quinta-feira, 24 de abril de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KEDOSHIM 5774

BS"D

FUGINDO DO EGOÍSMO - PARASHÁ KEDOSHIM 5774 (25 de abril de 2014)

"Em Jerusalém, os prédios não têm faxineiros nem serviço de limpeza. Cada morador precisa retirar seu próprio lixo e jogar em uma enorme lixeira pública, que fica na rua e é periodicamente esvaziada pela prefeitura. Certa vez, na véspera de Shabat, Jaques (nome fictício) saiu para jogar seu lixo e viu um vizinho agindo de maneira muito estranha. Ele estava debruçado sobre a grande lixeira e parecia estar procurando algo. De repente, ele tirou de lá uma caixa de papelão, desmontou-a para que ficasse achatada e jogou-a novamente para dentro da lixeira. Ele se inclinou novamente, encontrou outra caixa, desmontou-a e atirou de volta. Assim fez diversas vezes, para o assombro de Jaques, que assistia aquela cena sem entender nada. Ele conhecia pessoas que tinham hobbies estranhos, mas nunca tinha visto nada parecido com aquilo. Sem aguentar de curiosidade, ele perguntou:

- Perdão, mas o que você está fazendo?

O homem, surpreso com a pergunta, explicou:

- Você deve ter escutado sobre a greve municipal que começará no Motsei Shabat. Portanto, certamente o lixo que costuma se acumular no Shabat não será recolhido. Eu estou achatando todas as caixas de papelão que encontro na lixeira para ter certeza de que haverá espaço suficiente para que todos possam jogar o seu lixo fora" (História real).

Felizmente há no mundo pessoas que pensam no próximo e dedicam seu tempo para facilitar a vida dos outros. São pessoas simples que, com pequenos atos, contribuem para construir um mundo melhor.

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A Parashá lida nesta semana é a Parashá Kedoshim, que começa com as seguintes palavras: "Sejam santos, pois Eu, Hashem, teu D'us, sou Santo" (Vayikrá 19:2). Esta introdução é como se a Torá estivesse nos preparando para receber a "fórmula mágica" que nos levará ao nível de santidade. Mas, ao invés de nos "prescrever" jejuns e mergulhos na Mikve, a Torá enumera diversas Mitzvót "Bein Adam LeHaveiró" (entre o homem e seu semelhante), tais como ajudar os necessitados e ser honesto nos negócios. Isto nos ensina que para chegarmos à santidade não é suficiente apenas focarmos no nosso relacionamento com D'us, também é essencial trabalharmos no nosso relacionamento com o próximo. E um dos ensinamentos mais importantes que é trazido nesta Parashá em relação ao cuidado com os outros é a famosa Mitzvá de "Ame ao teu próximo como a ti mesmo" (Vayikrá 19:18).

A forma como a Mitzvá de amar ao próximo é ensinada na Torá desperta um grande questionamento: se D'us quer que amemos uns aos outros de forma irrestrita, por que a Mitzvá diz "ame ao teu próximo como a ti mesmo" e não diz "ame ao teu próximo com todas as suas forças"? Por que é importante para a Torá ressaltar que o amor que devemos sentir pelos outros deve ser como o nosso amor próprio?

O Rav Eliyahu Dessler (Latvia, 1892 - Israel, 1953) define que egoísmo é o sentimento interno, presente em todas as pessoas, que faz com que ela pense, de forma subconsciente e natural, que tem prioridade em relação aos outros. O ego do ser humano deseja constantemente saciar todas as suas vontades e preencher todas as suas faltas. Porém, quando a pessoa corre atrás dos seus desejos e os alcança, seu egoísmo se fortalece ainda mais. A pessoa que entra neste ciclo passa a buscar com todas as suas forças as honrarias, e chega ao ponto de querer louvores através da vergonha do próximo. Por isso, ela não hesita em pisar e humilhar os outros, contanto que saia honrada e prestigiada.

O Rav Dessler vai além e afirma que existem duas forças predominantes no mundo: a "Coach HaNetiná" (Força de Doar) e a "Coach HaNetilá" (Força de Pegar). Todas as boas qualidades de uma pessoa, como o altruísmo e a misericórdia, são derivações da "Força de Doar", enquanto todas as más qualidades de uma pessoa, como o egoísmo e a desonestidade, são derivações da "Força de Pegar". A pessoa que não controla seu egoísmo acaba desenvolvendo também todas as outras más características incluídas na "Força de Pegar". Mais do que isso, o egoísta acaba encobrindo e ofuscando também todo o seu reconhecimento pelas bondades recebidas de D'us, e ao invés de se anular perante Ele, vive como se estivesse em um domínio particular e independente, chegando muito perto de cometer a "egolatria", isto é, a idolatria de si mesmo.

O egoísmo é algo muito nocivo para o ser humano, e pode desencadear todas as forças "escuras" que existem dentro dele. O egoísta pode chegar ao ponto de afastar de seu coração todo o amor que sente, até mesmo pelos seus parentes e pelas pessoas mais queridas. Mesmo que o coração do egoísta esteja cheio de amor, é apenas algo externo, superficial, pois dentro do coração dele o que existe é amor próprio.

Podemos achar que isto é um grande exagero, mas a Torá nos traz um exemplo de até onde pode chegar o egoísmo. Depois de a cobra ter conseguido persuadir Chavá (Eva) a comer do fruto proibido, a Torá descreve que imediatamente Chavá foi levar do fruto para que Adam (Adão) também comesse. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que o ato de Chavá não foi um ato de Chessed (bondade), ela não queria que Adam também tivesse proveito do sabor daquele fruto. Quando ela se deu conta e percebeu que havia transgredido a ordem de D'us, que explicitamente havia avisado que quem comesse daquele fruto morreria, ela imediatamente quis dar do fruto a Adam, pois pensou que se ela morresse, ele se casaria com outra mulher. Isto quer dizer que, apesar do amor que Chavá sentia por Adam, por dentro do seu coração ainda havia muito egoísmo.

Mas então surge um grande questionamento: se o egoísmo é algo tão prejudicial, se é algo tão forte, por que D'us naturalizou este sentimento no coração do ser humano? Se tudo o que D'us faz é para nos dar a possibilidade de nos aprimorarmos um pouco mais a cada dia e atingirmos a perfeição, por que Ele nos deu esta força com um potencial tão destrutivo?

A resposta é que esta força poderosa foi colocada dentro de nós pois somente através dela conseguiremos o impulso necessário para atingir os máximos níveis no nosso serviço espiritual, como está escrito nos Provérbios de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Se você buscá-lo como [se fosse] prata, e procurá-lo como [se fossem] tesouros, então você entenderá o temor a D'us" (Mishlei 2:4,5). Shlomo Hamelech quis nos ensinar que a única maneira de atingir os níveis espirituais mais elevados é justamente utilizando as forças mais baixas, as forças dos desejos materiais egoístas.

Mas por outro lado devemos ter o cuidado para que estas forças negativas não sejam utilizadas da maneira equivocada e o "tiro não saia pela culatra", afastando a pessoa de D'us e de sua espiritualidade. Para acostumar o ser humano a utilizar seu egoísmo somente da maneira correta, para o seu crescimento espiritual e para o bem do próximo, a Torá nos deu uma importante Mitzvá: "Ame ao teu próximo como a ti mesmo". Por que o "como a ti mesmo"? Para que o ser humano se acostume a aprender com o seu próprio egoísmo a forma de ajudar o próximo, e dos seus próprios sentimentos a não magoar nem ferir os sentimentos do seu companheiro, como afirma o Talmud (Shabat 31a), em nome do sábio Hilel: "O que você não gosta, não faça aos outros". Mais do que isso, devemos desejar chegar ao nível de querer ao próximo o que queremos para nós mesmos.

