sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

SABEDORIA PARA ATINGIR O OBJETIVO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIECHI 5781

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ASSUNTOS DA PARASHAT VAIECHI
  • Doença e os últimos dias de Yaacov.
  • Brachá para Efraim e Menashé.
  • Brachá (e bronca) aos filhos.
  • Último pedido de Yaacov.
  • Falecimento e luto por Yaacov.
  • Yossef pede permissão para enterrar Yaacov em Israel.
  • O enterro de Yaacov.
  • Yossef tranquiliza seus irmãos.
  • A morte de Yossef.
BS"D

SABEDORIA PARA ATINGIR O OBJETIVO - PARASHAT VAIECHI 5781 (31 de dezembro de 2020)

 
"Certa noite, ao chegar em casa, o Sr. André encontrou seu filho largado no sofá, assistindo televisão, e ficou preocupado. O que seria do seu filho? Que futuro teria aquele rapaz que, já em idade de se casar, só pensava em assistir televisão, jogar playstation e sair com os amigos? Já havia tentado conversar, brigar e até mesmo deixá-lo de castigo, mas nada funcionava. De repente, teve uma ideia genial. Com um sorriso enorme, disse ao filho:
 
- Filhão, escolhi uma ótima moça para você se casar. Já vou marcar a data do casamento.
 
- Mas pai, eu quero escolher sozinho a minha noiva - resmungou o filho, sem tirar os olhos da televisão.
 
- Meu filho, você não entendeu. É um partido incrível. Ela é filha do Bill Gates! - disse o pai, empolgado.
 
- Bem, neste caso, eu aceito - disse o filho, como se tivesse acordado para a vida.
 
Então o Sr. André foi procurar o Bill Gates. E já foi direto ao assunto:
 
- Querido Bill Gates, estou aqui para um assunto importante. Tenho o marido perfeito para a sua filha.
 
- Mas minha filha ainda é muito jovem - disse Bill Gates, surpreso com a proposta daquele desconhecido.
 
- Eu sei - disse o Sr. André, com a voz confiante - mas o jovem que que proponho para ser seu genro é simplesmente o vice-presidente do Banco Mundial. Não jogue fora uma oportunidade como esta!
 
- Neste caso, tudo bem - disse Bill Gates, concordando que não valia a pena perder um genro como aquele.
 
Finalmente, o Sr. André foi falar com o Presidente do Banco Mundial. Com um enorme sorriso, anunciou:
 
- Sr. Presidente, eu tenho um jovem que gostaria de recomendar para ser o vice-presidente do Banco Mundial.
 
- Agradeço, mas não tenho interesse em contratar ninguém - disse o presidente, sem muita paciência.
 
- Mas espere, Sr. Presidente - disse o Sr. André, empolgado - O jovem é o futuro genro do Bill Gates.
 
- Neste caso, ele pode começar amanhã mesmo - disse o Sr. Presidente, ao escutar quem seria o excelente funcionário que estaria trabalhando para ele.
 
Quando o Sr. André voltou para casa, estava tudo resolvido. Seu filho, um jovem ocioso, que não queria nada na vida, seria genro do Bill Gates e vice-presidente do Banco Mundial. Um pouco de astúcia resolveu tudo"
 
Apesar de ser apenas uma piada, esta história nos ensina uma lição importante: há momentos na vida em que, ao invés de usar a força, precisamos usar a nossa sabedoria para conseguir o que queremos.

 

Nesta semana lemos a Parashat Vaiechi (literalmente "E viveu"), fechando o primeiro livro da Torá, Bereshit. Yaacov, após vinte e dois anos, se reencontrou com seu filho Yossef, que havia se tornado o vice rei do Egito. Yaacov foi com toda a família morar no Egito, para escapar da fome profetizada por Yossef através dos sonhos do Faraó. Na verdade, aquele era o início do primeiro exílio do povo judeu, conforme D'us havia profetizado para Avraham. Yaacov acabou vivendo no Egito por dezessete anos, e faleceu aos 147 anos.
 
Antes de seu falecimento, Yaacov fez um pedido especial ao seu filho Yossef. Como Yaacov não queria ser enterrado no Egito, ele fez Yossef prometer que o levaria para a Terra de Israel, para ser enterrados com seus antepassados, como está escrito: "Eis que vou morrer. Na minha sepultura, que cavei para mim na Terra de Knaan, lá você me enterrará" (Bereshit 50:5). Mas o que significa que Yaacov cavou uma sepultura? Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a linguagem "cavei" refere-se à compra da sua sepultura, na Mearat Hamachpelá, local onde estavam enterrados os outros patriarcas e matriarcas.
 
Porém, deste ensinamento surge um enorme questionamento. Se Avraham já havia comprado de Efron a Mearat HaMachpelá, por que Yaacov precisou novamente comprar a sua sepultura? Rashi explica que Yaacov precisou comprar de Essav o direito de ser enterrado lá. Ele pagou uma fortuna, literalmente uma enorme pilha de dinheiro, tudo o que ele havia juntado durante os anos de trabalho na casa de seu tio Lavan.
 
Porém, esta resposta de Rashi ainda não resolve a dificuldade levantada. Sabemos que o direito de ser enterrado na Mearat HaMachpelá pertencia ao filho primogênito. A partir do momento em que Yaacov comprou de Essav, por um prato de lentilhas, o direito da primogenitura, automaticamente ele recebeu o direito de ser enterrado junto com seus ancestrais. Além disso, Avraham havia adquirido aquela terra para que fosse usada como local de sepultamento dos patriarcas e matriarcas, aqueles que continuariam seu legado e contribuiriam para o estabelecimento e formação do povo judeu. Claramente Yaakov era o herdeiro do legado de Avraham, não Essav. Portanto, se Yaacov já tinha o direito de ser enterrado na Mearat HaMachpelá, então por que ele precisou pagar, e uma quantia tão alta, por algo que já era seu?
 
De acordo com Rashi, Yaakov Avinu havia juntado muito dinheiro em Padan Aram. Porém, ele não queria se beneficiar daquela riqueza que havia acumulado na casa de Lavan, por considerá-la "impura". Quando estava voltando para casa, ocorreu o reencontro com seu irmão Essav. Neste reencontro, Essav deixou claro que se sentia no direito de ser enterrado na Mearat HaMachpelá. Para evitar uma discussão, que poderia tomar proporções maiores e se tornar uma luta armada entre os dois irmãos, Yaakov pagou com todo o dinheiro que havia juntado na casa de Lavan.
 
Mas a pergunta continua. Se Yaakov era contrário a ter qualquer benefício daquele dinheiro, então por que usou para pagar Essav? Não é considerado que ele teve proveito daquele dinheiro, por ter utilizado para comprar seu lugar de enterro na Mearat HaMachpelá?
 
Explica o Rav Yochanan Zweig que embora Yaakov não quisesse se beneficiar dessa riqueza, ele também não queria jogá-la fora, pois seria um desperdício. Isso criou um enorme dilema, pois mesmo se ele decidisse dar aquele dinheiro de presente para outra pessoa, quem recebesse se sentiria endividado com ele e, portanto, Yaakov estaria se beneficiando daquele dinheiro. Se Yaakov usasse o dinheiro em uma compra, ele se beneficiaria do item que receberia em troca e seria, portanto, parte daquela riqueza indesejada. Então o que poderia ser feito com aquele dinheiro, sem receber nenhum proveito e sem desperdiçá-lo?
 
Quando Yaakov ficou sabendo que Essav afirmava ser o legítimo detentor dos direitos de ser enterrado na Mearat HaMachpelá, ele enxergou uma incrível oportunidade para se desfazer daquela riqueza indesejada. Além de Essav já ter vendido a primogenitura, ele também fez mau uso do seu livre arbítrio e desperdiçou seu potencial de se tornar um dos patriarcas do povo judeu. Portanto, seu entendimento de que era o legítimo dono da sepultura na Mearat HaMachpelá foi baseado em sua percepção distorcida da realidade, apenas uma ilusão.
 
Portanto, na realidade, Yaakov não estava fazendo uma compra com aquele dinheiro, pois a sepultura já era sua por direito. O intuito de Yaakov foi aplacar a fúria de Essav e se livrar do dinheiro indesejado. Por um lado, Essav não se sentiu endividado com seu irmão, pois não considerou o dinheiro como sendo um presente, e sim como o pagamento de algo que lhe pertencia e estava sendo vendido. Portanto, Essav não sentiu nenhuma gratidão pelo dinheiro recebido. Além disso, o que Yaakov recebeu na venda, o direito de ser enterrado na Mearat HaMachpelá, também não pode ser considerada um benefício, pois era algo que já pertencia a ele.
 
