sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VOCÊ CONFIA EM D’US? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5776





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VOCÊ CONFIA EM D'US? - PARASHAT ITRÓ 5776 (29 de janeiro de 2016) 
"Muitos conhecem o Rav Noach Weinberg zt"l (EUA, 1930 - Israel, 2009), o Rosh Yeshivá (Diretor espiritual) do Aish HaTorá, por sua incrível capacidade de aproximar judeus que estavam completamente afastados da Torá. Porém, poucas pessoas sabem que suas gigantescas conquistas emanavam da mais pura Emuná (fé) e Bitachón (confiança) em D'us. Durante a Shivá (semana de rezas que ocorre após o falecimento) do Rav Noach Weinberg, sua filha contou uma história incrível, que demonstra o altíssimo nível de conexão que ele tinha com D'us.

Certa vez chegou à Yeshivá Aish HaTorá um jovem rapaz que demonstrou uma inteligência acima do normal. Ele não passou mais do que alguns poucos dias na Yeshivá, mas foi o suficiente para se destacar nos estudos de maneira impressionante. Porém, para a surpresa de todos, certo dia o rapaz arrumou suas coisas e se preparou para voltar aos Estados Unidos. O Rav Noach Weinberg, muito triste por ver um rapaz com um futuro tão promissor nos estudos de Torá abandonar a Yeshivá assim tão de repente, questionou os motivos daquela decisão. O rapaz explicou que, apesar de estar gostando muito da Yeshivá, ele era um jogador profissional de xadrez e estava voltando aos Estados Unidos para participar de uma importante competição.

O Rav Noach Weinberg poderia tentar convencê-lo a ficar com dezenas de argumentos lógicos. Porém, ele não tentou argumentar nem convencer o rapaz a ficar. Ao invés disso, fez um desafio a ele: propôs que eles disputassem uma partida de xadrez, uma única partida, e se o rapaz ganhasse, poderia ir embora e voltar aos Estados Unidos, mas caso o rabino ganhasse, o rapaz ficaria na Yeshivá e continuaria seus estudos e seu caminho de crescimento espiritual.

Para um campeão de xadrez, aquela proposta pareceu uma piada, pois certamente o rabino não estava tão bem preparado quanto ele. Por isso, com um sorriso de satisfação no rosto, o rapaz aceitou o desafio. Porém, o jogo foi ficando extremamente complicado, e o que parecia ser um jogo fácil, que não duraria mais que poucos minutos, se transformou em uma difícil batalha de mais de uma hora. O mais incrível foi que, no final, o Rav Noach Weinberg acabou vencendo.

As pessoas não podiam acreditar naquela vitória. O rabino, que nunca havia revelado a ninguém sobre suas incríveis habilidades no xadrez, havia derrotado um grande campeão! Quando questionado, o Rav Noach Weinberg explicou:

- Eu joguei xadrez poucas vezes na vida, quando ainda era pequeno. No decorrer do jogo eu fui aos poucos me lembrando das regras de movimentação das peças. Eu sabia que através das minhas poucas e limitadas habilidades no xadrez seria impossível vencer o jogo. Porém, eu tive a coragem de propor o jogo pois acreditava, com todas as minhas forças, que se D'us quisesse que aquele rapaz ficasse na Yeshivá, Ele poderia me fazer vencer a partida. E foi isto o que aconteceu.

O rapaz acabou ficando na Yeshivá. Ele estudou com dedicação, tornando-se um aluno brilhante e uma fonte de inspiração para outros jovens. Tudo graças à incrível confiança que o Rav Noach Weinberg tinha em D'us. 
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Nesta semana lemos a Parashat Itró que, entre outros assuntos, nos ensina sobre os 10 mandamentos entregues por D'us no Monte Sinai, diante de todo o povo judeu. E o primeiro Mandamento entregue foi: "Eu sou Hashem, teu D'us, que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão" (Shemot 20:2). Este Mandamento refere-se à importante Mitzvá de Emuná. De acordo com o Rambam zt"l (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204), esta Mitzvá pode ser cumprida ao acreditarmos que há um D'us que é a causa de toda a existência, e que constantemente recria e mantém toda a criação. Porém, há outro conceito fundamental que está conectado com a Emuná: o Bitachon, que é a confiança em D'us. Será que o Bitachon é parte da Mitzvá de Emuná ou é um conceito separado, que não está diretamente conectado a nenhuma Mitzvá específica?

