quinta-feira, 9 de julho de 2020

RECEBENDO O QUE ESTÁ GUARDADO PARA NÓS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT PINCHÁS 5780

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- A Recompensa de Pinchás.
- Ordens para Atacar Midian.
- O Novo Censo: Reuven, Shimon, Gad, Yehudá, Issachar, Zevulun, Menashé, Efraim, Biniamin, Dan, Asher, Naftoli – Total.
- Dividindo a Terra de Israel.
- Contagem dos Leviim.
- As Filhas de Tselafchad (Machlá, Noá, Chaglá, Milká, Tirtzá).
- Leis de Herança (incluindo as filhas).
- D'us mostra para Moshé a Terra de Israel e manda ele se preparar para a morte.
- Moshé pede um sucessor (com intenção de que fossem seus filhos).
- Yehoshua é escolhido para substituir Moshé.
- O Sacrificio Diário (Korbam Tamid).
- A Oferenda Adicional de Shabat (Mussaf).
- A Oferenda de Rosh Chodesh, Pessach, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Shemini Atseret.

RECEBENDO O QUE ESTÁ GUARDADO PARA NÓS - PARASHAT PINCHÁS 5780 (10 de julho de 2020)

 
"Avraham entrou em uma sinagoga onde nunca havia estado antes. Logo ele percebeu que havia um dos frequentadores que era cego. O que mais chamou a atenção de Avraham foi a atitude do cego no começo da Tefilá. Ele abriu o Sidur e começou a rezar, como se estivesse lendo dentro do Sidur. Porém, depois de alguns instantes, ele fechou o Sidur e continuou a rezar de cor. Aquela foi uma atitude realmente difícil de entender.
 
No final da Tefilá, Avraham não aguentou de curiosidade e foi conversar com aquele senhor cego. Após se apresentar, Avraham tomou coragem e perguntou o motivo pelo qual ele abria o Sidur no começo da Tefilá, mas logo depois o fechava. E, se ele era cego, por que olhava para o Sidur como se estivesse lendo?
 
- Eu faço isso todas as manhãs - respondeu o senhor cego - Afinal de contas, só porque ontem eu era cego, isto não quer dizer que hoje eu continuarei cego. Eu sei que D'us pode me trazer a cura a qualquer momento e, por isso, eu abro o Sidur todas as vezes que faço a Brachá "Pokeach Ivrim" (Abençoado aquele que abre os olhos dos cegos), com uma Emuná completa que, quem sabe, hoje D'us vai me trazer a cura e eu vou passar a enxergar.
 
Passaram-se dois meses e Avraham encontrou novamente o senhor cego naquela mesma sinagoga. Porém, desta vez, Avraham abraçou aquele homem e, chorando muito, disse a ele:

- Eu queria te agradecer muito, por você ter salvado a vida da minha filha.
 
O senhor cego não entendeu o que aquele homem que ele mal conhecia estava dizendo. Como ele, cego, havia salvado a vida de alguém? Avraham então continuou:
 
- A minha filha estava muito doente, a ponto de já termos perdido as esperanças de que ela sobreviveria. Porém, desde aquele dia em que vim pela primeira vez nesta sinagoga e escutei você dizer que abre todos os dias o Sidur pois "só porque ontem eu estava cego não quer dizer que hoje eu continuarei cego", isto me deu muita força e reacendeu a minha Emuná. A partir daquele dia minha postura mudou. Além das minhas Tefilót terem melhorado muito, todos os dias de manhã eu corria pra ver a minha filha na cama, pois só porque ontem ela estava doente, não queria dizer que hoje ela continuaria doente, poderia ser que D'us já tivesse trazido a cura para ela. Hoje de manhã, nós a levamos ao médico e, Baruch Hashem, ela está completamente curada." (História Real)

Lembre-se que não é porque hoje você está passando por uma situação difícil que amanhã ela continuará. Pode ser que hoje você merecerá uma salvação de Hashem. Nos momentos de dificuldade, faça Tefilá e tenha Emuná.

