quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - CHÁNUKA II 5775

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RASO OU PROFUNDO? - CHÁNUKA II 5775 (19 de dezembro de 2014)

"Certa vez um professor de moral e ética de uma escola tradicional foi pego traindo a esposa, um ato completamente imoral. Foi um grande choque saber que justamente aquele que ensinava moral e ética se comportava de maneira tão vergonhosa. O professor foi chamado pelo diretor da escola para dar explicações, mas ao contrário do que era esperado, ele não pediu desculpas e nem se envergonhou do seu comportamento imoral. Ele ainda quis se justificar:
 
- Por acaso o professor de matemática precisa ser um triângulo? Ou o professor de biologia precisa ser uma batata? Então por que eu, só por dar aula de moral e ética, preciso ser uma pessoa moral e ética?"
 
Infelizmente este comportamento é um dos legados da superficialidade da cultura helenista. Quando Aristóteles, o grande filósofo grego, certa vez foi pego cometendo um ato imoral, ele foi questionado por seus alunos se aquilo não era contraditório com seus ensinamentos. Sem se abalar, ele explicou: "Naquele momento em que eu estava fazendo aquele ato, eu não era o Aristóteles".

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Neste Shabat lemos a Parashá Miketz e continuamos comemorando a festa de Chánuka, que relembra a incrível vitória militar do povo judeu sobre o poderoso exército grego e o posterior milagre do óleo, que era suficiente para acender apenas um dia da Menorá que havia no Beit Hamikdash (Templo Sagrado), mas durou oito dias, tempo suficiente para que mais óleo puro fosse produzido. Inicialmente os Yevanim (gregos) vieram a Israel sem intenção de nos atacar militarmente, pois eles acreditavam que poderiam influenciar o povo judeu a abandonar a Torá e as Mitzvót através da ideologia "iluminada" do Helenismo, que eles consideravam como sendo uma forma superior de vida. Porém, como a maioria do povo judeu resistiu às suas tentativas de assimilação, os gregos se tornaram hostis e começaram a obrigar os judeus a abandonarem a Torá. Um pequeno grupo de judeus iniciou uma rebelião e conseguiu expulsar os gregos. A partir daí nossos sábios decidiram estabelecer uma comemoração permanente desta vitória.

Mas sabemos que no judaísmo as festas não são apenas recordações de algo que aconteceu no passado. Por que continuar comemorando um evento que ocorreu há mais de 2 mil anos? Explica o Rav Yehonasan Gefen que para aprender lições atuais do conflito entre os judeus e os gregos, devemos entender com maior profundidade exatamente o que estava em jogo, e para isso precisamos voltar à descrição que a Torá faz dos antepassados que deram origem aos judeus e aos gregos. Noach (Noé) tinha três filhos: Shem, que deu origem ao povo judeu; Yefet, que deu origem aos gregos; e Cham. A Torá descreve um incidente envolvendo os três filhos de Noach que traria consequências importantes para seus descendentes. Logo após o dilúvio, Noach desceu da arca, se embebedou e ficou nu em sua tenda. Cham, o filho mais novo, não queria dividir a herança de seu pai com mais irmãos, então aproveitou para castrar seu pai, evitando que ele tivesse mais filhos. Quando Shem e Yefet escutaram que Noach estava nu na sua tenda, foram imediatamente cobri-lo para diminuir sua vergonha, e ambos foram recompensados por este bom ato. Os descendentes de Shem foram recompensados com a Mitzvá de vestir uma roupa contendo "Tzitzit", enquanto os descendentes de Yefet foram recompensados com um enterro digno dos corpos de seus soldados após as batalhas. Mas por que esta diferença, se aparentemente o ato foi o mesmo? Por que os descendentes de Shem meritaram uma nova Mitzvá, que é uma oportunidade para crescer em espiritualidade, enquanto a recompensa de Yefet foi apenas um benefício para o corpo?

 
Explica Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, que foi Shem quem iniciou o ato de cobrir seu pai, e somente depois Yefet se juntou a ele. Isto quer dizer que Shem teve uma incrível agilidade e preocupação com a vergonha de se pai, enquanto Yefet apenas seguiu o que seu irmão já tinha começado a fazer. Além disso, há outra enorme diferença entre os dois atos: a Kavaná (intenção) de cada um deles. Quando Shem viu a nudez de seu pai exposta, ele entendeu que aquilo era um enorme problema espiritual, associado à falta de Tzniut (recato), e por isso teve a reação imediata de cobrir seu pai para tirá-lo daquele estado de vergonha. Já Yefet não reagiu imediatamente, pois não considerava a nudez um problema. Ele somente tomou uma atitude quando percebeu que o corpo do seu pai havia sido mutilado, "estragando" sua perfeição natural e necessitando ser coberto por causa da vergonha de seu corpo não estar intacto. Como Shem viu o ato de cobrir seu pai como algo que podia trazer dignidade ao ser humano, então ele foi recompensando com a mais digna forma de vestimenta: o Tzitzit, que carrega o "emblema" de D'us. Já Yefet, que somente viu problemas na exposição de um corpo nu por causa de sua mutilação, meritou que os corpos de seus descendentes não ficariam abandonados ao apodrecimento nos campos de batalha, e sim seriam honrados através de um enterro digno.
 
Imediatamente após este incidente, Noach fez uma importante afirmação: "D'us dará beleza para Yefet, e ele habitará nas tendas de Shem" (Bereshit 9:27). Os comentaristas explicam que Yefet recebeu a Brachá (Benção) do tipo mais superficial de beleza. Mas para que este tipo de beleza seja utilizada da maneira correta, ela deve estar na "tenda de Shem", isto é, deve ser utilizada para aumentar a espiritualidade do ser humano. Há um interessante ensinamento do Talmud (Meguila 9b), baseado no versículo mencionado acima, que ensina que um Sefer Torá somente pode ser escrito em duas línguas: hebraico e grego. O Talmud está dando um exemplo de como a beleza de Yefet, quando utilizada na tenda de Shem, pode produzir uma linda combinação.
 
Por que Noach deu esta Brachá para Shem e Yefet logo depois do incidente ocorrido? Apesar de utilizar uma lógica equivocada, da beleza e perfeição do corpo, Yefet se juntou ao bom ato de seu irmão Shem, que fazia o ato com as intenções espirituais corretas. Apesar de Yefet não ter a intenção correta, junto com Shem ele fez o ato correto, tirando a vergonha de seu pai. E esta foi a Brachá, de que se Yefet estivesse continuamente junto com Shem, aprenderia a fazer os atos corretos e com as intenções corretas. Ele continuaria a apreciar a perfeição do corpo e sua beleza, mas canalizaria isso para o lado espiritual, aprofundando algo que era apenas superficial.
 
Porém, a Brachá de Noach foi bem clara: isto somente se aplica quando Yefet se esforça para se aprofundar na sua apreciação da beleza e conectá-la com a espiritualidade de Shem. Mas quando Yefet rejeita este aprofundamento, o resultado é que a beleza rapidamente se degrada e se transforma em algo apenas físico e superficial. Foi o que ocorreu com os gregos, que enfatizaram apenas a beleza física do ser humano, e acabaram praticando atos grosseiros de indecência e imoralidade.
 
