quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

PEQUENOS ATOS, GRANDES CONSEQUÊNCIAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIECHI 5779






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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.

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PEQUENOS ATOS, GRANDES CONSEQUÊNCIAS - PARASHAT VAIECHI 5779 (21 de dezembro de 2018)
Certa vez o Rav Simcha Barnett e sua esposa estavam saindo de casa juntos para ir ao trabalho. Porém, para o desespero deles, o carro não ligava. O rabino então percebeu que havia esquecido o farol do carro aceso e certamente a bateria tinha descarregado. Ele então ligou para a sua seguradora e solicitou a visita de um técnico. Em pouco tempo o técnico chegou, colocou um cabo conectando a bateria do seu carro com a bateria do carro do Rav Simcha Barnett e, em pouco mais de 5 minutos, tudo estava pronto.

O Rav Simcha Barnett estava muito grato pela ajuda rápida do técnico e, além de agradecer com entusiasmo, também deu a ele uma boa gorjeta. Quando o técnico saiu, a esposa do rabino perguntou:

- Querido, entendo que você está agradecido ao rapaz pelo serviço atencioso e rápido. Porém, o trabalho dele não levou nem 5 minutos! Será que ele realmente merecia uma gorjeta?

- Eu sempre dou gorjetas, querida - respondeu o Rav Simcha Barnett - mesmo para aqueles que eu acho que não merecem, pois eu não quero que eles pensem e digam que os judeus são mesquinhos. Fora o fato de que devemos ter "Akarat HaTov" (reconhecer as bondades recebidas), eu sou ainda mais cuidadoso por andar o tempo inteiro de kipá na rua, pois sei que minha kipá é uma propaganda constante de que eu sou judeu. Eu não quero que meus atos possam ter algum reflexo negativo sobre todo o povo judeu. D'us nos colocou uma sensibilidade interna, e esta é uma das razões pelas quais todos nós estremecemos quando ouvimos que outro judeu estava envolvido em uma atividade ilícita ou repulsiva. Isto mancha a reputação de todos nós. Ao dar uma gorjeta, sei que estou projetando para o mundo inteiro uma imagem positiva e correta dos judeus. Cada pequeno ato é uma oportunidade de fazermos um imenso "Kidush Hashem" (santificar o Nome de D'us).

Nesta semana lemos a Parashat Vaiechi (literalmente "E viveu"). Após viver 17 anos no Egito, depois de ter reencontrado seu filho Yossef, Yaacov sentiu que a morte se aproximava. Ele então reuniu seus filhos e deu a cada um deles uma Brachá, que continha também profecias com o que ocorreria futuramente com as Tribos de Israel. Yaacov então faleceu aos 147 anos e foi enterrado na Mearat Hamachpela, na Terra de Israel, junto com seus antepassados.

O que nos chama a atenção foi que Yaacov viveu muito menos do que seu pai e seu avô. Enquanto Avraham viveu 175 anos, Ytzchak viveu 180 anos. Então por que Yaacov viveu tantos anos a menos que seus antepassados? Explica Rashi que os três patriarcas deveriam ter vivido 180 anos. D'us levou Avraham deste mundo 5 anos mais cedo, para que ele não tivesse que sofrer vendo as terríveis transgressões que seu neto Essav faria. Porém, por que Yaacov perdeu 33 anos de sua vida?

No final da Parashat da semana passada, Vayigash, a Torá descreveu o encontro de Yaacov com o Faraó, o rei do Egito. Fugindo completamente dos protocolos, a primeira pergunta que o Faraó fez ao se encontrar com Yaacov foi "Quantos anos você tem?". Por que o Faraó fez justamente esta pergunta a Yaacov?
Além disso, nos chama a atenção a resposta de Yaacov. Ele disse ao Faraó que seus anos eram poucos e mau vividos em comparação aos anos vividos pelos seus antepassados. Em outras palavras, Yaacov estava desabafando com o Faraó, dizendo que a vida havia sido muito dura com ele.

