quinta-feira, 12 de março de 2020

AMOR DE PAI E FILHO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TISSÁ 5780

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FRADE (FANY) BAT EFRAIM Z"L



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- A fúria de D'us
- Moshé Desce e quebra as Tábuas
- O Pedido de Moshé
- Moshé implora pelo perdão
- Visão Divina
- As Segundas Tábuas
- 13 Atributos de Misericórdia
- Primogênitos
- Moshé retorna com o rosto brilhando

AMOR DE PAI E FILHO - PARASHAT KI TISSÁ 5780 (13 de março de 2020)

 
Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens e, entre eles, uma enorme fazenda com vários empregados. Ele tinha um único filho, que era extremamente mimado. O rapaz não gostava de trabalhar e nem de compromissos. Apreciava as festas e ser bajulado por todos. O pai sempre explicava que ele só tinha amigos interesseiros, mas o rapaz não dava ouvidos.
 
Quando o pai chegou a uma idade avançada, ordenou aos seus empregados que construíssem um pequeno celeiro. Dentro do celeiro, ele mesmo fez uma forca e uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras do seu pai". Mais tarde, chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse:
 
- Meu filho, já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo que eu tenho. Não sou profeta, mas sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e gastará todo o dinheiro com seus amigos. Vai acabar vendendo todos os animais da fazenda e seus bens para manter seus vícios e, quando não tiver mais dinheiro, seus amigos desaparecerão. Neste momento, você se arrependerá amargamente por não ter me escutado. Foi por isso que construí essa forca para você. Se acontecer o que eu lhe disse, quero que me prometa que irá se enforcar nela.
 
O jovem riu, achando aquilo uma bobagem. Porém, para não contrariar o pai, fez a promessa, pensando que aquilo jamais aconteceria. O tempo passou, o pai faleceu e o filho tomou conta de tudo. Exatamente como o pai havia previsto, o jovem gastou toda a herança, perdeu os amigos e a própria dignidade. Começou a refletir sobre sua vida e percebeu como havia sido tolo. Lembrou-se do seu querido pai e começou a chorar, pensando: "Se eu tivesse ouvido os conselhos dele. Mas agora é tarde". Pesaroso, levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, uma das poucas coisas que haviam restado. Foi até lá e, vendo a forca e a placa empoeirada, meditou:
 
- Nunca segui as palavras do meu pai. Não pude alegrá-lo enquanto ele estava vivo, mas, pelo menos dessa vez, vou fazer a vontade dele, cumprindo minha promessa, pois não me resta mais nada.
 
Então, subindo nos degraus, colocou a corda no pescoço. Pensou que gostaria de ter uma nova chance, mas como já não lhe restava mais nada na vida, fechou os olhos e pulou. Sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou facilmente. O rapaz caiu no chão e sobre ele caíram moedas de ouro, esmeraldas, pérolas e diamantes que estavam escondidos dentro da forca. Junto com toda aquela fortuna caiu também um bilhete que dizia: "Essa é sua nova chance, aproveite. Eu te amo muito. Seu pai".
 
Da mesma forma que o amor de um pai por seu filho é imenso, assim também é o amor de D'us por nós. D'us nunca desiste de Seus filhos. Por mais que tenhamos nos afastando Dele, sempre recebemos uma nova chance.

Nesta semana lemos a Parashat Ki Tissá que, entre outros assuntos, descreve o terrível equívoco do povo judeu de construir um bezerro de ouro ao se desesperar com a demora de Moshé, que havia subido no Monte Sinai para receber a Torá e não havia voltado dentro da data combinada. Aos olhos de D'us esta falha foi tão grave que Ele quis exterminar todo o povo judeu e recomeçá-lo através de Moshé. Porém, após muitas rezas e súplicas de Moshé, D'us perdoou o povo e novamente pediu para que Moshé subisse no Monte Sinai para receber novas Tábuas, já que as primeiras haviam sido quebradas quando ele se deparou com o povo judeu dançando e se alegrando diante do bezerro de ouro.
 
Porém, junto com a entrega das novas Tábuas contendo os 10 Mandamentos, D'us também ensinou para Moshé o segredo dos "13 Atributos de Misericórdia Divina", que deveria ser utilizado pelo povo judeu nos momentos em que suas vidas estivessem em perigo, conforme está escrito: "E D'us passou diante dele e proclamou: 'Hashem, Hashem, D'us benevolente, que é compassivo e gracioso, lento para se enfurecer e abundante em bondade e verdade, guardando bondade para milhares, perdoando iniquidade, rebelião e pecado" (Shemot 34:6,7). Estes 13 Atributos de Misericórdia despertam níveis de misericórdia Celestial muito elevados, ajudando o povo judeu a passar por momentos difíceis de julgamento, após cometerem graves transgressões como o bezerro de ouro.
 
Os comentaristas da Torá trazem muitas explicações sobre o que significam os 13 Atributos de Misericórdia Divina. Entre eles, há um que nos chama a atenção, o Atributo de "Chanun" (gracioso), que significa que D'us nos dá "presentes gratuitos", isto é, mesmo quando não merecemos.
 
Explica o Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis Halevi, que este conceito é ressaltado por um interessante versículo escrito por David Hamelech: "Eis que, como os olhos do escravo estão voltados à mão de seu dono, como os olhos da escrava estão voltados para as mãos da sua dona, assim também nossos olhos estão voltados para Hashem, nosso D'us, até que Ele seja gracioso conosco. D'us, seja gracioso conosco, pois estamos já repletos de desprezo" (Tehilim 123:3).
 
Explicam nossos sábios que este capítulo do Tehilim se refere à época do Exílio da Babilônia. Porém, o que este versículo está nos ensinando, nos comparando a escravos olhando para as mãos de seu dono? E por que o povo judeu pede a D'us apenas que termine o sentimento de desprezo? Era a única coisa que faltava ao povo judeu naquele difícil momento de exílio, no qual fomos levados à Babilônia amarrados em correntes?
 
De acordo com a lei, o dono pode dizer para seu escravo: "trabalhe para mim e eu não tenho obrigação nem mesmo de te alimentar". Nesta situação, na qual o dono tem o poder de retirar do seu escravo qualquer tipo de recompensa pelo seu trabalho, até mesmo a sua comida, fica claro que tudo o que o dono dá para o seu escravo é um presente gratuito. É com este sentimento que devemos pedir as coisas para D'us. Em nossas rezas e súplicas, devemos pedir que D'us seja gracioso conosco e nos ajude. Não pelos nossos méritos, mas pela Sua bondade ilimitada, que nos dá tudo de graça.
 
Isto ajuda a resolver um equívoco que acabamos cometendo no nosso entendimento sobre as coisas que recebemos de D'us. Normalmente associamos que o que recebemos de D'us é uma recompensa pelas Mitzvót que cumprimos. Porém, David Hamelech deixou claro que somos comparados a um escravo, que não recebe nada pelo seu trabalho, e sim por causa da bondade de seu dono. Assim também funciona em relação à D'us, não recebemos nada Dele por causa do nosso trabalho, pois D'us não nos deve absolutamente nada. Tudo o que Ele faz é como um presente gratuito.
 
Porém, encontramos uma aparente contradição com outro ensinamento de David Hamelech: "E para Você, Hashem, é a bondade, pois Você paga a cada pessoa de acordo com os seus atos" (Tehilim 62:13). Este ensinamento é um pouco confuso por dois motivos. Em primeiro lugar, após um trabalhador se esforçar durante todo o mês, ele recebe seu salário. Pagar ao trabalhador não é considerado uma bondade do patrão, pois o trabalhador está recebendo de acordo com o seu esforço. Se D'us nos paga de acordo com os nossos atos, então por que está escrito que isto é uma bondade, se o pagamento é feito de acordo com o que nos esforçamos? Além disso, de acordo com o que aprendemos no ensinamento anterior, se tudo o que recebemos na vida é um presente gratuito de D'us, um ato de bondade Dele, então o que nós recebemos não depende absolutamente dos nossos atos. Então por que o versículo associa o que nós recebemos de D'us com os nossos esforços?
 