Explica o Rav Avraham Yeshayahu Karelitz zt"l (Bielorússia, 1878 - Israel, 1953), mais conhecido com Chazon Ish, que Bitachon não é algo independente, e sim uma consequência natural da Emuná verdadeira. A Emuná é a obrigação de acreditar em princípios fundamentais sobre D'us, como por exemplo a Hashgachá Pratid (Supervisão particular que D'us tem sobre todo o universo, nos mínimos detalhes), enquanto o Bitachon é a aplicação desta crença nas questões práticas do cotidiano. Se a pessoa acredita na Supervisão de D'us, mas não consegue colocar isto na prática em seu cotidiano, então é um sinal de que há alguma deficiência em sua Emuná.

O Chazon Ish exemplifica isto através de uma pessoa que constantemente expressa sua Emuná de que tudo o que ele tem vem de D'us. Ele declara publicamente que reconhece que seu sustento vem diretamente de D'us e que não há nenhum motivo para ficar preocupado ou ansioso com o futuro. Entretanto, quando alguém abre uma loja concorrente perto da sua, de repente sua Emuná desaparece e ele se torna uma pessoa preocupada e desconfiada. A sua Emuná parecia ser muito forte quando tudo estava indo bem, mas quando ele passou por um teste, falhou em demonstrar o Bitachon necessário. Isto, por sua vez, demonstra que sua Emuná nunca foi completa e verdadeira, e tudo o que ele declarava em público era apenas da boca para fora. Portanto, de acordo com o Chazon Ish, o Bitachon é um aspecto essencial da Emuná, e significa aplicar a Emuná nas situações reais da vida, em especial nos momentos de dificuldade e teste.

O Rav Shalom Noach Berezovsky zt"l (Bielorússia, 1911 - Israel, 2000), em sua obra intitulada "Netivot Shalom", se aprofunda um pouco mais no conceito de Bitachón. Ele explica que, na realidade, existem dois tipos de Bitachon: um tipo inativo e um tipo proativo. O Bitachón inativo se aplica quando a pessoa se encontra em uma situação difícil e na qual não há nada que ela pode fazer para revertê-la. Nestas circunstâncias, sua "Avodat Hashem" (Serviço Divino) é confiar que tudo o que acontece é, em última instância, para o nosso bem. Já o Bitachón proativo se torna necessário quando é exigido da pessoa que ela faça algo que demonstre sua confiança em D'us. Por exemplo, durante a abertura do Mar Vermelho, Moshé Rabeinu e o povo estavam chorando e clamando a D'us para que Ele os salvasse do exército egípcio, que avançava na direção deles. Em resposta, D'us falou para que eles parassem de rezar e entrassem no mar. Mas por que D'us não abriu o mar Vermelho enquanto o povo judeu estava tranquilamente na praia, como é retratado (de forma completamente equivocada) nos filmes e novelas? Por que a necessidade de entrar no mar revolto e só depois fazer o milagre?

De acordo com o Rav Shalom Noach, para que o povo judeu pudesse ter o mérito de D'us transcender as leis da natureza através da abertura do mar Vermelho, eles deveriam demonstrar uma confiança em D'us que também transcendesse as leis da natureza. Eles deveriam acreditar que, se era a vontade de D'us que eles cruzassem o mar, então eles deveriam ter a confiança de que Ele era capaz de permitir que isto acontecesse, mesmo que eles não tinham a mínima ideia de como seria possível ocorrer na prática. Portanto, se jogar no mar revolto antes da sua abertura foi uma demonstração de Bitachón proativo, que fez o povo judeu ter direito ao mérito do grande milagre da abertura do mar.

A conclusão é que a Emuná verdadeira somente se manifesta em uma pessoa que está disposta a agir com uma inabalável confiança em D'us, com a crença de que, se for a vontade de D'us que ele se comporte de certa maneira, então ele pode, e deve, apesar das dificuldades, fazer o que é correto, e desta maneira D'us permitirá que ele tenha sucesso em seus empreendimentos.

Parece algo difícil de ser alcançado, mas muitas pessoas se esforçaram e conseguiram. Foi com esta certeza que o Rav Noach Weinberg zt"l conseguiu trazer de volta à Torá milhares de judeus que estavam completamente afastados. Ele costumava dizer que quando vemos problemas no mundo, não há nenhum motivo para não sairmos e enfrentarmos as dificuldades quando acreditamos que esta é a vontade de D'us, pois Ele não tem nenhum tipo de limitação ou dificuldade para cumprir a Sua vontade. Para o Rav Noach Weinberg isto não era apenas algo teórico, que ele dizia da boca para fora em momentos de tranquilidade. Em uma época em que o Kiruv (movimento para aproximar judeus afastados da Torá) era praticamente desconhecido no mundo, o Rav Noach Weinberg sentiu a necessidade de fazer algo pelos milhares de judeus que estavam se assimilando no mundo inteiro. Muitas pessoa ridicularizaram seus sonhos e ideais, alegando que não era algo realista, e ele foi chamado por muitos de tolo.

Porém, apesar das dificuldades, sua convicção de estar cumprindo a vontade de D'us deu forças para que ele superasse muitos contratempos e realizasse verdadeiros milagres ao despertar um movimento de Teshuvá (retorno aos caminhos da Torá) que salvou milhares e milhares de judeus de perderem sua identidade judaica. A idealização da gigantesca Yeshivá do Aish HaTorá, que atualmente fica em frente ao Kotel (Muro das Lamentações), um dos lugares mais sagrados do judaísmo, começou em uma pequena salinha no bairro de Kriat Sanz, em Jerusalém, com o Rav Noach Weinberg e mais três jovens que acreditavam no que estavam fazendo.
 
Mas a incrível Emuná e Bitachón do Rav Noach Weinberg não caíram do céu. Foram anos e anos de um trabalho constante para desenvolver este relacionamento de confiança em D'us. Através de reflexões e do estudo da Torá, ele foi crescendo aos poucos, até atingir este nível de certeza e tranquilidade de que tudo, em cada detalhe, está nas Mãos de D'us. Se tivermos esta claridade, então quando surgirem dificuldades em nossas empreitadas, basta fazermos o nosso esforço e Ele abrirá para nós os mares de dificuldades que surgem em nossas vidas.
SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

FORÇA DA PERSEVERANÇA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5776 





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A FORÇA DA PERSEVERANÇA - PARASHAT BESHALACH 5776 (22 de janeiro de 2016) 
"Yaacov Waisman (nome fictício), aluno da famosa Yeshivá de Vologzin, era conhecido por seu enorme conhecimento de Talmud. Certa vez ele estava no meio de uma refeição quando um de seus colegas da Yeshivá se aproximou dele e perguntou a fonte no Talmud onde constava certa opinião. Enquanto Yaacov ainda se esforçava para tentar lembrar, outro aluno respondeu que a opinião era do Tassafot (um comentarista do Talmud), e indicou o Tratado do Talmud e a página onde este comentário se encontrava.

Quando Yaacov percebeu que não havia conseguido responder algo tão simples de ser lembrado, sentiu tanta vergonha que imediatamente parou de comer, levantou-se da mesa e correu para o Beit Midrash (Centro de estudos). Ele estudou aquele dia inteiro praticamente sem nenhuma interrupção, e o mesmo ocorreu no dia segunte, e na semana seguinte, e no mês seguinte. Durante sete anos Yaacov estudou com uma incrível constância e perseverança, até que ele se tornou um grande conhecedor da Torá e trouxe muita luz espiritual para o mundo.