Nossos sábios explicam que Yaacov perdeu 33 anos de vida por cada uma de suas palavras em sua conversa com o Faraó. É verdade que ele precisou fugir de seu irmão Essav e teve que conviver por muitos anos com seu sogro Lavan, um grande trapaceiro, porém havia voltado para casa com uma enorme família e uma imensa fortuna. Além disso, é verdade que Diná e Yossef haviam sido levados de casa, mas D'us os havia trazido de volta saudáveis. Como resultado de sua resposta ao Faraó, uma resposta crítica e desanimada, que demonstrava certa falta de Emuná, ele perdeu um ano por cada palavra mencionada.

Porém, se contarmos as palavras do versículo, o total de 33 palavras somente é atingido se levarmos em conta também as 8 palavras da pergunta do Faraó. Mas que culpa Yaacov teve pelo Faraó ter perguntado sua idade? Ele havia cometido algum erro? Ele poderia ter feito algo diferente?

Quando uma pessoa vive imersa em sofrimentos, sua aparência muda e ela envelhece muito mais rapidamente. Yaacov havia vivido muito tempo imerso em sofrimento, em especial os últimos 22 anos, no qual ele viveu enlutado pela suposta morte de seu filho preferido, Yossef. Aparentemente o Faraó ficou tão chocado com a aparência envelhecida e sem vigor de Yaacov que abandonou o decoro convencional e iniciou a conversa questionando a sua idade, uma pergunta até mesmo grosseira. A própria aparência de Yaacov se transformou, portanto, em uma demonstração de falta de Emuná.

Porém, ainda assim fica difícil entender por que Yaacov recebeu um castigo tão duro. Muitas vezes também reclamamos dos problemas da vida e "murchamos" diante das dificuldades. Reclamamos do tempo quente e do dia frio e chuvoso. Reclamamos das dificuldades no trabalho e quando as coisas não estão exatamente como gostaríamos. Será que isto é algo assim tão grave?

Provavelmente nunca paramos para refletir muito sobre isto, mas toda vez que fazemos atos que não condizem com o nosso papel no mundo, com a nossa missão de sermos uma "Luz para as nações do mundo", em última instância isto também prejudica a reputação de D'us. A Torá e suas leis é o que temos de mais próximo de D'us neste mundo. Se agimos mal, isso prejudica a credibilidade da Torá e de D'us aos olhos dos outros povos.

Infelizmente, muitas vezes em nossa história o povo judeu se transformou em um "mensageiro que esqueceu sua mensagem". A mensagem, que é a Torá, contém o potencial para aproximar o mundo ao seu Criador. Se nossas ações afastam o mundo desta mensagem, ela será enfraquecida e obscurecida, resultando em um grau maior de Ocultamento Divino no mundo - o oposto do plano de D'us e do propósito do povo judeu.

Não é de se admirar que o mundo cobra do povo judeu um padrão superior de comportamento. Muitas vezes recebemos lembretes, de forma constante e consistente, dos outros povos. É um lembrete da nossa responsabilidade de estabelecermos um padrão para a moralidade e a conduta correta neste mundo. E, embora possamos abdicar ou renunciar do nosso papel especial no mundo, somos repetidas vezes lembrados que somos diferentes. Algumas vezes é através de condenações veementes da ONU ou das nações europeias, outras vezes através de incidentes antissemitas que ocorrem em universidades e nas ruas do mundo inteiro. Como ocorreu, na semana passada na França, quando um protesto por menores impostos se transformou, repentinamente, em um evento antissemita, com diversas sinagogas sendo fechadas no Shabat por falta de segurança e lojas judaicas sendo depredadas, despertando amargas lembranças da fatídica "Noite dos cristais".

Explica o Rav Simcha Barnett que, com este entendimento, podemos responder a pergunta sobre o duro castigo recebido por Yaacov. Yaacov era um homem incrível, quase um anjo, beirando a perfeição em seus atos. Porém, ele se descuidou em um pequeno detalhe. Sua aparência não era apenas um reflexo dele ou de sua família, era um reflexo de D'us. Como poderia um homem de D'us parecer tão abatido pela vida? Certamente, aqueles que têm Emuná, que vivem com a certeza de que D'us controla cada pequeno acontecimento e cada detalhe das nossas vidas, devem exalar energia e vitalidade. Este comportamento fala muito sobre o judaísmo e sobre D'us. O povo judeu foi escolhido como a "equipe de vendas e marketing" de D'us, vendendo Seu "plano mestre" de ética para o mundo. Se o "produto" não traz alegria e vitalidade nem mesmo para o vendedor, quem vai querer comprá-lo?

Se encontramos judeus que demonstram constantemente orgulho por seu comportamento e entusiasmo em relação às leis de sua religião, isso não torna o judaísmo mais atraente para outros judeus e para todos os povos do mundo? E, da mesma forma, se os judeus parecem mal-humorados e infelizes, isto não é um desvio para todos os observadores?

É óbvio que devemos fazer o que é o correto, independentemente se outras pessoas estão olhando ou não. Porém, aprendemos da nossa Parashat o quanto devemos ser ainda mais cuidadosos quando nossos atos podem influenciar outras pessoas. Devemos nos tornar modelos de retidão, pois nossas ações e atitudes sobre a vida realmente afetam os outros. Yaacov nos ensinou que, como "promotores" de D'us, nós O representamos neste mundo. Se fizermos o nosso trabalho adequadamente, o mundo virá a conhecer um D'us de amor, prazer e paz. Mas, se D'us nos livre, não cumprirmos nossa missão, estaremos transmitindo aos outros povos um mundo mais oco e frio. Uma coisa é certa: todos aprendem algo sobre D'us com o povo judeu. É uma enorme responsabilidade que, se tivermos o cuidado necessário, podemos transformar em realização.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

COMO DOAR ALGO RECEBENDO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIGASH 5778






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COMO DOAR ALGO RECEBENDO? - PARASHAT VAYIGASH 5778 (14 de dezembro de 2018)
Yaacov era um homem muito sábio. Muitas pessoas o procuravam para pedir conselhos e ensinamentos de vida. Certa vez seu amigo Alberto foi conversar com ele para escutar conselhos preciosos. Ao se levantar para ir embora, Alberto se sentia endividado com Yaacov, pelo tempo que ele havia disponibilizado e pelos preciosos conselhos. Perguntou a Yaacov se poderia fazer algo para retribuir. Yaacov falou:

- Por favor, você me ajudará muito se puder me trazer da cozinha um prato de comida e um copo de água que estão sobre a mesa.

Alberto ficou feliz. Com um grande sorriso ele foi buscar a comida e a água para Yaacov. Após servi-lo, foi embora satisfeito. Porém, assim que ele saiu, a esposa de Yaacov perguntou:

- Querido, não entendi. Você acabou de almoçar, então por que pediu para que ele trouxesse comida de novo? Este era o meu prato! Você ainda está com fome?

Yaacov, com o sorriso envergonhado de uma criança que foi descoberta, ensinou uma linda lição para a esposa:

- Querida, você tem razão, eu não preciso mais comer. Mas este homem estava se sentindo endividado e queria retribuir de alguma maneira o favor que eu fiz para ele. Quis tirar este peso das costas dele e, por isso, pedi para que ele me ajudasse com algo. A comida não é para mim, é apenas para que ele se sentisse melhor.

Assim devemos nos comportar. Quando uma pessoa quer retribuir uma bondade que recebeu, devemos aceitar, pois desta maneira a pessoa se sente bem. São momentos como este que nós podemos, ao receber, doar.

