quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A FONTE DA NOSSA ALEGRIA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT HAAZINU E SUCÓT 5780

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VÍDEO DE SUCÓT

Pedro era um garoto esperto. Gostava de fazer perguntas difíceis, que davam um nó na cabeça dos adultos. Certa vez, ele fez uma pergunta realmente difícil:
 
- Pai, qual é o tamanho de D'us?

O pai ficou confuso. Era algo profundo para alguém da idade de Pedro perguntar. Como ele responderia de forma que o menino entendesse? Ao olhar para o céu, viu que naquele momento passava um avião. Ele então teve uma ideia genial. Apontando para o avião no céu, ele perguntou ao filho:

- Que tamanho tem aquele avião?

Pedro respondeu que o avião era muito pequeno, quase não dava para vê-lo. Então o pai levou Pedro a um aeroporto e, ao chegar perto de um avião, perguntou:

- E qual é o tamanho deste avião?

- Uau, pai, esse é enorme! - disse Pedro, com os olhos arregalados - Não parece com aquele avião pequeno que vimos voando há algum tempo!
 
- Esta é a resposta para a sua pergunta, meu querido - disse o pai - Assim também é D'us: o tamanho vai depender da distância que você estiver Dele. Quanto mais perto você estiver Dele, maior Ele será na sua vida.

Nesta semana lemos a Parashat Haazinu (literalmente "Que escute"), que traz um cântico de Moshé expressando o reconhecimento da total harmonia da Criação Divina. E este reconhecimento se conecta com a nossa próxima parada no Calendário Judaico. No próximo domingo de noite (13 de outubro) começaremos a reviver a Festa de Sucót, também conhecida como "Zman Simchateinu" (A época da nossa alegria). Mas por que justamente esta festa é associada com a alegria? Além disso, saímos de Rosh Hashaná, uma época de Din (Julgamento), passamos por Yom Kipur, uma época de Kapará (expiação dos nossos erros) e Tahará (purificação) e, finalmente, chegamos a Sucót, a época de Simchá (alegria). A proximidade entre as três festas nos traz um ensinamento muito importante e profundo: não pode haver Simchá verdadeira sem passar pelo Din, pela Kapará e pela Tahará. Como o julgamento e a limpeza espiritual se conectam com a alegria?

A resposta está na primeira Festa do Calendário Judaico, Pessach, a data que marca a saída do Egito. O Egito era uma manifestação de uma sociedade idólatra, odiada por D'us e apenas esperando para ser julgada e destruída. Mas por que este tinha que ser o berço para o surgimento do povo judeu? E por que o primeiro destino depois de deixarmos o Egito, a caminho do Monte Sinai, foi um local chamado Sucót?

A palavra Mitzraim, "Egito", também significa "limites", isto é, aquilo que restringe. A explicação mais simples é que Mitzraim foi o lugar da escravidão física e espiritual do povo judeu. Porém, há um entendimento mais profundo. Talvez o que mais limitava o Egito era sua visão distorcida da realidade. Muitas vezes as vontades humanas entram em conflito com a "vontade Divina". A obediência parece uma submissão que causa perda de liberdade. Não acreditar em D'us pode representar a liberdade, a fuga do peso das regras. Assim se comportavam os egípcios, e assim se comportam as sociedades que querem se afastar de D'us.

Mas o que pode não ser tão óbvio é que essa filosofia da "libertar-se de D'us" também é uma forma de limitação. Ironicamente, esta noção da "liberdade", portanto, não é uma liberdade verdadeira, é um aprisionamento. Por exemplo, se você pegar uma peça de roupa e remover os fios que prendem suas diversas partes, a peça se desfaz. A roupa, que com suas partes unificadas proporcionava cobertura e calor, torna-se uma massa de pedaços individuais com pouco ou nenhum significado. Isto representa a negação da realização do potencial da roupa. O mesmo vale para o "tecido da Criação". Se removermos a existência de D'us, removeremos o "fio" que une os aparentemente infinitos fragmentos individuais da história e que os transformam em um tecido coerente e significativo. A consciência de que D'us existe é o entendimento de que toda pessoa, todo ato, toda célula, tudo faz parte do mesmo universo e tudo se conecta. É o entendimento de que não podemos fazer absolutamente nenhum ato sem impactar na Criação e sem afetar o destino do mundo.
 