Anos mais tarde, um dos alunos da Yeshivá que estava presente no episódio da pergunta no refeitório, Avraham Leibovitz (nome fictício), lembrou-se que Yaacov havia se levantado da mesa e corrido para o Beit Midrash de uma maneira tão repentina que havia se esquecido de fazer a Brachá Acharoná (benção posterior dos alimentos). Avraham foi perguntar ao Rosh Yeshivá (Diretor Espiritual), o Rav Chaim Vologziner zt"l (Lituânia, 1749 - 1821), se naquelas condições seria permitido a Yaacov não ter feito a Brachá. O Rav Chaim Vologziner, após refletir um pouco, respondeu:

- Eu não sei dizer se seria permitido ou não ele intencionalmente ter deixado de fazer a Brachá naquela situação. Mas há algo que eu sei: se ele tivesse parado para recitar a Brachá e não tivesse se levantado imediatamente e ido para o Beit Midrash estudar, ele nunca teria se transformado no grande estudante de Torá que ele virou. Naquele momento ele tinha sido atingido por uma profunda dor, pela vergonha da sua falta de conhecimento de Torá, e ele utilizou a força daquele momento para começar a estudar em outro nível. Se ele tivesse esperado, mesmo que fossem apenas alguns poucos minutos, ele teria perdido aquele momento de inspiração para sempre." (História Real)

Em nossas vidas muitas vezes temos momentos de inspiração, nos quais temos vontade de crescer, de tomar atitudes e de mudar nossos rumos. Mas se não aproveitarmos estes momentos com atos, infelizmente eles ficarão apenas como memórias do passado, e não como construções do futuro.   
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Nesta semana lemos a Parashat Beshalach, que descreve a triunfal saída do povo judeu do Egito, diante dos olhos dos egípcios que, esmagados pela força das dez pragas, nada puderam fazer para impedir o povo judeu de ir embora para sempre. Mas nem todos os judeus estavam apenas "aproveitando" aquele momento especial de liberdade. Moshé Rabeinu estava preocupado em cumprir o juramento que os judeus haviam feito para Yossef, há mais de 200 anos, de que quando eles fossem embora do Egito, levariam com eles os seus restos mortais para que fossem enterrados na Terra de Israel, como está escrito: "E Moshé levou com ele os ossos de Yossef" (Shemot 13:19).

Porém, há um versículo do Tanach (Profetas e Escrituras) que parece contradizer este ensinamento da Torá: "Os ossos de Yossef, que os Filhos de Israel trouxeram do Egito, foram enterrados em Shechem" (Yoshua 24:32). Afinal, quem levou os ossos de Yossef do Egito, Moshé ou outros judeus? O Talmud (Sotá 13b) responde com um incrível conceito espiritual: quando uma pessoa começa uma Mitzvá mas não a termina, e outra pessoa completa a Mitzvá, então a Torá dá crédito para a pessoa que terminou a Mitzvá como se ela tivesse feito a Mitzvá completa. Moshé começou a Mitzvá de enterrar Yossef na Terra de Israel, mas como não foi ele que terminou a Mitzvá, então o crédito foi dado para aqueles que completaram a Mitzvá, e não para Moshé.

Mas há um Midrash (parte da Torá Oral) que aparentemente contradiz este princípio espiritual. O nosso Primeiro Beit HaMikdash (Templo Sagrado), em sua enorme grandeza e esplendor, foi construído e inaugurado por Shlomo HaMelech. David, seu pai, não viu o Beit HaMikdash (Templo) terminado, apenas participou de suas fundações. Porém, há um versículo que refere-se a David como se ele tivesse construído o Templo, como está escrito: "Um Salmo, um Cântico de inauguração da Casa (Templo), de David" (Salmos 30:1). De acordo com um Midrash (parte da Torá Oral), aprendemos deste versículo que, apesar de David ter apenas começado a construção do Templo, é creditado a ele os méritos de toda a construção. Isto não é contraditório com o conceito ensinado pelo Talmud?