No final da Parashá da semana passada, Balak, a Torá descreveu as várias tentativas fracassadas do profeta Bilaam de amaldiçoar o povo judeu. Porém, ele não desistiu de sua missão de destruir os judeus e aconselhou Balak, o rei de Moav que o havia contratado, a fazer um plano para que os judeus cometessem atos de imoralidade, uma transgressão que D'us abomina. De acordo com os cálculos de Bilaam, se o povo judeu transgredisse, isto seria capaz de despertar a fúria Divina com muito mais força do que as suas maldições conseguiriam. O ódio contra o povo judeu era tão grande que os habitantes de Moav, auxiliados pelo povo de Midian, utilizaram suas próprias filhas como "iscas" para atrair os judeus para a armadilha espiritual. Infelizmente o plano de Bilaam funcionou e 24 mil judeus morreram em uma epidemia, após tropeçarem em atos de imoralidade com as mulheres de Moav e de Midian.
 
Além disso, a Parashat Balak terminou com outro incidente que deu ainda mais força ao tropeço do povo judeu. Zimri, o príncipe da Tribo de Shimon, em um ato de total desrespeito a D'us e a Moshé Rabeinu, o líder do povo judeu, manteve relações com uma mulher do povo de Midian, a princesa Kosbi, diante de todo o povo judeu. As pessoas que estavam observando aquele ato de total descaramento ficaram tão chocadas que, sem saber como reagir, começaram a chorar. Porém, um homem não aguentou aquela desonra pública do Nome de D'us. Pinchás, um dos netos de Aharon, em um ato de "Kanaut" (zelo pela honra Divina), levantou-se e matou Zimri e Kosbi com uma lança. Mas quais foram as consequências deste ato de "violência" de Pinchás? Será que ele havia feito o que era correto? Se nem mesmo Moshé havia tomado uma atitude, será que Pinchás deveria ter feito algo assim tão "impulsivo"?
 
A Parashá desta semana, Pinchás, começa justamente com D'us pedindo a Moshé que elogiasse publicamente a atitude de Pinchás e declarasse que foi justamente seu ato de "Kanaut" que interrompeu a epidemia e evitou mais mortes dentro do povo judeu. Por que D'us exigiu que Moshé fizesse publicamente esta declaração de louvor a Pinchás? Pois os judeus, ao invés de aplaudirem e se sentirem agradecidos pelo ato de Pinchás, o acusaram de assassinato por ter matado um dos líderes, e começaram a ofendê-lo e a questionar sua atitude. Por isso D'us precisou intervir e declarar que Pinchás não era um assassino, ao contrário, ele era um herói que havia salvado o povo. Se ele não tivesse matado Zimri, a epidemia teria matados muito mais judeus. A ato de Pinchás não foi feito por raiva ou ódio, e sim por amor. Ele arriscou a vida por um amor incondicional por D'us e pelo seu povo.
 
Além dos elogios, a Parashat descreve que Pinchás foi presenteado por D'us. Como ele havia trazido de volta a paz entre D'us e o povo judeu, ele foi recompensado com o "Pacto da paz". Este pacto não era apenas com Pinchás, mas também com todos os seus futuros descendentes. Mas o que foi este "Pacto de paz"?
 
Também nos chama muito a atenção a reação de Moshé e dos anciãos, que ficaram apenas chorando e não tomaram nenhuma atitude. Esta passividade de Moshé contrasta com o que ele fez durante toda a sua vida. Por exemplo, no episódio do Bezerro de Ouro, Moshé enfrentou seiscentas mil pessoas, inclusive aqueles que haviam assassinado Hur, seu cunhado. Moshé não era uma pessoa fraca, ele havia lidado com desafios muito difíceis nos últimos quarenta anos. Ele enfrentou o Faraó e o povo judeu em diversas ocasiões, entre reclamações e tentativas de rebelião. Então por que desta vez Moshé ficou com as mãos enfraquecidas e não tomou nenhuma atitude? Por que a atitude precisou partir de outra pessoa, Pinchás?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que Moshé não tomou nenhuma atitude pois D'us havia ocultado dele a lei que deveria ser aplicada a Zimri. Ele "esqueceu" que aquele que comete publicamente um ato de imoralidade deveria ser morto no local e, por isso, não sabia qual atitude tomar. Por que D'us fez com que Moshé esquecesse algo tão importante? Apenas para que Pinchás pudesse tomar uma atitude e receber o que estava destinado a ele.
 