Além disso, a consciência da existência de D'us é o entendimento de que tudo é possível, é o conhecimento da extensão do nosso próprio potencial, que está muito além do que percebemos. Aquele que não acredita em D'us é livre para vagar pela terra, mas aquele que tem a consciência de D'us é livre para alcançar além das estrelas, como Avraham, conforme está escrito "[D'us] então levou [Avraham] para fora e disse: "Olhe para o céu e conte as estrelas. Veja se você pode contá-las" (Bereshit 15: 5). D'us estava dizendo: "Avraham, Eu fiz este universo, que está além da sua compreensão. Se Eu o mantenho a cada instante, se sou Eu quem cria cada potencial e permite sua realização, será que Eu não posso te dar um filho em sua velhice? Eu não posso fazer o que Eu quiser, sem limites?". Avraham, na época, acreditava apenas no que sua experiência de vida e seus cinco sentidos podiam experimentar. Por isso, ele questionava: "Poderia um homem de 99 anos ter um filho? Isso já aconteceu antes?" A resposta de D'us foi: "Olhe além da realidade física, veja o infinito, veja que existe um potencial além do que você percebe com seus sentidos. Saiba que seu potencial está lá fora, esperando para ser cumprido de acordo com a Minha vontade, pois eu sou D'us, ilimitado em possibilidades".

Aquele que acredita que a vida e o sucesso são frutos do acaso é muito limitado no que pode realizar. Como resultado, a pessoa se torna egoísta, porque acha que tudo depende apenas dela mesma. Ela acaba escolhendo a rota mais segura e com menos riscos. E, normalmente, a realização é algo arriscado, enquanto o conforto é seguro. Desta maneira, a limitação acaba se tornando uma escolha de vida. Assim, pouco a pouco, o mundo se transforma em um lugar desprovido de alegria. A miséria infligida pela sociedade egípcia representa muito mais do que apenas a dor física, representa a ausência de alegria. Os egípcios não acreditavam em D'us, nem em possibilidades ilimitadas, apenas acreditavam em conforto. Eles não acreditavam em milagres, e aprenderam que eles existiam da maneira mais dolorosa. Os egípcios viam qualquer realização ambiciosa como um risco e, por isso, em busca de segurança, afundaram cada vez mais, até morrerem espiritualmente.

Muitos judeus que acreditavam no mesmo modo de vida morreram na nona praga. O restante precisou ser levado para fora do Egito, para olhar as estrelas, contá-las e receber a mesma lição de Avraham, de que a consciência de D'us nos faz acreditar em todas as possibilidades, pois D'us pode fazer o que quiser. E a realização do nosso potencial, o entendimento de que tudo é possível, é o que cria alegria. Após D'us avisar a Avraham que ele seria pai aos 99 anos, está escrito: "Avraham atirou-se sobre sua face e riu" (Bereshit 17:15,17). Esta é a alegria criada pelo entendimento de que não somos limitados.

O lugar mais lógico para a primeira parada depois de deixar o Egito era um local que os ajudaria a acreditar em um potencial que estava além dos cinco sentidos. Sucót deveria ensinar-lhes a realidade dessa verdade, libertá-los da verdadeira escravidão imposta pelo Egito: o pensamento restrito, tendo como consequência o comodismo. Rosh Hashaná e Yom Kipur precedem Sucót. O Din nos reconecta com a Fonte de todo o potencial. Ao nos esforçarmos para atingir a Kapará, solidificamos nosso compromisso de usá-lo, enquanto a Tahará garante sua realização. Sucót comemora tudo isso. Chegamos a Sucót repletos de uma sensação de liberdade, uma sensação de que podemos atingir o nosso potencial. Esta é a alegria real e duradoura.

Um aspecto da Sucá, a cabana que habitamos durante os sete dias de Sucót, é que ela representa as "Nuvens da Glória" com as quais D'us envolveu o povo judeu e o protegeu dos perigosos do deserto. As Nuvens eram mérito de Aharon HaCohen, alguém que amava e perseguia a paz. Há, portanto, uma conexão entre a paz, as Nuvens e a Sucá. E assim dizemos na reza de Arvit: "E espalhe sobre nós a Sucá da Sua paz". A qualidade principal de Aharon, crucial para seu papel de Cohen Gadol, era sua falta de egoísmo. Ele era um homem completo, sentindo como se não tivesse necessidades pessoais, concentrando-se nas necessidades dos outros. Ele era um homem espiritual, desapegado do mundo físico, "feliz com a sua parte". Como Aharon construiu esta característica? Ele acreditava que o que ele tinha na vida era o que D'us queria que ele tivesse. Se D'us desejasse que ele tivesse mais ou menos, assim Ele o ordenaria. Portanto, como podemos nos preocupar conosco quando outros têm necessidades que parecem não ser satisfeitas? Isso faz parte de estarmos felizes com o que temos.

