quinta-feira, 23 de abril de 2020

QUEM QUER VIDA? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5780

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PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5780:

São Paulo: 17h24                   Rio de Janeiro: 17h12 
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Tazria
 
- Impureza ao dar à Luz.
- A Tzaráat.
- Carne viva numa mancha.
- Tzaráat numa infecção.
- Tzaráat na queimadura.
- Pedaço de calva.
- Manchas brancas turvas.
- Calvície.
- Descoloração das roupas.
Metsorá
 
- Purificação de um Metsorá.
- A Oferenda do Metsorá pobre.
- Descoloração nas casas.
- Fluxos Masculinos.
- Fluxos Femininos.
 

QUEM QUER VIDA? - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5780 (24 de abril de 2020)

 
"Rodrigo ligou para seu amigo Joel, pedindo a indicação de um bom fotógrafo para a festa de Bar Mitzvá do seu filho. Joel deu a ele o contato de Rubens, um excelente fotógrafo, que cobrava preços muito razoáveis.
 
- Ouvi falar dele - disse Rodrigo - Mas também ouvi coisas muito negativas sobre ele. Escutei que ele foi recentemente contratado para tirar fotos de um Bar Mitzvá, mas que chegou quase no final. Ele deixou de fotografar as melhores partes da festa. Não contrataria uma pessoa assim tão irresponsável!
 
- Você tem certeza que é verdade o que está me contando? - perguntou Joel, sem acreditar no que estava escutando. Ele conhecia bem Rubens, sabia que era um profissional muito sério e de boa índole.
 
- Tenho certeza absoluta. Era a banda do Rafael que estava tocando naquela festa, e foi ele que me contou sobre o fotógrafo. E conheço também outra pessoa que estava presente na festa e confirmou tudo.
 
- Talvez tenha sido um imprevisto, uma força maior - disse Joel, tentando julgar o fotógrafo favoravelmente.
 
- Não acredito que haja nenhum motivo justificável para o atraso dele. Ele deveria ter saído mais cedo de casa, prevendo um pneu estourado ou um congestionamento. Se ele não chegou a tempo, com certeza foi negligente! Não há nada que justifique tamanho atraso de um fotógrafo!  
 
Quando Joel desligou o telefone, estava em um dilema. Ele gostava muito de Rubens, mas será que poderia continuar recomendando o trabalho de alguém que não era confiável? No dia seguinte, decidiu verificar a história por conta própria. Ligou para Rafael, o músico da banda, e verificou que a história era verdade. Joel ficou profundamente decepcionado com Rubens e estava decidido a não indicá-lo a mais ninguém. Por obra do destino, no dia seguinte Joel encontrou Rubens na sinagoga. Incomodado, ele foi direto ao ponto e perguntou:
 
- É verdade que você chegou quase no final de um Bar Mitzvá, deixando a família sem o registro de muitos momentos felizes?
 
- Sim, é verdade - respondeu Rubens - Mas por que você está me perguntando isto?
 
Joel explicou que o havia indicado para a festa de um amigo, mas a pessoa havia recusado por causa de seu ato irresponsável naquele Bar Mitzvá. Rubens olhou para ele, incrédulo, e depois explicou o que havia acontecido:
 
- Que loucura! Que Lashon Hará terrível! O trabalho não era meu! O fotógrafo que havia sido contratado para o trabalho simplesmente não apareceu. Recebi uma ligação de emergência no meio da festa, para que eu fosse para lá imediatamente e tentasse salvar a situação. Apesar de estar muito ocupado naquele momento, larguei tudo o que estava fazendo e corri o mais rápido possível. Eu nem cobrei nada, fiz como um favor pessoal a eles.
 