Pinchás era o neto de Aharon HaCohen. Quando D'us escolheu Aharon e seus quatro filhos como os Cohanim do povo judeu, definiu também que todos os seus futuros descendentes também seriam Cohanim. Porém, os descendentes que já haviam nascido naquele momento, que era o caso de Pinchás, não teriam direito de serem Cohanim, pois não haviam nascido Cohanim e nem haviam sido indicados por D'us. Portanto, este foi o "Pacto de paz" que D'us deu a Pinchás e a seus descendentes. Por seu ato de "Kanaut" e heroísmo, ele ganhou o direito de se tornar um Cohen, um representante da paz.
 
O Rav Simcha Zissel Ziv Broida zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelm, enfatiza que este ensinamento da Parashat é uma importante lição para cada um de nós. Quando D'us deseja dar algo para uma pessoa, que pode ser um trabalho, um cargo ou uma oportunidade, Ele fará acontecer. De acordo com a ordem natural dos eventos, Pinchás nunca teria se tornado um Cohen. Porém, Hashem tinha um plano para assegurar que Pinchás se tornaria um Cohen. Isto aconteceu através de um milagre, quando Moshé esqueceu uma lei que qualquer estudante sabia.
 
O Rav Yssocher Frand ressalta o quanto precisamos refletir sobre a forma como nos preocupamos excessivamente em planejamentos para alcançarmos um determinado objetivo. Para chegar em seus objetivos, muitos acabam até mesmo manipulando os outros e trapaceando. Isto é um grande erro, uma demonstração de que não confiamos em D'us. Devemos ter Emuná, lembrar que D'us providencia o sustento apropriado para cada um de nós, e tudo o que nós precisamos vem Dele. Quando Ele quer que algo aconteça, isto certamente acontecerá. Se for necessário, D'us fará milagres, pois no final das contas sempre a Sua vontade prevalece. Não precisamos fazer esforços demasiados, muito menos nos comportarmos de maneira desonesta, pois o que está guardado para nós certamente chegará, conforme ensinam os nossos sábios: "Muitos são os intermediários de D'us para cumprir a Sua vontade".
 
A principal força que sustenta o ser humano e o ajuda a vencer as dificuldades cotidianas é a Emuná, a confiança de que D'us está sempre acompanhando as nossas vidas. Se nos esforçamos e algo não aconteceu, é porque não estava decretado nos mundos espirituais. O que realmente precisamos e merecemos, vamos receber. Quando algo que esperávamos muito não aconteceu, pode ser que D'us sabe que não era o ideal para nós. Ou pode ser que D'us está apenas esperando pelas nossas Tefilót e pelas nossas atitudes. A pandemia atual nos ensinou que, em um instante, D'us pode mudar tudo. O que parecia impossível torna-se possível de repente. O que parecia impensável torna-se, do dia para a noite, a nossa nova realidade. Se tivermos Emuná, se nossos esforços forem sempre de acordo com a vontade de D'us, então certamente Ele nos ajudará a atingirmos os nossos objetivos.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

A ETERNIDADE DE UM POVO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT CHUKAT E BALAK 5780

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PARASHIÓT CHUKAT E BALAK 5780:

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ASSUNTOS DA PARASHAT
                CHUKAT

- A Vaca Vermelha
- A morte de Miriam e reclamação por falta de água.
- Água da Rocha - Erro e castigo de Moshé e Aharon.
- Encontro com Edom.
- A morte de Aharon.
- Confrontação com Canaan (Amalek).
- A reclamação, as Serpentes e o Mastro de cobre.
- Jornadas Posteriores.
- Cântico do Poço.
- Confrontações com Sichon e Og.
                   BALAK

- Balak, rei de Moav, contrata Bilaam.
- Bilaam pede permissão a D'us.
- Mula de Bilaam e o anjo no caminho.
- 3 tentativas de amaldiçoar o povo judeu convertidas em 3 Brachót.
- A transgressão do povo judeu com as mulheres de Midian.
- A transgressão pública de Zimri (Shimon) e Kosbi (Midian)
- O zelo de Pinchás (Levi).
A ETERNIDADE DE UM POVO - PARASHIÓT CHUKAT E BALAK 5780 (29 de junho de 2020)

"Certa vez, pai e filho foram a um parque, participar de um "Festival de pipas". O filho ficou eufórico ao ver o céu cheio de pipas coloridas. Ele pediu ao pai que lhe comprasse uma pipa, para que ele também pudesse empinar. Então o pai foi a uma das barraquinhas e comprou uma pipa e o fio para o filho empiná-la.