Transformar esta força tão destrutiva em algo positivo é um trabalho difícil. É necessária uma nova postura para que possamos mudar nossos costumes e nossa natureza. Mas o esforço vale a pena. Podemos deixar nossa natureza controlar nossas características e aceitar sermos pessoas egoístas, ou podemos controlar nossa natureza e nos tornarmos pessoas benevolentes e proativas, que conseguem pensar não apenas em si mesmas, mas também nos outros, e ajudar a construir, com pequenos atos, um mundo melhor.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PESSACH II 5774

BS"D

EGO FERIDO - PESSACH II 5774 (18 de abril de 2014)


"Em um Shabat de manhã, como sempre fazia toda semana, Uri foi à sinagoga rezar. Depois da leitura da Torá, ele foi chamado pela primeira vez para fazer a Mitzvá de "Agbaá" (levantar o Sefer Torá aberto, para que todos os presentes na sinagoga possam vê-lo). Apesar de o Sefer Torá ser muito grande e pesado, Uri achou que conseguiria levanta-lo tranquilamente, pois era um rapaz forte e saudável. Porém, Uri superestimou sua força e, para seu total constrangimento, quase deixou o Sefer Torá cair no chão. Precisou até pedir ajuda para devolver o Sefer Torá ao lugar.

Uri, com seu ego ferido, decidiu não voltar mais à sinagoga antes de fazer muita musculação. Matriculou-se no dia seguinte em uma academia e fazia horas de musculação todos os dias, para nunca mais passar por tal constrangimento.

Três meses depois, um rapaz musculoso e muito forte entrou na sinagoga. Parecia um novo frequentador, mas era Uri. Quando escutou seu nome sendo chamado pelo Gabai da sinagoga (pessoa responsável, entre outras coisas, por escolher quem será chamado para ler e para levantar a Torá), abriu um sorriso e levantou-se confiante de que desta vez não falharia. Uri levantou o pesado Sefer Torá sem nem mesmo precisar dobrar os joelhos. E não escondeu o sorriso de satisfação quando escutou os ruídos de admiração vindos de todos os cantos da sinagoga. Ele então se sentou com o Sefer Torá e ficou aguardando, orgulhoso, até que alguém viesse para enrolar o Sefer Torá e cobri-lo com sua capa de veludo. Porém, ninguém veio enrolar o Sefer Torá. Quem se aproximou de Uri foi o Gabai, e falou baixinho em seu ouvido:

- Uri, você fez um excelente trabalho. Sua Agbaá foi magnífica. O problema é que eu tinha chamado você para ler a Torá, não para levantá-la..."

Quando deixamos nosso ego nos guiar, acabamos nos equivocando. No caso de Uri, foi apenas um pequeno erro, que lhe trouxe ainda mais vergonha. Mas em muitos casos as consequências acabam sendo trágicas.

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Nesta semana o Shabat coincide com a festa de Pessach. Por isso, não é lida a Parashá da semana, e sim um trecho da Torá que fala sobre a festa de Pessach. E na noite de domingo (20 de abril) é o "Shevii de Pessach" (sétimo dia de Pessach). O Shevii tem uma santidade especial e também é Yom Tov, como o primeiro dia de Pessach. Mas o que este dia tem de especial? O primeiro dia de Pessach é Yom Tov por ser o dia em que o povo judeu saiu do Egito, terminando 210 anos de escravidão. Porém, o que aconteceu de especial no Shevii de Pessach para que ele também tivesse o "status" de Yom Tov?

Explicam nossos sábios que quando o Faraó deixou os judeus saírem, pensou que eles iriam ao deserto servir a D'us e voltariam ao Egito depois de três dias. Para garantir que isto realmente aconteceria, ele enviou espiões junto com o povo judeu. Mas após os três dias, os espiões voltaram e informaram ao Faraó que o povo judeu não tinha mais planos de voltar. Os egípcios saíram imediatamente em perseguição aos judeus. No sétimo dia após a saída do Egito, os judeus se viram encurralados entre o Mar Vermelho e os egípcios que os perseguiam. D'us então preparou o grande final, abrindo milagrosamente o mar para que o povo judeu atravessasse e fechando-o para afogar os egípcios. Era o derradeiro fim da escravidão egípcia. O Shevii de Pessach é o dia em que D'us fez o grande milagre da abertura do mar.

E assim diz o versículo sobre o início da perseguição ao povo judeu: "Ele (Faraó) montou sua carruagem e pegou seu povo com ele" (Shemot 14:6). O que significa a expressão "pegou o seu povo"? Explica o Rav Yehuda Loew (Praga, 1525 - 1609), mais conhecido como Maharal de Praga, que a linguagem "Lakach" (pegou), quando utilizada em relação a objetos, realmente significa pegar, mas quando é utilizado em relação a pessoas, se refere a uma persuasão verbal. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que o Faraó montou pessoalmente sua carruagem de guerra para dar o exemplo ao seu povo. Ele questionou como eles haviam deixado os judeus levarem seu dinheiro, e prometeu que dividiria igualmente todos os espólios com o povo egípcio. De que dinheiro o Faraó estava falando? Rashi comenta que antes de saírem do Egito, os judeus pediram aos egípcios objetos de ouro e prata, além de roupas. Os egípcios deveriam estar fervendo de ódio, mas D'us fez um grande milagre e os egípcios viram os judeus com bons olhos. Não apenas eles deram o que os judeus pediram, mas ofereceram o dobro, e de bom grado. Com este argumento, de recuperar o dinheiro entregue aos judeus, o Faraó conseguiu convencer o seu povo a mais uma vez persegui-los.

Porém, se pararmos para refletir, a forma de persuasão do Faraó gera alguns questionamentos. Em primeiro lugar, as cicatrizes das 10 pragas, em especial a morte dos primogênitos, ainda eram recentes e doíam muito nos egípcios. Como eles se deixaram convencer pelos argumentos do Faraó a novamente perseguir os judeus, se racionalmente era um verdadeiro suicídio, depois de todas as demonstrações de força de D'us? Além disso, um escravo custa caro, muito mais do que os objetos que os egípcios deram aos judeus. Portanto, se o Faraó queria convencer os egípcios de que valia a pena perseguir os judeus, por que não argumentou melhor, sugerindo que caso eles aceitassem persegui-los, poderiam pegar seus escravos de volta?

Explica o Rav Yohanan Zweig que um homem de negócios pode perder dinheiro de duas maneiras. A perda pode ser causada por circunstâncias imprevisíveis, totalmente fora do seu controle, ou pode ser resultado direto de uma decisão equivocada, como um mau investimento. Quando uma pessoa perde dinheiro da primeira maneira, é muito mais fácil para ela se consolar com a perda do que se perdesse da segunda maneira, pois perder dinheiro por causa de circunstâncias imprevisíveis não é uma demonstração de falta de perspicácia e tino comercial, enquanto a perda por causa de uma decisão equivocada é uma "mancha" na competência da pessoa e fere seu ego. Por isso, é comum ver pessoas que fizeram equivocadamente maus investimentos torrando enormes quantidades de dinheiro para tentar salvar a situação, jogando cada vez mais dinheiro no lixo, apenas por causa do seu ego.

