humano, que nos ajudam a crescer. Os mandamentos negativos nos "guardam" de atos que nos prejudicam como seres humanos. Que possamos cultivar nossos "jardins", nos tornando, a cada dia, pessoas melhores. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

UMA CONQUISTA, NÃO UMA HERANÇA - SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSERET E SIMCHÁT TORÁ 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Sr. Gabriel David ben Rachel

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Haviva Bina bat Moshe z"l  
Aharon Yitzhack ben David Calman z"l 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


SHEMINI ATSÉRET


         São Paulo: 17h48                  Rio de Janeiro: 17h35 

Belo Horizonte: 17h35                  Jerusalém: 17h42
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHÁ VEZÓT HABERACHÁ
  • Brachá para as Tribos.
  • Brachá de Moshé para todo o povo judeu.
  • O falecimento de Moshé.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
UMA CONQUISTA, NÃO UMA HERANÇA - SHEMINI ATSÉRET E SIMCHÁT TORÁ 5784 (06/out/23)
 
"Um novo rei decidiu construir para si o castelo mais esplendoroso do mundo. Os ministros encontraram um arquiteto talentoso e pediram para que ele preparasse um projeto para o castelo real. Passado algum tempo, o arquiteto apresentou o projeto deslumbrante. O rei, maravilhado, aprovou o projeto e pediu para que ele iniciasse a construção imediatamente. Apenas uma exigência foi feita pelo rei: o castelo precisava estar pronto no prazo de um ano, quando o rei daria uma grande festa em comemoração ao seu primeiro ano de reinado.
 
Várias empreiteiras foram contratadas para realizar o serviço e, de fato, o castelo ficou pronto no prazo estipulado. O rei e todos os ministros ficaram deslumbrados com o castelo, que era mais belo do que qualquer outro já existente. Faltava apenas a pintura do grande salão real, e para esta tarefa foram contratados quatro pintores especialistas, um para cada parede.
 
Três pintores começaram imediatamente o trabalho, mesclando cores e criando desenhos magníficos, enquanto o pintor da quarta parede ficou sentado, tranquilo, sem mover um dedo. Ele era um pintor famoso por ser filho de um dos maiores artistas do reinado, e o rei estava apostando nos dons que ele havia herdado do pai. Porém, apesar das expectativas, ele ainda não havia demonstrando seus talentos.
 
- Por que você não começa a trabalhar? - perguntou um dos pintores - Se você não começar agora, não conseguirá concluir a tempo!
 
- Não se preocupe - respondeu o pintor preguiçoso - eu vou conseguir.
 
Após quase um mês de extenuante trabalho, os três pintores conseguiram concluir a pintura das três paredes, que ficaram belíssimas. No entanto, a quarta parede permanecia branca.
 
Um dia antes do prazo estipulado pelo rei para a inauguração do castelo, o quarto pintor chegou e preencheu a quarta parede com grandes espelhos que, ao refletirem as outras paredes, proporcionavam um belíssimo efeito. Ele sorriu, contente com sua enorme sabedoria. Havia feito o trabalho praticamente sem nenhum esforço.
 
Quando o rei entrou no castelo e observou o salão com suas lindas paredes, ficou tão feliz com o trabalho realizado pelos pintores que decidiu dar a eles uma recompensa imediata. Ele pediu para que seus serviçais lhe trouxessem três sacos repletos de moedas de ouro e joias. Ele então pediu para que os sacos fossem pendurados nas paredes pintadas, um em cada parede, e disse para os respectivos pintores que isto era uma apreciação pelo magnífico trabalho realizado por eles, e que cada um poderia pegar o saco pendurado em sua respectiva parede.
 
- E a minha recompensa? - perguntou o pintor preguiçoso, ao ver que não havia nada pendurado em sua parede.
 
- Sua recompensa é a maior de todas - respondeu o rei - são os três sacos de ouro e joias que estão também na sua parede, refletidos pelos espelhos…"
 
Assim também acontece em relação ao nosso estudo da Torá. Não importa se a pessoa é filho de alguém grande em Torá, não há nada garantido. Na Torá, se não há esforço, não há crescimento. Se não há constância, nunca chegaremos à grandeza espiritual. Se não há dedicação, não há recompensa verdadeira.

Nesta semana o Shabat coincide com a Festa de Shemini Atseret. Na verdade, esta é uma festa independente, já não associada à Sucá e aos Arbaat HaMinim, os símbolos de Sucót, mas que vem logo na sequência, como se fosse o "oitavo dia de Sucót". Neste dia (fora de Israel no dia seguinte) também comemoramos Simchat Torá, a alegria de completarmos o ciclo de leitura anual de toda a Torá, concluindo com a última Parashá, Vezot HaBerachá (literalmente "E está é a Berachá"), na qual Moshé, em suas últimas palavras, abençoa cada uma das Tribos de Israel.

A Parashá Vezot HaBerachá contém um versículo bem conhecido, justamente por ser o primeiro versículo de Torá que ensinamos aos nossos filhos quando eles aprendem a falar: "Torá Tsivá Lanu Moshé Morashá Kehilat Yaacov" (A Torá nos foi ordenada por Moshé, uma "Morashá" para a Congregação de Yaacov) (Devarim 33:4). Mas o que significa a palavra "Morashá", e o que Moshé estava nos ensinando?
 