Além disso, quando reconhecemos e acreditamos totalmente na justiça de D'us, isto é, sabemos que Ele controla tudo e todos, isto cria a paz. A paz dentro de nós mesmos e a paz com os outros. O que alguém nos dá ou tira de nós acontece como uma expressão da vontade Divina. Esta é a lição que Aharon ensinou ao povo: D'us está aqui, cuidando de você. Ele conhece suas necessidades e dá a você o que você precisa o tempo todo. A "Sucá da paz" vem todos os anos fortalecer este ensinamento. Não se preocupe demais, confie em D'us e veja a possibilidade ilimitada que está à sua frente.

O Din ensina sobre nosso potencial ilimitado, pois lembramos que D'us, o Criador e Juiz do nosso potencial, é ilimitado. A Kapará nos desperta para a urgência de cumpri-lo e nos esforçarmos o máximo que pudermos. A Tahara nos transforma e nos ajuda a chegarmos ao sucesso. E a Simchá vem como o combustível, para alimentar nossa vontade de crescer e nos colocar no nosso caminho para a grandeza espiritual.

 
SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Mensagem de Yom Kipur 5780

BS"D
TEXTO DO VIDUI PARA IMPRESSÃO
TEXTO DO VIDUI PARA IMPRESSÃO
MENSAGEM DE YOM KIPUR 5780
 
Diferente de Rosh Hashaná, que é um dia de Julgamento, Yom Kipur é um dia de Misericórdia Divina, uma das maiores demonstrações do amor de D'us pelo povo judeu. Somos insignificantes perante o Criador e deveríamos passar o dia inteiro agradecendo as Suas bondades, porém acabamos nos desviando e pagamos o bem com o mal. Durante o ano fomos rebeldes, não escutamos o que D'us nos comandou e acabamos tropeçando em várias transgressões, das mais leves às mais pesadas. É difícil continuar a caminhada carregando um pacote tão pesado de transgressões. Por isso, em Sua infinita Misericórdia, D'us nos deu um incrível presente: o dia de Yom Kipur. Neste dia podemos abrir nossos corações e implorar para que D'us nos perdoe pelos nossos erros. Se D'us vê que estamos sendo sinceros, que nos arrependemos, que queremos mudar e futuramente evitar os mesmos erros, então Ele nos perdoa e limpa nossa alma, para que possamos começar o ano mais leves. Isto nos dá a chance de, mesmo após termos "saído da estrada", podermos retomar o nosso caminho de crescimento com o coração completamente purificado.

Parte do processo de Teshuvá (retorno aos caminhos corretos) é o "Vidui", a confissão dos nossos erros. Por isso, deixo em anexo o texto do
Vidui, transliterado, traduzido e comentado, para que possamos entender melhor os erros que cometemos e suas consequências. É permitido fazer quantas cópias quiser, inclusive para distribuir a outras pessoas na sinagoga.

Mas não podemos nos esquecer de que não é apenas contra D'us que transgredimos durante o ano. Também erramos muito com as pessoas. Enganamos, roubamos a confiança dos outros, não nos importamos com as dificuldades e sofrimentos das pessoas quando elas mais precisavam, ofendemos, fizemos piadas de mau gosto. Nossos sábios ensinam que, apesar da enorme força de expiação das transgressões que existe em Yom Kipur, ela somente funciona para limpar os erros que cometemos contra D'us. Os erros que cometemos contra o próximo não são perdoados por D'us até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos. Por isso, a Halachá (Lei Judaica) nos ensina que é necessário apaziguar a pessoa que machucamos, prejudicamos ou magoamos através de um sincero pedido de perdão.

