sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

OS PEQUENOS ATOS E A PERSEVERANÇA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT MISHPATIM 5779






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OS PEQUENOS ATOS E A PERSEVERANÇA - PARASHAT MISHPATIM 5779 (01 de fevereiro de 2019)
Monty Roberts é um senhor americano que tem um lindo rancho em San Ysidro, nos Estados Unidos. Ele se envolve muito com causas sociais e gosta de ajudar em projetos para angariar fundos para jovens carentes. Certa vez, durante uma palestra em seu rancho para um grande número de pessoas, ele contou o motivo pelo qual se envolvia tanto com as causas sociais:

- Tudo remonta a uma história de um jovem que era filho de um treinador de cavalos itinerante. Este homem ia de estábulo em estábulo, de pista de corrida em pista de corridas e de rancho em rancho treinando cavalos. Como resultado desse estilo de vida, os estudos do garoto no colegial eram constantemente interrompidos. Quando estava no último ano, ele foi convidado a escrever um artigo sobre o que ele queria ser e fazer quando crescesse. Naquela mesma noite ele escreveu um documento de sete páginas sobre seu objetivo, de algum dia possuir um rancho de cavalos. Ele escreveu sobre seu sonho com riqueza de detalhes e fez até mesmo um desenho de um rancho de 200 hectares, mostrando a localização de todos os prédios, das estrebarias e da pista. Desenhou também os detalhes da casa que construiria, uma casa de 4.000 metros quadrados, sede de uma fazenda de 200 acres. Ele colocou grande parte de seu coração no projeto e, no dia seguinte, entregou-o ao professor. Dois dias depois, recebeu sua folha de volta. Na página frontal havia um grande "ZERO" em vermelho e uma anotação do professor que dizia: "Procure-me depois da aula". O garoto foi ver o professor depois da aula e perguntou: "Por que eu recebi um zero? Me esforcei muito em meu artigo!". O professor disse: "Você escreveu um sonho irreal para um rapaz como você. Você não tem dinheiro, vem de uma família itinerante sem recursos. Ter um haras requer muito dinheiro. Você tem que comprar a terra, tem que pagar para ter bons cavalos, fora os impostos. Não há nenhuma maneira de você alcançar isto". Em seguida, o professor acrescentou: "Se você reescrever seu artigo com um objetivo mais realista, vou reconsiderar a sua nota".

- O garoto foi para casa triste, mas pensativo - continuou contando o Sr. Monty Roberts - Ele pediu opinião ao pai do que ele deveria fazer. Seu pai disse: "Filho, você tem que colocar no papel o que você realmente sonha. Penso que é muito importante para você". Finalmente, depois de se sentar com o papel nas mãos por uma semana, o menino voltou para a escola com o mesmo trabalho, sem fazer nenhuma mudança nele. Ele disse ao professor: "Você pode manter a nota zero que me deu, mas vou continuar com o meu sonho".

O Sr. Monty Roberts voltou-se para o grupo que escutava atentamente sua história e disse:

- Estou contando esta história porque vocês estão sentados na minha casa de 4.000 metros quadrados, que fica no meio do meu rancho de 200 acres. Ainda tenho aquele artigo escolar emoldurado em cima da lareira. Aquele professor era uma espécie de ladrão de sonhos. Durante anos ele roubou um monte de sonhos das crianças. Felizmente, tive a força e a perseverança necessárias para não desistir dos meus sonhos. Passo a passo, conquista após conquista, alcancei finalmente meu objetivo maior. Esta é a lição que quero transmitir aos jovens carentes: se eles sonharem e correrem atrás dos seus sonhos, passo a passo, tijolo por tijolo, com perseverança e coragem, certamente alcançarão seus objetivos.

A Parashat da semana passada descreveu uma das experiências mais espirituais da história da humanidade: a entrega da Torá no Monte Sinai, envolvendo muito milagres e a demonstração do poder de D'us diante de todo o povo judeu, cerca de 3 milhões de pessoas. Esperaríamos uma continuação também incrivelmente espiritualizada na Parashat desta semana. Porém, para nossa surpresa, não é isto o que acontece. Na Parashat desta semana, Mishpatim (literalmente "Juízos"), a Torá traz uma imensa lista de Mitzvót que envolvem leis do nosso dia a dia, como a compensação por danos causados aos bens dos outros, tanto se o dano for causado de forma direta quanto se for causado de forma indireta, como um fogo que sai de controle ou um animal que escapa e destrói a propriedade de outra pessoa. Parece uma transição um pouco "anticlímax" depois de uma revelação espiritual tão incrível. Por que ocorreu esta aparente "mudança de marcha" tão grande? Por que a Torá não continuou, depois de descrever a entrega da Torá no Monte Sinai, com ensinamentos mais espirituais?