Explica o Rav Chaim Friedlander (1923 - Israel, 1986) que há outro aspecto que ressalta a superficialidade dos gregos. Também na área da sabedoria os gregos eram muito superficiais, isto é, o que eles sabiam não influenciava no que eles eram, como se justificou Aristóteles ao deixar claro que os ensinamentos de sua sabedoria não deveriam obrigatoriamente se refletir em seus atos cotidianos. Por outro lado, o judaísmo representa justamente o contrário desta superficialidade grega. A Torá nos obriga a aplicarmos suas lições à nossa parte mais interior. Uma pessoa que estuda Torá e não a aplica em seus atos cotidianos não é considerado um verdadeiro estudioso de Torá. Estas diferenças entre os gregos e o povo judeu causaram este grande antagonismo entre as duas nações, e ao invés de apreciar a profundidade dos ensinamentos da Torá, os gregos reagiram com inveja e fizeram enormes esforços para destruir esta forma de sabedoria "rival". A superficialidade dos gregos pode ser percebida até mesmo nas letras de seu nome. "Yavan" é escrito com as letras "yud", "vav" e "nun sofit", sendo as três letras finas e retas, sem nenhuma "espessura", demonstrando que Yavan era uma nação superficial.
 
Portanto, esta guerra entre os gregos e o povo judeu não foi apenas uma batalha militar entre duas nações lutando pelo poder, mas sim uma batalha espiritual, um choque entre duas ideologias: a superficialidade de Yavan contra a espiritualidade profunda de Israel. Esta foi a primeira guerra ideológica da história da humanidade, um choque entre duas perspectivas de vida que não podiam coexistir de forma pacífica. Por isso todos os anos recordamos o conflito judaico-helenista, que aconteceu há mais de 2 mil anos atrás, pois apesar de termos sido vitoriosos naquela batalha, a luta continua até os nossos dias.
 
A Cultura Ocidental foi fortemente influenciada pela forma de pensar dos gregos, em especial a superficialidade, a falta de espiritualidade e a busca pela beleza do material sem nenhuma profundidade. Esta guerra existe inclusive dentre aqueles que estão conectados com a Torá. Por exemplo, muitas pessoas julgam os outros mais pelas roupas que usam do que pelos seus traços de caráter, criando rótulos de "kasher" ou "não kasher" sem nem mesmo conhecer as pessoas. Mesmo quando julgamos a nós mesmos, sentimos que usar roupas "religiosas" é um grande indicador do nosso sucesso espiritual, e não fazemos uma real reflexão sobre o nosso comprometimento com a Torá e com as Mitzvót. Muitas vezes nos preocupamos mais em como os outros nos veem rezando do que com a nossa real conexão com D'us no momento da Tefilá. Estes são apenas alguns poucos exemplos que demonstram o enorme risco de que toda a Torá que aprendemos se mantenha apenas em um nível superficial, sem conseguir penetrar em nossos corações e influenciar nossos traços de caráter.
 
Vemos que no mundo não judaico, e também no mundo judaico, ainda é muito forte a influência da ideologia grega. Portanto, a guerra contra os gregos não é algo do passado, é algo do presente, é uma luta que cada um de nós deve lutar. A luta contra a superficialidade, contra os rótulos que criamos em nossas cabeças, contra a exaltação da beleza física sem nenhum tipo de profundidade. Quando acendemos cada uma das velas de Chánuka, é uma nova chance de abrirmos nossos corações, para que todo o nosso conhecimento de Torá possa penetrar e nos preencher, e não permanecer dentro de nós apenas de maneira superficial.
 
Que em Chánuka possamos não apenas vestir roupas "religiosas", mas possamos também meritar um coração "religioso", que não rotula as pessoas e que absorve e transforma em bons atos todos os nossos conhecimentos de Torá.
 
SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH
 
Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5775


BS"D
VALORES VERDADEIROS - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5775 (12 de dezembro de 2014)
"Um rei havia presenteado sua filha com um belo colar de diamantes, mas certo dia o colar desapareceu. O rei, desesperado, anunciou uma grande recompensa para quem o encontrasse. Naquela mesma semana Jorge resolveu voltar caminhando para casa. Quando chegou perto de uma área industrial, passou por um rio poluído, sujo e com um cheiro insuportável. Jorge então viu algo brilhando no fundo do rio. Curioso, chegou mais perto e viu que era o colar de diamantes da princesa. Quis pegá-lo para receber a recompensa e enfiou a mão naquela água imunda, mas não conseguiu alcançá-lo. Entrou no rio e sujou toda a roupa, mas ainda assim não alcançou o colar. Estava tão obcecado que decidiu mergulhar no rio imundo, porém não alcançava o colar. Ficou desolado, pois estava imundo e o colar continuava no fundo do rio, tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.

Caminhava cabisbaixo quando encontrou Aharon, um homem muito sábio, que percebeu que havia algo errado. Aharon perguntou qual era o problema, mas Jorge não queria compartilhar o segredo, com medo que Aharon iria pegar o colar escondido. Mas Aharon insistiu e Jorge acabou explicando o mistério do colar que podia ser visto mas não podia ser alcançado. Aharon abriu um sorriso e disse:

- Vou te dar uma dica preciosa. Ao invés de olhar para baixo, para o rio imundo, tente olhar para cima. Assim você vai conseguir pegar o colar valioso.

Jorge não entendeu as palavras de Aharon. O que significava olhar para cima, se ele estava procurando um colar de diamantes no fundo do rio? Porém, como não tinha nada a perder, voltou ao local e olhou para cima. Não acreditou quando viu que sobre o rio se estendiam os galhos de uma árvore, e na ponta de um deles estava pendurado o colar. Entendeu que, até aquele momento, havia apenas tentado pegar o simples reflexo do colar verdadeiro".

Buscar preenchimento completo nos bens materiais é como mergulhar em um rio poluído e imundo, pois é um mero reflexo da felicidade verdadeira que existe no mundo espiritual.
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Nesta semana lemos a Parashá Vaieshev, que fala sobre Yossef, filho de Yaacov, e seus irmãos. A Parashá começa com Yossef descrevendo aos irmãos seus dois sonhos, que causaram um grande desgaste no relacionamento entre eles. Assim ele descreveu seu primeiro sonho: "Nós estávamos atando feixes no meio do campo, e eis que meu feixe se levantava e ficava em pé, e seus feixes se juntavam em volta e se curvaram diante do meu feixe" (Bereshit 37:7). E assim ele descreveu seu segundo sonho: "O sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim" (Bereshit 37:9). É interessante perceber que, apesar dos sonhos terem sido muito parecidos, a reação dos irmãos de Yossef foi completamente diferente. Depois do primeiro sonho a Torá diz que os irmãos de Yossef o odiaram ainda mais, porém depois do segundo sonho a Torá diz que os irmãos de Yossef sentiram inveja dele. Por que esta diferença?

Responde o Rav Yossef Dov Soloveitchik (Bielorússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beit Halevi, que os sonhos têm entre si uma diferença sutil, mas que muda completamente o significado deles. No primeiro sonho não foram os irmãos que se curvaram para Yossef, e sim os feixes deles que se curvaram para o feixe de Yossef. Já no segundo sonho os próprios irmãos, representados pelas onze estrelas, se curvaram diante de Yossef. Este pequeno detalhe foi suficiente para fazer uma enorme diferença na reação dos irmãos de Yossef.

Explica o Beit Halevi que os dois sonhos representavam visões proféticas sobre duas áreas nas quais os irmãos de Yossef seriam subordinados e inferiores a ele. Os feixes do campo do primeiro sonho representavam a futura superioridade que Yossef teria sobre seus irmãos em relação ao sucesso no Olam Hazé (mundo material). Os feixes dos irmãos se curvarem diante do feixe de Yossef significava que eles seriam dependentes de Yossef em seu sustento físico. Porém, o sucesso no mundo material não faz com que a pessoa seja intrinsecamente superior às outras, somente significa que ela tem mais posses. Uma pessoa milionária não é melhor e nem está em um nível mais alto do que uma pessoa muito pobre. É por isso que a Torá diz que os feixes se curvaram, isto é, as posses físicas dos irmãos de Yossef estariam subordinadas às posses físicas de Yossef, mas não a essência deles. Já o segundo sonho representava a visão profética da superioridade espiritual que Yossef teria sobre seus irmãos. As estrelas fazem parte das "Mazalot" (constelações), que exercem muita influência sobre as características de cada ser humano. Portanto, neste segundo sonho foram os irmãos mesmos que se curvaram diante de Yossef. O sonho mostrava que Yossef também chegaria a uma realização espiritual maior do que seus irmãos.