De acordo com o Zohar, o propósito da criação do mundo é a vontade de D'us de fazer bondade com Suas criaturas. Porém, se recebêssemos as bondades de forma completamente gratuita, ela viria acompanhada de um sentimento de vergonha, por termos recebido algo que não merecíamos. Então D'us criou um sistema através do qual a pessoa se ocupa do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, e a recompensa vem em forma de pagamento pelo seu trabalho, tirando de nós a vergonha de receber algo sem ter merecido. Portanto, a bondade de D'us é dupla, pois Ele faz uma enorme bondade conosco e ainda evita que possamos ter qualquer sentimento de vergonha.
 
É justamente isto o que David Hamelech escreveu no fim do versículo. O dono não tem obrigação nenhuma de dar ao seu escravo nem mesmo alimento, e mesmo quando dá, o faz por bondade e não por obrigação. Ainda assim, o dono não tem permissão de envergonhar seu escravo, dando a ele trabalhos degradantes. É isto o que pedimos a D'us, que Ele cuide de nós e nos dê tudo o que precisamos, mas não pelos nossos méritos, e sim por Sua bondade ilimitada. E que Ele faça isto de maneira que não nos cause nenhum tipo de vergonha.
 
Mais do que D'us é um "Dono" que cuida de seus escravos com bondade, Ele é um "Pai" que ama Seus filhos. Ele nos dá sempre novas chances, mesmo quando erramos e O abandonamos, como ocorreu com o povo judeu quando eles fizeram o bezerro de ouro. Ele é Misericordioso e nos ajuda a levantarmos mesmo após as piores quedas. Mesmo que um filho se desvie muito do caminho correto, um pai nunca desiste dele. D'us não desiste de nós e, apesar de não conseguirmos retribuir todas as bondades que Ele faz conosco, Ele continua mandando bondades gratuitas o tempo inteiro. Que possamos saber reconhecer e agradecer as Suas bondades, que recebemos como resultado da Sua Misericórdia infinita, e não como fruto do nosso esforço.
 

 SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 5 de março de 2020

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5780

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- Óleo para Menorá.

-  As 8 Vestes do Cohen Gadol:
1) O Efod ("Avental") e os Engastes.
2) O Choshen Mishpat ("Peitoral").
3) O Meil ("Manto").
4) O Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
5) Avnet ("Cinto").
6) Ktonet ("Túnica").
7) Mitsnefet ("Turbante").
8) Michnassaim ("Calças").


- As 4 Vestes dos Cohanim simples.-
1) O Ktonet ("Túnica").
2) Avnet ("Cinto").
3) Migbaat ("Turbante").
4) Michnassaim ("Calças").


- A Consagração dos Cohanim.
- A Consagração do Altar.
- O Korban Tamid.
- O Mizbeach (Altar) de Incenso.

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5780 (06 de março de 2020)


Reinaldo era um milionário. Certo dia, quando estava em uma longa viagem de carro, decidiu escutar um CD com aulas de Torá que havia pego na sinagoga. A aula era sobre o uso desequilibrado dos nossos bens materiais. O rabino estava explicando que a maioria das pessoas vive correndo atrás do dinheiro e fazendo de tudo para obtê-lo, mesmo sabendo que não poderão levá-lo depois da morte.

Reinaldo ficou muito irritado com o discurso do rabino. Pensou consigo mesmo que o rabino falava daquela maneira apenas por não ter condições de ter uma vida de luxo e conforto como a sua. Porém, aquelas palavras ficaram na cabeça dele e, naquela noite, ele não conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, Reinaldo juntou todos os funcionários de sua empresa no refeitório. Todos acharam que ele faria algum comunicado importante. Porém, Reinaldo pediu para que alguém sugerisse uma forma de como levar as riquezas depois da morte. Os funcionários pensaram que Reinaldo tinha enlouquecido. Ele pôde escutar as risadinhas e os cochichos dos funcionários. Dias se passaram e ninguém veio trazer uma resposta a ele. Reinaldo começou a se sentir angustiado. Será que o rabino estava realmente certo?
 