Joel sentiu-se envergonhado. Por que não tinha sido mais cuidadoso? Por que havia acreditado tão rápido naquele Lashon Hará? Pediu perdão a Rubens por ter desconfiado dele e imediatamente ligou para seus amigos, para impedir que eles continuassem contando aquela mentira para outras pessoas" (História Real)
 
O Lashon Hará pode destruir vidas e prejudicar o sustento de pessoas honestas. Cuidado com a sua fala.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria (literalmente "Concebe") e Metsorá (literalmente "Pessoa contaminada com a doença Tzaráat"), cujo ponto em comum é uma doença espiritual chamada Tzaráat, que além de manchar a pessoa espiritualmente, também apresentava uma manifestação física, que eram manchas na pele da pessoa. O principal motivo para o aparecimento da Tzaráat era a terrível transgressão da Lashon Hará, falar de forma negativa sobre as pessoas, causando perdas financeiras, psicológicas, sociais ou espirituais. Uma das provas que a Lashon Hará estava diretamente conectada com a Tsaráat está nas palavras iniciais da Parashat Metsorá: "D'us falou com Moshé e disse: 'Esta deve ser a lei do Metsorá, no dia de sua purificação'" (Vayikrá 14:1,2). A palavra "Metsorá" descreve a pessoa que contraiu a doença espiritual de Tsaráat. O Midrash diz que a palavra "Metsorá" na realidade é a contração das palavras "Motsi Shem Rá", que literalmente significa "Aquele que traz um mau nome", isto é, aquele que denigre o seu companheiro.
 
O Talmud (Avodá Zará 19b) traz um ensinamento muito interessante em relação aos cuidados com a nossa fala. O Rav Alexandri andava pelas ruas da cidade e anunciava "Quem quer vida?". As pessoas, pensando que tratava-se da descoberta de algum elixir de vida longa, aglomeravam-se ao redor dele e diziam: "Nos dê vida". O Rav Alexandri então citava um versículo dos Salmos: "Quem é o homem que deseja a vida?... Guarda a sua língua do mal..." (Tehilim 34:13,14). Ele explicou ainda que, para as pessoas que pensam que a melhor maneira de guardar a língua é dormindo, o versículo continua e diz "Afaste-se do mal e faça o bem" (Tehilim 34:15), e explicou que não há "bem" exceto a Torá, como diz o Shlomo HaMelech, o mais sábio de todos os homens: "Pois Eu dei a vocês um bom ensinamento, não abandonem a Minha Torá" (Mishlei 4:2). Mas qual é a conexão entre a Torá e evitar a Lashon Hará?
 
A resposta está em uma história muito parecida, descrita em um Midrash, porém com algumas pequenas diferenças. Um vendedor ambulante costumava viajar de cidade em cidade, nas vizinhanças da cidade de Tsipori, e assim ele anunciava: "Quem quer o elixir da vida?". As pessoas, ao escutarem o que ele estava anunciando, achavam que ele estava vendendo algo milagroso, um elixir que garantia vida longa, e por isso se amontoavam ao seu redor. O Rav Yanai, que estava sentado estudando, chamou o vendedor ambulante para entrar e vender-lhe o elixir. O vendedor ambulante disse ao Rav Yanai que ele e pessoas como ele não precisavam do elixir. Mesmo assim o Rav Yanai insistiu mais uma vez. O vendedor ambulante foi até ele, pegou um livro de Salmos e mostrou-lhe os versículos "Quem é o homem que deseja a vida? Guarda sua língua do mal... Afaste-se do mal e faça o bem". O Rav Yanai disse então que durante toda a sua vida nunca havia entendido o significado daqueles versículos até a vinda daquele vendedor ambulante.
 
Este Midrash desperta muitos questionamentos. Em primeiro lugar, por que o vendedor ambulante precisou mostrar ao Rav Yanai o versículo escrito dentro do livro, se o Rav Yanai era um grande erudito e certamente sabia aquele versículo de cor? Além disso, o que o vendedor ambulante acrescentou ao Rav Yanai no entendimento do versículo, a ponto de ele dizer que não havia entendido o versículo até aquele momento? E, finalmente, se aquele homem era realmente um vendedor ambulante, de que servia ao seu negócio que as pessoas se amontoassem ao seu redor, escutassem um ensinamento de ética e fossem embora sem comprar nada? Se a profissão dele era sair pelas ruas apenas dando "sermões", carregando uma cesta nos ombros para fingir que era um vendedor ambulante, por que o Midrash o chamou de vendedor ambulante?
 