Esta explicação nos ajuda a entender a diferente reação dos irmãos de Yossef a cada um dos sonhos. O ódio surge quando alguém se ressente da atitude de outra pessoa, enquanto a inveja surge quando alguém se sente inferior em relação a outra pessoa. Os irmãos de Yossef o odiaram após o primeiro sonho, pois se ressentiram ao entender que dependeriam dele para obter seu sustento e que seriam governados por ele. Porém, eles não sentiram inveja, pois o fato de Yossef ter mais riquezas não os fez se sentirem inferiores. Eles viam as realizações e conquistas materiais como algo externo à pessoa e, portanto, algo que não era digno de inveja. Mas após ouvirem o segundo sonho, a Torá descreve que eles sentiram inveja, pois o sonho revelava que Yossef chegaria a um nível espiritual superior ao nível deles. Como as conquistas espirituais são algo intrínseco da pessoa, isto despertou inveja nos irmãos, pois os fez se sentirem inferiores.

De acordo com o Rav Yehonasan Gefen, dos ensinamentos do Beit Halevi aprendemos duas lições importantes. A primeira lição é que as posses materiais de uma pessoa não definem sua verdadeira grandeza. A Torá nos ensina que uma pessoa que tem muito dinheiro deve ser respeitada, mas não devemos invejar a riqueza de ninguém, pois o dinheiro não é o medidor do valor real de uma pessoa. Somente o nível espiritual determina a verdadeira grandeza de alguém, e isto sim é digno de ser invejado.

Infelizmente vivemos em uma sociedade que dá muita ênfase para as posses materiais. As pessoas não são medidas pelo que elas são, e sim pelo que elas têm. Por exemplo, vemos que as pessoas em geral são muito reservadas em relação à sua situação financeira. Por que? Quando algo é muito importante para uma pessoa, ela não gosta de revelar aos outros, pois considera como sendo parte da sua essência. É por isso que a maioria das pessoas não revela nem mesmo aos amigos seu salário e o valor do seu apartamento. Esta visão equivocada é tão penetrante que "contamina" até mesmo pessoas mais conectadas com a espiritualidade, tornando difícil não dar importância ao status financeiro. Uma solução é aprendermos com os Gdolei HaDor (grandes sábios da nossa geração), como o Rav Chaim Kanievsky e o Rav Aharon Leib Shteinman, rabinos que têm prestígio e poder suficientes para serem pessoas ricas e ostentadoras, mas que preferiram viver vidas simples, sem nenhum tipo de luxo. Sob as mãos deles passam milhares e milhares de dólares, mas tudo é destinado à caridade. E mesmo sendo simples e pobres, eles são os gigantes espirituais da nossa geração, respeitados por todos. Quanto mais claridade tivermos do nosso verdadeiro valor, mais força teremos para lutar contra esta má inclinação.

A verdade é que esta luta já é antiga dentro do povo judeu. Na próxima 3ª feira de noite (16/12) começa a festa de Chánuka, época em que recordamos a milagrosa vitória do povo judeu sobre os gregos, que constituíam o maior e mais poderoso império da época. Porém, maior do que a vitória militar foi a vitória espiritual. Os gregos trouxeram para Israel sua filosofia, baseada na busca de prazeres físicos, na perfeição do corpo e na supervalorização dos nossos bens materiais, contaminando o povo judeu e tentando arrancar nossa espiritualidade através da assimilação. Mas uma parte do povo não se intimidou com a força física nem com a "gloriosa" filosofia grega, e mesmo sendo um pequeno grupo, estes judeus foram valentes e se rebelaram contra o domínio grego. Milagrosamente eles conseguiram infligir ao poderoso exército grego pesadas baixas, até que os gregos desistiram e partiram. Foi a vitória do espiritual sobre o material, da santidade sobre a impureza. É esta vitória que recordamos quando acendemos, durante os 8 dias de Chánuka, não apenas as velas das nossas Chanukiót, mas os nossos próprios corações. Pois apenas uma batalha foi vencida contra os gregos, porém a luta continua. Depende de nós expulsarmos do mundo a escuridão grega. A escuridão que nos cega e não nos deixa perceber que o verdadeiro valor de um ser humano é o que ele é, e não o que ele tem.

SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

Rav Efraim Birbojm
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAISHLACH 5775

BS"D
RESSURREIÇÃO DOS MORTOS - PARASHÁ VAISHLACH 5775  (05 de dezembro de 2014)

O Rav Yitzchak Hutner (Polônia, 1906 - Israel, 1980), o Rosh Yeshivá (líder espiritual) da Yeshivá Pachad Yitzchak, além de ser um grande sábio de Torá, era também uma pessoa extremamente sensível às necessidades das pessoas, em especial de seus alunos.

Certa vez, seu aluno Moshé Cohen (nome fictício), que não era daqueles alunos que mais se destacavam, fez uma pergunta aparentemente simples no meio de uma das aulas. Para o espanto de todos, o Rav Hutner respondeu a pergunta com um entusiasmo fora do normal, como se a pergunta tivesse sido genial. E durante a aula ele repetiu a pergunta várias vezes, com grande admiração. Mas os outros alunos, que não enxergaram nenhuma genialidade naquela pergunta, não conseguiram entender a reação do rabino.

Porém, o Rav Yitzchak Hutner sabia muito bem o que estava fazendo. Moshé Cohen estava passando por um momento muito difícil. Com dificuldades no estudo, ele tinha sérios problemas de autoestima e estava em uma fase de grande queda espiritual, desanimado e com risco de acabar se desviando completamente dos caminhos da Torá. Naquele dia, quando ele escutou os elogios do Rav Hutner, sua vida mudou. Receber aqueles elogios do Rosh Yeshivá deu um enorme impulso na sua autoestima. Ele conseguiu frear aquela queda espiritual e começou uma mudança de marcha na sua vida, melhorando cada vez mais nos estudos e no cumprimento das Mitzvót. Pouco tempo depois ele havia se transformado em uma fonte de vitalidade na Yeshivá. Os pais de Moshé Cohen relataram que o Rav Hutner conseguiu, com um simples ato, realizar uma proeza gigantesca, no mesmo nível de "ressuscitar os mortos".

Quando o Rav Hutner mostrou ao seu aluno que ele era capaz, isso deu a ele um enorme impulso, capaz de salvar até mesmo seu judaísmo. (História Real).

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Nesta semana lemos a Parashá Vaishlach, cujo tema principal é o reencontro de Yaacov com o seu irmão Essav. Yaacov estava preocupado, pois o reencontro poderia terminar em uma sangrenta batalha de vida ou morte, porém tudo terminou bem, com os dois irmãos se abraçando e chorando.

Já no final da Parashá a Torá descreve a genealogia de Essav, algo aparentemente sem importância. Mas olhando com atenção, percebemos um nome que nos chama a atenção: "E Timná era uma concubina de Elifaz, filho de Essav, e ela deu a luz a Amalek" (Bereshit 36:12). Amalek, o neto de Essav, foi quem deu origem ao terrível povo de Amalek, a nação que se empenhou diversas vezes na história em tentar exterminar o povo judeu. Mas por que justamente desta mulher chamada Timná saiu Amalek e toda a sua descendência de pessoas cruéis?