Nesta semana lemos a Parashat Vayigash (literalmente "E se aproximou"), que descreve o momento no qual Yossef, que até então estava "disfarçado" de um tirano vice-rei do Egito, finalmente se revelou aos seus irmãos. Foi um grande choque, pois foi a constatação de que os irmãos de Yossef haviam cometido um grave erro 22 anos atrás, quando eles venderam Yossef. Eles entenderam que os sonhos do Yossef eram realmente profecias de D'us e que, portanto, ele era um Tzadik, uma pessoa completamente correta.

Yossef tentou consolar seus irmãos e disse a eles: "E agora, não foram vocês que me enviaram para cá, e sim D'us" (Bereshit 45:8). Porém, o que Yossef estava dizendo, que eles não haviam errado? Isto não é verdade, pois apesar da vontade de D'us sempre se cumprir, e isto ocorrer muitas vezes por caminhos que estão acima do nosso entendimento, ainda assim isto não tira a culpa deles pelas suspeitas infundadas e pelo julgamento equivocado que fizeram de Yossef. Então por que Yossef falou isto para eles?

Nos ensina o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936) que em geral, após termos recebido algum favor, sentimos a necessidade de retribuir a bondade recebida. Isto nos cria, inclusive, um sentimento de endividamento com a pessoa que nos fez o favor. Porém, muitas vezes aquele que fez a bondade, querendo demonstrar que é uma pessoa de bom coração, se recusa a receber qualquer coisa em troca. Na inocência, a pessoa pensa que, ao recusar, está fazendo um louvável ato de "Achavat Chessed" (amor pela bondade). Porém, devemos refletir sobre qual é a fonte verdadeira desta recusa em receber uma retribuição pela bondade que fizemos. Será que isto vem da nossa vontade de fazer bondades completamente altruístas, sem querer receber nada em troca, ou isto vem da nossa vontade de fazer com que a pessoa que recebeu nossa bondade se torne um "devedor" para sempre e, por isso, não queremos receber a retribuição?

Explica o Rav Eliyahu Dessler zt"l (Império Russo, 1892 - Israel, 1953) que o ser humano é composto basicamente por duas forças contrárias: a "Força de Doar" e a "Força de Receber". A "Força de Doar" é o altruísmo, o que nos aproxima de D'us, pois Ele é misericordioso e faz o tempo inteiro bondades sem esperar nada em troca. Já a "Força de Receber" é o egoísmo, que nos afasta de D'us. Mas algumas vezes podemos usar a "Força de Doar" mesmo quando recebemos. Por exemplo, quando a intenção da pessoa é receber algo para dar alegria ao outro, então isto provêm da "Força de Doar". Portanto, receber com alegria a retribuição de alguém com quem fizemos uma bondade, livrando-o do seu sentimento de dívida, é um teste que demonstra se nós realmente desejamos o melhor ao próximo, ou se nossa bondade foi, na realidade, um ato de egoísmo, uma vontade de mostrar, a nós mesmos e aos outros, que somos Tzadikim. Por isso, o correto é sempre permitir que a pessoa possa retribuir o favor que nós fizemos a ela, na primeira oportunidade que surgir.
Nosso modelo de bondade são os atos de D'us. Ele é a bondade ilimitada e devemos nos assemelhar a Ele para atingirmos os máximos níveis de bondade e perfeição. E este tipo de comportamento, de permitir que a pessoa que recebeu uma bondade possa retribuir de alguma maneira, podemos aprender observando o Seu comportamento. Quando D'us ordenou a Moshé que o povo judeu acendesse a Menorá, assim Ele disse: "Você comandará aos Filhos de Israel, e eles pegarão para você azeite puro, prensado, para iluminação, para acender as velas (da Menorá) continuamente" (Shemot 27:20). O Midrash (parte da Torá Oral) nos ensina que quando D'us ordenou que o povo judeu acendesse a Menorá para iluminação, não era porque Ele precisava da luz, e sim para que eles pudessem retribuir a bondade que receberam de D'us no deserto, quando Ele iluminou o povo judeu por 40 anos com um pilar de fogo. Segundo o Midrash, isto elevaria o povo judeu aos olhos de todos os povos, pois eles diriam: "Vejam, o povo judeu ilumina Aquele que iluminou a todos".

