quarta-feira, 24 de abril de 2019

O FUTURO DO POVO JUDEU - SHABAT SHALOM M@IL - PESSACH II 5779

BS"D
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O FUTURO DO POVO JUDEU - PESSACH II 5779 (26 de abril de 2019)


"O Rav Avraham Waitzman (nome fictício) vivia em Jerusalém. Quando tinha por volta de oitenta anos, teve um sonho que o deixou intrigado. Ao encontrar sua neta, no dia seguinte, ele contou a ela o sonho enigmático:
 
- Sonhei que eu tinha falecido e estava sendo julgado no Tribunal Celestial. Me colocaram em um dos lados de uma enorme balança, e ela estava pendendo para baixo. De repente, colocaram um grupo de pessoas no outro lado da balança e ela pendeu para cima. Eu não conhecia aquelas pessoas, e então perguntei ao Tribunal Celestial quem eram. Responderam que eram pessoas que vieram para me ajudar. Então eu acordei.
 
A neta se incomodou com aquele sonho, mas não disse nada. Poucos meses depois, o Rav Avraham ficou seriamente doente e acabou falecendo. Seus filhos vieram do mundo inteiro para juntos sentarem "Shivá" (sete dias de luto) em Jerusalém. Muitos conhecidos vieram consolar os enlutados. Porém, no quinto dia, um desconhecido entrou no apartamento. Ele se apresentou como sendo o Sr. Hersch Goldsmitch (nome fictício), um judeu da Alemanha, e contou a seguinte história:
 
- Quando o Rav Avraham era jovem, ele tinha um dom especial com as crianças. Após a Segunda Guerra Mundial, ele casou-se e sustentava sua família dando aulas. Havia cidades nos arredores que não possuíam Cheidarim (escolas religiosas para crianças), e os líderes comunitários contratavam o Rav Avraham para vir três vezes por semana para ensinar as crianças a ler, estudar Chumash, Tanach, e Talmud. Ele dedicava horas aos seus alunos e tratava cada um de forma diferenciada, de acordo com suas características. Ele misturava em seus ensinamentos conceitos de amor e temor a D'us e despertava nos alunos a vontade de cumprir Mitzvót.
 
- Certo dia - continuou o Sr. Hersch - após estudar com um aluno que estava prestes a se tornar Bar-Mitzvá, o pai do garoto veio reclamar com o Rav Avraham, argumentando que ele estava exagerando na educação do seu filho, fazendo-o ficar cada vez mais religioso, e ele era contra isso. O Rav Avraham respondeu que estava apenas ensinando o que o garoto pedia para aprender. O pai, porém, muito alterado, gritou que era ele quem decidia, pois era ele quem pagava pelos estudos. O Rav Avraham olhou diretamente nos olhos daquele pai e disse: "Você quer ter netos não judeus?". O pai não gostou, mas entendeu o que Rav Avraham quis dizer. Seu filho havia crescido sem educação judaica, não tinha amigos judeus e nem bons exemplos de judaísmo dentro de casa. O pai então permitiu que o Rav Avraham continuasse ensinando Torá ao seu filho da forma como ele achasse adequado.

- Eu sou aquele menino - concluir o Sr. Hersch - Hoje eu cumpro as Mitzvót graças ao pai de vocês. Meus filhos seguem os meus caminhos, e eu e minha esposa temos muito orgulho deles.
 
A neta do Rav Avraham escutou a história e imediatamente lembrou-se do sonho. Ela então entendeu que aquele senhor, com sua esposa e filhos, e talvez dezenas de outros como eles, eram os desconhecidos que estavam nivelando a balança a favor do seu avô" (História Real)
 
Devemos dar a devida importância à educação das crianças. Elas são o futuro do povo judeu.

Estamos vivendo os últimos dias da Festa de Pessach. Se prestarmos atenção, perceberemos que existem muitos paralelos entre Pessach e Sucót. As duas Festas têm 7 dias de duração, começando no dia 15 do seu respectivo mês (Pessach em Nissan, Sucót em Tishrei), com um dia inicial de Yom Tov seguido por dias de Chol Hamoed. Porém, há uma diferença interessante entre elas. Em Sucót, apenas o primeiro dia é Yom Tov, enquanto em Pessach, também o sétimo dia é Yom Tov (5ª feira de noite, 25 de abril). Por que esta diferença?

O sétimo dia de Pessach é Yom Tov pois foi quando ocorreu um dos maiores milagre da história do povo judeu. Mesmo após as 10 pragas, que haviam arrasado o Egito, D'us endureceu o coração dos egípcios uma última vez, fazendo com que eles se esquecessem da dor que haviam sentido e se arrependessem de terem libertado seus escravos judeus. Os egípcios então se armaram e partiram, em suas carruagens de guerra, em perseguição aos judeus, com a intenção de levá-los de volta como escravos. Após sete dias da Saída do Egito, os judeus olharam para trás e perceberam a ameaçadora aproximação dos egípcios. Porém, não havia para onde correr, pois diante deles estava o Mar Vermelho, intransponível, com suas ondas assustadoras. Os judeus ficaram apavorados e gritaram para D'us. Mas tudo se tratava de um plano de D'us. Ele abriu o Mar Vermelho, como se fossem duas paredes sólidas, permitindo que o povo judeu atravessasse em terra firme, e depois fechou as águas sobre os egípcios, matando todos eles. A Abertura do Mar incluiu milagres como árvores frutíferas no caminho, água potável e o piso seco e nivelado, entre outros.