Este conceito do ego ferido, que tem uma forte implicação na psicologia do ser humano, nos ajuda a entender um pouco melhor o argumento utilizado pelo Faraó. Ele percebeu que tentar persuadir seu povo a recuperar seus escravos seria inútil, pois os egípcios não estavam tão desolados com esta perda, que havia sido algo fora do controle deles. Porém, o dinheiro que eles haviam dado de bom grado, e que generosamente deram até mesmo o dobro do que havia sido pedido, podia ser atribuído à estupidez. Portanto, o Faraó apelou para o ego do povo, lembrando a eles do dinheiro dado aos judeus, e teve sucesso. Ao escutar o argumento do Faraó, o ego dos egípcios se inflamou, deixando-os dispostos a qualquer esforço para reaver seu dinheiro.

Ensinam nossos sábios: "A inveja, a busca pelos desejos e a honra tiram a pessoa do mundo" (Pirkei Avót 4:28). Isto quer dizer que uma pessoa guiada pelo orgulho pode fazer atos completamente irracionais. Assim entendemos porque os egípcios, mesmo com as lembranças das pragas ainda tão recentes, decidiram novamente perseguir os judeus. O ego havia falado mais alto que o racional, e eles pagaram com suas vidas pela falta de bom senso.

Infelizmente a humanidade não aprende com as lições trazidas na Torá, e voltamos a cometer os mesmos erros. Assim vemos na prática quantas vezes a honra da pessoa a leva a um caminho ilógico de autodestruição. Quantas discussões terminam em tragédias pois nenhum dos dois lados aceita "levar desaforo para casa"? Quantos jovens provocam acidentes fatais em rachas de automóveis, apenas por terem sido provocados por outro motorista? Quantas vidas se perdem quando jovens querem dar demonstrações de coragem diante dos amigos, participando de brincadeiras estúpidas como a "roleta russa" ou entrando no mundo das drogas? Quando o ego fala mais alto, esquecemos até mesmo da coisa mais importante que temos, que é a nossa própria vida.

As consequências podem ser ainda mais trágicas quando, por causa do nosso ego, nos afastamos dos caminhos espirituais corretos. É por isso que a Torá nos incentiva tanto a buscarmos a característica da humildade. A humildade nos traz serenidade no momento de uma discussão. A pessoa que é verdadeiramente humilde não precisa provar nada para ninguém. Assim, ao invés de sermos guiados pelo nosso ego irracional, poderemos sempre tomar decisões racionais e de forma tranquila, aproveitando melhor a vida neste mundo e garantindo também o nosso Mundo Vindouro.

SHABAT SHALOM e CHAG SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ACHAREI MÓT E PESSACH 5774

BS”D

CONTANDO SOBRE A SAÍDA DO EGITO - PARASHÁ ACHAREI MÓT E PESSACH 5774 (11 de abril de 2014)

“Depois da Segunda Guerra Mundial, a situação econômica dos judeus da Europa ainda era muito difícil. Pessach estava chegando e os judeus não tinham condições nem mesmo de trazer farinha para as Matzót. Com muito esforço, o Skoliner Rebe conseguiu uma quantidade muito limitada de farinha. Ele definiu que, para que todos pudessem cumprir a Mitzvá, somente seria permitido que cada família recebesse 3 Matzót, e esta regra valeria para todos, inclusive para os grandes rabinos que viviam na cidade. Porém, alguns dias antes de Pessach, o filho do Rebe de Vizhnitz veio procurar o Skoliner Rebe e disse:

- Rebe, trago uma mensagem do meu pai. Ele disse que necessita de 6 Matzót para Pessach.

O Skoliner Rebe achou que se tratava de um engano. Ele havia deixado claro para todos que, sem exceção, cada um receberia apenas 3 Matzót. Mas o filho do Rebe de Vizhnit estava irredutível, e disse que tinha ordens do pai de não sair de lá sem levar as 6 Matzót. O Skoliner Rebe, ao ver que não teria alternativa, acabou entregando as 6 Matzót, mas ficou muito incomodado com aquela situação.

Na véspera de Pessach, alguém bateu na porta do Skoliner Rebe. Era novamente o filho do Rebe de Vizhnitz, trazendo na mão 3 Matzót. Ele falou que seu pai havia pedido para que ele devolvesse aquelas 3 Matzót, atitude que deixou o Skoliner Rebe surpreso, sem entender o que estava acontecendo. O filho do Rebe de Vizhnitz abriu um enorme sorriso e explicou:

- Rebe, meu pai conhece a sua extrema bondade e misericórdia. Ele teve medo que você dividiria as poucas Matzót que tinha com todos da cidade e acabaria ficando sem nenhuma. Por isso ele pediu inicialmente 6 Matzót, para ter certeza que sobrariam pelo menos 3 para você”

Há duas incríveis lições nesta história. A primeira é o gigantesco potencial de bondade que tem o ser humano. A segunda é a forma que o Rebe de Vizhnitz fez a Mitzvá. Por que ele não foi pessoalmente pedir as Matzót ao Skoliner Rebe, preferindo mandar seu filho no lugar? Pois ele queria aproveitar a oportunidade de Pessach para ensinar ao filho como se comportar com bondade e com preocupação ao próximo, de maneira que o filho nunca mais esqueceria a lição. Este é um dos principais objetivos de Pessach, e em especial a noite do Seder: transmitir os valores da Torá para as futuras gerações.

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Nesta semana lemos a Parashá Acharei Mót, que ensina os serviços feitos no Mishkan, e futuramente no Beit Hamikdash (Templo Sagrado), durante o dia de Yom Kipur. A Parashá também ensina sobre a grave proibição das relações ilícitas. E na próxima segunda feira de noite (14/04) começa a Festa de Pessach, mais conhecida como “A Festa da nossa liberdade”, na qual revivemos a milagrosa salvação do povo judeu após 210 anos de escravidão pesada no Egito. D’us, com Mão forte e Braço estendido, nos tirou de dentro de outro povo para nos dar a liberdade verdadeira. O Egito era um enorme centro de promiscuidade e relações ilícitas, e parte da salvação espiritual foi D’us ter nos tirado fisicamente de lá, para que não recebêssemos mais nenhum tipo de influência negativa.

Na primeira noite de Pessach (fora de Israel também na segunda noite) fazemos o Seder, que consiste em 15 “passos”, que vão desde o Kidush até um pedido de que no próximo ano possamos comemorar Pessach em Jerusalém, com o nosso Beit-Hamikdash reconstruído. O Seder inclui muitos rituais diferentes do que fazemos durante o ano, justamente para provocar questionamentos, principalmente nas crianças. A parte central do Seder é o “Maguid”, na qual contamos com detalhes a história da saída do Egito, cumprindo uma Mitzvá da Torá, como está escrito: “E lembrem-se deste dia, no qual vocês saíram do Egito, da casa da escravidão” (Shemot 13:3). Mas sabemos que há uma Mitzvá diária de relembrar a saída do Egito, como está escrito “Para que você se lembre do dia em que você saiu do Egito, todos os dias da sua vida” (Devarim 16:3). Por que é necessário mais uma Mitzvá de relembrar a saída do Egito, se já há uma Mitzvá diária? E qual a diferença entre a Mitzvá diária de relembrar a saída do Egito e a Mitzvá que cumprimos na noite do Seder de Pessach?

A pergunta fica ainda mais forte ao observarmos um trecho que aparece no começo da Hagadá: “Disse o Rav Elazar ben Azaria: Eu tenho 70 anos e não meritei mencionar a saída do Egito nas noites, até que Ben Zomá aprendeu do seguinte versículo: ‘Para que você se lembre do dia em que você saiu do Egito, todos os dias da sua vida’. Se tivesse escrito apenas “dias da sua vida”, aprenderíamos que só durante os dias. Mas como está escrito “todos os dias da sua vida”, isto inclui também as noites”. Porém, este trecho que nossos sábios escolheram para fazer parte da Hagadá é, na realidade, uma Mishná (Brachót 12b) que fala sobre a Mitzvá diária de relembrar da saída do Egito, não tendo, portanto, nenhuma conexão com a Mitzvá de relembrar a saída do Egito durante a noite do Seder de Pessach. Então por que nossos sábios decidiram que esta Mishná deveria fazer parte da Hagadá de Pessach?