Em outras palavras, o Midrash está nos ensinando que D'us ordenou o acendimento da Menorá apenas para que o povo judeu pudesse retribuir a bondade que havia recebido no deserto e não se sentisse endividado. D'us não precisava daquela luz, mas Ele se comportou como se precisasse, para o povo judeu se sentir livre de sua dívida de gratidão. Esta é a forma como devemos nos comportar para fazermos uma bondade verdadeira.

Este fundamento se aplica a todas as Mitzvót. D'us é perfeito e completo, Ele não precisa de nada e não há nada que possamos fazer por Ele, como afirmou Yov: "Se você for um Tzadik, o que você está dando para Ele?" (Yov 35:7). Porém, mesmo assim D'us criou o mundo de maneira que aparentemente podemos fazer coisas por Ele. Por exemplo, quando oferecemos Korbanót (sacrifícios), é como se fosse para que D'us tivesse algum proveito. Tudo isto é reflexo da bondade ilimitada de D'us, que nos faz bondades completas e não quer nos deixar com um sentimento de dívida constante, um sentimento negativo de uma gratidão que não pode se expressar de nenhuma maneira. Por isso, D'us nos deu as Mitzvót de maneira que possamos cumpri-las como se estivéssemos dando algo a Ele.

Este conceito de bondade também pode ser aplicado a outro aspecto importante no nosso relacionamento interpessoal. Quando alguém nos faz algum mal e depois vem se desculpar pelo seu erro, muitas vezes respondemos: "Não se preocupe, está tudo bem, você não fez nada". Aparentemente este é um comportamento bom e bonito, mas a verdade é que é justamente o contrário. Este tipo de resposta normalmente vem de não querermos escutar as desculpas do outro, de querermos que a pessoa fique endividada e com a consciência pesada. O comportamento correto, neste caso, seria receber o pedido de desculpas e, a partir deste momento, olhar a pessoa como se ela nunca tivesse feito nada de errado. Mais do que isto, mesmo que saibamos que ela está mentindo no seu pedido de desculpas, isto é, que não está verdadeiramente arrependida e pede desculpas apenas da boca para fora, para tirar o peso da consciência, ainda assim devemos dar ao outro a oportunidade de tirar o peso da culpa de suas costas. Se a pessoa não faz isto e, quando o companheiro vem pedir desculpas ela aproveita para derramar sobre ele sua fúria e suas frustrações, é possível que, no final das contas, a transgressão daquele que foi ofendido é ainda maior do que a do transgressor.

Infelizmente este entendimento está longe da grande maioria. Todos sabem que há leis no Shulchan Aruch (Código de Leis) relacionadas àquele que fez uma transgressão, isto é, de como ele deve se comportar para consertar seu erro. Porém, precisamos saber que há também leis no Shulchan Aruch relacionadas ao comportamento daquele que foi ofendido. É isto que nos ensina Shlomo Hamelech, o mais sábio de todos os homens: "Não despreze o ladrão se ele roubar para saciar seu apetite, pois ele estava faminto" (Mishlei 6:30). O versículo não está nos ensinado a nos comportarmos com bondade adicional. Este versículo é uma advertência, um aviso de que é uma transgressão tratar mal o ladrão, pois há leis de como falar com ele e como julgá-lo.

Eram estas leis que Yossef estava cumprindo quando conversou com seus irmãos. Ao ver que eles estavam realmente arrependidos, em poucas palavras ele transformou o ato da sua venda, de uma atitude ruim e negativa em uma atitude boa e positiva. Yossef transformou a culpa de seus irmãos em uma situação na qual era como se ele se sentisse obrigado a agradecer a eles pelo que tinham feito.