Explica o Ramban (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) que a verdadeira espiritualidade é alcançada através de pequenas atitudes. A conquista de elevados níveis espirituais somente é possível através de pequenas conquistas cotidianas. Um incrível exemplo disto pode ser encontrado no último dos Dez Mandamentos, o "Não cobiçarás". Este Mandamento nos proíbe de desejarmos o que pertence aos outros. Mas isto parece ser um nível completamente sobre-humano. Quem é capaz de olhar algo que o outro tem e nós não temos e, mesmo assim, não sentir nenhum desejo? Quem consegue cumprir com perfeição este Mandamento?

A resposta é que foi D'us quem nos criou e, por isso, Ele conhece muito bem Suas criaturas e seus limites. Da mesma forma que um treinador experiente não exige de seu atleta resultados que são inatingíveis, muito mais D'us não exige de nós o que é impossível. Portanto, se D'us nos ordenou a não desejarmos o que é dos outros, significa que isto é algo possível de ser atingido. E, ao nos ordenar a não desejar o que é dos outros, não apenas D'us está nos informando que isto é possível, mas também estava nos transmitindo como atingir este objetivo: passo a passo, através de pequenas conquistas diárias. Não há outra maneira.

Como isto acontece na prática? Uma vez que temos este objetivo, que é não desejar o que pertence aos outros, então precisamos de algumas diretrizes definindo os limites da propriedade pessoal e estabelecendo um sistema de proteção ao que pertence aos outros. Isto explica porque as leis da Parashat Mishpatim vêm logo depois dos Mandamentos. A Parashat Mishpatim não é, portanto, uma diminuição da espiritualidade que vivenciamos com a entrega dos Dez Mandamentos, e sim o caminho para podermos cumprir as Mitzvót com o máximo nível de santidade. A única maneira de chegarmos ao nível de "anjos", de não desejar o que é dos outros, é sabendo dar valor e respeitando o que pertence aos outros.

Outro ensinamento de como podemos alcançar o objetivo de não desejar o que é dos outros também está implícito no próprio enunciado do Décimo Mandamento: "Você não deve cobiçar a casa do seu vizinho. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, o seu servo, a sua serva, o seu boi, o seu jumento ou o que quer que seja do teu próximo" (Shemot 20:14). Há uma grande redundância neste versículo. Por que a Torá traz tantos exemplos do que não podemos cobiçar se, no final da lista está escrito "o que quer que seja do teu próximo", que já inclui todos os exemplos trazidos?

A resposta é que a razão pela qual desejamos as posses, profissões e vidas das outras pessoas é porque não vemos "o que quer que seja do teu próximo". Imagine se todos nós entrássemos em uma grande sala e colocássemos na mesa todos os problemas e presentes que compõem nossas vidas. Então todos os pacotes seriam misturados, nos dando a chance de pegarmos qualquer pacote que desejássemos. Certamente cada um de nós pegaria de volta nosso próprio pacote, incluindo os nossos problemas, porque estaríamos vendo a "totalidade" das nossas vidas e das vidas das outras pessoas. E, em um contexto geral, nossas vidas não parecem tão ruins, afinal. D'us desenhou, com sabedoria ilimitada, um pacote personalizado para cada um de nós, com os recursos certos para alcançarmos nosso objetivo. A razão pela qual queremos viver a vida de outra pessoa é que não vemos o quadro completo. Vemos o carro chique e a casa grande, mas não vemos os problemas e dúvidas que o atormentam. A maior parte da vida real dos outros está escondida da nossa visão e, portanto, nossa percepção da verdade é muitas vezes bastante distorcida. Esta é a visão judaica da vida: o "bom" é bom, e mesmo o "não tão bom" também é bom. Ambos são presentes de D'us para serem usados ​​como degraus para a grandeza.

