quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

RECOMPENSA DAS MITZVÓT - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ MISHPATIM 5783

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Sr. Gabriel David ben Rachel
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PARASHÁ MISHPATIM



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MENSAGEM DA PARASHÁ MISHPATIM

 
ASSUNTOS DA PARASHÁ MISHPATIM
  • O Escravo judeu.
  • "Venda" da filha e a escrava judia.
  • Assassinato.
  • Agressão e injúria aos pais.
  • Morte de Escravos.
  • Penas por agressão física.
  • Morte causada por um animal.
  • Autodefesa.
  • Danos com animais.
  • Danos com fogo.
  • Os 4 tipos de Shomrim.
  • Sedução.
  • Práticas Ocultas.
  • Idolatria e Opressão.
  • Empréstimo de Dinheiro.
  • Aceitação da Autoridade.
  • Justiça.
  • Animais Perdidos.
  • Animal Caído.
  • Shalosh Regalim.
  • Promessas e Instruções.
  • A Terra.
  • Selando a Aliança.
  • Aceitação da Autoridade (Naasê Ve Nishmá).
  • Visão de D'us.
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RECOMPENSA DAS MITZVÓT - PARASHÁ MISHPATIM 5783 (17/fev/23)

"Shmuel era um ótimo pai e um marido muito presente. Todos os dias ele levava e buscava na escola seu filho de cinco anos, Shaul. Além disso, todos os dias ele ajudava sua esposa com os afazeres domésticos, ajudava Shaul a se trocar e dava comida para ele. Certo dia, quando Shmuel estava conversando com um de seus vizinhos, ele desabafou:

- Já não sei mais o que fazer. Acho que meu filho está doente. Ele não come nada! Eu fico horas tentando fazer com que ele abra a boca e coma, mas ele se recusa. Estou desesperado!

- Fique tranquilo - disse o vizinho - Eu já sei como resolver seu problema, não se preocupe. Na hora do jantar eu irei à sua casa.

No começo da noite, o vizinho veio visitar Shaul. Ele chegou com um embrulho lindo e disse:

- Shaul, tenho aqui um lindo presente. Porém, ele somente será seu se você comer tudo o que estiver no prato.

Shaul, ao ver aquele lindo embrulho, se empolgou. Para a surpresa de Shmuel, seu filho abria a boca para comer colheradas cheias, uma após a outra.
 
Após limpar o prato, o vizinho deu a Shaul o presente e foi falar com Shmuel, orgulhoso por sua incrível tática vitoriosa. Mas Shmuel não estava feliz. Com uma enorme tristeza estampada no rosto, ele disse:

- O que eu vi apenas confirma minhas preocupações com a saúde do meu filho. Se ele estivesse realmente saudável, comeria para satisfazer seu apetite, não porque estava ansioso para ganhar um presente..."

Assim também acontece conosco. Da mesma forma que a comida é o alimento do corpo, a Torá e as Mitzvót são o alimento da alma. E da mesma forma que sentimos fome quando nosso corpo precisa de alimento, também deveríamos naturalmente sentir "fome" de alimentar a nossa alma. Portanto, aquele que cumpre as Mitzvót apenas pensando na recompensa que receberá demonstra que não está espiritualmente saudável.

Na Parashá desta semana, Mishpatim (literalmente "Leis"), a Torá traz muitas leis, em especial "Bein Adam Lehaveiro" (entre a pessoa e seu companheiro), que nos ajudam a viver com justiça e harmonia. Mas por que estas leis vêm logo depois da entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, que lemos no final da Parashá da semana passada? Poderíamos pensar que estas leis "Bein Adam Lehaveiro" foram criadas por Moshé ou por sábios do povo que, com as melhores intenções, queriam garantir uma convivência pacífica e harmônica do povo. Porém, seriam apenas leis civis, limitadas, feitas por seres humanos. A proximidade dos assuntos nos ensina que, da mesma forma que os Dez Mandamentos foram entregues por D'us no Monte Sinai, assim também todas estas leis "Bein Adam Lehaveiro" vieram do Monte Sinai. Assuntos como pagamento de danos, empréstimo de dinheiro, devolução de objetos perdidos, entre outros, são ensinamentos Divinos, não humanos e, portanto, há uma enorme perfeição em cada um deles, muito acima da lógica humana.

