segunda-feira, 20 de setembro de 2021

O VERDADEIRO VALOR DAS MITZVÓT - SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5782

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


SHABAT CHOL HAMOED DE SUCÓT



         São Paulo: 17h43                  Rio de Janeiro: 17h30 

Belo Horizonte: 17h31                  Jerusalém: 17h57
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEO DE SUCÓT
BS"D

O VERDADEIRO VALOR DAS MITZVÓT - SUCÓT 5782 (19 de setembro de 2021)

 
"O Rabi Pinchas ben Yair era um homem muito bom e, embora fosse pobre, todos o respeitavam por sua honestidade e sabedoria. Uma vez, dois homens pobres vieram à cidade implorando por Tzedaká. As pessoas da cidade também eram pobres e só puderam dar-lhes um pouco de cevada, para que pudessem assar pães. Os dois pobres decidiram tentar a sorte em outro lugar. Mas o que fariam com seus dois sacos pesados de cevada? Eles pediram para o Rabi Pinchas ben Yair guardá-los e disseram que voltariam em breve para pegá-los.
 
Mas os dois homens também não se deram bem na cidade seguinte. Então eles viajaram para uma terceira cidade, e depois para uma quarta, e se esqueceram de sua cevada. O Rabi Pinchas esperou, mas os homens não voltaram. Depois de um ano, ele pensou: "Se eu deixar a cevada por mais tempo, ela estragará ou os ratos a comerão. Quando esses pobres voltarem, não haverá mais nada". Então Rabi Pinchas arou seu campo e plantou os grãos de cevada dos dois sacos. As chuvas vieram e belas espigas de cevada nasceram. Rabi Pinchas colheu a safra e guardou em sacos maiores. Como os homens não voltaram, mais uma vez Rabi Pinchas semeou e colheu. Desta vez, a safra foi ainda maior. Todos os anos, o Rabi Pinchas arava, semeava e colhia os grãos. Finalmente, ele teve que construir um grande armazém para guardar toda a cevada cultivada.
 
Sete anos se passaram. Por acaso, os dois homens pobres voltaram para a cidade do Rabi Pinchas. Um deles lembrou que haviam deixado um pouco de cevada na casa do rabino e foram buscar. O Rabi Pinchas disse:
 
- Venham pegar seus grãos. Mas vocês vão precisar de muitos burros e camelos para levar tudo embora.
 
Em seguida, ele mostrou a eles o armazém repleto de grãos e explicou que tudo aquilo veio dos dois sacos de cevada. Ele não cobrou um centavo por seus sete anos de trabalho árduo. Os homens ficaram muito gratos. Eles conseguiram vender os grãos, abriram um negócio e nunca mais precisaram implorar por Tzedaká"

Da mesma forma, quando um judeu realiza uma Mitzvá, D'us a "semeia" nos Céus, e no Mundo Vindouro Ele nos mostrará os resultados frutíferos dessa "semente".

Estamos chegando na próxima Festa do Calendário Judaico, Sucót, também conhecida como "Zman Simchateinu" (A época da nossa alegria). Sucót é simbolizada principalmente por duas Mitzvót: a Sucá, uma cabana temporária na qual habitamos por uma semana, e os Arbaat HaMinim, as quatro espécies: Etróg (Fruto cítrico), Lulav (folha de palmeira), Adass (Mirta) e Aravá (Salgueiro).
 
Em relação aos Arbaat HaMinim, há algo que nos incomoda. Eles são produtos agrícolas simples, como frutas e folhas, mas quem já os adquiriu uma vez sabe que os preços são muito elevados. O que D'us quer de nós, nos ordenando a cumprirmos esta Mitzvá na qual acabamos pagando tão caro por algo tão simples?
 