Explica o Talmud (Sanhedrin 99b) que Timná era uma princesa, mas ela estava disposta a largar os luxos do palácio para se converter ao judaísmo. Ela procurou Avraham, Ytzchak e Yaacov, nossos patriarcas, mas eles não a aceitaram. Então ela decidiu se tornar concubina de Elifaz, pensando: "É melhor eu ser uma escrava neste povo do que uma mulher poderosa em outra nação". Em outras palavras, a vontade de Timná de entrar no povo judeu era tão grande que ela tentou inclusive pela "porta dos fundos", se tornando parte da família de Essav. A consequência foi que o povo de Amalek, que causou tanto sofrimento ao povo judeu, saiu justamente dela. O Talmud conclui que Amalek nasceu de Timná após ela ter se tornado a concubina de Elifaz justamente pelos nossos patriarcas terem afastado ela. De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), o correto teria sido eles aceitarem Timná e permitirem a sua conversão.

Mas este ensinamento do Talmud desperta um enorme questionamento. Sabemos que os nossos patriarcas dedicaram suas vidas para aproximar pessoas de D'us. Portanto, se eles decidiram não aceitar Timná é porque tinham suficientes razões para isso. Eles sabiam que havia algo muito ruim na natureza dela, e por isso se recusaram a permitir sua entrada no povo judeu. Então, se eles tinham motivos que justificavam a decisão deles, por que foram punidos de forma tão dura, com sofrimentos para todas as gerações?

Explica o Rav Chaim Shmulevitz (Lituânia, 1902 - Israel, 1979) que deste episódio de Timná aprendemos que não importa o quanto uma pessoa possa ser ruim, ela não deve ser completamente rejeitada. Isto quer dizer que, enquanto houver ainda alguma esperança da pessoa melhorar, é proibido afastá-la, pois isto terminaria com suas chances de voltar ao caminho correto. Portanto, se os patriarcas e seus descendentes foram castigados, fica óbvio que apesar das más características de Timná, certamente ela tinha dentro de si algum potencial oculto que justificaria permiti-la entrar no povo judeu.

A mesma lição aprendemos em relação à Lót, o sobrinho de Avraham, uma pessoa instável e rebelde. Após uma briga entre os pastores de Avraham e os pastores de Lót, Avraham percebeu que seu relacionamento com Lót estava começando a se deteriorar e poderia se tornar insustentável, e por isso decidiu que era hora deles se separarem. Porém, o que parecia uma decisão correta e racional de Avraham foi duramente criticada pela Torá. Diz o Midrash (parte da Torá Oral) que houve uma "raiva Divina" contra Avraham Avinu no dia em que ele se separou de Lót, como se D'us estivesse questionando: "Avraham se conecta com todas as pessoas, mas justamente com seu próprio sobrinho ele não se conecta?". Este Midrash está nos ensinando algo incrível, pois Avraham havia feito esforços sobre-humanos para estar perto de Lót e tentar influenciá-lo para o bem. Rashi explica que Avraham esteve disposto a abrir mão do dom da profecia por muito tempo, pois D'us não falou com ele durante todo o tempo em que ele estava perto de Lót, e apesar disso Avraham só se afastou de Lót quando sentiu que o relacionamento estava se estremecendo. Mesmo assim a Torá critica Avraham por ter mandado Lót embora, pois apesar de todas as más qualidades que Lót tinha, ainda havia alguma esperança de trazê-lo de volta aos caminhos corretos.

O Rav Avraham Yeshaya Karelitz (Bielorússia, 1878 - Israel, 1953), mais conhecido como Chazon Ish, explica que existe um limite até quando devemos manter perto de nós uma pessoa com problemas espirituais. Segundo ele, uma pessoa que precisa de cuidados espirituais se assemelha a um doente no hospital. Por um lado, afastá-la é comparado a mandar um doente embora do hospital no meio do tratamento, colocando sua vida em risco. Por outro lado, se este doente tiver uma doença extremamente contagiosa e ameaçar a saúde dos outros em volta, então o afastamento é justificável. É por isso que quando Sara pediu para que Avraham expulsasse seu filho Ishmael de casa, ela teve o apoio total de D'us, pois a má índole de Ishmael certamente influenciaria de forma negativa o outro filho de Avraham, Yitzchak, colocando em risco todo o futuro do povo judeu. Mas enquanto houver esperança e isto não prejudicar ninguém em volta, temos que fazer de tudo para não afastar nenhuma pessoa, por pior que ela seja.

Então qual é a maneira correta de lidar com este problema? A verdade é que incomoda estar perto de uma pessoa que não está bem ou que está caindo espiritualmente, e por isso muitas vezes nos afastamos, principalmente por não sabermos como ajudar. O que podemos fazer na prática? Explica o Rav Chaim ben Atar (Marrocos, 1696 - Israel, 1743), mais conhecido como Or HaChaim HaKadosh, que há um grande ensinamento sobre este assunto na forma como Ytzchak lidou com seu filho Essav "HaRashá" (o malvado). Apesar de Ytzchak estar totalmente ciente de que Essav estava em um nível espiritual muito baixo e Yaacov estava em um nível espiritual muito alto, ainda assim ele preferiu dar a Brachá (benção) de primogenitura para Essav. Por que? Pois como qualquer outro pai, lhe doía muito ver seu filho em um caminho de maldades e transgressões. Ele acreditava que, ao receber a Brachá, Essav começaria a reagir à sua queda espiritual e melhoraria seu comportamento. E, de acordo com o Or HaChaim, pode ser que isto realmente teria funcionado.

Mas como a Brachá teria ajudado Essav a corrigir seus caminhos? Segundo o Rav Yehonasan Guefen, um dos principais motivos das quedas espirituais é a falta de autoestima, que pode levar a pessoa à depressão e às suas consequências negativas. Ao dar a Brachá para Essav, Ytzchak estaria encorajando-o e mostrando que acreditava no seu potencial como parte da cadeia de transmissão do legado dos patriarcas. Esta demonstração de confiança poderia ser o catalisador que causaria as mudanças necessárias na vida de Essav. Portanto, da atitude de Ytzchak aprendemos que encorajar e mostrar que acreditamos em uma pessoa, apesar dela ser rebelde, desobediente e teimosa, é uma poderosa ferramenta para fazer com que a pessoa acredite nela mesma e consiga encontrar dentro de si a força necessária para mudar seu caminho.

Aprendemos de Timná que rejeitar uma pessoa como se fosse uma causa perdida é algo muito grave. Se a Torá nos ensina que até mesmo Timná, a pessoa que produziu Amalek, merecia uma chance para conseguir se reerguer, muito maior é a nossa responsabilidade com as pessoas que estão caindo espiritualmente e que precisam da nossa ajuda para se reerguerem. E uma das melhores maneiras de ajudar alguém a mudar e melhorar é mostrando que confiamos nele.