Explica o Rav Yaacov Kamenetzky zt"l (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) que aquele homem citado pelo Midrash era realmente um vendedor ambulante, mas além de ter poções entre suas mercadorias, ele também tinha textos de Torá para vender e, para atrair compradores para os seus textos, ele gritava: "Quem quer o elixir da vida?". A prova disso é que o vendedor ambulante dizia "Quem quer o elixir da vida?", enquanto o Rav Alexandri dizia apenas "Quem quer vida?". Isto vem nos ensinar que proteger a língua do mal é a própria vida, enquanto o texto de Torá é o elixir da vida. Quando o Rav Yanai pediu para ver o elixir da vida, ele já sabia que guardar a língua representava a vida, mas ele não sabia como fazer para guardar a língua da maneira correta. O vendedor ambulante mostrou a ele o elixir, isto é, o texto de Torá, e este foi o fato novo para o Rav Yanai, de que o estudo da Torá é o elixir da vida, a "poção mágica" contra o Lashon Hará. Esta era a intenção do vendedor ambulante quando disse ao Rav Yanai que ele não precisava do elixir, isto é, dos textos de Torá, pois ele já estava sentado estudando Torá. É  por isso que o Rav Yanai ficou tão surpreso e disse que não sabia o quão simples era cumprir o que o versículo ensinava.
 
Nossos sábios ensinam que o povo judeu disse a D'us: "Já que Você nos advertiu tantas vezes na Torá sobre a severidade de falar Lashon Hará, Você também precisa nos dar um "freio" para as nossas bocas". D'us então respondeu: "Eu lhes dei a Minha Torá. Se vocês gastarem seu tempo aprendendo-a, não falarão Lashon Hará". Uma das maiores armas do Yetser Hará é a ignorância. Aquele que não estuda Torá se assemelha àquele que entra em um jogo de futebol sem saber as regras. Da mesma forma que o mundo material tem regras, assim também funciona no mundo espiritual. Se não as conhecemos, certamente as estamos descumprindo.
 
Nos ensina Shlomo HaMelech: "Morte e vida estão no poder da língua" (Mishlei 18:21). Se o homem utiliza o poder da fala para dizer palavras da Torá, incentivar pessoas ou repreender aqueles que fazem transgressões para ajudá-las a adquirir mais méritos espirituais, então esta pessoa está trazendo vida para ela e para o mundo inteiro. Por outro lado, se ela usa o poder da fala para se envolver em calúnias, afastar pessoas e criar intrigas, ela traz morte para o mundo e para si mesma. Através do estudo da Torá nós crescemos e nos transformamos em pessoas melhores. A Torá nos ensina qual deve ser o nosso comportamento em cada situação e como enxergar as coisas de forma positiva. Através de palavras bondosas nós construímos as pessoas. Portanto, está no estudo da Torá e no uso correto das palavras o verdadeiro poder de construir um mundo melhor.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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terça-feira, 14 de abril de 2020

RECONHECER O QUE RECEBEMOS - SHABAT SHALOM M@IL - SHEVII DE PESSACH E PARASHAT SHEMINI 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- O Oitavo Dia - Inauguração do Mishkan.
- Consagração dos Cohanim.
- A morte dos filhos de Aharon.
- Advertência de embriaguez no Serviço Divino.
- Completando o Serviço.
- Leis alimentares.
- Animais pequenos.
- Outras leis envolvendo animais.

RECONHECER O QUE RECEBEMOS - SHEVII DE PESSACH E PARASHAT SHEMINI 5780 (17 de abril de 2020)


"Um senhor de 80 anos estava se sentindo mal, com muita falta de ar. Seus filhos, muito preocupados, o levaram para um dos melhores hospitais da cidade, para que recebesse o melhor atendimento. Ainda sem nenhum diagnóstico, ele foi internado para que os médicos pudessem fazer diversos exames. Enquanto aguardavam, passou a noite recebendo oxigênio puro, para melhorar sua falta de ar.
 