Certo dia, um senhor religioso, com uma longa barba branca, veio ao escritório de Reinaldo. Ele informou que tinha ouvido a pergunta que ele fez aos funcionários e que tinha uma resposta para ela. Reinaldo estava ansioso para ouvir o que aquele senhor, que parecia ser muito sábio, tinha para falar. Mas, ao invés de responder diretamente a pergunta, o senhor perguntou se Reinaldo já havia viajado para o exterior. Reinaldo disse que havia visitado quase todos os países do mundo. Então, o senhor perguntou como ele havia feito para fazer compras nos Estados Unidos. Reinaldo, sem entender aonde aquele senhor queria chegar com suas perguntas, pacientemente explicou que, antes da viagem, havia convertido seus reais em dólares americanos. O senhor perguntou o que ele havia feito quando foi para a Inglaterra, e Reinaldo novamente explicou que havia convertido seus reais em euros. O sábio então questionou o motivo de ele não ter levado reais em suas viagens. Reinaldo riu da pergunta aparentemente tola, mas respondeu que os reais não tinham valor nos Estados Unidos e nem na Inglaterra. O sábio então concordou com ele e disse:

- Você quer ir para o Mundo Celestial após a sua morte, certo? Bom, no Mundo Celestial não aceitam reais e nem dólares. O nome da moeda de lá é "Mitzvót". Portanto, antes da sua "viagem", você precisa converter todo o dinheiro que você deseja utilizar em Mitzvót. Somente assim você poderá utilizar seu dinheiro lá.

Reinaldo ficou impressionado com a resposta daquele homem sábio. Realmente ele usava seu dinheiro de uma maneira egoísta e materialista, sempre pensando nos prazeres momentâneos. A partir daquele dia, Reinaldo mudou. Ele começou a prestar mais atenção às pessoas necessitadas e passou a ajudar os outros sem esperar nada em troca. Em outras palavras, Reinaldo começou a converter seu dinheiro em Mitzvót para que, quando saísse deste mundo, pudesse levar com ele uma grande fortuna."

Precisamos de dinheiro para sobreviver e ter uma vida confortável neste mundo. No entanto, também podemos usar nosso dinheiro para ajudar os outros. Não levaremos daqui nada do que acumulamos. Se usarmos o dinheiro para fins significativos, obteremos méritos que serão preciosos em nossa jornada espiritual eterna.

A Parashat desta semana, Tetsavê (literalmente "Ordene"), se alonga na descrição das roupas do Cohen Gadol, com todo o seu esplendor. E há um detalhe incrível nesta Parashá que a torna única: desde o nascimento de Moshé, na Parashat Shemót, até o fim da Torá, esta é a única Parashat na qual o nome de Moshé não é mencionado nenhuma vez. Também há outra curiosidade nesta Parashat que nos chama a atenção. Moshé faleceu no dia 7 do mês judaico de Adar, aos 120 anos. E sempre o Yortzeit (aniversário de falecimento) de Moshé coincide com a semana da Parashat Tetsavê, a Parashat na qual o nome de Moshé não é mencionado. Mas por que D'us omitiu o nome de Moshé em uma das Parashiót da Torá?

A resposta está na Parashat da semana que vem, Ki Tissá, na qual a Torá descreve um dos eventos mais trágicos da história do povo judeu: a construção do Bezerro de ouro, um ato de desespero do povo judeu que beirou a idolatria e quase levou ao extermínio do povo. D'us, em um momento de fúria, disse para Moshé: "Agora Me deixe, e Minha ira se acenderá contra eles, para que Eu os aniquile e faça de você uma grande nação" (Shemot 32:10). D'us pouparia apenas Moshé da destruição e reconstruiria o povo judeu a partir dele.
 
Este episódio nos lembra de outro trágico acontecimento na história do mundo. A humanidade havia se desviado dos caminhos de D'us e se corrompido. D'us então decidiu apagar do mundo todos os seres que havia criado. Somente Noach, uma pessoa reta, encontrou graça aos olhos de D'us. Ele e sua família foram escolhidos para reconstruir a humanidade. Eles receberam o comando de D'us de construir uma arca gigantesca, aonde levariam também alguns animais de cada espécie. Durante 120 anos Noach trabalhou para cumprir a vontade de D'us.