O menino começou a empinar sua pipa. Como estava ventando bastante, logo sua pipa estava voando alto no céu. Depois de um tempo, o filho disse:

- Pai, parece que o fio está segurando a pipa e a está impedindo de voar mais alto. Se cortarmos o fio, ela estará livre e voará ainda mais alto. Podemos cortá-lo?

O pai, ao escutar o pedido do filho, concordou e permitiu que ele cortasse o fio. No início, a pipa realmente começou a subir ainda mais alto. Isso deixou o menino muito feliz com sua ideia. Porém, logo a pipa começou a cair. Sem controle, sem nada que a equilibrasse e novamente desse um impulso para subir, ela desabou e caiu em um prédio desconhecido, perdendo-se para sempre. O menino ficou surpreso e triste. Ele havia soltado a pipa do fio para que ela pudesse voar ainda mais alto, mas ela caiu. Ele então perguntou ao pai:

- Pai, não entendo. Pensei que, ao cortar o fio, a pipa poderia voar livre e chegar mais alto. Por que ela caiu?

O pai carinhosamente explicou:

- Filho, eu sabia que isto aconteceria, mas concordei que você cortasse o fio para te ensinar uma preciosa lição. O fio não impedia que a pipa subisse mais alto, e sim a ajudava a ter controle, a descer suavemente quando o vento diminuía e a voltar a subir quando o vento aumentava. Quando cortamos a linha, cortamos também o suporte que fornecemos à pipa. Foi por isso que ela caiu e se perdeu para sempre.

- Esta é a lição - concluiu o pai - Na vida, muitas vezes pensamos que algumas coisas estão nos prendendo e nos impedindo de ir além. Nos anos de juventude, quando estamos cheios de energia, não queremos estar presos às regras. Queremos voar mais alto, passar por novas experiências. Porém, não percebemos que é nossa identidade que nos mantém vivos. É o que nos apoia e nos incentiva a alcançarmos alturas cada vez maiores na vida."

Fazer parte do povo judeu, através da Torá e das Mitzvót, não é algo que nos limita, mas sim que nos apoia e nos dá a força para subirmos. Não se solte nunca da linha que nos conecta aos ensinamentos milenares da Torá.
Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Chukat (literalmente "Lei") e Balak. A Parashat Chukat traz diversos assuntos importantes, tais como o falecimento de Miriam e Aharon, além do terrível incidente da reclamação do povo por água, que culminou com o erro de Moshé de golpear a pedra e o decreto de D'us que ele não entraria na Terra de Israel. Já a Parashat Balak descreve os planos de Balak, rei do povo de Moav, de contratar o profeta Bilaam para amaldiçoar os judeus e assim conseguir derrotá-los.

A Parashat Chukat começa com um assunto extremamente enigmático: as cinzas da Pará Adumá. Uma vaca completamente vermelha, que nunca tinha feito nenhum tipo de trabalho, era sacrificada e queimada. Suas cinzas, misturadas com alguns outros elementos, tinham o poder de purificar pessoas que haviam entrado em contato com a impureza de morte. O que chama a atenção dos nossos sábios é que a pessoa que fazia a preparação das cinzas da Pará Adumá tornava-se impura durante o processo. Qual é a lógica das mesmas cinzas que purificavam as pessoas impuras também impurificarem as pessoas que estavam puras? É por isto que esta Mitzvá é considerada um "Chok", uma Mitzvá cujo entendimento nosso intelecto não consegue alcançar.

Porém, existem muitos outros detalhes desta Mitzvá que a tornam ainda mais enigmática. Em primeiro lugar, a Pará Adumá é chamada de "Chatat", a expiação de uma transgressão. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a Pará Adumá é considerada um "Korban Chatat" (oferenda de expiação) que veio trazer expiação pela transgressão do Bezerro de Ouro. Mas qual é a conexão entre a Pará Adumá e o Bezerro de Ouro?