Para entender o quão graves são os erros que cometemos contra as pessoas, é só perceber que D'us, quando nos entregou os 10 Mandamentos, utilizou duas Tábuas, justamente para que em uma Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e D'us, enquanto na outra Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e seu semelhante. Desta maneira, D'us estava nos transmitindo que, aos Seus olhos, as duas Tábuas têm o mesmo valor e transgredi-las é igualmente grave. 

Portanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir perdão a qualquer um de vocês, leitores do "Shabat Shalom M@il", tanto aqueles que eu conheço pessoalmente quanto aqueles cujo meu único contato é através dos e-mails semanais, por qualquer atitude que possa ter ofendido ou magoado, ou por ter causado qualquer tipo de tristeza. Tanto os erros intencionais quanto os não intencionais, tanto os erros que eu me lembro quanto aqueles que eu já me esqueci, de todos eles eu me arrependo profundamente e espero que vocês me perdoem. De acordo com a Halachá, não é suficiente mandar uma mensagem para nossos conhecidos dizendo "Desculpe por qualquer coisa". Por isso, peço por favor que, caso alguém realmente tenha alguma mágoa, por favor me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.

Existe uma incrível fórmula para sermos perdoados em Yom Kipur: "Todo aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez mal, D'us passa por cima de todas as suas transgressões e o perdoa". Portanto, eu perdoo de todo o coração a qualquer um que possa ter feito algum mal para mim, intencionalmente ou não intencionalmente.

Que possamos ter um ano doce, com muita saúde, crescimento espiritual, paz e respeito ao próximo. Que possamos ter paz dentro do povo judeu, que possamos voltar a ser um povo unido, um povo que ama ao próximo como a si mesmo, para que tenhamos o mérito da vinda imediata do Mashiach, a reconstrução do nosso Beit Hamikdash e que possamos receber todas as Brachót que D'us, há mais de 2 mil anos, aguarda para nos mandar.

"A QUEM FIZ MAL, PEÇO PERDÃO
A QUEM EU AJUDEI, QUERIA TER FEITO MAIS
A QUEM ME AJUDOU, AGRADEÇO DE CORAÇÃO"

Shaná Tová e Gmar Chatimá Tová

Com carinho,

R' Efraim Birbojm
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CALMA PARA CORRIGIR OS ERROS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYELECH E YOM KIPUR 5780

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VÍDEO DE YOM KIPUR

CALMA PARA CORRIGIR OS ERROS - PARASHAT VAYELECH E YOM KIPUR 5780 (04/outubro/2019)


"A Sra. Blumenthal foi assistir à apresentação de uma importante ópera. Como era um espetáculo de gala, ela foi com suas melhores roupas e colocou suas melhores joias. A apresentação foi maravilhosa e ela voltou contente para a casa. Porém, ao se olhar no espelho, notou que havia perdido seu colar de pérolas. Ela ficou desesperada. O problema não era apenas o valor daquele colar, mas também por ser uma joia de estimação. A Sra. Blumenthal pensou que talvez tivesse deixado cair no carro. Sem paciência de esperar o elevador, desceu correndo pelas escadas e foi até a garagem. Examinou o veículo cuidadosamente, mas infelizmente não encontrou o seu colar.
 
A Sra. Blumenthal mal conseguiu dormir naquela noite. Na manhã seguinte, logo cedo, ela fez uma ligação para o teatro e foi gentilmente atendida pelo gerente. Ela explicou, desesperada, sobre o colar desaparecido e o seu imenso valor sentimental. O gerente, muito solícito, pediu a ela que aguardasse na linha enquanto ele verificava com o pessoal da manutenção se alguém havia encontrado o colar. Após alguns telefonemas, o gerente conseguiu falar com o chefe da manutenção, que informou que um dos faxineiros, após o espetáculo, havia encontrado o colar caído no chão e havia devolvido. O colar estava guardado em um lugar seguro.

Voltando ao telefone para transmitir a feliz notícia à senhora angustiada, o gerente constatou que ela já havia desligado. Ele não sabia quem era aquela senhora e nem o seu telefone. Infelizmente ela não teve paciência de esperar. O gerente ligou novamente para o chefe da manutenção e disse:

- Você vê como são as coisas? As pessoas pedem ajuda, mas infelizmente não "ficam na linha" aguardando a resposta. Quando querem resolver as coisas, são muito precipitadas e desanimam rápido demais".
 