No dia seguinte, quando os resultados ficaram prontos, o médico ficou aliviado. Não era nada grave, apenas o início de uma pneumonia, algo que seria resolvido com alguns dias de descanso em casa e antibiótico. O médico então deu alta ao paciente. Quando o velhinho estava saindo, recebeu a conta do hospital: R$ 10 mil. Ao olhar para o papel, o velhinho começou a chorar. O médico se comoveu e tentou consolá-lo. Disse ao velhinho que o mais importante era que ele estava bem de saúde. O velhinho, enxugando as lágrimas, disse:

- Eu não estou chorando pelos R$ 10 mil. Estou chorando pois há 80 anos recebo oxigênio constantemente de D'us e nunca paguei nada. Se por uma noite no hospital eu preciso pagar R$ 10 mil, quanto eu devo para D'us?
 
O médico, ao escutar aquelas palavras, levantou-se e chorou junto com o velhinho..."
 
Quantas coisas boas recebemos na vida e não agradecemos a D'us. Será que sabemos dar valor para as coisas pequenas do cotidiano, como o ar que respiramos? Sabemos dar valor para a Torá e suas Mitzvót, que nos conectam com a espiritualidade e nos permitem crescer um pouco mais a cada dia?

Nesta semana continuamos comemorando a Festa de Pessach, na qual revivemos a libertação do povo judeu da terrível escravidão egípcia, após 210 anos de muito sofrimento. Mas apenas sair do Egito não foi suficiente, pois o povo ainda se sentia escravizado por saber que seus opressores ainda poderiam persegui-los no deserto e reconduzi-los à escravidão. E o medo do povo estava correto, pois o Faraó, arrependido de ter libertado seus escravos, reuniu seu exército mais uma vez e partiu em perseguição ao povo judeu. No sétimo dia após a saída do Egito, os judeus foram alcançados, justamente quando se encontravam diante do Mar Vermelho, intransponível. O povo ficou desesperado e gritou para D'us. Então mais um enorme milagre aconteceu: diante dos olhos de todo o povo, mais de três milhões de pessoas, o mar se abriu.
 
É por isto que o sétimo dia de Pessach (que começa na 3ª feira de noite, 14/maio) também é um Yom Tov, um dia sagrado, em agradecimento e reconhecimento pelo imenso milagre que ocorreu. Se fosse apenas a simples abertura do mar, já seria o suficiente para agradecermos para sempre. Porém, de acordo com o Meam Loez (obra escrita por volta de 1730, por vários autores), não foi apenas um único milagre, mas 50 milagres incríveis que ocorreram. Por exemplo, o piso do mar se elevou e ficou completamente seco, formando um lindo mosaico. Árvores frutíferas cresceram, do chão brotou pasto para os animais e das paredes fluía água doce potável. As paredes do mar se abriram e formaram 12 túneis cristalinos, através dos quais as Tribos podiam se ver. Mesmo as crianças e os velhinhos puderam se mover com rapidez, sem atrasar o resto do povo. Por isso, devemos agradecer muito a D'us e reconhecer as infinitas bondades que Ele nos fez e continua fazendo até hoje.

E no próximo Shabat lemos a Parashat Shemini (literalmente "Oitavo"), que começa descrevendo a inauguração do Mishkan, dia no qual os Cohanim assumiram seu papel de líderes espirituais do povo judeu. Porém, este dia de alegria foi manchado por uma terrível tragédia: a morte dos dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, que foram queimados por um fogo celestial. Há muitas explicações sobre qual foi o motivo pelo qual eles tivessem uma morte tão prematura e terrível, na frente de todo o povo. Um dos motivos apontados é que eles não respeitaram seu rabino, Moshé Rabeinu, e ensinaram uma Halachá sem se aconselhar com ele, o que resultou na oferenda de um incenso que D'us não havia comandado. Porém, apesar da transgressão, que resultou em uma decisão errada, ainda assim o castigo parece desproporcional ao erro cometido. Por que eles foram castigados de maneira tão dura?