Esta mensagem é sugerida no Primeiro Mandamento: "Eu sou Hashem, teu D'us, que te tirou do Egito" (Shemot 20:2 ). Não teria sido mais grandioso e apropriado para o "currículo" de D'us Ele anunciar-se como o Criador do Céu e da Terra, ao invés de apenas como o D'us que nos tirou do Egito? A resposta é que isto certamente seria verdade se D'us estivesse interessado em se autopromover. No entanto, D'us está mais interessado em nos comunicar que Ele é nosso D'us pessoal e que está conosco nos momentos bons e nos momentos difíceis. Isso é bastante reconfortante. Assim como uma criança pode sentir a proximidade de um pai, tanto através da afeição quanto através da disciplina, também podemos sentir o amor de D'us nas dificuldades e reviravoltas de nossas vidas. Essa atitude pode fazer uma enorme diferença quando navegamos pelas águas desconhecidas da vida. Ao estarmos felizes com o que temos e até mesmo com o que não temos, por confiar que D'us somente quer o melhor para nós, então não sentiremos mais desejo pelo que os outros têm.

É um costume judaico não cortar o cabelo dos filhos homens até que eles atinjam a idade de 3 anos. Quando olhamos para a criança na véspera de seu corte de cabelo, com aqueles enormes cachos ou fios tão compridos, nos perguntamos: quando todo este cabelo cresceu? Até tão pouco tempo atrás ele nem tinha quase cabelo! Por que não vemos o cabelo crescer? Pois cresce tão pouco por dia que nem percebemos, só nos damos conta quando o cabelo já está comprido. Da mesma maneira, para crescermos espiritualmente, a única maneira é sermos perseverantes e constantes. Essa é realmente a chave para alcançarmos o crescimento. É dos pequenos atos cotidianos que depende a nossa verdadeira espiritualidade. Disto se trata a Parashat Mishpatim.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

MILAGRES COM UM PROPÓSITO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5779






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MILAGRES COM UM PROPÓSITO - PARASHAT ITRÓ 5779 (04 de janeiro de 2019)
"Há alguns anos o Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém, inaugurou uma nova ala, que custou milhões de dólares. Este valor foi totalmente doado por uma família judia rica, chamada Spiegel, que vivia no sul da Califórnia. A ala foi dedicada a um milhão e meio de crianças menores de 12 anos que foram mortas pelos nazistas no Holocausto. A lista de inocentes incluía o filho do doador.

O rabino Berel Wein, um sobrevivente do Holocausto, quando foi visitar o Yad Vashem pela primeira vez, visitou também esta ala nova. E assim ele descreveu aos seus alunos a sua visita:

- Eu já tinha visto memoriais do Holocausto em todo o mundo e, por isso, estava esperando ver uma exposição padrão, cheia de fotos chocantes, tristes relatos pessoais e estatísticas terríveis. Porém, eu não estava preparado para entrar na nova ala erguida pela família Spiegel. Era uma única sala subterrânea, enorme. Estava tão escuro que eu não conseguia ver nem mesmo a minha mão na frente do meu rosto. No meio da sala, uma única vela acesa fornecia um pequeno ponto de luz. Espelhos habilidosamente colocados ao redor da sala refletiam a luz daquela vela em todos os lugares, transformando um ponto de luz em centenas de minúsculas chamas. Era uma congregação de pequenas almas em busca de corpos.

- Quando eu entrei naquela sala - continuou o rabino Wein - eu estava envolvido pela escuridão. Meus olhos focaram nos pequenos pontos de luz suspensos no ar. Então eu ouvi uma voz gravada de um homem. Esta voz não dizia nada profundo, mas suas palavras penetraram profundamente no meu coração. Eu estava no local mais escuro da sala e olhei para as luzes. Eu comecei a imaginar que estava cercado por um milhão e meio de crianças. A voz então começou a falar: "Chaim Smolovitz, Vilna, 8 anos. Sara Kleiner, Vilna, 11 anos. Rosa Klepper, Berlim, 7 anos...". A voz seguiu pronunciando uma infinidade de nomes. Moishe, Ferencz Alexandre, Shaindy, Tsipora, David, Joel, Zoltan. Centenas de milhares de nomes, tirados das listas das vítimas do Holocausto, que os nazistas registraram tão meticulosamente. Nomes de judeus que teriam entre 40 e 50 anos atualmente, com filhos e netos. Nomes, nomes, nomes, até o momento em que eu não aguentei mais.