Porém, eram necessários tantos anos para construir esta arca? A verdade é que, apesar das suas enormes dimensões, certamente a arca poderia ter sido construída em muito menos tempo. Então por que o "projeto" durou 120 anos? Pois D'us queria dar mais uma chance para a humanidade. Noach teve tempo suficiente para fazer com que mais pessoas se arrependessem e ganhassem o direito de entrar na arca para serem salvos. Mas infelizmente conhecemos o triste final da história: mesmo depois de 120 anos, ninguém mais foi salvo. Como isto é possível? Noach era um Tzadik em seus atos, mas não se importou de verdade com o restante da humanidade. Quando ele escutou de D'us que ele e sua família seriam salvos, se tranquilizou. Não doeu como deveria ter doído em seu coração o fato de que toda a humanidade morreria. É por isto que o profeta Yeshayahu chama o dilúvio de "מי נח" (As águas de Noach) (Yeshayahu 54:9), demonstrando que, aos olhos de D'us, a "omissão de socorro" de Noach foi algo muito grave, como se Noach tivesse causado o dilúvio.

Qual é o ponto em comum entre estes dois eventos trágicos? Nas duas situações, D'us comunicou para os dois maiores Tzadikim de suas respectivas gerações, Noach e Moshé, sobre as futuras tragédias que ocorreriam. Por que D'us fez isso? Para dar a chance de eles atuarem como verdadeiros líderes, preocupados com as outras pessoas. Moshé passou no seu teste com louvor, mas Noach não. O Rav Ytzchak Luria zt"l (Israel, 1534 - 1572), mais conhecido como o grande sábio kabalista Arizal, conecta os dois eventos de maneira ainda mais profunda. Ele afirma que Moshé era a reencarnação de Noach, que havia recebido uma nova oportunidade para consertar seu erro do passado. Moshé viveu 120 anos, exatamente o mesmo tempo que Noach teve para salvar outras pessoas, mas que ele havia desperdiçado.
 
Quando Moshé escutou de D'us que ele seria poupado da destruição, ele poderia ter se acomodado. Porém, diferente de Noach, Moshé reagiu ao aviso de D'us de que todo o povo judeu seria apagado. Moshé se levantou e disse: "E agora, se Você puder ao menos perdoar o pecado deles! Mas se não, por favor, me apague do Seu livro que Você escreveu" (Shemot 32:32). Em outras palavras, Moshé estava fazendo um ato de "Messirut Nefesh", isto é, entregando sua própria vida em prol do povo judeu. Ele era um Tzadik, não havia transgredido na construção do Bezerro de ouro, mas não quis ficar sentado enquanto seus irmãos eram destruídos. Ele estava disposto a abdicar da sua própria existência se isto ajudasse na salvação do povo judeu. Seus apelos e rezas foram atendidas por D'us e o povo judeu foi perdoado. Para cumprir o pedido de Moshé, pelo menos em parte, D'us não o apagou de toda a Torá, mas o apagou de uma Parashat inteira.
 
Ao entregar sua própria vida em prol do povo judeu, Moshé estava consertando o ato egoísta de Noach. A prova disso é que a palavra usada por Moshé foi "מחני" (me apague), que contém exatamente as mesmas letras de "מי נח". Moshé viveu uma vida de entrega total ao seu povo. Ele foi um líder incrível, pois as necessidades do povo eram sempre mais importantes do que as suas próprias necessidades. Ele aprendeu a desenvolver sua sensibilidade, a ponto de sentir a dor de seus irmãos e estar sempre procurando formas de ajudá-los.
 