Por exemplo, um dos assuntos "Bein Adam Lehaveiro" trazidos nesta Parashá é o conceito de "Shomer". Um "Shomer" é alguém que cuida de um objeto que pertence a outra pessoa. Mas por que é necessário leis para isso? Pois quando uma pessoa assume a tarefa de cuidar de um objeto que pertence ao seu companheiro, automaticamente ela torna-se responsável por este objeto e responde perante a lei por consequências negativas que possam ocorrer. É extremamente importante ter esta claridade pois, quando falamos de um objeto, pode ser desde algo muito simples e barato, como uma caneta Bic, até algo extremamente caro, como uma Ferrari. Portanto, caso o "Shomer" seja negligente, ou até mesmo menos cuidadoso do que deveria ser, ele precisará ressarcir ao dono os eventuais danos causados ao objeto, como perda, furto, roubo ou quebra.

Para entendermos o quanto isso é algo frequente em nossas vidas, quando uma pessoa pede para guardarmos um objeto enquanto ela vai resolver algo e nós aceitamos fazer esta gentileza, durante o tempo de ausência do dono nos tornamos "Shomrim" e, portanto, legalmente responsáveis por aquele objeto. Recentemente o dono de uma rara Lamborghini emprestou seu carro para que fosse feito um vídeo de um canal do Youtube. O piloto que pediu o carro emprestado acabou batendo a Lamborghini, causando um prejuízo de quase trezentos e cinquenta mil reais. O dono ameaçou processar o piloto, e ele acabou pagando o prejuízo, conforme seria o veredicto de acordo com a Torá.

Os "Shomrim" se dividem em quatro categorias: "Shomer Chinam" (alguém que guarda um objeto sem receber nenhum pagamento por isso), "Shomer Sachar" (alguém que guarda um objeto, mas recebe um pagamento por isso), "Socher" (alguém que aluga, ou seja, a pessoa paga para ter proveito do objeto) e "Shoel" (alguém que pega algo emprestado, isto é, a pessoa não paga nada pelo benefício do objeto).

Porém, além do conceito físico, há também uma implicação espiritual neste conceito. De uma maneira geral, todos nós somos "Shomrim", pois estamos em um mundo que pertence a D'us, e é nosso dever cuidar dele. Mas como fazemos isso? Quando Adam foi colocado no Gan Éden, recebeu o comando de "trabalhar e cuidar do Jardim". Poderíamos pensar que o versículo se refere a atos de jardinagem, mas nossos sábios explicam que se refere ao estudo da Torá e ao cumprimento de Mitzvót, pois no Gan Éden não era necessário trabalhar a terra. Através do estudo da Torá e do comprimento das Mitzvót, estamos cuidando do mundo que D'us criou.

Baseado neste conceito, o Rav Yeshaia Halevi Horovitz zt"l (República Checa, 1555 - Israel, 1630), mais conhecido como "Shla Hakadosh", explica que os quatro "Shomrim" simbolizam quatro formas diferentes de servir a D'us. O nível mais elevado é o "Shomer Chinam", pois ele se propõe a guardar o objeto sem pedir nada em troca, apenas para agradar o dono. Isso se compara a uma pessoa que serve D'us com total dedicação, cumprindo as Mitzvót com o único objetivo de cumprir Sua vontade, sem esperar nenhuma recompensa em troca. O Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204) define esta pessoa como sendo um "Oved Meahava", isto é, uma pessoa que serve D'us por amor.

O segundo nível é o "Shomer Sachar". Neste caso, a pessoa também se dedica ao máximo para cuidar e guardar o objeto do dono. Porém, ela espera algum pagamento em troca. Este nível se compara à pessoa que estuda Torá e cumpre as Mitzvót com toda a dedicação e fervor, mas esperando receber uma recompensa em troca.

O terceiro nível é o "Socher", aquela pessoa cujo principal objetivo é ter proveito do objeto. Porém, para isso ela deve pagar para o dono. Isso se compara à pessoa cuja vontade principal é aproveitar os prazeres deste mundo. Porém, como ela sabe que é D'us que provê tudo, então ela estuda Torá e cumpre as Mitzvót como forma de "pagar" a D'us por todo o bem que Ele lhe dá.

O quarto nível é o "Shoel", a pessoa que apenas aproveita do objeto e nem sequer sente necessidade de pagar. Isso se compara a uma pessoa que quer apenas aproveitar este mundo, e não sente sequer a necessidade de "pagar" por isso. Porém, há um detalhe interessante que chama a atenção. Vemos que o "Shoel", apesar do seu comportamento, está incluído dentro do grupo dos "Shomrim". Isso significa que não se trata de um perverso, alguém que apenas busca prazeres na vida e não cumpre suas obrigações. Trata-se certamente de alguém que cumpre Torá e Mitzvót. Porém, ele não sente ligação entre o seu cumprimento de Torá e Mitzvót com as Berachót que D'us lhe dá. Ele acredita que todas as Berachót que tem na vida vêm pelo seu esforço e pelo seu próprio merecimento. Por isso ele não sente que tem absolutamente nenhuma obrigação de "pagar".

