quinta-feira, 19 de maio de 2022

ADIVINHA QUEM ESTÁ NO COMANDO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BEHAR 5782

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ BEHAR



         São Paulo: 17h10                  Rio de Janeiro: 16h59 

Belo Horizonte: 17h05                  Jerusalém: 18h57
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
MENSAGEM DA PARASHÁ BEHAR
ASSUNTOS DA PARASHÁ BEHAR
  • Shmitá (O Ano Sabático).
  • Yovel (Jubileu) e o toque do Shofar em Yom Kipur.
  • Proibição de causar sofrimento (Onaát Mamon e Onaat Devarim).
  • Venda e Resgate da terra em Israel.
  • Casas em cidades muradas.
  • Casas nas Cidades dos Leviim.
  • Ajuda aos necessitados.
  • Leis dos escravos.
  • Resgate dos escravos que estão nas mãos de Goim.
BS"D

ADIVINHA QUEM ESTÁ NO COMANDO? - PARASHÁ BEHAR 5782 (20/Mai/22)


Em um voo de New York para Miami, um rabino queria levar um Sefer Torá que seria usado nas Grandes Festas. Como é de se imaginar, viajar carregando um Sefer Torá é, por um lado, uma grande honra, mas também uma imensa responsabilidade. Na véspera do voo, o rabino tentou ligar para a companhia aérea, pois queria ter certeza de que eles permitiriam transportar o Sefer Torá dentro do avião, sem precisar despachá-lo como se fosse uma bagagem, pois junto com as outras malas a devida honra do Sefer Torá não estaria sob seu controle. Depois de esperar por quase uma hora na linha, não conseguiu falar com nenhum responsável. Ele decidiu que iria descobrir isso no próprio aeroporto na manhã seguinte. Na pior das hipóteses, um amigo o acompanharia até o aeroporto e levaria a Torá de volta caso a companhia aérea não permitisse o embarque com o Sefer Torá.

Quando o rabino chegou ao aeroporto e fez o Check-in no celular, ele recebeu uma notificação, perguntando se gostaria de fazer um upgrade para a área "Comfort" do avião. Ele nunca havia recebido um upgrade antes e prontamente aceitou. E, de fato, logo seu assento foi alterado, de 26B para 11C, na área "Comfort".
 
- Será que é por causa do Sefer Torá? - pensou o rabino, um pouco assustado com a "coincidência".

Com o cartão de embarque na tela do celular, o rabino foi direto para a segurança, esperando que ninguém causasse nenhum problema com aquele enorme Sefer Torá. E assim aconteceu, ele passou sem absolutamente nenhum comentário dos seguranças, apenas uma rápida verificação no Raio-X. Logo o rabino estava se encaminhando ao portão de embarque. Naquele momento, só faltava mostrar o cartão de embarque, passar pelo funcionário que controlava o embarque e entrar no avião.
 
Como o rabino estava sentado na área "Comfort", ele pôde fazer o embarque prioritário. Quando estava segurando o celular para que o código de barras fosse escaneado, ele percebeu que repentinamente o código de barras havia desaparecido! Um pouco nervoso, ele perguntou para a aeromoça o que havia acontecido. Ela também não sabia, mas informou que seria necessário reemitir o cartão de embarque. Quando o cartão foi reemitido, para a surpresa do rabino, um novo assento havia sido selecionado: 1B, na Primeira Classe, o primeiro assento do avião! Era o segundo upgrade, no mesmo voo, para uma pessoa que nunca havia recebido nenhum upgrade antes na vida.
 
Naquele momento já não havia mais dúvidas, era óbvio: não era o rabino, era o Sefer Torá. O rabino então entendeu as duas mensagens Divinas. Em primeiro lugar, a Torá deve sempre viajar de Primeira Classe. Além disso, D'us controla cada pequeno detalhe das nossas vidas, até mesmo o lugar onde vamos viajar no avião.

Nesta semana lemos a Parashá Behar (literalmente "Na montanha"), que traz algumas Mitzvót importantes, como a Shemitá (Ano Sabático), o Yovel (Jubileu), a proibição de causar sofrimentos ao próximo nas questões monetárias, a venda de terras em Eretz Israel e o escravo judeu.
 
