sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

MILAGRES COM UM PROPÓSITO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5779






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VÍDEO DA PARASHAT VAERÁ

MILAGRES COM UM PROPÓSITO - PARASHAT ITRÓ 5779 (04 de janeiro de 2019)
"Há alguns anos o Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém, inaugurou uma nova ala, que custou milhões de dólares. Este valor foi totalmente doado por uma família judia rica, chamada Spiegel, que vivia no sul da Califórnia. A ala foi dedicada a um milhão e meio de crianças menores de 12 anos que foram mortas pelos nazistas no Holocausto. A lista de inocentes incluía o filho do doador.

O rabino Berel Wein, um sobrevivente do Holocausto, quando foi visitar o Yad Vashem pela primeira vez, visitou também esta ala nova. E assim ele descreveu aos seus alunos a sua visita:

- Eu já tinha visto memoriais do Holocausto em todo o mundo e, por isso, estava esperando ver uma exposição padrão, cheia de fotos chocantes, tristes relatos pessoais e estatísticas terríveis. Porém, eu não estava preparado para entrar na nova ala erguida pela família Spiegel. Era uma única sala subterrânea, enorme. Estava tão escuro que eu não conseguia ver nem mesmo a minha mão na frente do meu rosto. No meio da sala, uma única vela acesa fornecia um pequeno ponto de luz. Espelhos habilidosamente colocados ao redor da sala refletiam a luz daquela vela em todos os lugares, transformando um ponto de luz em centenas de minúsculas chamas. Era uma congregação de pequenas almas em busca de corpos.

- Quando eu entrei naquela sala - continuou o rabino Wein - eu estava envolvido pela escuridão. Meus olhos focaram nos pequenos pontos de luz suspensos no ar. Então eu ouvi uma voz gravada de um homem. Esta voz não dizia nada profundo, mas suas palavras penetraram profundamente no meu coração. Eu estava no local mais escuro da sala e olhei para as luzes. Eu comecei a imaginar que estava cercado por um milhão e meio de crianças. A voz então começou a falar: "Chaim Smolovitz, Vilna, 8 anos. Sara Kleiner, Vilna, 11 anos. Rosa Klepper, Berlim, 7 anos...". A voz seguiu pronunciando uma infinidade de nomes. Moishe, Ferencz Alexandre, Shaindy, Tsipora, David, Joel, Zoltan. Centenas de milhares de nomes, tirados das listas das vítimas do Holocausto, que os nazistas registraram tão meticulosamente. Nomes de judeus que teriam entre 40 e 50 anos atualmente, com filhos e netos. Nomes, nomes, nomes, até o momento em que eu não aguentei mais.

- Eu nunca chorei tanto na minha vida - contou o rabino Wein - Eu fugi para o sol ofuscante de Jerusalém. Então me ocorreu que eles não tinham chamado meu nome. Eu tinha aquela mesma idade na época, meu nome poderia estar naquela lista. A diferença foi que eu simplesmente vivi em Chicago, não na Europa. Se meu avô tivesse se mudado para o leste, ao invés de ir para o oeste, meu nome poderia estar naquela lista.

- E, se eu escapei, há uma razão para isso - concluiu o rabino Wein - D'us me salvou porque eu tenho um propósito especial. Portanto, eu tenho que aumentar meus esforços para fazer algo positivo pelo povo judeu. Eu não sei o que eu devo fazer, se devo construir mais Yeshivót, falar com mais judeus, escrever mais artigos de Torá. Mas o que eu sei é que não posso descansar até contribuir para a causa da redenção judaica. Se eu fui poupado, foi por alguma razão".

Devemos viver com esta claridade, de que nossa existência tem um propósito. Se estamos vivos, é porque a nossa existência faz alguma diferença para o mundo. Por isso, devemos acordar todos os dias com a vontade de cumprir o nosso papel no mundo e preencher o nosso potencial.

Na Parashat desta semana, Itró, Moshé se reencontrou com sua esposa, seus filhos e seu sogro Itró. Moshé havia se separado de sua família quando D'us se revelou a ele em um arbusto ardente, ordenando que fosse ao Egito salvar seu povo. Como enfrentar o Faraó era uma missão extremamente perigosa, Moshé foi sozinho, deixando a família segura em Midian. Após a saída do Egito, quando o perigo já havia passado, eles se reencontraram no deserto.