O Rav Moshe Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986) desvenda a aparente contradição. Toda vez que alguém começa uma Mitzvá e não consegue completá-la por motivos de "força maior", isto é, que não são de sua responsabilidade, então ele é creditado como se tivesse realizado a Mitzvá inteira, mesmo que na realidade ele não a terminou. Entretanto, se aquele que começa a Mitzvá tem alguma culpa no fracasso de completá-la, então ela é creditada àquele que a terminou. Isto explica a diferença entre o caso dos ossos de Yossef e a construção do Beit HaMikdash. David HaMelech não teve absolutamente nenhuma responsabilidade por não ter completado a construção do Beit HaMikdash, pois foi uma ordem explícita de D'us que a construção fosse feita por seu filho Shlomo HaMelech e não por ele, e por isso é creditado como se ele tivesse construído tudo. Já no caso dos ossos de Yossef, Moshé não conseguiu completar a Mitzvá por causa de um erro que ele cometeu ao bater com seu cajado na pedra para dar água ao povo, ao invés de ter pedido a água para a pedra conforme D'us havia ordenado. Como a consequência deste erro foi D'us ter decretado que Moshé não entraria na Terra de Israel, então de certa maneira Moshé não conseguiu terminar a Mitzvá de enterrar Yossef em Israel devido às suas próprias ações, e é por isso que a Mitzvá não foi atribuída a ele.

Se refletirmos sobre este ensinamento do Rav Moshe Feinstein, despertamos um pouco da nossa apatia. Apesar de todos os esforços de Moshé para cumprir a Mitzvá de entrerrar Yossef em Israel, uma culpa mínima que ele teve em não terminar a Mitzvá fez com que ele perdesse o mérito dela. E se não tomarmos muito cuidado com nossos atos, por causa de falhas pequenas nós também podemos acabar perdendo o mérito de muitas Mitzvót.

Há muitas situações nas quais temos a oportunidade de completar algum tipo de Mitzvá, mas que acabamos falhando por falta de perseverança. Isto se aplica muito ao estudo de Torá, pois normalmente as pessoas começam a frequentar algum Shiur ou palestra semanal, mas acabam desistindo no meio. Por exemplo, quando é iniciado um novo ciclo de estudos de "Daf Yomi" (grupos que se reúnem para estudar uma folha do Talmud por dia, visando terminar todos os Tratados em um período de 7 anos), normalmente as aulas ficam lotadas, mas conforme o tempo vai passando, as salas de aula vão se esvaziando, pois muitos desistem do projeto no meio do caminho.

Outra área onde normalmente as pessoas falham é em seu próprio crescimento espiritual. Por exemplo, em certos momentos da vida, como em Rosh Hashaná ou após passar por algum perigo de vida, as pessoas se sentem inspiradas a tomar decisões de crescimento espiritual. Porém, com o passar do tempo, estas decisões se tornam apenas distantes memórias e não se transformam em atos concretos.

Explica o Rav Yehonasan Gefen que a chave do sucesso é a característica de perseverança. Quando tomamos uma decisão, devemos nos esforçar para não desistir no meio do caminho, apesar das dificuldades que acabam surgindo. Um exemplo de perseverança foi dado pelo Rav Israel Meir HaCohen zt"l (Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim. Uma de suas maiores obras, a Mishná Brurá, que discute uma parte importante do Shulchan Aruch (Código de Leis Judaico), levou 25 anos para ficar pronta. Mas por que tantos anos para escrever um livro? Pois durante estes anos ele passou por muitas dificuldades e adversidades que o impediam de continuar escrevendo. A grande maioria das pessoas certamente teria desistido caso tivesse passado por tantas dificuldades, e inclusive teriam enxergando as dificuldades como "sinais" de que aquele investimento não estava destinado a ter sucesso. Mas o Chafetz Chaim percebeu que todas as dificuldades eram, na verdade, artimanhas do Yetser Hará (má inclinação), que queria evitar a todo custo que a Mishná Brurá fosse escrita. Ele reuniu forças, persistiu e conseguiu terminar sua obra, que se tornou um dos livros de Torá mais importantes do século passado.