A Parashá começa com a enigmática Mitzvá de Shemitá, a obrigação do povo judeu de descansar suas terras a cada 7 anos. O descanso inclui a proibição de arar, semear, irrigar e outras atividades relacionadas com a agricultura, além da proibição de ter proveito financeiro de qualquer fruto do campo.
 
À primeira vista, a Mitzvá de Shemitá parece ser uma restrição severa demais. Os judeus estavam sendo informados por Moshé que eles não poderiam trabalhar seus campos por um ano inteiro. Era uma época em que o principal sustento do povo vinha justamente do trabalho na terra. Além disso, o produto crescido na terra naquele ano não pertenceria por direito a nenhum indivíduo, pois todas as terras e seus produtos deveriam ser considerados "Hefker" (livres, sem dono), não sendo propriedade oficial de ninguém além de D'us.

Mas qual é a motivação que está por trás desta enigmática Mitzvá? Além disso, por que está relacionada especificamente com o sétimo ano? E, finalmente, como os judeus se sustentariam durante o ano de Shemitá?

Explica o Rav Mordechai Katz que a chave para a resposta de todos estes questionamentos está no significado do número sete. Este número aparece na vida judaica com grande frequência. Por exemplo, o Faraó sonhou com sete vacas gordas e sete vacas magras. Yehoshua circundou as muralhas da cidade de Yerichó sete vezes antes de conquistá-la. Vários sacrifícios exigiam que o Cohen mergulhasse o dedo no sangue e aspergisse sete vezes. O noivo e a noiva comemoram seu casamento com sete bênçãos ("Sheva Berochót"), e o enlutado se abstém de atividades públicas por sete dias, quando permanece em casa, um período conhecido como "Shivá".

Porém, talvez o principal exemplo da importância do número sete no judaísmo é o Shabat, que ocorre no sétimo dia da semana. Isso é baseado no fato de D'us ter criado o mundo em seis dias e ter "descansado" no sétimo dia. Em reconhecimento que Ele é o Criador do mundo e tem controle sobre todas as áreas, nós descansamos no sétimo dia, isto é, deixamos de fazer atividades criativas. Isso nos relembra que nossas almas são de natureza espiritual e que nosso objetivo é retornar ao nosso estado original de descanso espiritual.
 
A Shemitá, o descanso do sétimo ano, tem uma natureza semelhante. Permitimos que a terra descanse e permaneça em repouso no sétimo ano como um reconhecimento de que todas as nossas posses materiais, como terras, casas, dinheiro e até mesmo nossa própria liberdade pessoal, todos estão, em última instância, sob o controle de D'us. Nunca devemos nos deixar iludir e pensar que realmente possuímos algo e que temos controle total sobre nossas vidas. Afinal, não levaremos nada conosco quando partirmos deste mundo. Tudo o que possuímos nos é dado como uma posse temporária, para utilizarmos ao máximo para o bem. Nos é confiado dinheiro, mas apenas como um empréstimo, e devemos utilizá-lo para cumprir Mitzvót, manter a Torá e ajudar os pobres. Nos é permitido adquirirmos terras, mas é apenas uma propriedade passageira, e devemos dividir nossas colheitas com os necessitados. Se nos esquecermos de que somos apenas guardiões temporários das nossas posses, no final acabaremos esquecendo a Onipotência de D'us. O ano de Shemitá, durante o qual renunciamos à nossa propriedade sobre a terra, é uma garantia de que nos lembremos constantemente disso.
 
Esta lição é repetida diversas vezes na nossa Parashá. Quando falamos sobre a venda de terras em Israel, na verdade trata-se de uma venda temporária, pois no ano do Yovel as terras voltam aos seus donos originais, como está escrito: "A terra não deve ser vendida de forma definitiva, pois a terra é Minha" (Vayikrá 25:23). Além disso, os escravos judeus comprados também deveriam ser libertados após 6 anos de trabalho ou quando chegava o ano do Yovel. Era novamente o ensinamento de que nenhuma posse do mundo material é definitiva, tudo é passageiro.