Na Parashat Shemot, a Torá já havia nos ensinado o nome do primeiro filho de Moshé, Guershom, e o motivo pelo qual Moshé havia dado este nome, que era em lembrança da sua situação naquele momento, em que ele era um "Guer", um estrangeiro em uma terra estranha, quando precisou fugir do Egito e se exilar em Midian. Porém, esta Parashat é a primeira vez em que a Torá nos ensina o nome do segundo filho, Eliezer, que literalmente significa "meu D'us veio em minha salvação", em agradecimento por uma milagrosa salvação que ocorreu no Egito, como está escrito: "E o nome do outro era Eliezer, porque 'o D'us de meu pai veio em meu socorro e me salvou da espada do Faraó'" (Shemot 18:4). A que salvação o versículo se refere?

Desde pequeno, Moshé havia sido criado por Batia, a filha do Faraó, no palácio real. Porém, Moshé não se esqueceu de seu povo. Quando ele cresceu, saiu para ver o sofrimento de seus irmãos e presenciou uma cena terrível. Um egípcio, sem nenhuma piedade, golpeava um judeu com fúria, com intenção de matá-lo. Inconformado com aquele ato de covardia e injustiça, Moshé se levantou para proteger o judeu que estava sendo golpeado e matou o egípcio, sem temer as consequências. Segundo a lei egípcia, o assassinato era punido com pena de morte. Moshé, apesar de ter sido criado dentro do palácio, foi preso e condenado à morte por decapitação. Porém, no momento da execução da pena, D'us fez um grande milagre e o pescoço de Moshé ficou rígido como uma pedra, de forma que a espada não conseguiu cortá-lo. Os egípcios ficaram tão assustados com aquele fenômeno que acabaram se descuidando do prisioneiro. Desta maneira, através de um grande milagre, Moshé conseguiu fugir para Midian e salvar sua vida.

Porém, este ensinamento dos nomes dos filhos de Moshé, que parece um mero detalhe mencionado na nossa Parashat, desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, os dois filhos de Moshé haviam nascido em Midian, antes de sua volta ao Egito para libertar o povo judeu. Então por que a Torá esperou até o povo judeu sair do Egito para revelar o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer? Além disso, a salvação de Moshé das mãos do carrasco egípcio aconteceu antes do exílio em Midian. Então por que o nome Guershom, que reflete a época de exílio, veio antes do nome Eliezer, que reflete a salvação milagrosa?

Explica o Rav Yohanan Zweig que quando uma pessoa é milagrosamente salva, sua reação imediata deve ser entender que D'us salvou sua vida por um propósito maior. Porém, até que este propósito seja descoberto, a extensão completa do milagre não pode ser entendida. Foi exatamente isto que ocorreu com Moshé. Ele entendeu que sua salvação milagrosa era certamente parte de um plano maior de D'us, mas até o nascimento do primeiro filho ele ainda não havia entendido a magnitude e os detalhes deste plano Divino. Por isso, Moshé ainda não queria que o milagre, ainda não completamente compreendido, se refletisse no nome do primeiro filho. Ele então preferiu dar o nome de Guershom, refletindo desta maneira seu sentimento de afastamento do seu povo enquanto ele estava no exílio.

Foi somente depois disto, quando D'us se revelou a Moshé em um arbusto que queimava e não se consumia, que ele compreendeu a magnitude do milagre de D'us. Naquele instante ele ficou sabendo que sua salvação das mãos do Faraó tinha como objetivo proteger o futuro líder, responsável pela libertação do povo judeu. Foi justamente neste momento que seu segundo filho nasceu. Desta vez o nome dado foi Eliezer, que refletia o milagre ocorrido, já que neste momento o propósito completo de sua milagrosa salvação havia sido revelado.

Desta maneira também podemos entender porque que a Torá ainda não havia revelado o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer, até que o povo judeu estivesse no deserto, caminhando em direção ao Monte Sinai. A libertação do povo judeu da escravidão egípcia foi apenas o início de um objetivo maior na missão de Moshé, que era conduzir o povo judeu ao recebimento da Torá no Monte Sinai. Foi somente neste momento que o impacto verdadeiro da missão de Moshé foi compreendido e, portanto, que o milagre atingiu o auge do seu entendimento.