A resposta está nos versículos que aparecem no final da Parashat: "Você não deve se tornar abominável com qualquer criatura rastejante, nem se contaminar com elas... Pois Eu sou D'us, e vocês se santificarão e serão sagrados, pois Eu sou Sagrado... Pois eu sou D'us, que te trouxe da terra do Egito para ser seu D'us" (Vayikrá 11:43-45). Nestes versículos a Torá está nos proibindo de nos alimentarmos com qualquer tipo de animal rastejante, algo que nos "contamina" espiritualmente.
 
Porém, há algo na linguagem deste versículo que nos chama a atenção. Sempre que a Torá se refere à saída do Egito, a linguagem utilizada é "Hotseti", que significa "Eu tirei vocês". Porém, nestes versículos a linguagem utilizada é "Hamaalê", que significa "Eu elevei vocês". Por que a linguagem normal foi alterada justamente neste versículo que fala sobre a proibição de comer répteis? Rashi (França, 1040 - 1105) explica que se D'us tivesse nos tirado do Egito apenas para não nos impurificarmos com os répteis, isto já seria suficiente. Porém, o que significam estas palavras de Rashi? O que há de tão especial em deixar de comer répteis que valeria a pena D'us ter nos libertado do Egito apenas para nos entregar esta Mitzvá?

Além disso, se a Torá veio neste momento nos proibir de comer répteis, isto significa que até aquele momento o povo judeu se alimentava de répteis, e deixou de fazê-lo apenas após a saída do Egito. Se comer répteis é algo tão repugnante e nos faz tão mal espiritualmente, por que D'us não nos ordenou a pararmos de comer répteis enquanto ainda estávamos no Egito? Por que Ele esperou até sairmos do Egito para nos dar esta Mitzvá?

Explica o Rav Simcha Zissel zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), o Saba MiKelem, que estes versículos são uma prova de um importante fundamento espiritual: todos os castigos da Torá referentes às transgressões que cometemos são, na realidade, uma consequência direta da própria transgressão cometida. Isto significa que, da mesma forma que uma pessoa que come carne estragada vai passar mal por causa desta carne, isto é, é a própria carne estragada que causa na pessoa o mau estar, como consequência da natureza do mundo material, assim também é a própria transgressão que nos "castiga" e nos causa consequências amargas, como consequência da natureza do mundo espiritual.

Porém, há outro paralelo interessante entre as transgressões e a carne estragada. O efeito da carne estragada não é o mesmo em um animal e em um ser humano. Como o sistema digestivo do ser humano é mais refinado, o efeito negativo que a carne estragada tem sobre o nosso corpo é muito mais acentuado do que o efeito sobre o corpo de um cachorro, que já está acostumado a comer comidas mais grosseiras. O mesmo ocorre em termos espirituais. Quando uma pessoa está em um nível muito baixo espiritual, então as transgressões já não a atingem tanto quanto alguém que está em um nível espiritual mais elevado.

Com este conceito podemos entender porque D'us esperou a saída do Egito para nos ordenar a evitarmos a contaminação espiritual através dos répteis. Enquanto estávamos no Egito, nosso nível espiritual era tão baixo que comer répteis já não nos causava mais praticamente nenhum estrago espiritual. Porém, quando saímos do Egito, passamos por um processo de purificação espiritual. Neste novo nível, nossa alma já não podia mais suportar a contaminação através da impureza dos répteis.

Este é o entendimento do que Rashi explicou. Valeu a pena D'us ter nos tirado do Egito apenas pela elevação espiritual que alcançamos, suficiente para que não pudéssemos mais suportar a contaminação espiritual dos répteis. Se fosse só por esta elevação, por esta nova sensibilidade espiritual, já teria valido a pena sair do Egito. As Mitzvót nos purificaram e nos elevam, nos deixando mais sensíveis a qualquer tipo de transgressão.