- Eu nunca chorei tanto na minha vida - contou o rabino Wein - Eu fugi para o sol ofuscante de Jerusalém. Então me ocorreu que eles não tinham chamado meu nome. Eu tinha aquela mesma idade na época, meu nome poderia estar naquela lista. A diferença foi que eu simplesmente vivi em Chicago, não na Europa. Se meu avô tivesse se mudado para o leste, ao invés de ir para o oeste, meu nome poderia estar naquela lista.

- E, se eu escapei, há uma razão para isso - concluiu o rabino Wein - D'us me salvou porque eu tenho um propósito especial. Portanto, eu tenho que aumentar meus esforços para fazer algo positivo pelo povo judeu. Eu não sei o que eu devo fazer, se devo construir mais Yeshivót, falar com mais judeus, escrever mais artigos de Torá. Mas o que eu sei é que não posso descansar até contribuir para a causa da redenção judaica. Se eu fui poupado, foi por alguma razão".

Devemos viver com esta claridade, de que nossa existência tem um propósito. Se estamos vivos, é porque a nossa existência faz alguma diferença para o mundo. Por isso, devemos acordar todos os dias com a vontade de cumprir o nosso papel no mundo e preencher o nosso potencial.

Na Parashat desta semana, Itró, Moshé se reencontrou com sua esposa, seus filhos e seu sogro Itró. Moshé havia se separado de sua família quando D'us se revelou a ele em um arbusto ardente, ordenando que fosse ao Egito salvar seu povo. Como enfrentar o Faraó era uma missão extremamente perigosa, Moshé foi sozinho, deixando a família segura em Midian. Após a saída do Egito, quando o perigo já havia passado, eles se reencontraram no deserto.

Na Parashat Shemot, a Torá já havia nos ensinado o nome do primeiro filho de Moshé, Guershom, e o motivo pelo qual Moshé havia dado este nome, que era em lembrança da sua situação naquele momento, em que ele era um "Guer", um estrangeiro em uma terra estranha, quando precisou fugir do Egito e se exilar em Midian. Porém, esta Parashat é a primeira vez em que a Torá nos ensina o nome do segundo filho, Eliezer, que literalmente significa "meu D'us veio em minha salvação", em agradecimento por uma milagrosa salvação que ocorreu no Egito, como está escrito: "E o nome do outro era Eliezer, porque 'o D'us de meu pai veio em meu socorro e me salvou da espada do Faraó'" (Shemot 18:4). A que salvação o versículo se refere?

Desde pequeno, Moshé havia sido criado por Batia, a filha do Faraó, no palácio real. Porém, Moshé não se esqueceu de seu povo. Quando ele cresceu, saiu para ver o sofrimento de seus irmãos e presenciou uma cena terrível. Um egípcio, sem nenhuma piedade, golpeava um judeu com fúria, com intenção de matá-lo. Inconformado com aquele ato de covardia e injustiça, Moshé se levantou para proteger o judeu que estava sendo golpeado e matou o egípcio, sem temer as consequências. Segundo a lei egípcia, o assassinato era punido com pena de morte. Moshé, apesar de ter sido criado dentro do palácio, foi preso e condenado à morte por decapitação. Porém, no momento da execução da pena, D'us fez um grande milagre e o pescoço de Moshé ficou rígido como uma pedra, de forma que a espada não conseguiu cortá-lo. Os egípcios ficaram tão assustados com aquele fenômeno que acabaram se descuidando do prisioneiro. Desta maneira, através de um grande milagre, Moshé conseguiu fugir para Midian e salvar sua vida.

Porém, este ensinamento dos nomes dos filhos de Moshé, que parece um mero detalhe mencionado na nossa Parashat, desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, os dois filhos de Moshé haviam nascido em Midian, antes de sua volta ao Egito para libertar o povo judeu. Então por que a Torá esperou até o povo judeu sair do Egito para revelar o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer? Além disso, a salvação de Moshé das mãos do carrasco egípcio aconteceu antes do exílio em Midian. Então por que o nome Guershom, que reflete a época de exílio, veio antes do nome Eliezer, que reflete a salvação milagrosa?