Quando nascemos, somos egoístas, só pensamos em receber, em aproveitar. Como o bebê, que acorda de madrugada com fome e não se importa de acordar seus pais para atender seus desejos, e não sabe sequer agradecer. Porém, nosso trabalho neste mundo é subirmos aos poucos de categoria, aprendendo a dar valor para tudo o que recebemos, em especial de D'us, e aprendendo sobre as nossas obrigações e responsabilidades. Uma criança nasce como um "Shoel", que quer apenas receber e não se importa com suas obrigações e responsabilidades. Conforme vamos crescendo, devemos mudar nosso comportamento, até um dia chegarmos ao nível de um "Shomer Chinam", aquele que pensa nas suas obrigações sem pensar nos seus direitos.

Além da nossa obrigação de cuidar deste mundo, pois ele não é nosso, cada um de nós também é um "Shomer" da sua Neshamá, a alma que D'us nos deu, que é uma parte Dele. Devemos cuidar dela, não apenas para não contaminá-la com as coisas negativas deste mundo, mas também para elevá-la diariamente, através do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, para coloca-lá em um nível ainda mais elevado do que estava quando desceu ao mundo. Nossos sábios ensinam um interessante conceito: "Yeridá Letzorech Aliá". Literalmente isso significa "uma descida para uma necessidade de elevação". É o que fazemos, por exemplo, nas férias, quando diminuímos um pouco o nosso ritmo de estudo de Torá para descansarmos o corpo e a cabeça, mas com o único intuito de voltarmos com mais energia e estudarmos ainda melhor. Porém, podemos aplicar este conceito à nossa alma. A descida da alma para este mundo é, na realidade, para uma necessidade de elevação, para que possamos sair deste mundo, através da Torá e das Mitzvót, com ela ainda mais elevada do que entrou.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

INTERNALIZANDO AS MENSAGENS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ YITRÓ 5783

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PARASHÁ YITRÓ



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MENSAGEM DA PARASHÁ YITRÓ

 
ASSUNTOS DA PARASHÁ YITRÓ
  • A chegada de Yitró
  • O Conselho de Yitró
  • Requerimento para a liderança
  • Chegada ao Monte Sinai
  • Preparação para receber a Torá
  • A revelação de D'us
  • Os Dez Mandamentos:
          1º Mandamento: Eu sou D'us;
          2º Mandamento: Não terá outros deuses;          
          3º Mandamento: Não falar o nome de D'us em vão;
          4º Mandamento: Guardar o Shabat;               
          5º Mandamento: Honrar pai e mãe;
          6º Mandamento: Não matarás;
          7º Mandamento: Não cometer adultério;
          8º Mandamento: Não roubar (não sequestrar);
          9º Mandamento: Não dar falso testemunho;
          10º Mandamento: Não cobiçar.
  • Leis sobre a construção de um Altar.
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INTERNALIZANDO AS MENSAGENS - PARASHÁ YITRÓ 5783 (10/fev/23)
 
"Um fotógrafo com muitos anos de experiência conseguiu, através de alguns contatos, a exclusividade de ser o único a fazer a cobertura fotográfica da Guerra dos Seis Dias no front de batalha. Ele estava muito contente, pois seria o único a tirar fotos e, em um campo de batalha, este é o sonho de qualquer bom fotógrafo.
 
Porém, ele não passou por momentos fáceis. Ao tirar fotos, muitas vezes ele teve que se expor. Ao escutar tiros, tinha que se deitar no chão. Ao escutar sirenes, tinha pouco tempo para correr até um Bunker para se proteger. Tudo acontecia à sua volta, em uma guerra muito difícil, mas, ao mesmo tempo, milagrosa. A dificuldade era tanta que o fotógrafo chegou a pensar se tudo aquilo estava valendo a pena, já que ele não sabia nem mesmo se conseguiria sair de lá vivo.
 
Porém, ele sobreviveu. E, no final da guerra, tinha um verdadeiro tesouro nas mãos. Aquelas fotos valiam milhões. Ele poderia negociar e vender para todos os meios de comunicação do mundo. Não somente ele conseguiria casar os seus filhos, mas também conseguiria casar até mesmo os seus netos com o lucro daquelas valiosas fotos.
 