Responde o Rav Aryeh Pomrantzik que há três diferenças básicas entre a Mitzvá diária de relembrar a saída do Egito e a Mitzvá que cumprimos na noite do Seder. Em primeiro lugar, para cumprir a Mitzvá diária é suficiente apenas mencionar para si mesmo a saída do Egito, enquanto a Mitzvá do Seder somente é cumprida quando contamos a saída do Egito através de perguntas e respostas, cumprindo o que está escrito: “E será, quando seu filho perguntar... e você contará a ele” (Shemot 13:14). No Seder, o filho pergunta “Má Nishtaná” (Qual a diferença desta noite?) e o pai responde “Avadim Hainu” (Fomos escravos). De acordo com a Halachá (Lei Judaica), mesmo uma pessoa que passa o Seder de Pessach sozinho também deve ler a Hagadá na forma de pergunta e resposta.

Uma segunda diferença é que para cumprir a Mitzvá diária é suficiente apenas mencionar o evento da saída do Egito propriamente dito, mas para cumprir a Mitzvá no Seder de Pessach é necessário descrever também alguns eventos anteriores e o encadeamento que levou à salvação do povo judeu, começando sempre pela desonra, como a escravidão e o fato dos nossos antepassados terem sido idólatras, e terminando com os louvores da salvação física e espiritual do povo judeu.

Uma terceira diferença é que durante o Seder de Pessach, além de mencionar a saída do Egito, também é necessário mencionar a motivação das Mitzvót que estamos cumprindo nesta noite, como está escrito na Hagadá: “Diz o Raban Gamliel: todo aquele que não falou estas três coisas em Pessach não cumpriu sua obrigação, e elas são: Pessach (o Korban que era oferecido em Pessach), Matzá (a massa que não teve tempo de fermentar quando o povo judeu saiu do Egito) e Maror (a amargura da escravidão)”.

Por que é tão importante entender quais são as diferenças entre a Mitzvá diária de recordar a saída do Egito e a Mitzvá de contar sobre a Saída do Egito na noite do Seder? Pois para cumprir uma Mitzvá da maneira correta, é necessário ter as Kavanót (intenções) corretas. Portanto, é importante lembrar os três pontos principais da Mitzvá de contar a Saída do Egito na noite do Seder para que possamos cumpri-la da maneira correta. O Rambam (Maimônides), em seu livro de Halachót “Mishne Torá” (Halachót Chametz Umatzá capítulo 7), além de explicitar que estas três diferenças devem ser aplicadas na noite do Seder para que se cumpra a Mitzvá da maneira correta, também acrescenta a importância de cada pai ensinar ao seu filho no Seder de uma forma que ele entenda e consiga internalizar os ensinamentos. Se o filho for pequeno ou tolo, deve ser ensinado de certa maneira, mas se ele for grande ou sábio, deve ser ensinado de outra maneira, cada um de acordo com sua capacidade de entendimento, pois o ponto principal da noite é deixar uma marca nos nossos corações e nos corações dos nossos filhos que dure o ano todo.

Quando nossos sábios fixaram na Hagadá de Pessach a Mishná que traz o ensinamento do Rav Elazar ben Azaria, eles queriam ressaltar que, apesar de termos no ano inteiro a Mitzvá diária de recordar a saída do Egito, na noite do Seder não é suficiente apenas mencionar para si mesmo, devemos acrescentar outros detalhes para o cumprimento da Mitzvá. E a própria Hagadá dá a dica na continuação, como está escrito: “Bendito seja D’us... em relação aos 4 filhos disse a Torá”, para acrescentar que devemos cumprir a Mitzvá de contar a saída do Egito aos filhos através de perguntas e respostas, e para cada filho de acordo com o seu entendimento. Logo depois a Hagadá escreve: “No princípio éramos idólatras”, para acrescentar que devemos cumprir a Mitzvá incluindo também os eventos anteriores que levaram à salvação do povo judeu, começando pela desonra e terminando com o louvor. E um pouco depois vem a citação do Raban Gamiel, “Pessach, Matzá e Maror”, para acrescentar que devemos cumprir a Mitzvá mencionando a motivação das Mitzvót realizadas nesta noite.  

A noite do Seder é o momento reunir nossas família e contar aos nossos filhos a história do nosso povo, desde a assimilação e escravidão até a nossa liberdade, colocando nos corações de cada geração o agradecimento a D’us e a Emuná (fé) de que tudo está sob o controle Dele. Se cumprirmos esta Mitzvá com alegria e de forma minuciosa, cuidando de todos os detalhes da Halachá, certamente levaremos estas certezas gravadas em nosso coração durante o ano todo, e apenas a menção diária já será suficiente para manter as bases que construímos nesta noite tão fundamental para a continuidade do povo judeu.

SHABAT SHALOM e PESSACH KASHER VE SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ METZORÁ 5774

BS”D

VOLTANDO PARA CASA - PARASHÁ METZORÁ 5774 (04 de abril de 2014)

“Um rabino estava construindo uma Yeshivá (Centro de Estudos Judaicos) nos Estados Unidos. Ele contratou um arquiteto e explicou tudo o que seria necessário para a Yeshivá: dormitórios, salas de estudo, refeitório, etc. Quando chegaram à discussão sobre os acabamentos, o arquiteto perguntou:

- Rabino, para o acabamento existem duas opções. Podemos usar uma madeira comum, que tem um custo mais baixo, porém dura no máximo 90 anos até começar a se deteriorar, ou podemos utilizar uma madeira mais resistente, que é um pouco mais cara mas pode durar mais de 150 anos sem apodrecer. O que você prefere?

O rabino, após refletir um pouco, abriu um sorriso e respondeu:

- Meu querido, use a madeira comum. Não é por causa do preço, mas é porque não precisa durar tanto. Nós não pretendemos ficar fora de Israel por tanto tempo...”

Apesar de vivermos no exílio, rezamos três vezes por dia para que chegue rapidamente o momento em que voltaremos para nossa casa. Pois somente na Terra de Israel conseguiremos crescer e florescer espiritualmente com todo o nosso potencial.

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Na Parashá da semana passada, Tazria, a Torá nos ensinou sobre a Tzaráat, a doença espiritual que atacava as pessoas que haviam cometido certas transgressões, entre elas o Lashon Hará (denegrir ou caluniar o próximo), e descreveu sobre sua manifestação física através de manchas na pele e nas roupas do transgressor. E a Parashá desta semana, Metzorá, começa descrevendo o processo de cura para aqueles que estavam contaminados com a Tzaráat. Na sequência a Parashá fala sobre mais uma forma de manifestação física da Tzaráat, através de manchas que surgiam nas paredes da casa do transgressor.

Porém, a ordem segundo a qual a Torá trouxe os ensinamentos sobre a Tzaráat desperta uma dúvida. Por que primeiro a Torá ensinou sobre a contaminação na pele e nas roupas, interrompeu com a explicação da cura, e somente depois falou sobre a Tzaráat nas paredes? Por acaso existe na Tzaráat das paredes algo diferente da Tzaráat da pele e das roupas?

A resposta está em um interessante ensinamento do Talmud (Negaim 12:4), que afirma que a contaminação da Tzaráat nas paredes ocorria apenas nas casas localizadas na Terra de Israel, diferente da Tzaráat que atingia a pele e as roupas, que contaminava as pessoas independentemente de onde estivessem. Mas qual o motivo desta diferença? Se a Tzaráat era uma punição pela transgressão do Lashon Hará, qual a diferença se a casa estava em Israel ou na Diáspora?