Este princípio não se aplica apenas em relação às pessoas que estão caindo espiritualmente, mas pode também ser aplicado no nosso comportamento geral em relação aos filhos, alunos e pessoas que estão à nossa volta. Ensina o Talmud (Sotá 47a): "Sempre a mão esquerda deve afastar e a mão direita deve aproximar". A mão direita é a mão forte, enquanto a mão esquerda é a mão fraca. Uma das explicações desta afirmação do Talmud é que sempre devemos dar prioridade ao reforço positivo e aos elogios, ao invés de fazer críticas. Mostrar o que cada um tem de bom é muito mais efetivo para ajudar no crescimento das pessoas do que ficar o tempo todo lembrando suas falhas e defeitos. Da mesma forma que gostamos de procurar somente nossas próprias qualidades e ignorar nossos defeitos, assim devemos nos comportar com os outros. A verdadeira "ressurreição dos mortos" está apenas nas mãos de D'us, mas Ele nos deu o dom de, através de palavras e atitudes de incentivo, darmos vida para outras pessoas.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIETZE 5775

BS"D
BONS MODOS VÊM ANTES DA TORÁ – PARASHÁ VAIETZE 5775 (28 de novembro de 2014)

"O Rav Isroel Meir HaCohen (Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, aprendeu muitas coisas na vida observando cuidadosamente cada atitude de seu rabino, o Rav Nachum Kaplan (Lituânia, 1812 - 1879), carinhosamente conhecido como Reb Nechumke, pois sabia que todos os atos do seu rabino eram muito ponderados e tinham alguma motivação profunda.

Um dos exemplos ocorreu em um dia de Chánuka, quando a casa do Reb Nechumke estava cheia de parentes e alunos que queriam participar com ele do acendimento das velas. A Chanukiá polida e brilhante já estava no lugar apropriado, os copinhos já estavam cheios de azeite cristalino e puro, e os pavios de algodão já estavam preparados para o acendimento. Quando chegou o horário de acendimento, ao contrário do que todos esperavam, o Rav Nechumke permaneceu sentado ao lado da Chanukiá, estudando tranquilamente. Nas janelas das casas vizinhas já era possível ver várias velas de Chánuka sendo acesas, mas o Rav Nechumke não se movia do lugar para acender sua Chanukiá. Passou uma hora, e depois mais uma hora, mas o Reb Nechumke continuava sentado ao lado da Chanukiá e não se levantava para acendê-la. Lá fora já estava escuro e ninguém entendia o motivo do atraso, estavam todos perplexos. As crianças menores já estavam sem paciência, ansiosas pelo acendimento.

Após mais uma hora ter passado, todos escutaram uma leve batida na porta. A porta se abriu lentamente e a esposa do Rav Nechumke entrou em casa. Quando o Rav Nechumke viu que sua esposa havia chegado, abriu um enorme sorriso e imediatamente foi acender a Chanukiá. Depois do acendimento, os alunos questionaram o motivo daquela demora:

- Rav, de acordo com uma das opiniões dos nossos sábios, somente é possível acender as velas de Chánuka até o por do sol. Sabemos o quanto você é exigente e tenta cumprir as Mitzvót levando em consideração mesmo as opiniões mais rigorosas. Então por que você esperou pela sua esposa, se de acordo com a Halachá (Lei Judaica) ela não tinha obrigação de estar presente no momento do acendimento das velas?

- Vocês fizeram uma boa pergunta - começou a dizer o Rav Nechumke, olhando para os alunos com carinho - mas o que eu fiz está baseado em um ensinamento dos nossos sábios. Explica o Talmud (Torá Oral) que se um homem é tão pobre que não tem condições de comprar as velas de Shabat e as velas de Chánuka, ele deve dar prioridade para as velas de Shabat, pois elas envolvem o conceito de "Shalom Bait" (Harmonia familiar). Eu sabia que se eu não esperasse minha esposa e acendesse a Chanukiá sem ela, certamente eu causaria um sofrimento nela e com isso poderia prejudicar meu Shalom Bait. Se de acordo com o ensinamento dos nossos sábios as velas de Shabat têm prioridade sobre as velas de Chánuka por causa do Shalom Bait, então eu decidi que poderia me apoiar nas opiniões mais lenientes, que permitem o acendimento das velas de Chánuka depois do pôr do sol, para assim garantir que eu não causaria nenhuma mágoa em minha esposa."

Devemos cumprir com alegria e com seriedade todas as Mitzvót, mas sem nunca esquecer a nossa obrigação de "Derech Eretz" (se comportar de maneira decente e respeitosa).

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Na Parashá desta semana, Vaietze, Yaacov foge da fúria de seu irmão Essav, que queria matá-lo, e parte em direção à casa de seu tio Lavan, onde também poderia procurar por uma esposa. Porém, antes disso, Yaacov decidiu passar 14 anos estudando na Yeshivá (Centro de estudos) de Shem e Ever, descendentes de Noach (Noé), para desenvolver sua espiritualidade e se elevar. Quando finalmente ele se dirigiu à casa de seu tio Lavan, no caminho passou por uma incrível experiência transcendental.

Quando Yaacov chegou ao lugar onde futuramente seria construído o Beit Hamikdash, anoiteceu de repente. Sem condições de continuar a viagem, ele colocou algumas pedras para apoiar sua cabeça, deitou e dormiu. Yaacov então teve um sonho profético, no qual ele viu uma escada apoiada na terra e cujo topo chegava até o céu, e nela havia anjos subindo e descendo. Uma incrível visão celestial, que poucas pessoas na história meritaram. Yaacov teve a oportunidade de atingir níveis de sabedoria ilimitados, e muitos segredos da criação foram mostrados para ele. Nesta visão profética houve também uma revelação de D'us, na qual Ele fez uma promessa eterna a Yaacov e seus descendentes.

Além disso, a Torá ressalta que todo o evento foi diretamente direcionado por D'us, e muitas coisas acima das leis da natureza ocorreram para que Yaacov tivesse esta visão profética. Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que há vários milagres indicados no seguinte versículo: "Ele (Yaacov) encontrou o lugar e passou a noite lá, pois o sol se pôs. E ele pegou das pedras do lugar que ele tinha colocado em volta de sua cabeça, e deitou naquele lugar" (Bereshit 28:11). "Pois o sol se pôs" significa que D'us fez com que milagrosamente o pôr do sol acontecesse antes do horário, para forçar Yaacov a dormir lá. "E encontrou o lugar" significa que Yaacov "saltou" de forma milagrosa até aquele lugar sagrado, onde D'us queria se revelar para ele. "E ele pegou as pedras do lugar" significa que as pedras se juntaram e se tornaram uma só pedra grande, para que Yaacov pudesse apoiar sua cabeça e dormir.

Se nós tivéssemos o mérito de receber durante um sonho uma visão profética tão elevada como a de Yaacov, não acordaríamos muito felizes por esta experiência transcendental e esta conexão espiritual tão incrível? Não estaríamos contentes por termos sido escolhidos para tal revelação, com a ocorrência de tantos milagres que a antecederam? Mas a Torá descreve que esta não foi a reação de Yaacov: "E Yaacov acordou do seu sono e disse: 'Então existe D'us neste lugar, e eu não sabia'" (Bereshit 28:16). De acordo com Rashi, é como se Yaacov estivesse dizendo: "Se eu soubesse, não teria dormido neste lugar tão sagrado". Ao invés de acordar alegre, Yaacov acordou arrependido de ter dormido lá.

A reação de Yaacov é difícil de ser entendida. Nossos sábios ensinam que não foi nem mesmo um sono pesado, foi apenas uma soneca. E foi justamente por causa desta soneca que a alma de Yaacov se conectou com D'us e alcançou incríveis visões proféticas. Além disso, estava óbvio pelos milagres que aconteceram que foi D'us que "forçou" Yaacov a dormir naquele lugar sagrado. Então por que ele ficou tão temeroso de ter dormido lá? Se não tivesse dormido, ele teria perdido a oportunidade daquela visão profética, então por que se arrependeu?

Explica o Rav Nosson Tzvi Finkel (Lituânia, 1849 - Israel, 1927), mais conhecido como Alter MiSlobodka, que daqui aprendemos o quanto nossos antepassados eram rigorosos com a característica de "Derech Eretz". Derech Eretz é a forma da pessoa se comportar, em todos os seus atos, com educação, respeito, atenção e decência. Yaacov entendeu que, mesmo que foi apenas uma soneca, era um sinal de desrespeito com a santidade do lugar. Isto significa que Yaacov deu mais importância ao Derech Eretz do que à Revelação Divina e todos os segredos ocultos que foram mostrados a ele, e estaria disposto a abrir mão de todo aquele crescimento espiritual apenas para ter se portado com mais Derech Eretz.