Talvez o próprio questionamento já é uma indicação de que não sabemos dar o devido valor às nossas Mitzvót. Para demonstrar a importância dos Arbaat HaMinim para o povo judeu, o Talmud (Sucá 41b) conta a seguinte história: "Aconteceu com Raban Gamliel, Rabi Yehoshua, Rabi Elazar ben Azaria e Rabi Akiva, que se encontravam em um navio, e somente Raban Gamliel possuia um Lulav, que ele havia adquirido pela quantia de mil zuz". Zuz era uma moeda da época, e mil zuz era um valor exorbitante. De acordo com algumas opiniões, representava o salário anual de uma pessoa! O próprio Talmud questiona: sabemos que nada foi registrado no Talmud apenas como curiosidade. Então por que foi necessário ressaltar o valor pelo qual Raban Gamliel comprou os Arbaat Haminim? Responde o Talmud que é para mostrar o quanto as Mitzvót eram importantes para eles. O Talmud quer trazer um enorme louvor por Raban Gamliel ter pago pelos Arbaat HaMinim um valor muito alto, cumprindo as palavras que falamos diariamente no Shemá Israel: "E amarás a Hashem, teu D'us, com todo teu coração, com toda tua alma e com todo o teu dinheiro" (Devarim 6:5). Amar D'us com todo o nosso dinheiro significa estar disposto a gastar muito dinheiro para cumprir a vontade Dele.
 
Porém, desta resposta do Talmud surge um enorme questionamento. Quando o Talmud fala "as Mitzvót são importantes para eles", se refere a todo o povo judeu. Porém, se foi o Raban Gamliel que pagou tanto dinheiro pelos Arbaat Haminim, por que o Talmud diz que isto é um ensinamento do amor de todo o povo judeu pelas Mitzvót? O Talmud deveria ter dito o quanto as Mitzvót são importantes para Raban Gamliel!
 
Explicam nossos sábios que o preço de qualquer produto é estabelecido de acordo com a demanda e a oferta. Quando há escassez de um produto e a demanda é muito grande, então os preços sobem. Ao contrário, quando há fartura de um produto e a demanda é muito pequena, os preços caem. Assim funciona o mercado de compra e venda de qualquer produto, inclusive os objetos com os quais cumprimos Mitzvót.
 
Isto fica ainda mais evidente em uma interessante história que aconteceu nos Estados Unidos. Nas ruas de Nova York, um indivíduo não judeu, de aparência suspeita, se aproximou de um rabino querendo lhe vender um par de Tefilin. O rabino achou esquisito e suspeitou se tratar de um objeto roubado. Ele perguntou quanto o homem estava cobrando pelos Tefilin, e o indivíduo respondeu que queria cem dólares. O rabino disse que não aceitava pagar mais do que dez dólares, mas o homem se recusou a vender por aquele preço, já que imaginava ter um lucro bem maior com o fruto do seu roubo. Por outro lado, o rabino não queria deixar aquele objeto sagrado nas mãos de um homem que certamente não saberia como tratá-lo com o devido respeito. O que ele fez? O rabino disse ao ladrão que aceitava pagar os cem dólares, porém antes queria experimentar os Tefilin, para ver se cabiam nele. O ladrão, que não sabia nada sobre os Tefilin, aceitou. O rabino colocou um Tefilin no braço, o outro na cabeça, e ficou esperando. Quando o ladrão perguntou o que ele estava esperando, o rabino disse que já tinha colocado o Tefilin do braço esquerdo e o Tefilin da cabeça, mas estava faltando o mais importante, que era o Tefilin do braço direito. O ladrão ficou olhando para o rabino, desconcertado, sem saber o que dizer. Finalmente, ele respondeu que era apenas isso que ele tinha disponível, que não tinha o Tefilin para o braço direito. O rabino balançou a cabeça e disse: "Infelizmente está incompleto. Sem o conjunto completo, não vale nada. Ninguém vai comprar de você estes Tefilin faltando o principal!". No final das contas, o rabino acabou adquirindo os Tefilin por apenas um dólar, resgatando-os das mãos do ladrão.
 
Este é um exemplo de demanda e oferta. Ao perceber que não haveria procura pelo Tefilin "defeituoso", o ladrão imediatamente abaixou o preço. Esta história pode ser a resposta para o nosso questionamento. Explica o Rav Shlomo Levenstein que, se o preço dos Arbaat HaMinim estava tão alto na época de Raban Gamiel, a ponto de ser necessário pagar mil zuz por eles, isto significa que a oferta era baixa e a demanda era muito alta. Portanto, podemos aprender daqui que as Mitzvót eram queridas para todo o povo judeu, pois se não houvesse demanda e se os judeus não estivessem dispostos a pagar muito dinheiro por uma Mitzvá, os donos dos Arbaat HaMinim teriam que vendê-los por um ou dois shekalim, e nunca por um valor tão alto. Mas o amor pelas Mitzvót era tão grande que isto acabou "inflacionando" o mercado.
 
O mesmo ocorre nos nossos dias. Quando pagamos um valor alto pelos nossos Arbaat HaMinim, isto é uma demonstração do amor que sentimos pelas Mitzvót. Os mercados de Arbaat HaMinim costumam estar lotados, com pessoas procurando cumprir mais uma Mitzvá da Torá com amor. Muitos não procuram apenas os Arbaat HaMinim que são "Kasher", eles procuram embelezar a Mitzvá comprando Arbaat HaMinim "Mehudarim", mais bonitos, sem manchas nem defeitos, mesmo que isto signifique pagar ainda mais por eles.
 
Ao reclamarmos do preço dos Arbaat HaMinim, demonstramos o quanto nossas escolhas são voltadas ao mundo material, não ao mundo espiritual. Quando vamos ao Shopping ou a um evento, não nos importamos em gastar muito dinheiro, já que queremos nos divertir ou adquirir nossos sonhos de consumo. Já quando se trata de Mitzvót como Tzedaká, achamos que não podemos doar muito, pois pode faltar dinheiro no final do mês. Quando vamos comprar um Iphone, queremos sempre o melhor, com mais recursos, que custam os olhos da cara. Mas quando vamos comprar os Arbaat HaMinim, Tefilin ou Mezuzá, procuramos o mais baratinho, não nos importamos em embelezar a Mitzvá. Em relação ao Arbaat HaMinim muitos dizem: "É muito caro pagar tudo isso por uma Mitzvá que vamos cumprir por apenas uma semana!". Porém, esta mesma pessoa não se importa de gastar uma enorme quantia para devorar, em poucos minutos, um barco de Sushi.
 
No deserto, os judeus perguntaram a Moshé: "Quando D'us nos recompensará por cumprirmos Suas Mitzvót?". Moshé explicou, "Neste mundo aproveitamos apenas uma pequena compensação por cumprir a Torá. A verdadeira recompensa fica guardada para o Mundo Vindouro. E saibam que D'us é um guardião confiável, pois a quem poderíamos confiar a recompensa por um tempo tão longo?". Se Tzadikim como o Rabi Pinchas ben Yair são totalmente confiáveis em guardar o que é dos outros, muito mais ainda é D'us.
 
Precisamos ter claridade sobre qual é a importância das Mitzvót nas nossas vidas e o quanto devemos estar dispostos a usar o nosso dinheiro para poder cumpri-las. Sucót vem logo depois de Yom Kipur, o dia em que pedimos perdão para D'us por todos os nossos erros. Um dos principais erros pelo qual pedimos perdão é por não vivermos nossas vidas com as prioridades corretas. Sucót é a oportunidade de mostrar para D'us que estávamos realmente arrependidos em Yom Kipur. Que esta claridade possa nos acompanhar o ano inteiro.
 