Mas o que a pessoa deve fazer durante este ano de Shemitá? Se ela não tem a posse do seu campo e dos produtos que crescem dele, como fará para viver? De onde virá o seu sustento? No ano de Shemitá o ser humano chega à conclusão de que seu sustento precisa vir da única fonte de onde todo o sustento realmente vem: de D'us. O crescimento das colheitas durante os seis anos também foram consequência da bondade de D'us. A Torá garante que, se a pessoa merecer, a produção do sexto ano será tão farta que será suficiente para alimentá-lo também no sétimo e no oitavo anos. A Emuná da pessoa, sua confiança plena em D'us, lhe dará a paz de espírito para saber que a ajuda chegará. Alguém que realmente acredita no controle de D'us sobre o mundo não terá dificuldade em acreditar na habilidade Dele de lhe fornecer sustento.

Explicam nossos sábios que o mundo inteiro é sustentado pela benevolência de D'us. Infelizmente, nem todos desenvolvem este senso de Emuná. Nossa falta de Emuná pode ser comparada a um homem rico que pediu a certo rabino que verificasse se sua vaca havia sido abatida da forma correta. O rabino verificou e aprovou o abate, e o homem rico confiou na autoridade do rabino para consumir a carne daquele animal. Algum tempo depois, o mesmo rabino visitou aquele homem para pedir-lhe uma Tzedaká para uma viúva com três crianças que precisavam de dinheiro para continuar vivendo. O homem, apesar de ter muito dinheiro, acabou não ajudando nada. Ele confidenciou a um amigo que não havia ajudado pois não tinha certeza se a história do rabino era realmente verdadeira. O amigo disse com tristeza: "Você confiou nas palavras dele quando ele disse que a carne era kasher, mas você tem dúvida quando ele pede ajuda aos pobres? Afinal, você confia nele ou não confia?".

Da mesma forma, nós também não podemos ser hipócritas. Não podemos dizer que acreditamos que D'us criou e controla todo o mundo e, ao mesmo tempo, duvidar que Ele nos ajudará a termos sustento se merecermos. Aquele que tem Emuná em D'us deve demonstrá-la em todos os momentos, em especial quando somos testados. Nenhum homem levanta um dedo aqui embaixo sem uma proclamação prévia vinda lá de cima, como nos ensina David HaMelech: "Os passos do homem são direcionados por D'us" (Tehilim 37:23). Se tivermos esta confiança, viveremos mais tranquilos, sem questionamentos e angústias, pois saberemos que o Dono de tudo está cuidado de nós a cada instante, e nos mandando sempre o melhor.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 12 de maio de 2022

O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ EMOR 5782

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ EMOR



         São Paulo: 17h13                  Rio de Janeiro: 17h01 

Belo Horizonte: 17h08                  Jerusalém: 18h52
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
MENSAGEM DA PARASHÁ EMOR
ASSUNTOS DA PARASHÁ EMOR
  • As Leis Sacerdotais.
  • Cohen Gadol.
  • Cohanim Defeituosos.
  • Pureza dos Cohanim.
  • Terumá.
  • Animais defeituosos.
  • Animais aceitáveis.
  • Korban Todá.
  • Kidush Hashem e Chilul Hashem.
  • Dias Especiais: Shabat, Pessach, Omer, Contagem, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Shemini Atseret.
  • A Menorá.
  • Lechem HaPanim.
  • O Blasfemador.
  • Penalidades por Blasfêmia.
BS"D

O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR - PARASHÁ EMOR 5782 (13/Mai/22)


"Carla era uma jovem mulher que, infelizmente, foi diagnosticada com uma doença terminal. A expectativa dos médicos era desanimadora: no máximo mais três meses de vida. Carla, porém, não se desesperou. Ela era uma pessoa que confiava muito em D'us, e sabia que tudo o que Ele faz está dentro de um plano muito maior do que nosso limitado intelecto pode alcançar. Desta forma, com muita serenidade, ela começou a colocar suas coisas "em ordem" para sua partida deste mundo.
 
Passado algum tempo, e realmente percebendo que sua saúde se debilitava mais a cada dia, Carla ligou para um amigo e pediu para que ele viesse à sua casa para discutirem determinados aspectos de seus últimos desejos. Conversaram sobre vários pontos, e ela inclusive lhe revelou todas as suas vontades relacionadas ao serviço funerário. Quando tudo já estava em ordem e o amigo preparava-se para sair, Carla lembrou-se de algo:
 
- Espere, tem mais uma coisa! - disse ela, parecendo entusiasmada - Isto é muito importante para mim. Eu quero ser enterrada com um garfo na minha mão direita.
 