"Morashá" é uma palavra bem característica, que não é fácil de ser traduzida. É significativamente diferente da palavra "Yerushá", que significa "herança". A conotação é que alguém tem menos propriedade em um objeto que lhe foi dado como "Morashá" do que em um item que lhe é dado como "Yerushá", conforme nos ensina o Talmud Yerushalmi (Baba Batra 8:2): "Em todos os lugares em que encontramos a palavra "Morashá", isso denota um enfraquecimento da ideia de herança".

Ao trazer este ensinamento, o Talmud Yerushalmi não cita inicialmente o versículo da nossa Parashá, e sim um versículo na Parashá Vaerá: "E Eu a darei (a Terra de Israel) a vocês como Morashá, Eu sou D'us" (Shemot 6:8). O Yerushalmi ressalta que as pessoas a quem essa "promessa" foi feita nunca chegaram a entrar na Terra de Israel. Praticamente toda a geração que saiu do Egito morreu no deserto. Então como a Torá pôde fazer a afirmação de que ela seria dada a eles como uma Morashá?

O Yerushalmi traz isso como uma prova da diferença sutil entre "Yerushá" e "Morashá". Se a Torá tivesse prometido Eretz Israel àqueles que saíram do Egito como uma "Yerushá", ela teria pertencido a eles sem nenhuma condição. No entanto, a Torá usou a forma mais "fraca", "Morashá", o que significa que não necessariamente seria deles, apenas de forma condicional. E, na verdade, nunca se tornou deles. A Terra de Israel só se tornou "deles" na medida em que a passaram para seus filhos, que a conquistaram. Na verdade, esta é a principal conotação da palavra "Morashá". A palavra implica em "algo que é seu", às vezes literalmente, mas às vezes apenas na medida em que passamos aos nossos filhos, mesmo sem nunca termos tomado posse.

Com este entendimento da sutileza do conceito de "Morashá", o Talmud Yerushalmi questiona essa explicação ao citar nosso versículo, sobre a Torá ser uma "Morashá para a Congregação de Yaacov". O Talmud Yerushalmi responde que, de fato, esse entendimento de "Morashá" também se aplica à transmissão da Torá. O que isto significa? Que a Torá não é uma "Yerushá". Só porque o pai de uma pessoa tinha muito conhecimento de Torá, isso não significa que seus filhos também terão obrigatoriamente conhecimento de Torá. Às vezes, a pessoa só tem a Torá como "Morashá". Isso significa que, se uma pessoa se esforça na Torá, se dedica para entendê-la, com constância, durante as horas necessárias para dominar seus conhecimentos, então a Torá realmente se torna dela. Mas não há garantias. A Torá não é uma "Yerushá", uma herança sem condições. Sem o esforço e as horas de estudo, a Torá será apenas algo que a pessoa pode potencialmente passar para a próxima geração, mas não a adquirirá.

Nossos sábios ensinam uma tradição baseada no versículo "As palavras que Eu coloquei na sua boca, não se apartará da tua boca, nem da boca dos teus descendentes, nem da boca dos descendentes dos teus descendentes, de agora para sempre" (Yeshayahu 59:21). O Talmud (Bava Metzia 85a) explica que se três gerações se comprometerem a estudar Torá, então a Torá nunca mais abandonará a família dessa pessoa. O Talmud resume essa ideia com a expressão "A Torá retorna ao seu anfitrião".

Porém, todos nós conhecemos pessoas que descendem de muitas gerações de grandes estudiosos da Torá, mas que são completos ignorantes em relação à Torá. Infelizmente, vemos centenas de judeus que se encaixam nessa categoria, com nomes de família de grandes e prestigiosos estudiosos da Torá, mas que nem mesmo sabem como é a letra "Alef". O que significa então "A Torá retorna ao seu anfitrião"?

Explica o Chofetz Chaim que a analogia do Talmud é muito precisa. A Torá é como um hóspede que procura a casa do seu anfitrião. Às vezes, um hóspede bate à porta de alguém. Porém, se ninguém atender à porta, o hóspede não entrará. "A Torá retorna ao seu anfitrião" significa que, se a Torá esteve em uma família por três gerações, a Torá virá "batendo à porta dessa família" nas gerações futuras. Mas ainda assim a geração mais jovem também deverá abrir a porta para o hóspede. O hóspede ainda precisa ser convidado por cada nova geração.

Infelizmente, nem sempre isso ocorre. Há batidas na porta de cada geração, há oportunidades, mas a porta nem sempre é aberta. A Torá não é uma "Yerushá", é apenas uma "Morashá". Enquanto a primeira é automática, a última requer esforço. Se uma pessoa não faz o esforço, sua relação com a Torá pode ser apenas que ele a passará para as gerações futuras.
 
É por isso que, quando terminamos a leitura anual da Torá, imediatamente a recomeçamos, demonstrando nosso amor por ela. Dançamos com o Sefer Torá, com muita alegria, mostrando que ela não é um fardo em nossas vidas, e sim um motivo de alegria. E este sentimento devemos levar para o ano todo, para os momentos do dia em que formos estudar, para que a Torá seja a grande alegria em nossas vidas. Assim, ela será transmitida às futuras gerações, mas também será nossa, pois estará em nossos corações. 

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

 R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp