quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

AJUDANDO O OUTRO A SE AJUDAR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT MISHPATIM 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
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PARASHAT MISHPATIM 5780:

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ASSUNTOS DA PARASHAT MISHPATIM

- O Escravo judeu.
- "Venda" da filha e a escrava judia.
- Assassinato.
- Agressão e injúria aos pais.
- Morte de Escravos.
- Penas por agressão física.
- Morte causada por um animal.
- Autodefesa.
- Danos com animais.
- Danos com fogo.
- Os 4 tipos de Shomrim.
- Sedução.
- Práticas Ocultas.
- Idolatria e Opressão.
- Empréstimo de Dinheiro.
- Aceitação da Autoridade.
- Justiça.
- Animais Perdidos.
- Animal Caído.
- Shalosh Regalim.
- Promessas e Instruções.
- A Terra.
- Selando a Aliança.
- Aceitação da Autoridade (Naasê Ve Nishmá).
- Visão de D'us

AJUDANDO O OUTRO A SE AJUDAR - PARASHAT MISHPATIM 5780 (21 de fevereiro de 2020)

 
"Um mendigo aproximou-se de um grande sábio que estava rodeado por seus discípulos. Parecia, pela sua aparência, que ele não comia uma refeição decente há um bom tempo. O sábio encheu-se de misericórdia diante daquele homem magro e sujo. O mendigo, quase chorando, falou:
 
- Por favor, ajude-me com um pouco de dinheiro para que eu possa comprar comida, pois todos na minha casa estão passando fome.
 
O sábio retirou do bolso duas moedas valiosas e estendeu ao mendigo. Porém, antes de entregá-las, disse:
 
- Preste muita atenção. Estou te dando duas moedas de valor alto. Com a primeira moeda eu quero que você compre comida para sua família, será suficiente para mais de uma semana. Porém, com a outra moeda eu quero que você compre um machado para cortar lenha.
 
O mendigo quase chorou de alegria. Agradeceu muito ao sábio e saiu correndo para comprar comida. Assim que o mendigo se afastou, um dos discípulos mais próximos do sábio questionou:
 
- Por que você deu a ele dinheiro para comprar um machado, se tudo o que ele pediu foi apenas dinheiro para comprar comida?
 
- Você está certo - respondeu o sábio - mas hoje você vai aprender uma grande lição de vida. A comida é para que ele possa alimentar sua família agora, resolvendo o problema imediato da fome. Já o machado é para que ele possa conseguir se sustentar sozinho e receber, daqui para frente, seu dinheiro de forma honrosa".
 
Chessed nem sempre é apenas resolver o problema imediato dos outros. O verdadeiro Chessed é ajudar de maneira que a situação de necessidade nunca mais se repita.

Logo após a entrega da Torá no Monte Sinai, descrita na Parashat da semana passada, Itró, a Torá vem nos ensinar a como aplicá-la na prática. A Parashat desta semana, Mishpatim (literalmente "Juízos"), contém dezenas de Mitzvót relacionadas com a harmonia da vida em sociedade, em especial aquelas que nos ensinam o cuidado com as posses dos outros, conforme dizem nossos sábios: "Que o dinheiro do seu companheiro seja querido para você como o seu próprio dinheiro" (Pirkei Avót 2:12). Por exemplo, a Torá descreve as leis referentes a danos diretos e indiretos causados a outra pessoa e a obrigação de devolver objetos perdidos. Por que esta Parashat, contendo apenas leis cotidianas, vem logo depois da incrível revelação de D'us no Monte Sinai, um evento extremamente espiritual? Para nos ensinar que o cuidado com o próximo é algo sagrado, que não devemos olhar como pequenos atos cotidianos de materialismo, e sim como grandes atos de espiritualidade, com o potencial de transformar o ser humano em uma criatura elevada.
 
Por exemplo, uma das leis contidas nesta Parashat demonstra a preocupação com toda a criação de D'us, conforme está escrito: "Se você vir o burro de alguém que você odeia caído sob o seu fardo, você deixará de ajudá-lo? Você deve ajudá-lo repetidamente, com ele" (Shemot 23:5). Esta Mitzvá nos ensina, em primeiro lugar, a termos compaixão dos animais e a fazermos um esforço ativo para evitar causar qualquer tipo de sofrimento desnecessário a eles. O versículo descreve uma situação na qual um animal não aguentou a carga que estava levando nas costas, caiu e não consegue levantar-se sozinho. Neste caso, devemos ajudar o animal a levantar-se, não apenas uma vez, mas quantas vezes forem necessárias.
 
Além deste lado de empatia exigido pela Torá em relação aos animais, nos ensinando que devemos ter misericórdia de todas as criaturas, há outro importante ensinamento neste versículo. Somos obrigados a ajudar uma pessoa que está em uma situação difícil mesmo quando não gostamos dela. E a maior novidade deste ensinamento é que, segundo o Talmud (Pessachim 113b), o versículo trata do ódio em relação a um transgressor que fez atos reprováveis, isto é, um ódio permitido pela Torá. Mesmo assim, a Torá quer despertar o lado humano das pessoas e fazer com que a misericórdia prevaleça sobre qualquer outro tipo de sentimento.
 
Porém, há outro detalhe neste versículo que chama a atenção. O termo utilizado pela Torá para nos ordenar a ajudarmos o dono do burro caído é "Azóv". O problema é que este termo normalmente é utilizado para transmitir a ideia de "abandone, deixe", como encontramos no versículo que descreve a Mitzvá de deixar aos pobres os cantos do campo e parte da produção que caiu no chão durante a colheita, como está escrito "Você a deixará (Taazóv) para os pobres" (Vayikrá 23:22). Se o significado tradicional da palavra "Azóv" é "abandone", então isto traz um sentido oposto ao desejado pela Torá, como se a Mitzvá fosse abandonar o animal caído, quando a Torá quer ensinar justamente o contrário. Então por que está escrito o termo "Azóv", que significa "abandone", e não o termo "Azór", que significa literalmente "ajude"?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que a resposta está em outro versículo da Torá no qual o termo "Azóv" é utilizado: "Portanto, o homem deve deixar seu pai e sua mãe para conectar-se à sua esposa" (Bereshit 2:24). O que este versículo vem nos ensinar, que o homem deve abandonar seus pais para poder se casar? Certamente que não, pois mesmo casado o homem continua tendo a obrigação de honrar seus pais e, portanto, nunca deve abandoná-los. A razão pela qual o casamento é descrito em termos de "deixar os pais" é para nos ensinar que o casamento exige do indivíduo que ele separe-se de seus pais para que possa adquirir sua própria independência. Isto dará a ele a noção de responsabilidade necessária para transformar-se em um chefe de família, e somente então estará pronto para estabelecer um novo lar com sua esposa. Portanto, aprendemos deste versículo que o termo "Azóv" não significa apenas "deixar, abandonar", mas também significa "tornar-se independente e responsável por seus atos".
 
Aplicando este entendimento ao versículo que fala sobre ajudar o burro caído, entendemos por que a Torá utilizou o termo "Azóv" quando se refere a ajudar alguém com alguma necessidade. Quando queremos ajudar outra pessoa, não é suficiente apenas termos boa vontade. Precisamos utilizar também a nossa sabedoria e a nossa sensibilidade, pois fazer bondade ao próximo nos causa alegria e nos dá uma sensação de elevação, mas ao mesmo tempo causa um sentimento negativo, de constrangimento, a quem recebe. Por isso, a maior assistência que podemos dar a uma pessoa necessitada é levá-la a uma situação de vida na qual ela não mais precisará da assistência dos outros, isto é, poderá conseguir seu próprio sustento de forma honrosa. Ao fazer isso, estamos dando a ela independência. A Torá está nos ensinando que, quando ajudamos o próximo, isso deve ser feito como um ato de "Azóv", dando ao outro a capacidade de nos deixar, isto é, de não precisar mais de nossa ajuda, conforme diz o ditado "Não dê o peixe a um pobre. Dê a ele uma vara e ensine-o a pescar".
 
Este conceito também é ressaltado pelo Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204) em suas leis referentes à Tzedaká. Ele afirma que existem oito níveis diferentes no ato de Tzedaká. O nível mais baixo é quando a pessoa doa, porém faz isto sem vontade. As pessoas sentem quando alguém doa sem vontade, pois normalmente isto é feito com uma cara fechada, causando dor para quem recebe. O segundo nível é aquele que doa menos do que o necessário, apesar de doar de coração. Neste caso, apesar da boa vontade, a ajuda não consegue suprir a necessidade do outro. O terceiro nível é aquele que doa apenas depois que o necessitado vem pedir, um ato que tem a grande desvantagem de causar um sentimento de inferioridade naquele que pede. O quarto nível é aquele que doa diretamente na mão do pobre, mas antes dele vir pedir, sendo extremamente louvável o ato de evitar que o pobre tenha que se rebaixar. O quinto nível é doar de forma que o pobre saiba de quem recebe, mas quem doa não saiba para quem está doando. Este tipo de doação tem a grande vantagem de não envolver sentimentos de honra e a sensação de que o outro está nos devendo algo, já que não sabemos quem está sendo beneficiado. O sexto nível é doar de forma que quem está doando sabe para quem doou, mas quem recebeu não sabe de quem recebeu. Neste caso, a grande vantagem é evitar a humilhação de quem recebe e a sensação de que ele está em dívida com alguém. O sétimo nível é doar de forma que aquele que doa não sabe para quem dou, enquanto o pobre não sabe de quem recebeu, como é o caso daquele que doa para uma instituição de caridade séria e honesta, que distribui o dinheiro arrecadado entre os necessitados. Desta maneira, garante-se que não haverá sentimentos de honra de um lado e nem de humilhação do outro lado. Finalmente, o maior de todos os níveis de Tzedaká é apoiar uma pessoa que empobreceu e ajudá-la, na forma de uma doação, de um empréstimo, oferecendo uma sociedade ou até mesmo "criando" um trabalho, de maneira a fortalecer o pobre até o ponto de ele conseguir andar com suas próprias pernas e não precisar mais pedir ajuda.
 
Ajudar o próximo é um ato muito nobre, mas que necessita de muita sabedoria e sensibilidade. Nós gostamos muito de ajudar, pois isto nos assemelha e nos conecta espiritualmente a D'us, já que a Sua essência é sempre doar sem receber nada em troca. Porém, não podemos esquecer que os atos de bondade precisam ser feitos com a intenção correta e da maneira correta. Quando doamos, o principal não é usar a carteira, e sim a cabeça e o coração. Precisamos sentir de verdade a necessidade dos outros. Precisamos nos colocar no lugar da outra pessoa e refletir: "Se eu estivesse nesta situação, como eu gostaria de ser ajudado?". Desta maneira, estaremos fazendo um ato que nos eleva e, ao mesmo tempo, também eleva e alegra o coração do próximo.
 

 SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

NÃO ESQUEÇA DE OLHAR PARA BAIXO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5780

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ASSUNTOS DA PARASHAT ITRÓ
 
- Yitró escuta e vem se juntar ao povo judeu.
- Nome dos filhos de Moshé.
- Moshé conta a Ytró os detalhes do que ocorreu no Egito.
- O conselho de Yitró.
- Requerimento para a liderança.
- Chegada ao Monte Sinai.
- Preparação para receber a Torá.
- A revelação de D'us.
- Os Dez Mandamentos:

1º Mandamento: Eu sou D'us;
2º Mandamento: Não terá outros deuses;              
3º Mandamento: Não falar o nome de D'us em vão;
4º Mandamento: Guardar o Shabat;               
5º Mandamento: Honrar pai e mãe;
6º Mandamento: Não matarás;
7º Mandamento: Não cometer adultério;
8º Mandamento: Não roubar (não sequestrar);
9º Mandamento: Não dar falso testemunho;
10º Mandamento: Não cobiçar.

- Leis sobre a construção de um Altar.

NÃO ESQUEÇA DE OLHAR PARA BAIXO - PARASHAT ITRÓ 5780 (14 de fevereiro de 2020)

 
O Sr. Alberto era um homem orgulhoso e prepotente. Ele era muito rico e tinha uma linda esposa e três filhos. Mas apesar de tudo de bom que tinha na vida, ele possuía um coração egoísta e voltado apenas para si mesmo. Ele vivia em uma mansão luxuosa e possuía muitos empregados, mas os tratava muito mal. Também em sua enorme fábrica ele desrespeitava os funcionários, constantemente atrasando o salário deles e humilhando-os publicamente. Resumindo, o Sr. Alberto achava que era melhor do que os outros seres humanos.
 
Certo dia, ele e sua linda família foram a um grande supermercado próximo de sua residência. Em um momento de descuido, enquanto ele verificava com a esposa a lista de compras, sua filha mais nova, uma bebezinha, saiu do carrinho e, engatinhando, foi em direção ao banheiro do supermercado. Uma mulher encontrou aquela bebezinha linda e, com más intenções, raptou a criança e levou-a para sua casa.
 
Os pais procuraram desesperados pela filha por todo o supermercado. Pediram para anunciar no alto-falante, mas não adiantou nada. Foram na polícia, espalharam cartazes por toda a cidade e ofereceram uma enorme recompensa para quem trouxesse pistas sobre o paradeiro da filha, mas parecia que ela tinha evaporado.
 
Longe dali, a mulher que havia roubado a bebê estava radiante, pois agora ela tinha uma linda criança em seus braços. Com o passar dos anos, a criança cresceu e acreditou que aquela era sua verdadeira mãe. Na verdade, o Sr. Alberto e sua esposa já tinham perdido as esperanças de reencontrar a filha.
 
Porém, certo dia, tudo mudou. A mulher que tinha encontrado a menina ficou muito doente e precisou parar de trabalhar. Elas passaram a viver de forma bem precária e a pequena menina precisou ir para as ruas pedir esmolas para ajudar a alimentar a mulher e a comprar os remédios para que ela pudesse melhorar. Porém, apesar dos esforços, a mulher faleceu. A menina estava agora sozinha no mundo. Continuava sua vida miserável, a mendigar pelas ruas da cidade. Certo dia ela se deparou com o Sr. Alberto saindo da fábrica. Teve a impressão de que conhecia aquele homem de algum lugar. Foi até ele pedir alguns trocados, já que a fome estava apertando. Ele ignorou aquela menina suja, que ousava se dirigir a ele. A menina insistiu, mas como o Sr. Alberto continuou ignorando-a, ela segurou no braço dele. O Sr. Alberto, em um ato impensado, empurrou a menina ao chão de forma brutal. Com o golpe, ela caiu, bateu a cabeça e desmaiou. O Sr. Alberto não teve a dignidade nem mesmo de socorrer aquela criança que, na verdade, era sua própria filha. Os empregados da fábrica, ao verem aquela cena, correram para socorrer a menina. Levaram-na para o hospital e avisaram a esposa do Sr. Alberto sobre o ocorrido. A esposa, envergonhada com a atitude do marido, imediatamente comprou um buquê de flores e foi pessoalmente ao hospital entregar para a menina agredida. Qual não foi a sua surpresa ao se deparar com a menina dormindo e perceber que ela tinha um rosto conhecido. Olhando com atenção, percebeu a marca de nascença no lado direito do rosto, próximo à orelha. Foi quando constatou a realidade: aquela era sua filha desaparecida! Que enorme alegria. Abraçou a menina e levou-a de volta para casa. Porém, para o Sr. Alberto, aquele não foi um momento feliz. Para ele, foi uma enorme vergonha, que precisou carregar pelo resto da vida, a cada vez que olhava para a filha e se lembrava de como a havia tratado.
 
Aquela situação foi uma tapa na cara do Sr. Alberto, por toda a sua prepotência e arrogância. Finalmente a vida havia lhe dado uma tremenda lição. Que bom seria se as pessoas soubessem que ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos iguais e precisamos respeitar nosso semelhante acima de tudo.

Nesta semana lemos a Parashat Itró, que traz três temas principais: a vinda de Itró, o sogro de Moshé, para se juntar ao povo judeu; a entrega da Torá no Monte Sinai; e as leis sobre a construção de um Mizbeach (Altar de sacrifícios). Porém, qual é a conexão entre estes três assuntos?
 
A Parashat se inicia com Itró vindo ao encontro de Moshé. Quando ele chegou ao acampamento, mandou a seguinte mensagem para Moshé: "Eu, seu sogro Itró, estou vindo ao seu encontro; com sua esposa e seus dois filhos com ela" (Shemot 18:6). Por que Itró fez esta "introdução", dizendo que além dele também estavam vindo a esposa e os filhos de Moshé? Não era suficiente avisar que ele tinha chegado?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que Itró, com estas palavras, estava enviando a seguinte mensagem a Moshé: "Se você não quiser vir me cumprimentar, venha pela honra de sua esposa. E se você não quiser vir pela sua esposa, venha pelos seus dois filhos". Mas o que significam estas palavras de Rashi? Por que Itró considerou que Moshé não viria recebê-lo, e talvez nem para receber sua própria esposa?

Responde o Rav Simcha Zissel Ziv zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelem, que Itró era um grande filósofo, um buscador sincero e honesto da verdade. Ele havia experimentado todas as formas de idolatria e, através do uso do seu intelecto, havia alcançado a consciência de que todas elas eram vazias e sem sentido. Finalmente, ele decidiu abraçar o monoteísmo ao constatar o poder de D'us. Porém, ele havia entendido D'us e a espiritualidade apenas em um nível intelectual. Antes de começar a estudar Torá, ele não sabia que era possível uma pessoa atingir um alto nível espiritual e, ainda assim, se manter conectado com as outras pessoas. Ele pensava que o material e o espiritual são dois objetivos opostos e, por isso, enviou a Moshé uma mensagem lembrando que ele deveria cumprimentar seu sogro. Caso ele não fosse suficientemente importante diante de alguém tão elevado espiritualmente, que viesse por sua esposa. Finalmente, se nem sua esposa fosse importante diante da grandeza de Moshé, que viesse pelos seus filhos. Ou seja, Itró estava sugerindo a Moshé: "Você pode ter atingido o ápice da espiritualidade, mas não esqueça de cumprir suas obrigações sociais".
 
O erro de Itró foi que ele ainda não havia entendido a verdadeira essência da Torá, que nos encoraja a alcançarmos altos níveis em ambas as esferas: nosso relacionamento com D'us e nosso relacionamento com o próximo. Não é uma tarefa fácil se destacar em ambas. É preciso muito esforço, mas esta é a nossa obrigação. D'us quis ressaltar isto ao nos entregar os 10 Mandamentos em duas Tábuas separadas, uma contendo Mitzvót "Bein Adam LaMakom" (entre a pessoa e D'us) e outra contendo Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu semelhante). As duas Tábuas ficavam lado a lado, demonstrando que não é possível alcançar espiritualidade verdadeira deixando de lado os relacionamentos humanos. Mesmo que uma pessoa atinja um nível espiritual elevado, ainda assim ela deve lembrar-se de suas obrigações com o próximo.
 
De acordo com o Rav Zelig Pliskin, este ensinamento é novamente ressaltado no final da Parashá, quando a Torá nos ensina algumas leis referentes à construção de um Mizbeach (altar de sacrifícios). Assim está escrito: "E quando você fizer um altar de pedras para Mim, não o edificará com pedras cortada, pois se você erguer sua espada sobre ela, será desonrada" (Shemot 20:22). Isto significa que as pedras tornariam o altar impróprio para o uso nas oferendas dos Korbanót (sacrifícios) caso fossem cortadas com objetos de ferro. Rashi explica que, como o altar serve para estabelecer a paz entre o povo judeu e D'us, era proibido usar em sua construção instrumentos de ferro, que normalmente estão associados à violência, como as espadas, que causam a guerra e encurtam a vida das pessoas. Se até mesmo em relação às pedras, que não veem, não escutam e não falam, mas estabelecem a paz, a Torá disse que não devemos erguer uma espada sobre elas, muito maior é aquele que consegue trazer a paz entre um homem e seu semelhante.
 
Além disso, a Parashá também nos ensina que o acesso ao topo do Mizbeach não deveria ser feito através de degraus, e sim através de uma rampa, com uma inclinação gradual. Rashi explica que se houvessem degraus, os Cohanim precisariam alargar seus passos, revelando diante dos degraus a sua nudez. Embora não era uma revelação real das partes íntimas do Cohen, já que uma das vestimentas dos Cohanim era um calção de linho que ele usava sob a túnica, mesmo assim o alargamento de seus passos se assemelhava à revelação da sua nudez, e isto seria considerado um desrespeito com o altar. Se em relação às pedras do altar, que não têm entendimento nem sensibilidade, a Torá diz que não podemos agir em relação a elas de maneira desrespeitosa, muito maior deve ser o nosso cuidado com a honra das pessoas. Não podemos agir com desrespeito com nenhum ser humano, que foi criado à imagem e semelhança de D'us.
 
O Talmud (Shabat 31a) conta que, certa vez, um homem que queria se converter ao judaísmo aproximou-se do grande sábio Hilel e pediu para que ele falasse toda a Torá enquanto ele aguardava em um pé só. Sem precisar pensar muito, Hilel proferiu as famosas palavras: "O que te incomoda, não faça aos outros. Esta é toda a Torá, o resto são comentários". O respeito ao próximo é a essência da Torá, é a atitude que a Torá espera de cada ser humano. Devemos tratar nosso semelhante com mais respeito do que trataríamos o Mizbeach no Beit Hamikdash. Quem visita o Kotel (Muro das Lamentações), que tem menos santidade do que o Altar, sente imediatamente a noção de respeito. Se alguém viesse jogar lama no Kotel, certamente todos os presentes correriam para detê-lo. Muito maior é a nossa obrigação de impedir que alguém jogue "lama verbal", que pode "sujar" a honra de outra pessoa. Pois é muito importante crescermos espiritualmente e nos conectarmos cada vez mais a D'us. Porém, ao mesmo tempo, não devemos nos desconectar das outras pessoas. Por mais alto que você possa chegar na vida, nunca se esqueça de se olhar para baixo, para nunca pisar em ninguém.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

COLETIVO VERSUS INDIVIDUAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5780

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PARASHAT BESHALACH 5780:

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VÍDEO DA PARASHAT BESHALACH
VÍDEO DA PARASHAT BÔ
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ASSUNTOS DA PARASHAT BESHALACH

- Desvio da terra dos Plishtim.
- O Faraó se arrepende e persegue os judeus.
- A abertura do Mar.
- A morte dos egípcios.
- O Cântico do mar.
- O Cântico das mulheres.
- As águas amargas.
- Reclamação por comida.
- Man.
- Shabat.
- Água da Rocha.
- Amalek e a batalha eterna.

COLETIVO VERSUS INDIVIDUAL - PARASHAT BESHALACH 5780 (07 de fevereiro de 2020)

 
"Yossef, um jovem executivo que trabalhava em um banco, estava com esgotamento nervoso e sinais de depressão. Não sabendo como lidar com a situação, ele foi ao médico. Na busca por um diagnóstico, o médico começou a fazer algumas perguntas a Yossef. Em um primeiro momento, as perguntas eram sobre o estado de saúde dele. Porém, de repente, o médico começou a fazer perguntas estranhas:
 
- Como se chama o rapaz que trabalha ao seu lado no banco?
 
- Marcos - respondeu Yossef, sem entender o motivo daquela pergunta.
 
- E qual é o sobrenome dele? - continuou o médico.
 
- Eu não sei - respondeu Yossef, um pouco envergonhado.
 
- Sabe onde ele mora? - insistiu o médico.
 
- Não tenho ideia - respondeu Yossef, ainda mais confuso.
 
- O que ele faz quando não está na empresa? Ele estuda? Tem outros empregos?
 
- Também não sei - respondeu Yossef, já um pouco incomodado com aquelas perguntas.
 
- Yossef, acho que eu posso tentar ajudá-lo a superar este momento difícil, mas você tem que fazer o que eu lhe pedir, mesmo que não entenda. Em primeiro lugar, faça amizade com Marcos. Descubra quem ele é, o que gosta e o que almeja na vida, e faça alguma coisa para ajudá-lo. Além disso, faça amizade com o zelador do seu prédio. Descubra qual é o sonho da vida dele e tente ajudá-lo a realizar. Quero que você volte para novos exames dentro de dois meses.
 
Yossef saiu do consultório confuso. Realmente não havia entendido o que o médico queria dele. Achou que sairia dali com uma receita médica, mas saiu com tarefas que não pareciam ter nada a ver com os seus problemas. Porém, mesmo cético, resolveu seguir as orientações do médico. Afinal, não tinha nada a perder.
 
Ao final de dois meses, Yossef não voltou ao consultório médico. Porém, enviou ao médico um e-mail, transbordando de alegria e sem nenhum sinal de melancolia ou tristeza. Descrevia, em sua mensagem, a alegria de ter ajudado Marcos a passar no vestibular e de ter ensinado o zelador do seu prédio a ler e escrever, após mais de 50 anos sendo um completo analfabeto. No final da mensagem, Yossef escreveu: "Percebi que a verdadeira cura para os nossos problemas é pararmos de pensar somente em nós mesmos e nos transformarmos em remédios na vida dos outros".
 

"A alegria que levamos aos outros volta, em uma felicidade silenciosa, aos nossos próprios corações"

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "E enviou"), que descreve a saída triunfal do povo judeu do Egito. Aquele Faraó, que havia questionado "Quem é D'us" quando Moshé veio pedir a libertação do povo judeu, estava completamente arrasado. Ele havia perdido seus escravos, havia sido duramente castigado com as 10 pragas e havia ficado sem suas riquezas, que foram levadas pelos judeus quando eles partiram.
 
Durante a descrição da saída do Egito, quando o povo judeu experimentava uma sensação única de êxtase, há um versículo que nos chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Sabemos que a Torá não é apenas um livro de histórias, é um manual de como devemos nos comportar. O que esta atitude de Moshé nos ensina?
 
Ao pegar os ossos de Yossef, Moshé, o grande líder do povo judeu, estava cumprindo o juramento que os irmãos de Yossef havia feito para ele no seu leito de morte, de que levariam seu corpo para ser enterrado em Israel. Yossef sabia que seus irmãos não teriam força para enterrá-lo em Israel logo após o seu falecimento, como ele havia feito com seu pai, Yaacov, então ele os fez jurar que levariam seu corpo quando o momento da redenção chegasse. Mesmo que já haviam se passado mais de 200 anos da morte de Yossef, Moshé fez questão de cumprir o juramento. Os Midrashim explicam que não foi uma tarefa fácil encontrar o local onde os egípcios haviam ocultado o caixão de Yossef, mas mesmo isto não impediu Moshé de se esforçar no limite, mostrando o quanto ele estava determinado.
 
O Midrash acrescenta um detalhe ainda mais impressionante à atitude de Moshé. A preocupação dele em buscar o caixão de Yossef ocorreu no mesmo momento em que o resto do povo judeu estava preocupado em pedir riquezas aos egípcios, no momento da saída do Egito. O Midrash nos ensina que D'us, ao ver esta atitude de Moshé, de ter ido atrás do caixão de Yossef ao invés de ter ido atrás da riqueza dos egípcios, proclamou "O Chacham (sábio) toma para si as Mitzvót".
 
Se pararmos para refletir, perceberemos que este Midrash traz uma aparente contradição. A implicação destas palavras é que Moshé era um grande Tzadik, pois estava preocupado com o cumprimento das Mitzvót, enquanto o resto do povo estava apenas satisfazendo seus desejos materiais, movidos pela ganância. Parece que D'us estava dando um grande louvor a Moshé, mas, ao mesmo tempo, estava fazendo uma dura crítica à atitude do povo, de se conectar ao materialismo e desprezar a espiritualidade.
 
Porém, na Parashat da semana passada, D'us pediu a Moshé que falasse com os judeus e os instruíssem a pedir aos vizinhos egípcios objetos de valor antes de partirem do Egito. Por que era necessário pedir os objetos de valor? Explica o Talmud (Brachót 9a) que D'us havia profetizado para Avraham Avinu que seus descendentes sofreriam de forma muito dura durante uma época de escravidão, mas que sairiam de lá com uma grande riqueza. D'us não queria que Avraham reclamasse com Ele por ter cumprido a parte da profecia da escravidão, mas não ter cumprido a parte da profecia da grande riqueza. Portanto, o povo judeu não foi pedir os objetos de valor dos egípcios por causa de sua ganância, e sim para cumprir um comando explícito de D'us, isto é, uma Mitzvá. Então por que parece, através das palavras do Midrash, que o povo fez algo de errado enquanto Moshé fez algo louvável, se ambos estavam cumprindo a vontade de D'us? Além disso, por que o Midrash diz que Moshé foi considerado por D'us um "Chacham" por ter realizado a Mitzvá de cuidar dos ossos de Yossef, e não um "Tzadik" (Justo)?
 
Responde o Rav Yochanan Zweig que o povo judeu, ao recolher o dinheiro dos egípcios, realmente estava cumprindo uma Mitzvá. Porém, a diferença entre a Mitzvá feita pelo povo judeu e a Mitzvá feita por Moshé é que, enquanto Moshé estava preocupado com a sua responsabilidade comunitária, uma Mitzvá que envolvia todo o povo judeu e que não trazia nenhum benefício pessoal a ele, o resto do povo estava preocupado apenas com suas responsabilidades individuais, em fazer um ato que, no final de contas, traria um enorme benefício pessoal a cada um deles.
 
Isto quer dizer que a Torá está nos ensinando a importância de investirmos mais no coletivo e menos no individual. Obviamente que temos as nossas obrigações e responsabilidades individuais, mas nunca podemos nos esquecer também das nossas responsabilidades coletivas. Não fomos criados sozinhos em mundos individuais e, portanto, temos responsabilidades com as outras pessoas. D'us não entregou a Torá a um indivíduo que tinha méritos, mas para um povo inteiro, demonstrando que somos parte de um grupo e devemos também nos sentir responsáveis uns pelos outros.
 
Nem sempre esta escolha é fácil. É necessária uma grande objetividade para que uma pessoa consiga realizar uma Mitzvá que não a beneficia diretamente. Foi esta a grandeza que D'us percebeu em Moshé. Nos ensinam os nossos sábios: "Quem é o Chacham? Aquele que aprende de todas as pessoas" (Pirkei Avót 4:1). Portanto, Chacham é aquele que tem a objetividade de deixar de lado sua própria perspectiva e a predisposição para enxergar a situação na perspectiva dos outros. Por isto Moshé é descrito como sendo "Chacham" por seu comportamento, pois ele demonstrou conseguir pensar em prol dos outros, mesmo às custas de seu benefício pessoal.
 
Ao longo de nossas vidas, somos confrontados com escolhas que muitas vezes envolvem um difícil dilema:  devemos fazer atos que nos trazem benefícios pessoais ou atos que trazem benefícios aos outros? Algumas vezes as duas situações podem até mesmo envolver Mitzvót, tornando a decisão ainda mais difícil. A Parashat nos ensina que, se queremos um dia alcançar a grandeza de Moshé, precisamos aprender a pensar mais nos outros e menos em nós mesmos. A escolha somente será correta se for feita de maneira objetiva, isto é, não baseada apenas em nossos próprios interesses e agendas pessoais, mas levando em consideração o povo judeu como um todo.
 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

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