O amigo ficou olhando para Carla, sem saber o que dizer. Ele ficou confuso com aquele pedido estranho.
 
- Isto é uma surpresa para você, não é? - perguntou Carla, se divertindo com a expressão confusa no rosto do amigo. Ela então explicou:

- Quando eu era criança, adorava visitar minha avó, principalmente quando ela oferecia jantares. Eu sempre fazia questão de me sentar ao lado dela. No final do jantar, quando os pratos começavam a ser retirados da mesa, minha avó inclinava-se na minha direção e cochichava no meu ouvido: "Mantenha o seu garfo". Era minha parte favorita, pois eu sabia que algo melhor estava por vir, como um delicioso bolo de chocolate ou uma maravilhosa torta de maçã. Era sempre algo muito bom!
 
- Assim - concluiu Carla - eu quero que as pessoas me vejam lá no caixão com um garfo na minha mão, e então perguntarão: "para que este garfo?". Então eu quero que você diga para todos: "Ela mantém seu garfo, pois o melhor ainda está por vir"."
 
Precisamos fortalecer a nossa Emuná, entender que há muito acima da nossa compreensão. Tudo o que D'us faz é para o nosso bem, é sempre com muita bondade e misericórdia. Se confiarmos Nele, viveremos mais leves, aceitando as dificuldades e desafios, pois saberemos que o melhor ainda está por vir.

Nesta semana lemos a Parashá Emor (literalmente "diga"), que continua falando sobre o assunto de "Kedushá" (santidade), mas agora aplicada às pessoas mais elevadas do povo: os Cohanim, responsáveis pelos serviços espirituais do povo judeu. Por serem mais elevados, suas responsabilidades em relação à Kedushá são ainda maiores. A Parashá também fala sobre a importância do "Kidush Hashem" (santificar o Nome de D'us), através de uma conduta sempre reta em todas as áreas da vida, e a gravidade do Chilul Hashem (profanar o Nome de D'us), que ocorre quando nos desviamos dos caminhos corretos e transmitimos às pessoas um conceito errado sobre espiritualidade.

Inclusive a Parashá termina com um triste incidente que foi um enorme Chilul Hashem, quando um homem acabou blasfemando contra D'us publicamente, algo tão inesperado e descarado que nem mesmo Moshé sabia exatamente o que fazer naquela situação. No final, D'us ensinou a Moshé que aquele ato deveria ser punido, de forma muito dura e exemplar, com a pena de morte.
 
Para entendermos exatamente o que aconteceu, precisamos olhar com detalhes os versículos que descrevem o incidente: "E saiu o filho de uma mulher judia, e ele era o filho de um homem egípcio, do meio do acampamento, e eles brigaram no acampamento, este filho da mulher judia e um homem judeu. E o filho da mulher judia pronunciou o Nome de D'us e amaldiçoou. Então eles o trouxeram a Moshé. O nome de sua mãe era Shelomit, filha de Dibri, da tribo de Dan" (Vayikrá 24:10, 11).

Obviamente estes versículos despertam muitos questionamentos. Quem era este homem, filho de um egípcio? Por que ele brigou? Por que amaldiçoou D'us no meio de sua briga com outra pessoa? Além disso, no início do versículo está escrito que este homem "saiu". De onde ele saiu? E, finalmente, por que foi necessário trazer o nome da mãe dele e revelar a qual Tribo ela pertencia?
 
Explicam nossos sábios que esta mulher, Shelomit, foi a única mulher judia que, durante os 210 anos de escravidão, se envolveu com um egípcio. Seu nome vem da palavra "Shalom", expressão utilizada quando cumprimentamos as pessoas. Isso demonstra que ela não era uma mulher recatada, ela se expunha muito, tendo um contato imodesto com os homens, o que a levou a se envolver com um homem egípcio. Este erro levou ao nascimento de um filho que nitidamente tinha problemas espirituais, a ponto de amaldiçoar D'us.
 