Para entender, antes de tudo precisamos saber que não foi por acaso que D’us decretou a Tzaráat como punição pela transgressão de Lashon Hará. Ele também não foi arbitrário ao fazer com que a Tzaráat atingisse apenas a pele, as roupas e as paredes das casas. D’us poderia ter feito com que a Tzaráat também atingisse os utensílios de prata, os livros e os animais, mas Ele não fez. Portanto, deve haver alguma relação forte entre o Lashon Hará e a Tzaráat que atinge especificamente o corpo, as roupas e as paredes de casa.

D’us nos pune “Midá Kenegued Midá” (medida por medida), isto é, da maneira que transgredimos, assim também é a forma como somos castigados. Da mesma maneira que o Lashon Hará invadiu a intimidade da vítima e a expôs a uma humilhação pública, assim também a Tzaráat na pele invade a intimidade do transgressor e o força a uma humilhação pública. As roupas nos vestem e nos dão dignidade. Da mesma forma que o Lashon Hará invadiu a dignidade da vítima, assim também o transgressor perde suas roupas e a sua dignidade através da Tzaráat nas roupas. E finalmente, por causa do Lashon Hará a vítima perde até mesmo o conforto e a privacidade em sua própria casa, pois ela não se sente mais tão segura e relaxada nem mesmo dentro do seu próprio lar, passando a viver suspeitando o tempo inteiro de que podem estar falando mal dela. Em muitos casos a vítima precisa até mesmo sair da sua casa e mudar-se para outro lugar por causa da vergonha que o Lashon Hará causou a ela. Da mesma maneira, a Tzaráat nas paredes de casa obrigava o transgressor a abandonar o conforto e a privacidade de sua casa.

Porém, explica o Rav Yaacov Weinberg (EUA, 1923 - 1999) que somente o que é realmente nosso para sempre é atingido pela Tzaráat. Nós somos donos do nosso próprio corpo e somos donos das nossas próprias roupas. Porém, não somos donos de nenhuma construção feita fora da Terra de Israel, pois quando estamos na Diáspora, não estamos no nosso local verdadeiro e definitivo. A pessoa quando volta para casa pode levar seu corpo e suas roupas, mas não a sua casa. Por isso, por mais que possamos ser proprietários temporários de construções fora de Israel, não temos a posse verdadeira, pois quando voltarmos para casa, não poderemos levá-las conosco.

Isto explica a diferença da Tzaráat das paredes, que não atingia as casas que estavam fora de Israel. Se o Lashon Hará tirou a dignidade e a privacidade, que são coisas que realmente pertencem à vítima, então a punição vinha na mesma moeda, através da Tzaráat na pele e nas roupas. Mas quando alguém perde o conforto de sua casa fora de Israel, esta não é uma perda real, pois não era verdadeiramente sua casa definitiva, era apenas algo temporário. Como o transgressor não havia causado uma perda real, então ele também não era castigado com a obrigação de sair da sua casa.

Aprendemos desta Parashá um fundamento importante: temos uma conexão espiritual muito forte com a terra de Israel, a ponto de ser o único lugar onde um judeu verdadeiramente adquire uma terra. Este deveria ser o nosso sentimento em relação à nossa vida na terra de Israel. Porém, infelizmente, estamos muito longe desta realidade. A grande maioria dos judeus que vive na Diáspora não considera suas casas como sendo apenas temporárias, e poucos são os que abandonariam o conforto do exílio para voltar para Israel. Isto não é algo novo, podemos aprender com a nossa história. Em Pessach, comemoramos a saída do povo judeu do Egito. Mas não foi o povo inteiro que saiu, foi apenas 20% do povo, enquanto a grande maioria decidiu ficar. Apesar de serem escravos, apesar das dificuldades que passavam no Egito, o comodismo venceu.

Uma das primeiras perguntas que nos farão quando chegarmos ao nosso Julgamento Celestial será: “Você esperou todos os dias pela redenção?”. O que significa “esperar todos os dias”? Quando alguém faz uma entrevista de emprego e está esperando uma resposta, cada dia de espera parece uma eternidade, e cada vez que o telefone toca, o coração dispara. Assim devemos esperar, ansiosamente, pelo Mashiach e pela nossa volta para casa.

Um dos maiores sinais de desconexão espiritual de um judeu é quando ele deixa de sentir a amargura do exílio e perde a vontade de voltar para casa. Estamos há mais de dois mil anos no exílio, cumprindo a profecia de que o povo judeu seria espalhado pelos quatro cantos do mundo e viveria entre todas as nações. Mas mesmo assim nós não perdemos a esperança de voltar para a nossa terra depois da vinda do Mashiach. Rezamos todos os dias pela nossa redenção, com a certeza de que, o mais breve possível, definitivamente voltaremos para nosso verdadeiro lugar, para a nossa casa.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 28 de março de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TAZRIA 5774

BS”D

A LÍNGUA EXAGERA - PARASHÁ TAZRIA 5774 (28 de março de 2014)

“David ligou para o seu dentista, querendo agendar uma consulta. Com a voz tensa, ele disse:

- Doutor, é urgente. Por favor, tente me encaixar ainda hoje. Eu estou com uma cavidade enorme no meu dente. Estou muito preocupado, pois tenho medo de perder o dente. Pelo tamanho da cavidade, o dente já deve estar inteiro podre!

O dentista, preocupado, conseguiu reagendar suas consultas e atendê-lo no mesmo dia. Mas quando David sentou-se na cadeira do dentista e mostrou-lhe o dente que incomodava, o dentista pareceu um pouco confuso. Ele falou para David:

- Meu querido, acho que você se enganou, isso não parece muito ser uma cavidade. Não é nada grave, o dente está ótimo, muito saudável. Há apenas um pequeno desnível no dente, mas podemos cuidar disso com um pouco de resina.

- Sério? - perguntou David, sem acreditar – Mas não pode ser que não tem quase nada. Quando eu passei a língua no dente, parecia que havia uma cavidade enorme!

O dentista sorriu e falou:

- Isso sempre acontece, David. Não podemos decidir as coisas de acordo com o que a língua nos informa. Afinal, é natural que a língua dê sempre uma exagerada, não?”

Precisamos tomar muito cuidado com a forma que utilizamos nossa fala. Nossa língua, sem controle, pode causar muita destruição. Pois, na maioria das vezes, ela exagera muito...

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A Parashá desta semana, Tazria, descreve uma terrível doença espiritual chamada Tzaráat, que se manifestava através de manchas nas paredes da casa, nas roupas e na pele. Porém, apesar da manifestação física da doença, a identificação não era feita por um médico, e sim por um Cohen (sacerdote), como está escrito: “E o Cohen deve declará-lo contaminado; é Tzaráat” (Vayikrá 13:8).

Qual era a causa desta doença espiritual? O Talmud (Arachin 15b) explica que a palavra “Metzorá”, (termo que descreve a pessoa contaminada com Tzaráat) é uma contração das palavras “Motsi” e “Rá”, que significam “aquele que espalha a difamação”. O Talmud está ressaltando que a principal falha que levava ao castigo de Tzaráat era o Lashon Hará, isto é, revelar algo negativo sobre uma pessoa de forma a causar danos físicos, financeiros ou psicológicos.