Além disso, os Korbanót foram ensinados no Sefer Vayikrá, que é dedicado justamente aos assuntos de pureza e impureza. Por que o assunto da Pará Adumá não foi trazido junto com os outros Korbanót? Por que D'us escolheu o Sefer Bamidbar, que conta sobre os acontecimentos do povo judeu no deserto, para trazer esta Mitzvá?

Outro ponto enigmático são as diversas associações entre a Pará Adumá e o estudo da Torá. Por exemplo, logo após apresentar as leis sobre a Pará Adumá, a Torá começa a ensinar as leis sobre a impureza de morte, conforme está escrito "Esta é a lei: uma pessoa quando morrer na tenda, qualquer um que entrar na tenda e qualquer coisa que estiver na tenda estará impuro por sete dias" (Bamidbar 19:14). O Talmud (Brachót 63b) explica que estas palavras relacionam-se ao estudo da Torá, pois a palavra "tenda" refere-se ao Centro de estudos de Torá, enquanto a expressão "morrer na tenda" refere-se a um esforço muito grande no estudo. O versículo está nos ensinando que a única maneira do nosso estudo da Torá se manter para sempre é através de muito esforço. Outro exemplo é um impressionante Midrash que nos ensina que quando Moshé subiu no Monte Sinai para receber a Torá, ele encontrou D'us revisando as leis da Pará Adumá. Estes exemplos nos ensinam que a Mitzvá da Pará Adumá está diretamente relacionada ao nosso estudo de Torá. Porém, qual é a conexão entre as duas coisas?

Um último questionamento nos faz voltar ao momento da criação do primeiro ser humano, Adam Harishon. De acordo com os nossos sábios, Adam foi criado em um estado de imortalidade. Entretanto, após a sua transgressão de comer o fruto que D'us havia proibido, Adam trouxe a morte ao mundo e a existência do ser humano neste mundo passou a ser temporária. Pelo fato de a Torá ser um veículo através do qual podemos nos conectar a D'us, e D'us é eterno, quando os judeus receberam a Torá no Monte Sinai, eles se elevaram e voltaram ao nível de Adam Harishon antes da sua transgressão. Como consequência da conexão do povo judeu com a Torá, a morte foi removida do mundo. Porém, infelizmente, quando eles fizeram a transgressão do Bezerro de Ouro, os judeus rejeitaram este relacionamento com D'us, perdendo o nível espiritual elevado que haviam adquirido. A transgressão foi tão grave que D'us fez um decreto de destruição, não apenas de alguns indivíduos transgressores, mas do povo judeu como um todo. Moshé imediatamente intercedeu em favor do povo e conseguiu salvá-lo da desgraça iminente. A Mitzvá da Pará Adumá veio como um conserto do episódio do Bezerro de Ouro. Entretanto, mesmo depois da Pará Adumá, a morte ainda continuou no mundo. Portanto, se não salvou os judeus da morte, por que Rashi explica que a Pará Adumá trouxe expiação pela transgressão do Bezerro de Ouro?

Explica o Rav Yohanan Zweig que realmente a Pará Adumá não restituiu aos judeus, em um nível particular, seu caráter imortal. Porém, embora a morte ainda se aplicava aos indivíduos, o povo judeu como entidade garantiu sua existência eterna. Este conceito pode ser ilustrado através de uma interessante Halachá: um indivíduo que precisa oferecer um "Korban Chatat" por alguma transgressão que cometeu e já separa o animal para este propósito, se ele falece antes de conseguir oferecer seu Korban, este animal não pode mais ser utilizado para este propósito. Porém, o Talmud (Oraiot 6a) esclarece que no caso de a comunidade estar obrigada a oferecer um "Korban Chatat" por um erro coletivo, mesmo que alguns membros da comunidade faleçam, o animal que foi separado ainda pode ser oferecido, demonstrando que, em um nível comunitário, não há morte para o povo judeu. Além disso, a maneira como a Pará Adumá restituiu a eternidade do povo judeu foi nos conectando novamente à "Árvore da Vida", isto é, à Torá. É por isso que as passagens da Torá referentes à Pará Adumá estão associadas à importância do estudo da Torá.

