quarta-feira, 5 de maio de 2021

O VERDADEIRO DONO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5781

O e-mail desta semana é dedicado à elevação da alma do meu querido e saudoso avô

MEIR BEN ELIEZER BARUCH Z"L



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PARASHIÓT BEHAR E BECUKOTAI



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ASSUNTOS DA PARASHÁ
PARASHÁ BEHAR
  • Shmitá (O Ano Sabático).
  • Yovel (Jubileu) e o toque do Shofar em Yom Kipur.
  • Proibição de causar sofrimento (Onaát Mamon e Onaat Devarim).
  • Venda e Resgate da terra em Israel.
  • Casas em cidades muradas.
  • Casas nas Cidades dos Leviim.
  • Ajuda aos necessitados.
  • Leis dos escravos.
  • Resgate dos escravos que estão nas mãos de Goim.
PARASHÁ BECHUKOTAI
  • Recompensas pela obediência.
  • Advertência e Passos de afastamento espiritual.
  • Punições por desobediência (5 séries de advertências).
  • Destruição e arrependimento.
  • Conclusão das advertências e consolo.
  • Avaliações de doações ao Kodesh.
  • Doações de animais e imóveis para o Mishkan e possível resgate.
  • Maasser de animais.


 
BS"D
O VERDADEIRO DONO - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5781 (07 de maio de 2021)
 
Certa vez o Rav Moshé Schreiber zt"l (Alemanha, 1762 - Eslováquia, 1839), mais conhecido como Chatam Sofer, emprestou a um vizinho uma grande quantidade de dinheiro, para que ele investisse em seus negócios. O homem investiu o dinheiro sabiamente e, em pouco tempo, foi capaz de devolver o empréstimo adquirido. Para mostrar sua profunda apreciação pelo enorme favor que o Chatam Sofer havia feito, o vizinho presenteou-o com um lindo diamante.
 
O Chatam Sofer, ao receber aquele presente, segurou o diamante em sua mão e ficou durante um longo tempo admirado a beleza daquela pedra. Ele aproximou-se da luz e examinou o diamante detalhadamente. Então ele agradeceu muito ao seu vizinho e devolveu a pedra para ele, dizendo que não poderia aceitar.
 
- Você não quer aceitar o meu presente, a minha demonstração de gratidão? Há algo de errado com este diamante? - perguntou o vizinho, incomodado - Por acaso esta pedra tem alguma falha? Eu paguei muito dinheiro por ela!
 
- De jeito nenhum - disse o Chatam Sofer - Seu diamante não tem absolutamente nenhum defeito, é uma pedra perfeita e maravilhosa. Porém, se eu o aceitasse, eu é que teria uma falha, pois estaria recebendo juros pelo meu empréstimo, algo que é proibido pela Torá.
 
- Me desculpe, mas não estou entendendo - disse o vizinho - Se a sua intenção era me devolver o diamante, então por que você o examinou tão cuidadosamente?
 
O Chatam Sofer sorriu e respondeu:
 
- Eu olhei para o diamante justamente para admirar sua beleza e perfeição. Desta maneira, consegui fortalecer em meu coração como é ainda mais bonita a Mitzvá de não cobrar juros"
 
Podemos muitas vezes achar que ganhamos algo fazendo o que é errado. Mas isso é uma grande autoenganação. Não há nada mais bonito e valioso do que fazer o que D'us nos pediu.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Behar (literalmente "Na montanha") e Bechukotai (literalmente "Nos Meus estatutos). A Parashá Behar traz importantes Mitzvót, como a Shemitá, o "Ano Sabático" no qual todos os campos de Eretz Israel deveriam "descansar", e o Yovel (Jubileu), ano no qual as terras voltavam aos seus donos originais e os escravos eram libertados. Além disso, a Parashá também traz algumas importantes Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró", tais como a proibição de enganar uma pessoa em assuntos monetários (Onaat Mamon), a proibição de causar sofrimentos a uma pessoa através de palavras ofensivas (Onaat Devarim) e a obrigação de ajudar um companheiro que está com dificuldades financeiras. Já na Parashá Bechukotai, D'us nos instruiu a andarmos nos caminhos corretos, nos garantindo muitas Brachót pelos nossos bons atos, mas também nos advertindo das consequências negativas dos nossos desvios.
 
Na Parashá Behar, uma das Mitzvót trazidas é a proibição de cobrar juros em um empréstimo, como está escrito: "Seu dinheiro não deve ser emprestado com juros" (Vayikrá 25:37). Cobrar juros, apesar de ser algo aparentemente "leve", é tratado pela Torá como uma transgressão muito grave, a ponto de causar a perda do mérito da ressureição dos mortos na época da vinda do Mashiach. Mas por que esta transgressão é assim tão grave? Afinal de contas, a pessoa que empresta dinheiro está fazendo uma grande bondade com a pessoa necessitada. Quem precisa de dinheiro desesperadamente prefere devolver futuramente um valor maior do que foi emprestado, pois ao menos pode resolver seus problemas financeiros momentâneos. Então o que há de tão errado em cobrar juros em um empréstimo?
 
Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que "juros" em hebraico é "Neshech". A palavra "Neshech" vem da mesma raiz da palavra "Neshichá", que significa "picada de cobra". Qual é a relação entre a cobrança de juros e a picada de uma cobra? Quando a cobra pica, deixa na pessoa apenas dois pequenos furinhos, como se nada tivesse acontecido. Porém, com o tempo, o veneno injetado vai se espalhando por todo o corpo da pessoa, até que ela morre. Da mesma forma, os juros de um empréstimo parecem, em um primeiro momento, algo pequeno e sem importância, apenas uma pequena porcentagem a mais. Porém, com o passar do tempo, a dívida se transforma em uma "bola de neve", até chegar ao ponto no qual a pessoa não tem mais condições de pagá-la, tornando-se escravo da situação. Emprestar dinheiro com juros, portanto, é uma enganação, pois parece uma bondade no início, mas se torna uma crueldade no final.
 
De maneira semelhante, o Sefer HaChinuch explica que D'us, em Sua bondade ilimitada, nos criou com o propósito de podermos conviver de forma harmoniosa e sustentável. Por isso, Ele nos ordenou tirarmos os tropeços no nosso relacionamento com o próximo, entre eles a cobrança de juros nos empréstimos, para que uma pessoa não consuma os bens de seu companheiro sem que ele perceba, deixando sua casa completamente vazia e fazendo-o perder tudo. De forma invisível e sem que a pessoa possa perceber, os juros vão consumindo tudo o que a pessoa tem, o que é uma grande crueldade e a destruição do propósito da criação Divina.
 
Já o Rav Chaim Shmulevitz zt"l (Lituânia, 1902 - Israel, 1979) explica de outra maneira a gravidade existente na transgressão de cobrar juros em um empréstimo. Normalmente estamos acostumados a fazer as coisas esperando receber algo em troca. Por exemplo, trabalhamos em troca de um salário no final do mês e damos presentes na expectativa de recebermos presentes de volta. Na verdade, desde criança acabamos sendo educados desta maneira, a fazermos as coisas apenas quando recebemos uma recompensa por isso. Porém, na área de fazer bondades, é muito importante termos a intenção de fazer as coisas apenas pelo ato de bondade, pelo bem dos outros, sem esperar receber nada em troca. Aprendemos este comportamento de D'us, que nos faz bondades o tempo todo sem receber absolutamente nada em troca. É por isso que participar de um enterro é chamado de "Chessed shel Emet" (Bondade de verdade), pois é um ato que fazemos pela honra do falecido sem esperar dele nada em troca.
 
Portanto, ao nos proibir de cobrarmos juros nos nossos empréstimos, a Torá quer nos "treinar" a realizarmos atos de bondade com os outros sem receber nenhum ganho por isso. Não apenas é proibido receber um valor a mais por ter emprestado dinheiro a um companheiro, como também a pessoa que pegou o dinheiro emprestado não deve fazer nenhum tipo de retribuição ou favor especial à pessoa que lhe emprestou dinheiro, pois isso se caracterizaria como sendo juros.
 
Ensina o Rav Zelig Pliskin que há uma tendência natural das pessoas pensarem, em tudo o que fazem na vida, "o que eu vou ganhar com isso?". Ao não vislumbrarem nenhum tipo de lucro ou benefício no que estão fazendo, as pessoas frequentemente perdem a motivação em realizar algo. No entanto, a Torá nos ensina que devemos nos motivar e desenvolver a vontade de ajudar os outros sem ganhos pessoais. Devemos fazer bondades apenas pela vontade de fazer o bem aos outros. Esta é a lição contida no mandamento de emprestar dinheiro sem juros.
 
Porém, há outro importante ensinamento em relação à proibição da cobrança de juros. D'us escreveu esta proibição na mesma Parashá em que são ensinadas as leis de Shemitá, o Ano Sabático no qual todas as terras em Eretz Israel precisavam descansar, sendo proibido arar, semear, irrigar e ter qualquer lucro com a venda dos frutos da terra. Qual é a conexão entre estes dois assuntos?
 
A arrogância do ser humano faz com que passemos a vida achando que as coisas que temos são realmente nossas. Afinal, racionalizamos que elas foram adquiridas com o fruto do nosso esforço e da nossa sabedoria. Porém, esquecemos que tudo o que temos na verdade pertence a D'us. Foi Ele que nos criou e fez tudo o que existe no universo, e foi Ele que nos deu a força e a inteligência para trabalharmos e ganharmos nosso sustento. Um dos motivos pelos quais D'us nos deu a Mitzvá de Shemitá é justamente para nos lembrar que a terra que utilizamos diariamente não é nossa, é um presente de D'us. Tudo o que temos, portanto, é apenas um "empréstimo", para que possamos usar, em especial para cumprir as Mitzvót e fazer o bem ao próximo.
 
Esta é a conexão entre a Mitzvá de Shemitá e a proibição de cobrar juros em um empréstimo. Sentimos que o dinheiro que temos é nosso, é fruto do nosso esforço. A proibição de cobrar juros é um lembrete de que o dinheiro que emprestamos aos outros pertence, na realidade, a D'us, e por isso não é adequado receber juros por ele.
 
Quando o ser humano adquire esta consciência, certamente se comporta com mais bondade e com mais humildade. Este é um trabalho que devemos fazer em todas as áreas da nossa vida, procurando fazer o bem a todos sem esperar nada em troca e lembrando que tudo o que temos pertence a D'us. Ele, o verdadeiro Dono de tudo, quer que utilizemos o que temos em prol da construção de um mundo mais justo, harmonioso e sustentável.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

BONDADES VERDADEIRAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ EMOR 5781

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ASSUNTOS DA PARASHÁ EMOR
  • As Leis Sacerdotais.
  • Cohen Gadol.
  • Cohanim Defeituosos.
  • Pureza dos Cohanim.
  • Terumá.
  • Animais defeituosos.
  • Animais aceitáveis.
  • Korban Todá.
  • Kidush Hashem e Chilul Hashem.
  • Dias Especiais e Festas.
  • A Menorá.
  • Lechem HaPanim.
  • O Blasfemador.
  • Penalidades por Blasfêmia.
BS"D

BONDADES VERDADEIRAS - PARASHÁ EMOR 5781 (30 de abril de 2021)

 
Alguém certa vez perguntou a um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates: "Há alguém mais rico do que você no mundo?". Bill Gates respondeu que sim, e logo em seguida contou a seguinte história:

"Foi na época em que eu não era nem rico nem famoso. Eu estava no aeroporto de Nova York quando vi um vendedor de jornais. Eu decidi comprar um jornal para ler as notícias do dia. Porém, depois de pegar o jornal das mãos do vendedor, procurei nos meus bolsos e descobri que não tinha dinheiro suficiente. Então, envergonhado, pedi desculpas ao vendedor, devolvi a ele o jornal e expliquei que não tinha dinheiro. O vendedor então olhou para mim com olhos piedosos e disse: "Não se preocupe, eu estou te dando o jornal de graça". Não quis aceitar, sabia que estava tirando o sustento dele, mas ele insistiu tanto que acabei levando.
 
Casualmente, depois de dois ou três meses, aterrissei no mesmo aeroporto e novamente estava sem dinheiro para comprar um jornal. O vendedor ofereceu-me o jornal de graça novamente. Eu recusei e disse que não podia aceitar, pois sabia que com aquele dinheiro ele sustentava sua família. O vendedor abriu um sorriso e disse: "Você pode levar, estou diminuindo um pouquinho dos meus ganhos, mas não estou perdendo nada. Por favor, aceite". Peguei o jornal e percebi o sorriso feliz no rosto do vendedor.
 
Depois de 19 anos, eu já havia me tornado alguém muito rico e famoso, as pessoas já me reconheciam na rua. Certo dia, lembrei-me daquele vendedor de jornais. Comecei a procurá-lo e, depois de aproximadamente um mês de buscas, eu o encontrei. Eu perguntei a ele: "Você me conhece?". Ele disse: "Sim, você é o Bill Gates". Perguntei-lhe de novo: "Você se lembra de uma vez que você me deu o jornal de graça, pois eu não tinha dinheiro para pagar?". O vendedor me disse: "Sim, eu me lembro. Não te dei apenas uma vez, eu te dei duas vezes". Então disse a ele: "Eu quero pagar a ajuda que você me deu essas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga e eu te darei".
 
O vendedor então disse algo que nunca mais esquecerei: "Senhor Bill Gates, você acredita que, ao fazer isso, você estará igualando a sua ajuda com a minha ajuda?". Fui pego de surpresa com aquela pergunta. No fundo, eu achava que sim. Porém, o vendedor me disse: "Eu te ajudei quando eu era um pobre vendedor de jornais, e agora você está me oferecendo ajuda quando você já se tornou um dos homens mais ricos do mundo. Sua ajuda nunca vai se igualar à minha"

Naquele dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, pois ele não esperou se tornar rico para ajudar alguém. As pessoas precisam entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, e não muito dinheiro. É fácil doar quando nos sobra. O difícil é doar mesmo sem ter sobrando".

Nesta semana lemos a Parashá Emor (literalmente "Diga"), que começa descrevendo as leis que se aplicam aos Cohanim e o comportamento acima da média esperado deles, já que são os representantes espirituais de todo o povo. Como eles são modelos para as pessoas, então seu comportamento em todas as áreas deve ser exemplar. A Parashá também descreve o quanto devemos ser cuidadosos na escolha dos animais que serão utilizados como Korbanót, garantindo que estejam isentos de qualquer tipo de defeito, nos ensinando que assim deve ser o nosso Serviço a D'us, sempre buscando a perfeição e eliminando qualquer eventual defeito.
 
Na continuação, a Parashá descreve as principais datas do Calendário judaico, listando as principais Festas e a essência de cada uma delas. Porém, no meio do assunto, logo após falar sobre a Festa de Shavuót, a Torá faz uma interrupção e descreve as Mitzvót relacionadas com a caridade que devemos fazer aos pobres através da produção do campo, como está escrito: "Quando você fizer a colheita da sua terra, não removerá completamente os cantos do seu campo ao fazer a colheita e não recolherá as espigas da sua colheita, para os pobres e estrangeiros os deixarão" (Vayikrá 23:22). Este versículo refere-se a três importantes Mitzvót, chamadas "Leket", "Shichechá" e "Peá". "Leket" (literalmente "recolhimento") é cumprida no momento da colheita, quando algumas espigas caem no chão e as deixamos ali para que os pobres venham recolhê-las; "Shichechá" (literalmente "esquecimento") é cumprida quando feixes de espigas são esquecidos e deixados para trás no momento em que são recolhidos. O dono do campo não deve voltar atrás para recolhê-los, ele deve deixá-los no chão, para que os pobres e necessitados venham recolhê-los; "Peá" (literalmente "cantos do campo") é a Mitzvá de deixar, no momento da colheita, os cantos do campo intactos, para que os pobres possam vir fazer a colheita. Após apresentar estas leis, a Torá retoma a descrição das Festas.
 
Este ensinamento desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, por que essas Mitzvót de Leket, Shichechá e Peá são repetidas, após já terem sido ensinadas na Parashá da semana passada, Kedoshim? Além disso, por que essas Mitzvót foram inseridas ensinadas no meio da explicação sobre as Festas judaicas? E por que justamente logo depois de descrever a Festa de Shavuót?
 
Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que, uma vez que as Festas judaicas eram épocas nas quais os Korbanót eram trazidos a Jerusalém pelo povo judeu para serem oferecidos no Beit Hamikdash, a Torá está nos ensinando que uma pessoa que faz bondade com os pobres e divide com eles o que tem é considerado como se tivesse construído o Beit Hamikdash e oferecido Korbanót nele.
 
Por que o ensinamento de Leket, Shichechá e Peá vem justamente após Shavuót? A Festa de Shavuót também é chamada de "Chag HaKatsir" (Festa da colheita), pois coincide com a época da colheita do trigo. Portanto, logo depois da época da colheita, a Torá vem nos ensinar as Mitzvót de caridade associadas com os frutos da terra. Além disso, de acordo com o Rav Moshé Schreiber zt"l (Alemanha, 1762 - Eslováquia, 1839), mais conhecido como Chatam Sofer, isso explica por que Shavuót tem apenas um dia de Festividade, enquanto Pessach e Sucót têm sete dias. Se ocupar com as necessidades dos pobres tem a mesma santidade das Festas judaicas. Como nos dias seguintes a Shavuót a pessoa costumava cumprir as Mitzvót de Leket, Shichechá e Peá, era considerado como se os dias da Mitzvá fossem uma extensão da santidade da Festa de Shavuót.
 
Porém, ainda seguem alguns questionamentos. A Torá está repleta de Mitzvót que envolvem atos de bondade com o próximo, em especial com os necessitados. Então por que justamente estas formas de caridade, Leket, Shichechá e Peá, foram escolhidas para representar a construção do nosso Beit Hamikdash e a oferenda de Korbanót? Além disso, qual é o significado da comparação desses atos de bondade com a construção do Beit Hamikdash e a oferenda de Korbanót?
 
Explica o Rav Yochanan Zweig que na Parashá Terumá, quando D'us ordenou ao povo judeu a construção do Mishkan, todos os materiais, entre eles alguns de valor muito elevado, deveriam ser doados pelo povo, para que eles pudessem participar na construção. Porém, ao pedir a doação de materiais, D'us não usou expressão "dêem para Mim", e sim "peguem para Mim", para enfatizar que não podemos dar nada para D'us, tudo é Dele. Esta linguagem utilizada pela Torá demonstra que reconhecemos que a riqueza que possuímos é, na verdade, de D'us, e não nossa. Portanto, mesmo que doamos os materiais, construímos o Mishkan com o que já era de D'us. Esse conceito também é válido para os Korbanót que oferecemos no Beit Hamikdash. Nós não "damos" os Korbanót para D'us, pois tudo é Dele. Ao invés disso, através do gesto simbólico de oferecer um Korban, reconhecemos que tudo o que temos é realmente Dele.
 
A maioria das formas de caridade envolvem doar nosso dinheiro ou bens a uma pessoa pobre e necessitada. Este ato de doação, que deveria ser sempre "Leshem Shamaim", com o intuito de cumprir a vontade de D'us e ajudar os necessitados, muitas vezes causa no doador um sentimento de orgulho. Uma das consequências do orgulho é a pessoa distorcer sua percepção sobre a realidade da vida, de modo que sinta que está dando aquilo que lhe pertence. Porém, sabemos que tudo pertence a D'us, Ele apenas permite que possamos utilizar do Seu mundo para cumprir a Sua vontade. Nada pertence realmente a nós, tudo é de D'us e está conosco apenas como "cuidadores". Então como fazer bondades sem tropeçar na terrível transgressão de sentir orgulho?
 
As Mitzvót de Leket, Shichechá e Peá são formas únicas de caridade, pois o dono do campo não dá nada aos pobres. Inclusive, ele está proibido de recolher a colheita que caiu ou que ficou para trás. Desta maneira, ele não pode nem mesmo escolher quais serão os pobres beneficiados. O dono do campo é ordenado a deixar o produto onde está e permitir que qualquer pessoa necessitada leve-o para si. Esse procedimento transmite ao proprietário da terra o conceito de que ele não controla a riqueza. Assim ele entenderá que a caridade é apenas o meio através do qual D'us distribui Suas riquezas. Talvez por este motivo a Torá repete essas Mitzvót, por serem atos de caridade verdadeiros, que vêm isentos do sentimento de orgulho.
 
Quando uma pessoa cumpre essas Mitzvót, que são uma das formas mais difíceis de caridade, pois não são acompanhadas do sentimento de satisfação de realmente ter doado, é como se ela tivesse construído o Beit Hamikdash e oferecido Korbanót. A comparação é clara, pois essas ações também requerem que a pessoa compreenda que ela é apenas o canal através do qual D'us distribui o que é Seu. Portanto, qualquer Mitzvá feita de coração, com humildade, certamente é recebida com enorme alegria por D'us.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

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VÍDEO DAS PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM
ASSUNTOS DA PARASHÁ
 
PARASHAT ACHAREI MÓT
  • Lembrança da morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • O Serviço de Yom Kipur.
  • Sacrifício de animais fora do Mishkan.
  • Proibição de comer sangue.
  • Mitzvá de cobrir o sangue derramado na Shechitá.
  • Viva pelas Mitzvót
  • Não viver como os outros povos
  • Relacionamentos proibidos.
  • Idolatria de Molech
  • Outras Relações Proibidas.
  • Santidade de Eretz Israel.
PARASHAT KEDOSHIM
  • Leis de Santidade.
  • Honrar os pais.
  • Shabat.
  • Proibição de Idolatria.
  • Leis de Korbanót.
  • Ajuda aos necessitados (Leket, Shichechá e Peá).
  • Honestidade nos negócios.
  • Não desviar a justiça.
  • Ame ao próximo como a si mesmo.
  • Misturas proibidas (Kilaim e Shaatnez).
  • Orlá.
  • Proibição de fazer tatuagem.
  • Não envergonhar os estrangeiros.
  • Casamentos proibidos e castigos.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
VÍDEO DA PARASHÁ TZAV
VÍDEO DE PESSACH
ASSUNTOS DA PARASHÁ TZAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
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