Este comportamento de Yaacov ilustra muito bem um importante conceito ensinado pelos nossos sábios: "Derech Eretz Kadmá LaTorá" (o Derech Eretz vem antes da Torá). O que significa esta expressão? Explica o Rabeinu Yona (Espanha, século 12) que a pessoa precisa continuamente melhorar seus traços de caráter, pois somente assim a Torá que ela estudar ficará para sempre com ela. Mas se a pessoa estudar sem ter refinado seu caráter, no final acabará perdendo seu estudo. O Derech Eretz precisa vir antes da Torá pois é parte das fundações do ser humano, que permitirá que tudo construído em sua vida se mantenha em pé.

Se Yaacov estava disposto a abrir mão de uma grande Revelação Divina por causa do Derech Eretz, muito maior é a nossa obrigação de termos cuidado com nosso comportamento nos atos cotidianos, evitando causar qualquer constrangimento ou sofrimento aos outros. Muitas vezes, por nos descuidarmos, acabamos ofendendo e até mesmo humilhando outras pessoas. Por isso, antes de almejar nos tornarmos pessoas espiritualmente elevadas, precisamos almejar no tornarmos pessoas educadas e corretas. Assim, tudo o que construirmos espiritualmente se manterá para sempre.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5775

BS"D
SEJA VOCÊ MESMO - PARASHÁ TOLDOT 5775 (21 de novembro de 2014)

"O Rav Yerucham Leibovitz (Bielorússia, 1873 - 1936), o grande Mashguiach (líder espiritual) da Yeshivá de Mir, certa vez foi visitar o Rav Nosson Tzvi Finkel (Lituânia, 1849 - Israel, 1927), mais conhecido como Alter MiSlobodka. No primeiro dia da visita os dois se fecharam em uma sala, e era possível escutar do lado de fora que o Alter estava dando uma enorme bronca no Rav Yerucham. A mesma cena se repetiu nos dias que se seguiram, por quase uma semana.

Mas afinal, por que o Alter estava tão incomodado com o Rav Yerucham, uma pessoa tão reta e pura? Pois Slobodka era uma Yeshivá (Centro de estudos de Torá) que reforçava muito a ideia de que seus alunos não deveriam ser forçados a se "moldarem" de uma maneira específica. O Alter MiSlobodka sempre se esforçou para ressaltar o que cada aluno tinha de único e especial. Ele tinha o cuidado de não trazer para a Yeshivá professores muito carismáticos, pois tinha receio de que alguém carismático acabaria influenciando de maneira muito forte os alunos, fazendo-os seguir exatamente seu estilo, ao invés de investirem em suas próprias qualidades.

Foi por isso que o Alter MiSlobodka estava tão bravo. Ele sabia que o Rav Yerucham era tão carismático que, mesmo sem intenção, estava transformando seus alunos da Yeshivá de Mir em seus "seguidores", ao invés de incentivar que cada um deles desenvolvesse sua expressão única e individual.

Quais foram os benefícios de Slobodka ter encorajado seus alunos a expressarem sua individualidade, ao invés de tentar moldá-los de maneira padrão? De todas as Yeshivót da Europa, Slobodka foi a que produziu a maior quantidade de gênios de Torá. Nomes como Rav Aharon Kotler, Rav Yaacov Kamenetzky e Rav Yitzchak Hutner são alguns exemplos de rabino que saíram de Slobodka e iluminaram o mundo com sua Torá. E o mais impressionante é que estes gigantes eram muito diferentes uns dos outros em suas características. Ao reforçar o que havia de único em cada aluno, o Alter MiSlobodka conseguiu tirar de cada um deles o que eles tinham de melhor.

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Nesta semana lemos a Parashá Toldot, que descreve um pouco da vida do nosso patriarca Yitzchak. Mas diferente de Avraham, que se destacou pelo Chessed e pela Emuná (fé) inabalável, e de Yaacov, que se destacou pela incrível honestidade mesmo diante de grandes testes, Yitzchak aparentemente não se destacou em nada. Depois de quase ter sido sacrificado por seu pai, a Torá nos conta muito pouco sobre a vida dele. Qual é o ensinamento que podemos aprender da vida e dos atos de Yitzchak?

Se prestarmos atenção em alguns dos acontecimentos da vida de Yitzchak relatados na Parashá, perceberemos que seus passos sempre foram muito parecidos com os de seu pai, Avraham. Tanto Avraham quanto Yitzchak passaram por um período de fome na terra de Israel, e ambos se dirigiram ao Egito, com a única diferença que D'us não permitiu a Ytzchak sair da terra de Israel. Além disso, os dois viveram com o povo dos Plishtim e passaram pelo perigo de terem suas esposas raptadas por causa da beleza delas. Da mesma forma que Avraham precisou dizer que Sara era sua irmã para não ser assassinado, também Yitzchak teve que dizer que Rivka era sua irmã. E, finalmente, Yitzchak voltou aos poços que Avraham havia cavado, mas como eles haviam sido tapados pelos Plishtim, Yitzchak cavou-os novamente e deu a eles exatamente os mesmos nomes que seu pai originalmente havia dado. É impressionante perceber as semelhanças entre os caminhos de Avraham e de Yitzchak.

Explica o Rabeinu Bechaye (Espanha, 1255 - 1340) que esta semelhança não foi uma mera coincidência. Dos atos de Yitzchak nós aprendemos para as futuras gerações o conceito de "Massoret Avót" (transmissão dos antepassados), isto é, a obrigação de seguirmos nos caminhos e tradições dos nossos antepassados. Ytzchak não quis se desviar nem mesmo um centímetro dos caminhos trilhados por seu pai. Enquanto o papel de Avraham era ser o desbravador, definindo os precedentes e estabelecendo as "placas de orientação" para o povo judeu, o papel de Ytzchak era consolidar tudo aquilo que seu pai havia feito, seguindo de forma precisa seus passos.

Porém, há outro aspecto na vida de Yitzchak que aparentemente contradiz a ideia de seguir seu pai em todos os caminhos. Nossos sábios ensinam que Avraham e Ytzchak tinham personalidades muito diferentes. Enquanto Avraham representou a característica do Chessed (bondade), transbordando bondades para todas as criaturas, Ytzchak é definido pela característica de justiça e bravura. Isto significa que, em relação aos traços de caráter, Ytzchak não seguiu os caminhos de seu pai. Como entender esta contradição?

Este comportamento "contraditório" de Ytzchak é, na realidade, uma das maiores contribuições que ele deu ao povo judeu. Ytzchak estava nos ensinando que, por um lado, temos a obrigação de nos mantermos conectados às instruções que recebemos através da "Massóret Avót". Nenhum judeu pode criar seu próprio conjunto de valores e comportamentos, pois recebemos a transmissão de qual é a forma correta de viver nossa vida. Mas, por outro lado, Ytzchak nos ensinou que isto não significa que todos aqueles que querem estar conectados à linha de transmissão da Torá devem se comportar de maneira idêntica, sem manter sua individualidade, pois há diversas maneiras de desenvolver nossa "Avodat Hashem" (Serviço Divino). O Rav Israel Meir HaCohen (Bielorússia, 1838 - Polônia,1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, questiona o motivo pelo qual a Torá precisou nos relatar que a Árvore da Vida estava posicionada exatamente no centro do Gan Éden. Ele responde que é justamente para nos ensinar que a verdade é representada por um único ponto central, mas que existem numerosos pontos em volta que são equidistantes do centro. Assim também há diversas abordagens do judaísmo, que enfatizam diferentes formas de servir a D'us e diferentes traços de caráter. Apesar de serem diferentes, enquanto elas se encontram dentro dos limites da "Massóret Avót", todas têm a mesma validade aos olhos de D'us. Isto nos ensina a não olharmos com superioridade para outro judeu por ele ser Chassid, Ashkenazi ou Sefaradi, achando que somente nós estamos fazendo o que é correto, pois cada uma destas abordagens ressalta uma maneira diferente de se conectar a D'us, sendo que uma não é melhor do que a outra.