Este não foi apenas um comportamento individual de Yossef, isto é o que a Torá espera de nós. E se Yossef não tivesse se comportado desta maneira, se ele tivesse aproveitado o momento de fragilidade dos seus irmãos para despejar sobre eles suas frustrações, provavelmente sua transgressão seria tão grande quanto a deles. Perdoar aqueles que se arrependem com sinceridade e pedem perdão, e aceitar a retribuição de alguém que se sente endividado, são atos que, mesmo recebendo, no final das contas são verdadeiros atos de doação.


SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

BLOQUEANDO AS MÁS INFLUÊNCIAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT MIKETZ E CHANUKÁ 5779

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BLOQUEANDO AS MÁS INFLUÊNCIAS - PARASHAT MIKETZ E CHANUKÁ 5779 (07 de dezembro de 2018)

Avraham estava muito preocupado. Jacques, seu único filho, era um bom menino, mas estava andando com más companhias. Avraham conversava muito com o seu filho, mas sempre que demonstrava preocupação, escutava a mesma resposta: "Não se preocupe, pai, o que eles fazem não me afeta". Porém, Avraham via que, aos poucos, sem perceber, o filho ia mudando suas atitudes e adquirindo maus hábitos. Ele pediu então ajuda a um homem muito sábio. O homem levou Jacques para um passeio em um enorme jardim. De repente, ele parou e pediu a Jacques que pegasse uma plantinha que crescia ali. O jovem segurou a pequena planta e facilmente a arrancou.
 
Continuaram caminhando mais um pouco, conversando, até que o sábio avistou uma planta um pouco maior. Ele pediu para que o jovem arrancasse também aquela planta. O jovem puxou com força e a planta saiu, com raiz e tudo. Algum tempo depois, o sábio viu um arbusto e pediu para que Jacques o arrancasse. Desta vez, o rapaz precisou usar toda a sua força para retirá-lo, mas conseguiu. Finalmente, o sábio viu uma árvore e pediu para que Jacques a arrancasse. O jovem agarrou o tronco e tentou arrancá-la, mas sem sucesso. Tentou várias vezes até que, ofegante, desistiu. O sábio então deu um sorriso e explicou:

- Assim também funciona com nossos maus hábitos, eles vão se enraizando dentro de nós. Quando andamos com más companhias, permitimos que os maus hábitos se tornem parte de nós, sendo cada vez mais difícil arrancar.

Aquele passeio mudou para sempre a vida de Jacques, que entendeu que a frase "isto não me afeta" é uma grande mentira que dizemos para enganar a nós mesmos.

Nesta semana lemos a Parashat Miketz (literalmente "No final de"), que continua contando sobre a saga de Yossef no Egito. Após ter sido vendido como escravo, ele passou por muitos altos e baixos na vida, até se tornar o vice-rei do Egito. Mas há algo incrível no comportamento de Yossef. Mesmo no Egito, um centro de idolatria e imoralidades, ele se manteve reto e temente a D'us. Yossef conseguiu ter dois filhos Tzadikim, que chegaram ao nível de fazerem parte das Tribos de Israel. Ele conseguiu bloquear todas as influências negativas do Egito.
 
Este comportamento de Yossef nos ajuda a entender porque a Parashat Miketz sempre é lida na época da Festa de Chanuká, na qual recordamos a vitória do povo judeu sobre os gregos. Os gregos haviam proibido o povo judeu de se ocupar com o estudo da Torá e o cumprimento das Mitzvót. Por isso, a expulsão dos gregos representa a volta do nosso Serviço Divino, com ainda mais fervor.
 