Nos comportamos como a Sra. Blumenthal. Na ânsia de consertar nossos erros, acabamos agindo de maneira precipitada e impulsiva. A falta de paciência nos faz desistirmos rápido demais. A consequência é que sofremos de maneira desnecessária e carregamos problemas e dificuldades pelo resto das nossas vidas.

Nesta semana lemos a Parashat Vayelech (literalmente "E foi"), que continua descrevendo o último discurso de Moshé antes do seu falecimento. Moshé transmitiu aos judeus que D'us já havia previsto que eles futuramente se desviariam do caminho, despertando a fúria Divina, mas que se arrependeriam após perceber que haviam se afastado de D'us, como está escrito: "Esta nação se levantará e se desviará atrás das divindades das nações da terra... E eles me abandonarão e quebrarão o pacto que Eu fiz com eles. E a Minha fúria queimará contra eles naquele dia... e muitos males e angústias lhes acontecerão, e eles dirão naquele dia: 'Não é porque nosso D'us não está mais entre nós que todos estes males aconteceram?'" (Devarim 31:16,17).

Este assunto de erro e arrependimento se conecta com a próxima Festa do Calendário Judaico: Yom Kipur, o "Dia do Perdão", um dos dias mais solenes e sagrados para o povo judeu, que se inicia na próxima 3ª de noite (08 de outubro). Yom Kipur marca o dia no qual D'us perdoou o povo pela terrível transgressão do bezerro de ouro. Esta mesma influência espiritual, de perdão e misericórdia Divina, se repete anualmente em Yom Kipur, conforme está escrito na Torá: "Pois, neste dia (Yom Kipur), Ele perdoará você, e vai purificá-lo. Diante de D'us você será purificado de todas as suas transgressões" (Vayikrá 16:30). Mas como isto funciona? Como alcançamos o perdão Divino após cometermos tantos erros durante o ano?

O versículo termina com as palavras "Diante de D'us você será purificado". Nossos sábios explicam que esta é uma das fontes que nos ensina que a única maneira para obter o perdão Divino é através da Teshuvá, o arrependimento pelos nossos erros, a volta para perto de D'us. E uma das partes principais da Teshuvá é o Vidui, a confissão das nossas transgressões. Durante todo o ano nós sempre procuramos desculpas para justificar nossas atitudes equivocadas. Algumas vezes dizendo que não erramos, outras que fomos forçados a errar, ou até mesmo jogamos a culpa nos outros para nos livrarmos das responsabilidades por nossos atos. Porém, em Yom Kipur nós assumimos e confessamos nossos erros perante D'us.

No entanto, o processo de Teshuvá exige mais do que apenas fazer o Vidui. Sem a Charatá (arrependimento), a "Azivat HaChet" (abandonar a transgressão) e a "Kabalá Lehabah" (compromisso de se abster das transgressões no futuro), não há Teshuvá e o Yom Kipur não limpa os nossos erros.
 
Isto nos assusta um pouco e traz poucas perspectivas de termos um Yom Kipur significativo e bem-sucedido. Todos nós lembramos o Yom Kipur dos anos anteriores, quando ficamos horas de pé, batendo em nosso peito enquanto pronunciávamos as transgressões sem fim pelas quais éramos culpados, com o sincero desejo de nunca mais tropeçar novamente naqueles erros. Porém, ano após ano, nos encontramos rapidamente repetindo exatamente os mesmos erros! Assim foi com a nossa decisão de nunca mais falar Lashon Hará, de darmos mais Tedaká e de dedicarmos mais tempo ao estudo da Torá. Por que não funcionou? Será que não estávamos sendo honestos? Se a Teshuvá completa inclui o total abandono da transgressão, então por que, em todos os anos anteriores, quando nos arrependemos, nunca demoramos muito para voltar aos nossos maus hábitos anteriores? Sem esta resposta, corremos o enorme risco de abalarmos a nossa confiança e de nos resignarmos a sermos "transgressores sem cura". Como fazer para que neste ano seja diferente?