Este conceito pode ser aplicado em outras áreas da nossa vida, como no desenvolvimento da nossa própria personalidade. Há a tendência em muitas sociedades de que certos traços de caráter são mais louváveis do que outros. Por exemplo, ser extrovertido e confiante normalmente é visto como algo positivo, enquanto ser envergonhado e retraído é normalmente visto de maneira negativa. Pais extrovertidos com um filho introvertido têm a tendência de achar que a natureza quieta de seu filho é uma falha de caráter, e por isso o pressionam para que mude. Porém, o mais provável é que a única coisa que estes pais conseguirão será fazê-lo se sentir uma pessoa inadequada. É trabalho dos pais entender que seu filho tem características diferentes das suas, aceitando-o como ele é e aprendendo a desenvolver seus pontos fortes. Da mesma maneira, há crianças que têm muita dificuldade de se sentar horas para estudar e manter o foco. Se os pais não entendem a natureza do filho e tentam pressioná-lo a estudar sem parar, é muito provável que esta criança se rebelará ao crescer.

Pode parecer algo hipotético, mas o Rav Shimshon Raphael Hirsh (Alemanha, 1808 - 1888) explica que foi exatamente isto o que aconteceu com Essav. Ytzchak, com a melhor das intenções, quis educar seus dois filhos, Yaacov e Essav, da mesma maneira. Eles foram ensinados desde cedo que deveriam dedicar horas e horas diárias aos estudos. Porém, Yitzchak não levou em consideração que Essav tinha uma natureza completamente diferente de Yaacov. Enquanto Yaacov era uma criança tranquila, Essav era uma criança com muita energia, e toda esta energia foi reprimida durante sua infância. Quando Essav cresceu, ele alegremente abandonou seus estudos e se afundou em uma vida de transgressões. Daqui aprendemos o quanto devemos ser sensíveis às diferenças de natureza dos nossos filhos.

Há algo no começo da Parashá que ressalta a importância da nossa individualidade. Como Rivka não conseguia ter filhos, ela e Ytzchak rezaram, mas a Torá ressalta que a Tefilá de Ytzchak foi escutada. O Talmud (Yebamot 64a) explica que não se compara a força da Tefilá de um Tzadik filho de um Tzadik com a Tefilá de um Tzadik filho de um Rashá (malvado). Ytzchak era filho de Avraham, um Tzadik que mudou a história da humanidade, enquanto Rivka era filha de Betuel, um grande Rashá. Mas não deveria ser justamente o contrário? Ytzchak cresceu na casa de Avraham e desde cedo foi educado por seu pai a andar nos caminhos corretos. Rivka, ao contrário, cresceu no meio de Reshaim, pessoas enganadoras e desonestas, e apesar disso conseguiu superar as dificuldades e se tornar uma grande Tzadiká. Então por que ela não tinha mais méritos do que Ytzchak? Explicam os nossos sábios que Ytzchak tinha um desafio ainda maior do que o de Rivka: o de não se tornar uma mera cópia idêntica de seu pai. Avraham foi um dos maiores modelos que alguém poderia ter na vida, e o natural seria Ytzchak apenas copiar seu pai em todos os seus atos e características. Mas Ytzchak não se contentou com isso, e teve muitos méritos por ter criado seu próprio caminho de Serviço a D'us.

Esta foi a grande contribuição de Ytzchak: nos ensinar que, apesar de ser necessário estarmos conectados à "Massóret Avót", sendo uma grande proibição mudar qualquer aspecto da Torá, temos a liberdade de sermos nós mesmos, de utilizarmos nossas aptidões naturais e forças para nos conectarmos ao nosso lado espiritual. Não temos que nos anular e nos forçar a sermos o que não somos. Assim, desenvolvendo nossas habilidades e nossos pontos fortes, certamente teremos uma chance muito maior de vivermos uma vida muito mais feliz e com sucesso.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARA 5775

BS"D
FALANDO COM CUIDADO - PARASHÁ CHAIEI SARA 5775 (14 de novembro de 2014)

"Rodrigo contratou Fernando, um experiente e renomado carpinteiro, para reformar alguns móveis de sua casa. Mas o dia de Fernando não começou nada bem. Ele chegou atrasado, com as mãos sujas de graxa, pois o pneu do seu caminhão havia furado. E o resto do dia também não foi fácil. Sua furadeira queimou, a serra quebrou, ele fez um corte na mão e, na hora de ir embora, seu caminhão não funcionou. Rodrigo, com dó, ofereceu uma carona. Sem alternativa, Fernando aceitou.

Durante o caminho, Fernando estava com o rosto tenso. Ia em silêncio, olhando para baixo, sem querer muita conversa. Rodrigo respeitou e também não tentou puxar papo. Quando chegaram, Fernando convidou-o para conhecer sua casa e sua família. Rodrigo estava com pressa, mas ficou sem jeito de não aceitar. Não deixou de notar que Fernando, antes de entrar em casa, apoiou as duas mãos sobre uma árvore, ficando assim por alguns instantes, e somente depois entrou em casa. E um grande milagre aconteceu, pois Fernando transformou-se em outra pessoa. O rosto tenso foi substituído por um enorme sorriso e o silêncio virou gargalhadas enquanto ele abraçava os filhinhos e a esposa.

No momento de ir embora, Fernando agradeceu muito pela carona e acompanhou Rodrigo até o carro. Ao passarem pela árvore, Rodrigo não aguentou a curiosidade e perguntou sobre a estranha atitude de Fernando e a mudança repentina de comportamento. Fernando explicou:

- Todos nós temos dificuldades no nosso dia, e quando voltamos para casa acabamos descontando em nossas esposas e filhos todas as nossas frustrações. Mas eles não merecem escutar grosserias, pois eles não têm nada a ver com as dificuldades do nosso dia. Então eu decidi que, todas as vezes que eu chegasse em casa, deixaria todos os meus problemas naquela árvore que fica ao lado da entrada, e quando eu saísse de casa de manhã, eu pegaria os problemas de volta.

- Que interessante - falou Rodrigo, surpreso com a atitude positiva do marceneiro - Mas funciona mesmo?

- Melhor do que eu esperava - respondeu Fernando, abrindo um sorriso - Pois eu deixo os problemas na árvore de noite, mas quando eu volto para pegá-los no dia seguinte, eles não são nem metade do que eu me lembrava ter deixado..."

Não é algo fácil, mas precisamos desenvolver a capacidade de, mesmo nas situações mais difíceis do nosso cotidiano, manter o autocontrole e não "descontar" nos outros nossos problemas e dificuldades.  

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Nesta semana lemos a Parashá Chaiei Sara, que descreve a busca de uma esposa para o nosso patriarca Ytzchak. Avraham havia quase sacrificado Ytzchak, chegando a colocá-lo sobre um altar a pedido de D'us, mas foi impedido por um anjo na última hora. Avraham entendeu que se Yitzchak tivesse realmente sido sacrificado, ele teria morrido sem deixar descendentes. Portanto, ele viu que era hora de Ytzchak se casar e ter uma família, e confiou a Eliezer, seu fiel ajudante, a importante missão de voltar para sua terra natal e procurar entre seus parentes uma esposa para Ytzchak.