Desta maneira também entendemos porque o local da Torá em que D'us escolheu nos ensinar sobre a Pará Adumá é diferente do lugar onde a Torá ensina os outros Korbanót. O Sefer Vayikrá foca principalmente nas obrigações do indivíduo, enquanto o Sefer Bamidbar foca nas obrigações comunitárias do povo. Por exemplo, o Sefer Bamidbar faz a contagem do povo, fala sobre o desenvolvimento de um exército e descreve a maneira como o povo acampava no deserto, entre outros exemplos da existência comunitária do povo judeu. Portanto, os Korbanót foram ensinados no livro que fala das obrigações individuais, mas a Pará Adumá, que trouxe de volta a eternidade ao povo de maneira comunitária, ficou guardada para o Sefer Bamidbar. Outra exceção é o "Korban Tamid", uma oferenda comunitária ensinada na Parashat da semana que vem, Pinchás, que também ficou guardada para ser ensinado no Sefer Bamidbar, justamente por estar associada ao caráter comunitário do povo, não ao indivíduo.

Da mesma forma que o corpo está constantemente trocando suas células, mas a existência da pessoa continua, assim também acontece com cada geração do povo judeu. Sempre uma nova geração substitui a geração anterior, mas a identidade e a essência do povo se mantêm constantes. Por isso, apesar de não termos mais individualmente a existência eterna neste mundo, podemos ao menos manter a eternidade do nosso povo. Todo momento em que estamos conectados com a nossa identidade coletiva, que se reflete através do estudo da Torá, do cumprimento das Mitzvót e dos atos de Chessed (bondade), estamos nos conectando com a eternidade, conforme ensina Shlomo HaMelech: "Esta é a árvore da vida, para todos aqueles que estão conectados a ela" (Mishlei 3:18). Seguir regras e manter nossa identidade judaica não nos limita, na realidade é o que nos faz voar de verdade.
 
SHABAT SHALOM
 
R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

FLORES E FRUTAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KORACH 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT
- A Rebelião de Korach.
- Moshé intercede por Israel.
- A Punição de Korach, Datan e Aviram.
- Os Incensários e a morte dos 250 seguidores.
- Temor e Queixa.
- Epidemia mortal.
- Aharon salva o povo com incenso.
- O Teste dos cajados.
- O cajado de Aharon.
- Temor do Santuário.
- Deveres dos Cohanim e Leviim.
- Presentes dos Cohanim
- Pidion Haben.
- Presentes dos Leviim.
FLORES E FRUTAS - PARASHAT KORACH 5780 (26 de junho de 2020)
                  
"Em um fim de semana dedicado à busca de espiritualidade, voltado a jovens afastados do judaísmo, houve uma sessão final chamada "Pergunte ao Rabino". Era o momento de os jovens abrirem seu coração e questionarem tudo o que tinham vontade de saber e nunca tiveram oportunidade. Uma moça, chamada Berenice, que infelizmente havia sido criada em uma casa sem valores judaicos, foi a primeira a falar:

- Rabino, eu amei este final de semana, certamente mudou completamente a minha vida. Cada aula que eu escutei encheu meu coração de alegria. Eu estou me sentindo iluminada. Porém, preciso confessar algo. Nesta manhã eu fiquei frustrada, mais do que jamais me senti em toda a minha vida...

O rabino ficou assustado com aquelas palavras. O discurso, tão bonito, de repente havia se tornado um desabafo sobre frustrações e tristezas! Visivelmente emocionada, com os olhos cheios de lágrimas, Berenice continuou:

- Hoje eu acordei muito cedo, enquanto todos ainda estavam dormindo, e resolvi sair do quarto para dar uma volta e refletir sobre tudo o que eu havia aprendido neste maravilhoso final de semana. Foi quando eu passei por uma sala e percebi que lá dentro haviam pessoas rezando. Muito curiosa, entrei e vi vocês, com seus livros de reza na mão, concentrados, silenciosamente falando com D'us. Queria me juntar a vocês, mas eu não sabia como. Minha família não é religiosa e nunca fomos à sinagoga, então eu não sei nada sobre as rezas. Queria muito ficar, pegar um livro de rezas e também falar com D'us, mas não sabia o que fazer. Nunca me senti tão triste e vazia na minha vida como naquele momento. Imediatamente saí da sala, enquanto as lágrimas corriam pelo meu rosto.