Porém, a elevação espiritual atingida por cada judeu não é igual e, portanto, o dano causado pelas transgressões também não é igual para todos. Assim podemos entender o terrível castigo recebido pelos filhos de Aharon. Para pessoas que não estão em um nível espiritual elevado, a transgressão de ensinar uma Halachá sem se aconselhar com seu rabino não tem efeitos tão negativos sobre suas almas. Mas este não era o caso dos filhos de Aharon. Eles tinham refinado tanto as suas almas que não suportavam mais este tipo de transgressão, para eles era algo completamente abominável. A prova do incrível nível espiritual atingido pelos filhos de Aharon está em um comentário de Rashi, que explica que Moshé veio consolar seu irmão após a terrível perda de seus filhos. Moshé falou para Aharon: "Eu sabia que o Nome de D'us seria santificado através da morte de pessoas especiais. Eu achei que seria através de mim ou de você. Agora eu vejo que seus filhos eram maiores do que eu e você". Moshé aprendeu, através do terrível castigo que os filhos de Aharon receberam, o enorme nível espiritual que eles tinham atingido, de purificação de suas almas, a ponto de suas almas não suportarem mais nenhum tipo de transgressão, nem mesmo um pequeno desvio. O nome de D'us foi santificado, pois o povo pôde refletir que, se aquele era o castigo dos Tzadikim, certamente muito maior seria o castigo dos Reshaim (perversos), e com isto se afastaram das transgressões.
 
A Mitzvá de não comer répteis é realmente especial, pois ela nos ensina o nosso verdadeiro potencial, nos ensina que nossa sensibilidade espiritual pode ser elevada através das Mitzvót, que recebemos após a saída do Egito. A verdadeira liberdade não foi a saída física do Egito, e sim a saída espiritual. Precisamos agradecer a D'us todos os dias pela nossa liberdade espiritual, pela possibilidade de nos elevarmos, de nos refinarmos. As Mitzvót são o nosso maior presente, e por elas valeu a pena D'us ter nos tirado do Egito.
 

PESSACH KASHER VÊ SAMEACH E SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 3 de abril de 2020

OLHANDO DE FORMA POSITIVA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TSAV E SHABAT HAGADOL 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- Cinzas do Altar.
- Os 3 fogos do Altar.
- Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
- Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
- Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
- Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
- Presentes dos Cohanim.
- Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
- Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
- Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
- Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
- A Porção das oferendas dada ao Cohen.
- Consagração dos Cohanim.

OLHANDO DE FORMA POSITIVA - PARASHAT TSAV E SHABAT HAGADOL 5780 (03 de abril de 2020)

 
"Finalmente havia chegado o grande dia do casamento, após meses de preparativos. Os pais dos noivos estavam radiantes de alegria. Em especial o pai do noivo, que havia investido para comprar uma linda Ketubá (documento do casamento). Apesar de a Ketubá poder ser escrita até mesmo em uma simples folha de papel, o pai do noivo queria que fosse algo muito bonito e artístico para o casamento do seu querido filho.
 
A cerimônia, conduzida pelo Rav Avraham Yaacov Pam zt"l (Lituânia, 1913 - EUA, 2001), começou de forma emocionante, com a linda entrada do noivo e da noiva. Quando ambos já estavam embaixo da Chupá, o Rav Pam foi checar pelo última vez a Ketubá e notou que havia um problema, um erro na Ketubá que a invalidava completamente. O casamento não poderia continuar até que uma nova Ketubá fosse providenciada. A cerimônia foi imediatamente interrompida e, às pressas, tiveram que fazer uma nova Ketubá. Porém, desta vez ela foi escrita em um papel simples, deixando o pai do noivo arrasado. O Rav Pam percebeu imediatamente a mudança no rosto dele, pois o largo sorriso havia desaparecido. Ele estava inconformado, havia investido muito dinheiro em uma Ketubá bonita e agora ela seria escrita em um papel qualquer, sem nenhuma arte ou beleza. O Rav Pam, antes de retomar a cerimônia, chamou o pai do noivo de canto e disse:
 
- Eu entendo que você ficou chateado por termos que escrever outra Ketubá, mas gostaria de explicar como funcionam os cálculos Divinos. Provavelmente no Céu estava decretado que seu filho, ao longo da vida, teria que escrever duas Ketubót. Isso poderia acontecer envolvendo tristeza e constrangimento, como após um divórcio. Porém, D'us é misericordioso e permitiu que seu filho pudesse cumprir esse decreto de forma muito mais simples, barata e sem passar por constrangimentos. Não é um enorme motivo para se alegrar?
 