Estamos chegando à próxima parada do Calendário Judaico: a Festa de Purim, que se inicia na próxima 2ª feira de noite (10 de março), na qual revivemos a milagrosa salvação do povo judeu do terrível decreto de Haman, que queria a aniquilação de todo o povo. Um dos motivos pelos quais os judeus não tinham uma proteção Divina especial encontra-se nas palavras utilizadas por Haman para convencer o rei Achashverosh a matar os judeus: "Há um povo, espalhado e disperso entre os povos" (Esther 3:8). Os comentaristas explicam que isto não se refere apenas a uma dispersão física, mas principalmente a uma dispersão espiritual, isto é, a desunião do povo. Quando o povo judeu fica desunido, D'us se afasta. Por isso, parte da salvação foi justamente quando eles se uniram em prol de um único objetivo. Quando voltaram a sentir que um era responsável pelo bem estar do outro, em uma única noite toda a situação se reverteu favoravelmente ao povo judeu.
 
Noach foi cobrado por D'us por não ter se importado com aqueles que haviam se desviado do caminho. Nós também seremos cobrados por não nos importarmos com aqueles que estão afastados. Se não podemos trazer outras pessoas de volta aos caminhos de D'us através de aulas, que ao menos possamos sentir a dor deles. Não estamos isentos de ao menos rezar pelos nossos irmãos e nos importarmos de verdade com eles. Foi isto que nos salvou do exílio da Pérsia e, certamente, é isto que nos salvará do exílio no qual nos encontramos agora.
 

 SHABAT SHALOM E PURIM SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

HONESTIDADE NÃO TEM PREÇO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TERUMÁ 5780

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PARASHAT TERUMÁ 5780:

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ASSUNTOS DA PARASHAT TERUMÁ

- Doações para a construção do Mishkan (3 Terumót: ½ Shekel obrigatório, para as bases; ½ Shelek obrigatório, para os Korbanót; doação não obrigatória dos materiais de construção).
- O Aron Hakodesh e a Kaporet.
- A Shulchan.
- A Menorá.
- As 3 coberturas do Ohel Moed.
- As Tábuas (Estrutura do Ohel Moed).
- Parochet e Tela de entrada.
- O Mizbeach.
- O Pátio.

HONESTIDADE NÃO TEM PREÇO - PARASHAT TERUMÁ 5780 (28 de fevereiro de 2020)


Na pequena cidade de Santo Antônio da Platina, norte do Paraná, a honestidade de uma criança emocionou um funcionário da Companhia Paranaense de Energia, João Cândido da Silva Neto, de 57 anos. Era dia de trabalho e, como fazia todos os dias, ele estava se deslocando até a casa de uma família para cortar a eletricidade em razão da falta de pagamento. Para ele, o corte de eletricidade era uma atividade desagradável em qualquer circunstância. Apesar de ser obrigado a cumprir seu trabalho, lhe doía o coração, em especial quando se deparava com uma família carente, que se desesperava ao descobrir que ficaria sem energia.

Naquele dia não foi diferente. Ao chegar ao local para onde havia sido mandado, encontrou uma mulher sentada em um banco de madeira, junto com três crianças descalças, diante de uma casa de madeira bem velha. A mulher perguntou a João, com o olhar triste, se ele tinha vindo cortar a eletricidade. João balançou a cabeça afirmativamente, embora o coração quisesse dizer "não". A mulher então implorou para que ele não cortasse a luz, pois apesar de estar com duas contas atrasadas, estava para receber seu salário no dia 9. João então avisou, para a surpresa da mulher, que aquele dia era o dia 9. Ele informou que precisaria fazer o desligamento de qualquer maneira, mas se ela fizesse o pagamento naquele dia, ele voltaria ainda no final da tarde para religar. E assim ficou combinado.
 
Quando João terminou o desligamento, começou a atualizar as informações do serviço no tablet da empresa. Neste momento, as três crianças descalças se aproximaram dele e pediram R$ 1,00 para cada uma. João se apiedou delas e procurou nos bolsos alguma moeda, mas não encontrou. Acabou dando a um dos meninos, chamado Eugênio, uma nota de R$ 5,00, e pediu que ele dividisse o dinheiro com seus irmãos. Os olhos de Eugênio brilharam ao ver tanto dinheiro. João saiu de lá com o coração pesado ao ver o estado da casa na qual aquela família morava, demonstrando extrema pobreza. Como ficariam ainda sem luz?
 
