sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

QUEM NÃO DESISTE CHEGA LÁ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TETZAVÊ 5779

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QUEM NÃO DESISTE CHEGA LÁ - PARASHAT TETZAVÊ 5779 (15 de fevereiro de 2019)
Certo dia, o pai de Carlos, um jovem rapaz que havia acabado de tirar sua carteira de motorista, quis sair com seu filho para que ele aprendesse a dirigir em uma estrada e ganhasse mais experiência. De repente, eles foram pegos de surpresa por uma forte tempestade. Carlos, assustado, perguntou ao pai: "O que eu devo fazer, pai? Estou com medo!". O pai disse: "Continue dirigindo, firme e com atenção".

O carro começou a ser empurrado para o lado pelo forte vento, pois a tempestade estava ficando cada vez pior. "O que eu devo fazer?", perguntou Carlos novamente, ainda mais assustado. "Mantenha os olhos na estrada e segure firme o volante", respondeu o pai.

Alguns metros adiante, Carlos notou que até mesmo os grandes caminhões estavam parando por causa da tempestade. Ele pensou em parar e disse ao seu pai: "Pai, eu acho melhor parar, mal posso ver o que está na frente do carro. Todo mundo está parando!". Seu pai então lhe disse: "Não desista, continue dirigindo!".

Agora a tempestade estava terrível, mas Carlos não parou de dirigir. Algum tempo depois, o céu começou a clarear. Depois de poucos quilômetros, a chuva tinha passado e um sol firme brilhava. Seu pai então disse: "Agora você pode encostar e sair". Carlos não entendeu e perguntou: "Mas por que agora, pai, que a chuva já passou?". Seu pai então abriu um sorriso e explicou:

- Quando você sair, olhe para trás. Você verá que todas as pessoas que desistiram ainda estão na tempestade. Mas como você não desistiu, para você a tempestade já acabou. Você conseguiu. Assim é a vida, filho".

Com a mesma perseverança deve se comportar aquele que deseja adquirir espiritualidade. Apesar das dificuldades que a vida nos apresenta, somente aquele que não desiste alcança seus objetivos.
A Parashat desta semana, Tetzavê (literalmente "Ordene") continua falando sobre o Mishkan (Templo Móvel) e os serviços espirituais feitos nele. A Parashat dá uma ênfase especial às roupas que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) utilizava durante os serviços feitos no Mishkan, entre eles o acendimento diário da Menorá.

A Parashat começa justamente descrevendo o azeite que era utilizado no acendimento da Menorá, como está escrito: "Azeite de oliva puro, prensado, para a iluminação, para acender a luminária constantemente" (Shemot 27:20). Cada detalhe deste versículo nos ensina algumas das Halachót (Leis) referentes ao azeite que deveria ser produzido para acender a Menorá. Por exemplo, quando a Torá diz que o azeite deveria ser "puro", significa que ele deveria estar livre de qualquer tipo de sedimento. Já o conceito de ser "prensado" nos ensina que a azeitona deveria ser prensada manualmente, de forma que apenas a primeira gota que saísse fosse utilizada para o acendimento da Menorá. Depois disso, a azeitona era colocada em um moinho para que o resto do azeite saísse, mas este azeite produzido no moinho não podia ser utilizado para acender a Menorá, podendo ser utilizado somente como parte da oferenda de "Minchá", composta por farinha, azeite e incenso.

Na prática, o que isto significa? Que se tivéssemos diante de nós dois potes de azeite, visualmente iguais em pureza e cor, e também com o mesmo gosto, sendo que a única diferença entre eles era que um foi preparado através de um trabalho braçal, sendo a azeitona esmagada manualmente, enquanto o outro foi preparado através do esmagamento da azeitona em um moinho, o primeiro poderia ser utilizado para o acendimento da Menorá, enquanto o segundo poderia ser utilizado apenas para a oferenda de Minchá. Porém, se os dois azeites eram visualmente iguais, por que esta diferença? E o que isto tem de implicação prática em nossas vidas?

Explica o livro Lekach Tov que o Mishkan, com cada um dos seus detalhes, tinha incríveis paralelos com o ser humano. Portanto, a resposta de qual é a diferença entre os dois tipos de azeite está no entendimento do que a Menorá e a oferenda de Minchá simbolizam. A luz da Menorá simboliza a Torá, pois a Torá é comparada com uma luz que ilumina a escuridão, associada com a falta de conhecimento e a ignorância. Portanto, a Menorá simboliza as forças intelectuais que foram dadas ao ser humano, os utensílios que foram preparados para receber a sabedoria e o conhecimento. Por isso, cada um dos detalhes em relação ao azeite da Menorá certamente traz ensinamentos em relação ao nosso estudo de Torá.