Mas, afinal, qual foi o motivo da briga deste homem, filho de um egípcio? Nossos sábios divergem sobre o que realmente o levou à discussão. Uma explicação é que a briga começou por causa do lugar onde este homem queria colocar a sua tenda, e vemos isso através dos detalhes dos versículos. Por que foi necessário dizer a qual Tribo sua mãe pertencia? Pois este homem quis montar sua tenda junto com a Tribo de Dan. Cada Tribo tinha seu lugar específico determinado, tanto durante as viagens do povo judeu quanto nos momentos em que acampavam. Porém, o pertencimento a uma Tribo específica depende do pai, não da mãe. Por isso, havia um lugar onde este homem poderia acampar, mas não junto com a Tribo de Dan, já que ele não pertencia a esta Tribo. Porém, o homem se irritou e foi ao Beit Din (Tribunal Rabínico), mas saiu de lá derrotado. Inconformado, ele começou a desprezar os juízes e a amaldiçoá-los. As pessoas vieram intervir e, em um momento de fúria, ele acabou amaldiçoando D'us.
 
Já o Rabeinu Bechaie traz outra explicação, baseada em outro detalhe do versículo. Está escrito sobre este homem que ele "saiu". De onde ele saiu? Da porção anterior da Torá. Antes de descrever a briga, a Parashá tinha falado sobre os "Lechem Hapanim", os 12 pães sagrados que eram colocados sobre a Shulchan, a mesa de ouro que ficava dentro do Mishkan. Este homem, filho do egípcio, estava perturbado com este assunto, pois a cada Shabat os pães que haviam passado a semana inteira sobre a Shulchan eram substituídos por novos pães. O que faziam com os pães "velhos"? Eles eram comidos pelos Cohanim, pois eram pães sagrados. O homem estava inconformado com isso, pois argumentava que um rei deveria ser servido com pães quentes e frescos, e não com pão velho e duro. Ele considerou que, como os Cohanim mereciam mais respeito, aquela lei de servir a eles pão velho era algo estúpido, que não fazia nenhum sentido. Sua revolta o levou a discutir com outras pessoas e, no meio das argumentações, ele acabou perdendo a cabeça e amaldiçoou D'us.

O questionamento "Isso não faz nenhum sentido" foi o início do fim. A história terminou de forma triste, com a pessoa amaldiçoando D'us. O Rav Issocher Frand aponta para um fato interessante: o que teria acontecido se o blasfemador tivesse esperado uma semana? Ele teria presenciado um milagre. O pão não teria ficado duro nem velho, e sim teria se mantido fresco por uma semana. Se tivesse esperado mais um pouco, o homem não teria questionado as ações e o comportamento de D'us. Com o passar do tempo ele teria compreendido, mas ele não teve paciência para esperar. Ele queria saber "agora", e se não fazia sentido para ele "agora", então toda a religião não valia a pena. Foi isso que o levou a amaldiçoar D'us.

Há muitas ocasiões na vida nas quais não entendemos a conduta Divina. Não entendemos as doenças e guerras, não entendemos por que pessoas boas sofrem, não entendemos as muitas tragédias da história judaica, em especial o Holocausto. Não faz sentido para nós. Porém, devemos sempre lembrar que somos nós que não entendemos, mas isso não quer dizer que D'us não tem Seus planos. O tempo e o espaço nos limitam, mas D'us é ilimitado. Quando contemplamos um plano maior, quando confiamos em D'us e deixamos o tempo passar, muitas vezes as coisas começam a fazer sentido.

Esta é a lição do blasfemador e do Lechem Hapanim. A incapacidade de aceitar sua falta de entendimento conduziu a pessoa a um terrível fim. Se ele tivesse Emuná para aceitar e esperar, toda a sua vida teria sido diferente. O questionamento não é proibido, podemos e devemos buscar respostas na vida. Porém, devemos aceitar que às vezes não encontraremos respostas. Nestes casos, a conclusão deve ser: "Eu não sei por que D'us permitiu que isso acontecesse, mas tenho certeza que D'us tem Seus planos e Seus caminhos".

Às vezes, somente com o tempo as coisas começam a fazer sentido. Pode ser uma semana, podem ser anos, podem ser até mesmo séculos. Muitas coisas não serão nem mesmo respondidas neste mundo. Mas podemos utilizar nossa Emuná para vivermos mais tranquilos e serenos, com a certeza de que D'us faz somente o bem em nossas vidas. D'us é verdadeiro e correto sempre, como nos ensinou Moshé: "Todas as Suas ações são puras, pois todos os Seus caminhos são justos" (Devarim 32:4). Por isso, mesmo durante as dificuldades e testes da vida, guarde sempre o seu garfo, pois o melhor ainda está por vir.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp