quarta-feira, 11 de maio de 2016

ESFRIANDO OS ÂNIMOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KEDOSHIM 5776

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ESFRIANDO OS ÂNIMOS - PARASHAT KEDOSHIM 5776 (13 de maio de 2016) 

"Nachum e Chani eram dois jovens judeus que haviam chegado à idade de se casar. Eles foram apresentados um ao outro por um "Shadchan" (profissional que apresenta pessoas com o propósito de casamento) e, após alguns encontros, perceberam que tinham muito em comum. Os encontros estavam indo tão bem que chegaram a pensar em ficarem noivos.
 
Porém, antes do noivado se concretizar, o Shadchan recebeu uma grande soma de dinheiro para procurar um bom rapaz para uma garota americana que estava estudando em Israel. Pensando em todos os rapazes que conhecia, o Shadchan chegou à conclusão de que Nachum seria perfeito para aquela menina americana. Completamente cego pelo dinheiro, ele bolou um plano perverso para terminar o relacionamento de Nachum e Chani. Em primeiro lugar, ele contatou os pais de Nachum e disse a eles: "Ouçam, estou feliz com este belo Shiduch do Nachum com a Chani, mas eu gostaria de dizer algo a vocês, para que não surjam queixas contra mim após o casamento: os pais da Chani estão espalhando maus rumores sobre vocês". Os pais de Nachum ficaram arrasados com aquela notícia, e imediatamente decidiram interromper o Shiduch.
 
Não querendo correr riscos, o Shadchan ainda foi falar com os pais de Chani: "Escutem bem, eu não quero que vocês tenham problemas depois do casamento. Eu sei que parece um belo Shiduch da Chani com o Nachum e que tudo está indo bem, mas quero que vocês saibam que a família de Nachum está espalhando rumores desagradáveis ​​sobre vocês". Ao escutar isso, os pais de Chani também prontamente decidiram interromper o Shiduch. Nachum, que agora estava livre para conhecer outras moças, foi apresentado à garota americana, mas o Shiduch acabou não dando certo.
 
Três meses depois, Nechemia, o pai de Nachum, pensando sobre todo o incidente, não conseguia entender por que Efraim, o pai de Chani, teria espalhado rumores sobre eles. Ele o conhecia desde os tempos em que ainda eram jovens estudantes da Yeshivá e sabia que Efraim não era este tipo de pessoa. Ele decidiu conversar com Efraim pessoalmente para esclarecer a história.
 
- Por que você fez isso, de espalhar maus rumores sobre nós? - perguntou Efraim, muito chateado - Nós te fizemos algo?
 
- Eu? - perguntou confuso Efraim - Fomos informados de que vocês fizeram isso, Nechemia! Estávamos muito chateados, pois escutamos que vocês estavam espalhando maus rumores sobre nossa família!
 
Após alguns instantes de confusão, Efraim e Nechemia entenderam que tudo havia sido um plano do Shadchan que, por ganância, havia causado toda aquela confusão. Chamaram os filhos, conversaram com eles e, naquela mesma noite, um prato foi quebrado e o noivado de dois jovens que não cabiam em si de tanta alegria foi realizado".
 
Quantos aborrecimentos e sofrimentos poderiam ter sido evitados se, ao invés de guardarmos rancor no coração, tivéssemos a grandeza de julgar as pessoas para o bem e tentássemos esclarecer a situação antes de tomarmos decisões precipitadas? (História real, retirada do livro "Impact!", de autoria de Dovid Kaplan).

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Nesta semana lemos a Parashat Kedoshim (que literalmente significa "Sagrados"), que está repleta de Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu companheiro), nos ensinando que, para atingirmos um nível de santidade elevado, não é suficiente apenas nos preocuparmos com o nosso relacionamento "Bein Adam LaMakom" (entre o homem e D'us), também é fundamental sermos muito cuidadosos nos nossos relacionamentos interpessoais. E entre as Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" trazidas na Parashat, há uma que é extremamente importante para o nosso cotidiano: "Não odeie seu companheiro em seu coração; advirta seu companheiro e não carregue sobre ele a transgressão" (Vayikrá 19:17).
 