Qual foi o segredo do sucesso do Chafetz Chaim? Por que ele conseguiu persistir enquanto a maioria teria desistido? Pois ele entendia a importância vital do que estava tentando fazer. Isto permitiu que ele superasse todos os desafios e conseguisse completar seu trabalho. Portanto, uma das dicas mais importantes para alcançarmos o sucesso nos nossos empreendimentos espirituais é manter o foco na importância do que estamos tentando fazer, e só assim conseguiremos persistir e vencer as adversidades.

Outra maneira prática de não deixar o tempo desgastar nossas aspirações e vontade de crescer é tomar atitudes imediatas logo após algum momento de inspiração. Por exemplo, quando escutamos alguma aula de Torá que nos toca profundamente, se não fizermos nenhum ato, em pouco tempo a "marca" deixada no nosso coração se apagará. Mas se imediatamente começarmos alguma mudança, alguma melhoria, por menor que seja, isto nos ajudará a guardar a força daquele momento.

Quando surgem oportunidades na vida, não podemos desperdiçá-las. A combinação de perseverança, foco, entendimento da grandeza dos nossos ideais e atitudes práticas imediatas pode nos ajudar a não apenas começarmos empreendimentos na vida, mas também terminá-los com sucesso.
SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

APROVEITE CADA MOMENTO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5776





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APROVEITE CADA MOMENTO - PARASHAT 5776 (15 de janeiro de 2016) 
Há muitos anos o Sr. Zaks fez a sua primeira viagem de avião. Era uma longa viagem, e o voo parecia interminável. O Sr. Zaks sentia-se sufocado em seu assento apertado, entre dois desconhecidos, quase sem ar para respirar e sem espaço para esticar as pernas. Para completar o quadro desastroso, uma criança sentada no banco de trás não parava de chutar seu assento, e havia outra criança por perto que chorava sem parar. O Sr. Zaks sentiu que precisava fugir daquele lugar. Levantou-se para caminhar um pouco, mesmo sabendo que não tinha muitas opções para onde ir.

Na parte da frente do avião, o Sr. Zaks viu uma cortina. Ao abrir, levou um susto. Seus olhos não acreditaram quando viu a primeira classe. Silêncio e tranquilidade, com assentos amplos e cômodos, muitos lugares vazios. Seria um sonho viajar daquela maneira. Sentou-se em um dos assentos da primeira classe, esticou suas pernas, começou a ler seu livro e acabou adormecendo.

- Senhor, você não pode ficar aqui - foram as palavras que o Sr. Zaks escutou enquanto uma aeromoça o sacudia, despertando-o do seu delicioso sonho - Você deve regressar imediatamente ao seu assento na classe econômica!

- Sabe, decidi trocar minha passagem - disse o Sr. Zaks, com inocência - A partir de agora quero viajar de primeira classe. Estou disposto a pagar a diferença. Pago qualquer valor, tudo para não precisar voltar às torturas do meu assento anterior.

A aeromoça balançou a cabeça negativamente e respondeu:

- Sinto muito, senhor, mas a compra de passagens ocorre unicamente em terra. Não se pode mudar de lugar aqui em cima...

O Sr. Zaks não teve outra alternativa a não ser voltar, completamente decepcionado, ao seu assento.

Mais tarde o Sr. Zaks refletiu e percebeu a importante lição que havia aprendido: a aquisição do nosso lugar no Mundo Vindouro se realiza unicamente aqui, neste mundo. Não poderemos mudar nosso nível depois que terminarmos nosso trabalho neste mundo e formos lá para cima. Por isso vale a pena se esforçar e aproveitar cada oportunidade na vida para adquirirmos um pouco mais de espiritualidade e méritos para o Mundo Vindouro. 
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Nesta semana lemos a Parashat Bô, que descreve as últimas três pragas que D'us mandou sobre os egípcios, quebrando definitivamente a resistência deles. O povo judeu, após dois séculos de convívio com os egípcios, um povo de idólatras sem valores morais, acabou se "contaminando" e também sofreu uma enorme queda espiritual. Poucas gerações após a morte dos nossos patriarcas, que atingiram incríveis níveis de conexão com D'us, o povo judeu acabou se afundando em práticas espiritualmente negativas, chegando a níveis extremos de Tumá (impureza espiritual). Se os judeus tivessem permanecido mais alguns instantes no Egito, eles teriam atingido um nível espiritual tão baixo que não haveria mais volta. Por isso D'us precisou tirar correndo o povo judeu do Egito, tão rápido que a massa que eles estavam assando não teve tempo de fermentar, e eles levaram como provisão para o deserto apenas Matzót, um tipo de pão não fermentado.

A Mitzvá de comer Matzá, que tem um simbolismo muito profundo, foi transmitida de geração em geração. Até hoje, durante a semana inteira da festa de Pessach, comemos Matzá no lugar dos pães fermentados. E assim nos comanda o versículo: "E cuidem das Matzót" (Shemot 12:17). O entendimento mais simples deste versículo é que quando preparamos nossas Matzót devemos tomar muito cuidado, pois a partir do momento em que a farinha entra em contato com a água, o atraso em assar a massa faz com que ela fermente, tornando-se "Chametz" e invalidando a Matzá para o seu consumo durante Pessach.

Porém Rashi (França, 1040 - 1105), citando um Midrash (parte da Torá Oral), nos ensina um significado mais profundo. A palavra "Matzót" é escrita com as mesmas letras da palavra "Mitzvót". De acordo com este ensinamento do Midrash, o versículo se transforma na exigência de que nossas Mitzvót sejam cumpridas com "zrizut" (agilidade), sem nenhum tipo de demora ou postergação. Quando temos a oportunidade de cumprir uma Mitzvá, não devemos permitir que ela "fermente", isto é, não podemos ser desleixados nem preguiçosos, e devemos cumpri-la imediatamente.
Mas esta comparação entre Matzót e Mitzvót ensinada pelo Midrash desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, se uma pessoa prepara Matzót sem a devida agilidade, ele as invalida completamente. Porém, apesar de não ser a maneira ideal de fazer o Serviço Divino, a pessoa que adia o cumprimento de uma Mitzvá ou a cumpre com desleixo e preguiça não a invalida. Então como entender a comparação feita pelo Midrash, entre Matzót e Mitzvót? Será que é apenas uma semelhança entre as letras?

Além disso, este ensinamento do Midrash aparentemente contradiz um ensinamento do Talmud (Sanhedrin 105b), que afirma que a pessoa deve estar sempre envolvida com Torá e Mitzvót, mesmo que seja com motivações incorretas, pois através do cumprimento das Mitzvót ela terminará cumprindo-as pela motivação correta. Mas como pode ser que cumprir uma Mitzvá com as motivações incorretas tem méritos, enquanto cumprir uma Mitzvá com a motivação correta, porém sem agilidade, é comparado com o Chametz, algo sem valor?

Explica o Rav Yohanan Zweig que podemos responder estas perguntas com uma interessante analogia. Imagine uma mãe que pede para que seu filho faça algumas compras no mercado que fica a duas quadras de casa. Com um senso de obrigação, o filho interrompe o que estava fazendo e vai às compras. Mas assim que ele volta a mãe informa que esqueceu de pedir um produto, então o filho tem que ir novamente ao mercado, mas desta vez já um pouco mais irritado e relutante. Se este cenário se repetir diversas vezes, isto é, cada vez que o filho voltar do mercado a mãe lembrar que esqueceu algo, obrigando o filho a fazer uma nova viagem, o nível de relutância do filho vai ficando cada vez maior, até ele chegar ao ponto de sentir ressentimento por sua mãe ter pedido para que ele fosse ao mercado. O filho pode até mesmo acaba externando este ressentimento, falando com a mãe de uma maneira desrespeitosa. Era preferível que a mãe nem mesmo tivesse pedido ao filho para ir ao mercado, pois algo que começou como um ato de respeito do filho acabou se transformando em uma terrível demonstração de desrespeito.

Mas há uma maneira como a mãe poderia ter feito para que o filho não ficasse ressentido. Se ela tivesse oferecido algum tipo de prêmio para cada vez que ele fosse ao mercado, ele certamente não se incomodaria de ir tantas vezes, ao contrário, faria a tarefa com alegria, pois saberia que em cada uma das vezes estava ganhando algo, não apenas perdendo seu tempo.

Este conceito se aplica ao cumprimento de qualquer tarefa. Quanto mais tempo a pessoa cumpre uma tarefa com algum tipo de incômodo ou resistência, mais relutante ela ficará. Aos poucos ela chegará ao ponto de se ressentir tanto desta tarefa que poderá até mesmo chegar a odiar seu cumprimento. Entretanto, algum tipo de incentivo pode aliviar sua relutância, e pode até mesmo levá-la a sentir prazer com o cumprimento desta tarefa.

Ensina o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204) que é muito importante criar incentivos para estimular as crianças, como dar doces, quando elas fazem uma Mitzvá, pois assim elas vão associar a experiência de cumprir Mitzvót com algo positivo e gostoso, não algo pesado e difícil. Esta é a explicação do "homem das balas" que existe em muitas sinagogas no Shabat. A experiência já demonstrou que se forçarmos uma criança a ir para a sinagoga e a criança sair com um sentimento negativo, no momento em que os pais já não tiverem mais controle sobre o filho, ele deixará de frequentar a sinagoga. Mas ao contrário, se as crianças considerarem a experiência positiva e gostosa, mesmo que seja pelas razões incorretas, é muito provável que elas continuarão a ir à sinagoga, com grandes chances de que, ao amadurecerem, frequentarão a sinagoga com gosto e pelos motivos corretos.

Já a pessoa que cumpre uma Mitzvá com as motivações corretas, porém a cumpre de maneira desleixada, isto indica que ela está cumprindo a Mitzvá com algum nível de resistência. Esta resistência pode ir crescendo até chegar ao ponto da pessoa odiar cumprir a Mitzvá. É por isso que o Midrash comparou uma Mitzvá feita sem agilidade ao Chametz, pois da mesma forma que o Chametz é uma Mitzvá nula, assim também será, no fim das contas, a Mitzvá daquele que a cumpre de maneira desleixada, pois ele acabará até mesmo odiando cumpri-la. Por outro lado, se a pessoa cumpre as Mitzvót com entusiasmo, ela vai chegar ao nível de amar o cumprimento desta Mitzvá, mesmo que o entusiasmo seja inicialmente gerado por recompensas ou incentivos. É por isso que o Talmud incentiva o cumprimento das Mitzvót mesmo que seja inicialmente pela motivação incorreta.


Devemos chegar ao nível de cumprir as Mitzvót pelo simples fato de D'us, o nosso Criador, ter nos comandado. Porém, como combustível motivador, podemos usar o conceito de que cada Mitzvá e cada bom ato nos ajuda a construir um pouco do nosso Mundo Vindouro. Assim saberemos dar mais valor para cada oportunidade de Mitzvá quer surgir na nossa frente, pois esta vida é limitada e passageira, mas o Mundo Vindouro, criado com cada Mitzvá e bom ato, será para toda a eternidade.

SHABAT SHALOM
Rav Efraim Birbojm
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 19h34  Rio de Janeiro: 19h19                     Belo Horizonte: 19h16  Jerusalém: 16h06
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel, Sloime Tzvi ben Pinchas.
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