Para a sua alegria, João recebeu no fim do dia o aviso do religamento da eletricidade daquela família. Conforme havia prometido, ele foi imediatamente ao local para "devolver a luz" àquelas pessoas tão pobres. Era seu momento de redenção, após um dia com tantas tristezas.
 
Ao ouvir o barulho da caminhonete, todos saíram eufóricos. O menino Eugênio veio até João e disse, muito alegre: "Ainda bem que você voltou!". João pensou que ele estivesse feliz pela luz que seria religada, mas este não era o motivo da alegria do menino pobre. Ele abriu sua mãozinha suja e suada, mostrando uma nota amassada de R$ 2,00, e exclamou: "Moço, toma seu troco!". Ao devolver aquele dinheiro, o pequeno menino deu um incrível exemplo de honestidade e responsabilidade. João não quis receber o troco de volta, disse que havia dado tudo para ele dividir entre os irmãos. Mas o pequeno menino insistiu e disse:
 
- Moço, era só um real pra cada um! Já dividi o dinheiro com meus irmãos, sobraram dois reais. Eles são seus.
 
João emocionou-se naquele dia. No momento em que nosso país vive uma monstruosa crise moral, onde as instituições governamentais estão todas contaminadas pela corrupção, aparece um menino todo sujo e nos faz acreditar que a humanidade ainda tem jeito. Naquele dia, João chorou de alegria. Como já não fazia há muito tempo, naquela noite ele dormiu feliz.

A Parashat desta semana, Terumá (literalmente "Porção"), descreve a construção do Mishkan (Templo Móvel) e seus utensílios sagrados. A Parashat começa contando sobre a arrecadação dos materiais necessários para todas as partes do Mishkan e, em seguida, descreve o comando de D'us para a construção do Aron HaKodesh (Arca Sagrada), da Menorá, da Shulchan (Mesa de ouro, onde eram oferecidos 12 pães chamados "Lechem Hapanim"), das Ieriót (coberturas de tecido e couro), dos Krashim (Tábuas que formavam as paredes do Mishkan), do Mizbeach (Altar de sacrifícios), das cortinas internas e externas e da área do pátio externo.
 
Sabemos que a ordem das Parashiot não são aleatórias e, portanto, a própria sequência na qual D'us as escreveu também transmite importantes informações. Por que D'us escreveu sobre a construção do Mishkan e seus utensílios logo depois da Parashat Mishpatim?
 
Explica o Ramban zt"l (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) que a Parashat da semana passada, Mishpatim,  trouxe dezenas de Mitzvót e seus detalhes, em especial Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (da pessoa com seu companheiro), que fazemos constantemente no nosso dia-a-dia, como auxiliar alguém que precisa de ajuda, dar Tzedaká aos pobres, devolver um objeto perdido e ser honesto nos negócios.

Quando D'us entregou a Torá, Ele criou um relacionamento com o povo judeu, um pacto que envolvia as duas partes. Ele afirmou que nos transformaria em Sua nação caso andássemos nos Seus caminhos, como está escrito: "E agora, se você ouvir a Minha voz e guardar o Meu pacto, você será um tesouro para Mim entre todas as nações... Você será para Mim um reino de sacerdotes e uma nação sagrada" (Shemot 19:5,6). Andar nos caminhos de D'us significa se comportar da maneira correta mesmo nos pequenos detalhes do cotidiano. Através do cumprimento das dezenas de Mitzvót contidas na Parashat Mishpatim, o povo judeu estava demonstrando sua disposição de aceitar a Torá e manter o "contrato" firmado com D'us no Monte Sinai.
 
As Mitzvót nos santificam, nos elevam e nos conectam a D'us. Por isso, quando o povo judeu recebeu as Mitzvót cotidianas e começou a cumpri-las, imediatamente tornou-se um povo sagrado. Desta maneira, este povo também tornou-se merecedor de um Mishkan, isto é, que a Presença de D'us habitasse constantemente entre eles. É por isso que logo após as Mitzvót da Parashat Mishpatim, D'us ordenou que eles construíssem um Mishkan. Da mesma maneira que eles podiam constantemente servir a D'us através das pequenas Mitzvót cotidianas, então D'us decidiu morar constantemente entre eles.
 