Infelizmente, por total falta de conhecimento, muitos pensam que a transgressão de Lashon Hará somente ocorre quando alguém inventa mentiras para caluniar o próximo. Mas o rabino Israel Meir HaCohen (Polônia, 1838 - 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, dedicou a vida para difundir as leis de cuidado com a fala e nos ensina que a transgressão de Lashon Hará ocorre justamente quando alguém denigre o próximo com informações verdadeiras, isto é, quando revela algum erro realmente cometido ou algum defeito que verdadeiramente existe no outro. Caso a pessoa misture fatos mentirosos, a transgressão se torna ainda mais grave e é chamada de “Motsei Shem Rá”.

Mas destas informações surgem duas dúvidas. Em primeiro lugar, sabemos que todos os castigos aplicados por D’us são “Midá Kenegued Midá” (medida por medida), isto é, o castigo é aplicado exatamente da maneira através da qual a pessoa cometeu o erro. Por exemplo, uma pessoa que falou palavrões ou palavras obcenas pode ser punido queimando sua língua com o café quente. Desta maneira, a língua que transgrediu falando o que não deveria é “castigada” com a dor da queimadura. D’us utiliza esta característica de “Midá Kenegued Midá” justamente para nos levar à reflexão e nos ajudar a entender, observando o castigo recebido, qual foi o nosso erro. Isto é uma das maiores bondades de D’us, pois assim Ele nos dá a possibilidade de consertarmos nossos atos e chegarmos à perfeição. Porém, como vemos a característica de “Midá Kenegued Midá” no castigo de Tzaráat? Qual a relação entre as manchas que aparecem no corpo e o erro de revelar atos errados ou más características de outras pessoas?

Além disso, em várias ocasiões diferentes a Torá preza muito pela verdade e abomina a mentira. Por isso é fácil entender que o “Motsei Shem Rá” é algo abominável, pois é uma mentira, uma distorção da realidade. Mas por que a transgressão de Lashon Hará também é considerada algo tão grave pela Torá, se trata-se apenas de revelar algo que é verdade? Por que a Torá parece ir contra a revelação da verdade?

Explica o Rav Yohanan Zweig que atualmente a mídia se tornou um excelente modelo de que nem sempre dizer a verdade reflete a realidade de uma situação. Por exemplo, quando um canal de televisão quer acusar o exército de Israel de maltratar os palestinos, eles colocam no ar um clipe de 15 segundos no qual um soldado israelense, armado e bem preparado, golpeia um aparentemente desarmado e inofensivo cidadão palestino. O vídeo está realmente mostrando algo real, as imagens não foram criadas em estúdio. Porém, ao editar o vídeo e cortar certas partes, não mostrando o incidente inteiro e deixando de fora os primeiros minutos da filmagem, que mostravam aquele mesmo palestino “inocente” atirando as pedras que atingiram e cegaram uma criança israelense, eles infelizmente distorceram a realidade do evento ocorrido. Isto quer dizer que um clipe de 15 segundos na televisão pode mostrar um incidente que realmente aconteceu. Porém, se este clipe for a única conexão de uma pessoa com o incidente, ela pode sair com uma visão completamente distorcida da realidade. Este é um ótimo exemplo de que é possível dizer um monte de mentiras dizendo apenas verdade.

Esta é a mesma distorção que ocorre através do Lashon Hará. Apesar de a pessoa estar dizendo apenas a verdade em seus comentários sobre seu companheiro, denegrindo-o aos olhos dos outros, isto não representa a realidade. A pessoas que fala Lashon Hará normalmente se acostuma a focar apenas na parte negativa dos outros. Apesar dos erros de um individuo representarem apenas uma pequena parte da sua verdadeira essência, aquele que faz Lashon Hará cria nos outros a percepção que esta é a realidade inteira da pessoa. Da mesma forma que o clipe tendencioso de 15 segundos consegue distorcer completamente a realidade de uma situação aos olhos daqueles que não sabem realmente o que está acontecendo, assim também é o Lashon Hará, pois apesar de só falar a verdade, a pessoa está distorcendo completamente a realidade. Quando alguém escuta o Lashon Hará, ele imediatamente associa a pessoa à má característica ressaltada, e certamente ignora os outros traços positivos dela.

No Lashon Hakodesh (língua com a qual D’us criou o mundo) podemos perceber também este conceito. A palavra “Verdade” é “Emet” (letras Alef, Mem e Taf), enquanto a palavra “Mentira” é “Sheker” (letras Shin, Kuf e Reish). As três letras de “Sheker” são letras que estão juntas uma da outra no alfabeto, enquanto a palavra Emet é composta pela primeira letra do alfabeto, a letra do meio e a última letra. Isto quer dizer que mentira é você olhar algo de uma maneira limitada e achar que entendeu tudo, enquanto verdade é entender apenas após enxergar o quadro completo.

Com este conceito é possível entender por que o Tzaráat é uma punição “Midá Kenegued Midá” do Lashon Hará. Mesmo que a pessoa encontrasse apenas uma pequena mancha em seu corpo, isto já era suficiente para contaminar seu corpo todo. A transgressão daquele que fez Lashon Hará se reflete, portanto, na sua punição. Da mesma forma que ele distorceu a verdade e criou uma falsa realidade ao amplificar um pequeno defeito, a ponto disto representar a pessoa inteira, da mesma maneira também o Tzaráat, que poderia ser apenas uma pequena mancha, acaba contaminando e representando a pessoa inteira.

D’us nos deu um grande presente, que é o dom da fala. Com ela podemos nos comunicar, expressar nossos pensamentos e sentimentos, ensinar e ajudar ao próximo. Mas, infelizmente, a fala muitas vezes acaba sendo utilizada de uma maneira negativa. Sem o devido cuidado, com a fala podemos rotular as pessoas, destruir potenciais e causar muito sofrimento. Pois, como afirmou o dentista, a língua exagera muito.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm 

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sexta-feira, 21 de março de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMINI 5774

BS”D

A IMPORTÂNCIA DE HONRAR - PARASHÁ SHEMINI 5774 (21 de março de 2014)

“Os ataques terroristas que atingiram as Twin Towers, um dos mais famosos cartões postais de Nova York, no dia 11 de setembro de 2001, deixou o mundo em choque. Há centenas de histórias que, apesar de não terem se tornado públicas, contam um pouquinho mais do que foi esta terrível tragédia.

Uma destas histórias ocorreu com um homem que tinha um escritório nas Twin Towers. Depois de a primeira torre ter sido atingida, o homem, que trabalhava na segunda torre, recebeu um telefonema. Era sua mãe, desesperada, pedindo para que ele saísse imediatamente do prédio. O homem tentou acalmar a mãe, informando que uma equipe havia checado a segurança da segunda torre e tinha chegado à conclusão de que não havia nenhum perigo permanecer ali. Mas a mãe não se deu por vencida e, com um tom de voz ainda mais aflito, falou para o filho:

- Filho, não me importa o que diz a equipe de segurança. Eu ficarei mais tranquila se você sair daí agora. Por favor, me escute!

- Mãe, eu entendo sua preocupação, mas tenho muito trabalho para fazer. Está tudo bem, não se apavore, não vai acontecer nada de mal - respondeu o filho.

Tragicamente, poucos minutos depois deste telefonema a segunda torre também foi atingida por um avião. Aquele homem, que havia sido alertado por sua mãe, acabou morrendo na explosão” (História Real).

Infelizmente vemos o quanto a falta de sensibilidade em relação à importância de honrar os outros traz consequências negativas, algumas vezes trágicas, principalmente quando deixamos de honrar e escutar nossos próprios pais.

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Nesta semana lemos a Parashá Shemini, que descreve a cerimônia de inauguração do Mishkan e o início do trabalho de Aharon e seus quatro filhos como os Cohanim (sacerdotes) responsáveis por todos os serviços do Mishkan. Mas no auge da alegria da inauguração aconteceu uma enorme tragédia: os dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, morreram, como está escrito: “[Nadav e Avihu] trouxeram diante de D’us um fogo estranho, que Ele não havia ordenado a eles. E veio um fogo diante de D’us e os consumiu, e eles morreram diante de D’us” (Vayikra 10:1,2). A causa da morte de Nadav e Avihu, como explicita a Torá, foi por eles terem oferecido um incenso “estranho”, isto é, que não havia sido comandado por D’us.

Porém, há um Midrash (parte da Torá Oral) que traz outros motivos para a morte de Nadav e Avihu. De acordo com uma opinião, eles morreram por terem tomado uma decisão sem consultar seu professor, Moshé Rabeinu. De acordo com uma segunda opinião, eles morreram porque entraram no Mishkan para servir a D’us embriagados, após terem bebido vinho. E de acordo com uma terceira opinião, eles morreram porque haviam decidido não se casar e, consequentemente, não ter filhos.

Deste Midrash ficam duas dúvidas. Em primeiro lugar, por que o Midrash traz motivos tão diferentes daquele explicitamente escrito na Torá, de que a morte de Nadav e Avihu foi consequência deles terem oferecido um incenso que D’us não havia comandado? E por o Midrash apresenta opiniões aparentemente tão desconectadas entre si?

Responde o Rav Moshe Schreiber (Alemanha, 1762 - Áustria, 1839), mais conhecido como Chatam Sofer, que as causas apontadas pelo Midrash não estão desconectadas entre si, pois são todas consequências de um único erro: o fato de Nadav e Avihu terem decidido não se casar e não ter filhos. Mas isto foi um erro tão grave? E como este erro se relaciona com os outros erros, mencionados na Torá e no Midrash?

Existem na Torá muitas Mitzvót relacionadas com a necessidade de honrar as pessoas, como a Mitzvá de honrar os pais e a Mitzvá de honrar nossos professores. Há também Mitzvót relacionadas com a necessidade de honrar D’us, como as leis de comportamento dentro do Mishkan e, atualmente, as leis de conduta dentro da sinagoga. Mas como desenvolvemos esta sensibilidade em relação à importância de respeitar as pessoas e D’us? Explica o Chatam Sofer que uma das formas é através da convivência com os nossos próprios filhos. Por exemplo, quando um pai é desrespeitado pelo seu filho, ele sente o quanto a falta de respeito é incômoda. Isto ajuda a pessoa a refletir e a internalizar a importância de respeitar os pais, professores e, acima de tudo, D’us.

Por isso, quando Nadav e Avihu decidiram não se casar e não ter filhos, isto os impediu de desenvolver a apreciação correta da necessidade de honrar os outros. A consequência foi que eles tropeçaram em diversas áreas relacionadas ao respeito. Ignorar a opinião de Moshé e decidir algo sem consultá-lo indica uma falha em dar a honra necessária ao seu professor. Também entrar no Mishkan embriagados demonstra uma falha em dar a devida honra para a Presença Divina que residia ali. E finalmente, ao oferecer um incenso que D’us não havia pedido, apesar das boas intenções, demonstrou uma falta de suficiente temor e respeito por D’us. Portanto, a decisão equivocada de não casar e não ter filhos resultou em diferentes erros, cujo ponto em comum de todos eles foi a falha em honrar tanto o próximo quanto D’us.

Explica o Rav Yonatan Guefen que este ensinamento da Parashá nos desperta para a importância do cuidado necessário no nosso relacionamento com as pessoas. Para pessoas que vivem sem os conceitos da Torá, os relacionamentos interpessoais são vistos com a ótica de “o que eu posso ganhar com este relacionamento?”, e isto se aplica tanto nas amizades quanto no casamento e na criação dos filhos. Portanto, o que as pessoas buscam nos relacionamentos é algo egoísta, e talvez isto explique por que os casamentos e as relações entre pais e filhos têm se degradado tanto nas últimas gerações. Se a meta da pessoa em um relacionamento é primariamente algo egoísta, então seus desejos e esperanças vão inevitavelmente se chocar com os do seu companheiro ou filhos, que também estarão movidos apenas por desejos egoístas. Mais do que isso, muitas pessoas sentem que casar ou ter filhos vai impedi-las de aproveitar os prazeres da vida e, por isso, acabam fugindo destes compromissos, em sua busca de prazeres e conforto. Isto pode ser percebido nas festas de “despedida de solteiro”, como se para os noivos fosse uma última oportunidade de aproveitar os verdadeiros prazeres da vida, o que não será mais possível depois do casamento.

O Chatam Sofer ressalta que um dos principais propósitos de ter filhos é para nos possibilitar crescer em áreas nas quais não seria possível de outra maneira. O mesmo se aplica ao casamento e outros tipos de relacionamento. A visão da Torá é que a pessoa deve entrar em um relacionamento de maneira desinteressada, isto é, focando em como podemos ajudar aos outros e, ao mesmo tempo, como podemos crescer espiritualmente com este relacionamento e nos tornarmos pessoas melhores. Este crescimento pode ocorrer com as partes “agradáveis” dos relacionamentos, mas muitas vezes ocorre através da superação das dificuldades que surgem.

Em última instância, nossos relacionamentos com as pessoas nos ajudam a crescer espiritualmente em todas as áreas da vida e a nos conectar com D’us. Aquele que aprende a honrar o próximo vai se desenvolver e aprender a honrar D’us da maneira correta. Portanto, é importante nos esforçarmos para construir relacionamentos desinteressados e verdadeiros com as pessoas, mesmo que para isso seja necessário diminuir um pouco nosso nível de conforto. Somente assim, com a somatória dos bons momentos e das dificuldades, chegaremos a ser verdadeiramente pessoas completas.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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sexta-feira, 14 de março de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TZAV E PURIM 5774

BS”D

MILAGRES QUE SALVAM VIDAS - PARASHÁ TZAV E PURIM 5774 (14 de março de 2014)


“O mundo inteiro ainda aguarda ansiosamente notícias do Boeing 777 da Malaysia Air, que partiu na madrugada de sexta para sábado (08/03) de Kuala Lumpur (Malásia), com destino à Pequim, e simplesmente desapareceu sem deixar rastros. Após quase uma semana sem notícias, são poucas as esperanças de um desfecho feliz. As hipóteses vão de defeito mecânico a ataque terrorista. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que o voo MH370, que decolou com 239 passageiros, poderia ter decolado com mais um, se não fosse a Providência Divina. Um milagre que começou há poucos meses atrás.

Em janeiro deste ano, Andy, um judeu australiano não observante, decidiu visitar diversos países asiáticos. Ele entrou em contato com seu agente de viagens, um judeu ortodoxo de Israel, e enviou para ele o itinerário. Entre as solicitações de Andy estava um voo saindo da Malásia no dia 08/03, que era Shabat. Ao responder a solicitação de Andy, o agente de viagens informou o preço total dos voos e, sem maiores esclarecimentos, fez uma pequena alteração nas datas, mudando a saída da Malásia do dia 08/03 para o dia 07/03.

Quando Andy recebeu o e-mail do seu agente de viagens, gostou muito dos preços, mas se irritou com a mudança proposta. Ele escreveu novamente ao agente, reiterando que precisava permanecer mais um dia na Malásia, e exigiu a emissão do bilhete nas datas originalmente propostas. Mas o agente de viagens não voltou atrás. Preocupado com seu companheiro judeu que desrespeitaria o Shabat, ele informou a Andy que nunca colocava judeus durante voos no Shabat e, portanto, não poderia emitir aquela passagem na data desejada. O agente então sugeriu que Andy fizesse sozinho a emissão do bilhete daquele voo, enquanto ele cuidaria de emitir os bilhetes das outras viagens do itinerário. Andy concordou e decidiu cuidar pessoalmente da emissão do trecho entre a Malásia e a China. Ainda com uma ponta de esperanças, o agente insistiu mais uma vez para que Andy repensasse sua decisão.