CHAG SAMEACH
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

Livre de vírus. www.avast.com.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Mensagem Yom Kipur 5782

VIDUI EM PDF
VÍDEO DE YOM KIPUR
BS"D

MENSAGEM YOM KIPUR 5782
 
Diferente de Rosh Hashaná, que é um dia de Julgamento, Yom Kipur é um dia de Misericórdia Divina, uma das maiores demonstrações do amor de D'us pelo povo judeu. Somos insignificantes perante o Criador e deveríamos passar o dia inteiro agradecendo as Suas bondades, porém acabamos nos desviando e pagamos o bem com o mal. Durante o ano fomos rebeldes, não escutamos o que D'us nos comandou e acabamos tropeçando em várias transgressões, das mais leves às mais pesadas. É difícil continuar a caminhada carregando um pacote tão pesado de transgressões. Por isso, em Sua infinita Misericórdia, D'us nos deu um incrível presente: o dia de Yom Kipur. Neste dia podemos abrir nossos corações e implorar para que D'us nos perdoe pelos nossos erros. Se D'us vê que estamos sendo sinceros, que nos arrependemos, que queremos mudar e futuramente evitar os mesmos erros, então Ele nos perdoa e limpa nossa alma, para que possamos começar o ano mais leves. Isto nos dá a chance de, mesmo após termos "saído da estrada", podermos retomar o nosso caminho de crescimento com o coração completamente purificado.

Parte do processo de Teshuvá (retorno aos caminhos corretos) é o "Vidui", a confissão dos nossos erros. Por isso, deixo em anexo o texto do 
Vidui
, transliterado, traduzido e comentado, para que possamos entender melhor os erros que cometemos e suas consequências. É permitido fazer quantas cópias quiser, inclusive para distribuir a outras pessoas na sinagoga.

Mas não podemos nos esquecer de que não é apenas contra D'us que transgredimos durante o ano. Também erramos muito com as pessoas. Enganamos, roubamos a confiança dos outros, não nos importamos com as dificuldades e sofrimentos das pessoas quando elas mais precisavam, ofendemos, fizemos piadas de mau gosto. Nossos sábios ensinam que, apesar da enorme força de expiação das transgressões que existe em Yom Kipur, ela somente funciona para limpar os erros que cometemos contra D'us. Os erros que cometemos contra o próximo não são perdoados por D'us até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos. Por isso, a Halachá (Lei Judaica) nos ensina que é necessário apaziguar a pessoa que machucamos, prejudicamos ou magoamos através de um sincero pedido de perdão.

Para entender o quão graves são os erros que cometemos contra as pessoas, é só perceber que D'us, quando nos entregou os 10 Mandamentos, utilizou duas Tábuas, justamente para que em uma Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e D'us, enquanto na outra Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e seu semelhante. Desta maneira, D'us estava nos transmitindo que, aos Seus olhos, as duas Tábuas têm o mesmo valor e transgredi-las é igualmente grave. 

Portanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir perdão a qualquer um de vocês, leitores do "Shabat Shalom M@il", tanto aqueles que eu conheço pessoalmente quanto aqueles cujo meu único contato é através dos e-mails semanais, por qualquer atitude que possa ter ofendido ou magoado, ou por ter causado qualquer tipo de tristeza. Tanto os erros intencionais quanto os não intencionais, tanto os erros que eu me lembro quanto aqueles que eu já me esqueci, de todos eles eu me arrependo profundamente e espero que vocês me perdoem. De acordo com a Halachá, não é suficiente mandar uma mensagem para nossos conhecidos dizendo "Desculpe por qualquer coisa". Por isso, peço por favor que, caso alguém realmente tenha alguma mágoa, por favor me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.

Existe uma incrível fórmula para sermos perdoados em Yom Kipur: "Todo aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez mal, D'us passa por cima de todas as suas transgressões e o perdoa". Portanto, eu perdoo de todo o coração a qualquer um que possa ter feito algum mal para mim, intencionalmente ou não intencionalmente.

Que possamos ter um ano doce, com muita saúde, crescimento espiritual, paz e respeito ao próximo. Que possamos ter paz dentro do povo judeu, que possamos voltar a ser um povo unido, um povo que ama ao próximo como a si mesmo, para que tenhamos o mérito da vinda imediata do Mashiach, a reconstrução do nosso Beit Hamikdash e que possamos receber todas as Brachót que D'us, há mais de 2 mil anos, aguarda para nos mandar.