Explica o Rav Yohanan Zweig que quando uma pessoa é milagrosamente salva, sua reação imediata deve ser entender que D'us salvou sua vida por um propósito maior. Porém, até que este propósito seja descoberto, a extensão completa do milagre não pode ser entendida. Foi exatamente isto que ocorreu com Moshé. Ele entendeu que sua salvação milagrosa era certamente parte de um plano maior de D'us, mas até o nascimento do primeiro filho ele ainda não havia entendido a magnitude e os detalhes deste plano Divino. Por isso, Moshé ainda não queria que o milagre, ainda não completamente compreendido, se refletisse no nome do primeiro filho. Ele então preferiu dar o nome de Guershom, refletindo desta maneira seu sentimento de afastamento do seu povo enquanto ele estava no exílio.

Foi somente depois disto, quando D'us se revelou a Moshé em um arbusto que queimava e não se consumia, que ele compreendeu a magnitude do milagre de D'us. Naquele instante ele ficou sabendo que sua salvação das mãos do Faraó tinha como objetivo proteger o futuro líder, responsável pela libertação do povo judeu. Foi justamente neste momento que seu segundo filho nasceu. Desta vez o nome dado foi Eliezer, que refletia o milagre ocorrido, já que neste momento o propósito completo de sua milagrosa salvação havia sido revelado.

Desta maneira também podemos entender porque que a Torá ainda não havia revelado o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer, até que o povo judeu estivesse no deserto, caminhando em direção ao Monte Sinai. A libertação do povo judeu da escravidão egípcia foi apenas o início de um objetivo maior na missão de Moshé, que era conduzir o povo judeu ao recebimento da Torá no Monte Sinai. Foi somente neste momento que o impacto verdadeiro da missão de Moshé foi compreendido e, portanto, que o milagre atingiu o auge do seu entendimento.

A Torá está nos transmitindo, portanto, que quando D'us se revela a um indivíduo através de um milagre, isto ocorre para que este indivíduo se transforme em um instrumento para trazer uma revelação maior de D'us no mundo e para santificar o Seu nome. Foi o que ocorreu com Moshé, e que se repetiu diversas vezes durante a nossa história, quando muitas vezes D'us precisou interferir, de forma milagrosa, para salvar a vida de pessoas que futuramente mudariam a história da humanidade.

Porém, certamente o ensinamento é ainda maior do que este. O simples fato de estarmos vivos já indica que D'us tem um importante objetivo para cada um de nós. Nossos sábios ensinam que a pessoa, no dia do seu aniversário, deve ficar muito feliz, pois foi exatamente naquele dia que D'us decidiu que o mundo não poderia mais existir sem a participação dela. Todos nós temos um propósito que deve ser buscado. Todos nós temos uma missão única e especial que justifica a nossa criação. Não é fácil descobrir exatamente o que viemos fazer. Mesmo Moshé não tinha inicialmente a consciência do impacto que causaria na humanidade. Mas devemos nos esforçar, com as ferramentas que D'us deu a cada um de nós, para fazermos o melhor que pudermos, em todas as áreas em que tivermos competência, para preenchermos o nosso potencial único e especial.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

QUANTO VALE UM BOM ATO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5779






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A Parashat desta semana é carinhosamente dedicada à elevação da alma de meus queridos avós:

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QUANTO VALE UM BOM ATO? - PARASHAT BESHALACH 5779 (18 de janeiro de 2019)
O Sr. Herschel Weber z"l vivia no Brooklin, em Nova York. Ele era uma boa pessoa, preocupado com o próximo, mas nunca tinha feito grandes atos. Porém, um incidente mudaria completamente sua vida e a vida de milhares de pessoas.

Certo dia, o Sr. Weber estava na sinagoga, rezando, quando um dos frequentadores teve um ataque cardíaco. A ambulância foi chamada, mas levou 40 minutos para chegar. Quando os médicos chegaram, infelizmente já não havia mais nada a se fazer. O Sr. Weber, que viu o homem morrer diante dos seus olhos, se sentiu impotente diante daquela situação. Ele se remoía o dia inteiro, perguntando se poderia ter feito algo para salvar a vida daquele homem. Com o coração apertado, ele e mais dois amigos resolveram fazer um curso de primeiros socorros e compraram cilindros de oxigênio para situações de emergência.