Explica o Rav Yehonasan Gefen que a solução está em enxergar que normalmente cometemos dois grandes erros em Yom Kipur. O primeiro erro é achar que vamos conseguir acordar no dia seguinte pessoas completamente diferentes, novas criaturas nas quais todos os maus hábitos anteriores já não existem mais. Isto é uma grande autoenganação. Precisamos aceitar a realidade de que a verdadeira realização no judaísmo não é composta por grandes mudanças pontuais, e sim pelo crescimento diário, passo a passo, constante e sólido. O crescimento não acontece do dia para a noite, ele é necessariamente um processo gradual e, portanto, algo que leva tempo. E, mesmo que ainda não vamos conseguir consertar de uma vez todos os nossos erros depois de Yom Kipur, está tudo bem. De fato, o crescimento é exatamente o motivo pelo qual viemos ao mundo. Viemos para crescer, para desenvolver nossas habilidades, para nos tornarmos pessoas melhores. E se nos comprometermos com um projeto construtivo de autodesenvolvimento, mesmo que seja um processo que leve meses ou até mesmo anos, estamos fazendo a vontade de D'us. Esta é a Teshuvá que Ele espera de nós.

Outro erro comum cometido em Yom Kipur é que passamos o dia expressando arrependimento e remorso por nossas ações, assumindo um compromisso verbal de que nunca mais praticaremos estes atos. Porém, desta maneira perdemos o foco, pois nos concentramos diretamente no ato, isto é, se fizemos ou não as Mitzvót ou as transgressões, mas ignoramos os aspectos do nosso caráter que são os verdadeiros causadores dos nossos erros. Por exemplo, o problema não está em perder a hora todos os dias e chegar atrasado na Tefilá. O problema está na preguiça que precisa ser vencida, pois o atraso é só uma consequência deste traço de caráter negativo. É por isso que normalmente fracassamos em evitar as futuras transgressões, pois focamos nas consequências, mas esquecemos de consertar as verdadeiras causas. Somente ter a vontade de não errar mais não se transforma automaticamente em uma verdadeira Teshuvá. Ter boas intenções é muito louvável, mas não é suficiente para nos levar a conquistas espirituais.

Aquele que realmente quer mudar e melhorar seus caminhos deve canalizar suas energias na introspecção e na busca sobre o que o inspira e o que o leva às transgressões. Para que a Teshuvá seja honesta, real e, acima de tudo, duradoura e eficaz, é preciso desenvolver uma profunda repulsa, não apenas pelas transgressões, mas também pelas fraquezas pessoais que nos levam por este caminho. Existem algumas perguntas que, apesar de serem dolorosas, não podemos fugir delas se queremos crescer e melhorar: "Este é o judeu que eu realmente quero ser? Esta é a vida que eu quero viver? Estas são as prioridades que eu devo ter na vida? Este é o tipo de cônjuges, pais e amigos que realmente queremos ser?". Todas estas perguntas, e outros questionamentos, devem ajudar a nos guiar para o único caminho que permitirá nos tornarmos pessoas realmente melhores: o longo, complexo e às vezes cansativo, mas extremamente recompensador, trabalho de autoaperfeiçoamento.

Teshuvá exige que comecemos a formular uma estratégia para lidar com nossos traços de caráter negativos, para superar de forma sistemática aqueles traços que pesam e minam nosso desejo mais profundo de termos sucesso espiritual. Não é através de uma única atitude, e sim de um processo. Não nos tornaremos seres humanos perfeitos do dia para a noite. Se no estado quase angelical que atingimos em Yom Kipur acharmos que podemos mudar tudo de uma vez, o choque de volta à realidade será inevitável e extremamente doloroso. Nossa Teshuvá não precisa garantir a conclusão instantânea, a mudança imediata. A Teshuvá deve ser, antes de tudo, sincera e real. A máxima expressão da Teshuvá verdadeira, que D'us espera de nós em Yom Kipur, é que possamos mostrar a Ele que estamos embarcando na longa e difícil, mas poderosa, jornada que nos permitirá futuramente evitar as transgressões pelas quais confessamos com arrependimento sincero.

Se durante Yom Kipur nós apresentarmos a D'us, não apenas sonhos, desejos e expectativas angelicais, mas planos concretos para um crescimento verdadeiro e sustentável, Ele certamente aceitará nossa Teshuvá. Pois mais do que nós queremos voltar, Ele, como um Pai misericordioso, quer Seus filhos de volta.
 

SHABAT SHALOM E TSOM KAL (UM JEJUM LEVE)
 
QUE SEJAMOS SELADOS NO LIVRO DA VIDA

 

R' Efraim Birbojm

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