Um dos detalhes diz respeito às condições necessárias para a produção do azeite. Ele deve ser completamente puro, sem sedimentos e sem a presença de qualquer elemento estranho misturado. O mesmo se aplica ao nosso estudo de Torá, que deve ser puro, sem a mistura de ideias estranhas. Da mesma maneira que a boa qualidade do azeite é uma garantia de que a chama acesa com ele será clara e estável, também devemos ser rigorosos com a qualidade do "alimento" espiritual que servimos ao nosso intelecto, para que possamos criar e materializar uma forma correta e clara de como enxergamos a vida. Uma pessoa que se expõe a ideias e imagens que vão contra a Torá durante o seu dia, mesmo que seja em seu ambiente de trabalho, certamente sofrerá uma influência espiritual negativa no momento em que for estudar Torá.

Há outro tipo de interferência negativa que também tem atrapalhado muito o nosso estudo de Torá atualmente. Talvez um dos maiores desafios da nossa geração é o uso desequilibrado do nosso celular. Não conseguimos ter nem mesmo 10 minutos de estudo de Torá "puro", pois a cada instante o celular atrapalha a nossa concentração. Interrompemos no meio do estudo para responder mensagens de assuntos que nada tem a ver com espiritualidade, inserindo no nosso estudo de Torá "sedimentos estranhos", que deixam a nossa Torá longe da pureza desejada.

O segundo detalhe diz respeito à forma de preparo do azeite, que deve ser manualmente prensado. Isto é uma indicação da única forma possível de adquirirmos a Torá. Os reis deixam as suas coroas aos seus filhos e os ricos deixam suas fortunas aos seus herdeiros, mas a Torá não é passada por herança para as futuras gerações. Não importa quem são os bisavôs, avôs ou os pais de cada um. Não importa quantas gerações de grandes rabinos haja em uma família, cada um precisa investir e se esforçar para adquirir sua própria Torá.

Isto também está indicado em uma pequena diferença de linguagem que percebemos na descrição dos utensílios utilizados no Mishkan. Em todos os utensílios, como a Shulchan (mesa de madeira coberta com ouro), a Torá escreveu no singular, "Faça", mas em relação ao Aron HaKodesh, a Arca Sagrada que continha a Torá, está escrito "Façam", no plural. A Shulchan representa a fartura econômica e, por isso, em relação à Shulchan está escrito no singular, pois a "mesa farta" que uma única pessoa conseguiu erguer pode ser passada como herança para muitas futuras gerações. Já em relação ao Aron HaKodesh, que representa a Torá, está escrito no plural, para nos ensinar que não há herança e, por isso, todo aquele que quer Torá precisa vir pessoalmente se esforçar para adquiri-la.

Isto nos ensina que todos estão obrigados a pessoalmente se esforçar para adquirir sabedoria e espiritualidade. Somente depois de construir seu próprio utensílio para absorver a Torá e sua sabedoria é que recai sobre a pessoa a Brachá de D'us e seu intelecto pode brilhar. Quando é necessário, uma fagulha de "luz" vem do Céu, mas o material que serve de "combustível" deve estar pronto dentro da pessoa. Isto também acontecia com a Menorá, pois caso suas luminárias se apagassem, era trazido fogo do Mizbeach (Altar) de sacrifícios, que ficava constantemente acesso. De onde vinha este fogo do Mizbeach? De um fogo Divino, que desceu do Céu no momento da inauguração do Mizbeach.

A diferença entre fabricar azeite em uma prensa manual e através de um moinho é que a prensa manual exige muito esforço, enquanto no moinho o próprio peso da pedra esmaga as azeitonas, sem a necessidade de nenhum esforço. Da mesma forma que o azeite para o acendimento da Menorá deveria ser fabricado com a azeitona prensada manualmente, e não em um moinho, também a Torá somente pode ser adquirida com muito esforço, constância e sacrifício, conforme nos ensina o Talmud (Meguilá 6b): "Se uma pessoa te disser 'Eu me esforcei, mas não consegui alcançar', não acredite. Mas se alguém te disser 'Eu me esforcei e consegui alcançar', acredite". O Talmud chega à conclusão que isto se refere à aquisição de conhecimentos espirituais, porém não se aplica aos negócios. Há muitas pessoas que enriquecem sem muito esforço. Há pessoas que herdam fortunas milionárias do dia para a noite. Porém, isto não se aplica à espiritualidade.