A Torá está nos transmitindo, portanto, que quando D'us se revela a um indivíduo através de um milagre, isto ocorre para que este indivíduo se transforme em um instrumento para trazer uma revelação maior de D'us no mundo e para santificar o Seu nome. Foi o que ocorreu com Moshé, e que se repetiu diversas vezes durante a nossa história, quando muitas vezes D'us precisou interferir, de forma milagrosa, para salvar a vida de pessoas que futuramente mudariam a história da humanidade.

Porém, certamente o ensinamento é ainda maior do que este. O simples fato de estarmos vivos já indica que D'us tem um importante objetivo para cada um de nós. Nossos sábios ensinam que a pessoa, no dia do seu aniversário, deve ficar muito feliz, pois foi exatamente naquele dia que D'us decidiu que o mundo não poderia mais existir sem a participação dela. Todos nós temos um propósito que deve ser buscado. Todos nós temos uma missão única e especial que justifica a nossa criação. Não é fácil descobrir exatamente o que viemos fazer. Mesmo Moshé não tinha inicialmente a consciência do impacto que causaria na humanidade. Mas devemos nos esforçar, com as ferramentas que D'us deu a cada um de nós, para fazermos o melhor que pudermos, em todas as áreas em que tivermos competência, para preenchermos o nosso potencial único e especial.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

QUANTO VALE UM BOM ATO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5779






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A Parashat desta semana é carinhosamente dedicada à elevação da alma de meus queridos avós:

Shandla bat Hersh Mendel Z"L


Ben Tzion ben Shie Z"L

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QUANTO VALE UM BOM ATO? - PARASHAT BESHALACH 5779 (18 de janeiro de 2019)
O Sr. Herschel Weber z"l vivia no Brooklin, em Nova York. Ele era uma boa pessoa, preocupado com o próximo, mas nunca tinha feito grandes atos. Porém, um incidente mudaria completamente sua vida e a vida de milhares de pessoas.

Certo dia, o Sr. Weber estava na sinagoga, rezando, quando um dos frequentadores teve um ataque cardíaco. A ambulância foi chamada, mas levou 40 minutos para chegar. Quando os médicos chegaram, infelizmente já não havia mais nada a se fazer. O Sr. Weber, que viu o homem morrer diante dos seus olhos, se sentiu impotente diante daquela situação. Ele se remoía o dia inteiro, perguntando se poderia ter feito algo para salvar a vida daquele homem. Com o coração apertado, ele e mais dois amigos resolveram fazer um curso de primeiros socorros e compraram cilindros de oxigênio para situações de emergência.

Não passou muito tempo até que, certa manhã, uma senhora idosa pediu ajuda ao Sr. Weber. Seu marido não se mexia na cama e ela não sabia o que fazer. O Sr. Weber correu até a casa dela, levando um cilindro de oxigênio, mas quando chegou, infelizmente o velhinho já havia falecido. O Sr. Weber saiu de lá triste por não ter conseguido ajudar e começou a descer lentamente pelas escadas. Escutou então a conversa de dois vizinhos, que questionavam as habilidades do socorrista, dizendo que provavelmente o senhor havia morrido porque ele não soube fazer direito seu trabalho. Escutar aquela conversa foi uma facada no coração do Sr. Weber. Ele ficou deprimido e, por dois dias, chorou em casa. Não queria sair, não queria ver ninguém e ficou em dúvida se deveria continuar com seu trabalho voluntário de tentar salvar vidas. Decidiu então se aconselhar com o Rav Yoel Taitelbaum zt"l (Romênia, 1887 - EUA, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe. Ele perguntou se era algo importante criar um grupo de voluntários para prestar primeiros socorros. O Satmer Rebe leu para o Sr. Weber uma passagem do livro Shaarei Teshuvá, de autoria do Rabeinu Yoná (Espanha, século 12), que ensina que é bom e correto que exista, em cada cidade, voluntários do povo que estejam prontos para qualquer situação de "Hatzalá" (salvamento). O Rebe de Satmer incentivou-o a seguir em frente com o seu projeto e lhe deu uma Brachá calorosa para que tivesse muito sucesso.

Naquele momento nascia a instituição "Hatzalá", atualmente presente em dezenas de países, com milhares de voluntários, responsável pelo salvamento de dezenas de milhares de vidas. E tudo começou com a atitude de um único homem, que não sabia até onde seus esforços chegariam, mas que resolveu fazer a sua parte.