Algumas horas depois, o agente de viagens recebeu um e-mail de Andy, no qual ele dizia que havia reconsiderado a data da viagem. Andy reconhecia no seu e-mail que deveria ser um judeu um pouco mais observante e, por isto, estava disposto a viajar um dia antes para não transgredir o Shabat. Ele inclusive pediu para que o agente de viagens lhe indicasse algum local na China onde ele pudesse passar o Shabat com comida Kasher. E assim, com a Mão de D’us orquestrando um milagre oculto, Andy partiu da Malásia na madrugada de quinta para sexta (07/03), ao invés de embarcar no meio do Shabat, no dia 08/03. Esta mudança salvou a vida de Andy” (História real).

Ensinam os nossos sábios: “Mais do que a pessoa guarda o Shabat, o Shabat guarda a pessoa”. Andy sentiu na pele o quanto este ensinamento é verdadeiro. Em meio a uma enorme tragédia, pelo menos uma história terminou com final feliz. E, não por coincidência, esta história ocorreu uma semana antes da festa de Purim, a data na qual relembramos que não existe acaso.

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Nesta semana lemos a Parashá Tzav, que continua nos ensinando sobre os Korbanót (sacrifícios) que eram oferecidos no Mishkan, entre ele o “Korban Todá”, que literalmente significa “Sacrifício de agradecimento”. Ele era oferecido por pessoas que haviam passado por algum grande perigo de vida. O Talmud (Brachót 54b) enumera quais perigos obrigavam a pessoa que saiu ilesa a trazer um Korban Todá: aquele que atravessou o oceano, aquele que atravessou o deserto, aquele que passou por uma grave doença e aquele que esteve na prisão. O propósito deste Korban era despertar na pessoa o agradecimento a D’us e o entendimento de que a salvação vem apenas através Dele, e não através de meios naturais, pois todas as criaturas são apenas ferramentas em Suas mãos, utilizadas para cumprir a Sua vontade.

Isto conecta a Parashá com a festa que se inicia logo após o fim do Shabat: Purim. Não é uma festa na qual comemoramos e agradecemos pela salvação de uma única pessoa, como ocorria quando alguém oferecia um Korban Todá, mas nesta festa nos alegramos e recordamos a salvação de um povo inteiro. Purim é a festa na qual revivemos a incrível salvação do povo judeu nos dias de Mordechai e Ester, quando conseguimos cancelar o decreto de Haman, a “Solução Final” proposta por ele contra os judeus, a tentativa de extermínio do povo inteiro em um único dia. Milagrosamente uma situação que parecia perdida se reverteu, e o que se encaminhava para uma gigantesca tragédia terminou como um dia de festa para todas as gerações.

Neste ano a festa de Purim tem uma pequena diferença em relação aos outros anos. Como este ano é bissexto, é acrescentado nele mais um mês. Na prática, ao invés de apenas um mês de Adar, temos dois meses, isto é, Adar I e Adar II. Portanto, há duas opções de quando comemorar a festa de Purim, em Adar I ou em Adar II. Qual o critério utilizado para decidir em qual mês devemos comemorar Purim? Explica o Talmud (Meguilá 6b) que devemos comemorar Purim em Adar II, para que a salvação de Purim esteja o mais próximo possível da salvação de Pessach, que comemoramos no mês de Nissan, o próximo mês depois de Adar. Mas o que significa este motivo que, segundo o Talmud, se sobrepõe às outras razões pelas quais Adar I seria mais propício para comemorar Purim? Qual a relação entre Pessach e Purim, festas aparentemente tão diferentes?

Explicam nossos sábios que realmente Purim e Pessach têm algumas diferenças marcantes. Por exemplo, enquanto em Pessach ocorreram milagres abertos, como as 10 pragas e a abertura do mar, em Purim os milagres foram todos ocultos, e somente prestando muita atenção nos detalhes e refletindo sobre a forma como tudo ocorreu é que conseguimos perceber a atuação de D’us nos bastidores. Porém, apesar das diferenças, estas duas festas também têm pontos em comum muito interessantes.

Entre as semelhanças, há algo que nos ensina uma importante lição. Se observarmos com atenção, perceberemos que tanto a salvação do Egito quanto a salvação de Purim começaram com passos que iam em direção contrária à salvação. No momento da libertação do Egito, D’us ordenou que cada judeu pedisse aos seus vizinhos roupas e objetos de ouro e prata. E foi justamente por causa destes utensílios de valor que os egípcios decidiram perseguir os judeus quando eles já estavam há alguns dias caminhando pelo deserto. Em uma primeira análise, nos parece que esta ordem de D’us para que os judeus pedissem aos egípcios objetos de valor foi uma atitude equivocada, pois levou os egípcios a novamente ameaçarem o povo judeu. Por que D’us fez as coisas acontecerem desta maneira, induzindo os egípcios a perseguirem o povo judeu mais uma vez? Em primeiro lugar, para que os egípcios entrassem no Mar Vermelho e fossem afogados, recebendo um castigo “medida por medida” por terem atirado os bebês judeus no Rio Nilo. E em segundo lugar, para internalizar no coração do povo judeu a certeza de que cumprir a vontade de D’us, mesmo quando na nossa visão limitada parece ser algo ilógico, sempre vale a pena, pois no final de contas os judeus foram salvos e ainda ficaram com aquela grande fortuna dos egípcios.

A história de Purim também começou com passos que iam em direção contrária à salvação. Mordechai convocou os judeus a desafiarem o rei Achashverosh, proibindo a participação de todo o povo no banquete oferecido pelo rei. Além disso, Mordechai também se recusava a se curvar diante de Haman, indo assim contra as leis da Pérsia. Aparentemente foram estas atitudes que colocaram o povo judeu diante de uma ameaça de extermínio, pois deixaram Haman furioso e fizeram com que ele estendesse seu ódio a todo o povo judeu. Porém, a verdade é que os atos de Mordechai foram os verdadeiros responsáveis pela salvação, pois apesar de irem contra a lógica humana, os atos de Mordechai estavam de acordo com a vontade de D’us. Como na salvação do Egito, os atos de Mordechai também tiveram dois propósitos. Em primeiro lugar, fez com que os inimigos do povo judeu fossem castigados “medida por medida”. Por exemplo, o ódio fez com que Haman construísse uma forca para pendurar Mordechai, mas ele mesmo acabou sendo enforcado nela. Em segundo lugar, para novamente internalizar no coração do povo judeu que mesmo uma conduta que pareça ilógica aos nossos olhos, mas que está de acordo com a vontade de D’us, certamente sempre trará bons resultados. Não apenas os judeus da Pérsia foram salvos, mas saíram poderosos e respeitados por todos, e puderam inclusive pegar todos os bens daqueles que queriam destruí-los, como ocorreu na saída do Egito.

Desta semelhança entre as duas salvações fica um importante ensinamento: não há nada melhor do que cumprir a vontade de D’us. Quando fazemos o que é correto, mesmo que em um primeiro momento não conseguimos entender a lógica, a longo prazo percebemos os benefícios. Como no caso do voo MH370, vemos que não somos nós que cuidamos das Mitzvót, são elas que, no final das contas, cuidam de nós.

SHABAT SHALOM e PURIM SAMEACH

Rav Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).