Esta era a grande diferença entre o azeite utilizado na Menorá e na oferenda de Minchá. A oferenda de Minchá era oferecida como parte da fartura que a pessoa havia recebido de D'us, e não obrigatoriamente isto era conseguido com esforço. Por isso, o azeite podia ser preparado em um moinho, onde o peso do moinho fazia com que o azeite saísse sozinho, sem esforço. Já o azeite da Menorá só poderia ser produzido com esforço físico, em uma prensa manual, para nos transmitir que não há conquista espiritual sem esforço.

A vida é feita de muitos testes. Muitas vezes, quando tentamos crescer espiritualmente, ventos e tempestades tentam nos tirar da estrada. Muitos acabam parando, desistindo do seu crescimento. Porém, aqueles que não desistem, aqueles que se esforçam mesmo quando todos em volta já pararam, alcançam o seu objetivo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

RECLAMAÇÕES E FOCO CORRETO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TERUMÁ 5779






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RECLAMAÇÕES E FOCO CORRETO - PARASHAT TERUMÁ 5779 (08 de fevereiro de 2019)
"Era uma vez um rei que viveu há muito tempo, em uma época na qual as pessoas ainda não usavam sapatos. Certo dia, o rei saiu em viagem para algumas áreas bem distantes no seu reinado. Quando retornou ao palácio, reclamou que seus pés estavam terrivelmente doloridos, porque era a primeira vez que fazia uma viagem tão longa e havia muitos pedregulhos na áspera estrada. Ele não parava de reclamar, inconformado com as condições das estradas. Ele também estava inconformado que nunca ninguém tinha pensado nisso e tomado nenhuma atitude. Em um momento de impaciência, exigiu que algo fosse feito. Ordenou aos seus servos que cobrissem todas as estradas do reino com couro. Assim, quando caminhasse, não machucaria os pés.

Porém, os servos do rei fizeram as contas e perceberam que, para colocar esta ideia em prática, seria necessário matar milhares de vacas. Além disso, custaria uma quantia enorme de dinheiro e seria necessária uma manutenção constante, pois com as chuvas e o calor extremo, o couro começaria a se deteriorar rapidamente. Então, um dos mais sábios entre os servos do rei levantou-se e ousou falar:

- Rei, me perdoe pela intromissão, mas por que temos que gastar essa quantia enorme de dinheiro? Tenho uma ideia melhor. Por que não mandamos cortar um pequeno pedaço de couro, suficiente para cobrir seus pés?"

Esta ideia "genial" se aplica a cada um de nós. Ao invés de tentarmos resolver todos os defeitos de todas as pessoas do mundo, ao invés de passarmos o tempo inteiro reclamando de tudo e de todos, por que não começamos resolvendo os nossos próprios problemas e defeitos?

Nesta semana lemos a Parashat Terumá (literalmente "Porção"), que descreve as ordens de D'us para Moshé em relação à construção do Mishkan, o Templo Móvel. Além de uma estrutura desmontável, o Mishkan também continha muitos utensílios utilizados no Serviço a D'us, como o Aron HaKodesh (Arca Sagrada), o Mizbeach (Altar) e a Menorá. A Parashat se alonga em todos os detalhes de cada uma das partes que compunham o Mishkan.

Explica o Rav Simcha Zissel Ziv Broida zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelm, que há muitos paralelos entre o Mishkan e o povo judeu. Por exemplo, a parte mais importante do Mishkan era o Aron HaKodesh. Isto é comprovado pelo fato de D'us ter começado a descrição da construção do Mishkan justamente pelo Aron HaKodesh. Além disso, havia também vários outros elementos do Serviço a D'us, como a Shulchan (uma mesa de madeira revestida de ouro), o Mizbeach (altar de cobre, onde eram queimados os Korbanót), o Ketoret (incenso, que deixava um cheiro agradável) e o sal (usado nos Korbanót). Porém, todos estes elementos, inclusive a própria estrutura do Mishkan, eram secundários diante do Aron HaKodesh, que ficava no local mais sagrado, o Kodesh HaKodashim, e dentro dele ficava a Torá.