"A QUEM FIZ MAL, PEÇO PERDÃO
A QUEM EU AJUDEI, QUERIA TER FEITO MAIS
A QUEM ME AJUDOU, AGRADEÇO DE CORAÇÃO"

 
Shaná Tová e Gmar Chatimá Tová

Com carinho,
R' Efraim Birbojm
 






This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

NÃO DEIXE A TRANSGRESSÃO GRUDAR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5782


Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ VAYELECH



         São Paulo: 17h39                  Rio de Janeiro: 17h26 

Belo Horizonte: 17h29                  Jerusalém: 18h16
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEOS DA PARASHÁ NITZAVIM
ASSUNTOS DA PARASHÁ VAYELECH
  • Preparação para nova liderança.
  • Yehoshua.
  • Hakel e a leitura do Sefer Devarim pelo Rei de Israel.
  • Preparativos finais de Moshé.
  • A Torá é colocada como testemunha.
BS"D

NÃO DEIXE A TRANSGRESSÃO GRUDAR - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5782 (10/set/2021)

 
Nas corridas de Fórmula Indy, há um carro chamado "pace car" (carro-madrinha), que entra na pista quando ocorre um acidente. Neste momento, os pilotos formam uma fila indiana, mantendo a colocação em que se encontravam antes do acidente. Porém, os tempos de distância entre os carros é anulado. De nada adianta se o primeiro colocado estava quase uma volta à frente do segundo colocado. O "pace car" dá algumas voltas, seguido pelos outros carros, enquanto aguardam a limpeza da pista. Após a pista ser liberada, o "pace car" sai e a corrida é reiniciada.
 
O que acontece no decorrer da corrida? A diferença que havia entre os carros normalmente volta a surgir, mais ou menos na mesma proporção de antes. No entanto, há pilotos que conseguem corrigir seus erros e realizam uma ótima corrida, melhorando muito suas posições.

Em Yom Kipur ocorre algo semelhante. É dada a oportunidade de consertarmos os nossos erros. Nossos Sábios dizem que quem realmente se arrepende dos erros cometidos e perde perdão se iguala, em parte, à um Tzadik. Se a pessoa passou o ano inteiro cometendo transgressões e, na época de Yom Kipur fez uma Teshuvá sincera, todos seus pecados são perdoados. Um Tzadik, que também tenha feito Teshuvá pelas suas poucas transgressões, também é perdoado. Os dois ficam "zerados", sem pecados.

No entanto, se no decorrer do ano esta mesma pessoa voltar a transgredir e mostrar que não fez uma Teshuvá sincera, voltará novamente para o final da fila, longe do Tzadik que estava tão perto.

Nesta semana lemos a Parashá Vayelech (literalmente "E foi"), que traz o último discurso de Moshé diante do povo judeu, no dia de sua morte, quando ele completou 120 anos. Moshé garantiu ao povo que, da mesma forma que eles haviam feito transgressões no deserto, se rebelando contra D'us, isto se repetiria muitas vezes durante nossa história. Então como o povo judeu pôde sobreviver acumulando tantas transgressões? E, em nossas vidas, como não desistir depois de passar um ano cometendo tantos erros?
 
A resposta está na próxima parada do Calendário Judaico, Yom Kipur, o Dia do Perdão, que começamos a reviver na próxima 4ª feira de noite (15 de setembro). Uma única vez no ano todos os nossos pecados podem ser limpos, como está escrito: "Pois neste dia Ele providenciará expiação para você, para te purificar. Diante de D'us, você será purificado de todos as suas transgressões" (Vaykira 16:30). Nesse dia, na época do Templo Sagrado, eram lançados sorteios sobre dois bodes idênticos. Um deles era oferecido como sacrifício para D'us, enquanto o outro era enviado para as colinas e empurrado de um penhasco, para Azazel. Mas esta cerimônia precisa de alguns esclarecimentos. O que representavam os dois bodes? E o que representava jogar um bode para Azazel?
 