- Berenice - disse carinhosamente o rabino - deixe-me entender sua tristeza. Você ficou frustrada porque nos viu rezando, mas não sabia como rezar? Porém, saiba que assim são as coisas apenas na sua perspectiva. Vamos ver as coisas na perspectiva de D'us. Quando Ele nos viu entrando na sala para rezar, Ele deve ter pensado: "Olha só quem está vindo. Novamente aquelas pessoas com seus pedidos egoístas: "D'us, me dê isso" ou "D'us, me dê aquilo". Tudo o que eles pensam é apenas em suas próprias necessidades!". Então D'us viu você do lado de fora da sala, com o coração partido, querendo desesperadamente rezar, mas sem saber como. D'us então deve ter pensado: "Olhe para Minha filha Berenice, angustiada por querer se conectar Comigo e não saber como!".

- Agora, Berenice - concluiu o rabino - Diga-me, qual Tefilá é mais sincera: as minhas Tefilót egoístas, pedindo pelas coisas que eu desejo, ou a sua silenciosa Tefilá, pedindo desesperadamente para se aproximar um pouco mais de D'us? Ele não vê apenas os nossos atos, mas também o nosso coração, a nossa vontade, o nosso esforço. Sinceramente, tenho inveja da sua Tefilá, tão pura e sincera. Que um dia eu possa rezar assim, não apenas usando o livro de rezas, mas, principalmente, usando o coração."

No mundo material, a única coisa que importa são os resultados. Porém, no mundo espiritual, nosso esforço e nossas intenções têm tanta importância quanto os frutos dos nossos atos.
Nesta semana lemos a Parashat Korach, que nos ensina a enorme força da inveja e da busca pela honra, capazes de derrubar mesmo aqueles que são espiritualmente elevados. Korach, o primo de Moshé, um integrante da tribo de Levi, apesar de seu nível elevado, iniciou uma rebelião no deserto contra Moshé e Aharon. Uma das acusações de Korach foi que Aharon e seus filhos não tinham direito legítimo ao sacerdócio. Porém, ele não tentou argumentar de forma lógica, preferiu ir pelo caminho do sarcasmo e do deboche, tentando convencer o povo de que Moshé e Aharon haviam escolhido sozinhos seus cargos de liderança, e não através de uma indicação Divina. Portanto, além dos seus argumentos estarem completamente equivocados, a forma como Korach lidou com o assunto também foi totalmente errada. Ao invés de tentar conversar de forma civilizada, questionando Moshé de uma maneira educada e pacífica, ele preferiu partir para as agressões públicas, de forma a manchar a reputação impecável de Moshé. Infelizmente ele conseguiu, causando um descontentamento generalizado do povo.

O resultado da atitude de Korach foi trágico. Ele e sua família foram punidos por D'us de maneira milagrosa, sendo engolidos por uma boca da terra, algo que nunca havia acontecido antes, enquanto seus seguidores morreram através de um fogo Celestial. Era mais uma terrível mancha na história do povo judeu.

A força do sarcasmo de Korach foi tão grande que mesmo estas mortes milagrosas, além de uma epidemia que atingiu milhares do povo judeu, não foram suficientes para acalmar os ânimos, e o povo continuou se queixando da escolha de Aharon como Cohen Gadol. Para acabar com qualquer dúvida e nunca mais haver nenhum questionamento em relação ao Cohanim, D'us quis deixar uma marca no coração das pessoas por todas as gerações, propondo uma prova milagrosa que tiraria qualquer dúvida da escolha Divina de Aharon, conforme está escrito: "Fale aos Filhos de Israel e pegue deles um cajado da casa de cada pai, de todos os seus líderes, de acordo com a casa de seus pais, doze cajados. O nome de cada homem você deve inscrever de acordo com a sua tribo" (Bamidbar 17:17).

A prova que D'us estava propondo era que cada tribo apresentasse, através de seu líder, um cajado devidamente identificado, e um sinal milagroso apontaria o escolhido por D'us para os Serviços Divinos. Os cajados foram deixados durante a noite diante do Aron HaKodesh, dentro do Mishkan (Templo Móvel).