Deste ensinamento aprendemos algo muito importante para nossas vidas. Como Yaacov resolveu o dilema que tinha na vida? Utilizando sua sabedoria. Quando Essav disse que o direito de ser enterrado na Mearat HaMachpela era dele, Yaacov poderia ter brigado com ele, poderia ter iniciado uma enorme discussão, trazendo diversos argumentos lógicos, mas que certamente não traria nenhum resultado, pois Essav vivia em uma total ilusão e nunca aceitaria nenhum argumento lógico que provasse que ele estava errado. Talvez aquela discussão terminaria até mesmo em uma luta armada entre os irmãos. Então Yaacov, ao invés de brigar e usar a força, usou a sua sabedoria, resolvendo dois problemas de uma só vez: se livrar de um dinheiro indesejado, sem jogá-lo fora e, ao mesmo tempo, sem ter nenhum tipo de proveito dele.
 
Há um ditado popular que diz: "Não precisamos sempre ter a razão. Às vezes é necessário sermos sábios". Muitas vezes entramos em discussões e brigas para mostrarmos que temos razão, e normalmente acabamos perdendo muito mais do que se tivéssemos evitado aquela briga. Discussões de trânsito terminam em agressões físicas. Discussões por pequenos valores terminam nos tribunais, causando enormes perdas para os dois lados. Isto demonstra falta de sabedoria. A sabedoria está em encontrar soluções pacíficas para resolver os nossos problemas, sem brigas nem discussões. Para resolver seus problemas, aprenda a deixar passar, a abrir mão, a resolver os problemas sem usar a força física. Aprenda a usar a força da sabedoria.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

ENCONTRO COM A VERDADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIGASH 5781

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ASSUNTOS DA PARASHAT VAYIGASH
  • Yehudá enfrenta o "vice-rei".
  • Yossef manda todos saírem da sala.
  • Yossef se revela.
  • Irmãos de Yossef voltam para casa, para buscar famílias.
  • Yossef manda presentes a Yaacov.
  • A família de Yaacov prepara-se para ir ao Egito.
  • Genealogia dos filhos de Yaacov.
  • O reencontro de Yaacov e Yossef.
  • O encontro de Yaacov e o Faraó.
  • A fome no Egito fica cada vez mais dura.
  • Yossef compra todo o Egito.
BS"D

ENCONTRO COM A VERDADE - PARASHAT VAYIGASH 5781 (25 de dezembro de 2020)

 
Alfred Korzybski, um cientista e famoso palestrante polonês, estava certa vez discursando para um enorme grupo de estudantes sobre como o mundo não é como nós o percebemos, pois a realidade em que vivemos é a que criamos através da nossa percepção das coisas.
 
Ele decidiu fazer uma demonstração muito prática e engraçada deste efeito em nossas vidas. Em certo momento da palestra, o Sr. Korzybsky interrompeu a apresentação e tirou de sua mala um grande pote de biscoitos, que estava embrulhado em um papel branco. Ele se desculpou com os alunos, dizendo que não tinha tido tempo de comer antes da palestra, e ofereceu biscoitos aos participantes que estavam sentados nas primeiras fileiras do auditório. Depois, os biscoitos também foram oferecidos aos demais estudantes. No final, quase todos no auditório mastigavam calmamente um ou dois biscoitos, saboreando aquele "lanchinho" gostoso.
 
O Sr. Korzybsky então pediu a atenção de todos e rasgou o invólucro branco que cobria o pote de biscoitos, revelando o rótulo original. Surgiram, em letras garrafais, as palavras "Biscoito para cachorro". Ao lerem o rótulo, muitos alunos saíram correndo do auditório, cobrindo a boca com as mãos, em direção ao banheiro. O Sr. Korzybsky, ainda se divertindo com a reação da plateia, disse:
 
- Senhoras e senhores, há poucos segundos estavam todos felizes, saboreando seus biscoitos. Com o simples ato de rasgar o papel branco, o comportamento de todos neste auditório mudou drasticamente. Por que isto aconteceu? Pois repentinamente o entendimento de vocês, a forma como vocês percebem a realidade, mudou.