A Torá começa a descrever a criação do mundo com as seguintes palavras: "E a Terra estava vazia e desolada, e a escuridão pairava sobre a face do abismo" (Bereshit 1:2). De acordo com o Midrash (parte da Torá Oral), as linguagens "vazia", "desolada", "escuridão" e "abismo" são uma alusão aos 4 exílios que o povo judeu passaria durante sua história. A palavra "Choshech" (escuridão) está associada ao exílio grego. Mas por que justamente os gregos, que trouxeram tantas inovações ao mundo, como as artes, a arquitetura e o teatro, são considerados o "exílio da escuridão"? O Midrash explica que o exílio grego está associado com a escuridão pois os gregos escureceram os olhos de Israel com um terrível decreto, segundo o qual todos os judeus deveriam escrever no chifre dos seus bois: "Não temos nenhuma parte com o D'us de Israel".
 
Porém, há um grande questionamento em relação a este Midrash. O exílio grego foi uma época de muitos decretos. Os gregos nos proibiram de cumprir o Shabat, de fazer Brit Milá nos nossos filhos, de fazer o Kidush HaChodesh (Santificação do novo mês) e de estudar Torá. Pessoas que eram pegas cumprindo Mitzvót eram sumariamente punidas com a morte. Foi uma época de muitas dificuldades para o povo judeu. Então por que o Midrash aponta justamente o decreto do chifre do boi como sendo a fonte da "escuridão" dos gregos?

Além disso, é difícil compreender qual foi exatamente a intenção dos gregos. Entendemos o motivo de proibir o cumprimento de Mitzvót e o estudo da Torá, pois isto arrancaria a conexão do povo judeu com a Torá e suas Mitzvót. Porém, de que adiantava forçar o povo judeu a escrever no chifre de seus touros "Não temos nenhuma parte com o D'us de Israel", se era algo que certamente eles não acreditavam?

Explica o Rav Meyer Yedid que a resposta está em um impressionante ensinamento de Shlomo Hamelech: "De todas as coisas que devemos cuidar, cuide do seu coração, pois dele sai os resultados da vida" (Mishlei 4:23). Shlomo HaMelech, o mais sábio de todos os homens, está nos ensinando uma regra de prioridades na vida. Do que mais cuidamos? Em geral, das coisas mais preciosas e de maior valor. Portanto, deste versículo aprendemos que não há nada mais valioso do que o nosso coração. Neste versículo, a palavra "coração" está sendo utilizada como uma alusão ao nosso intelecto, pois nosso coração é alimentado justamente pelos nossos pensamentos. Ter sabedoria no coração é justamente o primeiro pedido que fazemos na Amidá todos os dias. Mesmo uma pessoa que é milionária, se ela não sabe utilizar seu dinheiro com uma boa cabeça, então é como se ela não tivesse nada. Portanto, acima de tudo, precisamos cuidar do nosso intelecto.

Nossa cabeça não é apenas valiosa, ela também é muito "frágil", pois é muito influenciada por tudo o que vemos e ouvimos. Na verdade, nunca mais esquecemos o que vemos e ouvimos. Não existe esquecimento, somente às vezes é difícil "tirar" as informações de onde elas ficaram guardadas, mas elas estão ali. Por exemplo, quando dois amigos de infância se reencontram, em um primeiro momento um deles nem se lembra quem é o outro. Mas basta o amigo mencionar seu nome para que todas as lembranças do passado voltem, com todos os detalhes.

Quando vemos algo, imediatamente fazemos um julgamento. Portanto, até o que vemos depende das nossas cabeças. Pessoas diferentes veem as situações de forma diferente, pois de acordo com as imagens que vimos e com as experiências que vivemos, assim nos comportamos. É por isso que os nossos sábios ensinam que, para adquirimos sabedoria, a melhor forma é andando com alguém sábio, como está escrito: "Aquele que anda com os sábios fica sábio" (Mishlei 13:20). Por que Shlomo Hamelech não escreveu "aquele que estuda com os sábios fica sábio"? Pois aquele que anda com o sábio olha todos os atos dele e aprende. Cada detalhe da vida de um sábio é um ensinamento e aquele que vê acaba trazendo isto para a sua vida.
 