De maneira semelhante, a parte mais importante do povo judeu deve ser sempre a nossa Torá. Ela deve ser o centro de nossas vidas. Mesmo que existem muitos elementos que compõem nossa vida, como o trabalho, a alimentação e os momentos de lazer, tudo deve ser considerado secundário perante a Torá. E, da mesma forma que o Aron HaKodesh se revestia de Kedushá (santidade) e cumpria seu propósito quando a Torá era colocada dentro dele, assim também o judeu se santifica e cumpre seu objetivo quando se preenche com Torá.

Há outro detalhe interessante do Aron HaKodesh no qual há um paralelo com o ser humano. O Aron HaKodesh era feito de madeira, porém ele era revestido de ouro por dentro e por fora, conforme está escrito: "Por dentro e por fora o revestirá" (Shemot 25:11). Entendemos que o Aron HaKodesh deveria ser revestido de ouro por fora, para que fosse um utensílio bonito, que trazia honra para D'us. Porém, por que era necessário revestir de ouro por dentro também?

Explica o Talmud (Yomá 72b) que este versículo está nos ensinando algo importante para as nossas vidas. Muitas vezes nos comportamos de certa maneira "por fora", mas por dentro não mantemos a mesma convicção. Cumprimos as Mitzvót com todas as rigorosidades quando as pessoas estão olhando, mas quando estamos sozinhos somos mais lenientes. O Talmud vai ainda mais longe e afirma que "todo Talmid Chacham (estudante de Torá) cujo interior não é como seu exterior não é considerado Talmid Chacham". O Talmud chega a afirmar que a pessoa que por dentro não é como o que aparenta por fora é uma abominação aos olhos de D'us. Porém, o que significa alguém cujo interior não é igual ao exterior? É alguém que se ocupa do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, porém não tem temor a D'us em seu coração. Isto significa que toda a sua ocupação com a Torá e as Mitzvót são apenas atitudes externas, quase um "teatro", pois as motivações da pessoa são equivocadas.

Em relação a este assunto, o Talmud (Brachót 28a) conta uma interessante história da época em que Raban Gamliel era o líder do povo judeu. Ele então fez um anúncio público: "Todo estudante de Torá que não tem seu interior como seu exterior não deve entrar no Beit Midrash (Centro de estudos de Torá)". Inclusive, um guardião foi colocado na porta, para que as pessoas inaptas não pudessem entrar. Somente após algum tempo, quando o Rabi Elazar ben Azaria se tornou o líder do povo judeu, então o guardião das portas do Beit Midrash foi retirado e foi dada a permissão para que todos aqueles que desejassem pudessem entrar no Beit Midrash e estudar Torá. O Talmud ainda acrescenta que naquele dia foram colocados muitos bancos no Beit Midrash, para que os novos estudantes pudessem se sentar. De acordo com uma opinião foram acrescentados mais 400 bancos, enquanto de acordo com outra opinião foram 700 bancos.

Porém, quando lemos este acontecimento no Talmud, inevitavelmente surge um questionamento: quem era este incrível guardião, que ficava na porta do Beit Midrash e era capaz de discernir, em cada estudante de Torá que pretendia entrar, se seu interior era igual ao seu exterior, isto é, se ele realmente tinha temor a D'us e estava estudando Torá com as motivações corretas? Quem tinha o incrível dom de ler os pensamentos de cada um?

Responde o Rav Alexander Zusia Friedman zt"l (Polônia, 1897 - 1943) que, na verdade, este "guardião" não era uma pessoa de carne e osso, e sim a própria porta do Beit Midrash. Ela ficava trancada, com diversos tipos de trancas, e sua abertura era extremamente difícil. A única forma de entrar era através de muitos esforços e tentativas. Portanto, somente aqueles que vinham estudar com a máxima vontade e seriedade conseguiam ter a perseverança e a paciência para entrar, como ensinam os nossos sábios: "Nada pode impedir alguém que tem força de vontade". Um dos exemplos disto é o caso do grande sábio Hilel, que no dia em que não conseguiu entrar no Beit Midrash, subiu no telhado e assistiu a aula de Torá através de uma claraboia no teto da sinagoga, apesar do frio congelante que fazia lá fora.