É importante lembrar que, quando a Torá utiliza a palavra "ódio", não se refere apenas a um nível de ódio venenoso e prejudicial, mas inclui também níveis muito menores de descontentamento com o próximo. Por isso, precisamos ser muito cuidadosos nos nossos relacionamentos e com os nossos sentimentos em relação às outras pessoas. Porém, este versículo desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, a Torá está ressaltando que é proibido odiar outra pessoa no coração, o que aparentemente nos ensina que o problema é apenas quando o ódio fica guardado no coração. Pode ser que o ódio expressado externamente não está proibido pela Torá? Isto parece estranho, em especial por sabermos que o sentimento de ódio gratuito é tão grave que causou a destruição espiritual do nosso Beit Hamikdash (Templo Sagrado). Além disso, qual é a conexão entre as diferentes partes do versículo, que aparentemente não tem nenhuma relação entre si? E, finalmente, o que significam as palavras "e não carregue sobre ele a transgressão"?
 
De acordo com o Talmud (Erchin 17b), realmente a proibição descrita no versículo se refere apenas ao ódio que fica guardado no coração da pessoa e não inclui, por exemplo, o ódio expressado externamente. Obviamente que é proibido expressar o descontentamento com outra pessoa de uma maneira hostil, que causa sofrimentos, e caso a pessoa faça isso, pode transgredir uma série de outras graves transgressões, como "não se vingar" e "não guardar rancor". Porém, aquele que expressa seu rancor e seu descontentamento não transgride a Mitzvá de "Não odeie seu companheiro em seu coração", pois neste caso o ódio não ficou guardado no coração. De acordo com o Sefer HaChinuch (Mitzvá 238), apenas transgride esta Mitzvá aquele que, ao ser machucado por alguém, guarda o ódio dentro de si e não tenta expressar seus sentimentos para a pessoa que o machucou. Mas por que a Torá focou, nesta Mitzvá, apenas o ódio do coração?
 
Quando a pessoa machucada discute com o agressor e vai tirar satisfações, normalmente o ódio diminui. Porém, quando a pessoa não toma nenhuma atitude, ela faz com que o ódio cresça dentro dela, causando consequências ainda mais graves. Um exemplo disso é o incidente descrito no Tanach sobre os filhos de David HaMelech (Rei David), Amnon, Tamar e Avshalom. Amnon cometeu um erro gravíssimo com sua meia-irmã Tamar, causando em Avshalom, irmão de Tamar, um ódio enorme. Nossos sábios afirmam que se Avshalom tivesse ido falar com Amnon sobre o que aconteceu, seu ódio teria se dissipado. Mas, ao invés disso, Avshalom guardou o ódio em seu coração, causando com que este ódio fosse crescendo e se tornando doentio, até o ponto em que ele se levantou e, dois anos depois, assassinou Amnon. Apesar do ato de Amnon ter sido abominável e de Avshalom ter aparentemente o direito de estar furioso com o que aconteceu, no entanto o grande erro de Avshalom foi não ter ido falar com Amnon, e assim ter deixado o ódio crescer até chegar ao ponto de causar, além do assassinato, outras terríveis consequências futuras descritas no Tanach.
 
Foi por isso que nesta Mitzvá a Torá focou justamente no ódio guardado dentro do coração, pois é um ódio que tem um agravante não encontrado no ódio expressado externamente. Guardar no coração pode resultar em uma intensificação do ódio e pode trazer consequências ainda mais desastrosas, o que poderia ter sido evitado se tivesse sido colocado para fora. O Sefer HaChinuch explica que esta diferença faz com que o ódio no coração seja ainda pior do que o ódio expressado, pois causa um enorme mal entre as pessoas, além de conflitos permanentes entre irmãos e amigos.
 
Com este conceito podemos entender a continuação do versículo: "Advirta seu companheiro". Em um entendimento mais simples, estas palavras referem-se à Mitzvá de repreender o próximo quando o vemos cometendo alguma transgressão. Da mesma maneira que existe o crime de "omissão de socorro", quando alguém não faz nada para salvar uma pessoa que está em risco de vida, também existe a "omissão de socorro espiritual", quando alguém vê seu companheiro fazendo uma transgressão, isto é, manchando sua própria alma e colocando seu futuro espiritual em risco, e não faz nada para salvá-la. Porém, estas palavras do versículo também têm outro significado, e inclui uma situação na qual a pessoa foi ferida verbalmente por seu companheiro. Neste caso, a pessoa não deve guardar a mágoa para si, em seu coração, ao contrário, ela deve falar com quem a agrediu. "Advirta seu companheiro" significa que, ao invés de guardar no coração, coloque o que está incomodando para fora, de uma maneira educada e controlada, advertindo quem lhe agrediu.
 
De acordo com o Rav Chaim ben Atar zt"l (Marrocos, 1696 - Israel, 1743), mais conhecido como Or HaChaim, há dois possíveis resultados de expor para a pessoa que nos agrediu, de forma equilibrada, a dor que ela nos causou: a pessoa pode explicar o seu lado da situação, mostrando que, na realidade, tudo não passou de um grande mau entendido, ou ela pode admitir que se comportou de maneira inadequada e, agora que percebeu o dano que causou, pedirá desculpas e se comprometerá a não errar novamente. Isto explica as palavras finais do versículo: "Não carregue sobre ele a transgressão", isto é, mesmo que alguém te machuque, você não deve imediatamente assumir que a pessoa fez uma transgressão intencional. Ao contrário, não jogue sobre ela a culpa, julgue-a de maneira favorável e dê a ela uma chance de se explicar. Dê o benefício da dúvida a todas as pessoas, pois mesmo que alguém tenha errado, ao conversarmos com ela sobre o seu erro, ela poderá se arrepender de coração ao perceber os danos que causou.
 
Explica o Rav Yehonasan Gefen que desta Mitzvá aprendemos o quanto é grave e condenável guardar ódio em nossos corações, e o quanto uma simples conversa pode ser importante para dissipar o ódio acumulado. A experiência demonstra que, quando seguimos as instruções da Torá nesta área, o resultado quase sempre é que a pessoa se explica ou pede desculpas pelos danos não intencionais causados. A grande maioria das pessoas não é ruim e não tem intenção de causar danos e machucar. Por isso, quando a pessoa que foi agredida com duras palavras explica ao agressor como ela está se sentindo mal, o resultado é quase sempre positivo, evitando uma desnecessária intensificação do ódio e acabando com futuras dores e sofrimentos.
 
Não é fácil abordar alguém que nos machucou, ainda mais de uma maneira calma e educada. Porém, o medo de que não dará certo não nos isenta da obrigação da Torá de tentarmos esclarecer a situação. Existe uma importante Mitzvá de julgar para o bem e nunca acreditar nas primeiras impressões. Esta Mitzvá pode nos salvar da transgressão de "Não odeie seu companheiro em seu coração" e suas terríveis consequências. Muito sofrimento e dor são causados por problemas que nem mesmo existem na realidade, e tudo poderia ser resolvido com uma conversa franca e aberta.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

DO FUNDO DO POÇO PARA O CÉU - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ACHAREI MÓT 5776 

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DO FUNDO DO POÇO PARA O CÉU - PARASHAT ACHAREI MÓT 5776 (06 de maio de 2016) 

"Por volta do ano de 1900 havia um judeu em Jerusalém muito pobre, chamado Sr. Pessach, que se mudou para a cidade de Tzefat. Tudo o que ele tinha era um volume do Talmud com dois Tratados, Beitzá e Rosh Hashaná, que ele revisou três mil vezes. Depois que ele faleceu, sua família decidiu escrever este fato em sua lápide, para que as pessoas que visitassem seu túmulo vissem o que é o amor verdadeiro pelo estudo da Torá.
 
Mais de cem anos depois, um garoto de dezesseis anos chamado David (nome fictício) estava tendo problemas na Yeshivá. Ele simplesmente não conseguia entender o Talmud e não conseguia se concentrar nas aulas. Sem se aconselhar com ninguém, David decidiu abandonar a Yeshivá. Infelizmente, depois disso ele começou a andar com um grupo de rapazes de má índole, e os amigos da Yeshivá ficaram sem escutar notícias dele por um bom tempo.
 
Porém, certo dia, cerca de seis meses depois, David ressurgiu de repente na Yeshivá. Sentou-se na sua mesa, abriu seu livro do Talmud e começou a estudar com fervor, como se houvesse fogo dentro dele. O Rosh Yeshivá (Diretor espiritual), curioso, aproximou-se dele e perguntou:
 
- David, o que aconteceu com você? Sinceramente, eu achei que não te veria nunca mais na Yeshivá. O que te fez voltar, e com tanto fervor?
 
- Rav, eu vou te contar - respondeu David - Quando eu saí da Yeshivá, me envolvi com um grupo de amigos que eram uma péssima influência. Eles não levavam a vida a sério, estavam sempre com bebidas e drogas, se envolviam em pequenos furtos e ficavam vagando sem destino. Nós saímos de Jerusalém e fomos para Tel Aviv, depois para Netanya, e para várias outras cidades, dormindo em bancos de praça e em albergues. Nossa vida era completamente vazia e sem sentido, ninguém naquele grupo tinha qualquer objetivo na vida. Um dia chegamos à cidade de Tzefat e, quando estávamos vagando por um velho cemitério, uma das lápides chamou minha atenção. A inscrição dizia: "Aqui jaz o Sr. Pessach, que revisou os Tratados de Beitzá e Rosh Hashaná três mil vezes". Foi um grande choque para mim, pois pensei: "Enquanto eu estou vivendo uma vida completamente vazia e sem sentido, há pessoas que realmente levam a vida a sério". Eu odiei tanto continuar naquela vida vazia e sem sentido que decidi voltar para a Yeshivá, com uma vontade renovada, e desta vez eu garanto que não vou mais embora" (História Real)
 
Muitas pessoas acabam, em algum momento da vida, se questionando sobre viver sem sentido. Algumas tomam atitudes e mudam, outras infelizmente ficam apenas nos questionamentos.