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que descreve o momento em que o povo judeu finalmente saiu do Egito, se libertando de mais de 200 anos de escravidão. Porém, ainda faltava um último teste de Emuná para o povo judeu. Mais uma vez D'us endureceu o coração do Faraó e ele decidiu perseguir os judeus no deserto. O povo judeu se viu preso entre o intransponível Mar Vermelho e os egípcios que os perseguiam e, desesperados, levantaram seus olhos para o Céu e gritaram. D'us então abriu o Mar Vermelho e, após a passagem dos judeus em terra firme, fechou as águas sobre os egípcios, matando todos eles.

Antes da descrição da abertura do Mar Vermelho há um versículo que chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Por que D'us considerou esta informação tão importante, a ponto de registrá-la para sempre na Torá? E por que este versículo é trazido pouco antes do episódio da abertura do Mar?

Existem algumas respostas para estes questionamentos. Em primeiro lugar, D'us fez questão de gravar esta informação na Torá para nos ensinar que o povo judeu cumpriu a promessa que havia feito a Yossef antes de sua morte. Yossef fez o povo prometer que seus restos mortais seriam levados para Israel no momento em que a redenção do povo judeu chegasse, e assim eles cumpriram.

Em segundo lugar, a Torá quer dar um imenso louvor à incrível atitude de Moshé. Durante a saída do Egito, D'us ordenou ao povo que pedissem aos seus vizinhos egípcios ouro, prata e roupas. Enquanto a maioria do povo estava preocupada em pedir o ouro e a prata de seus vizinhos, para saírem do Egito com riquezas materiais, Moshé estava preocupado com as riquezas espirituais e, por isso, se ocupou pessoalmente em cumprir a promessa feita a Yossef.

Porém, há um terceiro motivo, que nos ajuda a responder um importante questionamento em relação ao valor das Mitzvót que cumprimos no nosso dia a dia. Algumas vezes temos oportunidade de cumprir Mitzvót, mas acabamos tendo preguiça. Perdemos oportunidades e deixamos importantes Mitzvót para depois, sendo que algumas acabamos nunca mais cumprindo. Será que sabemos qual é o valor de uma Mitzvá e qual é o impacto dela no mundo inteiro? Outras vezes nós cumprimos uma Mitzvá, mas a consequência é algo aparentemente negativo. Quando o resultado de uma Mitzvá é negativo, não teria sido melhor não ter cumprido a Mitzvá? Por que às vezes nos esforçamos para fazer o que é correto e as consequências são contrárias ao que esperávamos?

Um exemplo deste efeito aparentemente negativo das Mitzvót ocorreu justamente com Yossef, quando ele estava no Egito. Enquanto ele trabalhava na casa de Potifar, um dos ministros do Faraó, Yossef foi muitas vezes tentado pela esposa de seu chefe, mas manteve-se íntegro. Em uma das investidas, em um dia em que não havia mais ninguém em casa, a esposa do Potifar literalmente segurou Yossef pelas roupas. Ela era uma mulher muito bonita e atraente, e não havia mais ninguém olhando. Yossef, juntando todas as suas forças, conseguiu vencer seus instintos e quebrou sua natureza, fugindo e deixando seu casaco nas mãos dela. Qual foi a recompensa deste incrível ato de bravura e autocontrole de Yossef? Ele foi falsamente acusado de ter atacado a esposa do Potifar e foi jogado na prisão por 12 anos. Esta é a recompensa por um ato tão grande? Será que teria sido melhor Yossef ter cometido a transgressão?

Um dos grandes problemas do ser humano é que somos muito imediatistas, apesar de estarmos sempre vendo a vida de forma extremamente limitada. Ainda mais atualmente, que fazemos parte de uma geração "Drive Thru", na qual exigimos sempre ver imediatamente os resultados dos nossos esforços. Porém, não é assim que D'us trabalha. Ele tem cálculos muitos mais profundos, que levam em consideração muitos fatores que estão acima do nosso entendimento. E uma das consequências dos cálculos profundos de D'us é que as coisas não acontecem de forma imediata. Muitas vezes esta demora é justamente para nos dar livre arbítrio e a possibilidade de desenvolvermos a nossa Emuná.