Absorvemos tudo o que vemos e escutamos, as imagens e ideias ficam guardadas na nossa cabeça. Portanto, devemos cuidar muito do que entra nas nossas cabeça, pois, em última instância, somos o que vemos e o que escutamos. O ser humano é construído assim, pelas suas experiências, pelo que vê e escuta no seu cotidiano. É por isso que devemos escolher muito bem os ambientes onde frequentamos e as pessoas com quem temos contato. Um dos maiores erros que cometemos é pensar "Não tem problema eu ver coisas erradas, pois isto não me afeta".  
 
Este é o grande segredo que está por trás das propagandas. Por exemplo, a propaganda de um refrigerante mostra uma pessoa triste, dirigindo seu carro velho, sem rumo na vida. Então esta pessoa bebe o refrigerante e, de forma mágica, tudo se transforma. A pessoa fica feliz, seu carro se transforma em uma Ferrari e sua vida se torna imediatamente um conto de fadas. Em nenhum momento a propaganda apresenta as qualidades da bebida que está sendo oferecida. Porém, as pessoas não são tontas, é óbvio que ninguém acredita que isto é realidade. Então por que as empresas gastam tanto com propagandas? Pois os fabricantes sabem que, quando alguém assiste muitas vezes a mesma coisa, isto se torna parte dela. Isto significa que, após assistir muitas vezes a propaganda do refrigerante, a pessoa vai começar a associar o refrigerante com a alegria e, por isto, vai comprar mais.

Os gregos sabiam deste efeito das propagandas e esta é justamente a escuridão representada por eles. Eles sabiam que, ao proibirem o Shabat e o Brit Milá, o povo judeu não aceitaria os decretos. Mesmo com o risco de receberem pena de morte, os judeus continuariam escondidos cumprindo as Mitzvót e estudando Torá. Porém, ao decretar que eles escrevessem no chifre dos touros "Não temos nenhuma parte no D'us de Israel", os judeus achariam que não havia problema nenhum, já que eles não acreditavam naquilo. Esta é a escuridão grega, pois o que vemos constantemente vai entrando na nossa cabeça, mesmo quando não acreditamos, e fica lá para sempre.
 
Em geral, as pessoas estão sempre reclamando de tudo. Falta de dinheiro, problemas de saúde, problemas familiares. Devemos fugir de pessoas assim, pois constantemente escutar este tipo de coisa nos derruba também. Devemos procurar nos relacionar com pessoas felizes, que estão de bem com a vida. Crianças que crescem vendo sorrisos e agradecimentos crescem felizes. Já em uma casa com nervosismo, reclamações e tristeza, esta realidade negativa entra na vida de cada membro da família. Precisamos tomar muito cuidado para manter nossas casas sempre com influências positivas. Por isso, temos que nos cuidar quando lemos notícias no jornal. Notícias quase não falam sobre coisas boas e alegres. Notícias não falam sobre jovens que honraram seus pais ou sobre as bondades que as pessoas fizeram. As notícias falam sobre roubos, assassinatos e traição. As notícias mostram um mundo cinzento e triste. Isto vai nos influenciando, devagar e silenciosamente.

Vencemos uma batalha, mas a guerra continua. A escuridão atual são as más influências da "rua", as coisas que vemos e ouvimos. Mesmo o que não envolve proibições da Torá muitas vezes nos influencia negativamente. Como diz Shlomo HaMelech, do cuidado com o coração dependem todos os "resultados da vida". Precisamos ter responsabilidade, cuidar do que entra em nossas casas, em nossas vidas, não achar que estamos acima das influências externas. Cada geração trava uma nova batalha contra os gregos, e esta é, certamente, a nossa batalha. Que as luzes de Chanuká possam nos iluminar, para vencermos para sempre esta difícil guerra.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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