Porém, há ainda um ponto difícil de ser entendido. Quando o Talmud quis mostrar a diferença que ocorreu após o Rabi Elazar ben Azaria ter assumido a liderança do povo judeu, por que foi ressaltado o número de bancos acrescentados ao Beit Midrash, ao invés de ter sido ressaltado o número de novos alunos que começaram a frequentar o Beit Midrash a partir daquele dia?

Responde o Rav Guedalia Aizman shlita que possivelmente o Talmud está nos ensinando uma lição muito profunda sobre a psicologia do ser humano. Talvez o aumento do número de bancos no Beit Midrash não está relacionado com o aumento do número de alunos, e sim com a mudança do tipo de alunos que passaram a frequentar o Beit Midrash. Até aquele momento, como havia um "guardião" na porta do Beit Midrash, somente entravam as pessoas que estavam realmente motivadas "Leshem Shamaim" (em nome de D'us, isto é, com intenções puras), cujo interior era igual ao exterior. Eles estavam tão motivados que poderiam, com alegria, sentar no chão do Beit Midrash e passar horas estudando. A vontade deles de estudar Torá era tão pura que isso dava a eles a força para estudar em qualquer situação, mesmo se faltassem bancos. Portanto, até aquele momento não havia nenhuma reclamação em relação às condições físicas do local de estudo. Porém, a partir do momento em que começaram a entrar no Beit Midrash pessoas cujo interior não era como o exterior, apesar de também estarem vindo com a vontade de estudar, de qualquer maneira não fariam isto "a qualquer custo". Quando entraram no Beit Midrash e perceberam que não havia bancos para todos se sentarem, começaram a reclamar. Foi neste momento que surgiu, portanto, a necessidade de serem trazidos mais bancos.

Ao ressaltar os bancos e não os novos alunos, o Talmud está nos transmitindo uma mensagem incrível. A pessoa que está no mundo pelos motivos corretos, isto é, a pessoa que sabe com claridade que tem um objetivo espiritual a cumprir e entende que a Torá deve ser o centro de sua vida, ela não se incomoda muito com o que acontece à sua volta e, por isso, não reclama. Ela sabe identificar bem o que é o principal e o que é o secundário e, por isso, ajusta sempre o seu foco e seus esforços na direção correta. Portanto, quando vemos uma pessoa que está sempre reclamando muito, de tudo e de todos, é um sinal de que ela não está conseguindo viver "Leshem Shamaim", isto é, ela não tem claridade do que veio fazer no mundo. Estas pessoas, ao invés de quererem consertar todos os erros e problemas que enxergam nos outros, deveriam começar consertando a si mesmas. Pois, com o foco correto, elas perceberiam que a vida é bem melhor do que parece.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

OS PEQUENOS ATOS E A PERSEVERANÇA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT MISHPATIM 5779






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OS PEQUENOS ATOS E A PERSEVERANÇA - PARASHAT MISHPATIM 5779 (01 de fevereiro de 2019)
Monty Roberts é um senhor americano que tem um lindo rancho em San Ysidro, nos Estados Unidos. Ele se envolve muito com causas sociais e gosta de ajudar em projetos para angariar fundos para jovens carentes. Certa vez, durante uma palestra em seu rancho para um grande número de pessoas, ele contou o motivo pelo qual se envolvia tanto com as causas sociais:

- Tudo remonta a uma história de um jovem que era filho de um treinador de cavalos itinerante. Este homem ia de estábulo em estábulo, de pista de corrida em pista de corridas e de rancho em rancho treinando cavalos. Como resultado desse estilo de vida, os estudos do garoto no colegial eram constantemente interrompidos. Quando estava no último ano, ele foi convidado a escrever um artigo sobre o que ele queria ser e fazer quando crescesse. Naquela mesma noite ele escreveu um documento de sete páginas sobre seu objetivo, de algum dia possuir um rancho de cavalos. Ele escreveu sobre seu sonho com riqueza de detalhes e fez até mesmo um desenho de um rancho de 200 hectares, mostrando a localização de todos os prédios, das estrebarias e da pista. Desenhou também os detalhes da casa que construiria, uma casa de 4.000 metros quadrados, sede de uma fazenda de 200 acres. Ele colocou grande parte de seu coração no projeto e, no dia seguinte, entregou-o ao professor. Dois dias depois, recebeu sua folha de volta. Na página frontal havia um grande "ZERO" em vermelho e uma anotação do professor que dizia: "Procure-me depois da aula". O garoto foi ver o professor depois da aula e perguntou: "Por que eu recebi um zero? Me esforcei muito em meu artigo!". O professor disse: "Você escreveu um sonho irreal para um rapaz como você. Você não tem dinheiro, vem de uma família itinerante sem recursos. Ter um haras requer muito dinheiro. Você tem que comprar a terra, tem que pagar para ter bons cavalos, fora os impostos. Não há nenhuma maneira de você alcançar isto". Em seguida, o professor acrescentou: "Se você reescrever seu artigo com um objetivo mais realista, vou reconsiderar a sua nota".