Não passou muito tempo até que, certa manhã, uma senhora idosa pediu ajuda ao Sr. Weber. Seu marido não se mexia na cama e ela não sabia o que fazer. O Sr. Weber correu até a casa dela, levando um cilindro de oxigênio, mas quando chegou, infelizmente o velhinho já havia falecido. O Sr. Weber saiu de lá triste por não ter conseguido ajudar e começou a descer lentamente pelas escadas. Escutou então a conversa de dois vizinhos, que questionavam as habilidades do socorrista, dizendo que provavelmente o senhor havia morrido porque ele não soube fazer direito seu trabalho. Escutar aquela conversa foi uma facada no coração do Sr. Weber. Ele ficou deprimido e, por dois dias, chorou em casa. Não queria sair, não queria ver ninguém e ficou em dúvida se deveria continuar com seu trabalho voluntário de tentar salvar vidas. Decidiu então se aconselhar com o Rav Yoel Taitelbaum zt"l (Romênia, 1887 - EUA, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe. Ele perguntou se era algo importante criar um grupo de voluntários para prestar primeiros socorros. O Satmer Rebe leu para o Sr. Weber uma passagem do livro Shaarei Teshuvá, de autoria do Rabeinu Yoná (Espanha, século 12), que ensina que é bom e correto que exista, em cada cidade, voluntários do povo que estejam prontos para qualquer situação de "Hatzalá" (salvamento). O Rebe de Satmer incentivou-o a seguir em frente com o seu projeto e lhe deu uma Brachá calorosa para que tivesse muito sucesso.

Naquele momento nascia a instituição "Hatzalá", atualmente presente em dezenas de países, com milhares de voluntários, responsável pelo salvamento de dezenas de milhares de vidas. E tudo começou com a atitude de um único homem, que não sabia até onde seus esforços chegariam, mas que resolveu fazer a sua parte.

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que descreve o momento em que o povo judeu finalmente saiu do Egito, se libertando de mais de 200 anos de escravidão. Porém, ainda faltava um último teste de Emuná para o povo judeu. Mais uma vez D'us endureceu o coração do Faraó e ele decidiu perseguir os judeus no deserto. O povo judeu se viu preso entre o intransponível Mar Vermelho e os egípcios que os perseguiam e, desesperados, levantaram seus olhos para o Céu e gritaram. D'us então abriu o Mar Vermelho e, após a passagem dos judeus em terra firme, fechou as águas sobre os egípcios, matando todos eles.

Antes da descrição da abertura do Mar Vermelho há um versículo que chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Por que D'us considerou esta informação tão importante, a ponto de registrá-la para sempre na Torá? E por que este versículo é trazido pouco antes do episódio da abertura do Mar?

Existem algumas respostas para estes questionamentos. Em primeiro lugar, D'us fez questão de gravar esta informação na Torá para nos ensinar que o povo judeu cumpriu a promessa que havia feito a Yossef antes de sua morte. Yossef fez o povo prometer que seus restos mortais seriam levados para Israel no momento em que a redenção do povo judeu chegasse, e assim eles cumpriram.

Em segundo lugar, a Torá quer dar um imenso louvor à incrível atitude de Moshé. Durante a saída do Egito, D'us ordenou ao povo que pedissem aos seus vizinhos egípcios ouro, prata e roupas. Enquanto a maioria do povo estava preocupada em pedir o ouro e a prata de seus vizinhos, para saírem do Egito com riquezas materiais, Moshé estava preocupado com as riquezas espirituais e, por isso, se ocupou pessoalmente em cumprir a promessa feita a Yossef.

Porém, há um terceiro motivo, que nos ajuda a responder um importante questionamento em relação ao valor das Mitzvót que cumprimos no nosso dia a dia. Algumas vezes temos oportunidade de cumprir Mitzvót, mas acabamos tendo preguiça. Perdemos oportunidades e deixamos importantes Mitzvót para depois, sendo que algumas acabamos nunca mais cumprindo. Será que sabemos qual é o valor de uma Mitzvá e qual é o impacto dela no mundo inteiro? Outras vezes nós cumprimos uma Mitzvá, mas a consequência é algo aparentemente negativo. Quando o resultado de uma Mitzvá é negativo, não teria sido melhor não ter cumprido a Mitzvá? Por que às vezes nos esforçamos para fazer o que é correto e as consequências são contrárias ao que esperávamos?