Quando ele voltou para casa, com um enorme sorriso no rosto, a primeira coisa que fez foi correr ao laboratório para revelar e ampliar as fotos. Porém, ao chegar lá, ele quase desmaiou, ao descobrir que havia esquecido o principal. Apesar de ser um fotógrafo experiente, por causa da enorme pressão, ele havia se esquecido de checar se sua máquina estava com filme! Que tristeza descobrir que foram apenas um monte de flashes. De todas aquelas incríveis imagens, não havia sobrado absolutamente nada."
 
O mesmo se aplica em nossas vidas. Se nós não temos um "filme" para guardar o que ocorre, nossa vida se transforma em apenas flashes e, no final, não sobra nada. Qual é o "filme" que nós temos? O nosso coração. Quem assiste o que acontece à sua volta, mas não tem coração, não tem emoções, não transforma a inspiração em ação, permite que tudo acabe se transformando apenas em flashes. Quando presenciamos algo grandioso, assistimos um Shiur empolgante ou ouvimos uma história inspiradora, isso nos traz imediatamente uma boa influência. Porém, imediatamente precisamos usar o nosso coração e transformar este sentimento em algum tipo de ação imediata, para que aquela impressão fique guardada de forma definitiva.

Nesta semana lemos a Parashá Yitró, que nos conta sobre o reencontro de Moshé com seu sogro, Yitró. A Parashá também nos conta sobre o conselho que Yitró deu para Moshé, para facilitar o julgamento do povo. Finalmente, a Parashá nos ensina os Dez Mandamentos, que D'us transmitiu para os judeus no Monte Sinai, a maior revelação de D'us em toda a história, diante do povo inteiro.
 
Por que Moshé e Yitró tinham se separado? Quando Moshé precisou fugir do Egito, após ter matado um egípcio para salvar a vida de um judeu que estava sendo golpeado, ele se refugiou em Midian, onde conheceu sua esposa Tsipora, filha de Yitró, um sacerdote de idolatrias. Quando D'us se revelou a Moshé e pediu para que ele fosse ao Egito salvar o povo judeu, Moshé inicialmente levou sua esposa e seus filhos. Porém, quando Moshé se encontrou com seu irmão Aharon no deserto, Aharon questionou por que ele estava trazendo sua esposa e seus filhos pequenos para um lugar tão perigoso como o Egito, em uma missão de alto risco. Moshé concordou com Aharon e mandou sua esposa e seus filhos de volta para a casa de Yitró, em Midian, onde poderiam aguardar o desenrolar dos acontecimentos em total segurança.
 
E assim começa a nossa Parashá: "E Yitró, o sacerdote de Midian, o sogro de Moshé, escutou tudo que D'us fez para Moshé e para Israel, Seu povo, que D'us tirou Israel do Egito" (Shemot 18:1). Nossos sábios ensinam que o nome original de Yitró era "Yeter", e que quando ele se aproximou das "Asas da Shechiná (Presença de D'us)", após abandonar as idolatrias e se conectar com a Torá e com as Mitzvót, uma letra foi adicionada ao seu nome, passando a se chamar Yitró. Nossos sábios também ressaltam a contribuição de Yitró na história da humanidade, já que uma parte da Torá foi adicionada pelo seu mérito, quando ele deu o conselho a Moshé de nomear juízes para ajudá-lo a legislar sobre o povo, sem que ficasse tão cansativo e pesado.
 
Yitró foi um dos mais famosos convertidos da história, principalmente pela enorme força espiritual que ele conseguiu desenvolver, já que antes de sua conversão ele não era apenas um "idólatra normal", e sim um "idólatra profissional". O nome Yitró, portanto, foi um grande título de honra para alguém que subiu das profundezas às alturas.
 
No entanto, é estranho que, logo no primeiro versículo da Parashá, a Torá identifica Yitró como o "sacerdote de Midian". Isto fazia parte do passado indigno dele, pois agora ele era uma nova pessoa, conectada com D'us e com as Mitzvót. Então por que a Torá insiste em identificá-lo com sua antiga e vergonhosa profissão, de sacerdote de idolatria?
 