- O garoto foi para casa triste, mas pensativo - continuou contando o Sr. Monty Roberts - Ele pediu opinião ao pai do que ele deveria fazer. Seu pai disse: "Filho, você tem que colocar no papel o que você realmente sonha. Penso que é muito importante para você". Finalmente, depois de se sentar com o papel nas mãos por uma semana, o menino voltou para a escola com o mesmo trabalho, sem fazer nenhuma mudança nele. Ele disse ao professor: "Você pode manter a nota zero que me deu, mas vou continuar com o meu sonho".

O Sr. Monty Roberts voltou-se para o grupo que escutava atentamente sua história e disse:

- Estou contando esta história porque vocês estão sentados na minha casa de 4.000 metros quadrados, que fica no meio do meu rancho de 200 acres. Ainda tenho aquele artigo escolar emoldurado em cima da lareira. Aquele professor era uma espécie de ladrão de sonhos. Durante anos ele roubou um monte de sonhos das crianças. Felizmente, tive a força e a perseverança necessárias para não desistir dos meus sonhos. Passo a passo, conquista após conquista, alcancei finalmente meu objetivo maior. Esta é a lição que quero transmitir aos jovens carentes: se eles sonharem e correrem atrás dos seus sonhos, passo a passo, tijolo por tijolo, com perseverança e coragem, certamente alcançarão seus objetivos.

A Parashat da semana passada descreveu uma das experiências mais espirituais da história da humanidade: a entrega da Torá no Monte Sinai, envolvendo muito milagres e a demonstração do poder de D'us diante de todo o povo judeu, cerca de 3 milhões de pessoas. Esperaríamos uma continuação também incrivelmente espiritualizada na Parashat desta semana. Porém, para nossa surpresa, não é isto o que acontece. Na Parashat desta semana, Mishpatim (literalmente "Juízos"), a Torá traz uma imensa lista de Mitzvót que envolvem leis do nosso dia a dia, como a compensação por danos causados aos bens dos outros, tanto se o dano for causado de forma direta quanto se for causado de forma indireta, como um fogo que sai de controle ou um animal que escapa e destrói a propriedade de outra pessoa. Parece uma transição um pouco "anticlímax" depois de uma revelação espiritual tão incrível. Por que ocorreu esta aparente "mudança de marcha" tão grande? Por que a Torá não continuou, depois de descrever a entrega da Torá no Monte Sinai, com ensinamentos mais espirituais?

Explica o Ramban (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) que a verdadeira espiritualidade é alcançada através de pequenas atitudes. A conquista de elevados níveis espirituais somente é possível através de pequenas conquistas cotidianas. Um incrível exemplo disto pode ser encontrado no último dos Dez Mandamentos, o "Não cobiçarás". Este Mandamento nos proíbe de desejarmos o que pertence aos outros. Mas isto parece ser um nível completamente sobre-humano. Quem é capaz de olhar algo que o outro tem e nós não temos e, mesmo assim, não sentir nenhum desejo? Quem consegue cumprir com perfeição este Mandamento?

A resposta é que foi D'us quem nos criou e, por isso, Ele conhece muito bem Suas criaturas e seus limites. Da mesma forma que um treinador experiente não exige de seu atleta resultados que são inatingíveis, muito mais D'us não exige de nós o que é impossível. Portanto, se D'us nos ordenou a não desejarmos o que é dos outros, significa que isto é algo possível de ser atingido. E, ao nos ordenar a não desejar o que é dos outros, não apenas D'us está nos informando que isto é possível, mas também estava nos transmitindo como atingir este objetivo: passo a passo, através de pequenas conquistas diárias. Não há outra maneira.