Na manhã seguinte, o cajado de Aharon havia florescido. Era a prova Divina, diante dos olhos de todo o povo, de que ele havia sido escolhido diretamente por D'us. A Torá descreve que, além das flores, o cajado também havia produzido amêndoas. Mas por que foram necessárias as amêndoas no milagre de D'us? Não era suficiente terem nascido flores em um pedaço "morto" de madeira, desconectado do solo, da noite para o dia?

Além disso, este ensinamento desperta uma pergunta ainda maior. De acordo com os conhecimentos da botânica, em qualquer árvore frutífera, primeiro nascem as flores. Caso esta flor seja "fecundada", seu ovário se transforma no fruto, enquanto as pétalas murcham e caem. Portanto, quando o fruto se desenvolve e cresce, a flor já não existe mais. Porém, no cajado de Aharon, o milagre foi ainda maior, pois a flor permaneceu intacta, mesmo com as amêndoas já presentes. De fato, o Talmud (Yoma 52b) menciona que o cajado ficou guardado para sempre, junto com suas flores e amêndoas, diante do Aron HaKodesh.

Isto foi claramente uma extensão do milagre que D'us precisava fazer para convencer o povo da escolha Divina de Aharon. Sabemos que não existe nenhum milagre que ocorre sem que haja alguma necessidade e, principalmente, alguma mensagem. Qual era o significado daquele milagre das flores continuarem intactas, mesmo depois do nascimento dos frutos?

O Rav Moshé Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986) sugere uma linda resposta, que ensina uma lição importante para nossas vidas. Quando alguém planta uma árvore frutífera, normalmente seu objetivo é obter frutas. Porém, sempre antes das frutas surgem flores na árvore. Apesar da beleza das flores, que é outra enorme bondade de D'us, elas não são simplesmente enfeites na árvore. As flores são, na realidade, a preparação necessária para que o fruto possa surgir no futuro. O nascimento dos frutos é parte de um processo de várias etapas. Em primeiro lugar, a planta floresce e passa por um período de transformação, e somente depois o fruto emerge. A mensagem transmitida pelo milagre de D'us é que os preparativos, as intenções e os esforços que ocorrem antes de obtermos os resultados são tão importantes quanto o próprio resultado dos nossos atos.

Foi por isso que D'us fez com que as flores permanecessem no cajado. Ele estava nos transmitindo uma mensagem sobre produtividade. Obviamente que o resultado final é importante, mas é igualmente importante o que fazemos para chegar lá. Esta mensagem é especialmente importante nos nossos dias. Vivemos em uma sociedade onde as pessoas estão interessadas apenas no fruto, isto é, no que a pessoa efetivamente produziu. Não importa quanto esforço a pessoa investiu, quanta intenção foi injetada em seu ato, a única coisa que importa é o resultado final. Porém, o judaísmo nos ensina que exatamente o oposto é verdadeiro. O resultado depende apenas de D'us e, portanto, os frutos saem de acordo com a Sua vontade. Portanto, o que Ele quer de nós é o esforço, a intenção, a dedicação e o aprendizado com a jornada espiritual que estamos empreendendo. Mesmo quando trata-se de estudar Torá, a preparação e a vontade são tão importantes quanto o que é aprendido no final.

Por que a reafirmação de Aharon como o Cohen Gadol foi o momento escolhido por D'us para transmitir esta mensagem? Possivelmente por Aharon ter conquistado seu incrível nível espiritual com muito esforço e dedicação. Suas incríveis qualidades foram fruto de uma intensa preparação espiritual. Isto foi ressaltado pela beleza das flores, que deram um toque especial aos frutos que surgiram milagrosamente em seu cajado. Talvez D'us quis ressaltar que a principal beleza de Aharon não estava no cargo que ele havia conquistado, mas em todo o esforço e dedicação que ele havia feito para chegar lá.

Devemos nos esforçar para cumprir todas as Mitzvót que D'us nos ordenou. Porém, tão importante quanto a quantidade de Mitzvót que cumprimos é a qualidade delas. Devemos tentar cumprir as Mitzvót com pureza, dedicação e, principalmente, alegria. É a melhor forma de nos conectarmos a D'us de maneira realmente sincera.
 
SHABAT SHALOM
 
R' Efraim Birbojm

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