Ao escutar aquelas palavras, o pai do noivo concordou e voltou para a Chupá com um enorme sorriso em seu rosto."
 
Se olharmos para os testes e dificuldades que passamos diariamente de uma forma mais positiva, com certeza eles serão motivos para mais alegria e teremos uma vida muito mais tranquila.

Nesta semana lemos a Parashat Tzav (literalmente "Ordene"), que continua descrevendo os detalhes de um dos Serviços espirituais mais importantes do povo judeu: os Korbanót (sacrifícios), sendo um dos mais interessantes o "Korban Todá", o sacrifício de agradecimento pela Providência Divina em alguns tipos específicos de salvação de perigos, como uma pessoa que atravessou um deserto ou o oceano, que se curou de uma doença ou que foi libertada do cativeiro. E este Shabat, o último antes da festa de Pessach (que se inicia na próxima 4ª feira de noite, 08 de abril), é chamado de "Shabat HaGadol", por causa de um grande milagre que aconteceu ao povo judeu. No dia 10 do mês de Nissan, cinco dias antes da saída do Egito, os judeus foram ordenados por D'us a levar cordeiros para suas casas. Como era Shabat, a cena chamou a atenção dos egípcios, que questionaram onde eles estavam levando os cordeiros, que eram uma divindade no Egito. Os judeus tiveram a coragem de responder que aquele era um comando de D'us, para que eles amarrassem aquele cordeiro em suas camas e os abatessem no dia 14 de Nissan, como uma oferenda. Os egípcios ficaram furiosos ao escutar os planos dos judeus, o que poderia ter causado uma imensa campanha antissemita, com ataques aos judeus e destruição de suas propriedades, como ocorreu diversas vezes na história. Porém, D'us fez um grande milagre e, apesar dos egípcios estarem enfurecidos, eles não puderam fazer nada contra os judeus.
 
A verdade é que Pessach reaviva em nossa lembrança as muitas perseguições e falsas acusações contra o povo judeu, algo que se repete de geração em geração, conforme dizemos na Hagadá: "Não apenas um quis nos destruir, mas em cada geração e geração se levantam para nos destruir. Porém, D'us nos salva das mãos deles". Por exemplo, desde a Idade Média o povo judeu vem sendo falsamente acusado de preparar as Matsót e o vinho de Pessach com sangue dos não judeus, especialmente crianças. As acusações, mais conhecidas como "libelos de sangue", ficam por algum tempo esquecidas, mas de tempos em tempos retornam, como no livro italiano "Páscoa de Sangue", de autoria de Ariel Toaff, lançado há pouco mais de 10 anos, que baseou suas especulações em confissões de judeus da Idade Média, extraídas através de tortura. Provavelmente, pessoas submetidas a tamanha crueldade também teriam confessado serem até mesmo demônios.
 
Obviamente não há base nenhuma na alegação de que rituais judaicos incluem, ou já incluíram, em Pessach ou em qualquer outro momento do ano, o consumo de sangue humano ou animal. Principalmente por isto ser proibido pela Torá e ser considerado uma transgressão muito grave, conforme está escrito na nossa Parashat: "Você não deve consumir nenhum sangue, em todas as suas moradias, de pássaros e de animais. Qualquer pessoa que consumir qualquer sangue, esta alma será cortada do seu povo" (Vayikrá 7:26,27).
 