Como isto acontece na prática? Uma vez que temos este objetivo, que é não desejar o que pertence aos outros, então precisamos de algumas diretrizes definindo os limites da propriedade pessoal e estabelecendo um sistema de proteção ao que pertence aos outros. Isto explica porque as leis da Parashat Mishpatim vêm logo depois dos Mandamentos. A Parashat Mishpatim não é, portanto, uma diminuição da espiritualidade que vivenciamos com a entrega dos Dez Mandamentos, e sim o caminho para podermos cumprir as Mitzvót com o máximo nível de santidade. A única maneira de chegarmos ao nível de "anjos", de não desejar o que é dos outros, é sabendo dar valor e respeitando o que pertence aos outros.

Outro ensinamento de como podemos alcançar o objetivo de não desejar o que é dos outros também está implícito no próprio enunciado do Décimo Mandamento: "Você não deve cobiçar a casa do seu vizinho. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, o seu servo, a sua serva, o seu boi, o seu jumento ou o que quer que seja do teu próximo" (Shemot 20:14). Há uma grande redundância neste versículo. Por que a Torá traz tantos exemplos do que não podemos cobiçar se, no final da lista está escrito "o que quer que seja do teu próximo", que já inclui todos os exemplos trazidos?

A resposta é que a razão pela qual desejamos as posses, profissões e vidas das outras pessoas é porque não vemos "o que quer que seja do teu próximo". Imagine se todos nós entrássemos em uma grande sala e colocássemos na mesa todos os problemas e presentes que compõem nossas vidas. Então todos os pacotes seriam misturados, nos dando a chance de pegarmos qualquer pacote que desejássemos. Certamente cada um de nós pegaria de volta nosso próprio pacote, incluindo os nossos problemas, porque estaríamos vendo a "totalidade" das nossas vidas e das vidas das outras pessoas. E, em um contexto geral, nossas vidas não parecem tão ruins, afinal. D'us desenhou, com sabedoria ilimitada, um pacote personalizado para cada um de nós, com os recursos certos para alcançarmos nosso objetivo. A razão pela qual queremos viver a vida de outra pessoa é que não vemos o quadro completo. Vemos o carro chique e a casa grande, mas não vemos os problemas e dúvidas que o atormentam. A maior parte da vida real dos outros está escondida da nossa visão e, portanto, nossa percepção da verdade é muitas vezes bastante distorcida. Esta é a visão judaica da vida: o "bom" é bom, e mesmo o "não tão bom" também é bom. Ambos são presentes de D'us para serem usados ​​como degraus para a grandeza.

Esta mensagem é sugerida no Primeiro Mandamento: "Eu sou Hashem, teu D'us, que te tirou do Egito" (Shemot 20:2 ). Não teria sido mais grandioso e apropriado para o "currículo" de D'us Ele anunciar-se como o Criador do Céu e da Terra, ao invés de apenas como o D'us que nos tirou do Egito? A resposta é que isto certamente seria verdade se D'us estivesse interessado em se autopromover. No entanto, D'us está mais interessado em nos comunicar que Ele é nosso D'us pessoal e que está conosco nos momentos bons e nos momentos difíceis. Isso é bastante reconfortante. Assim como uma criança pode sentir a proximidade de um pai, tanto através da afeição quanto através da disciplina, também podemos sentir o amor de D'us nas dificuldades e reviravoltas de nossas vidas. Essa atitude pode fazer uma enorme diferença quando navegamos pelas águas desconhecidas da vida. Ao estarmos felizes com o que temos e até mesmo com o que não temos, por confiar que D'us somente quer o melhor para nós, então não sentiremos mais desejo pelo que os outros têm.

É um costume judaico não cortar o cabelo dos filhos homens até que eles atinjam a idade de 3 anos. Quando olhamos para a criança na véspera de seu corte de cabelo, com aqueles enormes cachos ou fios tão compridos, nos perguntamos: quando todo este cabelo cresceu? Até tão pouco tempo atrás ele nem tinha quase cabelo! Por que não vemos o cabelo crescer? Pois cresce tão pouco por dia que nem percebemos, só nos damos conta quando o cabelo já está comprido. Da mesma maneira, para crescermos espiritualmente, a única maneira é sermos perseverantes e constantes. Essa é realmente a chave para alcançarmos o crescimento. É dos pequenos atos cotidianos que depende a nossa verdadeira espiritualidade. Disto se trata a Parashat Mishpatim.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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