Precisamos olhar para o caso de Yossef com outros olhos. Na realidade, o fato dele ter ido para a prisão não estava conectado com seu comportamento correto diante do difícil teste. Apesar de ser um gigante espiritual, Yossef havia cometido alguns erros em relação aos seus irmãos e em uma pequena falha de Emuná, cuja "limpeza espiritual" seria através dos anos em que ele ficou preso. Após o tempo que D'us havia decretado como suficiente para que ele expiasse seus erros, o Faraó teve um sonho e Yossef foi imediatamente libertado da prisão para interpretá-lo. Assim começava a subida de Yossef, após sua limpeza espiritual.

Porém, onde estava a recompensa pelo incrível ato de Yossef? Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que o versículo descreve que Moshé trouxe os ossos de Yossef antes da abertura do Mar Vermelho justamente para nos ensinar que a abertura do Mar Vermelho somente foi possível pelos méritos de Yossef. D'us utiliza sempre a característica de "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). A natureza do mar é seguir seu fluxo, enquanto a natureza animal do ser humano é seguir seus instintos e desejos. Da mesma maneira que Yossef conseguiu quebrar sua natureza humana, então D'us também quebrou a Sua natureza e abriu o mar. Somente quando os ossos de Yossef chegaram, o Mar Vermelho abriu as suas águas, salvando o povo judeu.

Isto quer dizer que a recompensa de Yossef não foi dada imediatamente, ela demorou mais de 200 anos, mas veio de uma forma que mudou a história da humanidade. Aproximadamente 3 milhões de judeus saíram do Egito, entre homens, mulheres e crianças, além de milhares de animais. Todos eles estavam presos diante do Mar Vermelho, com o exército egípcio em sua perseguição. Seria o fim do povo judeu, um verdadeiro holocausto. Pelo mérito de um único ato de Yossef, o Mar Vermelho se abriu e 3 milhões de pessoas foram salvos do extermínio.

Esta Parashat nos ensina, portanto, duas lições extremamente importantes. Em primeiro lugar, não devemos ser imediatistas. Devemos fazer o que é correto, independentemente se as consequências dos nossos bons atos aparentam ser negativas. D'us não deixa nenhum bom ato sem recompensa e nenhum mau ato sem uma cobrança. Não precisamos ensinar a D'us como trabalhar, pois Seus cálculos e Seu entendimento são infinitamente superiores aos nossos. Cada bom ato fica guardado para sempre e suas consequências são certamente muito positivas, beneficiando não só a nós mesmos, mas ao mundo como um todo.

Além disso, outro importante ensinamento é que pequenos atos podem mudar a história da humanidade. Grandes mudanças começaram com pequenas atitudes de pessoas que queriam fazer algo por um mundo melhor. Um único ato de Yossef salvou 3 milhões de pessoas. Uma atitude do Sr. Herschel Weber salva, até hoje, milhares de vidas. Simples atitudes, como manter o autocontrole diante dos nossos desejos, podem parecer pequenas, mas podem estar mudando o mundo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O PODER DO LIVRE ARBÍTRIO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5779






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VÍDEO DA PARASHAT BÔ

O PODER DO LIVRE-ARBÍTRIO - PARASHAT BÔ 5779 (11 de janeiro de 2019)
"Havia um rei muito bondoso e dedicado aos seus súditos. Todos os seus atos e leis eram feitos em prol do seu povo. Era um lugar onde reinava a paz e a tranquilidade. O rei era querido e respeitado por todos, e as pessoas se respeitavam e viviam em harmonia.

Porém, a tranquilidade foi quebrada quando pessoas de má índole, que queriam tomar o poder, começaram a se rebelar contra o rei. Eles foram chamados para uma conversa no palácio, mas não adiantou nada, eles continuavam juntando seguidores para fazer uma grande rebelião contra o rei. O chefe do exército tentou impor duros castigos aos líderes do grupo rebelde, mas nem mesmo isto funcionou para fazer com que eles se arrependessem de seus maus atos.

Porém, apesar dos esforços do ministro do exército, havia algo estranho acontecendo. Quanto mais ele se esforçava para impedir que os rebeldes conseguissem se armar, mais fortes eles ficavam. Sempre apareciam com armas novas e sofisticadas. Era um enorme mistério de onde aquelas armas todas surgiam. Até que certo dia, após decifrar uma mensagem secreta dos rebeldes, ele conseguiu preparar uma emboscada e interceptou um enorme carregamento de armas. Quando viu de onde vinham as armas, quase desmaiou. Descobriu que o fornecedor era... o próprio rei. O selo real nas caixas era inconfundível. Inconformado, ele foi tirar satisfações:

- Desculpe, mas Vossa majestade enlouqueceu? Eu estou me esforçando tanto para que os rebeldes não tenham armas e, para minha enorme surpresa, descubro que é o próprio rei que fornece as armas aos rebeldes? Vossa majestade pode, por favor, me explicar o que está acontecendo?