Com esta brincadeira, o Sr. Korzybsky mostrou que muitos sofrimentos humanos muitas vezes surgem por tentarmos ignorar a realidade, enxergando-a da maneira que desejamos, e não como ela é.

 

Nesta semana lemos a Parashat Vayigash (literalmente "Se aproximou"), que nos conta o desfecho da história de Yossef e seus irmãos. Após revelar seus dois sonhos, nos quais seus irmãos se curvavam para ele, Yossef foi considerado por seus irmãos como sendo uma pessoa perigosa, alguém que tentaria obter a liderança da família à força, tomando o lugar do primogênito. Ele foi julgado por seus irmãos e, após ter sido considerado culpado, foi vendido como escravo. Yossef foi levado ao Egito, onde teve uma vida de muitos altos e baixos, mas que culminou em se tornar vice rei, o responsável por toda a comida durante os anos de fome. Por que os irmãos erraram no julgamento de Yossef e não perceberam que ele era um Tzadik, e que seus sonhos eram proféticos? Pois estavam "subornados" pela inveja que sentiam de Yossef, por ele ser o filho preferido de Yaacov.
 
Mais de vinte anos depois da venda, nos anos de fome, os irmãos de Yossef foram ao Egito comprar comida, mas não reconheceram que o vice rei era seu próprio irmão. Yossef, antes de se revelar, quis testar se seus irmãos estavam arrependidos. Tratou-os de forma muito dura, acusou-os de serem espiões e escondeu seu cálice de prata na sacola de Biniamin, para acusá-lo de roubo, condená-lo a ser escravo e verificar qual seria a reação dos irmãos. Biniamin era o único filho que havia sobrado de Rachel, a esposa preferida de Yaacov, e certamente era o filho preferido naquele momento. Se os irmãos ainda sentissem inveja, ficariam felizes de "se livrar" de Biniamin.
 
Porém, Yehudá demonstrou estar arrependido. Ele levantou-se em defesa de seu irmão. Ele falou muito duro com o malvado vice rei do Egito, que os acusava de roubo, mostrando que estava disposto a matar ou morrer. Somente então Yossef se revelou, como está escrito: "E Yossef disse a seus irmãos: "Eu sou Yossef. Meu pai ainda está vivo?" Mas seus irmãos não puderam responder a ele, pois ficaram desconcertados diante dele" (Bereshit 45:3). Por que Yossef perguntou, logo depois de se revelar, se Yaacov ainda estava vivo, se pouco tempo antes da revelação ele já havia feito esta mesma pergunta aos irmãos e já havia sido informado que o pai estava vivo?
 
Explica o Rav Noach Wainberg zt"l (EUA, 1930 - Israel, 2009) que a resposta está em um interessante questionamento filosófico: se você pudesse agendar um encontro pessoal com D'us, você o faria? Mas qual é a dúvida? D'us é "Emet" (verdade) e, portanto, Ele seria completamente honesto com você, diria exatamente o que você faz certo e o que faz errado. Estaríamos prontos para este choque de realidade? Todos nós fazemos coisas na vida das quais nos orgulhamos e cometemos erros que preferiríamos esquecer. Mas como sabermos quais erros podemos estar cometendo agora, dos quais nem mesmo temos consciência? Estamos verdadeiramente avançando para alcançar nosso potencial ou estamos desperdiçando nossas vidas? Por um lado, queremos saber a verdade, mesmo que a verdade doa. Porém, por outro lado, temos medo da dor.
 
Os irmãos de Yossef eram seres humanos, pessoas com enormes qualidades, mas que também cometiam falhas. Quando começam a surgir dificuldades na vida deles, eles não atribuíram ao acaso, nem procuraram em quem colocar a culpa. Eles começaram a querer encontrar a verdade. Será que havia sido um erro vender seu próprio irmão? D'us os estavam castigando por sua falta de misericórdia? Eles estavam dispostos a enfrentar o erro que haviam cometido ao vender seu próprio irmão. Porém, ao mesmo tempo, eles sentiam medo. Eles não queriam ter a revelação mais dolorosa: descobrir que, nos últimos vinte e dois anos, eles haviam vivido uma mentira.
 
Yossef estava determinado a ajudá-los a perceber seu erro. Somente a verdade poderia reunir novamente os irmãos. Mas Yossef queria que eles percebessem isso por si mesmos, pois uma verdade que uma pessoa entende por si mesma é internalizada em um nível muito mais profundo do que uma verdade dita pelos outros.
 
Yehudá foi colocado na mesma situação que os irmãos estavam imediatamente antes da venda de Yossef. Porém, desta vez Yehudá estava disposto a colocar sua vida em risco para defender seu irmão, embora Biniamin também fosse um irmão favorecido. Além disso, para proteger seu pai de sentir ainda mais dor, ele se mostrou disposto a lutar contra todo o poderoso Império Egípcio. No entanto, ele ainda não havia reconhecido que a pessoa que estava diante dele era seu irmão Yossef. Mesmo enquanto fazia Teshuvá por ter vendido Yossef, ele ainda não estava disposto a perceber que havia julgado mal seu irmão.
 
Os seres humanos são complexos. Podemos ser totalmente honestos e abertos para encontrar a verdade em uma área e, ao mesmo tempo, bloqueá-la em outra área. Enquanto Yehuda continuava falando, sinalizando sua intenção de lutar, se necessário, contra todo o Egito, Yossef não conseguiu mais aguentar seu segredo. Embora ele quisesse que seus irmãos percebessem a verdade por si mesmos, ele se viu forçado a despertá-los. Foi por isso que Yossef, após se revelar, perguntou da vida de seu pai. Da mesma forma que os irmãos estavam preocupados que Yaacov poderia morrer caso Biniamin não voltasse para casa, por que eles não haviam se importado com isso vinte e dois anos atrás, antes de vende-lo? Eles estavam cegos por causa da inveja, por isso erraram no seu julgamento.
 
Por que o versículo diz que os irmãos não puderam responder nada? Pois eles imediatamente entenderam a mensagem. Eles viram que nos últimos vinte e dois anos eles haviam vivido uma ilusão, pensando que estavam certos em considerar seu irmão uma pessoa perigosa e sedenta de poder, quando na verdade estavam diante de alguém em nível de profecia. Eles estavam tão envergonhados que não puderam responder nada a Yossef.
 
Daqui podemos aprender como será nossa "entrevista particular" com D'us após o nosso falecimento. Yossef era apenas um ser humano, e o irmão mais novo. Mas quando ele disse "Eu sou Yossef", os irmãos não puderam responder nada. Então, o que seremos capazes de dizer quando encontrarmos D'us, que disse "Eu sou Hashem, seu D'us" no Monte. Sinai? O quanto vivemos na ilusão, nos enganando sobre o que é verdadeiro e importante?
 
O judaísmo ensina sobre um conceito chamado "Guehinom". Muitas vezes ele é traduzido como "inferno", mas não significa um lugar onde os transgressores vão arder no fogo eterno. O Guehinom é um lugar de sofrimento espiritual, que traz expiação dos nossos erros. E qual é o sofrimento espiritual do Guehinom? A intensa vergonha que a alma sente ao perceber o quanto os desejos do corpo a fizeram ignorar o verdadeiro sentido da vida. Os irmãos de Yossef sentiram essa vergonha, e esta dor purificou o efeito de terem passado vinte e dois anos acobertando seu erro. Da mesma forma, o Guehinom é um processo de limpeza, um passo para a experiência da conexão final com D'us no Mundo Vindouro.
 
Porém, se Yehudá estava fazendo Teshuvá ao demonstrar estar disposto a dar sua vida para proteger seu irmão, o "filho preferido" da vez, porque Yossef sentiu que precisava se revelar e mostrar a verdade para eles, ao invés de deixar que entendessem sozinhos? Pois Yossef percebeu que não era uma Teshuvá completa, o que está implícito nas palavras do versículo "eles não puderam responder a ele". Eles gostariam de ter respondido. Eles gostariam de poder dizer a Yossef: "Você mesmo causou isso. Julgamos você mal, mas não somos totalmente culpados", porém as evidências eram muito fortes e eles não puderam falar nada. Talvez é por isso que, embora os irmãos tenham se reunido com sucesso, a doença do "ódio gratuito", isto é, judeus desconfiando e lutando uns contra os outros, nunca desapareceu totalmente do povo judeu.
 
Sermos honestos conosco e encarar a verdade nem sempre é fácil, às vezes pode ser até mesmo um processo doloroso. Mas será ainda mais doloroso descobrir a verdade quando não for mais possível corrigir nossos atos.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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