D'us é infinito, está acima do tempo, do espaço e da matéria. Ele pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, pois não tem nenhum tipo de limitação. Então qual é a ideia de que Ele "habita" em um determinado lugar? A resposta é que D'us realmente não precisa de uma "residência". Porém, Ele cria lugares, objetos e momentos que são sagrados com o intuito de facilitar com que possamos "sentir" Sua presença, nos conectar a Ele e experimentar Sua Santidade. Isto é apenas uma forma de D'us querer se manifestar através de algo material, tornando um lugar, um objeto ou um momento do ano mais especial.
 
Este conceito pode ser percebido em um pequeno detalhe do comando de D'us na construção do Mishkan. Assim está escrito: "Construa para Mim um Mishkan, para que Eu possa morar dentro deles" (Shemot 25:8). Por que "dentro deles", ao invés de "dentro dele"? O "eles" refere-se ao povo judeu e suas casas. O objetivo das Mitzvót é fazer com que cada pessoa e cada casa se transforme em pequenas moradias da Presença de D'us. No judaísmo não há separação entre a sinagoga, o lar, a família, o trabalho e o lazer. A Torá e seus valores servem para criar um relacionamento com D'us que se aplica a todos os momentos das nossas vidas.
 
O Mishkan é uma ferramenta e um veículo para nos ajudar a trazer a Presença Divina a este mundo de forma constante, não apenas em momentos esporádicos. O Mishkan é uma "repetição em pequena escala" do que ocorreu no Monte Sinai. Assim como no Monte Sinai as pessoas estavam todas ao redor da montanha, no deserto os judeus se organizavam ao redor do Mishkan. Da mesma forma que no Monte Sinai D'us falava diretamente com Moshé, no Kodesh Hakodashim D'us também falava diretamente com Moshé, por cima do Aron HaKodesh. O Mishkan era a forma de mantermos a conexão máxima, uma repetição constante do evento da entrega da Torá. No Monte Sinai houve o casamento entre D'us e o povo judeu. Não era a intenção de D'us formar conosco um vínculo tão forte no Monte Sinai e não dar continuidade a este relacionamento. O Mishkan é a continuação dessa proximidade, onde e quando estivermos. E mesmo quando o Templo Sagrado deixa de existir fisicamente, D'us pode repousar dentro de cada um de nós, em nossas casas e em nosso cotidiano, pois cada Mitzvá e cada pequeno ato de honestidade é a forma de mantermos nossa conexão com D'us.
 
O Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis HaLevi, traz outra razão pela qual a Parashat Terumá, que fala do Mishkan, vem logo após a Parashat Mishpatim. A Parashat Terumá começa pedindo às pessoas que contribuam com ouro, prata e os outros materiais necessários para a construção do Mishkan. Quando fazemos uma doação, de onde vem o dinheiro? É o fruto do nosso trabalho. Por isso, a pessoa deve conhecer bem as leis sobre transações comerciais e sobre propriedade para ter certeza de que não está fazendo nada de errado em seus negócios. A Tzedaká feita com dinheiro juntado através de ganhos ilícitos não é uma Mitzvá, é uma transgressão. Este é o conceito ensinado pelos nossos sábios de "Mitzvá Habá BeAveirá" (Uma Mitzvá que vem através de uma transgressão). Para doar para a construção de um "Mishkan", precisamos ter a certeza de que cumprimos as Mitzvót cotidianas da Parashat Mishpatim.
 
Às vezes ocorrem grandes acontecimentos ou decisões. Porém, o principal das nossas vidas são os pequenos acontecimentos cotidianos. É em cada pequeno ato que definimos quem somos de verdade. Os pequenos atos do cotidiano trazem santidade para nossas casas, nossas famílias, nosso trabalho e nossos momentos de lazer. O nosso 3º Beit HaMikdash precisa em breve ser reconstruído em Jerusalém. Porém, antes disso, ele deve ser reconstruído dentro de cada um de nós.
 

 SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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