O Rav Moshé Alshich zt"l (Império Otomano, 1508 - Israel, 1593) nos diz que a Torá quer transmitir o quão longe chegou Yitró e qual era o segredo do seu sucesso. O versículo nos conta este segredo em uma única palavra: "Vaishmá" (e escutou). Yitró era uma pessoa que estava disposta a escutar e aprender, e, por isso, conseguiu deixar de ser um sacerdote dos idolatrias para se tornar alguém que "adicionou uma parte na Torá". O segredo do sucesso é, portanto, aprender a escutar, estar disposto a aceitar, estar aberto a mudanças e a críticas, ser humilde para assumir seus erros e não ser um "sabe tudo".
 
Poderíamos pensar que saber escutar não é algo assim tão difícil. Entretanto, nossos sábios ensinam que na prática é bem difícil escutar. O que Yitró escutou, que fez com que ele viesse a se juntar ao povo judeu? Rashi explica que ele escutou sobre a abertura do Mar Vermelho e sobre a guerra com Amalek. Porém, o Midrash conta que todas as águas do mundo se abriram enquanto as águas do Mar Vermelho estavam abertas. Além disso, as águas do Mar Vermelho formaram uma parede, permitindo a passagem do povo judeu. As águas foram se acumulando, até atingirem uma altura de muitos quilômetros. Isto significa que o mundo inteiro também ouviu sobre estes eventos. Porém, apesar disso, não houve uma conversão em massa.
 
O Rav Eliyahu Lopian diz que isto é exatamente o que nossos sábios querem nos transmitir. Yitró ouviu exatamente o que todos ouviram. A diferença foi que ele "escutou". Yitró era uma pessoa honesta, e o que ele mais estava procurando era a verdade. E foi exatamente isso que fez a diferença. Ele buscava a verdade intensamente. Ele chegou a tentar todos os tipos de idolatrias do mundo, mas não encontrava preenchimento, pois não havia plenitude nelas. No entanto, ele continuou procurando a verdade, escutando, aprendendo. Esta foi a chave do seu sucesso, que o levou de sacerdote de Midian a tornar-se Yitró.
 
Mas de onde veio esta força descomunal de Yitró, para sair de um extremo ao outro? Ensina o Talmud (Tamid 32a): "Quem é sábio? Aquele que enxerga o que está por vir". O verdadeiro sábio consegue enxergar além do que está à sua frente, e isso ocorre pois ele sabe escutar. Mas qual é a relação entre ver e escutar?
 
Na Parashat Beshalach está escrito que D'us se revelou para o povo judeu na saída do Egito de forma completa. Rashi (França, 1040 - 1105)
 cita que até mesmo uma simples serva atingiu um nível de profecia maior que o do profeta Yechezkel, um dos maiores profetas da história do povo judeu. Mas o que isto significa? O Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936), explica que, na verdade, todo milagre tem um único objetivo: mostrar a "face" de D'us. O milagre por si só não é importante, e ele tem sentido apenas se a pessoa consegue enxergar D'us por trás do milagre, pois apenas desta maneira ela entendeu a mensagem. E essa é a explicação de que uma simples serva teve um revelação profética na Abertura do Mar, maior do que a profecia de Yechezkel, pois ela enxergou a revelação Divina que estava por trás do enorme milagre.
 
O mesmo se aplica quando D'us está falando conosco. Na verdade, D'us fala conosco o tempo todo. Todo acontecimento em nossa vida é D'us se comunicando. Quando paramos e observamos tudo o que ocorre, conseguimos escutar as mensagens de D'us. Um exemplo disso é quando alguém se salva de algum perigo. Aquela pessoa que quase bateu o carro, mas conseguiu frear na hora, pensa "Foi por pouco!". Na verdade, a Supervisão Divina se revelou e disse: "Eu te salvei na hora certa!"
 
E assim ocorre todos os dias, seja nos tropeços, nas dificuldades, nas alegrias ou nas conquistas, tudo carrega uma mensagem de D'us. Basta escutarmos para que possamos ver. Basta vermos para que possamos escutar. Assim ocorreu na entrega da Torá, o povo escutou e viu, ao mesmo tempo, os Mandamentos Divinos. Quando escutamos as mensagens Divinas, "enxergamos" o Criador.
 
Yitró era um idólatra, mas não por comodismo. Ele buscava a verdade, ele queria enxergar. Foi por isso que, quando D'us se revelou, ele escutou e enxergou. Ele estava buscando, ele queria de verdade. Se nós também quisermos viver de forma verdadeira, precisamos colocar o "filme" na nossa máquina fotográfica. Ao ver algo acontecendo, ao nos sentirmos inspirados, devemos tomar atitudes, fazer acontecer, para que, quando sairmos desse mundo, termos muitas lindas "fotografias" para levar.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
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