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A Parashat desta semana, Acharei Mót (que literalmente significa "Depois da morte"), descreve todos os serviços que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) fazia no Beit Hamikdash (Templo Sagrado) no dia mais sagrado do ano, Yom Kipur, o "Dia da Expiação" do povo judeu. Além disso, a Parashat também traz uma lista de vários tipos de relacionamentos íntimos proibidos, muitos que implicavam até mesmo em pena de morte. Porém, antes de listar os relacionamentos proibidos, a Torá faz uma interessante introdução: "Não façam as práticas da terra do Egito, na qual vocês moraram; e não façam as práticas da terra de Knaan, para onde Eu trago vocês" (Vayikrá 18:3). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que os egípcios e os habitantes de Knaan eram as nações moralmente mais decadentes da face da Terra. E, em especial, as regiões onde os judeus moravam eram as piores e mais corrompidas de todas. Sabemos que não existem coincidências, então por que D'us intencionalmente colocou o povo judeu em lugares tão corrompidos e moralmente degradados?
 
Responde o Rav Eliyahu Dessler zt"l (Império Russo, 1892 - Israel, 1953) que deste ensinamento podemos aprender algo muito importante sobre como reagir às más influências dos ambientes onde vivemos. Normalmente somos fortemente influenciados pela sociedade na qual vivemos, e quando esta sociedade fica repleta de pessoas com má índole, mesmo as boas pessoas acabam recebendo influências negativas. Porém, se a pessoa é forte o suficiente para superar estas más influências, não permitindo que elas afetem seus valores morais, então acontece algo incrível: estas más influências podem até mesmo ajudá-la a fortalecer sua espiritualidade e seu serviço Divino. Mas como pode ser que más influências podem nos deixar espiritualmente mais fortes?
 
Tudo o que D'us faz no mundo material nos ensina algo sobre o mundo espiritual. Por exemplo, como funcionam as vacinas, que nos protegem de vários tipos de doenças? No processo de imunização, a vacina injeta no corpo da pessoa os próprios vírus e bactérias que causam certas doenças, mas já mortos ou enfraquecidos. O nosso sistema imunológico, ao perceber a presença destes "corpos estranhos", produz anticorpos, um verdadeiro "exército de proteção" contra estes vírus e bactérias. A partir do momento em que o corpo produziu os anticorpos, mesmo que o vírus e a bactéria entrem na pessoa, são facilmente combatidos e não conseguem infectá-la. Isto quer dizer que o princípio ativo da vacina é justamente utilizar a doença para produzir uma pessoa mais forte e saudável.

Este mesmo princípio pode se aplicar em nossa espiritualidade. Explica o Rav Dessler que quando a pessoa vê em volta de si um ambiente negativo e consegue vencer as más-influências, o mal se torna ainda mais repugnante aos seus olhos, pois ela consegue alcançar um reconhecimento mais profundo das falhas e defeitos da sociedade onde vive, permitindo que ela se fortaleça ainda mais em sua apreciação do bem. Isto explica o movimento tão forte dos "Baalei Teshuvá", pessoas que abandonaram vidas seculares e se conectaram aos valores milenares da Torá. Normalmente os "Baalei Teshuvá" são pessoas que enxergaram que estavam vivendo em sociedades sem objetivos e sem sentido, e cuja moralidade se degradava diante dos seus olhos em uma velocidade impressionante. E é justamente por terem enxergado este lado tão baixo da sociedade que os "Baalei Teshuvá" acabam se tornando "militantes" na tentativa de ajudar outras pessoas a despertarem do sono espiritual e começarem a viver uma vida com mais sentido e moralidade.
 