Para obter uma visão mais profunda do que acontecia, antes precisamos ter uma compreensão adequada de como o perdão funciona. O Midrash, ao explicar como funciona o perdão do Yom Kipur, traz uma parábola interessante. Uma pessoa cabeluda, com muitos cachos, e uma pessoa careca, estavam ao lado de um silo no momento em que soprou um forte vento, carregando muita palha. Quando a palha caiu sobre o sujeito cabeludo, ela grudou firmemente em seu cabelo, ao passo que, quando caiu sobre a cabeça do careca, ele apenas precisou passar a mão para que a palha se soltasse da cabeça dele.
 
Os dois personagens representados no Midrash são Essav e Yaacov. A Torá descreve Essav como uma pessoa que tinha muitos pelos, enquanto Yaacov é descrito como uma pessoa lisa. Essav, o perverso, se torna imundo o ano todo, pois as transgressões "grudam" nele e, portanto, ele não tem como expiar seus pecados. Yaakov, o Tzadik, é representado pela pessoa "lisa". A palha representa a sujeira espiritual que vem com a transgressão. Yom Kipur pode lavar tudo, contanto que a pessoa não tenha muitos "pelos" que prendam as transgressões. Yaakov, que era um homem liso, foi capaz de limpar seus pecados. Para ele e seus descendentes, Yom Kipur funciona como limpeza de seus erros. Já Essav e seus descendentes, que tinham muitos pelos, não puderam se limpar de suas transgressões.
 
Outro ponto interessante é que Rabi Akiva é apontado como o arqui-inimigo de Essav. Mas qual era a conexão entre eles? Rabi Akiva veio de uma família de convertidos. Alguns comentaristas dizem que ele era descendente de Essav, mas conseguiu superar seu estilo de vida decadente. O Arizal explica que quando Yaakov "agarrou o calcanhar de Essav" no caminho para fora do útero, ele agarrou a alma de Rabi Akiva que estava lá no calcanhar de Essav e levou aquela alma para o seu lado.

A palha também representa pecados e vanidades. Ela é usada pelo Zohar para descrever as coisas negativas neste mundo. Para fingir que era Tzadik, Essav perguntava ao pai: "Como posso tirar Maasser (dízimo) da palha?", mesmo sabendo que estamos isentos de tirar Maasser da palha. A razão pela qual não se tira o Maasser da palha é porque ela não pode ser santificada, já que representa as coisas no mundo que devemos nos distanciar espiritualmente. Essav queria mostrar ao pai que tinha a habilidade de trazer coisas mundanas e vãs para um contexto sagrado. Porém, era apenas uma trapaça para enganar seu pai. Por outro lado, Rabi Akiva e sua esposa Rachel viviam imersos em pobreza, dormindo sobre um monte de palha. O Talmud (Nedarim 50a) nos revela que Rabi Akiva retirava a palha do cabelo de sua esposa. A palha representa as coisas supérfluas, e o cabelo representa a parte que mais se apega às vanidades. Rabi Akiva removeu tudo isso, enquanto Essav as abraçou.
 
Há uma razão pela qual foi Rabi Akiva quem encontrou a missão de sua vida em ser o oposto de Essav, e dedicar sua vida a "tirar palha do cabelo". Rabi Akiva começou como um homem simples, longe de ser um Tzadik. Ao contrário. Ele afirmava que não queria apenas morder qualquer estudioso da Torá que pudesse encontrar, mas que ele queria mordê-los como um burro, cuja mordida é tão forte que quebra ossos. Essav também tentou morder Yaakov, aquele que se sentava e estudava Torá. Rabi Akiva começou como uma pessoa parecida com Essav, ele também sentia ódio pelos estudiosos da Torá. Mas ele acabou se tornando maior do que todos os sábios. Ele era a essência do Baal Teshuvá, a pessoa que despertou e, ao descobriu para que estava realmente neste mundo, aproveitou ao máximo o tempo que lhe restava. Nossos sábios nos dizem que quando D'us mostrou a Moshé uma palestra do Rabi Akiva, ele não conseguiu entender. Havia coisas que não foram reveladas a Moshé, mas que foram reveladas a Rabi Akiva. Como ensina o Talmud (Brachót 34b), o nível que um Baal Teshuvá pode chegar é maior do que o de um Tzadik. Moshé era um Tzadik Gamur, um homem perfeitamente justo desde sua juventude, e ele simplesmente não conseguia se conectar ao nível que Rabi Akiva havia alcançado.
 