Porém, por uma enorme ironia, o conceito do sangue é realmente uma parte central na Festa de Pessach. Obviamente não um sangue usado na alimentação, mas em referência ao sangue do Korban Pessach. Na época do Beit Hamikdash, um cordeiro era abatido na véspera de Pessach e consumido no final do Seder, como o "Afikoman" original. Como parte do Serviço do Korban Pessach, seu sangue era jogado nas paredes do Mizbeach (altar). O primeiro Korban Pessach da história, que ocorreu na véspera da saída do Egito, foi um pouco diferente. O sangue dos cordeiros abatidos, aqueles que haviam sido amarrados às camas dos judeus, foi passado nos batentes de cada lar judeu. Aquele sangue trouxe mérito para os judeus, poupando-os da Praga da Morte dos Primogênitos, fazendo com que D'us "saltasse" sobre suas casas. O sangue nas portas dos lares judaicos no Egito representa o sangue do nascimento de um povo. Das casas no Egito uma nova entidade coletiva surgiu: a nação judaica.
 
Antes da saída do Egito, os judeus já eram parentes, pois todos eram descendentes de Yaacov, mas não eram um povo. Qualquer indivíduo ainda era capaz de rejeitar sua conexão com os outros indivíduos. De fato, nossos sábios ensinam que muitos não mereceram sair do Egito e morreram durante a Praga da Escuridão. O comportamento deles os impedia de fazerem parte desta nova nação, carregada de santidade. Com o sangue nas portas e as sacolas cheias de Matzót, eles seguiram Moshé em direção ao perigoso deserto, cumprindo com Emuná a ordem de D'us, conforme descrito pelo profeta: "Lembro-Me da bondade de sua juventude ... quando você Me seguiu no deserto, uma terra onde nada é plantado" (Yirmiahu 2:2). E assim os judeus começaram o processo de se tornar uma nação viva, uma entidade cujos membros e descendentes ao longo da história fazem parte de um todo.
 
Portanto, o sangue no judaísmo não é um símbolo de sofrimento, tortura ou morte, mas de nascimento, vida e propósito. O sangue também simboliza a primeira Mitzvá que um judeu cumpre na vida: o Brit-Milá, nosso pacto individual com D'us, realizado aos 8 dias de vida do bebê. É a isto que se refere o profeta, em palavras que aparecem no texto da Hagadá e se referem ao nascimento do povo judeu: "Eu passei, e você estava afundando em seu sangue, e Eu disse a você: 'No seu sangue você viverá'. E eu disse a você: 'No seu sangue você viverá'" (Yechezkel 16:6). A repetição de "No seu sangue você viverá" se refere ao sangue do Brit Milá e ao sangue do Korban Pesach, o pacto individual e o pacto coletivo do povo judeu com D'us, os símbolos do nascimento de uma nova nação.
 
Quão irônico este sangue, que representa vida, ter se transformado no tema de tanto ódio dos nossos inimigos, ao ponto de fontes da Halachá (Lei Judaica) sugerirem o uso de vinho branco, e não tinto, para o Seder de Pessach, em lugares onde há medo do "libelo de sangue". Para os antissemitas, infelizmente, não faltam motivos para falsas acusações.
 
O sangue, que constantemente nos lembra de morte, é um símbolo judaico de vida e nascimento. Isto nos ensina uma incrível lição de Emuná. Os momentos difíceis da vida podem ser justamente os momentos em que a salvação está sendo criada. As dificuldades podem ser um trampolim para o nosso crescimento, podem ser a forma que D'us utiliza para despertar o potencial que está guardado dentro de nós.
 
Durante o Seder de Pessach nós perguntamos: "Por que esta noite é diferente das outras noites". A resposta desta pergunta é que nesta noite ocorreu uma transição, de escravos para homens livres. Neste ano precisamos refletir e fazer mais uma pergunta: "Por que este Seder de Pessach está sendo tão diferente dos outros Sedarim de Pessach?". Uma epidemia de escala mundial, causando um total isolamento e indefinição sobre o futuro. O que D'us quer de nós? A resposta é que ele quer o renascimento da humanidade. Ao nos trancar em casa, D'us quer a nossa reflexão, a nossa mudança de valores, o nosso questionamento sobre os nossos objetivos de vida, a reavaliação dos nossos relacionamentos. Temos tudo para sairmos desta epidemia ainda mais fortes. Neste ano, escravos. No próximo ano, homens livres. Neste ano aqui, no próximo ano em Jerusalém.
 

SHABAT SHALOM E PESSACH KASHER VÊ SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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