Isto quer dizer que D'us intencionalmente colocou o povo judeu no Egito, um lugar moralmente degradado e baixo, para que os judeus pudessem desenvolver um profundo ódio por toda aquela impureza. De acordo com o Rav Dessler, a repugnância que eles desenvolveram pela impureza espiritual do Egito, mais do que os sofrimentos físicos, foi o que verdadeiramente motivou os judeus a gritarem para que D'us os libertasse daquele lugar terrível. E foi justamente esta repugnância que permitiu que eles crescessem espiritualmente de maneira tão intensa e rápida, saindo do nível 49 de impureza e atingindo, em pouco tempo, o nível de santidade necessária para poderem receber a Torá no Monte Sinai. Se eles estivessem em um ambiente menos imoral, não teriam sido capazes de crescer tanto e de maneira tão rápida.
 
Isto também explica por que o povo judeu teve que ir para uma terra igualmente repugnante. Parte do plano de D'us era que o povo judeu visse o comportamento completamente imoral dos habitantes da terra de Knaan e desenvolvesse uma aversão ao mal, o que elevaria sua apreciação pela moralidade contida na Torá. Obviamente os judeus tinham o livre arbítrio, isto é, podiam tanto rejeitar completamente os maus hábitos dos habitantes de Knaan quanto aceitá-los como vizinhos e, com isso, serem influenciados de forma negativa. Infelizmente a história nos ensina que eles não destruíram completamente seus vizinhos e, com o tempo, acabaram sendo influenciados de forma negativa por eles. É justamente o mesmo teste que cada um de nós passa na vida: aceitar os valores imorais da sociedade e, infelizmente e sem perceber, acabar vivendo de acordo com eles, ou refutá-los completamente e enxergá-los como sendo hábitos ruins e repugnantes.
 
É por isso que vemos que, durante toda a história do povo judeu, fomos colocados por D'us em ambientes muito negativos e corrompidos, desde a época dos nossos patriarcas. Na verdade, todas as vezes que D'us queria que alguém alcançasse níveis espirituais extremamente elevados, Ele lançava esta pessoa nos ambientes mais baixos e corrompidos, para que esta pessoa pudesse aprender o quanto o mal pode ser algo baixo e negativo, e assim se fortalecer para buscar o extremo oposto, o bem absoluto.
 
Este conceito do Rav Dessler nos ajuda a entender uma passagem interessante da Hagadá de Pessach, que descreve o processo de libertação do povo judeu da terrível escravidão do Egito. No início da Hagadá mencionamos que nossos antepassados foram idólatras. Porém, como isto se conecta com a história da saída do Egito? A resposta é que justamente pelo fato de Avraham Avinu estar rodeado por tanta negatividade é que ele conseguiu chegar a um nível tão alto de santidade, a ponto de sua força espiritual nunca mais ser anulada. A redenção do Egito brotou diretamente da santidade alcançada por Avraham. Por isso mencionamos na Hagadá que nossos antepassados foram idólatras, justamente para ressaltar que o crescimento de Avraham e o incrível nível espiritual que ele chegou foi consequência direta da impureza do ambiente no qual ele vivia, e foi esta grandeza que plantou a semente da saída do Egito.
 
Ensina o Rav Yehonasan Gefen que é por isso também que a Hagadá menciona muitas más influências, que incluem nossos ancestrais idólatras, os egípcios malvados e Lavan, o arameu, conhecido por sua maldade e malandragem. Talvez a intenção dos nossos sábios que compilaram a Hagadá era despertar o nosso desgosto e aversão por comportamentos tão imorais, elevando assim nossa apreciação de D'us por ter nos salvado deles, fisicamente e espiritualmente, e por ter nos dado a Torá, nosso "Manual" de boas condutas.
 
No mundo de hoje é quase inevitável sermos "contaminados" pelas más influências. Somos bombardeados diariamente, através das notícias, dos filmes e das pessoas à nossa volta, com mensagens negativas. Comportamentos promíscuos, enganação, roubo e todos os tipos de desonestidade se banalizaram. Atualmente a exceção é ser correto e honesto. Obviamente que o mais aconselhável é nos esforçarmos para reduzir ao máximo estes tipos de influências negativas em nossas vidas. Apesar disso, devemos estar conscientes de que é impossível estarmos completamente "blindados". O ensinamento do Rav Dessler nos ajuda a ver nossa realidade de uma maneira diferente, para aprendermos a lidar com estas influências negativas, e talvez até mesmo utilizá-las para o bem. Quando observamos a decadência da sociedade ocidental, e para onde a falta de moralidade está levando a vida das pessoas, podemos melhorar nossa apreciação da beleza do estilo de vida equilibrado ensinado pela Torá. Pois quanto mais escuro, mais apreciamos o brilho de uma luz.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel, Sloime Tzvi ben Pinchas, Mordechai ben Dina z"l, Ruth bat Messoda z"l, Yehudah ben Sarah z"l, Chaia Simchah bat Lea z"l.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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