Os dois bodes de Yom Kipur são chamadas "seirim", que literalmente significa "peludos". Os bodes de Yom Kipur nos ensinam que o destino do povo judeu é para D'us, e que as coisas negativas podem ser enviadas para Azazel. Quando Yaakov voltou para casa, ele enviou para Essav muitos animais, para acalmá-lo. Entre eles foram enviados 20 bodes. Ele fez isso para compensar os 20 anos em que esteve na casa de Lavan e não teve como enviar o bode de Yom Kipur para Azazel. Pois enviar a cabra para Azazel é realmente enviá-la para Essav.
 
A cada Yom Kipur afirmamos que somos pessoas inerentemente boas. Somos como o homem liso, sem pelos, em quem nada pode grudar. De acordo com o Midrash, o próprio nome "Essav" está associado com a palavra "Shav", que significa "Vanidade". Essav escolheu as luxúrias e vanidades deste mundo, escolheu se identificar com o mal. Ele é chamado de "pessoa com muitos pelos" pois optou por não arrancar os fios de palha, como fez Rabi Akiva, mas sim manter aqueles pedaços de palha presos em seus pelos. Nós enviamos nossas transgressões para Azazel, onde talvez elas encontrem um lugar para ficar, e ficamos limpos das transgressões que cometemos.
 
Explica o Rav Elchanan Shoff que a principal mensagem de Yom Kipur é que, como somos descendentes de Yaacov, nada se gruda à nossa alma, não importa o quanto a pessoa tenha transgredido. Enquanto a pessoa for espiritualmente "lisa", ela pode superar qualquer coisa, como aprendemos com o Rabi Akiva. Ele era a raiz da Torá Oral, da mesma forma que Moshé era a raiz da Torá Escrita. A Torá escrita é sobre a revelação de D'us, enquanto a Torá Oral é sobre nosso esforço e energia. É nossa chance de "dialogar" com D'us. É isso o que Rabi Akiva personifica e trouxe ao mundo.
 
A Guematria de "HaSatan", que é o anjo da guarda de Essav, é 364. Isto significa que ele tem controle sobre nós 364 dias no ano. Mas há um dia no qual estamos imunes a ele. Esse dia é Yom Kipur. É o dia em que nos lembramos que aquele homem com muitos pelos pode ser nosso irmão gêmeo, mas é completamente diferente de nós. Os dois bodes são parecidos por fora, mas não há nada mais diferente no mundo do que aqueles dois bodes, um que vai para D'us e outro que vai para Azazel. Yom Kipur nos recorda que nossa essência é pura e única, e era isso que Rabi Akiva representava.
 
Assim nos ensina o Talmud (Yoma 85b) "Disse Rabi Akiva: 'Quão afortunado você é Israel. Diante de Quem você se torna puro e Quem o purifica? Seu Pai Celestial. Assim como um Mikve purifica o impuro, Hashem purifica Israel'". A própria história de Rabi Akiva nos ensina que não importa o que alguém tenha feito de errado, sua essência permanece pura, e tudo o que ele tem a fazer é limpar qualquer palha que tenha caído em sua alma "lisa", e ela ficará limpa mais uma vez.
 

Que sejamos selados no Livro da Vida
 
SHABAT SHALOM E SHANÁ TOVÁ

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp