sexta-feira, 25 de março de 2022

O VALOR INESTIMÁVEL DE CADA UM - SHABAT SHALOM M@IL = PARASHÁ SHEMINI 5782

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHÁ SHEMINI



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VÍDEO DA PARASHÁ SHEMINI
SHIUR COMPLETO DA PARASHÁ SHEMINI
ASSUNTOS DA PARASHÁ SHEMINI
  • O Oitavo Dia - Inauguração do Mishkan.
  • Consagração dos Cohanim.
  • A Presença de D'us desce sobre o Mishkan.
  • A morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • Advertência contra embriaguez no Serviço Divino.
  • Completando o Serviço de inauguração.
  • Discussão entre Moshé e Aharon e humildade de Moshé.
  • Leis alimentares (Kashrut): Animais, Peixes, Pássaros e Insetos.
BS"D

O VALOR INESTIMÁVEL DE CADA UM - PARASHÁ SHEMINI 5782 (25/Mar/22)

 
"Apxsar dxstx txclado sxr dx um modxlo antigo, xlx funciona muito bxm, xxcxto por uma txcla. Vocx podx achar qux, com todas as outras txclas funcionando bxm, sx apxnas uma não funcionar, isso dificilmxntx sxria notado. Mas apxnas uma txcla funcionando mal podx arruinar todo o nosso xsforço.
 
Alguma vxz vocx podx já txr dito para si mxsmo: "Xu sou apxnas uma pxssoa normal. Ninguxm vai notar sx xu não fizxr o mxu mxlhor. Mas isso faz difxrxnça, porqux o bom funcionamxnto dx uma nação, dx uma organização, dx um nxgócio x atx dx uma família prxcisa da complxta participação dx todos para sxr alcançado.
 
Xntão, sx vocx xstá txndo um daquxlxs dias, quando vocx pxnsa qux simplxsmxntx não x muito importantx x vocx xstivxr pxnsando xm dxsistir, lxmbrx-sx dxstx vxlho txclado. Vocx x uma pxssoa-chavx, x quando vocx não faz o sxu mxlhor, nada mais xm torno dx vocx rxndx o qux xra xspxrado".
 
Uma das maiores doenças que aflige a humanidade atualmente é a depressão. Por que? Pois as pessoas acham que não representam nada no mundo, são apenas "mais um tijolo no muro". Porém, se uma única letra faz tanta diferença em um texto, imagine a falta que cada pessoa, criada à imagem e semelhança de D'us, com um objetivo único e especial, faz ao mundo inteiro. Alguém que entende sua verdadeira importância certamente nunca vai se sentir inferior.

Nesta semana lemos a Parashá Shemini, que significa literalmente "Oitavo". Por que a Parashá recebe este nome? Pois após o Mishkan ter sido finalmente terminado, ele foi inaugurado. Mas esta inauguração não durou um único dia. Durante os sete primeiros dias, a partir do dia 23 do mês de Adar, D'us ordenou a Moshé que pessoalmente erguesse diariamente o Mishkan, fizesse todos Serviços como se fosse o Cohen Gadol e o desmontasse. Somente no oitavo dia, no Rosh Chodesh Nissan, os Cohanim foram consagrados e, a partir daquele dia, seriam os únicos que poderiam fazer os Serviços sagrados. A Parashá conta sobre os Serviços justamente neste oitavo dia de inauguração.
 
O número sete represente o mundo material, enquanto o número oito representa o transcendental, estar acima da natureza. Esta seria a nova realidade do povo judeu através do Mishkan, uma conexão direta com D'us, uma forma de a nossa espiritualidade se tornar um pouco mais palpável e perceptível no cotidiano.
 
A Parashá começa trazendo um detalhe que chama a atenção. Durante a inauguração do Mishkan, foi requerido que Aharon HaCohen e o povo judeu trouxessem diferentes tipos de Korbanót. Entre eles haviam "Korbanót Olá" (sacrifícios de elevação), que eram completamente queimados sobre o Mizbeach, e "Korbanót Chatat" (sacrifícios de culpa), para expiar erros cometidos. Como Korban Chatat, Aharon foi ordenado a trazer um bezerro, enquanto o povo judeu foi ordenado a trazer um cabrito. Mas por que justamente estes animais? Além disso, o Midrash nos ensina que Aharon e o povo judeu tinham contas a prestar com D'us por causa das transgressões cometidas no começo e no final. O que significam estas palavras do Midrash?
 
Explicam os nossos sábios que a linguagem "transgressões do começo" se refere à venda de Yossef. Os irmãos de Yossef sentiam muita inveja dele, por causa do tratamento diferenciado que seu pai, Yaacov, dava para ele. O auge do ciúme ocorreu quando Yaacov deu a Yossef uma túnica de lã fina. Por causa deste sentimento negativo, os irmãos acabaram desviando o julgamento de Yossef e o consideraram um criminoso perigoso, um potencial ladrão de primogenitura, que merecia pena de morte. No final, decidiram não derramar seu sangue, mas quiseram anular seus supostos planos malvados vendendo-o como escravo para o Egito. Para convencer o pai de que eles eram inocentes em relação ao desaparecimento de Yossef, eles rasgaram e mergulharam sua túnica no sangue de um cabrito, para simular que Yossef havia sido devorado por um animal feroz. É por isso que um cabrito foi trazido como expiação desta transgressão.
 
Já a linguagem "transgressões do final" se refere à terrível transgressão do Bezerro de Ouro. O povo judeu, desesperado com a demora de Moshé em descer do Monte Sinai, construiu um bezerro feito de ouro, deixando D'us furioso, a ponto de querer destruir todo o povo judeu. O Bezerro de Ouro era a materialização da falta de confiança do povo judeu em D'us e a falta da percepção de que cada judeu poderia se conectar com D'us diretamente, sem a necessidade de intermediários. É por isso que um bezerro era trazido como expiação desta transgressão.
 
Porém, deste Midrash surge uma grande pergunta. Podemos entender por que o povo judeu tinha que fazer um conserto em relação à transgressão do Bezerro de Ouro durante a inauguração do Mishkan, pois o Bezerro de Ouro, criado para ser um intermediário entre o povo judeu e D'us, era como uma idolatria, uma afronta direta à D'us, e fez com que a Presença Divina se afastasse. Portanto, o momento da inauguração do Mishkan, o local onde residiria a Presença de D'us, isto é, que traria a Presença Divina de volta para o mundo, era o momento adequado para que o conserto do relacionamento do povo judeu com D'us fosse feito. No entanto, qual é a conexão entre a venda de Yossef e a inauguração do Mishkan? Já que era uma transgressão cometida há tanto tempo, por que tinha que ser "consertada" justamente no momento da inauguração do Mishkan? E qual é a mensagem transmitida para nós?
 
Explica o Rav Issocher Frand que a transgressão da venda de Yossef estava embasada no sentimento de inveja. Os irmãos não conseguiram suportar o fato de Yaacov ter dado a Yossef um tratamento diferenciado. Mas por que este ciúme consumia tanto os irmãos de Yossef, grandes Tzadikim, que foram os fundadores das 12 Tribos de Israel? Eles fizeram um cálculo completamente equivocado. Se Yossef era tão especial, a ponto de merecer um tratamento diferenciado e até mesmo uma roupa fina, então isso significava que eles não eram especiais. Incapazes de viver com essa ideia, eles bolaram um plano contra Yossef, que culminou em sua venda como escravo.
 
Qual foi o grande erro dos irmãos de Yossef? O fato de alguém ser especial e receber um tratamento diferenciado não quer dizer que você também não é único especial. As pessoas são diferentes, e têm funções diferentes no mundo, mas ninguém é melhor do que ninguém. O sentimento dos irmãos de Yossef era completamente equivocado. Yossef realmente teve um papel de destaque, se transformando no vice-rei do Egito e salvando sua família da fome que também assolou a Terra de Israel. Porém, os irmãos também deram uma contribuição única e especial, pois cada um deles deu origem a uma das 12 Tribos de Israel, que foram as fundações do povo judeu.
 
Mas por que isso precisava ser lembrado e "consertado" justamente na inauguração do Mishkan? Pois a inauguração do Mishkan tinha o potencial de despertar novamente os sentimentos negativos da inveja e do ciúme. O que estava acontecendo quando o Mishkan estava sendo inaugurado? Uma única família foi escolhida para assumir o sacerdócio. A família de Aharon, irmão de Moshé, realizaria todos os Serviços sagrados, vestiria uma roupa especial dos Cohanim, roupas finas, com ouro, pedras preciosas e tecidos caros, além de receber presentes especiais do resto do povo, como partes dos Korbanót, a primeira tosquia das ovelhas e as primícias das frutas. Era um tratamento muito diferenciado, diferente do que era experimentado pelo resto do povo.
 
Por todas estas diferenças, os Cohanim seriam, portanto, um alvo fácil para os invejosos. E esta inveja poderia levar a atos de desprezo ou outras consequências até piores, como aconteceu no caso de Yossef. A inveja é a porta de entrada do ódio gratuito e do Lashon Hará. Portanto, a inauguração do Mishkan foi o momento ideal para lembrar que no judaísmo há regras. Há regras para os Cohanim, para os Leviim e para os Israelim. Há regras para os homens e para as mulheres. Ninguém é melhor do que ninguém, cada pessoa tem o seu papel e sua função únicos no mundo. O fato de os Cohanim receberem roupas honrosas e um papel de destaque não fazia deles pessoas melhores do que o resto do povo. Uma pessoa ser especial não faz com que as outras não sejam, pois aos olhos de D'us cada ser humano é único e insubstituível. Portanto, a inauguração do Mishkan foi um momento apropriado para expiar a transgressão da venda de Yossef, pois era um lembrete ao povo do grande perigo de se deixar levar pelo ciúme e inveja.
 
Assim também funciona a nossa vida. Nem todos são iguais, nem todos possuem as mesmas forças. Nem todos vão ter as mesmas funções e responsabilidades. Nem todos vão receber os mesmos benefícios e privilégios. Porém, todos devem estar contentes com o papel que lhes foi atribuído por D'us. Se estamos neste mundo, isso significa que o mundo precisa de nós. Se tivermos essa claridade, não sentiremos inveja de ninguém.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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sexta-feira, 18 de março de 2022

AGRADECENDO PELAS DIFICULDADES? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TSAV 5782

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VÍDEO DE PURIM
ASSUNTOS DA PARASHÁ TSAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
BS"D

AGRADECENDO PELAS DIFICULDADES? - PARASHÁ TSAV 5782 (18/março/22)

 
O Ramban zt"l (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) tinha um aluno que era muito promissor no estudo da Torá. Desde muito cedo ele já dava sinais de que poderia ser um dos grandes de Torá da geração. Porém, repentinamente este jovem adoeceu e sua vida ficou em risco. O Ramban foi visitá-lo, muito preocupado, e percebeu que o fim da vida dele infelizmente estava próximo. O Ramban se aproximou de seu aluno e disse:
 
- Escute bem, meu filho, o que eu vou te ordenar. Saiba que no mundo celestial há um salão elevado, onde ficam as cadeiras do julgamento, e onde a Presença Divina paira, influenciando os julgamentos. Vou te dar um talismã, e com este talismã todos os portões dos salões celestiais se abrirão para você, até você conseguir chegar a este salão elevado. Eu quero que você vá até lá e faça algumas perguntas muito difíceis que eu tenho em relação a assuntos do povo judeu.
 
O Ramban deu uma lista de perguntas por escrito ao aluno e pediu para que ele, assim que conseguisse chegar a este salão elevado, viesse através de um sonho trazer para ele todas as respostas que escutasse lá. E assim aconteceu, em pouco tempo o jovem aluno realmente faleceu, de forma muito precoce. Algum tempo depois, quando o Ramban estava sentado ao lado da janela de sua casa, imerso em seus estudos de Torá, ele viu uma imagem de seu aluno falecido se formando diante dos seus olhos. O aluno disse para ele:
 
- Saiba, Rav, que em todos os lugares celestiais onde eu mostrava o talismã que você me deu, todos os portões eram abertos e eu tinha permissão de entrar e subir. E assim foi, de subida em subida, até que eu cheguei ao salão elevado que o Rav mencionou para mim. Porém, quando fui fazer as difíceis perguntas que o Rav havia preparado, percebi que nos mundos elevados já não havia mais nenhum questionamento, pois como é o mundo da verdade, tudo já estava respondido.

Nesta semana lemos a Parashá Tsav (literalmente "Ordene"), que continua descrevendo muitos detalhes em relação à oferenda de Korbanót no Mishkan e alguns outros Serviços espirituais que eram diariamente realizados pelos Cohanim. Mas um dos Korbanót que chama muito a nossa atenção é o Korban Todá, que literalmente significa "A oferenda do agradecimento". Quando este Korban era oferecido? Em quatro situações específicas, nas quais a pessoa havia passado por um grande risco de vida, mas percebeu a Mão de D'us em sua salvação: ao ser libertado do cativeiro, ao se curar de uma doença grave, ao atravessar o oceano e ao atravessar o deserto. Estas quatro situações causam riscos iminentes de morte e, portanto, a pessoa agradecia a D'us por ter permanecido vivo, apesar dos grandes perigos.
 
Explica o Rav Avraham Shmuel Binyamin Sofer zt"l (Hungria, 1815 - 1871), mais conhecido como Ktav Sofer, que quando alguém passa por uma grande dificuldade ou perigo, a ponto de sua salvação poder ser considerada milagrosa, o normal é agradecer apenas pelo milagre ocorrido e pela salvação do sofrimento. E, aparentemente, isso parece ser racionalmente correto, pois ninguém costuma agradecer pelos sofrimentos e dificuldades.
 
Porém, o Midrash traz um interessante versículo de David HaMelech: "Aquele que oferece um Korban Todá Me traz honra, e Eu prepararei o caminho, Eu lhe mostrarei a salvação de D'us" (Tehilim 50:23). O Midrash então questiona que o termo "Me traz honra", em hebraico, deveria ser "Iechabedani", porém neste versículo está escrito "Iechabedaneni", isto é, ao invés de apenas uma letra "Nun", o versículo está escrito com duas letras "Nun". Por que? Para nos ensinar que, ao agradecermos com o Korban Todá, estamos dando a D'us honra sobre honra. Mas como entender estas palavras do Midrash?
 
O Ktav Sofer explica que devemos agradecer a D'us pela salvação, mas que também devemos agradecê-Lo pela dificuldade, pois nos ensinou o grande Rabi Akiva: "Tudo o que D'us faz, faz para o nosso bem". Portanto, se houve um sofrimento e uma salvação, isto quer dizer que o próprio sofrimento também era algo bom. Mas como podemos agradecer por um sofrimento? Onde pode estar a bondade em uma dificuldade que passamos na vida?
 
Existem algumas formas de enxergar as bondades por trás das dificuldades. Por exemplo, um sofrimento pode ser a forma que D'us utiliza para nos despertar e nos ajudar a consertarmos os nossos atos, como um pai que dá um tapa em seu filho para que ele perceba que está fazendo algo errado. Outras vezes as dificuldades são apenas um caminho para que venha para a pessoa uma bondade muito maior. É por isso que os nossos sábios explicam que da mesma forma que devemos abençoar com alegria algo bom que aconteceu em nossa vida, assim também devemos agradecer algo ruim que nos aconteceu, pois há alguma bondade escondida.

Mas será que algum ser humano consegue viver desta maneira? Sim, muitas pessoas se trabalharam para ver a vida desta maneira. Por exemplo, David Hamelech nos deixou por escrito a certeza de que, apesar de todos os sofrimentos e dificuldades pelos quais ele passou, era assim que ele vivia a vida: "Eu Te agradecerei porque Você me respondeu, e Você foi minha salvação" (Tehilim 118:21). Nossos sábios explicam que a linguagem "Anitani" pode significar "Me respondeu", mas também pode significar "Me castigou com sofrimentos". Portanto, David Hamelech agradecia não apenas pela salvação, mas também pelas dificuldades que D'us mandava. David Hamelech também dizia: "Eu abençoarei a D'us em todos os momentos" (Tehilim 34:2). O que significa "todos os momentos"? Nos momentos bons e também nas dificuldades. David Hamelech conseguia ter a Emuná tão completa, a ponto de agradecer a D'us pelas salvações e bons momentos, mas também pelas dificuldades.
 
Quando nossos sábios ensinam que devemos agradecer por algo ruim como agradecemos com alegria pelas coisas boas, não quer dizer que devemos dar uma festa quando passamos por um sofrimento, e sim que devemos receber os sofrimentos com amor, serenidade e tranquilidade, pois precisamos colocar no coração a certeza de que tudo o que D'us faz é para o bem, e somos nós que temos uma visão limitada dos acontecimentos.
 
Portanto, esta é a resposta do nosso questionamento inicial, sobre a linguagem "Iechabedaneni", relacionada com o Korban Todá e escrita com duas letras "Nun". Aquele que oferecia o Korban Todá não deveria agradecer apenas pela salvação, mas também pela dificuldade ou sofrimento que veio antes. É por isso que a palavra "Me traz honra" está escrito com duas letras "Nun", para aprendermos que o agradecimento deve ser duplo, pela salvação e pelo problema também, honra sobre honra, pois tudo o que D'us faz é para o nosso bem.
 
Desta maneira também podemos entender as palavras na continuação do versículo "e Eu prepararei o caminho, Eu lhe mostrarei a salvação de D'us". Mesmo que possamos acreditar que tudo o que D'us faz é para o nosso bem, como não temos o dom da profecia, não conseguimos saber no momento do sofrimento qual é a bondade que florescerá dele. Porém, aquele que confia em D'us com o coração pleno, com a certeza de que os sofrimentos também veem para o nosso bem, ao ponto de até mesmo agradecer por eles, então D'us abrirá seus olhos e seu coração entenderá como surgirá a bondade verdadeira de dentro daquele acontecimento ruim ilusório. Desta maneira, quando a pessoa honra D'us mesmo através de algo que, pela sua visão limitada, parecia ser algo ruim, a pessoa pavimenta o caminho para que D'us mostre para ela em sua salvação que o próprio mal é uma bondade. O nome de D'us mencionado neste versículo de David HaMelech é "Elokim", que normalmente está associado à característica de justiça estrita de D'us. Mesmo quando D'us nos castiga utilizando Sua justiça estrita, no fundo tudo é direcionado para nossa salvação, tudo é fruto da Sua misericórdia.
 
Explica o Rav Yochanan Zweig que de acordo com o Midrash, no Mundo Vindouro o único tipo de sacrifício que ainda será oferecido será o Korban Todá. O que há de tão único neste Korban para que seja oferecido no Mundo Vindouro, enquanto os outros sacrifícios serão cancelados? Todos os sacrifícios são feitos para expiar as transgressões, com exceção do Korban Todá que é trazido para agradecer a D'us por alguma salvação milagrosa. Todos os outros sacrifícios são feitos para reparar um relacionamento danificado pelas transgressões. Como no Mundo Vindouro as transgressões não existirão, esses sacrifícios não terão mais propósito.
 
A palavra "Todá", que significa "agradecimento", está associada à palavra "Modê", que significa "reconhecimento". Quando uma pessoa expressa seu apreço por algo que foi feito por ela, está reconhecendo o bem e declarando que espera a oportunidade de retribuir, como está implícito na expressão "obrigado", isto é, me sinto na obrigação de retribuir. Portanto, mostrar apreço é a maneira pela qual uma pessoa expressa que deseja que o relacionamento perdure e floresça. O Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746) explica que o Mundo Vindouro não tem limites. O ser humano continuará a obter prazer de sua perfeição conquistada por toda a eternidade. No mundo material, o crescimento é alcançado ao evitarmos e nos arrependermos das transgressões. No entanto, no Mundo Vindouro, o mundo da verdade e da claridade, cometer transgressões não será uma opção. Portanto, o crescimento só poderá ser alcançado expressando nossa gratidão pela recompensa que recebemos de D'us. Isso torna o Korban Todá mais apropriado para o Mundo Vindouro.
 
Precisamos ser mais agradecidos a D'us. Em nossa visão limitada, muitas vezes deixamos de perceber bondades incríveis de D'us conosco. Mesmo nas dificuldades e sofrimentos há muita bondade escondida. Que possamos ter uma confiança plena em D'us, em Sua bondade e retidão, para que Ele possa abrir nossos olhos e corações para a verdade.

 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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