Eliezer não queria procurar uma esposa qualquer para Ytzchak, e sim uma moça que tivesse bons traços de caráter. Ele fez uma longa viagem até a cidade natal de Avraham e, chegando lá, foi direto para um poço de água, no fim da tarde, justamente na hora em que as mulheres costumavam ir para lá buscar água. Eliezer sabia que lá poderia testar a bondade das moças, pedindo que elas lhe servissem água e também dessem água aos seus camelos. A Providência Divina fez com que a primeira moça que apareceu foi Rivka, que era parente de Avraham. Após ela ter enchido seu jarro, Eliezer se aproximou e pediu água, como está escrito: "Por favor, me deixe beber um pouco da água do seu jarro" (Bereshit 24:17).

Deste versículo surge uma pergunta curiosa: Eliezer tinha acabado de atravessar um enorme deserto para buscar uma esposa para Ytzchak. Certamente ele devia estar com muita sede, e com as altas temperaturas do deserto era até mesmo um risco de vida caso ele não tomasse água. Então por que ele pediu para Rivka apenas um pouco de água, ao invés de pedir muita água?

Explica o Rav Ytzchak Zilberstain que o ser humano não é testado por seus atos grandes, e sim pelos seus pequenos atos cotidianos. A forma como ele fala com as outras pessoas e como ele se comporta nas pequenas atitudes mostram quem é ele de verdade. Para definir o nível espiritual de uma pessoa, é necessário observar como ela se comporta no seu dia-a-dia, nas coisas mais comuns e simples que ela faz.

Há um interessante ensinamento do mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech (Rei Salomão), que nos ajuda a entender este conceito: "O Tzadik (justo) come para se saciar, mas o estômago do Rashá (malvado) está sempre insatisfeito" (Mishlei 13:25). O entendimento mais simples do versículo é que o Tzadik é aquele que come apenas o que é necessário para se sentir saciado, e fica satisfeito mesmo com pouco, enquanto o Rashá é aquele que come por gula, em excesso, para se empanturrar, e por isso sempre sente que ainda lhe falta algo. Porém, há um Midrash (parte da Torá Oral) que aprofunda o entendimento do versículo e afirma que "Tzadik" se refere a Eliezer, justamente por ter pedido para Rivka apenas um pouquinho de água, não de forma rude e descontrolada. Já "Rashá" se refere a Essav, que pediu para seu irmão Yaacov comida de forma grosseira, como está escrito: "Verta na minha boca desta coisa vermelha vermelha, pois eu estou exausto" (Bereshit 25:30).

O ensinamento deste Midrash é incrível. Eliezer fazia muitos atos positivos e construtivos, enquanto Essav fazia muitos atos negativos e destrutivos. Apesar disso, quando o Midrash quis dizer que "Tzadik" e "Rashá" se referem a Eliezer e Essav, traz como prova os versículos que apenas mencionam a forma como cada um deles pediu comida ou bebida em momentos de dificuldade. Isto demonstra que a forma como nos comportamos nos pequenos desafios do cotidiano é o que define nosso status espiritual.

Mas surge um grande questionamento quando refletimos sobre a definição de Essav como um "Rashá" por ter pedido para que seu irmão vertesse comida em sua boca. Antes de tudo, precisamos entender melhor em que contexto isto aconteceu. O versículo ressalta que Essav estava exausto, e nossos sábios explicam que naquele dia Essav havia saído para caçar algum animal para servir ao seu pai. Porém, no meio do caminho, ele se deparou com Nimrod, o governante da época, e os dois tiveram um desentendimento. Apesar de Nimrod ser considerado pela Torá um "Gibor" (valente e destemido), Essav se levantou contra ele e o assassinou. Além disso, nossos sábios dizem que Essav também cometeu naquele dia outras graves transgressões. Por causa de todo o esforço e energia gastos nestas transgressões, Essav estava extremamente cansado, a ponto de quase desmaiar, correndo até mesmo risco de vida caso não comesse algo logo. Foi por isso que ele pediu desesperadamente para que Yaacov despejasse a comida em sua boca. Essav falou de maneira grosseira justamente por seu desespero e pelo cansaço que dominava seu corpo. A prova disso é que ele já nem refletia mais sobre as palavras que saíam de sua boca, repetindo a palavra "vermelha" duas vezes, sem nenhum sentido.

Sabemos que em situações de "Pikuach Nefesh" (quando há algum risco de vida envolvido), a vida está acima das Mitzvót da Torá (com exceção de idolatria, relações ilícitas e assassinato). Isto quer dizer que em qualquer situação onde há perigo de vida, a pessoa deve transgredir as Mitzvót para se salvar ou salvar a vida de outra pessoa. O Talmud (Sanhedrin 74a) aprende isso do versículo que diz "E observem os Meus decretos e as Minhas leis, que o homem deve fazer e viver por elas, Eu sou D'us" (Vayikrá 18:5). O versículo ressalta "viver por elas", e não morrer por elas. Por exemplo, temos a proibição de fazer certas atividades construtivas no Shabat, mas alguém que está com risco de vida deve ir imediatamente ao hospital para receber o tratamento necessário, mesmo que para isso necessite desrespeitar o Shabat. Portanto, se Essav estava em uma situação de Pikuach Nefesh, por que a Torá está cobrando dele um comportamento exemplar? Por que ele é considerado "Rashá" por ter falado com uma linguagem grosseira neste momento?

Explica o Rav Ytzchak Zilberstain que a Torá está nos ensinando algo impressionante. Apesar de o "Pikuach Nefesh" prevalecer até mesmo sobre a grande maioria das Mitzvót da Torá, ele não prevalece sobre a obrigação de falarmos as coisas de forma delicada. Por que o Midrash comparou Essav justamente com Eliezer? E com tantos bons atos que Eliezer fez na vida, por que justamente trazer o versículo do momento em que ele se encontrou com Rivka? Pois quando Eliezer viajou para procurar uma esposa para Ytzchak, ele também estava exausto por causa da viagem. Além disso, ele devia estar sedento e certamente muito pressionado pela responsabilidade de sua importante missão. Mas mesmo assim a Torá fez questão de registrar o quanto ele foi rigoroso consigo mesmo, pedindo água de uma maneira educada e comedida, diferente de Essav, que em um momento de dificuldade pediu comida de forma grosseira.

Fica para nós um ensinamento muito importante. Sempre focamos nos grandes atos, nos grandes testes que podem surgir pelo caminho. Queremos ser espiritualmente grandes, e achamos que isto somente ocorrerá quando vencermos testes difíceis como o sacrifício de Yitzchak. Mas a Torá nos ensinou, através da simples conduta de Eliezer em um pequeno detalhe do seu cotidiano, que não é nos grandes testes que podemos mostrar para D'us quem somos, é justamente nas pequenas atitudes, nos pequenos detalhes, que podemos fazer a diferença. Apesar de não serem tão difíceis quanto o teste do sacrifício de Ytzchak, os pequenos testes do cotidiano podem nos dar o rótulo de "Tzadik".

Isto mostra a importância aos olhos de D'us do nosso "Derech Eretz", isto é, a forma como falamos e nos comportamos com as outras pessoas. Mesmo nos momentos difíceis, temos que trabalhar muito nosso autocontrole. Pois morrer para santificar o nome de D'us, como Ytzchak estava disposto a fazer, é sem dúvida um ato heroico. Mas viver e santificar o nome de D'us através dos pequenos atos do cotidiano é mais heroico ainda.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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