- Não se preocupe, eu não enlouqueci, meu caro ministro - respondeu o rei, visivelmente envergonhado por seu plano ter sido descoberto - desde a minha coroação eu tenho tentado, no limite das minhas forças, ser um bom rei e atender todas as necessidades do meu povo. Tudo o que eu faço é para o bem deles. Eu gostaria que eles reconhecessem que tudo o que eu faço é por bondade e se comportassem de acordo com as minhas leis. Quando este grupo de rebeldes surgiu, eu poderia ter facilmente os esmagado com a força do meu exército, mas esta não era esta a minha vontade. Não quero que eles sigam meu caminho por falta de escolha, quero que eles sigam meu caminho por opção. É por isso que eu mando as armas, para testá-los, para dar a eles a chance de abandonar os maus caminhos por escolha própria, por um sentimento de arrependimento, e não por se sentirem forçados a isto, por não terem a força de me enfrentar.

- Porém, meu fiel ministro, eu te asseguro - continuou o rei - que se após algum tempo eles não demonstrarem nenhum tipo de arrependimento, caso eles não melhorem o comportamento e continuem com sua rebeldia e seus maus atos, mesmo após verem que eu faço a eles apenas bondades, eu pararei de enviar a eles as armas e, em pouco tempo, eles serão esmagados pelo meu exército, sem nenhum tipo de piedade."

Assim funciona o nosso livre-arbítrio. D'us nos deu uma força incrível, a possibilidade da escolha, de utilizarmos nossas forças e nossa inteligência até mesmo contra Ele. D'us nos faz bondades o tempo inteiro, mas Ele quer que sigamos Seus caminhos e Suas leis por escolha, não por nos sentirmos obrigados.

Na Parashat desta semana, Bô (literalmente "Venha"), a Torá continua descrevendo as pragas que castigaram o Egito e destruíram sua infraestrutura. Nas primeiras cinco pragas, a Torá diz que o Faraó endureceu seu coração e não cedeu às pressões para libertar o povo judeu da escravidão. Porém, a partir da sexta praga, o tom da Torá muda e, ao invés de escrever que o Faraó endureceu seu coração, está escrito que foi D'us que endureceu o coração do Faraó. O que significa esta mudança?

Explica o Rav Yaacov Wainberg zt"l que D'us foi testando diversas vezes o Faraó, para saber se ele se arrependeria de seus maus atos. Mas, a partir da sexta praga, D'us retirou completamente o seu livre-arbítrio, não dando mais a ele a escolha de permitir que o povo judeu saísse até que as 10 pragas se completassem.

Porém, isto desperta uma pergunta fundamental. Toda a essência da criação do mundo é justamente a possibilidade da pessoa escolher entre o certo e o errado, recebendo recompensas pelas escolhas corretas e castigos pelas escolhas erradas. O Faraó foi duramente castigado com as pragas por causa de suas escolhas equivocadas, por ter deixado sua vontade de fazer maldades e seus desejos pelo mundo material desviarem suas escolhas. Porém, a partir do momento em que D'us retirou dele o livre-arbítrio, então ele não tinha mais a escolha entre o certo e o errado. Entretanto, mesmo sem o poder da escolha, o Faraó continuou recebendo duros castigos de D'us. Como alguém pode ser punido por um ato que foi obrigado a fazer? Por que o Faraó continuou sendo castigado se D'us havia tirado dele a possibilidade de dizer "Sim"?

Para responder este questionamento, precisamos antes entender o que é exatamente o livre-arbítrio e porque ele nos foi dado. O conceito de livre-arbítrio é algo muito profundo e de difícil entendimento, mas ao mesmo tempo, fundamental para a existência da nossa vida neste mundo. O livre-arbítrio é o poder do ser humano escolher seus caminhos na vida, é a possibilidade do homem seguir o caminho indicado por D'us ou se rebelar e seguir o caminho contrário. Sem o livre-arbítrio existiria apenas o poder de D'us e, como consequência, todo o universo existiria apenas de forma passiva. Ao dar o livre-arbítrio ao ser humano, D'us o dotou com um poder especial, de forma que duas forças existiriam no universo. Isto possibilitou que se firmasse um pacto entre o Criador e Suas criaturas. Possibilitou também que existissem os Mandamentos e um relacionamento entre o ser humano e D'us, o que seria algo sem sentido se o ser humano não tivesse escolha. Portanto, o livre-arbítrio é um incrível presente que D'us deu ao ser humano.

Por outro lado, da mesma forma que D'us dá o livre-arbítrio de presente ao ser humano, Ele pode retirar no caso de uma pessoa não merecê-lo. Explica o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204), nas Halachót de Teshuvá (Leis de Arrependimento), que o livre-arbítrio possibilita que a pessoa faça uma transgressão tão grande, ou uma grande quantidade de transgressões menores, ao ponto de ser rotulado como um "rebelde". Neste momento, é retirado dele a oportunidade de se arrepender e consertar seus atos, o que seria a sua cura espiritual. Quando a pessoa chega ao limite, ela perde o presente do livre-arbítrio.

Foi isto o que ocorreu com o Faraó. Quando a Torá diz que D'us endureceu o seu coração, significa que naquele momento ele atingiu seu limite e perdeu o direito ao livre-arbítrio. Ele recebeu diversas oportunidades para se arrepender, através dos avisos e dos duros castigos que recebeu, porém ele usou suas escolhas para oprimir e tentar destruir o povo judeu, fisicamente e psicologicamente. Após demonstrar que não estava utilizando da forma correta o presente do livre-arbítrio que havia recebido, então seu livre-arbítrio e, consequentemente, sua possibilidade de se arrepender, foram retiradas dele. Ele continuou a receber os castigos, mesmo sem livre-arbítrio, pois já havia demonstrado, nos testes anteriores, quem era ele de verdade.

Entretanto, se o livre-arbítrio do Faraó já havia sido retirado após a sexta praga, então por que D'us continuou mandando Moshé advertir o Faraó e avisar que, caso ele não se arrependesse de seus maus atos, sofreria as consequências? Explica o Rambam que D'us queria ensinar justamente que temos muitas chances de nos arrepender e de consertar nossos erros, mas a partir do momento em que D'us tira o livre-arbítrio daquele que cometeu atos muito errados, então não há mais forma de consertar seus erros. Qualquer pessoa que estuda sobre as 10 pragas sabe que nenhum ser humano desafiaria D'us neste limite, mesmo sendo continuamente advertido e castigado. Certamente qualquer um nesta situação já teria libertado o povo judeu para terminar com seus sofrimentos. A única forma de entender a obstinação do Faraó, apesar de tanto sofrimento, é ele ter perdido o livre-arbítrio. Após desperdiçar muitas chances de se arrepender, o Faraó ficou gravado para sempre na Torá como um exemplo daquele que, ao abusar, acabou perdendo o seu livre-arbítrio.

O livre-arbítrio é, portanto, um dos maiores paradoxos da existência humana. É a independência que D'us dá a uma criatura completamente dependente Dele. Precisamos refletir muito para entender que é uma bondade imensurável D'us dar ao ser humano a força e a inteligência para que possamos nos rebelar contra Ele. O ser humano, sem o potencial de se rebelar, também nunca poderia se aproximar de D'us. Um pacto depende de duas partes, não pode ser algo unilateral. O relacionamento do povo judeu com D'us, que é o maior prazer que podemos alcançar, somente é possível por causa do livre-arbítrio. Portanto, devemos nos questionar muito sobre como estamos utilizando nossas escolhas na vida.

A Parashat desta semana nos ensina uma lição muito importante. Muitas vezes tropeçamos em nossos atos e cometemos erros. Muitos desanimam com seus tropeços e acabam caindo ainda mais. Precisamos conhecer a força do nosso livre-arbítrio. Quando D'us nos deu este presente, Ele nos deu a possibilidade de errar e, ao mesmo tempo, também nos deu a chance de consertar os nossos erros, aprender com os nossos tropeços e crescer. Quando erramos, nos afastamos de D'us, mas quando nos arrependemos e consertamos os nossos erros, nos conectamos a D'us em um nível ainda mais forte. Devemos agradecer a D'us todos os dias de nossas vidas por esta enorme bondade. E a melhor forma de agradecer é fazendo um bom uso do nosso presente.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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