Um exemplo deste efeito aparentemente negativo das Mitzvót ocorreu justamente com Yossef, quando ele estava no Egito. Enquanto ele trabalhava na casa de Potifar, um dos ministros do Faraó, Yossef foi muitas vezes tentado pela esposa de seu chefe, mas manteve-se íntegro. Em uma das investidas, em um dia em que não havia mais ninguém em casa, a esposa do Potifar literalmente segurou Yossef pelas roupas. Ela era uma mulher muito bonita e atraente, e não havia mais ninguém olhando. Yossef, juntando todas as suas forças, conseguiu vencer seus instintos e quebrou sua natureza, fugindo e deixando seu casaco nas mãos dela. Qual foi a recompensa deste incrível ato de bravura e autocontrole de Yossef? Ele foi falsamente acusado de ter atacado a esposa do Potifar e foi jogado na prisão por 12 anos. Esta é a recompensa por um ato tão grande? Será que teria sido melhor Yossef ter cometido a transgressão?

Um dos grandes problemas do ser humano é que somos muito imediatistas, apesar de estarmos sempre vendo a vida de forma extremamente limitada. Ainda mais atualmente, que fazemos parte de uma geração "Drive Thru", na qual exigimos sempre ver imediatamente os resultados dos nossos esforços. Porém, não é assim que D'us trabalha. Ele tem cálculos muitos mais profundos, que levam em consideração muitos fatores que estão acima do nosso entendimento. E uma das consequências dos cálculos profundos de D'us é que as coisas não acontecem de forma imediata. Muitas vezes esta demora é justamente para nos dar livre arbítrio e a possibilidade de desenvolvermos a nossa Emuná.

Precisamos olhar para o caso de Yossef com outros olhos. Na realidade, o fato dele ter ido para a prisão não estava conectado com seu comportamento correto diante do difícil teste. Apesar de ser um gigante espiritual, Yossef havia cometido alguns erros em relação aos seus irmãos e em uma pequena falha de Emuná, cuja "limpeza espiritual" seria através dos anos em que ele ficou preso. Após o tempo que D'us havia decretado como suficiente para que ele expiasse seus erros, o Faraó teve um sonho e Yossef foi imediatamente libertado da prisão para interpretá-lo. Assim começava a subida de Yossef, após sua limpeza espiritual.

Porém, onde estava a recompensa pelo incrível ato de Yossef? Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que o versículo descreve que Moshé trouxe os ossos de Yossef antes da abertura do Mar Vermelho justamente para nos ensinar que a abertura do Mar Vermelho somente foi possível pelos méritos de Yossef. D'us utiliza sempre a característica de "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). A natureza do mar é seguir seu fluxo, enquanto a natureza animal do ser humano é seguir seus instintos e desejos. Da mesma maneira que Yossef conseguiu quebrar sua natureza humana, então D'us também quebrou a Sua natureza e abriu o mar. Somente quando os ossos de Yossef chegaram, o Mar Vermelho abriu as suas águas, salvando o povo judeu.

Isto quer dizer que a recompensa de Yossef não foi dada imediatamente, ela demorou mais de 200 anos, mas veio de uma forma que mudou a história da humanidade. Aproximadamente 3 milhões de judeus saíram do Egito, entre homens, mulheres e crianças, além de milhares de animais. Todos eles estavam presos diante do Mar Vermelho, com o exército egípcio em sua perseguição. Seria o fim do povo judeu, um verdadeiro holocausto. Pelo mérito de um único ato de Yossef, o Mar Vermelho se abriu e 3 milhões de pessoas foram salvos do extermínio.

Esta Parashat nos ensina, portanto, duas lições extremamente importantes. Em primeiro lugar, não devemos ser imediatistas. Devemos fazer o que é correto, independentemente se as consequências dos nossos bons atos aparentam ser negativas. D'us não deixa nenhum bom ato sem recompensa e nenhum mau ato sem uma cobrança. Não precisamos ensinar a D'us como trabalhar, pois Seus cálculos e Seu entendimento são infinitamente superiores aos nossos. Cada bom ato fica guardado para sempre e suas consequências são certamente muito positivas, beneficiando não só a nós mesmos, mas ao mundo como um todo.

Além disso, outro importante ensinamento é que pequenos atos podem mudar a história da humanidade. Grandes mudanças começaram com pequenas atitudes de pessoas que queriam fazer algo por um mundo melhor. Um único ato de Yossef salvou 3 milhões de pessoas. Uma atitude do Sr. Herschel Weber salva, até hoje, milhares de vidas. Simples atitudes, como manter o autocontrole diante dos nossos desejos, podem parecer pequenas, mas podem estar mudando o mundo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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