De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), a Abertura do Mar foi uma das maiores revelações de D'us. Até mesmo as pessoas espiritualmente mais baixas conseguiram ter visões proféticas maiores do que Yechezkel ben Buzi, um dos maiores profetas da história do povo judeu. A prova trazida por Rashi está em um dos versículos do "Shirat HaYam" (Cântico do Mar), que os judeus entoaram por sentirem um profundo agradecimento a D'us após a milagrosa salvação. Um dos versículos deste Cântico é "Zé E-li Veanvehu" (Este é o meu D'us e eu O embelezarei) (Shemot 15:2). Segundo Rashi, toda vez que a Torá utiliza a expressão "Zé" (este), é porque algo está sendo apontado. Neste caso, o que estava sendo apontado?

A resposta está no Talmud (Sotá 11b). Durante a época do decreto de morte aos bebês judeus, quando as mulheres judias chegavam na hora do parto, davam à luz seus filhos embaixo de macieiras, mas tinham que abandoná-los ali para que não fossem mortos. D'us então enviou um anjo para lavar e cuidar dos bebês, como se fosse uma parteira. Quando os egípcios descobriram, vieram matar os bebês, mas a terra milagrosamente os engoliu. Depois que os egípcios partiram, as crianças brotaram da terra como plantas. Estes bebês foram criados por D'us e, quando cresceram, voltaram para suas casas. Porém, nenhuma criança conseguia explicar aos pais quem havia cuidado delas durante aquele período. Quando D'us se revelou durante a Abertura do Mar, as crianças O reconheceram. Eles chamaram seus pais e, apontando para a imagem Divina, disseram "Foi Ele que nos salvou". Este ensinamento do Talmud ressalta a importância que D'us dá às crianças. Mas por que? Além disso, qual a conexão com a Festa de Pessach? E por que os egípcios odiavam tanto os bebês judeus?

Cada Festa no calendário judaico tem seu próprio tema. Pessach é a Festa da salvação da escravidão egípcia. Portanto, o tema deste período é a liberdade, como nossos sábios chamaram esta época de "Zman Cheruteinu" (o tempo da nossa liberdade). Festas, no judaísmo, são muito mais do que eventos comemorativos de algo que ocorreu no passado. A expressão "o tempo da nossa liberdade" está no presente, não no passado. Nós experimentamos a liberdade no passado, mas nós a experimentamos novamente agora, quando celebramos Pessach. A liberdade está no ar durante esta época do ano. Vemos isto até na natureza, pois Pessach coincide com o início primavera. A vida recomeça quando saímos da escuridão do inverno.

A Hagadá diz que os judeus foram ao Egito poucos em número, em um total de 70 indivíduos, liderados por Yaacov Avinu, e lá eles se tornaram uma nação. Isto implica que os judeus já eram diferentes mesmo quando ainda estavam no Egito. Mesmo sendo poucos, de alguma forma eles se destacaram entre os milhões de egípcios. Desde o início da nossa existência, tivemos a misteriosa habilidade de sermos notados em qualquer sociedade na qual nos encontramos. A própria existência do povo judeu parece ser definida pela capacidade de sermos diferentes, únicos e excepcionais, onde quer que estejamos, não importa o quão pequenos possamos ser.

A escravidão no Egito não era apenas física. Ela também continha elementos de escravidão mental, psicológica e espiritual. Viver no Egito era estar preso a um modo de trabalho que, além de ser muito pesado ao corpo, era inútil, sem nenhum benefício pessoal. Era um trabalho entediante e sufocante, que não criou nenhum senso de autoconhecimento nos judeus. Os egípcios tentaram destruir nossa energia e vitalidade através de um trabalho pesado, em especial pelo tédio. A escravidão no Egito foi a tentativa de esmagar o espírito judaico, que prospera em crescimento e renovação.
 
Quem mais representa a liberdade e a criatividade são justamente as crianças. Não é por acaso que sociedades obscuras e imorais, como o Egito de 3.500 anos atrás, a Alemanha de 60 anos atrás ou o extremismo muçulmano de hoje, sejam tão insensíveis com as crianças. Os egípcios queriam matar os bebês do sexo masculino e até os usavam como tijolos de construção. Da mesma forma, os alemães mataram 1,5 milhão de crianças judias. Os extremistas muçulmanos transformam seus próprios filhos em homens-bomba. As crianças representam a liberdade, a vitalidade e a criatividade sem limites. O Egito se transformou na Alemanha nazista, fria, escura e sem vida. Os nazistas não tinham nenhum cuidado com a liberdade nem com a criatividade. Os radicais muçulmanos, que também não se importam com a liberdade e, portanto, com a própria vida, não sentem nenhum peso na consciência ao destruir as maiores expressões do amor pela vida e pela liberdade que as crianças representam.

Portanto, é apropriado que em Pessach possamos iluminar esta escuridão, colocando as crianças como o ponto central desta Festa. Combatemos assim as sociedades malignas, que esmagam a força vital da criatividade. Em Pessach devemos estimular nossos filhos a questionarem, a serem curiosos e a explorarem as oportunidades da vida. Devemos deixar que as vozes de crianças se levantem, pois elas são o nosso futuro. São elas que nos levarão à liberdade e à vida que todos buscamos.


SHABAT SHALOM  E PESSACH KASHER VESAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

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São Paulo: 17h23  Rio de Janeiro: 17h11  Belo Horizonte: 17h16  Jerusalém: 18h40
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Chana Mirel bat Feigue, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
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